Do desespero ao livramento: A promessa do Salmo 107
Raquel Anderson: Se você está se perguntando por que Deus está permitindo que suas circunstâncias dolorosas continuem, aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth com uma mensagem de esperança para você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu não sei exatamente como isso vai acontecer na sua situação e na sua aflição, mas quero te assegurar que a Palavra de Deus promete que, no tempo dele e à maneira dele, Ele vai te livrar.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Ao longo de 2027 e 2028, Nancy vai nos conduzir por toda a Bíblia — de Gênesis a Apocalipse. Estamos chamando essa jornada de As maravilhas da Palavra, e estamos muito animadas com isso aqui no Aviva Nossos Corações. É por isso que hoje estamos compartilhando com você uma prévia dessa jornada.
…Raquel Anderson: Se você está se perguntando por que Deus está permitindo que suas circunstâncias dolorosas continuem, aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth com uma mensagem de esperança para você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu não sei exatamente como isso vai acontecer na sua situação e na sua aflição, mas quero te assegurar que a Palavra de Deus promete que, no tempo dele e à maneira dele, Ele vai te livrar.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Ao longo de 2027 e 2028, Nancy vai nos conduzir por toda a Bíblia — de Gênesis a Apocalipse. Estamos chamando essa jornada de As maravilhas da Palavra, e estamos muito animadas com isso aqui no Aviva Nossos Corações. É por isso que hoje estamos compartilhando com você uma prévia dessa jornada.
Nancy gravou este episódio sobre o Salmo 107, e é maravilhoso. Se você é uma mulher que está passando por circunstâncias desesperadoras, está prestes a receber uma esperança sólida da Palavra de Deus.
Vamos ouvir.
Nancy: Aqui no Aviva Nossos Corações nós frequentemente falamos sobre liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Talvez você já tenha ouvido isso antes.
Quando você ouve essas palavras, talvez pense: “Isso não é realidade na minha vida”. Você pensa nos desafios que está enfrentando nesta fase da sua vida. Talvez pense na bagagem que traz da sua história ou da maneira como foi criada. Talvez pense nas lutas ou padrões pecaminosos que simplesmente parecem continuar te prendendo, e pense: “Liberdade? Plenitude? Abundância? Não sei se consigo me identificar com isso. Isso é realmente possível para mim?”
Bem, quero dizer a você que a resposta é sim, você pode experimentar verdadeira liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Hoje vamos refletir no Salmo 107, ele nos dá um vislumbre no Antigo Testamento dessas qualidades e de como elas podem ser reais em nossas vidas. Este é um cântico do povo de Deus redimido. Se você está com sua Bíblia aberta, verá que é um salmo bem longo, com quarenta e três versículos. Não vamos ler nem examinar o salmo inteiro. Vou destacar alguns pontos principais. Acredito que será um encorajamento para você. Se possível, nos acompanhe na leitura da Bíblia. Todas as referências bíblicas que usamos são extraídas da tradução Nova Almeida Atualizada de 2017.
Os três primeiros versículos do Salmo 107 são uma introdução. Ele começa com esta frase no versículo 1: “Dêem graças ao SENHOR.” Dêem graças ao Senhor. Vemos esta frase repetidamente nos Salmos. Queremos parar aqui e perguntar: “Por que devemos dar graças ao Senhor?” E o salmista nos dá duas razões. A primeira é o caráter de Deus, quem Deus é. Diz assim:
Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom,
e a sua misericórdia dura para sempre. (v. 1)
Sua Bíblia talvez diga, em vez de “misericórdia”, “amor constante”, ou “benignidade”. Nós falamos muito sobre essa palavra porque ela é muito comum no hebraico do Antigo Testamento. A palavra é hesed, o amor do Senhor que guarda a aliança. Seu amor leal dura para sempre. Ele é bom, e tem por nós Seu amor e misericórdia sem fim. Então damos graças ao Senhor por quem Ele é, por Seu caráter.
Mas, em segundo lugar, damos graças ao Senhor por aquilo que Ele fez por nós. Veja o versículo 2:
Digam-no os remidos do SENHOR,
os que ele resgatou da mão do inimigo.
Agora, um pouco do contexto histórico deste salmo. Depois de décadas de exílio e aflição na Babilônia, Deus havia resgatado Seu povo e o havia trazido de volta para sua terra natal, para a terra onde Jerusalém ficava, na Judéia, a cidade capital.
Deus os restaurou. Ele os redimiu. Ele os resgatou do cativeiro e os trouxe de volta para casa.
Quero apenas nos lembrar de que, quando nos vemos tentadas a desanimar, a duvidar de Deus, a querer desistir, precisamos aconselhar nosso coração com a lembrança de quem Deus é. Ele é bom. Seu amor fiel guarda a aliança conosco. Nunca acaba. Este é quem Ele é, e também o que Ele fez por nós. Agradecendo a Ele por Sua obra redentora em nossas vidas, por como Ele nos libertou das garras de Satanás e do pecado, e nos resgatou da nossa condição perdida.
Então, na introdução, damos graças ao Senhor por quem Ele é e por causa do que Ele fez. Começando no versículo 4 até o versículo 32, temos o corpo principal do salmo. Ele se divide em quatro estrofes, quatro seções e quatro cenas. Vamos falar sobre cada uma delas. Se sua Bíblia estiver dividida em parágrafos ou partes, você verá isso à medida que avançarmos.
Mas essas quatro cenas são, na verdade, quatro maneiras de descrever o problema, a aflição da qual o povo de Deus foi libertado. O contexto imediato desta passagem é aquilo pelo qual os israelitas passaram, sendo exilados para a Babilônia e depois trazidos de volta para sua terra natal. Mas este salmo não é apenas uma lição de história antiga.
Se você é filha de Deus, então este salmo também é a sua história. É a minha história. E esses relatos — vamos perceber nessas quatro cenas — revelam a condição de todo coração separado de Cristo. Todo ser humano está na condição, na aflição, no problema que vamos observar. Sem Cristo, é aí que todas nós estaríamos.
Esse relato descreve Sua obra redentora em nosso favor, aquilo que Ele fez por nós. Descreve o impacto e as implicações do Evangelho na vida de cada uma de nós.
Cada uma dessas quatro cenas ao longo do Salmo 107 descreve a mesma progressão. Há quatro partes nessa progressão, e você as vê quatro vezes. Como falamos, primeiro há aflição e vamos nos aprofundar mais sobre isso em um momento. Depois vem esse clamor desesperado ao Senhor. “Socorro!” é a maneira como poderíamos resumir essa segunda parte. Aflição, depois clamor desesperado, a terceira parte é livramento. Deus livra Seu povo. E a quarta parte dessa progressão é: deem graças. Deem graças pelo que Deus fez. Então temos aflição, clamor desesperado, livramento e render graças. Quero que você se lembre dessas quatro coisas. Onde quer que esteja, como quer que esteja ouvindo, quero que tente repetir: aflição, clamor desesperado, livramento e render graças.
Você consegue fazer isso mais uma vez? E é isso que vamos observar ao longo de toda esta sessão. Primeiro há aflição, depois há um clamor desesperado, depois há livramento e depois há ação de graças, dar graças.
Cada uma dessas quatro estrofes, cada uma contendo essa progressão, termina com o mesmo refrão. Você verá isso pela primeira vez no versículo 8:
Que eles deem graças ao SENHOR
por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
Você verá essa frase, essa sentença, esse refrão, não apenas no versículo 8, mas também no versículo 15, depois novamente no versículo 21 e outra vez no versículo 31 — ao final de cada uma dessas quatro estrofes. Que as pessoas que passaram por essa progressão deem graças ao Senhor por Seu amor leal e por Suas maravilhas em favor de toda a humanidade.
Quero passar a maior parte do restante do nosso tempo olhando para essas quatro partes dessa progressão, começando pela aflição. Vejamos como isso se desenvolve, como é descrito em cada uma dessas quatro estrofes.
A aflição. Temos ao longo deste salmo quatro descrições de necessidades humanas desesperadoras. Às vezes, o problema em que essas pessoas se encontram é consequência dos próprios pecados. Elas criaram sua própria bagunça, e é por isso que estão experimentando tais consequências. . . mas nem sempre. Às vezes, a aflição é simplesmente resultado de viver neste mundo caído, quebrado e pecaminoso, e isso afeta todas nós de maneiras que não podemos controlar, mas fazemos parte da raça humana e, por isso, experimentamos problemas e aflições.
Veja os quatro tipos de problemas e aflições descritos nessas quatro seções. Primeiro, nos versículos 4–9, vemos o que vou chamar de andarilhos. Pessoas que estão vagando. Veja o versículo 4:
Andaram errantes pelo deserto,
por lugares áridos, sem achar cidade em que pudessem morar.
Famintos e sedentos,
desfalecia neles a alma. (vv. 4–5)
Eles estão aflitos. Estão perdidos. Não conseguiam encontrar o caminho de volta para casa. Estavam isolados da comunhão com o povo de Deus. Estavam com fome; estavam com sede. Tinham esgotado todos os seus recursos. Não tinham meios de sobrevivência. Não havia como continuar. Estavam cansados. Exaustos. Sem forças. Estavam aflitos. Esses andarilhos. Esse é o primeiro grupo.
Agora chegamos ao segundo grupo nos versículos 10–16. Todas essas são descrições de diferentes maneiras de olhar para a vida sem o Evangelho, vida sem Cristo, vida para aqueles que não estão em Cristo. Então primeiro temos os andarilhos. Depois, começando no versículo 10, temos os prisioneiros.
Alguns se assentaram nas trevas e nas sombras da morte,
presos em aflição e em correntes de ferro,
por terem se rebelado contra a palavra de Deus
e desprezado o conselho do Altíssimo,
de modo que lhes abateu o coração com trabalhos — esses caíram, e não houve quem os socorresse. (vv. 10–12)
Eles estão aflitos, em prisão, em escravidão. Estão em trevas. Seu trabalho é pesado. Difícil. Estão sobrecarregados. E como chegaram a essa condição? Bem, diz que se rebelaram contra os mandamentos de Deus. Confiaram mais na própria sabedoria do que na sabedoria de Deus. Ele é o Criador do universo, mas eles se rebelaram contra Sua Palavra e escolheram andar em seu próprio caminho, em vez do caminho de Deus. E, aliás, isso é verdade para todas nós. Lembra o que diz Isaías 53:
Todos nós, andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho.
Para longe do caminho de Deus e para o nosso próprio caminho. Como resultado, nos tornamos cativas, prisioneiras, escravas, do pecado e de nós mesmas. Desenvolvemos vícios e pecados habituais, e às vezes eles são exteriores e muito evidentes.
Penso em uma mulher solteira de vinte e quatro anos que me escreveu e disse: “Tenho lutado com pecado sexual quase a minha vida toda.” Ela disse: “Quero me livrar desse pecado para poder ter mais intimidade com meu Salvador.” Ela está aflita. É uma prisioneira.
Outra mulher de vinte e dois anos escreveu e disse: “Preciso de oração! Estou lutando com abuso/vício em álcool. Cerca de dois meses atrás tentei cometer suicídio, mas, graças a Deus, minha irmã me encontrou. Parei de beber, mas ainda luto contra as tentações.”
Talvez as coisas que mantêm você refém ou a mantêm prisioneira não sejam tão exteriores; Talvez sejam coisas no seu próprio coração: talvez seja ira, talvez um espírito irritadiço, talvez falta de perdão, talvez amargura, mas essas coisas nos tornam prisioneiras. Essa é a aflição: andarilhos, prisioneiros.
E começando no versículo 17, temos os insensatos. E estou usando essa palavra porque é isso que o versículo 17 diz:
Os insensatos,
por causa do seu caminho de transgressão e por causa das suas iniquidades,
serão afligidos.
Abominaram todo tipo de comida, e chegaram às portas da morte. (vv. 17–18)
Então, essas são pessoas com aflição intensa e debilitante — sofrimento físico, emocional, mental e espiritual. Elas não conseguem comer. Sentem-se às portas da morte. E aprendemos que essas feridas são causadas pela insensatez delas, por sua rebelião, por seu pecado.
Todas nós já experimentamos as consequências do nosso pecado e o que ele faz para destruir nossas vidas. Somos insensatas, à parte da graça redentora de Cristo. Então temos andarilhos, prisioneiros, insensatos e então, começando no versículo 23, número quatro: temos marinheiros. Versículo 23:
Os que, tomando navios, descem aos mares,
os que fazem comércio na imensidade das águas.
Eles estão viajando. Estão realizando negócios. Estão presumindo que estarão seguros, que voltarão para casa depois do trabalho naquele dia. Mas o versículo 24:
Esses vêem as obras do SENHOR e as suas maravilhas nas profundezas do abismo.
Pois Deus falou e fez levantar o vento tempestuoso, que elevou as ondas do mar. [Quem causou essa tempestade? Deus causou.]
Subiram até os céus, desceram até os abismos;
no meio destas angústias, desfalecia-lhes a alma.
[elas estão em uma terrível tempestade no mar],Andaram, e cambalearam como bêbados,
e de nada adiantou a sua habilidade. (vv. 24–27)
Sua tradução talvez diga que eles estavam no fim de suas forças, em desespero. Eles estão em perigo. Estão aflitos. Seus navios se mostraram incapazes de enfrentar a tempestade que Deus levantou. Eles perceberam que não eram senhores do próprio destino, circunstâncias além do controle deles, e como resultado, foram levados aos joelhos, a um lugar de total dependência de Deus.
Tenho certeza de que você consegue se lembrar de uma situação — talvez há muito tempo, talvez não faz tanto tempo assim — em que você estava no fim das suas forças. Não fazia ideia do que fazer, e toda a sua habilidade era inútil. Você não conseguia resolver o problema. Talvez esteja enfrentando isso agora. . . você não consegue resolver o problema. Está sobrecarregada.
Talvez seja aflição financeira, talvez aflição no seu casamento. Talvez seja aflição com um filho, uma filha ou um neto pródigo. Talvez seja sua saúde. Você está aflita. E aquele pequeno barco em que está vivendo a vida está sendo lançado de um lado para o outro nesses mares agitados, e você está no fim das suas forças, aterrorizada. Não sabe o que fazer. Está aflita.
Em todas essas quatro cenas, essas situações, as pessoas estavam aflitas. E o que veio depois? Um clamor desesperado. A aflição delas fez com que se voltassem para o Senhor, olhassem para o alto. Não havia mais nada que pudessem fazer. Não havia nenhuma forma de sobreviver. Então clamaram ao Senhor.
E veja em cada um desses quatro casos como o salmo registra isso. Os andarilhos, versículo 5:
. . .Famintos e sedentos,
desfalecia neles a alma.
Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR. (vv. 5–6)
Veja o versículo 12, sobre os prisioneiros:
De modo que lhes abateu o coração com trabalhos
esses caíram, e não houve quem os socorresse.
Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR. (vv. 12–13)
E então os insensatos, versículo 18:
Chegaram às portas da morte.
Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR. (vv. 18–19)
Os marinheiros, começando no versículo 27:
Andaram, e cambalearam como bêbados,
e de nada adiantou a sua habilidade.
Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR. (vv. 27–28)
Você percebe um padrão aqui? Espero que sim. Está realmente claro. Quando eles clamaram ao Senhor? Quando estavam em perigo, quando estavam aflitos, experimentaram a dolorosa disciplina do Senhor e, em alguns casos, por causa do próprio pecado. Eles tinham caído. Não conseguiam se levantar novamente. Não havia ninguém que pudesse ajudá-los. Não havia para onde se voltar, para onde olhar, exceto para cima. Então clamaram ao Senhor na sua angústia.
Quero lembrar a você e a mim que a aflição em que você e eu nos encontramos não tem a intenção de nos destruir. A aflição em que você está agora na sua vida não tem a intenção de destruir você. É misericórdia. Sei que talvez não pareça misericórdia, mas realmente é. Foi planejada por Deus para virar sua vida de cabeça para baixo e interrompê-la.
Você estava seguindo em frente pensando que tudo estava bem. Você estava bem. Apenas vivendo esta vida sem grandes preocupações. O sol brilhava. Havia dinheiro no banco. Seu marido amava você. Tudo estava bem, e você não se sentia motivada a clamar ao Senhor. Quando somos motivadas a clamar desesperadamente ao Senhor? Quando estamos desesperadas, quando estamos aflitas.
As aflições em que você está foram planejadas para levá-la ao fim de si mesma e fazê-la desesperada por Deus. Não há nada que você possa fazer. Você não consegue resolver esse problema, não consegue consertar essa pessoa. Não consegue mudar essa situação. Você está desesperada por Ele. Se você tem acompanhado o Aviva Nossos Corações ao longo dos anos, já me ouviu dizer muitas vezes: qualquer coisa que me faça precisar de Deus é uma bênção — não importa quão difícil seja, qualquer aflição, qualquer lugar difícil, qualquer desespero, qualquer coisa que me faça precisar de Deus é uma bênção. Isso me leva ao fim dos meus próprios recursos e me faz voltar para Ele.
Qual é essa coisa na sua vida? Pense na sua vida agora. O que está fazendo você precisar de Deus? Onde há uma área de aflição, algo que você não consegue lidar, não consegue consertar, não consegue mudar? Este é o momento de clamar ao Senhor. Aflição, clamor desesperado e então livramento — intervenção divina, livramento. Versículo 6:
Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR,
e ele os livrou da sua tribulação.
Você verá isso em cada uma dessas quatro cenas: versículo 6, versículo 13, versículo 19 e novamente no versículo 28. Quando clamaram ao Senhor na sua angústia, Ele não os ignorou. Ele os resgatou. Ele os livrou. Ele os salvou da sua aflição.
Quando se lançaram sobre o Senhor e sobre Sua misericórdia, não ficaram decepcionados. Ele encontrou cada um deles exatamente em sua área de necessidade, assim como alcança você e a mim exatamente em nossas áreas de necessidade. Veja os andarilhos, versículo 7:
Conduziu-os pelo caminho direito,
para que fossem à cidade em que pudessem morar.
Eles estavam perdidos. Estavam vagando. Mas Ele os guiou quando clamaram a Ele. Estavam famintos e sedentos. Mas o versículo 9 diz:
Pois saciou a alma sedenta
e encheu de bens a alma faminta.
Quando tudo isso aconteceu? Quando clamaram ao Senhor na sua aflição, na sua angústia.
E os prisioneiros? Eles estavam acorrentados. Não conseguiam se libertar. Não conseguiam se soltar. Eram cativos, mas quando clamaram ao Senhor na sua angústia, o que aconteceu? Versículo 14:
Tirou-os das trevas e das sombras da morte
e quebrou as correntes que os prendiam. . .
Pois derrubou as portas de bronze
e despedaçou as trancas de ferro. (vv. 14, 16)
Ele os libertou quando clamaram a Ele na sua angústia. E quanto aos insensatos que estavam doentes por causa da sua insensatez, da sua rebelião e do seu pecado? O que aconteceu quando clamaram ao Senhor na sua angústia? Veja o versículo 20. É um dos meus versículos favoritos em toda a Palavra de Deus. Diz:
Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou.
Essa é a maravilha da Palavra. Esse é um vislumbre da graça de Deus aqui no Antigo Testamento. Ele enviou Sua Palavra àqueles que estavam em aflição, que estavam no fim das suas forças, que não faziam ideia do que fazer. Ele enviou Sua Palavra, e os sarou; Ele os livrou; Ele os resgatou; Ele os redimiu da sua aflição.
E então os marinheiros na tempestade, quando chegaram ao limite, falaram: “Não vamos sobreviver. Não vamos sair daqui vivos. Nunca mais vamos voltar para casa, para nossa família. A tempestade é forte demais.” Mas clamaram ao Senhor na sua angústia. E o que Ele fez? Ele os livrou. Versículo 29:
Fez cessar a tormenta,
[aquele que levantou a tempestade acalmou a tempestade],
e as ondas se acalmaram. . .
e, assim, os levou ao porto desejado. (vv. 29–30)
Deus os livrou. Aflição, clamor desesperado, e então o livramento de Deus e Sua intervenção divina.
Agora, talvez ao ler uma passagem como essa, você pense: Bem, eu tenho clamado ao Senhor na minha angústia, mas Ele não me livrou. Ainda estou na minha aflição. Ainda estou em angústia. Ainda estou nesta fase do clamor desesperado.
Bem, quero apenas nos lembrar de que eu não sei exatamente como isso vai funcionar na sua situação e na sua aflição. Mas te asseguro que a Palavra de Deus promete que, no tempo dele e à maneira dele, Ele vai te livrar. Ele vai livrar você da maneira que trará a Ele a maior glória e será para o bem eterno da sua alma.
Se você ainda está nessa tempestade, então precisa confiar que Ele sabe quando dizer à tempestade que se aquiete, e que finalmente Ele levará você em segurança ao porto desejado. Pense naquele hino que cantamos:
Foi a graça que me trouxe segura até aqui,
e a graça me levará para casa.
Nem sempre da maneira como nós escreveríamos o roteiro, nem sempre no tempo que desejaríamos, mas Deus livrará Seus filhos que clamam a Ele na sua angústia.
Gostaria de destacar que Jesus é Aquele que nos resgata e nos livra da nossa aflição e do nosso sofrimento. Ele é nosso Redentor. Claro, Seu nome não aparece aqui no Salmo 107. Mas, quando colocamos isso no contexto do Novo Testamento, do Evangelho:
- Vemos que para aqueles que estão perdidos e vagando, Ele é o caminho.
- Para aqueles que têm fome e sede, Ele é o pão.
- E então Ele é a água da vida, que supre suas necessidades.
- Ele é lar para aqueles que estão longe de casa. Ele diz aos cansados: “venham a mim . . . e eu lhes darei descanso” (Mt. 11.28). Ele é o Redentor dos andarilhos.
- Ele é o Redentor dos prisioneiros, daqueles que estão em escravidão. Em Lucas 4 Jesus disse: “enviou-me para proclamar libertação aos cativos.” (v. 18)
É isso que o Evangelho faz. Ele quebra as correntes. Ele quebra as barras que nos mantiveram presas a nós mesmas, a Satanás, a este mundo pecaminoso. Cantamos aquele hino de Charles Wesley. “Ele quebra o poder do pecado cancelado; Ele liberta o prisioneiro.” Quem faz isso? Jesus! Ele é o Redentor dos prisioneiros, e:
- Ele é o Redentor dos insensatos que estão enfermos pelo pecado. Clamaram a Ele. Isaías 53 nos diz que somos “sarados pelas suas feridas.” Ele sofreu para que pudéssemos ser libertas do nosso pecado, da nossa enfermidade, da nossa insensatez. Ele envia Sua Palavra, e nos cura. Jesus, o curador ferido, é nosso Redentor.
- E para aquelas que são lançadas de um lado para o outro pela tempestade, é Jesus quem é nosso Redentor. Ele é Aquele que fala paz à tempestade, como O vemos fazendo no Novo Testamento quando os discípulos estavam aterrorizados. “Como vamos sair disso vivos?” Jesus levanta a tempestade e depois acalma a tempestade à Sua maneira e no Seu tempo.
Então temos aflição em cada uma dessas quatro cenas.
Temos um clamor desesperado em cada uma dessas quatro cenas.
Temos o livramento, a intervenção divina.
E a que isso nos leva? À ação de graças, dar graças.
Temos esse refrão que é repetido quatro vezes. Você vê o primeiro no versículo 8.
Que eles deem graças ao SENHOR
por sua bondade e por suas maravilhas.
Essas pessoas que estiveram aflitas, essas pessoas que clamaram ao Senhor na sua angústia, essas pessoas que foram redimidas, libertas e resgatadas, é com elas que ele está falando. Que deem graças ao Senhor por Seu amor leal e Suas maravilhas.
Ouça, não foi sorte que Ele tirou você da sua aflição. Não foi alguma intervenção humana. Não foi algo que você inventou ou descobriu. Você não conseguia descobrir a solução. Foi por isso que estava clamando em desespero. Então olhamos para o alto, para Aquele a quem clamamos, Aquele que nos livrou, e dizemos: “Obrigada. Obrigada por me livrar. Obrigada por me libertar. Obrigada por me trazer para casa. Obrigada por me alimentar e suprir minhas necessidades.” Que deem graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas.
Meu amigo Charles Haddon Spurgeon disse da seguinte forma:
Aqueles que não honram tal libertador por um resgate
tão feliz da morte mais cruel devem ser horríveis ingratos.
A vida preservada merece gratidão por toda a vida.
Certo. Gratidão por toda a vida. Outro comentarista puritano antigo disse da seguinte maneira:
Uma alma redimida exige uma vida de louvor.
Você foi redimida? Eu fui redimida? Então deveríamos viver uma vida de louvor voltada para o Senhor. Damos graças a Ele, graças ao Senhor, mas que também seja externalizado. Veja o versículo 22:
Que ofereçam sacrifícios de ações de graças [ao Senhor]
e proclamem com júbilo as suas obras!
Devemos agradecer a Deus por Sua obra redentora e então contar aos outros o que Ele fez por nós — Seu amor redentor e Sua graça. Vi toda essa progressão ilustrada de forma tão linda em uma carta que recebi de uma mulher há vários anos. Ela disse, anos atrás, nos primeiros dias do Aviva Nossos Corações:
Eu era um monte de ruínas no chão da minha cozinha enquanto você falava sobre amar seu marido. [Ela estava aflita. Seu casamento estava em aflição.] Nesta última semana, mais uma vez eu era um monte de lágrimas e soluços, mas por pura alegria, gratidão, adoração, culto e louvor ao meu Pai celestial por Sua fidelidade, graça e misericórdia intermináveis e imerecidas. O Senhor restaurou minha família e meu casamento; Ele me resgatou do poço lamacento do egoísmo; e todos os dias tenho a gloriosa oportunidade de falar a verdade bíblica ao coração de mulheres desanimadas.
Aqui está uma mulher que estava aflita. Ela clamou ao Senhor em seu desespero. Ele a livrou, não instantaneamente. Ele não simplesmente balançou uma varinha e seu casamento ficou totalmente restaurado. Mas, por meio de um processo, Deus redimiu, resgatou e restaurou seu coração e seu casamento. E agora ela está dando graças. Está contando a outras mulheres que estão desanimadas e precisam ouvir: “Foi isso que Deus fez pela minha alma. Ele pode fazer o mesmo pela sua.”
Bem, começando no versículo 33 até o final deste salmo, temos essa conclusão, que destaca a soberania de Deus sobre toda a vida. Vemos um Deus que está ativo tanto em juízo quanto em misericórdia, um Deus que muda circunstâncias para humilhar os orgulhosos e levantar os necessitados. Versículo 33:
Deus transformou rios em desertos
e mananciais, em terra seca;
fez da terra frutífera um deserto salgado,
por causa da maldade dos seus habitantes. (vv. 33–34)
Sua vida pode estar confortável. Você pode pensar que tudo está indo maravilhosamente bem. Mas, se você não está em paz com Deus, Ele pode facilmente mudar o rumo da sua vida e levá-la à aflição. Mas aí vem este encorajamento: qualquer que seja a disciplina que Deus traga, qualquer que seja a aflição que Ele permita, Ele também é Aquele que pode restaurar. Veja o versículo 35:
Transformou o deserto em lençóis de água
e a terra seca, em mananciais.
Estabeleceu aí os famintos,
os quais construíram uma cidade em que pudessem morar.
Semearam campos, e plantaram vinhas,
e tiveram fartas colheitas.
Ele os abençoou, e eles se multiplicaram muito. . .
Mas levanta da opressão o necessitado,
e faz aumentar a sua família como um rebanho.
Os retos veem isso e se alegram,
mas todos os ímpios têm de fechar a boca. (vv. 35–38, 41–42)
Talvez você esteja em um lugar difícil. Se não está agora, estará em alguns momentos. Talvez não compreenda todas as mudanças e reviravoltas que acontecem aqui nesta vida terrena, mas aqui está o que eu sei: podemos confiar na mão dele e podemos confiar no coração dele.
Ele está com você. Ele quer restaurar você, redimir você, torná-la frutífera, e fazer isso por gerações futuras, e estabelecê-la para que haja fruto da sua vida por muitos anos. Então, o versículo final, versículo 43:
Quem é sábio atente para essas coisas
e considere as misericórdias do SENHOR.
A sabedoria vê a mão de Deus, tanto na dificuldade e na aflição quanto no livramento. Então preste atenção ao que Deus está fazendo. Não desperdice suas dores. Aprenda a perceber Seu amor constante, Sua fidelidade, até mesmo em tempos difíceis.
Se você está perdida, vagando, em algum tipo de prisão, enferma ou sendo lançada de um lado para o outro pela tempestade; clame ao Senhor. Olhe para o alto. Clame a Ele em seu desespero.
Ele redimiu e livrou você da sua aflição? Agradeça a Ele. Louve a Ele e conte a outras pessoas. As pessoas estão sofrendo. Eu estava conversando hoje de manhã com uma mulher que precisava ouvir parte do que este salmo fala. Ela está ferida. Tem necessidades. Compartilhei com ela parte do que Deus tem feito na minha vida. Compartilhe o que Deus fez por você e então diga aos outros. Ele pode curar você. Ele pode libertar você. Ele pode dar a você liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Amém? Amém.
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembrando que liberdade, plenitude e abundância em Cristo são possíveis — para você, para sua amiga cansada e desanimada e para toda mulher que clama a Ele.
Esta é a essência do Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.