Dia 1: O fariseu
Raquel Anderson: Você já ouviu a história bíblica da mulher chamada simplesmente de “uma mulher pecadora”? Ela foi à casa de Simão, um fariseu, onde Jesus estava à mesa. Nancy DeMoss Wolgemuth destaca que, na verdade, há dois pecadores nessa história.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O homem era religioso e obediente à lei. A mulher era transgressora da lei de Deus. O homem era puro, ou assim pensava. A mulher era impura, e todos sabiam disso. Simão pensava ser justo. A mulher sabia que era uma mulher pecadora. Os pecados da mulher eram mais evidentes, porém, penso que os pecados de Simão eram mais perigosos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Aqui no Aviva Nossos Corações, estamos comprometidas em alcançar mulheres em todos os lugares, todos os dias. E somos gratas porque isso …
Raquel Anderson: Você já ouviu a história bíblica da mulher chamada simplesmente de “uma mulher pecadora”? Ela foi à casa de Simão, um fariseu, onde Jesus estava à mesa. Nancy DeMoss Wolgemuth destaca que, na verdade, há dois pecadores nessa história.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O homem era religioso e obediente à lei. A mulher era transgressora da lei de Deus. O homem era puro, ou assim pensava. A mulher era impura, e todos sabiam disso. Simão pensava ser justo. A mulher sabia que era uma mulher pecadora. Os pecados da mulher eram mais evidentes, porém, penso que os pecados de Simão eram mais perigosos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Aqui no Aviva Nossos Corações, estamos comprometidas em alcançar mulheres em todos os lugares, todos os dias. E somos gratas porque isso inclui você!
Hoje, Nancy inicia uma série que foi gravada antes da pandemia. Aqui está ela para explicar como isso aconteceu.
Nancy: Há alguns meses meu querido marido foi convidado para pregar na igreja que consideramos nossa igreja local, e lhe foi designado um texto e um tema — o tema fazia parte de uma série que estava acontecendo em nossa igreja. Era sobre a mulher em Lucas 7 conhecida simplesmente como “a mulher pecadora”. Você entenderá por que ela é conhecida assim à medida que avançarmos na série.
Enquanto ele se preparava, e depois que eu ouvi — em dois cultos — sua mensagem, ouvindo-o expor esse texto após semanas meditando nele, aquilo foi tão rico, tão precioso para mim. Eu disse: “Nunca ensinei sobre isso no Aviva Nossos Corações.” Eu estava pensando no que faríamos durante esta série de gravações e disse: “É isso que quero fazer.”
Então, agradeço meu querido esposo por inspirar este estudo. Amo essa mulher de uma maneira mais profunda e amo Jesus de uma forma mais profunda do que antes como resultado deste estudo. Espero que o mesmo seja verdade para você.
Espero que você já tenha aberto ou esteja abrindo sua Bíblia no Evangelho de Lucas, capítulo 7. Vamos permanecer nesse texto pelos próximos cinco programas. Há três personagens principais nesse relato. Vou ler a partir do versículo 36 até o final do capítulo. Você verá como esses três personagens são diferentes entre si.
Veremos Simão, o fariseu. Depois veremos a mulher, a mulher pecadora. E então veremos o Salvador. Ambos precisavam de um Salvador, e isso ficará claro à medida que examinarmos essa história.
Senhor, abre nossos olhos, nossos ouvidos e nossos corações para receber a Tua Palavra, e que ela nos aponte para Cristo de maneiras doces, novas e renovadas. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Lucas capítulo 7, começando no versículo 36. Esta é a Palavra do Senhor.
Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume.
Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo: — Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora.
Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer.
Ele respondeu: — Diga, Mestre.
Jesus continuou: — Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro devia cinquenta. E, como eles não tinham com que pagar [qual não pode pagar? Nenhum dos dois. Certo? Como não tinham com que pagar], o credor perdoou a dívida [de qual] de ambos. [Jesus diz a Simão] Qual deles, portanto, o amará mais?
Simão respondeu: — Penso que é aquele a quem mais perdoou.
Jesus disse: — Você julgou bem.
E, voltando-se para a mulher [Eu gosto dessa pequena frase aqui. Não a tinha percebido antes. “voltando-se para a mulher.”], Jesus disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés; esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
Você não me recebeu com um beijo na face; ela, porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés. Por isso, afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.
Então Jesus disse à mulher: — Os seus pecados estão perdoados.
Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: — Quem é este que até perdoa pecados?
Mas Jesus disse à mulher: — A sua fé salvou você; vá em paz. (Lc. 7.36-50)
Esta é a Palavra do Senhor.
Esse relato é frequentemente identificado como a história da “mulher pecadora”, mas, na verdade, há dois pecadores necessitados nessa história. Duas pessoas a quem Jesus alcança. Duas pessoas que desesperadamente precisam de um Salvador.
A diferença entre Simão e essa mulher é um estudo de contrastes. Eles dificilmente poderiam ser mais diferentes.
Um é homem, a outra é mulher. Isso é evidente.
Somos informadas de que o nome do homem é Simão. Não é dado um nome à mulher. Ela é identificada apenas como “uma mulher da cidade, que era pecadora”. Falaremos mais sobre isso depois.
O homem era um fariseu respeitado e de boa reputação, um líder religioso, um homem considerado bom. A mulher era uma pecadora notória. E os comentaristas concordam amplamente que essa mulher provavelmente era uma prostituta. Então temos um fariseu e uma prostituta. Esses dois mundos não se misturavam.
O homem era religioso e obediente à lei. A mulher era transgressora da lei de Deus.
O homem era puro, ou assim pensava. A mulher era impura, e todos sabiam disso.
Simão pensava ser justo. A mulher sabia que era pecadora.
Os pecados da mulher eram mais visíveis. Mas acredito que os pecados de Simão eram mais perigosos. Por quê? Porque ele não conseguia vê-los. Estava cego para eles.
Havia muitas diferenças entre Simão, o fariseu, e essa prostituta, mas eles tinham algo em comum: ambos eram pecadores. Ambos precisavam desesperadamente de perdão.
Conhecemos a resposta da mulher pecadora ao Salvador. Conhecemos o desfecho da história dela. Mas não sabemos a resposta nem o desfecho da história do fariseu. E talvez isso tenha sido deixado assim para que nós, que nos identificamos mais com o fariseu, percebamos que o desfecho da nossa história será determinado pela nossa resposta ao Evangelho e a Cristo.
Hoje vamos olhar para o primeiro desses dois pecadores: Simão, o fariseu. Amanhã vamos falar mais profundamente sobre a mulher. Então, começando em Lucas 7, versículo 36, vamos focar apenas neste versículo hoje: “Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.”
Antes de falarmos sobre os fariseus e seu contexto, quero que você observe uma palavra. Na minha tradução diz que “um dos fariseus convidou”. Sua Bíblia pode dizer “pediu” ou “solicitou”. Minha tradução diz que o fariseu convidou Jesus para comer com ele.
Esse verbo — convidou, pediu, solicitou — é uma palavra grega que sugere que a pessoa que faz o pedido se considera igual à pessoa que está convidando. É a palavra usada quando um rei faz um pedido a outro rei. Vemos isso em Lucas 14. É uma palavra usada entre iguais. Nossos verbos não fazem essa distinção. Se eu peço algo ao presidente, a um médico ou a uma dona de casa, é o mesmo verbo — pedir.
Mas, nesse caso, o verbo indica alguém considerado igual, e isso sugere que esse fariseu tinha uma visão inferior de quem Jesus era. Ele o via como igual a si mesmo. Nunca veria a mulher dessa forma, mas via Jesus como seu igual. Como se dissesse: “Somos colegas. Estamos no mesmo nível. Você pode vir jantar em minha casa?” Vamos considerar quem eram esses fariseus. Era uma seita religiosa influente no tempo de Cristo. Josefo, o historiador antigo, disse que havia aproximadamente seis mil deles na época de Cristo.
A palavra “fariseu” vem de um termo aramaico que significa “separar”. Vemos isso, por exemplo, na escrita na parede no livro de Daniel: “Peres, Peres”, que significa separação.
Os fariseus eram separatistas. Eram eles e todas aquelas pessoas consideradas impuras. Eles eram os justos; todos os outros eram pecadores. Por isso, não se misturavam. Tinham um senso de superioridade espiritual. Eram reverenciados, respeitados e altamente estimados.
Os fariseus se orgulhavam de guardar a lei. Estavam convencidos de que agradavam mais a Deus do que qualquer outra pessoa porque observavam rigorosamente a Lei de Deus — não apenas as Escrituras do Antigo Testamento, mas também suas tradições orais, coisas que haviam acrescentado à lei: centenas de regras, cerimônias e aplicações detalhadas que consideravam parte da lei de Deus. “Nós guardamos tudo isso religiosamente.” Do ponto de vista deles, eram o padrão pelo qual todos os outros eram medidos.
Eram devotos. Zelosos em sua religião. Ninguém poderia acusá-los de negligência religiosa. Eram zelosos e extremamente opostos a tudo o que não estava à sua altura, ou que eram considerados ímpios. Os fariseus eram cegos — cegos pelo orgulho e pela própria justiça.
Eram motivados pelo desejo de popularidade, de respeito e de aplauso dos outros. Sabemos disso porque, ao longo das Escrituras, especialmente nos Evangelhos, Jesus aponta essas coisas ao falar com eles, como veremos em breve.
Eram conhecidos e altamente respeitados por seu comportamento exterior e por suas obras religiosas. Você se lembra de algumas delas? Jejum. Orações longas e elaboradas. Esmolas aos pobres. Boas obras. Purificações cerimoniais.
Faziam isso para serem vistos pelos outros e porque acreditavam que, se fizessem essas coisas, seriam aceitáveis diante de Deus.
Os fariseus aparecem com destaque ao longo do Evangelho de Lucas e, já que estamos em Lucas 7, quero oferecer uma breve visão geral deles ao longo desse Evangelho. Talvez você queira anotar as referências para ler depois. Apenas um panorama dos fariseus no Evangelho de Lucas.
Eles aparecem em Lucas capítulo 5. Lembra quando o paralítico foi descido pelo telhado por seus amigos? E o texto diz, no versículo 20 de Lucas 5: “Vendo-lhes a fé, Jesus disse: ‘Homem, os seus pecados estão perdoados.’ E os escribas e os fariseus começaram a questionar.”
Observe as marcas, as características desses fariseus, porque ficará muito evidente como eles eram. Os escribas e os fariseus começaram a questionar, dizendo: “‘Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus?’. . . E depois no versículo 29, Levi [um cobrador de impostos que Jesus chamou para ser um de Seus discípulos] lhe ofereceu um grande banquete em sua casa; e era grande o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa.” (vv. 20–21, 29).
Você provavelmente já ouviu falar dos cobradores de impostos. . . Bem, talvez fossem semelhantes a alguém que trabalha para a Receita Federal hoje — talvez até mais parecidos com a máfia. Eles não eram bem vistos de forma alguma. Eram considerados a escória da sociedade. Na verdade, eram servos do Império Romano e, portanto, representavam Roma. Exploravam as pessoas, tiravam delas suas riquezas e ficavam com parte do dinheiro, embolsando tudo o que conseguiam desviar. Assim, ser cobrador de impostos era praticamente sinônimo do pior tipo de pecador. Esse é o conceito cultural aqui.
Então Levi, sendo cobrador de impostos, depois de ser chamado por Jesus para segui-Lo, oferece um banquete. E há ali um grande grupo — todos os seus amigos cobradores de impostos — e outros, reclinados à mesa com ele.
Verso 30: “Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: ‘Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?’”
Assim, especialmente no Evangelho de Lucas, vemos frequentemente esse contraste: de um lado, os escribas e fariseus; do outro, os publicanos (cobradores de impostos) e pecadores. Para os fariseus, eram duas categorias completamente separadas, sem qualquer possibilidade de encontro entre elas.
Lucas capítulo 6, a partir do versículo 1: “Aconteceu que, num sábado, Jesus passava pelas searas, e os seus discípulos colhiam e comiam espigas, debulhando-as com as mãos. E alguns dos fariseus lhes disseram: ‘Por que vocês fazem o que não é lícito aos sábados?’”
Esse era outro grande problema que os fariseus tinham com Jesus, porque eram extremamente rigorosos quanto à observância do sábado. Além das leis de Deus no Antigo Testamento, eles haviam acrescentado muitas outras regras e restrições. Cumpriam-nas cuidadosamente e, se alguém não o fizesse, era considerado pecador — eles, naturalmente, não.
Eles estavam censurando Jesus, e às vezes parecia que Ele os provocava deliberadamente, fazendo o bem no sábado — curando, realizando boas obras — porque queria expor a justiça própria e o legalismo deles.
Assim, Jesus e Seus discípulos estavam apenas se alimentando, colhendo espigas, algo permitido pela lei de Deus. Mas, segundo os fariseus, isso não deveria ser feito no sábado. Os fariseus estavam ali procurando defeitos, buscando uma oportunidade para criticá-Lo, elaborando um caso contra Ele.
Então disseram: “Por que vocês fazem o que não é permitido no sábado?” Permitido segundo qual lei? Não segundo a lei de Deus, mas segundo as leis deles, que haviam colocado no mesmo nível da lei divina.
Versículo 6 do capítulo 6: “Aconteceu que, em outro sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita ressequida. Os escribas e os fariseus [a essa altura, você já conhece o roteiro. Pode até citá-lo de cor, porque se repete continuamente. Os escribas e os fariseus.] observavam Jesus, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar.”
Eles buscavam uma razão para provar que Jesus não era alguém especial, que não era um verdadeiro mestre, que não vinha de Deus e, certamente, que não era o Messias.
O texto continua, e Jesus cura o homem — exatamente o que eles esperavam que Ele fizesse. E no versículo 11, diz que “eles [os fariseus] se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam contra Jesus.” É aqui que começa a surgir o plano para eliminá-Lo.
Agora chegamos ao capítulo 7, ao qual voltaremos nos próximos dias. Mas, continuando essa visão geral, observe Lucas capítulo 11, versículo 37: “Ao falar Jesus estas palavras, um fariseu o convidou para uma refeição na sua casa. Entrando na casa, Jesus tomou lugar à mesa. O fariseu admirou-se ao ver que Jesus não tinha se lavado antes de comer.”
Tratava-se de uma lavagem cerimonial — mais uma das práticas acrescentadas pelos fariseus à lei de Deus. Para eles, se alguém quisesse ser puro e santo, precisava lavar as mãos sempre, não apenas ao entrar no templo ou antes de oferecer sacrifícios, mas até antes das refeições.
Hoje sabemos que lavar as mãos é importante por razões de higiene. Mas aqui não se tratava de higiene, e sim da concepção religiosa deles. O fariseu se surpreende porque Jesus não realizou o ritual — e não foi por esquecimento. Jesus o fez intencionalmente para expor o verdadeiro coração deles.
“Mas [como era de se esperar] o Senhor lhe disse: ‘Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato [Vocês limpam tudo na parte exterior. Aparentemente estão limpíssimos. Suas mãos estão limpas]; mas o interior de vocês está cheio de roubo e de maldade.”
Ele estava revelando o coração deles. Mãos limpas não conquistam o favor de Deus. Podem agradar sua mãe quando você é criança, mas não agradam a Deus. Era para ser apenas simbólico, e se você tivesse um coração impuro, mas mãos limpas, qual o sentido? Qual a utilidade? Qual o valor?
Mais adiante, no versículo 42, separei só algumas das interações que Jesus teve com os fariseus: “Mas ai de vocês, fariseus! Porque vocês dão o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças.”
"Você é extremamente cuidadoso ao dizimar até a menor quantidade de ervas que possui, só para parecer religioso, não é? Mas você negligencia o que outro Evangelho diz aqui: 'as questões mais importantes da justiça e da lei de Deus'." Então você está dizimando sua hortelã e seu cominho, mas está negligenciando as coisas que realmente importam: a justiça e o amor de Deus. Lembre-se dessa palavra "amor", porque ela voltará várias vezes na passagem que analisaremos esta semana.
Versículo 43: “Ai de vocês, fariseus! Porque gostam. . .” Eis o que vocês amam. Vocês amam a si mesmos. “Amam os primeiros lugares nas sinagogas e as saudações nas praças.” Vocês gostam que todos olhem para vocês e pensem que são poderosos, finos, religiosos, piedosos e espirituais. Vocês se amam muito — esse é o meu pequeno comentário sobre isso.
Versículo 53-54: “Quando Jesus saiu dali, os escribas e fariseus começaram a contestá-Lo com veemência, fazendo perguntas a respeito de muitos assuntos, com o objetivo de tirar daquilo que ele dizia um motivo para o acusar.”
Em Lucas capítulo 13, versículo 14, Jesus cura uma mulher que havia estado encurvada por dezoito anos devido à opressão demoníaca. Jesus a cura e pela primeira vez ela fica ereta. Mas, “o chefe da sinagoga, indignado por ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: “Há seis dias em que se deve trabalhar. Venham nesses dias para serem curados, mas não no sábado.” (v. 14)
Quer dizer, esqueça de celebrar com essa mulher a obra incrível de Cristo na vida dela. Não, ele não está feliz com isso. Ele está furioso porque Jesus não se encaixa no padrão religioso que ele considerava aceitável.
Capítulo 14, versículo 1: “Num sábado, ao entrar Jesus na casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição, eles o estavam observando.” Isso nos faz pensar: por que Ele continuava indo? Sabe por que Ele continuava indo? Pelo mesmo motivo que Ele continua vindo até você e até mim: porque Ele veio buscar e salvar os perdidos.
Versículo 7: “Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus contou-lhes uma parábola.” Esses eram os fariseus. Eles escolhiam os lugares de honra.
Capítulo 15, versículos 1–2: “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores [esse é um grupo] para o ouvir. Os fariseus e os escribas [esse é o outro grupo] murmuravam, dizendo: ‘Este recebe pecadores e come com eles.’”
Os publicanos e os pecadores eram atraídos a Ele como um ímã. Os fariseus e os escribas o rejeitavam.
Capítulo 16, versículo 13: Jesus diz: “Nenhum servo pode servir a dois senhores. . . vocês não podem servir a Deus e à riqueza.” Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviram isso e zombaram dele. Então Jesus lhes disse: “Vocês são os que se justificam diante dos homens, mas Deus conhece o coração de você.” (v. 15)
Capítulo 18, versículo 9: “Jesus também contou esta parábola para alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: ‘Dois homens foram ao templo para orar: um era fariseu e o outro era publicano.’
Você percebe o contraste aqui? O fariseu é aquele que confiava em si mesmo, achava-se justo e tratava os outros com desprezo. “O fariseu ficou em pé e orava de si para si mesmo, desta forma: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que ganho.’" Você consegue ver a justiça própria? O orgulho?
Capítulo 19, a entrada triunfal em Jerusalém, versículo 37: “. . .toda a multidão dos discípulos começou, com muita alegria, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. Diziam: ‘Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!’" Você acha que os fariseus ficariam felizes nessa ocasião? Nem um pouco. “Alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: ‘Mestre, repreenda os seus discípulos!’”
Eles eram teimosos. Não teriam um dia feliz se Jesus estivesse presente. Eram inimigos declarados de Jesus, e Ele não se deixava enganar pela aparência religiosa deles. Via através da fachada. Aos olhos deles, Jesus se contaminava ao conviver com pecadores, excluídos, pessoas com quem eles jamais se associariam.
E Jesus os repreendia severamente por sua ganância, sua aparência religiosa e sua justiça própria.
- Ele os chamou de serpentes.
- Disse que a religião deles era uma farsa.
- Advertiu-os sobre a ira vindoura.
- Arrancou suas máscaras e expôs sua hipocrisia.
Os fariseus O odiavam e odiavam Sua mensagem. Estavam determinados a eliminá-Lo e buscavam constantemente provas que pudessem usar contra Ele.
Agora, voltando por um momento a Lucas 7, versículo 36: “Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.”
Não sabemos qual era a motivação de Simão. Sabemos que, em geral, os fariseus não eram admiradores de Jesus. Talvez quisesse colocá-Lo à prova ou encontrar motivo para acusá-Lo. Mas, independentemente do motivo, há algo lindo aqui: Jesus aceitou o convite. Ele não o rejeitou.
Os fariseus criticavam Jesus por comer com pecadores — e Ele realmente o fazia —, mas Ele também frequentemente ia à casas de pecadores religiosos, isto é, dos fariseus.
No versículo 34, pouco antes desse episódio, chamaram-no de “amigo de cobradores de impostos e pecadores”. Diziam isso de forma depreciativa. E Ele era, de fato, amigo de pecadores. Mas também estava disposto a ser amigo de pecadores religiosos — dos fariseus — que estivessem dispostos a recebê-Lo.
Jesus veio buscar e salvar o que estava perdido. Havia pelo menos dois pecadores perdidos naquela casa naquela noite, e os dois precisavam de salvação. Jesus tinha poder para salvar ambos. A mulher sabia que era pecadora, que tinha muitos pecados e que precisava ser salva. Simão, o fariseu, achava-se bom demais para precisar de salvação.
O escritor antigo J. C. Ryle faz este desafio. Ele diz:
Sempre haverá fariseus entre os cristãos. Sua sucessão nunca falhará. Sua geração nunca será extinta. O nome pode mudar, mas o espírito permanecerá. Portanto, Jesus nos diz: ‘Vigiem e tenham cuidado.’
Ó Pai, em qualquer área em que o Senhor veja em mim, ou nas amigas que estão ouvindo hoje, o coração de um fariseu, por favor, expõe isso. Dá-nos convicção, arranca isso de nós e ajuda-nos a perceber o quanto precisamos da Tua salvação. Precisamos de Ti. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Essa foi Nancy DeMoss Wolgemuth orando para que todos nós tenhamos um coração humilde e arrependido, como o da mulher sobre quem ouvimos hoje.
Acho que praticamente todas nós concordamos com certa medida de orgulho e egoísmo. Precisamos voltar nosso coração ao Senhor e abraçar a humildade todos os dias. Precisamos ser renovadas nas verdades da Palavra de Deus.
Nancy: Eu sei que isso é verdade na minha própria vida. Voltando a esta passagem, o Aviva Nossos Corações deseja oferecer a você — e a mulheres em todo o mundo — verdade e encorajamento diários por meio de diversos recursos. Uma mulher compartilhou conosco como o Senhor tem usado este ministério em sua vida.
Raquel: Sim, Nancy é muito bom receber esse tipo de encorajamento. Esta querida ouvinte disse o seguinte:
“Muito obrigada pelo seu ministério! Eu amo o podcast e sou muito encorajada ao ouvi-lo. . . Percebi o quanto sou verdadeiramente grata ao Senhor pelo encorajamento que recebo por meio de vocês, mas nunca havia dito isso.
Tenho certeza de que represento muitas mulheres que são fortalecidas a permanecer na Palavra e a pensar na verdade ao longo do dia por meio do ensino de vocês, mas que seguem apressadas, sem parar para dizer: “Obrigada!”
Nancy: Isso é tão encorajador! E ela continuou.
Raquel: Sim, ela disse: “Agradeço a Deus por vocês e oro para que Ele continue fortalecendo vocês pelo Seu Espírito para proclamar Sua Palavra de uma forma que nós, mulheres ao redor do mundo, possamos aplicar em nossas vidas.”
Nancy: Somos gratas por aquilo que o Senhor faz por meio deste ministério. E conseguimos encorajar mulheres ao redor do mundo graças a ouvintes como você, que contribuem para sustentar este trabalho.
Talvez você nunca tenha contribuído com o Aviva Nossos Corações. Talvez tenha sido abençoada por este ministério, mas nunca tenha entrado em contato conosco. Saiba que qualquer valor que você oferecer é uma forma de dizer: “Eu apoio o que vocês estão fazendo e quero que continue.” Isso significa muito para nós.
Amanhã continuaremos nosso estudo desta passagem em Lucas capítulo 7. Mais uma vez, quero encorajá-la a ler Lucas 7.36 até o final do capítulo.
Ao examinarmos esse texto, veremos como o quebrantamento e a contrição do coração são o caminho para a verdadeira bênção e liberdade. Volte amanhã para o Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.