Dia 4: Ele levanta o pobre do pó
Raquel Anderson: Às vezes você se sente sozinha? Nancy DeMoss Wolgemuth te lembra de que Deus está com você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nunca deixe ninguém dizer a você: “Onde estava Deus quando. . .?”
Eu vou te dizer onde Deus estava. Ele estava no mesmo lugar em que estava quando enviou Seu Filho para morrer naquela cruz, para que aqueles que estavam abatidos e deprimidos e desencorajados e quebrantados, e aqueles que eram fracassados e presos na escravidão do pecado, pudessem estar assentados com Cristo nas regiões celestiais. É lá que Deus está!
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Continuamos hoje com o último episódio da série Aleluia! Uma Celebração de Louvor.
Nancy: Ao longo dos últimos dias, temos meditado no Salmo 113, e você deve se lembrar de …
Raquel Anderson: Às vezes você se sente sozinha? Nancy DeMoss Wolgemuth te lembra de que Deus está com você.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nunca deixe ninguém dizer a você: “Onde estava Deus quando. . .?”
Eu vou te dizer onde Deus estava. Ele estava no mesmo lugar em que estava quando enviou Seu Filho para morrer naquela cruz, para que aqueles que estavam abatidos e deprimidos e desencorajados e quebrantados, e aqueles que eram fracassados e presos na escravidão do pecado, pudessem estar assentados com Cristo nas regiões celestiais. É lá que Deus está!
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Continuamos hoje com o último episódio da série Aleluia! Uma Celebração de Louvor.
Nancy: Ao longo dos últimos dias, temos meditado no Salmo 113, e você deve se lembrar de que este é o primeiro salmo de uma coleção de seis conhecida como o Hallel Egípcio, ou o Hallel Judaico. Estes são os salmos de aleluia. Aleluia também aparece em outros salmos, mas este é o conjunto de salmos que é usado pelos judeus durante a Páscoa.
Eles cantam os dois primeiros (este e o próximo) no início da refeição da Páscoa; cantam os últimos quatro no final da refeição da Páscoa. Hoje veremos por que isso é algo tão significativo. Estes salmos celebram, eles comemoram o resgate de Deus ao Seu povo, libertando-o da escravidão, do Egito.
Os judeus eram escravos de Faraó, e agora se tornaram servos de Deus. E o que os servos de Deus devem fazer? Devem louvá-Lo; devem adorá-Lo — adorar o nome do Senhor.
A propósito, quando você estuda a Palavra de Deus, não precisa ter um doutorado em teologia, não precisa ir para o seminário, não precisa conhecer as línguas originais, hebraico e grego. Uma das coisas que você pode fazer é simplesmente meditar nessa passagem, repetidas vezes (como eu tenho feito nas últimas semanas).
Observe as palavras e expressões repetidas. Qual é a palavra repetida mais óbvia neste salmo? Louvai ao Senhor! Que em hebraico é. . . Aleluia.
Aleluia! Hallel — louvar; Jah — Jeová. Louvai ao Senhor! Vemos isso no início; vemos no final do salmo. Veremos o significado desses “marcos”. Também vimos a ênfase no nome do Senhor ao longo deste salmo — quem Ele é, o que Ele fez, como Ele é. Isso é motivo para louvor.
Se você não sabe como louvar ao Senhor, comece estudando os Seus nomes. Estude os nomes do Senhor e o que eles nos dizem sobre quem Ele é.
Vamos ler novamente o Salmo 113. Vimos que ele tem três estrofes; hoje veremos a terceira estrofe. Para colocá-lo em contexto, vamos ler o salmo inteiro. Vou lê-lo e indicar as seções. Nos três primeiros versículos, a primeira estrofe, os servos de Deus são convocados a louvá-Lo:
Aleluia! Louvem,
ó servos do SENHOR,
louvem o nome do SENHOR.
Bendito seja o nome do SENHOR,
agora e para sempre.
Do nascimento do sol até o momento em que se põe, louvado seja o nome do SENHOR. (vv. 1–3)
[quer você esteja em sua casa, seu local de trabalho, sua igreja, uma cama de hospital — qualquer lugar — do nascimento ao pôr do sol]
Portanto, somos convocadas a louvá-Lo. E então, a partir do versículo 4, somos informadas sobre porque devemos louvar o Senhor. Primeiro, vemos que o Senhor está exaltado acima de tudo. Vemos Sua grandeza, Sua exaltação.
Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações,
a sua glória está acima dos céus.
Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus,
cujo trono está nas alturas,
que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? (vv. 4–6)
Ou, como algumas traduções dizem: “Ele Se humilha para contemplar as coisas que estão nos céus e na terra.” Outra tradução do versículo 6 diz: “Ele Se inclina para olhar os céus e a terra.” Isso nos diz algumas coisas sobre Deus. Vimos isso no último episódio: em primeiro lugar, as Escrituras dizem que Ele é tão alto, tão exaltado, tão transcendente em Sua grandeza, que para ver os céus e a terra, Ele precisa inclinar-Se.
Ele precisa olhar para baixo — é assim que Ele é exaltado! Você pensa: Claro, a terra está muito abaixo de Deus. Mas os céus também estão muito abaixo de Deus. Ele precisa inclinar-Se. Então, creio que isso faz parte do significado, mas também creio que outra parte é que Ele desce para estar conosco. Ele condescende — Ele desce.
Ele desceu na forma de um bebê, mas desceria ainda mais. Ele Se inclinaria ainda mais. Ele iria até a cruz. Vemos isso sugerido aqui: “Ele Se inclina; Ele olha para baixo; Ele Se humilha.”
Lembre-se de que Jesus teria cantado estes salmos, começando por este, antes da refeição da Páscoa que celebrou com Seus discípulos no cenáculo, onde instituiu a Ceia do Senhor (a Última Ceia), que observamos hoje.
Ele saiu daquele cenáculo, cantou um hino, foi ao Getsêmani, clamou em grande agonia a ponto de suar grandes gotas de sangue, foi então preso, passou por seis julgamentos durante a noite e, no dia seguinte, foi levado para ser crucificado.
Os romanos O crucificaram, os judeus O crucificaram, as pessoas religiosas O crucificaram, os pagãos O crucificaram, mas, em última análise, Deus entregou Seu Filho à morte! Jesus Se humilhou. Assim, ali, Ele louva, canta com Seus discípulos no cenáculo: “Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações, a sua glória está acima dos céus” (v. 4). Agora, é o Senhor da glória cantando isso.
“Quem é semelhante ao SENHOR nosso Deus”, Jesus canta com Seus discípulos, “cujo trono está nas alturas” (v. 5). Jesus havia estado naquele lugar, à direita do trono de Deus, por toda a eternidade passada. Ele estará ali por toda a eternidade futura, mas havia deixado aquele lugar. Havia deixado aquele trono. Havia deixado aquela posição alta e exaltada. Ele desceu. Ele Se inclinou. Ele Se humilhou. Por trinta e três anos viveu a nossa vida. E agora, naquele cenáculo, “Ele Se inclina, Ele olha para baixo.” Ele Se inclina para lavar os pés de Suas criaturas. Como isso é maravilhoso!
Mas não é só isso! Nas horas seguintes, este Deus de majestade impressionante, que precisa inclinar-Se para contemplar os céus — que desceu à terra — uniria majestade e misericórdia e Se inclinaria até a cruz! Como isso é maravilhoso!
Não é de admirar que digamos: “Aleluia! Louvai ao Senhor.” Bem, isso foi apenas uma revisão. Agora chegamos à terceira estrofe, versículos de 7 a 9:
Ele levanta o pobre do pó
e tira o necessitado do monte de lixo,
para o fazer sentar ao lado dos príncipes,
sim, com os príncipes do seu povo.
O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família
e seja alegre mãe de filhos. (vv. 7–9)
Vimos aqui este Deus que é exaltado, que está elevado, que Se humilha para olhar para o que está nos céus e na terra; este Deus que desce, que Se inclina, que Se humilha na forma de Jesus Cristo. Por que Ele faz isso?
Vemos isso nesta terceira estrofe. . . para que aqueles que estão abatidos, aqueles que estão oprimidos, possam ser levantados. Ele está alto e exaltado. Ele olha para baixo. Ele desce. Ele Se inclina. Ele Se humilha. Ele Se abaixa para poder levantar aqueles que estão abatidos. Mais uma vez, aleluia! Que Salvador!
Aqui está um Deus, como vimos neste salmo, que é transcendente. Ele é majestoso. Não é um Deus distante. Não é um Deus que permanece longe. Não está separado de Sua criação caída e quebrantada como tantos desses falsos deuses pagãos (dos quais você não pode se aproximar). Mas aqui está um Deus que Se aproxima de nós como um Deus pessoal, que Se inclina para estar conosco, para ser um de nós, para morrer a nossa morte para que possamos ter a Sua vida. É maravilhoso!
Observe na passagem que Deus não favorece apenas os poderosos ou famosos ou influentes ou ricos. Deus favorece aqueles que menos se parecem com Ele: os pobres, os necessitados, aqueles que estão no monturo da vida. Uma versão diz “monturo de esterco”. É um lugar de rejeitos, de lixo. É o lixão.
Jesus foi crucificado fora dos portões da cidade, no Gólgota. Ele vem para aqueles que são pobres e necessitados no monturo da vida. Ele vem para a mulher estéril, a mulher que clama: “Senhor, dá-me filhos, senão morro!” Ele vem para os necessitados, aqueles que carregam reprovação. Um comentarista deste salmo, James Boice, que agora está com o Senhor, disse:
O que maravilha o salmista é que este Deus é tão exaltado que precisa inclinar-Se para ver, não apenas a terra, mas também os céus, e ainda assim, ao mesmo tempo, Ele cuida dos humildes.
Ele é exaltado, mas Se humilhou. E Deus não apenas Se inclina para olhar para baixo, mas realmente desce para salvar os pobres e os necessitados. Deus é alto, Ele é exaltado, vimos que está entronizado nos céus; então, o que Ele faz pelos pobres e necessitados que estão abatidos? Ele os levanta. Ele os faz assentar-se com príncipes para que possam estar com Ele! Isso não é maravilhoso?
A condescendência de Deus. . . Sua humilhação. . . Nunca deixe ninguém dizer a você que Deus não se importa! Não deixe ninguém dizer: “Onde estava Deus quando. . .?”
Eu vou te dizer onde Deus estava. Ele estava no mesmo lugar em que estava quando enviou Seu Filho para morrer naquela cruz, para que aqueles que estavam abatidos e deprimidos e desencorajados e quebrantados, e aqueles que eram fracassados e presos na escravidão do pecado, pudessem ser levantados para se assentarem com Cristo nas regiões celestiais. É lá que Deus está!
O Salmo 113.7 diz que Deus levanta o pobre do pó. Isso é muito baixo: baixo na escala socioeconômica, baixo na hierarquia, alguém que não recebe respeito nenhum. As pessoas não procuram os pobres pedindo sabedoria, empregos ou ajuda.
Estes são os pobres, os necessitados. Eles não oferecem ajuda, eles precisam de ajuda. Estão no pó. Vemos sobre isso no Salmo 119, quando as Escrituras falam da alma tão abatida que está prostrada no pó. O que é mais baixo do que o pó? “Ele levanta o pobre do pó.”
Mas aqui está o que me surpreende nessa expressão. Em outro salmo, o Salmo 22.15, onde Jesus, o Messias, clama em uma profecia messiânica, Ele diz ao Seu Pai, que O havia abandonado naquele momento na cruz: “Me deitas no pó da morte.”
Veja, a razão pela qual Ele pode levantar do pó o pobre é porque Ele desceu ao pó da morte. Ele permitiu que Deus O colocasse no pó da morte, este Santo elevado e exaltado. O Filho diz ao Pai: “Tu me deitas no pó da morte, e é para lá que Eu irei.” Por quê? Para que pudesse levantar o pobre do pó, para que pudesse nos levantar do pó.
Isso não lembra Efésios 2.6, que diz que “nos ressuscitou e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus”? Veja, isto é o Evangelho. Estávamos no pó da morte, éramos pobres, estávamos falidas, não tínhamos nada a oferecer a um Deus santo, exceto a nossa pecaminosidade.
Ele tomou a nossa pecaminosidade, o nosso pó, a nossa morte, a nossa humanidade, a nossa insensatez, a nossa maldade. Ele tomou tudo sobre Si e foi colocado no pó da morte para que pudéssemos ser levantadas e assentadas com Ele nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Estas são as boas novas! Este é o Evangelho.
O versículo 7 continua dizendo: “tira o necessitado do monte de lixo”. Outra versão diz “ao monturo”. Jesus foi ao monturo, onde foi crucificado, o lugar para onde se vai quando se é rejeitado, quando se é lançado fora. Não há nada de valor ali, nada de importância. É o monte de lixo da humanidade.
E Jesus foi até lá. Ele tomou sobre Si o nosso lixo. Ele tomou todo o nosso lixo sobre Si, e o Pai virou o rosto para o Seu Filho, porque Deus não pode contemplar o mal. Por quê? Para que Jesus pudesse nos dar a Sua justiça. Que troca maravilhosa é essa! Ele ergue o necessitado do monturo.
E Ele não apenas nos salva, Ele nos levanta. “para o fazer sentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo” (v. 8). Quem mais está assentado ali? Deus está, Jesus está. Ele nos dá um lugar no céu, para nos assentarmos com Ele à direita do Pai, para um dia sermos exaltadas com Ele e, agora, pela fé, sermos elevadas com Ele.
A propósito, você vê uma passagem muito semelhante em 1 Samuel 2.1, onde Ana, que havia sido uma mulher estéril e havia clamado por filhos, finalmente foi abençoada por Deus com um filho, Samuel. Em sua oração de gratidão, ela diz: “O meu coração exulta no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor.”
Quando você foi levantada do monturo, quando foi tirada da reprovação, quando era pobre e necessitada e Deus a levantou, você não consegue deixar de dizer: “Aleluia! Louvai ao Senhor!”
Ana diz: “Me alegro na tua salvação. Ninguém é santo como o Senhor, porque não há outro além de ti, (v. 1–2). Vimos isso no Salmo 113: “Quem é semelhante ao Senhor nosso Deus?” Ela diz no versículo 7:
O Senhor empobrece e enriquece, humilha e também exalta. Levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo, para o fazer assentar ao lado de príncipes, para o fazer herdar o trono de glória. Porque do Senhor são as colunas da terra, e ele firmou o mundo sobre elas. (vv. 7–8)
Deus é um Deus de todo poder, e Ele usa Seu poder divino para resgatar, redimir, levantar aqueles que são rejeitados, aqueles que são mendigos, aqueles que são pobres e necessitados, aqueles que não são ninguém, aquelas pessoas invisíveis de quem ninguém cuida, para quem ninguém presta atenção. Aquelas meninas traficadas sexualmente em nosso meio, aliás, aquelas que foram feridas e machucadas pelo próprio pecado ou pelo pecado de outros, aquelas que foram descartadas, marginalizadas. Este é o Evangelho que temos para os pobres e necessitados. É o mesmo Evangelho que experimentamos como aquelas que eram pobres, necessitadas, miseráveis, destituídas e falidas.
Ele desceu. Ele condescendeu. Ele Se inclinou desde o Seu lugar alto, exaltado e santo para nos levantar, para nos erguer, para nos dar um lugar com Ele nas regiões celestiais. Ele nos levantou. Ele nos fez reis e sacerdotes para o nosso Deus.
Então, como os cristãos podem ser pessoas constantemente abatidas? Diga-me isso. Como podemos realmente, por muito tempo, estar dominadas, desanimadas, deprimidas? Eu sei que existem circunstâncias difíceis, duras e dolorosas. Há pessoas que sofrem grandemente fisicamente, há mulheres nesta sala que vivem em casamentos de partir o coração. Há mães nesta sala, ou avós, que choram até dormir à noite por causa de um filho, uma filha ou uma neta pródiga. Eu entendo isso. Ainda não estamos no céu; ainda é um mundo quebrado e caído. Isto não é o paraíso.
Mas mesmo aqui, agora, temos essa esperança do “ainda não”, que é nossa pela fé em Cristo. Fomos levantadas, assentadas com Cristo, e sabemos para onde estamos indo. Sabemos que o melhor ainda está por vir. Isso é motivo para louvor. Isso é motivo para adoração!
Levante os seus olhos! Fixe o seu olhar em Cristo e diga: “Aleluia! Louvai ao Senhor! Que Salvador!”
Bem, o versículo 9 do Salmo 113 é uma continuação do mesmo tema: “O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!”
Falamos sobre Ana, que ansiava por um filho, e Deus finalmente respondeu àquelas orações. No Seu tempo, Ele deu não apenas a Ana um filho, mas deu à nação de Israel uma voz — um profeta — um homem que falaria por Deus e os conduziria a Deus.
Não era apenas Ana que precisava daquele filho. Israel precisava daquele filho, e na plenitude do tempo Deus enviou aquela criança. O mesmo aconteceu com Sara. Sara era estéril; não tinha filhos. Deus disse: “O Messias prometido virá por meio da sua descendência.”
E Abraão disse: “Mas eu não tenho descendência! Somos velhos, não podemos ter filhos.”
Deus disse: “Isso não é problema para mim. Você tem cem anos, ela noventa (seja qual for a idade). Vocês já passaram da idade de ter filhos, seu processo natural já cessou — não é problema. Eu trago vida onde não há vida!”
“O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos.” Raquel disse: “Dá-me filhos, senão morro!” Ouça, você pode ou não ter filhos biológicos. Deus quer que toda mulher seja mãe de filhos, filhos espirituais, e que se alegre nessa responsabilidade.
Ele é um Deus grande e exaltado, mas também é um Deus pessoal, e Ele cuida das pessoas necessitadas (já vimos isso), mas não apenas de forma geral, não apenas como grupo. Veja, Ele se importa com indivíduos, com a mulher estéril. Quem é ela?
Talvez seja Ana, talvez seja Sara, talvez seja Raquel, talvez seja você. Talvez não seja esterilidade física (talvez seja), mas talvez sejam outros tipos de esterilidade. Mas Ele se importa com você.
Naquela cultura, na cultura judaica do Antigo Testamento, a incapacidade de ter filhos era considerada uma maldição; era uma reprovação. E aqui Deus derrama Sua graça redentora sobre os menores, os mais desprezados.
E essa graça que Ele derrama sobre a vida da mulher estéril, Ele derrama em nossas vidas, uma de cada vez, mulher por mulher. Ele transforma as nossas vidas. Ele reverte a nossa condição pela Sua graça. Assim, a mulher estéril que estava excluída agora pertence. Ela estava sozinha; agora tem um lar, tem relacionamentos familiares. Era estéril; agora é frutífera. Estava triste; agora é alegre. Não tinha razão para viver; agora tem descendência — tem filhos. Este é o poder transformador de Deus!
Charles Spurgeon falou sobre isso em uma de suas mensagens, sobre este Deus “que dá beleza em lugar de cinzas, que transforma o pranto em alegria, que transforma a morte em vida, que exalta os humildes, que transforma a pobreza em riqueza, que transforma os desonrados em exaltados.” É o poder transformador da graça de Deus.
E assim, esses salmos de hallel celebravam a redenção do Egito. Aquela mulher estéril era uma figura de Israel, que foi libertado da escravidão no Egito e se tornou frutífero na Terra Prometida.
Lembre-se, temos um Deus redentor que redime as circunstâncias sem esperança do Seu povo, que intervém em suas vidas — que restaura, que resgata, que redime as nossas perdas, que levanta pessoas do monturo — tudo isso porque Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi morto por nós e ressuscitou dentre os mortos!
Assim, ao olhar para esta estrofe, espero que você seja lembrada de que Deus conhece você e Se importa com você. Ele conhece as suas necessidades. Ele conhece a sua pobreza. Ele conhece a sua aflição. Ele sabe como você foi abatida e oprimida, como foi rejeitada. Ele sabe onde você perdeu a esperança. Ele sabe quais áreas da sua vida são estéreis, e Ele Se importa. Ele desceu na Pessoa de Cristo. Ele Se inclina. Ele Se humilhou, e é capaz de suprir as suas necessidades, de levantá-la, de dar a você um futuro, uma esperança e um lar.
Ele pode transformar esterilidade em fruto. Ele pode transformar desespero em alegria. Ele prometeu levantar do pó o pobre, erguer do monturo o necessitado e tornar a mulher estéril frutífera e alegre. Portanto, do seu coração, clame ao Senhor: “Ó Senhor, eu sou essa pessoa pobre, sou essa pessoa necessitada, sou essa pessoa oprimida. Sou essa mulher estéril. Eu preciso de Ti! Obrigada porque Te inclinaste para suprir a minha necessidade, para supri-la com o próprio Senhor.”
Você deve se lembrar de que, enquanto Deus realiza essa obra transformadora em nossas vidas neste tempo, há um sentido final ainda maior em que Ele está nos redimindo, intervindo e transformando, para que possamos ter toda a eternidade para sermos levantadas e assentadas com Ele.
E este salmo termina como começou, com a palavra: “Aleluia! Louvai ao Senhor.” E essas palavras são como suportes que envolvem todo o salmo. Quero encerrar esta série lendo para você o que meu amigo Charles Spurgeon disse sobre isso:
Louvai ao Senhor! A música termina em sua nota principal. O salmo é um círculo que termina onde começou, louvando ao Senhor desde a primeira sílaba até a última. Que o salmo da nossa vida participe do mesmo caráter e nunca conheça interrupção nem conclusão. Em um círculo sem fim, que tem bendito ao Senhor, cujas misericórdias nunca cessam.
Louvemo-Lo na juventude e ao longo de todos os anos de vigor; e, quando nos curvarmos na maturidade de uma idade abundante, continuemos ainda a louvar ao Senhor, que não rejeita os Seus servos idosos. Não apenas louvemos a Deus nós mesmos, mas exortemos outros a fazê-lo; e, se encontrarmos alguns dos necessitados que foram enriquecidos, e estéreis que se tornaram frutíferas, unamo-nos a eles em exaltar o nome daquele cuja misericórdia dura para sempre.
Tendo nós mesmos sido levantados da mendicância espiritual e da esterilidade, nunca esqueçamos a nossa antiga condição nem a graça que nos visitou, mas, pelos séculos dos séculos, louvemos ao Senhor. Aleluia.
Aleluia!
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth, encerrando a série Aleluia!: Uma Celebração de Louvor. Esta série de ensino terminou, mas você pode continuar a celebração de louvor.
Estamos lançando um desafio de 40 dias que vai começar no mês de julho chamado 'Permaneça - Um desafio de Força’.
Ser forte para permanecer é ter coragem diante da dor, força no meio da adversidade e a capacidade de perseverar sob pressão. Mas esse tipo de firmeza que precisamos para seguir a Jesus não vem da nossa força de vontade nem da nossa própria capacidade — ele vem da graça de Deus derramada sobre a nossa vida.
Em breve disponibilizaremos um link aqui na transcrição ou no nosso site, avivanossoscoracoes.com, para que você possa ser adicionada ao grupo de WhatsApp e ser encorajada diariamente neste desafio.
Agora, como costumamos compartilhar, conseguimos levar este podcast até você graças às ouvintes que creem neste ministério — ouvintes que apoiam este podcast com suas contribuições financeiras.
Nancy: Isso mesmo. Somente o Senhor sabe quantas pessoas sintonizam a cada semana para encontrar maior liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Quando você apoia o Aviva Nossos Corações, torna-se parte de compartilhar essa esperança em Cristo com mulheres ao redor do mundo.
Raquel: Como ouvinte do podcast, você ouvirá agora um material extra que não tivemos tempo de transmitir. Nancy conversou com algumas participantes sobre o que mais chamou a atenção delas em nosso estudo do Salmo 113.
Mulher 1: Eu só agradeço a Deus por Se inclinar e nos levantar quando não conseguimos levantar a nós mesmas. Eu O louvo por isso!
Nancy: Amém! Aleluia!
Mulher 2: Fiquei muito feliz por você ter falado sobre a justiça de Cristo. Sou conselheira no ministério de aconselhamento da nossa igreja, e tenho percebido que muitas mulheres não compreendem sua identidade em Cristo (e às vezes eu também não).
Estou vivendo isso, e quero meditar sobre o fato de que fui redimida, justificada, escolhida, amada e santa. Sou irrepreensível diante dele e livre de acusação.
É maravilhoso. Isso molda a sua vida e a maneira como você vive. Não preciso provar nada a ninguém. Não preciso provar nada a Deus. Não preciso mais lutar pela aprovação dele. Sou livre para viver a justiça de Cristo. Não é algo que eu possa fazer.
É tão lindo! Eu amo compartilhar isso com as mulheres e ver a diferença que essa liberdade faz na vida delas.
Nancy: Essa é uma bela maneira, no Novo Testamento, de dizer o que acabamos de ver no Antigo Testamento: “Ele levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo, para o fazer sentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.” E é isso que somos em Cristo!
Mulher 3: Eu sou um testemunho de alguém que foi levantada do pó. Éramos muito pobres, a ponto de não podermos comprar alimentos. Mas agora chegamos a um ponto em que Deus nos abençoou e podemos abençoar outras pessoas.
O que mais me marcou foi isto — louvo a Deus porque eu era pobre espiritualmente, e esse é o maior presente, o presente da salvação. Sim, sou abençoada materialmente, mas para mim o presente da cruz é muito maior do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar!
Nancy: Aleluia! Que Salvador!
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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