Raquel Anderson: O que torna uma nação verdadeiramente grande? Aqui está o pastor Dan Jarvis.
Dan Jarvis: Se queremos que a nossa cultura mude, nós precisamos mudar. Então, a humildade, acredito eu, é sempre o primeiro passo que damos quando estamos nos movendo em direção a Deus. Isso vale tanto para as nações quanto para os indivíduos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livro O céu reina, na voz de Renata Santos. Este livro de Nancy DeMoss Wolgemuth nos ajudará a fixar nossos olhos em uma única verdade — "O céu reina" em meio às incertezas, medos, lutas e sofrimentos que enfrentamos. E essa é a verdade que nos conforta e nos dá esperança em todas as fases de nossas vidas.
Clique no link aqui na transcrição deste episódio ou visite o nosso site e obtenha a sua cópia …
Raquel Anderson: O que torna uma nação verdadeiramente grande? Aqui está o pastor Dan Jarvis.
Dan Jarvis: Se queremos que a nossa cultura mude, nós precisamos mudar. Então, a humildade, acredito eu, é sempre o primeiro passo que damos quando estamos nos movendo em direção a Deus. Isso vale tanto para as nações quanto para os indivíduos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora do livro O céu reina, na voz de Renata Santos. Este livro de Nancy DeMoss Wolgemuth nos ajudará a fixar nossos olhos em uma única verdade — "O céu reina" em meio às incertezas, medos, lutas e sofrimentos que enfrentamos. E essa é a verdade que nos conforta e nos dá esperança em todas as fases de nossas vidas.
Clique no link aqui na transcrição deste episódio ou visite o nosso site e obtenha a sua cópia ainda hoje, avivanossoscoracoes.com.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Durante toda esta semana, o pastor Dan Jarvis tem nos levado à Palavra de Deus e nos mostrado o que significa ser uma nação verdadeiramente grande — isto é, uma nação humilde. Esta série tem sido tão oportuna e útil nesta época de eleições. Até agora, vimos por que a humildade é o caminho que realmente torna uma nação grande, e Dan nos mostrou o plano de Deus para as nações do mundo.
Hoje, vamos analisar algumas ações diretas para nos tornarmos uma nação que abraça a humildade diante do Senhor.
Dan Jarvis faz parte da equipe do Ministério Life Action, a organização que deu início ao Aviva Nossos Corações. Ele também é pastor de uma igreja nos Estados Unidos. Vamos agora ouvir Dan falando sobre o que significa ser uma nação humilde.
Dan: Bem, hoje estamos concluindo nossa série sobre o que a Bíblia diz a respeito de ser uma nação humilde, reconhecendo que a humildade é o que torna uma nação grande — bem diferente do que ouvimos na mídia ou, na verdade, do que muitas vezes praticamos em nossa própria vida.
O caminho para a grandeza, geralmente, achamos que tem a ver com poder, fama ou dinheiro. Mas, para Deus, a grandeza está realmente ligada à humildade. Quanto mais humildes somos diante de Deus, mais Ele nos exalta em honra, e mais participamos daquilo que Ele está fazendo no mundo.
É por isso que é tão importante falar sobre quebrantamento, arrependimento e oração, porque tudo isso indica que temos um coração humilde.
Quando pensamos em nações se humilhando diante de Deus, às vezes isso parece apenas um sonho. Eu não consigo imaginar minha nação chegando coletivamente a um ponto em que a maioria das pessoas esteja glorificando a Deus, é quase uma utopia, mas acredito que há esperança nas Escrituras.
Não existe uma fórmula pronta. Não há algo específico que você possa dizer, orar ou fazer que mude milhões de opiniões ao mesmo tempo. Mas cada um de nós pode ser uma luz, e cada um de nós, em sua própria vida, pode viver essa vida de humildade e arrependimento diante de Deus. Podemos orar. Podemos compartilhar o Evangelho. E, ao fazermos isso, esperamos que, uma pessoa de cada vez, uma família de cada vez, talvez uma igreja de cada vez ou uma comunidade de cada vez, a mudança possa acontecer.
Enquanto eu estudava pessoalmente essa ideia de ser uma nação humilde, isso me levou a uma pergunta, tentando definir como isso realmente se parece. Se você visse uma nação humilde diante de Deus, o que ela faria? Em que ela seria diferente das nações em que vivemos hoje?
Aqui estão algumas coisas que descobri:
Primeiro, acredito que uma nação humilde seria aquela que celebra o caráter moral e respeita a lei de Deus. Uma nação humilde não tentaria estabelecer suas próprias leis contra Deus, nem diria: “Podemos fazer o que quisermos, e ninguém pode nos dizer o contrário”.
Não. Ela se renderia à Palavra de Deus, dizendo: “Senhor, Criador dos céus e da terra, Tu nos fizeste. Tu nos colocaste aqui com um propósito. Portanto, viveremos segundo os Teus princípios morais. Respeitaremos as leis que Tu estabeleceste”.
A Bíblia, é claro, diz que a justiça exalta uma nação, mas o pecado é vergonha para qualquer povo. Isso se repete vez após vez ao longo da história. Vemos isso claramente exemplificado na história bíblica da nação de Israel, quando os períodos em que eles realmente respeitam a lei de Deus foram tempos de grande bênção, honra e alegria para o povo.
Mas assim que saíam desse caminho, assim que começavam a seguir a própria vontade, a criar suas próprias leis ou até a adorar ídolos e inventar sua própria religião, o desastre vinha sobre eles. O mal se espalhava pelas ruas. A liderança se perdia.
Ao longo da história, sempre que pessoas — seja um indivíduo, uma família ou uma nação inteira — decidem honrar a lei de Deus, há uma bênção que acompanha essa decisão.
Uma segunda característica que vejo em uma nação humilde é que ela atribui a graça e a provisão de Deus aos seus sucessos. Pense nisso: uma pessoa orgulhosa acha que tem tudo sob controle, que é capitã do próprio navio, que construiu seu próprio destino, e que todo sucesso é resultado da sua própria grandeza.
Mas uma pessoa humilde olha ao redor e não absorve o crédito dessa forma. Ela reconhece quem a ajudou a chegar aonde chegou, reconhece os fatores envolvidos, as bênçãos de Deus, o fato de ter sido criada por bons pais. Ela desvia o louvor para outros.
Creio que uma nação humilde faria o mesmo. Ela não se exaltaria, nem tentaria provar ao mundo o quanto é grande. Em vez disso, suas ações falariam por si mesmas. Ela seria humilde. Convidaria outros a participar desse sucesso, em vez de afastá-los.
Outra característica das nações humildes é que elas servem, libertam e protegem os outros.
Nações orgulhosas conquistam. Veja, por exemplo, os impérios antigos — romanos, babilônios, assírios — há histórias de reis orgulhosos conquistando terras. Há pouca humildade e são histórias sangrentas e terríveis. É triste que a história tenha sido tão marcada pela conquista.
Mas, quando você observa nações humildes, que não estão focadas apenas no próprio crescimento — claro que toda nação se preocupa com sua segurança —, mas o ponto central não é se exaltar.
Um exemplo disso pode ser visto nas nações aliadas durante a Segunda Guerra Mundial. Houve um momento, em meados da década de 1940, em que as nações aliadas — Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e outras — haviam essencialmente conquistado grande parte do planeta. Teria sido muito fácil, se os líderes estivessem cheios de orgulho e interesses próprios, dizer: “Não vamos devolver o poder aos povos locais das nações que libertamos; vamos ser os novos ocupantes”.
Isso teria sido o padrão histórico, mas não foi o que aconteceu. Houve um senso de que era preciso devolver o que havia sido tomado, libertar em vez de conquistar. Essa é uma qualidade boa, digna de celebração e de ser fortalecida.
Outra marca de uma nação humilde é reconhecer Deus nos assuntos públicos e privados. Penso na história dos Estados Unidos e na Convenção Constitucional. Quando os Estados Unidos estavam sendo formados e a Constituição estava sendo escrita, os fundadores chegaram a um impasse. Um único ponto de discordância ameaçava desfazer toda a convenção e encerrar o experimento americano.
Naquele momento, Benjamin Franklin, um dos pais fundadores, levantou-se e trouxe uma perspectiva importante. Ele disse:
Acaso já nos esquecemos do nosso poderoso Amigo? [Ele se referia a Deus.] Imaginamos que já não precisamos de Sua ajuda? Vivi, senhores, por muito tempo, e quanto mais vivo, mais provas convincentes vejo desta verdade: que Deus governa nos assuntos dos homens. E se um pardal não pode cair ao chão sem que Ele perceba, é provável que um império se erga sem a Sua ajuda?
Fomos assegurados, senhores, nas Escrituras Sagradas, de que ‘se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam’. Creio firmemente nisso, e também creio que, sem o Seu auxílio favorável, não teremos mais sucesso nesta construção política do que os construtores de Babel. Seremos divididos por nossos pequenos interesses locais; nossos projetos serão confundidos; e nós mesmos nos tornaremos motivo de vergonha e zombaria para as gerações futuras. E o que é pior, a humanidade poderá, a partir deste exemplo infeliz, desesperar-se de estabelecer governos pela sabedoria humana e deixá-los ao acaso, à guerra e à conquista.
Então, ouça o que Franklin disse. É aqui que percebo sua humildade, e sou muito grato por, na fundação dos EUA, ter havido essa convicção de que "Não podemos fazer isso sozinhos". Ele disse:
Portanto, proponho que, daqui em diante, orações pedindo a assistência do Céu e Suas bênçãos sobre nossas deliberações sejam feitas nesta Assembleia todas as manhãs antes de iniciarmos os trabalhos.
Acredito que nações humildes são cheias de gratidão. Elas não veem suas conquistas como prova de sua própria grandeza, mas dizem: “Obrigado”. “Obrigado” é uma expressão comum em uma nação humilde.
Romanos 1 nos diz que a falta de gratidão costuma ser o primeiro passo no caminho da decadência cultural. Quando uma nação não reconhece Deus ou não diz “obrigado” a Deus, não demora muito para que sua moral se desintegre. Vemos isso claramente em muitas nações hoje: quanto mais se afastam de Deus, menos agradecidas se tornam, e mais problemas sociais surgem.
Acredito também que uma nação humilde estuda e segue os princípios de sabedoria de Deus.
Quando penso em Provérbios e nas promessas ali contidas — princípios que conduzem à prosperidade — e olho para trás, me pergunto: será que a bênção que uma nação experimenta não está ligada apenas à qual político está no poder ou à estrutura do governo, mas ao fato de ter andado no caminho da sabedoria?
Estava relendo Provérbios. Há muitos exemplos ao longo de todo o livro do que significa andar com Deus em sabedoria. Mas pense nisto, e enquanto analisamos este texto em Provérbios 3, em vez de pensar apenas em si mesmo, pense na sua nação e pergunte-se se essas verdades não se aplicariam apenas individualmente, mas também em nível nacional.
Meu filho, não se esqueça dos meus ensinos, e que o seu coração guarde os meus mandamentos, porque eles aumentarão os seus dias e lhe acrescentarão anos de vida e paz. Não deixe que a bondade e a fidelidade abandonem você. Amarre-as ao pescoço; escreva-as na tábua do seu coração e você encontrará favor e boa compreensão diante de Deus e das outras pessoas. Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e afaste-se do mal. Isto será como um remédio para o seu corpo e refrigério para os seus ossos. Honre o Senhor com os seus bens e com as primícias de toda a sua renda; e os seus celeiros ficarão completamente cheios, e os seus lagares transbordarão de vinho. (vv. 1–10)
Mais adiante, no versículo 13, Provérbios diz:
Feliz é quem acha a sabedoria; feliz é aquele que alcança o entendimento. Porque o lucro que a sabedoria dá é melhor do que o lucro da prata, e a sua renda é melhor do que o ouro mais fino. A sabedoria é mais preciosa do que as joias, e tudo o que você possa desejar não se compara com ela. Em sua mão direita ela oferece vida longa, e na sua mão esquerda ela tem riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são paz. Ela é árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm. (vv. 13–18)
A evidência final de uma nação humilde, acredito eu, é sua capacidade de mudar de rumo — sua disposição para se arrepender quando reconhece que está no caminho errado.
Pessoas orgulhosas não gostam de se arrepender. Pessoas orgulhosas não admitem que erraram. Acham que acertaram da primeira vez e dizem: “Como você ousa me desafiar?” ou “Como você ousa dizer que estou indo pelo caminho errado?”
Uma pessoa humilde está disposta a pedir orientação. Está disposta a admitir que saiu do caminho e a se arrepender. E acredito que o mesmo vale para as nações.
Não basta falar de arrependimento em nível nacional. Precisamos torná-lo pessoal, porque a humildade é pessoal. Não faria sentido que instituições culturais ou líderes políticos fingissem humildade em público, mas fossem orgulhosos em segredo. Também não faz sentido pensar que uma nação possa ser humilde enquanto seus cidadãos permanecem orgulhosos. Humildade e arrependimento são traços profundamente pessoais. Se queremos que a cultura mude, nós precisamos mudar.
A humildade, creio eu, é sempre o primeiro passo quando nos movemos em direção a Deus — seja como nações ou como indivíduos.
Então, como damos esse passo? Como nos humilhamos diante de Deus para que Ele nos exalte?
Três coisas. . . três palavras-chave que, ao longo de toda a Bíblia, definem o que precisamos fazer se decidirmos andar com Deus, nos humilhar e mudar de rumo.
A primeira é escolher se arrepender. Arrependimento não é um sentimento. Não é algo acadêmico. Arrependimento é uma escolha: você estava andando em uma direção, se volta e passa a andar em outra. É mudar a mente sobre o que deve ser feito. É abandonar o orgulho e, em vez de um coração arrogante, ter um coração quebrantado, um coração humilde diante de Deus.
Nós nos afastaríamos da autossuficiência, do senso de direito, da falta de gratidão. Nos voltaríamos dessas coisas e nos humilharíamos diante de Deus, reconhecendo quem Ele é e quem nós somos — que Ele é Deus, e nós não somos. Quando reconhecemos isso, damos o primeiro passo. Ajustamos esse relacionamento. Nos arrependemos. Nos voltamos e dizemos: “Tenho andado por um caminho que leva à escuridão, à morte e ao desespero. Agora, quero me voltar e andar pelo caminho de Deus, o caminho da vida, da luz e da verdade.”
Pessoalmente, precisamos tomar essa decisão quando nos tornamos cristãos: decidir que queremos nos afastar do nosso antigo modo de viver e abraçar o novo. Com as nações não é diferente — é reconhecer que temos seguido por um caminho que está nos levando ao desastre. “Isso não satisfaz. Não é sábio. Não está nos levando a nada bom. Essa não é a história da qual eu quero fazer parte.” Então nós nos voltamos. Simplesmente admitimos que estávamos errados, mudamos nossa mente e, então, mudamos nossa direção.
A segunda escolha que precisamos fazer depois do arrependimento é a fé. Você precisa escolher crer em algo diferente daquilo em que acreditava antes, porque pessoas orgulhosas — e nações orgulhosas — confiam no próprio entendimento. Elas confiam no próprio caminho.
Mas pessoas humildes creem em Jesus. Elas reconhecem que não podem salvar a si mesmas. Não estão tentando provar algo ao mundo, como se pudessem ser boas o suficiente para Deus ou umas para as outras. Em vez disso, estão dispostas a admitir a verdade sobre si mesmas: que precisam de um Salvador, que precisam de misericórdia e redenção.
Por isso, a escolha de crer nos leva diretamente, de forma clara e óbvia, ao Evangelho. Se vamos ser uma nação humilde — e se você vai ser uma pessoa humilde — tudo começa com a rendição da sua vida a Cristo. Começa colocando sua fé naquilo que Ele fez para salvá-lo, porque você não podia salvar a si mesmo.
Quando Jesus morreu na cruz e ressuscitou dentre os mortos, isso não foi apenas um ato com implicações legais. Não foi apenas um evento histórico. Foi por você. Foi por mim. Foi pela minha nação e pela sua nação. Foi por todos nós. Jesus abriu um caminho para que pudéssemos nos aproximar de Deus, para que fôssemos reconciliados com Deus.
É preciso humildade para admitir: “Senhor, eu pequei. Não mereço estar perto de Ti por conta própria, e não posso mais traçar meu próprio caminho. Em vez disso, vou colocar minha fé em Ti para me salvar.”
É nesse momento que escolhemos crer no que a Palavra de Deus diz. Escolhemos crer nas promessas e nos princípios da Sua Palavra. Escolhemos crer em Cristo para nos salvar e nos redimir.
A terceira escolha — e essa é uma com a qual todos nós precisamos lidar em um mundo que, cada vez mais, nos empurra para longe de fazer o que é certo — é esta: crescemos em um mundo em que fazer o que é certo não é necessariamente popular e, cada vez mais, enfrentamos resistência por fazer o que é certo. Podemos até enfrentar perseguição por fazer o que é certo.
É aí que entra a terceira escolha. Nós nos arrependemos. Colocamos nossa fé em Jesus. Agora, precisamos escolher segui-Lo todos os dias. Precisamos escolher abraçar a liderança de Deus para a nossa vida — em vez de nos colocarmos, com orgulho, em oposição a Deus, ou até tentar dizer: “Deus é só meu co-piloto. Eu recebo conselhos de Deus.”
Não. Não é isso. Vamos segui-Lo como o Líder. É dizer: “Não vou mais ser o piloto. Senhor, Tu podes dirigir a minha vida. Eu me rendo à Tua vontade.” Escolhemos seguir a sabedoria revelada nas Escrituras, mesmo que ela contradiga a cultura, mesmo que nos faça parecer estranhos, loucos ou radicais. Dizemos: “Senhor, esta vida não é sobre mim. Não é sobre minha imagem diante das pessoas ou minha reputação. É sobre confiar em Ti e Te seguir.”
Escolhemos seguir Jesus como nosso Senhor porque Ele é, de fato, o Senhor. E essa história se estende muito além da existência de qualquer nação ou império terreno. Sabemos que um dia todos nós — cada pessoa, em todos os lugares, toda nação, todo rei, todos — nos curvaremos diante de Jesus e reconheceremos Seu senhorio. Temos a escolha de fazer isso aqui na terra, voluntariamente, ou esperar o Dia do Juízo, quando, em vez de dobrarmos os joelhos com alegria e abraçarmos Seu amor, seremos forçados a fazê-lo em um momento de terrível verdade.
Em Filipenses 2, Paulo escreve sobre Cristo que, depois da humildade de Jesus — Sua vinda à terra, assumindo a forma de servo e morrendo na cruz —, por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (vv. 9–11)
Essa decisão, esse reconhecimento, é mais importante do que qualquer outro. Se sabemos que a história caminha para esse momento, e se olhamos ao nosso redor e vemos um mundo perdido e morrendo, e pensamos nas pessoas da nossa própria nação — nossos vizinhos, nossas comunidades, nossos amigos, nossas famílias — e percebemos que não estão prontas para esse momento, a resposta correta não é política.
Não é uma questão de reorganizar a economia, melhorar um pouco a educação ou alcançar um avanço científico.
Tudo isso é bem-vindo, mas não resolve! A questão é a eternidade. Isso é o que mais importa. Como cristãos vivendo no meio das nações, fixamos nossos olhos na eternidade.
Olhamos adiante e dizemos: “Senhor, sabemos que Tu tens um propósito para a nação em que vivemos. Tenho uma responsabilidade, como cidadão dessa nação, de Te seguir, de Te buscar e até de encorajar meus concidadãos a andarem contigo.
Mas este mundo não é tudo o que existe. Quero ter certeza de que estou preparado e de que todas as pessoas que amo estão preparadas para aquele momento final em que nos curvaremos diante de Jesus no Dia do Juízo.”
Em meu estudo pessoal sobre a interação de Deus com as nações e a visão de Deus para as nações, encontrei um texto no Salmo 22. Para mim, esse texto trouxe clareza a algo que eu nunca havia conectado totalmente. Eu creio que Deus ama a todos. Ele ama o Brasil, os Estados Unidos. Ama a China. Ama a Europa. Ama as nações da África. É claro que Deus ama todos nós. Mas qual é a visão de Deus? Como tudo isso deve se encaixar?
Encontrei a resposta no Salmo 22. Talvez você queira ler comigo. A partir do versículo 25, o salmista escreve:
De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem. Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o Senhor aqueles que o buscam. Que o coração de vocês viva para sempre! Os confins da terra se lembrarão do Senhor e a ele se converterão. (vv. 25–26)
Quando li isso, pensei: estou lendo uma profecia, porque isso ainda não aconteceu. Eu anseio por esse dia, mas ainda não chegamos lá. “Todos os confins da terra se lembrarão do Senhor e se voltarão para Ele.”
E veja isto:
Diante dele se prostrarão todas as famílias das nações. Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações. Todos os ricos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão diante dele, até aquele que não pode preservar a própria vida. A posteridade o servirá, e se falará do Senhor à geração vindoura. Virão e anunciarão a justiça dele; ao povo que há de nascer, contarão que foi ele quem o fez. (vv. 27–31)
Eu anseio pelo dia em que se possa dizer: “Toda a terra reconhece o Senhor”, quando todas as famílias das nações se curvam diante dele. Essa é a nossa visão. Essa é a visão da Grande Comissão que Jesus nos deixou para cumprir aqui na terra — que, no meio das nações, não importa quão escuras as coisas se tornem, quão distorcidas estejam, ou quão decepcionados estejamos com líderes terrenos, mantenhamos essa visão diante de nós e saibamos que a história não termina aqui.
Somos apenas uma pequena nota de rodapé na grande história da humanidade — o que estamos vivendo agora. O quadro maior ainda está por vir. E isso me deixa animado. E você? Está chegando o dia em que todos nós, juntos, poderemos cantar com alegria os louvores a Deus em Sua presença.
Isso me dá força para viver hoje, quando enfrento lutas, perseguições ou dificuldades; quando sou tentado ou passo por provações. Saber que Deus me criou para algo muito maior do que aquilo que consigo enxergar agora faz toda a diferença. Há coisas acontecendo no mundo hoje que eu não entendo completamente, mas elas vão culminar nesse momento glorioso.
Vamos orar juntos pela sua nação? Vamos juntos elevar nossas vozes — não apenas pedindo que Deus mude os outros, mas dizendo: “Senhor, muda a nós. Queremos ser uma nação humilde diante de Ti. Queremos que as pessoas ao nosso redor reconheçam que não precisam mais lutar e se esforçar em orgulho, mas que podem andar pelo caminho da verdadeira grandeza, o caminho da humildade.”
É uma escolha. Uma escolha de se arrepender. Uma escolha de crer e ter fé em Jesus. Uma escolha de segui-Lo e seguir a Sua Palavra. Começamos dizendo: “Senhor, torna isso verdadeiro em mim. Não quero ser hipócrita. Quero ser alguém que realmente se arrepende, crê e Te segue.”
Depois, olhamos ao redor e dizemos: “Senhor, Tu me colocaste na nação em que vivo por um propósito. Talvez eu nem goste daqui. Talvez eu desejasse viver em outro lugar. Mas, Senhor, quero abraçar Teu propósito e entender que devo ser uma luz na minha nação para a Tua glória, até que Tu venhas e ponhas tudo em ordem.”
Vamos orar juntos.
Senhor, podemos estudar em toda a Tua Palavra tantos textos sobre o que Tu dizes às nações e qual é a Tua visão para elas. E, Senhor, isso realmente nos enche de esperança. Eu sei que a mim enche. Anseio pelo dia em que tudo isso se cumprirá, quando o Teu reino virá plenamente e a Tua vontade será feita na terra como no céu.
Mas, Senhor, até que tudo isso se cumpra, eu quero ser fiel. Quero ser humilde. Quero escolher me arrepender, crer em Ti e Te seguir. E mesmo nos momentos em que eu quiser desistir, ou quando a política ou a economia parecerem sem esperança, quando tudo parecer perdido, que esse seja o momento, Senhor, de me apegar a Ti e enxergar a Tua promessa celestial pelo que ela realmente é — não apenas algo que impacta o futuro, mas uma promessa que transforma a nossa vida e a nossa perspectiva agora.
Então, Senhor, aqui estamos nós, como Teu povo, pedindo que faças uma poderosa obra de despertar espiritual e transformação em nossas nações e em todo o mundo. Claro que desejamos isso, Senhor. Queremos que isso impacte todas as áreas da vida. Mas também sabemos que, independentemente do que aconteça no mundo ou em nossa própria nação, Tu nos chamastes para sermos fiéis. Tu nos chamastes para nos humilharmos e confiar que Tu nos exaltarás no tempo certo.
Por isso, confiamos em Ti, Senhor, e aguardamos com alegria servir-Te pelo restante de nossas vidas. Em nome de Jesus, oramos, amém.
Nancy: Dan Jarvis tem nos mostrado como é uma nação humilde. Se você perdeu algum dos ensinamentos dele nesta semana aqui no Aviva Nossos Corações, pode ouvir toda a série O que torna uma nação (verdadeiramente) grande? visitando avivanossoscoracoes.com.
Se você aprecia a forma como o Aviva Nossos Corações ajuda você a conectar a Palavra de Deus com as questões práticas do dia a dia, você poderia nos ajudar a continuar com esse ministério? Conseguimos levar este podcast até você graças a ouvintes como você, que apoiam financeiramente este ministério.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.