Cooperadoras de Deus (1 Coríntios 3)
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que trabalhamos com Deus e para Deus. E também dependemos dele.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Não podemos fazer florestas mortas voltar a viver. Não podemos construir edifícios santos para Deus sem a graça de Deus que nos é concedida.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Se eu perguntasse a você sobre seus colegas de trabalho, você provavelmente listaria as pessoas com quem convive no seu emprego, talvez aquelas com quem trabalha diariamente — ou talvez os pequeninos da sua casa (não sei se eu os chamaria exatamente de colegas de trabalho).
Mas a maioria de nós não pensaria em mencionar o Senhor como nosso colega de trabalho. Hoje, Nancy nos mostra como e por que …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que trabalhamos com Deus e para Deus. E também dependemos dele.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Não podemos fazer florestas mortas voltar a viver. Não podemos construir edifícios santos para Deus sem a graça de Deus que nos é concedida.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Se eu perguntasse a você sobre seus colegas de trabalho, você provavelmente listaria as pessoas com quem convive no seu emprego, talvez aquelas com quem trabalha diariamente — ou talvez os pequeninos da sua casa (não sei se eu os chamaria exatamente de colegas de trabalho).
Mas a maioria de nós não pensaria em mencionar o Senhor como nosso colega de trabalho. Hoje, Nancy nos mostra como e por que podemos fazer isso. Ela deu esta mensagem em um culto do Aviva Nossos Corações, quando todos os cooperadores do ministério estavam reunidos em Michigan em 2024. Vamos ouvir.
Nancy: Abra as Escrituras em 1 Coríntios, capítulo 3. Vamos fazer uma visão panorâmica de uma passagem muito rica.
Tenho refletido bastante sobre o que Deus tem feito na minha vida. Tenho revisado alguns diários antigos. Encontrei anotações de uma mensagem do dia 27 de agosto de 2001 — exatamente uma semana antes do lançamento do Aviva Nossos Corações, em 3 de setembro de 2001. Fui convidada a falar em uma conferência regional dos Radiodifusores Religiosos Nacionais (Western NRB), e fui guiada a falar sobre essa passagem.
Não vou compartilhar hoje o que compartilhei naquela ocasião, mas havia coisas que Deus estava colocando no meu coração à medida que nos preparávamos para o início do Aviva Nossos Corações — Ele estava falando comigo sobre ser uma mensageira “para um tempo como este.”
Hoje quero olhar para esse texto sob um ângulo um pouco diferente. E, no contexto aqui, as pessoas estavam comparando diferentes servos do Senhor — Paulo e Apolo eram os dois mais conhecidos. E Paulo, ao tratar disso, usa duas metáforas nesta passagem. E, novamente, vamos apenas sobrevoar o texto, mas quero deixar algumas coisas para você pensar e orar a respeito.
A primeira metáfora é agrícola, e a segunda é arquitetônica. Ele fala primeiro sobre agricultura e depois sobre arquitetura.
Começando no versículo 5 — e estou entrando bem no meio de uma passagem muito rica — Paulo diz: “Pois quem é Apolo? E quem é Paulo? São servos.”
Depois, em 2 Coríntios 4.1, ele usará essa palavra novamente, mas em grego é uma palavra diferente. A que ele usa mais tarde é a que significa “remeiros”, “companheiros de remo” — essa é a palavra usada lá.
Aqui é uma palavra diferente, aplicada mais a um garçom, um ajudante, um servente, alguém que não tem um reconhecimento muito alto na hierarquia.
Paulo diz: “Quem é Apolo? Quem é Paulo?” Estes eram os líderes espirituais mais famosos do seu tempo. E ele diz:
São servos [ajudantes, garçons] por meio de quem vocês creram, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Co. 3.5–7)
Pense nesse termo “servo”. Você não dá nome a restaurantes por causa dos ajudantes. Não dá nome a estádios por causa dos serventes. Não se constroem monumentos para os servos. Não se criam movimentos em torno de servos. O objetivo do nosso trabalho conjunto é sempre colocar o foco no Mestre — em Deus.
E como servos dele, estamos plantando sementes (usando aqui a imagem agrícola). Estamos regando, estamos adubando essas sementes. Mas somente Deus pode trazer o crescimento. Ele concede esse crescimento à medida que nós, Seus servos, cumprimos com paciência e fidelidade o papel que Ele nos deu dentro de todo esse grande quadro. Deus recompensará cada um por cumprir fielmente o que Ele lhe designou.
E há uma promessa, no versículo 8, de que Ele recompensará cada servo por seus trabalhos fiéis. Não temos os mesmos papéis. Temos diferentes funções, diferentes chamados, diferentes posições, diferentes responsabilidades. Mas Ele recompensará cada um por fazer fielmente o que lhe foi confiado.
Veja o versículo 8:
Ora, o que planta e o que rega são um [Não importa qual é o seu título neste ministério, ou qual é a sua descrição de cargo — somos um], e cada um receberá a sua recompensa de acordo com o seu próprio trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus, e vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus. (vv. 8–9)
Veja, é difícil para mim não parar em cada uma dessas palavras, porque são tão preciosas e importantes, mas quero apenas dar uma visão geral aqui. E qual é a recompensa que Ele dará a cada um de nós por cumprir fielmente o trabalho que Ele nos deu no Corpo de Cristo e neste ministério? Qual é a recompensa?
Bem, a recompensa é o fruto do nosso trabalho. Ele nos dará essa recompensa. Não estamos buscando recompensas terrenas, nem recompensas monetárias. Não foi por isso que você veio para este ministério. Você não veio aqui para enriquecer em termos terrenos. Mas vamos enriquecer em termos espirituais — e em vidas que são transformadas pelo poder do Evangelho.
Eu não sabia nada sobre golfe até me casar com Robert Wolgemuth, e agora me tornei fã. E se você gosta de golfe, sabe que o Campeonato PGA, um dos quatro principais torneios, começa hoje. Eles começaram com atraso porque houve uma geada. Verifiquei isso esta manhã em Rochester, Nova York. Esse campeonato está sendo disputado em um lugar chamado Oak Hill Country Club, no norte do estado de Nova York.
Um dos nossos Parceiros de Ministério tem um genro que está jogando no Campeonato PGA. Ele me enviou um artigo sobre esse clube de campo, e há um parágrafo que achei fascinante à luz desta passagem. Era uma espécie de histórico do Oak Hill Country Club, e dizia:
Na época em que foi inaugurado, em 1926, Oak Hill não tinha carvalhos antigos. Não havia muitas árvores de nenhum tipo.
E se você olhar as fotos de hoje, é simplesmente lindo — aqueles grandes e imponentes carvalhos margeando os corredores principais do campo de golfe.
Sua aparência arborizada criou raízes por meio dos esforços de um de seus membros, John R. Williams, que era médico e entusiasta da horticultura. Ele declarou sua crença no Todo-Poderoso como “o maior arquiteto paisagista de todos”, cujos planos exigiam que Oak Hill fizesse jus ao seu nome. Oak em português significa Carvalho.
Ele disse: “Deus quer que este lugar faça jus ao seu nome.” Williams assumiu o papel de jardineiro, espalhando tantas mudas no solo que afirmou ter perdido a conta após plantar 75 mil sementes. E agora, dizia o artigo,
Carvalhos gigantes continuam sendo uma característica marcante de Oak Hill.
Quando ele estava plantando aquelas 75 mil ou mais sementes, não poderia ter imaginado — exceto em sua mente — como seria o Oak Hill Country Club um dia. Mas isso não aconteceu da noite para o dia. A recompensa não veio de imediato. Provavelmente ele nem viveu para ver o fruto das sementes que plantou, mas hoje nós podemos desfrutar disso.
Vi outro artigo semelhante recentemente, com um ponto parecido, que me chamou muito a atenção. Era sobre um renomado fotojornalista brasileiro que passou anos documentando o genocídio em Ruanda. Quando retornou ao Brasil, ao lar onde havia crescido, estava física e emocionalmente esgotado, exausto de tantas atrocidades que havia testemunhado durante aquela guerra.
Quando chegou em casa, ficou chocado ao ver que o lugar onde crescera, onde vivera — o lugar que chamava de lar —, que antes era uma floresta tropical exuberante, agora estava devastado e árido devido ao processo de desmatamento. As árvores haviam sido cortadas; todo o ambiente havia mudado. Quase não havia árvores, e a vida selvagem havia desaparecido. Foi devastador.
E o artigo dizia: “O que fazer diante de tamanha destruição ambiental? Isso pode fazer o indivíduo se sentir pequeno e impotente ao pensar no impacto que realmente pode causar.” (Há tantos paralelos aqui com o que tentamos fazer ao viver em meio à destruição espiritual que nos cerca.) E, segundo o autor do artigo: “Será que algo do que fazemos fará alguma diferença, por menor que seja?”
Pois o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia, decidiram mostrar o que um pequeno grupo de pessoas apaixonadas e dedicadas pode fazer, revertendo o desmatamento e iniciando um processo de reflorestamento — um avivamento, por assim dizer. Salgado disse:
A terra estava tão doente quanto eu.” [Tendo acabado de sair daqueles anos em um país devastado pela guerra.] “Tudo estava destruído. Apenas cerca de 0,5% da terra ainda estava coberta por árvores. E então minha esposa teve uma ideia fabulosa: replantar essa floresta. Ela acreditava que a terra podia ser restaurada à sua antiga glória.
Então o que eles fizeram? Começaram a plantar árvores — uma de cada vez. Uma muda por vez. Ao longo dos vinte anos seguintes, plantaram dois milhões de árvores.
As fotografias aéreas mostram como era o local quando eles voltaram ao Brasil — sem árvores, sem vida selvagem —, e depois a sequência ao longo dos anos e como está hoje. . . mal dá para reconhecer que é a mesma região. Totalmente transformada. A terra árida se tornou uma terra fértil. Esse homem disse:
Quando começamos a plantar árvores, todos os insetos, pássaros e peixes voltaram. E graças a esse aumento de árvores, eu também renasci.
Ele havia voltado doente, exausto, fraco, abatido por tudo o que experimentara na guerra, e viveu uma espécie de avivamento por meio do trabalho de reflorestar aquela terra desmatada.
E juntos, esse casal fundou uma pequena organização que, desde então, já plantou mais quatro milhões de árvores e mudas, trazendo a floresta de volta à vida. Uma árvore plantada de cada vez, ao longo de muitos anos.
Li esse artigo novamente esta manhã e pensei no Aviva Nossos Corações. Pensei no que estamos fazendo. Imaginei as vidas, ao longo desses mais de vinte anos, nas quais temos plantado sementes — como pequenos Johnny’s semeadores de maçãs —, uma de cada vez, investindo na vida de mulheres. E pensei: Só Deus sabe quantas árvores, quantas mudas foram plantadas e estão florescendo hoje.
A maioria delas nós só conheceremos quando chegarmos ao céu — e provavelmente isso é algo bom. Mas pense nos próximos vinte anos: quantas mudas mais poderão ser plantadas, quantas vidas mais poderão ser impactadas. E como essa paisagem árida do mundo em que vivemos poderá voltar a ter vida. Isso é avivamento.
Um dos textos que Deus tem usado muitas vezes na minha vida — especialmente nos meus anos como mulher solteira, sem filhos — é o de Isaías 54. Apenas os primeiros versículos, que dizem:
Cante, ó estéril, você que não deu à luz;
exulte e grite de alegria,
você que nunca sentiu dores de parto!
Porque os filhos da mulher solitária são mais numerosos
do que os filhos da casada,
diz o Senhor.
Lembro-me de ter escrito sobre essa passagem em meu diário há muitos anos (isso antes do Aviva Nossos Corações):
Alargue o espaço de sua tenda
e aumente o toldo de sua habitação;
não o impeça;
alongue as cordas
e firme bem as estacas.
[É preciso ter estacas profundas se você vai ampliar e expandir o alcance da tenda.]
Porque você se expandirá para a direita e para a esquerda;
a sua posteridade possuirá as nações
e fará com que se povoem as cidades arrasadas.
Eu dizia “amém” a essas promessas de Deus antes mesmo de termos uma organização chamada Aviva Nossos Corações. Eu dizia: “Senhor, não sei qual é o lugar que o Senhor tem para mim. Não sei qual parte o Senhor quer que eu tenha. Não tenho filhos. Não tenho marido (na época), mas creio que o Senhor pode me tornar frutífera. Mudando a metáfora, creio que o Senhor pode agir sobrenaturalmente por meio dos meus pães e peixes, para alimentar multidões.”
E comecei a orar: “Senhor, quero andar pela fé. Quero me estender. Amplie o espaço da minha tenda. Estenda as cortinas. Alongue as cordas. Firme as estacas.” Esteja firmada na Palavra e nos caminhos de Deus. E vem a promessa de que os seus descendentes — você terá descendentes, múltiplas gerações —, e eles desapossarão nações e habitarão cidades desoladas.
Deus está fazendo isso. Não apenas por meio de nós, mas por meio de muitos do Seu povo — pastores, líderes de igrejas, mulheres, igrejas, cristãos em várias vocações —, usando-nos para plantar sementes em uma terra árida que um dia se tornará um lugar cheio de vida.
Vemos vislumbres disso — aqueles que leem os e-mails, que veem o que Deus está fazendo, que ouvem as histórias. Ouvi algumas esta manhã que se encaixam nessa categoria. Mas deixe-me ler algumas que chegaram recentemente à minha tela ou ao meu correio.
Recebi uma carta na semana passada, em um envelope com algumas anotações de um grupo de mulheres. Elas nem nos disseram de onde eram, nem de qual igreja, nem quem eram. Mas uma delas escreveu: “Nancy e equipe, acabamos de ter nosso retiro anual de mulheres da igreja. Somos um grupo bem pequeno. Oito de nós fomos ao retiro. Para as nossas lições, ouvimos seu ensino sobre ‘Quebrantamento’, do último mês de fevereiro.”
Eu não posso dizer o quanto isso nos abençoou. Houve lágrimas, adoração, confissão, verdadeiro quebrantamento e um lindo espírito de humildade. Cada uma de nós também levou isso para casa, para nossas famílias. Que Deus abençoe você e seu ministério.
Essa é uma árvore — oito árvores, oito mudas naquela igreja. Aqui está outro testemunho desta semana:
Obrigada por compartilhar o podcast The Risen Motherhood. Ele tem sido atemporal. Sou mãe de quatro filhos, de sete a um ano. Esta manhã, tive dificuldade em me vestir, com a imagem do meu corpo pós-parto girando na minha mente. Vesti-me e desci desanimada para fazer meu tempo devocional de sempre. Coloquei o podcast, e o primeiro assunto abordado foi a imagem corporal no pós-parto. Obrigada, Deus, obrigada, Aviva Nossos Corações.
E ela continuou dizendo: “Neste último mês, tenho me sentido especialmente esgotada, e sentimentos de fracasso têm surgido dentro de mim. Eu sei que criar esses bebês é algo valioso e inestimável, mas às vezes tento carregar o peso em vez de entregá-lo a Jesus. Obrigada por esses lembretes. Que Deus abençoe vocês com um coração agradecido.”
Essa é uma árvore, plantada, ganhando vida. E uma carta que recebi na semana passada da líder de uma das nossas equipes internacionais. Ela escreveu:
Querida Nancy,
Ao me preparar para celebrar amanhã meu vigésimo quinto aniversário de casamento, estou profundamente tomada por gratidão a você por seu ensino fiel ao longo dos anos e por deixar o Senhor usá-la.
Sou tão grata porque, ao olhar para o meu casamento, posso ver a promessa de Salmo 1.3 se cumprindo cada vez mais — e grande parte disso se deve ao ensino bíblico que recebi de você ao longo dos últimos nove anos. Quando conheci o Aviva Nossos Corações, Deus confrontou os traços de pensamento feminista que eu tinha, e Ele tem trabalhado desde então. Eu nem percebia quantas áreas da minha vida precisavam ser tratadas por Deus, mas Ele, com graça, tem me mostrado uma a uma.
Primeiro, desafiando minha agenda e prioridades. Depois, meu problema com o controle. Em seguida, meus medos em relação aos meus filhos e minhas ambições de que eles fossem bem-sucedidos — e o que isso realmente significa aos olhos de Deus. A lista continua. Neste momento, estou clamando por um coração mais humilde, mais compassivo e paciente.
Louvando a Deus por Sua total fidelidade — e pela sua também. Não apenas pela minha, mas pela sua. Com muito amor em Cristo.
Essa mulher agora lidera uma equipe em um país que talvez seja o próximo a experimentar um mover semelhante ao que temos visto no mundo de língua espanhola. Mais uma semente, mais uma árvore. E essas vidas — e tantas outras como elas, muitas neste auditório — são a recompensa pelo nosso trabalho. São o fruto do nosso serviço.
No versículo seguinte Paulo diz, 1 Coríntios 3.9: “Porque nós somos cooperadores de Deus.” Não é algo extraordinário que Deus esteja disposto a chamar de cooperadores Seus servos — garçons, ajudantes, carregadores de água — e ainda assim nos chamar de Seus cooperadores?
E então Paulo faz referência a essas duas metáforas. Temos olhado para a primeira, a agrícola: “Vocês são lavoura de Deus”, ele diz. Mas então ele muda para uma imagem diferente: “Vocês são edifício de Deus.” Agora temos a metáfora arquitetônica. Deixe-me falar por alguns momentos sobre isso.
Verso 10: “Segundo a graça de Deus que me foi dada.” Nem tente viver qualquer uma dessas metáforas sem a graça de Deus. Você não consegue. Nós não podemos fazer florestas mortas voltarem à vida. Não podemos construir templos santos para Deus habitar sem a graça que Ele nos concede.
Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como sábio construtor, e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. (vv. 9–10)
O que primeiro me fez pensar nessa passagem, há algumas semanas, quando comecei a preparar esta mensagem, foi o fato de que estamos fazendo uma reforma em nossa casa. Eu não sou construtora; não entendo nada de construção. Eu só vejo paredes. Não faço ideia do que há por trás delas, mas agora estou começando a ter uma noção, porque estou vendo as mudanças acontecendo em casa.
E deixe-me apenas mencionar algumas delas, pois tenho refletido sobre nós como construtores com Deus e sobre o que está acontecendo em nossa casa. Estas são apenas algumas observações bastante óbvias que estou fazendo.
Primeiro, é um processo longo. Construir leva muito mais planejamento do que eu poderia imaginar.
Exige paciência — muito mais do que eu poderia imaginar. Fico pensando: “Eles já estão há duas semanas nesse quartinho. O que pode estar demorando tanto?” Paciência.
É um trabalho árduo — exaustivo. Estou vendo esses homens suando, trabalhando com afinco, exaustos no fim do dia.
É um trabalho que causa bagunça. Eu queria trazer algumas fotos para mostrar, mas isso não aconteceu. Está uma bagunça no lugar onde eles estão trabalhando!
É algo que causa interrupções. Tivemos que mudar nossos ritmos e o modo como fazemos as coisas, porque os espaços que normalmente usamos estão uma confusão, e não conseguimos acessá-los.
É um trabalho caro — mais caro do que eu poderia imaginar. Você recebe o primeiro orçamento e depois vem: “Ah, nós não percebemos que isso não incluía isto, e isto, e isto, e isto. . .” E, quando você vê, está dizendo: “Uau! Isso é caro! Como pode custar tanto assim?”
Há uma infinidade de decisões a serem tomadas — sobre coisas menores e maiores. E você percebe que vai viver com as consequências dessas decisões. As escolhas que você faz vão acompanhá-la por muito tempo — provavelmente mais do que o tempo que ainda vamos viver, porque esperamos que essa seja nossa última reforma!
Esse processo de construção exige muitas pessoas com dons e experiências diferentes. Outro dia tivemos uma verdadeira procissão de pessoas entrando e saindo de casa — construtores, planejadores, uma designer — todos verificando coisas. Eu olhava ao redor e pensava: cada um deles tem dons diferentes, pontos fortes diferentes, áreas de especialidade diferentes.
É importante escolher o empreiteiro certo. E que alegria é olhar para este auditório e pensar nas pessoas que estão online hoje, parte da equipe que Deus levantou enquanto construímos algo belo para o Senhor.
Durante o processo, acontecem erros, e é preciso continuar respirando graça — inspirando graça e expirando graça.
E algo que me chamou atenção é que, quando você está reformando, precisa arrancar o velho antes de poder construir o novo no lugar. Demolição. Temos passado por um pouco disso em casa — e ainda vem mais nas próximas semanas.
O empreiteiro me contou que, quando retirou o isolamento do teto de um certo banheiro, encontrou quatro ratos mortos lá em cima. Tenho certeza de que há mais. . . e toda a sujeira que vem junto com isso.
É preciso se livrar do que é velho, inútil ou danificado. E não apenas no prédio, mas também das coisas que estavam nos armários. Na verdade, tenho passado por isso como uma mulher em missão. Tenho um fichário enorme na lavanderia com garantias e informações sobre vários itens da casa. Joguei fora a maioria, mas guardei alguns para mostrar, porque você vai gostar de saber o que mantive.
Há dois conjuntos de instruções para dois modelos diferentes de telefones sem fio. Não preciso mais deles (risos). Há instruções para um aparelho de som portátil. Também não preciso mais disso. (risos) Para um ferro de passar — esse eu ainda tenho — “como usar seu ferro” (risos). Para uma tábua de passar — ainda tenho essa também. (risos) Para uma cafeteira que não temos mais. Usamos muito, mas não preciso mais das instruções.
Vamos ver o que mais tem aqui. . . ah, isso é para uma cesta de basquete que tínhamos na garagem. Já era. Instruções de montagem e manual do proprietário. Não preciso mais disso. Para torradeiras de duas e quatro fatias. Se você precisar das instruções, pode vir buscar. (risos)
E este aqui é para. . . como é o nome? Um aparador de grama, mas as instruções estão em espanhol. (risos) Vou mandar para nossos amigos do Aviva Nuestros Corazones, porque talvez precisem. (risos)
Enfim, o ponto é: não preciso mais dessas coisas, então por que continuar guardando em casa? Precisei parar e tirar um tempo para fazer uma limpeza — me livrar do que é inútil. É isso que ajudamos as pessoas a fazerem em suas vidas. E é isso que precisamos continuar fazendo nas nossas também. Parte do processo de construção é eliminar o que é velho, inútil ou danificado, antes de poder edificar algo novo.
Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. E, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um se tornará manifesta. (vv. 10–13)
O empreiteiro com quem estou trabalhando tem conversado comigo sobre esse processo de construção. Ele comentou como alguns construtores cortam caminho para economizar custos. Mas ele disse: isso sempre aparece depois — e então é preciso corrigir os erros. Isso torna a reforma mais difícil. “A obra de cada um se tornará manifesta.”
Ele também disse: “Sou da velha guarda.” E acrescentou: “Existem novos produtos para construção que os vendedores convencem os construtores a comprarem. Alguns custam o dobro, mas isso não significa que sejam melhores.” Ele comentou sobre alguns desses materiais: “Alguns dos que se usam nas casas hoje; nada comparado aos métodos antigos, que duravam muito mais.”
Quando pensamos em como estamos construindo, precisamos considerar quais materiais estamos usando — se são materiais que vão durar (ouro, prata, pedras preciosas) ou se são coisas que vão se queimar facilmente (madeira, feno e palha).
A obra de cada um se tornará manifesta, pois o Dia [que dia é esse? O último dia. O dia do juízo] a demonstrará. Porque será revelada pelo fogo, e o fogo provará qual é a obra de cada um [Não apenas a minha, mas a sua, e a sua, e a nossa]. Se aquilo que alguém edificou sobre o fundamento permanecer, esse receberá recompensa. [Eis a promessa novamente. Seja usando a metáfora agrícola ou a arquitetônica — um campo ou um edifício — haverá recompensa.] Se a obra de alguém se queimar, esse sofrerá dano. Porém ele mesmo será salvo, mas como que através do fogo. (vv. 13–15)
Nesta fase de reforma, a casa está uma bagunça — coisas por toda parte —, embora eles estejam sendo o mais cuidadosos possível, ainda assim há muito trabalho. Amanhã iríamos gravar um vídeo, mas tivemos que desmarcar porque tem tanto barulho e pessoas entrando e saindo o tempo todo lá em casa. É inconveniente, mas ajuda quando mantemos o foco no resultado, no que esperamos ver ao final.
Mantenha os olhos na recompensa enquanto servimos ao Senhor. Mantenha os olhos na linha de chegada.
Você conhece o nome George Whitefield, o evangelista britânico poderosamente usado por Deus no Primeiro Grande Despertamento. Ele disse que o único epitáfio que queria em sua lápide era este: “Aqui jaz George Whitefield. Que tipo de homem ele foi, o Grande Dia revelará.”
Qualquer pessoa que estude avivamento pensa saber muito sobre George Whitefield. E as pessoas de sua época achavam que o conheciam bem. Ele era famoso em seu tempo. Mas ele dizia: “O verdadeiro homem que eu sou, aquele Dia revelará.”
Então Paulo diz, no versículo 16:
Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? [Poderíamos ficar muito tempo aqui, mas não vamos.] Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá. Porque o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado. (vv. 16–17)
Você é santo. Você é o templo de Deus.
E assim, Paulo disse que somos cooperadores de Deus, trabalhamos com Ele, plantando e regando sementes em um campo. E, como construtores, edificando sobre o alicerce que é Cristo. Ele nos diz: “Nesse trabalho, nesse labor (e é labor, por sinal), cada um veja como edifica sobre esse alicerce.” Não de forma descuidada, nem desleixada, nem tentando encurtar caminho ou reduzir custos — espiritualmente falando —, mas com cuidado em como edificamos.
Portanto, estamos trabalhando com Ele — plantando sementes, construindo este edifício —, mas não somos apenas cooperadores de Deus, trabalhando com Ele; também somos o projeto de Deus. Ele diz: “Vocês não apenas plantam e regam, vocês são o campo de Deus.” Você é um campo que Ele deseja ver cheio de frutos belos. E você é o edifício de Deus, o templo de Deus, sendo construído para ser um templo santo para o Senhor.
Se perdermos isso de vista, podemos ficar presos apenas ao trabalho que precisamos fazer — o labor no campo, o trabalho de construção — e todos nós fazemos isso todos os dias. Precisamos ser cuidadosos com o modo como fazemos e com os materiais que usamos. Mas se enxergarmos apenas esse lado da mensagem, vamos nos esquecer de que não estamos apenas trabalhando com Deus, por Deus e servindo aos outros — Deus também está trabalhando em nós, em nosso interior, por meio de nós.
Você é o campo de Deus. Você é o edifício de Deus — um templo santo sendo edificado para que a glória de Deus, a Shekinah, habite em você. Aquela linda floresta tropical brasileira que foi restaurada é magnífica. Aquele magnífico Oak Hill Country Club, onde o médico plantou 75 mil árvores, ou aquele casal no Brasil que plantou 2 milhões de árvores — tudo isso é fabuloso. Mas nada se compara ao que Deus está fazendo em nós e por meio de nós, nesta época e neste mundo. Vamos orar.
Pai, obrigada por estas palavras tão vivas ao meu coração. Palavras antigas, mas sempre novas e frescas. Oro para que também sejam assim para todos nós.
Obrigada pelo privilégio inimaginável de sermos cooperadores contigo — trabalhadores em Teu campo, construtores do edifício, do templo que estás erguendo — Tua Igreja, lugar onde Tua glória habita.
Obrigada porque Tu não estás apenas trabalhando por meio de nós; não estamos apenas trabalhando para Ti. Ajuda-nos a fazer isso bem. Ajuda-nos a edificar com cuidado, cada um de nós. Há uma unidade neste texto — somos um só —, ninguém é mais importante do que o outro. Mas também há responsabilidade individual: “Cada um receberá recompensa segundo o seu próprio trabalho.”
Então oro pelos meus irmãos e irmãs que hoje labutam. Concede-nos graça. Dá-nos dependência e humildade — que nos apoiemos fortemente em Ti, sem jamais pensar que podemos fazer isso sem Ti.
Dá-nos fé para enxergar o que o resultado pode ser — e será. Amém e amém.
E, enquanto trabalhamos, que não nos esqueçamos de que nós mesmos somos um campo, somos um edifício que Tu estás edificando. Obrigada, Senhor, porque, depois de sessenta preciosos anos andando Contigo, servindo-Te, crescendo em Ti, ainda estás trabalhando em mim e comigo hoje. Ainda queres fazer do meu coração um campo mais fértil, uma terra mais frutífera — e isso requer cavar o que é velho e substituí-lo pelo novo.
Obrigada porque ainda estás reformando, remodelando, reconstruindo meu coração e minha vida, para que sejam um lar onde Tua glória possa habitar.
Então, Senhor, enquanto servimos aos outros neste dia — em tantas partes da vinha, do campo ou do canteiro de obras, seja qual for a metáfora que usemos —, ó Deus, faz brotar de tudo isso algo que não possa ser explicado em termos humanos. Todo o nosso trabalho, todo o nosso tempo, todos os nossos esforços, todas as ofertas generosas que parceiros enviam — nada disso junto poderia produzir o que cremos que Tu vais fazer: levantar mulheres ao redor do mundo que levarão Tua presença e Tua glória a seus lares, suas igrejas, suas comunidades, seus países e a este mundo.
E que tudo isso, Senhor, seja para que Tu recebas a honra e a glória para todo o sempre.
Raquel: Amém. Obrigada, Nancy DeMoss Wolgemuth, por essas reflexões tão úteis e encorajadoras sobre 1 Coríntios, capítulo 3. Somos cooperadores de Deus — que conceito incrível!
E é assim que nos vemos aqui no Aviva Nossos Corações. Nossa missão, nosso campo, nossa vinha, nosso canteiro de obras é chamar mulheres em todo o mundo à liberdade, plenitude e frutificação em Cristo.
E queremos ajudar você a servir as pessoas ao seu redor também. Fazemos isso por meio dos nossos programas, eventos e recursos. É verdadeiramente uma parceria. Não poderíamos fazer nada do que fazemos sem suas orações e seu apoio financeiro. Então, muito obrigada, de todo o coração.
Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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