Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando a Palavra de Deus diz: “Dê um passo”, e nossa lógica humana natural e razão dizem: “De jeito nenhum, é impossível”, o que você faz? Você vai com a verdade. Você vai com a revelação de Deus. Você vai com a Palavra dele. Você dá um passo. Você segue em frente. Você entra e toma posse da terra.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Você está prestes a ouvir uma pessoa que enfrentou muitos medos. Se ela tivesse cedido a esses medos, provavelmente você não estaria ouvindo a voz dela agora. Descubra como Nancy deu passos de fé para poder chegar até você todos os dias da semana aqui no Aviva Nossos Corações. Ela continua na série Lições da vida de Josué (Parte 3): Confiando …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando a Palavra de Deus diz: “Dê um passo”, e nossa lógica humana natural e razão dizem: “De jeito nenhum, é impossível”, o que você faz? Você vai com a verdade. Você vai com a revelação de Deus. Você vai com a Palavra dele. Você dá um passo. Você segue em frente. Você entra e toma posse da terra.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Você está prestes a ouvir uma pessoa que enfrentou muitos medos. Se ela tivesse cedido a esses medos, provavelmente você não estaria ouvindo a voz dela agora. Descubra como Nancy deu passos de fé para poder chegar até você todos os dias da semana aqui no Aviva Nossos Corações. Ela continua na série Lições da vida de Josué (Parte 3): Confiando em Deus pela terra prometida.
Nancy: Muitas vezes encerramos nossos programas em oração, mas hoje eu gostaria de começar este episódio em oração e pedir ao Senhor que abra nossos corações enquanto Ele fala conosco. Então, por favor, una-se a mim, se puder.
Senhor, nós Te amamos e Te agradecemos pelo privilégio de estudar a Tua Palavra. Obrigada por este relato da vida dos filhos de Israel que Tu nos deste para nossa instrução e como exemplo para nós.
Oro para que abras os nossos ouvidos e nossos corações para receber e responder a tudo o que tens para nós neste dia. Oro para que as palavras da minha boca, e ainda mais importante, as meditações do meu coração sejam aceitáveis diante de Ti — ó Senhor, minha força e nosso grande Redentor. Em nome de Jesus eu oro, amém.
Ainda estamos com os filhos de Israel em Cades, ou Cades-Barnéia como às vezes é chamado, na fronteira mais ao sul da Terra Prometida, e você diz: “Você não pode nos levar para dentro da Terra Prometida? Quando vamos chegar lá?”
Isso pode ser mais ou menos o que Deus estava se perguntando nesse momento. Claro, Deus sabia como tudo isso iria terminar, mas Deus havia dito aos filhos de Israel: “Entrem na terra. Eu a dei a vocês. Eu a prometi a vocês. Eu irei com vocês. Eu vencerei os inimigos.”
Mas a maioria dos doze líderes, os doze espias das doze tribos, voltou da viagem de reconhecimento e disse: “Há gigantes na terra. Não podemos tomar essa terra.”
O que os israelitas disseram em resposta? Em vez de responderem em fé, responderam em medo, e disseram: “Vamos morrer. Vamos voltar para o Egito. Livrem-se de Moisés; arranjem outro líder; vamos voltar para o Egito.”
Eu tenho um pouco de empatia no meu coração pelos judeus neste ponto. De uma perspectiva humana, o medo e a incredulidade dos israelitas são um tanto compreensíveis.
Você não concordaria? Afinal, havia gigantes e inimigos ferozes, reais, entre eles e a posse da terra. Eles estão dizendo que querem voltar para o Egito, e você pensa: Quem iria querer voltar para lá? Eles tinham estado em escravidão por 400 anos.
Sim, a escravidão no Egito tinha sido horrível, mas pelo menos aqueles problemas e aquele estilo de vida eram familiares para eles. Eles sabiam o que esperar, mas em Canaã, enfrentariam um conjunto totalmente novo de desafios. Deus estava pedindo que avançassem para uma terra onde nunca tinham estado antes.
Não é isso que às vezes provoca medo em nossos corações? Deus diz: “Sim, você tem esta grande coisa diante de você”, mas você diz: “Eu nunca fiz isso antes. Este é um novo território.” Tenha em mente que, para Deus, não existem territórios desconhecidos; não existem águas desconhecidas. Deus já esteve lá antes, mas nós sentimos esse medo de entrar em terras estranhas.
Assim também os judeus. O pensamento parecia esmagador. O problema é que eles deixaram Deus fora da equação, e não fazemos isso também tantas vezes? Vemos as circunstâncias, vemos as provações, vemos os testes, mas esquecemos Deus. Eles tiraram suas conclusões com base na visão natural e no raciocínio humano separados de Deus, e essa é exatamente a natureza da carne humana — agir com base no que podemos ver, com base no que entendemos, em vez de agir com base no reino sobrenatural, que não podemos ver nem entender.
Eu frequento uma classe de escola dominical na minha igreja, e não muito tempo atrás o professor disse algo que realmente ressoou comigo. Eu pensei nesta passagem quando ele disse isso. Ele disse: “Quando a razão e a revelação colidem, devemos ir com a revelação.” O que isso significa?
Razão é aquilo que você pode ver, aquilo que você pode entender, aquilo que você pode observar, aquilo que você pode compreender com sua mente natural — razão. O que é revelação? É a Palavra de Deus. São os caminhos de Deus, e muitas vezes você não pode vê-los, não pode entendê-los, não pode prová-los.
Ele disse: “Quando a razão [o que você entende com sua mente natural] e a revelação [isto é, o que Deus disse em Sua Palavra] quando essas duas colidem, temos que ir com a revelação.”
Quando a Palavra de Deus diz: “Dê um passo”, e nossa lógica e razão humanas naturais dizem: “De jeito nenhum, é impossível”, o que você faz? Você vai com a verdade. Você vai com a revelação de Deus. Você vai com a Palavra dele. Você dá um passo. Você segue em frente. Você entra e toma posse da terra.
Enquanto temos observado esta passagem em Números capítulos 13 e 14, vemos que o povo de Deus deveria temer o Senhor. Ele era o único de quem deveriam ter medo, ou seja, ter um temor reverente do Senhor. O que eles fizeram em vez disso? Temeram os habitantes da terra.
Eles deveriam enfrentar os inimigos de Deus, e o que fizeram em vez disso? Rebelaram-se contra Deus. Em vez de irem contra os inimigos de Deus, foram contra Deus. Eles estavam temerosos — cheios de medo — em vez de fiéis — cheios de fé, e o medo os paralisou.
Isso fez com que imaginassem e esperassem o pior. Fez com que focassem nos obstáculos, nos gigantes, nos filhos de Anaque, e que focassem em si mesmos. “Parecíamos gafanhotos.” Então focaram nos gigantes, em si mesmos, nos gafanhotos, em vez disso onde seu foco deveria estar. Onde? Em Deus.
Você está focando nos gigantes, nas suas circunstâncias? Você está focando em si mesma? Você diz: “Eu sou apenas um gafanhoto nesta situação. Eles vão pisar em mim e me esmagar, e não restará nada de mim.”
- Se você focar em si mesma, ficará com medo.
- Se você focar nos gigantes, ficará com medo.
- Se você focar em Deus, o medo será dissolvido e a fé permanecerá.
Então Josué e Calebe suplicaram aos filhos de Israel que exercessem fé. Lemos isso na última sessão. Eles disseram no versículo 7 de Números capítulo 14:
A terra pela qual passamos para espiar é terra muitíssimo boa [uma terra muito, muito boa]. Se o SENHOR se agradar de nós, então nos fará entrar e nos dará essa terra, que é uma terra que mana leite e mel. Tão somente não sejam rebeldes contra o SENHOR e não tenham medo do povo dessa terra, porque, como pão, os podemos devorar; a proteção que eles tinham se foi. O SENHOR está conosco; não tenham medo deles.
Josué e Calebe clamaram ao povo: “Creiam em Deus. Não cedam ao medo. Mudem o foco”, mas toda a súplica deles não adiantou. O que o povo fez?
Versículo 10: “Apesar disso, toda a congregação disse que Josué e Calebe deviam ser apedrejados.” Não queremos ouvir a voz da revelação. Vamos seguir a razão — apedrejem-lhes com pedras. Esse teria sido o fim de Josué e Calebe se Deus não tivesse intervindo.
Não é muitas vezes assim? Quando permanecemos na fé, podemos nos colocar em perigo. Penso naqueles três jovens hebreus na fornalha ardente. Eles disseram: “Ó rei, podes nos lançar lá dentro, mas não nos curvaremos; não nos dobraremos. Você pode tirar nossas vidas, mas obedeceremos a Deus mesmo que isso custe nossas vidas.”
Naquela situação, naquela fornalha ardente, entrou um quarto, um Homem semelhante ao Filho de um deus. O próprio Filho de Deus apareceu e os livrou daquela fornalha ardente, e aqui vem em socorro de Josué e Calebe, em auxílio deles, o Deus do universo. Deus desce em uma demonstração impressionante de poder para defender a Si mesmo e Seus servos que creram.
O versículo 10 continua dizendo: “Porém a glória do SENHOR apareceu na tenda do encontro a todos os filhos de Israel.” Deus aparece, e quando Deus aparece, Ele não está feliz. Deus está entristecido com a resposta do Seu povo, os dez espias e toda a congregação de Israel que preferiria ceder ao medo em vez de andar pela fé.
Deus diz no versículo 11: “Até quando este povo me provocará?” O povo realmente não tinha dito nada sobre Deus, mas ao falarem mal da terra, os espias e o povo estavam na verdade falando mal de Deus. Deus diz: O povo me desprezou. “Até quando me provocará?”
Então uma segunda pergunta: “Até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele?”
- Até quando me desprezarão?
- Até quando não crerão em mim apesar de todas as evidências e razões que lhes dei para confiarem em mim?
Penso que muitas vezes Deus poderia fazer as mesmas duas perguntas a nós em nossa vida cristã, quando escolhemos viver pelo medo em vez de viver pela fé. Não pretendemos desprezar a Deus, mas estamos fazendo isso. Às vezes quase posso ouvir Deus dizendo enquanto olha para a minha vida: “Até quando você me provocará? E até quando você se recusará a crer em mim apesar de todas as evidências que te dei, todas as razões que te dei para confiar em mim?”
Quero dedicar um pouco de tempo neste episódio para compartilhar com você sobre a minha própria vida, uma estação da minha vida em que Deus me conduziu por meio de uma crise de fé em um tempo em que toda esta passagem se tornou muito preciosa.
Alguns anos atrás nós passamos por algumas mudanças importantes no Aviva Nossos Corações. E acho que isso é apenas um retrato do que está acontecendo aqui com os filhos de Israel.
Algumas de vocês se lembram de que, nos primeiros cinco anos do Aviva Nossos Corações, nosso programa tinha apenas menos de quinze minutos por dia. Era um programa de rádio de quinze minutos, e levei, tipo, os primeiros três anos para começar a me sentir confortável com esse ritmo.
Para começar, foi um grande passo de fé entrar no ministério de rádio. Ter que produzir 260 programas por ano era um enorme desafio, mas repetidamente Deus nos levou até a beira do Mar Vermelho e me levou ao ponto em que eu dizia: “Eu não posso fazer isso”, e então todas as vezes Deus abria as águas e nos fazia atravessar. Ele mostrou tantos sinais e evidências do Seu favor e da Sua presença e estava construindo na minha vida uma grande reserva de razões para confiar nele.
Então nossa diretoria começou a pensar e a orar sobre expandir esse programa para um programa diário de meia hora. Havia várias razões para isso — não vou listar aqui — mas passamos muito tempo fazendo pesquisas, estudando outros ministérios, estudando a indústria de rádio, rádio cristã, pensando principalmente em “Como podemos impactar mulheres de uma maneira mais profunda com a mensagem de encontrar liberdade, plenitude e abundância em Cristo?”
De modo geral, as pessoas da indústria disseram: “Vocês realmente precisam expandir para um programa de meia hora.” Havia outras considerações e preocupações sobre fazer isso. Buscamos conselho. Buscamos o Senhor. Não agimos inconsequentemente. Finalmente concordamos juntos: “Isso é o que acreditamos que Deus está nos guiando a fazer.”
Cerca de um ano antes de o programa realmente se tornar um programa de trinta minutos, tomamos a decisão de que avançaríamos nessa direção, e começamos a gravar os programas mais longos. Bem, assim que tomamos a decisão, meu coração começou a cair em incredulidade e medo, olhando para trás, muitos, muitos pensamentos estavam passando por minha mente naquela época.
Primeiro de tudo, eu estava com medo: “Será que as estações aceitariam o programa mais longo?” Estávamos em mais de quinhentas estações de rádio em todo o país. Tínhamos uma grande rede de rádio, e pensei: Quando passarmos de quinze minutos para meia hora, e se as estações não tiverem o tempo extra para nos dar? Talvez não tenhamos mais um ministério. Talvez não consigamos mais transmitir o programa.
Então pensei: Será que as pessoas vão ouvir o programa mais longo? Eu tinha muitos medos sobre isso. E como financiariamos tudo isso? Porque mais tempo no ar significa mais dinheiro, será possível?
Acho que a maior coisa que despertou medo no meu coração foi considerar o maior peso que isso exigiria de mim em termos de preparação, mais material para preparar e mais tempo de gravação.
Antes conseguíamos gravar cerca de quinze programas em um dia, agora fazemos cerca de oito, e eu sabia que isso significava muito mais dias de gravação. Onde encontraríamos esses dias na agenda?
Como eu encontraria tempo na minha agenda já cheia para preparar material adicional? Comecei a ponderar os gigantes, a pensar nos obstáculos.
Talvez você nunca tenha estado lá, mas eu digo a você, eu fui fundo nisso, e por semanas e meses comecei a me colocar em um verdadeiro frenesi de terror sobre essa decisão que havíamos tomado. Eu não tinha paz e estava aterrorizada. Eu não estava andando em fé, e sabe, o medo alimenta mais medo.
Havia tantas consequências da incredulidade quando olho para trás para aqueles meses. Desânimo — muito desânimo. Eu simplesmente vivia com desânimo. Eu vivia com medo que às vezes era paralisante. Eu sentia que não conseguia colocar um pé na frente do outro.
Às vezes havia um profundo senso de desespero, falta de esperança — querendo desistir, querendo largar tudo, querer fugir. Houve momentos em meu próprio coração e mente em que eu disse: “Eu não sei se sequer sou chamada para este ministério. Eu não sei se deveria estar fazendo isso. Eu não quero estar fazendo isso. Eu não quero passar o resto da minha vida dessa maneira.”
Estou sendo muito honesta com você sobre onde eu estive durante alguns daqueles meses.
Às vezes havia ressentimento por eu ter que pagar esse preço para servir ao Senhor enquanto outras pessoas podiam ter noites de folga e podiam aproveitar seus fins de semana. Amargura, em última instância, é dirigida a Deus. Eu não estava consciente de que isso estava em meu coração, mas quando olho para trás, acho que era o caso.
A incredulidade me tornou vulnerável, emocionalmente e de outras maneiras, aos ataques do inimigo, e eu me encontrava às vezes, particularmente à noite — era um dia longo, e então uma noite escura — e eu estava estudando, e eu me encontrava às vezes simplesmente tomada por ansiedade, por medo, por ressentimento, vulnerável ao ataque do inimigo em minhas emoções.
Eu não tinha paz; eu não tinha alegria. Tudo isso teve um preço físico para mim. Houve falta de força e falta de energia. Durante aquele tempo eu desenvolvi algumas dores crônicas nas costas que eu nunca havia experimentado na minha vida.
Quando olho para trás, para aquela fase da minha vida, percebo que o meu estado de espírito acabou afetando outras pessoas. Eu até tentava não compartilhar tudo o que estava pensando ou sentindo, mas, de alguma forma, o que carregamos por dentro transparece. Sem perceber, eu estava puxando outras pessoas para dentro do mesmo redemoinho de dúvidas e medos em que eu vivia.
Eu passei cerca de um ano, mais ou menos, dessa maneira. Então chegou um ponto, quando estávamos nos preparando para lançar o novo programa, eu ainda não tinha paz em meu coração sobre isso. Às vezes você não tem paz em seu coração porque tomou uma decisão errada, mas esse não era o caso.
Eu acredito que tínhamos tomado essa decisão em oração e cuidadosamente. Deus tinha guiado através do nosso conselho e da nossa equipe de liderança. Nós tínhamos estado em um só acordo nisso, então não era que eu sentisse que tínhamos feito a coisa errada. Eu simplesmente não estava feliz com a decisão que havíamos tomado e não conseguia ter paz no meu coração.
Tivemos uma reunião do conselho quando estávamos nos preparando para seguir com o formato mais longo e oramos e pedimos a Deus que o abençoasse. As estações haviam aceitado o programa. Nós podíamos ver tantas evidências da mão de Deus nos abençoando por meio desse processo, mas eu ainda tinha essa profunda incredulidade e medo em meu coração.
Pouco depois daquela reunião em que havíamos conversado sobre algumas dessas coisas, um dos membros do conselho — e é aqui que precisamos de Josués e Calebes em nossas vidas para caminharem ao nosso lado e falarem palavras de fé e confiança na promessa de Deus e para nos mostrarem quando estamos andando em incredulidade.
Um dos membros do nosso conselho me enviou um e-mail e disse:
Eu tenho pensado e orado sobre você e toda essa situação, e acredito — posso estar errado” (foi um e-mail muito gentil, deixe-me apenas dizer isso, mas aqui estava o ponto principal, ele disse). “Eu me pergunto se você pode ter passado todo este último ano resistindo e se rebelando contra essa mudança.
Quando eu vi aquela palavra “rebelando”, isso foi um grande alerta para mim, porque na minha cabeça eu não consigo pensar em nenhum pecado, a menos que seja o orgulho, que seja pior do que o pecado da rebelião, então essa foi uma palavra muito forte para mim. Ele disse:
Você tem resistido e se rebelado contra essa mudança?” (então aqui está o que Deus realmente usou para falar ao meu coração) “e, portanto, você tem resistido e se rebelado contra Deus?
Eu soube assim que li isso que eu tinha estado resistindo a essa mudança, mas o que eu nunca tinha parado para pensar era que, na minha incredulidade e medo e arrastando os pés e chutando e gritando emocionalmente em meu coração, eu realmente estava resistindo contra o próprio Deus.
Deus usou aquele email para me quebrantar. Eu comecei, nas horas e dias seguintes — a levar isso diante do Senhor. Eu disse: “Senhor, é isso que o Senhor está dizendo para mim? Eu tenho estado me rebelando contra o Senhor sobre esta mudança?” A resposta foi: “Sim, você tem, e você Me desonrou. Você colheu consequências da incredulidade. Você puxou outros para baixo com você para a incredulidade.”
Durante aqueles dias seguintes, Deus começou a me lavar com Sua Palavra e Seu Espírito e Sua graça e a me levar a um lugar de arrependimento — porque arrependimento é a única saída da incredulidade. Dizer: “Senhor, eu pequei. Isso não é apenas um problema. Isso não é apenas um desafio que estou enfrentando. Eu pequei contra o Senhor com a minha incredulidade que tem sido uma rebelião contra o Senhor.”
Durante aquelas semanas seguintes, Deus começou uma obra tão doce de restaurar meu coração. Eu não quero dizer que aconteceu da noite para o dia, embora houve algumas mudanças muito rápidas. Deus simplesmente começou a libertar o meu espírito, a restaurar um senso de paz e alegria que eu não tinha experimentado muito ao longo daquele ano. Ele começou a me dar uma nova perspectiva sobre os desafios.
Nada nas minhas circunstâncias tinha mudado. Nós ainda estávamos no formato mais longo — naquela altura já estávamos no ar com o formato mais longo — e com os desafios de estudo, preparação e gravação, Deus começou a me dar uma perspectiva de confiança no Senhor. Eu ainda não sabia como iríamos fazer isso, mas eu sabia que se Deus tinha nos chamado para fazer isso, então poderíamos fazer. Nós somos capazes de entrar na terra porque Deus está conosco.
Deus começou a clarear o meu pensamento. Ele começou a me restaurar fisicamente — isso não aconteceu da noite para o dia. Mas ao longo dos meses a dor nas costas que eu estava experimentando desapareceu. Isso está tudo ligado? Eu não sei. Eu estou apenas dizendo o que aconteceu. À medida que comecei a exercer fé e rendição, Deus começou a restaurar o meu coração e a dar um senso de confiança em Sua direção.
Eu tenho dito a algumas das pessoas que fizeram parte da minha vida e parte daquele processo: “Eu tenho sido uma mulher diferente desde então”, e novamente, não é porque eu posso ver todo o resultado, não é porque tudo ainda faz sentido ou porque eu já entendi tudo. Eu jamais quero estar em um lugar na vida ou no ministério em que eu consiga entender tudo sem Deus ou em que eu pudesse administrar sem Deus. Eu ainda não estou em um lugar onde eu possa administrar sem Deus, mas estou em um lugar onde estou me apoiando fortemente nos braços eternos e encontrando Sua graça suficiente para cada gigante, cada obstáculo, cada barreira.
Eu às vezes volto a cair na incredulidade? Sim, eu volto, e eu simplesmente tenho que aconselhar o meu coração de acordo com a verdade da Palavra de Deus. “Deus está com você. Deus te chamou. Deus te levará até lá.” Eu sou grata por pessoas ao meu redor que falam verdade na minha vida e me lembram de andar pela fé em vez de pelo medo.
A sua vida é muito diferente da minha. É muito diferente da pessoa sentada ao seu lado. É diferente da de alguém no seu local de trabalho ou na sua família ou na sua igreja, mas fé é fé e medo é medo. Então eu quero te fazer a pergunta que alguém me fez e que pessoas têm continuado a falar na minha vida:
- Há alguma área da sua vida em que você está resistindo e se rebelando contra a vida de fé?
- Há alguma área da sua vida em que você está duvidando de Deus em vez de avançar em fé como Ele a tem dirigido?
- Você está vivendo com medo ou está cheia de fé?
- É possível que a sua resistência contra as suas circunstâncias tenha sido, na verdade, rebelião contra Deus?
O caminho para a Terra Prometida é por meio da fé. Você quer desfrutar da abundância, da liberdade, da plenitude que Deus tem para você? Então você precisa estar disposta a encarar o medo de frente, a reconhecer que o medo, em última instância, é rebelião contra Deus, a colocar de lado a rebelião e pegar as armas da fé — a Palavra de Deus e as promessas de Deus — e dizer:
“Senhor, pela Sua graça, eu vou avançar nisso. Eu não vejo como vamos realizar isso. Eu não vejo como vamos conseguir financeiramente se eu der este passo de obediência. Eu não vejo como o meu casamento vai sobreviver. Eu não vejo como os meus filhos vão conseguir. Eu não vejo como eu vou sobreviver se eu obedecer ao Senhor e à Sua Palavra, mas quando razão e revelação colidirem, eu ficarei com a revelação.”
Raquel: Você não pode seguir com a revelação — dar um passo em fé — se você não estiver conectada com Deus em oração. Nancy voltará em instantes para nos conduzir.
Você não pode liderar outras pessoas se Deus não estiver liderando você. Falaremos sobre isso amanhã.
Agora, vamos orar com Nancy.
Nancy: Senhor, eu oro para que o Senhor fale fé ao coração de todos que estão ouvindo neste dia e exponha para nós a maldade, o coração maligno de incredulidade que tem plantado sementes em nossos corações, e mostre-nos maneiras pelas quais temos desonrado o Senhor pela incredulidade e pelo medo em vez de andar pela fé.
Senhor, eu oro para que, como mulheres de Deus, sejamos mulheres de fé — cheias de coragem — e que o medo seja dissolvido, e que avancemos corajosamente e ousadamente e de maneiras piedosas para aquilo que o Senhor nos chamou para ser e para fazer em nossos lares, em nossos locais de trabalho e em nossas igrejas. Que possamos glorificá-Lo avançando em fé. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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