Raquel Anderson: O orgulho vem antes da queda. Isso é verdade para cada indivíduo, e Dan Jarvis diz que também é verdade para as nações.
Dan Jarvis: O orgulho as derruba. É justamente a luta para ser grande que acaba levando uma nação à queda.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Bem, como nação, temos muito pelo que agradecer: a liberdade de falar sobre o Senhor em programas como este e a liberdade de votar e fazer nossa voz ser ouvida. Também temos a responsabilidade de votar e de transmitir essas liberdades à próxima geração.
Nesta época de votação tanto nos Estados Unidos como no Brasil, vamos ouvir a parte dois de uma série de Dan Jarvis sobre o que significa ser uma nação humilde. Dan faz parte da equipe do ministério Life …
Raquel Anderson: O orgulho vem antes da queda. Isso é verdade para cada indivíduo, e Dan Jarvis diz que também é verdade para as nações.
Dan Jarvis: O orgulho as derruba. É justamente a luta para ser grande que acaba levando uma nação à queda.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Bem, como nação, temos muito pelo que agradecer: a liberdade de falar sobre o Senhor em programas como este e a liberdade de votar e fazer nossa voz ser ouvida. Também temos a responsabilidade de votar e de transmitir essas liberdades à próxima geração.
Nesta época de votação tanto nos Estados Unidos como no Brasil, vamos ouvir a parte dois de uma série de Dan Jarvis sobre o que significa ser uma nação humilde. Dan faz parte da equipe do ministério Life Action, a organização-mãe do Aviva Nossos Corações, e também é pastor de uma igreja em Michigan, nos Estados Unidos.
Ontem, Dan nos deu percepções valiosas sobre o que significa um país ser grande. Ele explicou que a verdadeira grandeza vem da humildade. Hoje, Dan retorna para dar continuidade à série. Vamos ouvir.
Dan: Toda nação tem uma escolha — uma escolha entre humildade ou humilhação, entre se curvar diante de Deus ou caminhar pelo caminho do orgulho.
Este é o segundo episódio de uma série de três mensagens sobre o que a Bíblia diz a respeito de ser uma nação humilde, sabendo que grandes nações são nações humildes. Para Deus, quanto mais humilde uma pessoa é, mais Ele a exalta. Isso é exatamente o oposto da maneira como o mundo em que vivemos funciona.
Às vezes, quando falamos de nações, as pessoas perguntam: “Será que Deus ainda se importa com as nações ou Ele está interessado apenas nos corações individuais?” E, claro, em termos de eternidade, estamos principalmente interessados na posição das pessoas diante de Deus, justificadas pela Sua graça, entrando no céu com aqueles que amam. Esse é o chamado principal do Novo Testamento: que você se arrependa, experimente o Evangelho e ande com Deus.
Mas Deus nos dá a oportunidade de fazer parte de nações por uma razão. Eu acredito que há motivos importantes para não apenas olharmos para o que as Escrituras dizem a nós individualmente ou às nossas igrejas, mas também para pensarmos nisso em relação ao povo do qual fazemos parte, à nação em que vivemos, e buscarmos a bênção de Deus também nesse contexto.
Gostaria de apresentar quatro razões bíblicas pelas quais creio que Deus se importa com as nações. A primeira está em Atos 17. É aquela cena em que Paulo confronta os filósofos atenienses no Areópago. Era um lugar onde as pessoas estavam acostumadas a discutir ideias e considerar o que havia de mais novo em termos de religião ou filosofia.
Paulo entra ali e, de certa forma, “explode” a reunião com verdades que eles nunca tinham ouvido. No contexto dessa conversa, em que ele os confrontava por causa da idolatria e os chamava a olhar para o Deus Criador de tudo, que lhes deu vida, fôlego e o próprio ser, ele inclui uma pequena pérola sobre o propósito das nações. Por muitos anos, eu li isso sem realmente pensar nisso no contexto da minha própria nação.
Vamos ler juntos para você entender o que quero dizer. Atos 17.26. Paulo diz:
De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós. (vv. 26–27)
Eu creio que Deus tem um propósito para cada povo, para cada nação. Em última instância, Ele aguarda o dia em que pessoas de toda tribo, língua e nação estarão reunidas ao redor do Seu trono, adorando-O e louvando-O por toda a eternidade. É isso que esperamos. Sabemos que o Evangelho foi dado a todas as nações para que cada pessoa, em todo lugar, tenha a oportunidade de andar com Deus como foi criada para fazer.
Mas por que Deus colocou você na nação em que vive hoje? Por que essa nação existe hoje e não há mil anos ou 2 mil anos? Por que, quando você lê um livro de história, vê grandes impérios e nações que dominavam o mundo e hoje já não ouvimos falar deles? Ou que, ao olhar para esses antigos impérios, tudo o que encontramos são ruínas do que um dia foram? Qual é a função de Deus em tudo isso?
Acho que em Atos encontramos esse propósito: o plano de Deus é que, à medida que as pessoas se organizam em grupos e nações, isso as leve a buscar a Deus e, juntas, a andar com Ele.
Você pode perguntar de forma bem simples: “Minha nação está cumprindo os propósitos de Deus?” Pode haver propósitos que não entendemos completamente ou que não conseguimos ver agora, e talvez só saibamos no céu se eles foram cumpridos. Mas, ao considerarmos que queremos que as pessoas busquem a Deus e o Evangelho, acredito que as nações fazem parte dessa história. Por isso, não acho que devamos ignorar o que elas significam.
A segunda razão pela qual creio que Deus se importa com as nações é que Ele espera que as nações O honrem. Não diz apenas “as pessoas que vivem nas nações”. Diz que as nações devem honrá-Lo.
O Salmo 67 diz assim. É uma oração, mas ouça o que o autor pressupõe sobre as nações do mundo inteiro, não apenas Israel:
Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe,
e faça resplandecer sobre nós o seu rosto;Para que se conheça na terra o teu caminho
e, em todas as nações, a tua salvação.
Louvem-te os povos, ó Deus!
Louvem-te os povos todos!
Alegrem-se e exultem as nações,
pois julgas os povos com justiça
e guias na terra as nações.Louvem-te os povos, ó Deus!
Louvem-te os povos todos!
A terra deu o seu fruto,
e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
Que Deus nos abençoe,
e todos os confins da terra o temerão.
Deus espera que toda nação e toda pessoa em cada nação O glorifique. Mais uma vez, você pode fazer uma pequena avaliação e perguntar: “Minha nação está glorificando a Deus?” Mas, antes de criticar as pessoas ao seu redor, olhe para sua própria vida e pergunte: “Eu estou glorificando a Deus? Estou dando a Ele a honra e o respeito que lhe são devidos? Eu O temo e obedeço?”
Depois disso, você pode olhar para o povo no qual Deus o colocou e dizer: “Como nação, o que seria necessário para que fôssemos um povo que realmente traz glória a Deus — um povo que O louva, O honra e, então, desfruta das Suas bênçãos?”
A terceira razão pela qual as nações importam para Deus é porque Ele nos diz isso. Em Provérbios 14.34, as Escrituras afirmam que a justiça exalta uma nação.
A justiça é a glória da nação, mas o pecado é a vergonha dos povos.
O pecado é uma desgraça. Eu estava lendo um livro publicado em 2013, por David Cobb, do Hillsdale College. O título do livro é Humildade: Uma biografia improvável da maior virtude dos Estados Unidos. Só o título já é algo bem diferente do que ouvimos na mídia. Isso claramente nos leva por um caminho que não costumamos percorrer.
Veja o que ele disse:
Nossa era de arrogância obscurece a ideia de que a humildade é a virtude indispensável para o avanço da grandeza. O significado pessoal dessa ideia é radical: para ser verdadeiramente grande, é preciso ser humilde. O significado político dessa ideia é profundo: para que uma nação seja verdadeiramente e duradouramente grande, sua marca distintiva deve ser a humildade. Como nação, essa ideia deveria ter enormes consequências, pois alguns de nossos maiores momentos foram marcados pela humildade. Nosso futuro deveria ser informado por esse passado.
Veja, é a justiça, a piedade e a humildade que exaltam as nações, mas o pecado as derruba. O orgulho as rebaixa. É justamente a luta para ser grande que acaba levando uma nação à queda.
A quarta e talvez mais importante razão pela qual acredito que Deus se interessa pelas nações — e que nós deveríamos prestar atenção à trajetória da nossa própria nação — está em Jeremias 18.
Muitas profecias do Antigo Testamento, em seu contexto, são dirigidas diretamente à nação de Israel. Mas, ocasionalmente, enquanto Deus fala ao Seu povo escolhido, o véu é levantado um pouco e vemos o coração de Deus para todas as nações. Jeremias 18 é um desses momentos. As Escrituras dizem assim:
Então a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: — Casa de Israel, será que não posso fazer com vocês como fez esse oleiro? — diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim são vocês na minha mão, ó casa de Israel. No momento em que eu falar a respeito de uma nação ou de um reino para o arrancar, derrubar e destruir, se essa nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu mudarei de ideia a respeito do mal que pensava fazer-lhe. E, no momento em que eu falar a respeito de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mau aos meus olhos e não obedecer à minha voz, então eu mudarei de ideia quanto ao bem que havia prometido fazer. (vv. 5–10)
Essa passagem me diz que toda nação tem uma escolha. Mesmo que já esteja em declínio, mesmo que pareça que o resultado é inevitável e que não há esperança de resgate, o arrependimento pode mudar o rumo da história.
Da mesma forma, ela nos diz que as nações também têm uma escolha quando estão em ascensão. Quando tudo vai bem, quando há prosperidade e liberdade, quando há segurança e crescimento econômico — se, nesse momento, elas se afastam de Deus, perdem a oportunidade da bênção, e Deus pode reconsiderar o bem que havia planejado para aquele povo.
O que é interessante é o que acontece a seguir na narrativa de Jeremias 18. Deus diz:
Portanto, [Jeremias] fale agora ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: "Eis que estou forjando uma calamidade e formando um plano contra vocês. Por isso, convertam-se, cada um de vocês, do seu mau caminho e corrijam a sua conduta e as suas ações". Mas eles dizem: "Não! É inútil! Porque seguiremos os nossos planos, e cada um fará segundo a dureza do seu coração maligno." (vv. 11–12)
Que declaração triste. Mesmo com um aviso direto de Deus de que estavam se aproximando do fim, eles ainda permaneceram em orgulhosa rebeldia contra Ele, escolhendo deliberadamente o caminho do orgulho que leva à humilhação, em vez do caminho da humildade que levaria à verdadeira honra.
Portanto, assim diz o Senhor: "Perguntem agora entre os gentios se alguém já ouviu uma coisa dessas. A virgem de Israel fez uma coisa sobremaneira horrenda!
É como se Deus estivesse expressando Seu espanto diante da rebeldia do povo, mesmo depois de ter sido advertido de que precisava se arrepender. Ainda desafiando a Deus. Ainda desobedecendo aos Seus mandamentos.
Mas o meu povo se esqueceu de mim. Queimou incenso aos ídolos, que os fizeram tropeçar nos seus caminhos e nas veredas antigas, para que andassem por desvios, por caminhos não aterrados, para fazerem da sua terra um objeto de horror e de incessantes vaias. Todo aquele que passar por ela ficará espantado e balançará a cabeça. Como vento leste, eu os espalharei diante dos inimigos. Eu lhes mostrarei as costas e não o rosto, no dia da sua calamidade. (vv. 15–17)
O que é triste é que tudo isso de fato aconteceu com a nação de Israel. Depois do ministério de Jeremias — em que ninguém o ouviu, em que, pelo menos do ponto de vista do povo, Jeremias estava desperdiçando palavras — eles não tinham nenhuma intenção de seguir a Deus nem de se arrepender. No fim, Israel foi levado ao exílio e derrotado por seus inimigos.
Os melhores e mais brilhantes da sua geração — e até das gerações seguintes — foram perdidos por causa do orgulho, por causa da recusa em se submeter a Deus, mesmo quando Ele os advertiu de que o tempo havia chegado.
Há ainda outro detalhe nessa história que me chama a atenção e que acende um alerta no meu coração, como alguém que deseja ser uma voz para o Evangelho e quer que amigos e vizinhos ouçam a verdade. É o que o povo disse sobre Jeremias enquanto ele tentava lhes dizer a verdade. Veja o que as Escrituras dizem:
Então disseram: — Venham! Vamos fazer planos contra Jeremias. Porque não há de faltar a lei ao sacerdote, nem o conselho ao sábio, nem a palavra ao profeta. Venham! Vamos fazer acusações contra ele e não dar atenção a nenhuma das suas palavras. (v. 18)
Resumindo: o que Deus realmente pensa sobre as nações? Sobre a sua nação e a minha nação? Primeiro, aprendemos em Atos que Ele tem um propósito para elas. Segundo, vimos nos Salmos que Ele espera honra das nações. Depois, em Provérbios, aprendemos que Ele abençoa e exalta aqueles que andam em justiça, piedade e humildade. E, por fim, em Jeremias, descobrimos que Deus convida as nações à vida e à alegria, mas tem a palavra final quanto ao destino delas.
Talvez você diga: “Tudo isso faz sentido. Mas como isso se aplica a mim? Como isso se aplica a nós, à nossa situação ou à minha igreja?”
Bem, como cristãos, fazemos parte de uma nova nação que está acima dos reinos deste mundo e que vai durar muito mais do que o Brasil, os Estados Unidos, a Rússia, a China ou qualquer outro país que hoje aparece no mapa.
Ainda que essas nações importem — sua geografia importa, os povos que nelas vivem importam, e há diferentes maneiras de alcançá-los e servi-los — nós oramos para que todas as nações do mundo se unam a um grande coro de amor, louvor e adoração a Deus. Sabemos que este mundo não é o nosso lar; somos cidadãos de uma pátria muito maior e eterna, e essa deve ser a nossa primeira prioridade.
Então, o que podemos fazer? Talvez estejamos vivendo em uma nação onde vemos decadência cultural ao nosso redor, e isso nos preocupa quanto ao futuro dos nossos filhos e netos. Também nos preocupamos com nossos vizinhos e com o destino eterno deles, com suas almas. Por onde começamos a ver cura chegando às nações da terra e, finalmente, a convidar pessoas a fazer parte da nação celestial?
Aqui estão algumas coisas em que eu acredito. Em primeiro lugar, tudo isso começa com quebrantamento pessoal. Não quebrantamento no sentido de uma vida destruída ou bagunçada, mas quebrantamento de coração — enxergar o que realmente está acontecendo.
É como se você passasse a ver as situações com os olhos do Senhor e reconhecesse o quão dolorosa é a decadência cultural, a desestruturação das famílias e o orgulho no coração das pessoas, que as impede de cumprir o propósito da sua existência.
No seu coração, você se quebranta diante de Deus e diz: “Senhor, não quero mais resistir a Ti. Quero o melhor que o Senhor tem para mim. Reconheço que nunca vou encontrar isso andando pelo caminho do orgulho ou fazendo tudo do meu jeito. Quero me ajoelhar diante de Ti”.
É como aquela ideia de “domar” um cavalo. O cavalo é selvagem, livre, corre pelos campos com o pelo ao vento. É bonito de se ver, mas não serve para nada. Mas quando o cavalo é domado, quando a sua vontade é quebrada, ele pode ser usado pelo seu dono para algo bom.
Da mesma forma, Deus nos convida a ser quebrantados — a abrir mão da nossa vontade e dizer: “Senhor, eu me submeto a Ti. Não quero mais me agarrar aos meus direitos nem ao meu orgulho. Quero que o Senhor me use”.
Quando olhamos para a cultura ao nosso redor e dizemos: “Sim, há orgulho em toda parte. Há arrogância. Há imoralidade. O que eu faço?”
Começamos dizendo: “Senhor, usa-me, com o meu coração quebrantado, com o meu espírito disposto a fazer a Tua vontade”.
A segunda coisa que precisamos fazer é, muito pessoalmente, nos arrepender. Falamos disso na primeira parte da série: não existe transformação nacional sem transformação pessoal. Eu e você precisamos mudar de direção. Precisamos nos arrepender.
Olhamos para a nossa vida, para os pecados que cometemos, os acordos errados que fazemos, o que assistimos, o que fazemos, as atitudes que mantemos, e dizemos: “Senhor, em tudo isso eu quero me voltar para Ti. Não quero mais andar no meu próprio caminho. Quero andar no Teu caminho. Quero seguir Jesus”.
A terceira coisa, fundamental, é a oração fervorosa. Ao longo das Escrituras, quando vemos o povo de Deus em grande necessidade, em perigo ou cercado por inimigos, muitas histórias terminam em desastre porque o povo achava que não precisava de Deus.
Mas, às vezes, ao ler a Bíblia, vemos momentos em que as pessoas se uniram e oraram de todo o coração, clamaram a Deus por livramento, por misericórdia, por uma transformação que mudasse a situação. Eu acredito que este é um momento assim no nosso mundo hoje — em muitas nações — em que a pressão é grande, há tanta dificuldade, divisão, racismo, raiva, e até a possibilidade de guerra e colapso. Tudo isso pode nos deixar extremamente preocupados.
Mas, em vez de carregar esses fardos, podemos lançá-los sobre Jesus. Podemos orar juntos e clamar por Sua ajuda, Sua misericórdia, Sua graça, Sua sabedoria para situações nas quais não temos resposta.
A última coisa que considero importante, se realmente nos importamos com as nações como Deus se importa, é lembrar que não estamos apenas preocupados se as instituições políticas vão sobreviver ou se uma nação será considerada “grande” segundo algum gráfico. Estamos preocupados com as almas das nações e das pessoas que vivem nelas.
Isso nos leva de volta a um dos mandamentos centrais de Jesus, o último da Sua vida terrena, em Mateus 28 — a Grande Comissão. Jesus disse aos Seus discípulos: “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (vv. 19–20, paráfrase)
Essa foi a missão dada aos discípulos: levar a verdade do Evangelho, a oportunidade de andar com Deus e seguir a Jesus, às nações — para que todas as pessoas, todos os povos, em todo lugar, judeus e gentios, escravos e livres, todos, tivessem a oportunidade de honrar a Deus e viver com Ele.
Enquanto oramos e refletimos sobre o lugar que ocupamos na vida, podemos apenas comentar sobre a política ao nosso redor ou nos preocupar com tendências globais e geopolítica.
Mas talvez nosso tempo seja mais bem usado se nos dedicarmos à Grande Comissão, dizendo: “Senhor, se o Senhor tem um plano para as nações, se o Seu propósito é que as pessoas Te busquem e Te encontrem, eu quero ser uma voz do Teu Evangelho. Quero deixar claro que a Tua Palavra é a verdade que as pessoas precisam seguir e obedecer, e que existe um caminho melhor do que aquele que o mundo está oferecendo”.
Eu não sei se isso resulta em uma transformação imediata de um país. Certamente, se milhões de pessoas decidissem seguir Jesus ao mesmo tempo, tudo mudaria. Mas eu não posso controlar isso. Não tenho poder para mudar milhões de pessoas de uma vez.
- Mas posso alcançar mais uma pessoa ao meu redor.
- Posso amar mais uma pessoa que está em necessidade.
- Posso falar com um vizinho que ainda não ouviu o Evangelho e compartilhá-lo com ele.
- Posso ser intencional em orar pelas pessoas ao meu redor, para que encontrem Jesus e para que eu seja luz para elas.
Eu realmente acredito que, se essa fosse a nossa atitude como cristãos — se nos víssemos como pessoas em missão, mais preocupadas com a eternidade e com as almas do que com o que podemos perder neste mundo — isso poderia, sim, acabar sendo também a resposta aqui na terra.
Eu me pergunto se hoje você oraria comigo para que Deus opere em nossos corações. Podemos orar pelas grandes mudanças que todos sabemos que são necessárias nas nações do mundo. Podemos orar por paz, por justiça e por coisas assim. Mas que tal orarmos para que Deus nos mobilize, nos envie e coloque um fogo em nosso coração para cumprir a grande comissão que Ele colocou diante de nós, para que todas as nações do mundo, ao menos, tenham a oportunidade de amar e seguir a Jesus?
Vamos orar. Senhor, vemos em toda a Tua Palavra diversas mensagens que o Senhor dirige às nações — às vezes muito específicas para um determinado povo, uma nação ou um rei; outras vezes mais gerais, quando o Senhor estabelece princípios para todas as nações do mundo. Senhor, também vemos em toda a Tua Palavra que as nações importam para Ti não tanto por causa de sua política ou geografia, mas por causa das pessoas que o Senhor criou, que o Senhor ama e que vivem dentro desses povos.
Eu oro, Senhor, para que, acima de tudo, o Senhor nos use para os Teus propósitos e que, mesmo quando não entendemos completamente o que está acontecendo ao nosso redor, ou mesmo qual é o Teu propósito final na forma como as nações se levantam e caem, ainda assim depositemos nossa fé em Ti.
E então, Senhor, ao olharmos ao nosso redor e vermos corrupção e decadência cultural, e nos preocuparmos e ficarmos aflitos com o que vemos, ajuda-nos a transformar tudo isso em oração, em arrependimento pessoal e em quebrantamento, e a não nos contentarmos apenas em observar outros caírem nas armadilhas que o pecado armou diante deles.
Em vez disso, Senhor, ajuda-nos a fazer parte da resposta para tudo isso, brilhando a Tua luz, compartilhando o Teu Evangelho, sendo cristãos comprometidos com a Grande Comissão. Essa é a nossa esperança, Senhor. E que um dia, quando nos reunirmos ao redor do Teu trono na eternidade, em uma nova nação, em um reino eterno que o Senhor estabelecerá, onde pessoas de todos os reinos da terra — representantes de toda tribo, língua e nação — estarão reunidas diante do trono, naquele momento cantaremos louvores a Ti como um só povo, com uma só voz.
Até que esse dia chegue, Senhor, ajuda-nos a permanecer firmes na missão e a ser luz, não importa quão escuro o mundo ao nosso redor se torne. Em nome de Jesus nós oramos, amém.
Nancy: O pastor Dan Jarvis tem nos trazido uma mensagem sobre o que torna uma nação verdadeiramente grande. Não são empregos, nem inovação, nem um exército forte ou segurança nacional. É a humildade diante do Senhor.
E você oraria para que essa humildade comece em você e em mim? E então que ela se espalhe para nossas igrejas e, depois, para nossa nação e para o mundo?
Estou orando para que Deus avive o Seu povo. Estou orando para que, quando mostrarmos um retrato atraente do Evangelho, o mundo perceba e deseje aquilo que temos.
Dizer que esta temporada eleitoral é tumultuada é pouco. E neste dia de eleição, talvez você esteja se sentindo perturbada, preocupada, frustrada com todo esse processo. Muitas pessoas estão. Mas deixe-me lembrá-la de que Deus não está surpreso e continua no controle.
Para encerrarmos nosso tempo hoje, ouviremos alguns amigos que estão aqui para orar pela nossa nação. Aqui está Janet Parshall.
Janet Parshall: Você se uniria a mim em oração pela nação? Nosso gracioso Pai celestial, nos colocamos diante de Ti plenamente conscientes dos nossos pecados como nação. Viramos as costas para os Teus princípios e preceitos e fizemos o que parecia certo aos nossos próprios olhos. Batemos no peito, Pai, e dissemos que seríamos como deuses. Pegamos a Tua perfeição e a tornamos profana, e somos dignos do Teu juízo.
Por isso, Pai, nos colocamos diante de Ti clamando por misericórdia, suplicando perdão, pedindo que o Senhor nos perdoe de todos os nossos pecados. O Senhor é um Deus que ouve. Daniel intercedeu pelos pecados de Judá. Pai, assim como Daniel no passado, pedimos que o Senhor ouça, que o Senhor atenda e que o Senhor aja. Nós Te amamos, Pai. Cremos que o Senhor nos perdoará dos nossos pecados. Pedimos mais uma vez profundo perdão e suplicamos por cura em nossa terra. Oramos tudo isso em nome de Jesus.
Nancy: Dando continuidade à oração, aqui está Keith Getty.
Keith Getty: Nosso Pai celestial, lembramo-nos daquele belo hino que Frank Houghton escreveu, que diz que carregamos a tocha em chamas, que caiu das mãos daqueles que deram suas vidas proclamando que Jesus morreu e ressuscitou; que a nossa é a mesma comissão, a mesma mensagem de alegria, a mesma ambição. A Ti entregamos o nosso fogo.
Pai, nós Te agradecemos porque hoje estamos aqui como nação. Estamos sobre o legado de gerações de pessoas que, em muitos casos, arriscaram suas vidas por causa da fé. Estamos sobre o legado de mestres fiéis, educadores fiéis, artistas fiéis, cientistas fiéis; pastores fiéis, pais fiéis.
E, Pai, ao olharmos hoje para nossas próprias famílias, comunidades e igrejas, reconhecemos que somos um país que vive cada vez mais como se o Senhor não existisse. Por isso, oramos pelo Teu povo, para que dobremos os joelhos diante de Ti, para que nos arrependamos dos nossos pecados e passemos a viver de maneira digna do Senhor. Oramos para que sejamos destemidos tanto em viver o Teu Evangelho quanto em compartilhá-lo com outras pessoas, e que os círculos ao nosso redor, Pai, sejam transformados ao longo do tempo pelo poder do Teu Espírito. Amém.
Nancy: Para encerrar nosso tempo de oração, aqui está Blair Linne.
Blair Linne: Pai celestial, nos colocamos diante de Ti em nome do Teu Filho, Jesus Cristo, clamando em favor desta nação. Deus, precisamos que o Senhor aja nesta nação. Pedimos que o Senhor tenha misericórdia de nós. Senhor, colocamos diante de Ti o Teu povo. Pedimos que o Senhor avive o Teu povo, que o Senhor avive a Tua igreja. Senhor, põe fogo no coração deles por Ti.
Eu oro para que a Tua igreja permaneça firme na Tua Palavra e seja guiada pelo Teu Espírito. Quando olhamos para o mundo e vemos a perspectiva do mundo pressionando contra nós, peço que o Senhor nos ajude a sermos fiéis, a perseverarmos, a mantermos diante de nós a nossa esperança eterna — aquela esperança da ressurreição que nunca perece, não se estraga nem se desvanece.
Eu oro, Senhor, para que o Senhor levante líderes que temam o Teu nome e façam o bem ao Teu povo. Deus, também peço que o Senhor nos perdoe por todos os nossos pecados. Perdoa-nos pelo pecado do aborto e do assassinato. Oro para que o Senhor transforme o coração dos líderes, para que vejam que toda criança é feita à imagem de Deus — que eles vejam isso, Senhor, e se arrependam e se voltem para Ti.
Senhor, oro pela Tua igreja. Oro para que o Senhor levante homens com caráter de presbíteros para liderar a Tua igreja. Oro para que esses homens sejam santos e temam o Teu nome. Oro, Senhor, para que a Tua verdade seja proclamada nos púlpitos. Oro para que muitos venham a conhecer Jesus por meio deste testemunho. Ajuda-nos, como Tua igreja, a fazer discípulos de todas as nações. Oro tudo isso em nome de Jesus, amém.
Nancy: Temos orado pela nossa nação com alguns amigos do Aviva Nossos Corações. Amanhã, nosso palestrante convidado, Dan Jarvis, estará de volta para encerrar esta série sobre o que significa ser uma grande nação — isto é, uma nação humilde diante de Deus.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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