Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth fala sobre a direção que a nossa nação está tomando enquanto pedimos a Deus que traga uma mudança profunda e decisiva.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouçam, mulheres! Depois de anos estudando esse assunto e crendo que Deus fará isso: Avivamento não é apenas uma boa ideia. Não é uma opção. É algo de que nós realmente precisamos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo a gratidão - sua jornada para alegria, na voz de Renata Santos.
Se você costuma chorar, ou se não gosta de chorar, talvez já tenha orado pedindo a Deus que tirasse suas lágrimas. Mas hoje você será encorajada a derramar o tipo certo de lágrimas. O episódio de hoje faz parte de uma série que Nancy começou na semana passada sobre avivamento. Se você perdeu algum episódio, pode acessá-los no nosso …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth fala sobre a direção que a nossa nação está tomando enquanto pedimos a Deus que traga uma mudança profunda e decisiva.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouçam, mulheres! Depois de anos estudando esse assunto e crendo que Deus fará isso: Avivamento não é apenas uma boa ideia. Não é uma opção. É algo de que nós realmente precisamos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo a gratidão - sua jornada para alegria, na voz de Renata Santos.
Se você costuma chorar, ou se não gosta de chorar, talvez já tenha orado pedindo a Deus que tirasse suas lágrimas. Mas hoje você será encorajada a derramar o tipo certo de lágrimas. O episódio de hoje faz parte de uma série que Nancy começou na semana passada sobre avivamento. Se você perdeu algum episódio, pode acessá-los no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Aqui está Nancy continuando a série O Clamor dos Cativos.
Nancy: Estamos estudando o Salmo 126. No meio desse salmo encontramos uma oração intensa e sincera por avivamento. O salmista diz: “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (v. 4)
Ele reconheceu, na primeira parte do salmo, os momentos do passado em que Deus agiu, quando libertou o Seu povo. Agora ele ora por uma nova visitação do Espírito de Deus — uma obra sobrenatural, dramática, realizada pelo próprio Deus.
Há algo mais que vemos nesse versículo: a palavra traduzida como Neguebe ou Sul tem como raiz a ideia de algo “ressecado”. O Neguebe era o deserto ao sul de Judá — um lugar seco, árido, estéril. Na estação seca, os ribeiros daquela região quase não têm água.
Então, em Israel, eles têm o que é chamado de wadis [W-A-D-I-S] que são apenas leitos de rios vazios. Na estação seca, eles ficam secos como um osso. Não são rios; são apenas leitos de rios. São lugares por onde a água pode correr, mas fica seco durante a época de seca. Mas então vem a época de chuva. Na estação chuvosa, essas enchentes repentinas fazem com que aqueles cursos d’água de repente transbordem suas margens.
O que acontece é que a terra queimada, seca, estéril, de repente é transformada em um jardim. Dizem-me que é algo impressionante. Eu nunca vi, mas já li a respeito. Acontece de repente. As águas vêm de repente. As enchentes vêm de repente, e o crescimento vem de repente. É como se o solo estivesse apenas esperando a água chegar para que pudesse brotar e não ser mais estéril.
Essa descrição é o retrato da presença sobrenatural de Deus e do que ela faz quando Ele vem a corações secos, famintos, sedentos, e a corações, lares e igrejas necessitados. Quando o Espírito de Deus é derramado sobre o Seu povo, há a sensação do lugar seco se tornar fértil — o deserto se tornar um lugar vivo, cheio de flores.
O salmista está orando: “Senhor, como as correntes” — essa palavra “corrente” é, na verdade, a palavra “torrentes”. É como uma inundação de água quando aquelas torrentes de água vêm para o sul, para aqueles leitos de rios secos, e o deserto é levado a florescer. “Senhor, da mesma forma que Tu transformaste o deserto em um lugar frutífero, poderias restaurar o nosso cativeiro e tornar nossas vidas frutíferas? Vem e opera em nossos corações.”
Deus está sempre operando entre o Seu povo, e às vezes Ele faz isso de maneira muito mais gradual. Mas então há aquelas estações em que Deus, de forma sobrenatural, dramática, repentina, vem e faz algo que, de outra forma, poderia levar anos para acontecer na vida de uma pessoa ou de uma família.
Deixe-me dar um exemplo disso. No Primeiro Grande Despertamento, Jonathan Edwards foi um dos grandes instrumentos usado por Deus. Ele descreveu o que aconteceu em Hampton do Norte no início do século 16 quando aconteceu um mover do Espírito Santo.
Aqui está um homem que por anos vinha pregando fielmente a Palavra de Deus e então, de repente, é como se Deus simplesmente tivesse incendiado gravetos secos e o fogo começou, as enchentes vieram, os leitos dos rios se encheram, o deserto se transformou em um lugar frutífero, e Edwards disse:
Quando Deus, de maneira tão notável, tomou a obra em Suas próprias mãos, fez-se tanto em um dia ou dois quanto, em tempos comuns, com todos os esforços que os homens podem empregar, se faz em um ano.
Eu já vi Deus fazer isso em igrejas quando fazíamos as caravanas de evangelismo com o ministério Life Action. Parávamos em igrejas e podíamos ver a mão de Deus em um período de poucas semanas. Eu me lembro de uma igreja onde havia cinquenta casais que estavam divorciados ou separados e um ou ambos os parceiros estavam envolvidos em um relacionamento adúltero. No espaço de três semanas, Deus se moveu sobrenaturalmente em cinquenta dessas famílias para trazer reconciliação e restauração!
Se você já esteve envolvido em aconselhamento matrimonial, sabe que isso pode levar anos para acontecer. Mas em um curto período de tempo, quando Deus derramou o Seu Espírito naquele lugar, foi isso que aconteceu.
É isso que acontece quando lemos Isaías capítulo 35: “O deserto e a terra seca se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso. Ele se cobrirá de flores. . . Eles verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus.” (vv. 1–2)
Não é isso que você quer ver em sua igreja, em sua família, em nossa nação? Ouçam, mulheres! Avivamento — no que me diz respeito, depois de anos estudando isso e crendo em Deus por isso — não é apenas uma ideia bonita. Não é uma opção. É algo de que realmente precisamos. “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (Sl. 126.4)
Então o salmista ora, ele pede no versículo 4: “Senhor, por favor”, ele faz um apelo para o presente: “Senhor, por favor vem e restaura a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (paráfrase)
E, ao chegarmos ao último parágrafo deste salmo, vemos o povo de Deus colhendo. Vimos nos primeiros três versículos o povo de Deus lembrando. Eles louvaram a Deus pelo que Ele havia feito no passado. Vimos no versículo 4 o povo de Deus pedindo que Ele se movesse novamente. Então há um apelo pelo presente.
Eu amo esses dois últimos versículos. O povo de Deus colhendo — e aqui temos uma promessa para o futuro. Há uma nova metáfora que entra no salmo neste ponto. É uma metáfora de semear e colher. Deixe-me ler os versículos 5 e 6.
“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.”
Nesses dois versículos eu vejo duas coisas nas quais quero focar nesta sessão e na próxima. Primeiro, vemos o custo de semear e, segundo, vemos a certeza da colheita.
O custo de semear. Qual é a frase que lhe diz o custo de semear? “Os que com lágrimas semeiam!”
Segundo, temos a certeza da colheita. Que frase lhe diz isso? “Voltará com júbilo!”
Vamos refletir primeiro sobre o custo de semear porque você não pode colher até ter semeado, certo?
Primeiro, tem que haver um custo de semear. E então há a alegria da colheita. Qual é o custo de semear? Os que semeiam com lágrimas colherão com alegria. “Aquele que continuamente sai chorando, levando a semente para semear, sem dúvida voltará com regozijo.” (v. 6, paráfrase)
“Os que com lágrimas semeiam.” Ao olharmos para outras partes das Escrituras, sabemos que a semente que estamos semeando é o quê? É a Palavra de Deus. Essa é a semente que semeamos no coração das pessoas. Essa é a semente que é semeada em nossos próprios corações. Então semear com lágrimas — e neste salmo você vê a parte de Deus no avivamento, e você vê a nossa parte.
Nós dissemos que o avivamento é uma obra sobrenatural de Deus. Ele é quem restaura o nosso cativeiro. Ele é quem traz a colheita, mas você vê nesses versículos que nós temos uma parte. Temos que fazer alguma semeadura. Deus não faz a semeadura. Nós temos que fazer isso.
Compare a obra repentina que vimos no versículo 4, onde Deus envia de repente a torrente, o derramamento do Seu Espírito, com a obra constante dos versículos 5 e 6, semeando com lágrimas. Passando pelo esforço regular, comum, desafiador da rotina de semear. Nem toda obra cristã é o mover repentino e espontâneo do Espírito de Deus. Às vezes é apenas o processo de semear fielmente e semear com lágrimas.
Vamos parar só um momento e refletir sobre essa questão de semear com lágrimas, creio que há pelo menos três tipos de lágrimas que podem estar envolvidos, e vamos falar sobre eles.
Primeiramente, “semear com lágrimas” pode ser lágrimas de trabalho. Lágrimas de trabalho. Trabalho árduo. Perseverança. Paciência.
Você pensa no agricultor que está passando pelo trabalho de preparar o solo e depois semear a semente. Ele ainda não está vendo o resultado. Ele não está vendo o fruto. Ele não está vendo o produto. Ele vai ter que esperar um tempo por isso. Mas ele está passando pela perseverança, pelo trabalho árduo de semear. Em nossas vidas espirituais e no ministério, há momentos em que simplesmente temos que ser fiéis e semear as sementes.
Muitas aqui são mães. Vocês sabem o que quero dizer quando falo sobre a semeadura fiel de sementes na vida de seus filhos. Você não colhe o fruto imediatamente.
Tenho uma amiga que está lendo a Bíblia inteira para seus quatro filhos pequenos. Ela começou quando o mais velho ainda era filho único. O mais velho tinha, não sei, provavelmente cinco, seis anos e agora ele tem cerca de oito, e eles estão prestes a terminar o Antigo Testamento.
Ela tem lido a Bíblia inteira, e dois de seus filhos são bem pequenos, e eles leem a Bíblia todos os dias. Ela já leu todo o Antigo Testamento, e está semeando a semente da Palavra na vida das crianças.
Mas levará anos antes que ela veja o fruto completo — o resultado completo dessa semeadura na vida de seus filhos. Há perseverança. Há paciência. Pense em uma mulher em trabalho de parto, o trabalho árduo, a semeadura com lágrimas — uma mulher que está em dores de parto para dar à luz um novo filho.
Então pense naquele versículo em Isaías 66: “Logo que Sião esteve de parto, deu à luz seus filhos.” (v. 8, paráfrase). Há a semeadura com lágrimas, o trabalho, o esforço árduo.
Eu já estive com uma amiga em trabalho de parto duas vezes — a mesma amiga com dois filhos diferentes. É trabalho árduo. É uma labuta. É semear com lágrimas.
Em determinado momento do parto, minha amiga disse ao seu marido: “John, eu não consigo continuar com isso.” Bem, naquele ponto, ela não tinha muita escolha. Foram lágrimas de parto. Eu penso nesse tipo de trabalho de parto e dores quando penso em pessoas que fielmente semeiam a Palavra de Deus na vida das pessoas. Mães. Pastores.
Estudando, preparando-se para ensinar, para ministrar aos outros. Pense no apóstolo Paulo em Atos capítulo 20, onde ele disse: “Servindo ao Senhor com toda humildade, com lágrimas e com provações” (v. 19). Ele disse isso aos presbíteros de Éfeso quando estava deixando Éfeso depois de ter estado lá por três anos. Ele diz: “lembrando que, durante três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês.” (v. 31)
Mães, vocês sabem do que se trata isso. Vocês sabem como é quando seus filhos são pequenos ou adolescentes e vocês querem vê-los seguir na direção de Deus, e vocês estão na labuta em lágrimas; batalhando em seu coração. Vocês querem vê-los compreender. Vocês querem ver a Palavra de Deus criar raízes na vida deles.
Há essa semeadura com lágrimas — esse semear fielmente a semente da Palavra de Deus mesmo quando não vemos resultados.
A propósito, eu só quero dizer uma palavra de apreciação e gratidão por pastores fiéis, por homens de Deus que semana após semana são fiéis em estudar a Palavra de Deus, preparar e proclamar a Palavra de Deus, e eu acrescentaria a isso professores de escola dominical. Servos fiéis do Senhor que semeiam na minha vida. Aqueles que labutam. Aqueles que passam por dores. Eles colherão com alegria.
Há também outro tipo de lágrimas. Não lágrimas de trabalho de parto, mas lágrimas de confissão e contrição pelos nossos próprios pecados e pela nossa condição espiritual. Vemos isso muito claramente nas Escrituras.
Tiago capítulo 4: “Afligi-vos, lamentai e chorai” (v. 9, paráfrase). Sobre o que devemos lamentar? Nosso pecado. Nossa teimosia. Nossa obstinação. Nosso orgulho. Nossa resistência contra Deus. Lamentar e chorar por causa do pecado.
Jesus disse em Mateus capítulo 5: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (v. 4, paráfrase). Sobre o que eles estão chorando? Eles estão chorando por causa dos seus pecados. Eles estão quebrantados por causa dos seus pecados; estão com o coração partido; estão aflitos. Eles têm o que Paulo falou aos coríntios: “A tristeza segundo Deus produz arrependimento” (2 Cor. 7.10). Confissão e contrição pelos seus pecados.
É Davi, o salmista, dizendo: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mau aos Teus olhos” (Sl. 51.4). É estar com o coração quebrantado por causa do meu pecado, por causa da minha condição espiritual.
Ao ler a história dos avivamentos, você não pode escapar do fato de que convicção e contrição pelo pecado são uma marca característica do avivamento todas as vezes. Precisamos orar por isso em nossos próprios corações. Precisamos orar por esse tipo de choro, de tristeza e de lamento pelo pecado em nossa geração.
Na década de 1930, Deus se moveu em um avivamento na província de Shantung, na China. Durante esse grande derramamento do Espírito de Deus, foi dito que, naqueles dias, “os pregadores não conseguiam terminar seus sermões antes que as pessoas começassem a clamar em agonia por causa de seus pecados.”
Eu leio esse tipo de coisa porque, em nossa cultura, em nossos dias, isso é quase desconhecido. Mas precisamos relembrar. Precisamos pedir a Deus que nos dê a capacidade de chorar, lamentar e nos entristecer por causa do nosso pecado.
Se algum dia pudéssemos ver o nosso pecado como Deus o vê, certamente choraríamos! Certamente lamentaríamos. Mas somos tão bons em olhar para o nosso pecado em comparação com tudo e todos os outros, que isso não nos incomoda tanto. Então banalizamos o pecado. Mas o pecado não é algo trivial. Quando o vemos como Deus o vê, e vemos o que o nosso pecado custou — Cristo na cruz — não podemos rir disso; não podemos fazer piadas sobre isso; não podemos ser indiferentes; vamos lamentar, nos entristecer e chorar por causa do nosso pecado.
Brian Edwards diz o seguinte sobre avivamento:
Uma convicção profunda, desconfortável e, às vezes, avassaladora do pecado é uma parte indispensável do avivamento. Muitas vezes temos uma visão romantizada do avivamento como um tempo de glória e alegria e de números crescentes fazendo fila para entrar nas igrejas. Essa é apenas parte da história. Antes da glória e da alegria, há convicção; e ela começa com o povo de Deus. Há lágrimas derramadas e tristeza diante de Deus.
Há erros a serem corrigidos, coisas secretas, as mais distantes dos olhos dos homens, a serem lançadas fora, e relacionamentos prejudicados, escondidos por anos, a serem restaurados abertamente. Se não estamos preparados para isso, é melhor não orarmos por avivamento. O avivamento não é destinado ao desfrute da igreja, mas à sua purificação.
Quando foi a última vez que você chorou por causa do seu pecado? Posso estar falando de lágrimas literais, mas mais do que isso, quero saber: Quando foi a última vez que, em seu coração, você se entristeceu profundamente por causa do seu pecado? Quando foi a última vez que você ficou com o coração partido pelo que o seu pecado fez a um Deus santo? “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.”
Você quer a alegria do perdão? Você quer a alegria de uma consciência limpa? Você quer a alegria de saber que está em paz com Deus? “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.” Que tipo de lágrimas? Lágrimas de confissão. Lágrimas de contrição. Lágrimas de quebrantamento. Quando vemos o nosso pecado, a nossa condição espiritual, e dizemos: “Ó Senhor, perdoa-me!” Perdoa-me! Os que semeiam com lágrimas colherão com alegria.
Pai, como eu oro por uma capacidade maior de me entristecer pelo meu pecado, de vê-lo como Tu o vês. Obrigada porque Tu fizestes provisão para o perdão por meio do sangue derramado de Jesus Cristo.
Ajuda-nos a nunca tratar essa provisão com leviandade, a não pisar o sangue de Cristo ao banalizar o nosso pecado, ou ao nos compararmos com os outros e sentirmos que estamos indo muito melhor.
Senhor, ajuda-nos a nunca zombar da justiça nem a tratar o pecado com leviandade. Dá a mim, dá às mulheres que estão ouvindo, dá à Tua Igreja em nossos dias um senso de peso e de seriedade. Traz convicção de pecado, ó Deus.
Obrigada pela promessa de que os que semeiam com lágrimas colherão com alegria. Que venham as lágrimas para que venha a alegria. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Não parece normal pedir a Deus a capacidade de chorar, mas é bom e é certo. Nancy DeMoss Wolgemuth volta já.
Espero que este episódio tenha sido um encorajamento para você.
Temos ouvido nesta série Nancy conversando com Byron Paulus. Ele é o presidente da OneCry, um ministério irmão do Aviva Nossos Corações.
Como ex-diretor executivo da Life Action Ministries, ele viu Deus transformar pessoas e igrejas enquanto viajavam por dias seguidos. Ele e Nancy tiveram uma conversa sobre a importância do avivamento.
Nancy: Alguém poderia perguntar o que era tão diferente em uma reunião da Life Action que impactou um casal daquela maneira? Se eles estão indo à igreja, na verdade não estamos ensinando coisas que as pessoas não estejam ouvindo em suas igrejas domingo após domingo. O que há em dez dias ou duas semanas de uma reunião como essa que pode fazer tanta diferença na vida de tantas pessoas?
Byron Paulus: Nancy, eu creio que as pessoas estão famintas pela presença de Deus. Eu creio que as pessoas estão famintas e disporão o tempo que for necessário para lidar profundamente com as questões do seu coração.
Eu acho que estamos vendo algo entre sessenta (acabei de ver um relatório da semana passada) até cem por cento da frequência de domingo de manhã, sem toda a propaganda e promoção e publicidade, vindo noite após noite após noite.
Nancy: Estamos falando de cultos à noite todas as noites, por dez dias durante a semana. Isso é algo inédito hoje em dia. Você sabe disso. Mas por que você acha que as pessoas vêm?
Byron: Isso é muito fora do comum hoje. Mas elas vêm porque eu acho que percebem que as questões com as quais precisam lidar em seu coração não são uma “solução rápida”.
Eu creio que elas percebem que, quando vamos tirar tempo para buscar a Deus de forma tão extensa, Deus vai se manifestar em seus corações, assim como em sua igreja, e Ele fará o que elas nunca poderiam fazer para curar as feridas.
Eu acho que você diria — e eu sei que nossos líderes lá fora em avivamentos e em nossas quatro equipes diriam — que o problema número um nas igrejas hoje realmente é a amargura.
Há muitas feridas e mágoas profundas, por quaisquer razões (e podemos listar muitas), mas a amargura surge disso e se torna o fruto dessa dor.
Hebreus nos diz que a imoralidade sexual causa ira e todos esses relacionamentos desmoronados (Hb. 13.4). Quando tiramos tempo para identificar, para tratar de maneira profunda, para buscar pureza de coração e santidade de coração, começamos a entender a graça de uma maneira nova, e o Espírito Santo de uma maneira nova.
Eu não acho que possamos fazer isso em uma noite ou duas noites ou três noites. Para realmente ir fundo, eu creio que isso resulta em uma mudança permanente de vida. Então as pessoas vêm e passam esse tempo prolongado. E nós não queremos reuniões apenas por causa de reuniões. Quando os antigos avivalistas vinham, eles ficavam por dez semanas.
Nancy: Eles construíam um tabernáculo e ficavam até que Deus viesse.
Byron: Construíam ou armavam uma tenda. Eles ficavam pelo tempo que fosse necessário para que Deus se manifestasse.
Então, quando Deus vinha, eles simplesmente iam para a próxima comunidade. Eles armaram uma tenda ou construíam um tabernáculo. “Quanto tempo vocês vão ficar aqui?” “Até que Deus venha!”
Estamos tão acostumados hoje. . . eu creio que às vezes até em nosso próprio ministério, assim como em nossas igrejas, a simplesmente ir à igreja e colocar no calendário.
Nancy: Rapidinho!
Byron: Passar pelas rotinas às vezes. Nós realmente queremos dizer: “Não, vamos separar esse tempo para buscar a Deus, quando Ele vier.” Esse é o nosso objetivo, essa é a nossa meta.
Eu sei que Deus já está ali em um sentido geral de Sua presença. Tiago nos diz para “chegar perto dele, e ele se chegará a nós.” (4.8)
Há esse senso cultivado da presença de Deus. Eu creio que os puritanos, o Pentecostes bíblico e outras evidências onde há avivamento historicamente — que há épocas em que a presença manifesta de Deus vinha. Quando Deus simplesmente habitava com Seu povo.
Seja em um casamento ou nas questões que estou enfrentando em minha caminhada com Deus, ou coletivamente como igreja, é nesses tempos manifestos, na presença de Deus, que Ele faz o que nunca podemos fazer à parte desses momentos divinos.
Raquel: Ouvimos Byron Paulus, presidente da OneCry. Byron tem compartilhado seu coração pelo avivamento. Deixamos o link do livro de estudos sobre avivamento pessoal que Nancy DeMoss Wolgemuth coescreveu chamado, Buscando a Deus.
Para ter acesso à transcrição de hoje, visite avivanossoscoracoes.com e clique na aba podcasts.
Agora, você pode perceber pelo nome do nosso ministério, Aviva Nossos Corações, que somos apaixonados por verdadeiro avivamento.
Você gostaria de se juntar a nós para fortalecer a missão do Aviva Nossos Corações? Sua oferta de qualquer valor significa muito com nossa missão de ajudar mulheres a experimentar liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Temos aprendido a chorar pelo nosso pecado, mas há outra razão para chorar — olhar para o mundo e ver tanta dor. Essas lágrimas também são significativas para Deus.
Amanhã, vamos considerar como levar esse peso pelas almas perdidas a Deus, em oração.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.