Dia 3: Porque a idolatria é ridícula
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra que a idolatria é ridícula.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Romanos 1 diz que eles adoraram a criatura. Fizeram imagens, como animais de quatro patas e répteis. Que coisa estranha é essa — louvar coisas que você pode esmagar?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy continua a série chamada Aleluia! Uma Celebração de Louvor. Ela começa contando a história de seu amigo Scott, que louvou ao Senhor nos dias mais sombrios do tratamento contra a leucemia. Scott está agora com o Senhor, adorando o seu Salvador como nunca antes. Vamos ouvir.
Nancy: Tive uma experiência marcante um tempo atrás quando fui visitar um amigo no hospital em Grand Rapids. Ele e sua esposa são muito especiais para mim. Ele faz parte do …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos lembra que a idolatria é ridícula.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Romanos 1 diz que eles adoraram a criatura. Fizeram imagens, como animais de quatro patas e répteis. Que coisa estranha é essa — louvar coisas que você pode esmagar?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy continua a série chamada Aleluia! Uma Celebração de Louvor. Ela começa contando a história de seu amigo Scott, que louvou ao Senhor nos dias mais sombrios do tratamento contra a leucemia. Scott está agora com o Senhor, adorando o seu Salvador como nunca antes. Vamos ouvir.
Nancy: Tive uma experiência marcante um tempo atrás quando fui visitar um amigo no hospital em Grand Rapids. Ele e sua esposa são muito especiais para mim. Ele faz parte do conselho consultivo do Aviva Nossos Corações. O nome dele é Scott e sua esposa é Karen.
Alguns anos atrás, Scott havia sido diagnosticado com leucemia e travou uma batalha intensa por sua vida. Ele passou por um transplante de medula óssea, depois teve uma recaída, e o câncer voltou. Então ele estava se preparando para fazer outro transplante de medula. E o tratamento era quimioterapia em dose altíssima para exterminar as células cancerígenas (se entendo corretamente) e esse tratamento é tão severo que leva a pessoa praticamente até o ponto da morte — bem perto, sem de fato matá-la.
Cheguei ao quarto do hospital exatamente quando ele estava naquele ponto muito, muito baixo. Eu não tinha percebido o quanto ele estava doente. Sabia que estava lutando, mas ele tremia, sacudia o corpo inteiro. Estava coberto por cobertores — montes de cobertores — e ainda assim tremia, com calafrios, e mal conseguia falar. Na verdade, não consegui ter uma conversa durante a hora ou duas em que estive ali visitando sua querida esposa, sua mãe e sua filha.
E, ainda assim, de vez em quando, enquanto conversávamos em voz baixa do outro lado do quarto, Scott. . . ele gemia, estava sofrendo. Ele estava muito mal, mas durante toda aquela experiência, ele havia decidido que iria abraçar aquela situação, não como um inimigo, mas como um instrumento de Deus em sua vida, para levá-lo à gratidão a Deus, e ele estava determinado a atravessar aquela fase com um coração agradecido.
Foi impressionante de ver, mas aquele foi o momento em que o vi mais doente. E praticamente a única coisa inteligível que ele disse durante todo o tempo em que estive ali foram duas frases que ele repetia — quase inaudíveis.
A primeira era: “Deus é tão bom. Deus é tão bom.”
E a segunda: “Temos tanto a agradecer. Temos tanto a agradecer.”
Nunca vi alguém tão doente dizendo essas coisas. “Deus é tão bom. Temos tanto a agradecer.” O homem tremia. Sentia como se estivesse prestes a morrer. E dizia: “Deus é tão bom. Temos tanto a agradecer.”
Esta semana estamos falando sobre um dos salmos que nos lembra o quanto temos a agradecer, em cada estação, em cada situação da vida.
Saí daquele quarto mais convencida da bondade de Deus e mais consciente de quanto tenho a agradecer — embora eu frequentemente me esqueça disso. Sou só eu, ou você também passa por isso? Foi preciso um homem debilitado pela quimioterapia e pela leucemia para me lembrar: nós temos muito pelo que agradecer.
E este salmo, o Salmo 113, que estamos estudando esta semana, nos lembra disso. Deixe-me ler o salmo, e depois quero que nos concentremos na parte central, nos versículos 4–6, hoje. Mas vou ler o salmo inteiro para que você o veja no contexto.
Lembre-se: estes são os Salmos do Hallel — aleluia — que significa “louvem ao Senhor”.
Aleluia!
Louvem, ó servos do SENHOR,
louvem o nome do SENHOR.Bendito seja o nome do SENHOR,
agora e para sempre.
Do nascimento do sol até o momento em que se põe,
[quer você esteja em sua casa, seu local de trabalho, sua igreja, uma cama de hospital – qualquer lugar – do nascimento ao pôr do sol]
louvado seja o nome do SENHOR. (vv. 1-3)
E temos a estrofe que vamos estudar hoje:
Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações,
a sua glória está acima dos céus.
Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus,
cujo trono está nas alturas,
que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? (vv. 4-6)Ele levanta o pobre do pó
e tira o necessitado do monte de lixo,
para o fazer sentar ao lado dos príncipes,
sim, com os príncipes do seu povo.
O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família
e seja alegre mãe de filhos. Aleluia! (vv. 7-9)
Digam a última frase comigo: “Louvem ao Senhor!” Que em hebraico seria: Aleluia!
Nos versículos 4–6: “Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações. . . Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?”
Deus merece o nosso louvor. Essa é a grande conclusão que tiro de todo este salmo. Deus é digno do nosso louvor. O louvor é devido ao Senhor. Nós Lhe devemos isso. Seu nome é grande. É santo. É separado. É exaltado. É poderoso. É o nome acima de todo nome. Deus é digno do nosso louvor.
Em nossa condição humana natural e caída, naturalmente queremos louvor para nós mesmas. Buscamos louvor próprio. Somos buscadoras de louvor em vez de ofertantes de louvor. Queremos ser elogiadas por nossas habilidades, nossos esforços, nossas conquistas, pelas coisas que fazemos para servir aos outros e que ninguém parece ver ou notar. Queremos ser elogiadas pela beleza, ou às vezes queremos louvar outras criaturas. Queremos louvar coisas que podemos ver, tocar, admirar.
Mas direcionar o louvor para Deus — não para nós mesmas, não para outros, não para fora, mas para cima — exige mudar o foco de nós mesmas ou dos outros e colocá-lo naquele que mais merece o nosso louvor. Isso exige fé, porque estamos louvando alguém que não podemos ver. Alguém que não podemos tocar. Precisamos nos levantar acima do nosso estilo de vida e do nosso coração naturalmente egoístas e autocentrados e dizer: “Não se trata de mim. A vida não é sobre mim. É sobre Ele. É sobre Deus.”
E louvar a Deus exige mudança de foco. Exige arrependimento. O que é arrependimento? É virar-se da direção em que naturalmente pensamos e caminhamos e seguir em outra direção.
Assim, o louvor exige arrependimento, adoração, prioridades transformadas — prioridades diferentes. Não mais adorando a criatura, como somos inclinadas a fazer, e como fazem aqueles que não conhecem a Cristo. Romanos 1 diz que eles adoraram a criatura. Fizeram imagens, como animais de quatro patas e répteis. Que coisa absurda é essa — louvar coisas que você pode esmagar? Eles adoraram a criatura. E, aliás, todas nós podemos ser esmagadas. Não é? Porque Deus é grande!
Portanto, louvar a nós mesmas, adorar uma criatura de quatro patas ou um réptil é algo absurdo. O arrependimento e a verdadeira adoração elevam o nosso olhar e redirecionam nossas prioridades para adorar, não a criatura, não a criação, mas o Criador.
Claro que é apropriado admirarmos e elogiarmos coisas extraordinárias, uma vez que elas refletem a beleza e a maravilha de quem Deus é. A criação é bela porque Deus é belo.
Eu amo observar o pôr do sol em Michigan. Amo ir ao Lago Michigan e ver aquela extensão de água aparentemente infinita. Amo no inverno. Amo em todas as estações. Amo quando está coberto de gelo. Amo quando está um pouco mais quente (três semanas por ano). Amo o pôr do sol de verão no Lago Michigan. São extraordinários. E é bom elevar louvor a Deus por aquilo que vemos e que desperta louvor ao Criador.
Às vezes admiramos uma obra de arte magnífica, uma jóia, uma refeição excelente. Algo feito com habilidade e maestria. Dizemos: “Uau! Que lindo.” E isso é apropriado — desde que nos leve a louvar o Deus que deu às pessoas a capacidade e o talento para criar tais coisas.
Enviei um e-mail para uma das moças da nossa equipe na semana passada. Ela havia feito um excelente trabalho em um texto, e eu disse: “Ótimo trabalho, Paula. Você fez um excelente trabalho aqui.” Eu queria elogiá-la por um trabalho bem feito.
Mas tudo isso, em nós ou nos outros, deve nos apontar para Aquele que é digno de todo o nosso louvor. Quem mais do que o Senhor merece ser louvado por fazer coisas extraordinárias, por realizar obras muito além de qualquer coisa que possamos imaginar?
Assim, ao contemplarmos a Deus, ao fixarmos nossos olhos nele, ao contemplarmos Seu nome, Seu caráter, Seus caminhos, Seus feitos, isso desperta louvor em nossos corações. Ver a Deus é admirá-Lo. Da mesma forma que ver um belo pôr do sol nos leva a admirá-lo, ver a Deus nos leva a admirá-Lo — se o coração for humilde. Caso contrário, a pessoa continuará olhando para si mesma e admirando a si mesma.
Mas como alguém que enxerga pode ficar diante de um pôr do sol magnífico, não importa quantas vezes já o tenha visto, e não dizer: “Uau! Que incrível!”? E como podemos ficar diante de um Deus de santidade, poder, sabedoria, graça e amor, e nossos corações e nossas bocas não se encherem de louvor?
Deixamos de louvá-Lo porque nossos olhos estão fechados. Se eu estiver à beira do Lago Michigan com os olhos fechados, não verei o pôr do sol. Ele não despertará admiração. Mas se eu abrir os olhos, verei o que todos estão vendo. É maravilhoso ao entardecer. Todos saem para ver. Estão com suas câmeras, admirados. E eu penso: “Eles estão vindo contemplar a glória do Senhor — só não sabem disso.”
Se você pertence a Deus, tem olhos para ver Suas maravilhas e Sua glória. Mas, se não enxergamos ou fechamos os olhos, então nossos problemas, nós mesmas, outras pessoas ou nossas circunstâncias passam a parecer maiores do que Deus. E então ficamos consumidas por nós mesmas e pelas circunstâncias, porque esquecemos — não vemos quão grande, maravilhoso e digno Ele é.
No versículo 4 vemos primeiro que Deus está nas alturas.
“Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações.” Ele é soberano, o governante de toda a terra, até mesmo sobre as nações que O rejeitam — o que inclui a maioria das nações da terra. Pouquíssimas nações — inclusive a nossa, hoje — reconhecem que Deus é soberano, que está acima de todas as nações.
Existem nações que rejeitam deliberadamente a Deus, mas o Senhor continua exaltado acima de todas elas. Ele é soberano. Sua glória está acima dos céus. Ele é soberano até sobre a maior coisa que conseguimos imaginar ou ver — os céus. Ele é maior do que tudo isso. Sua glória está acima de tudo.
Naum capítulo 1, versículo 3 diz que “as nuvens são a poeira dos seus pés.’
As nuvens! Essas nuvens enormes, majestosas, belas — são o pó dos seus pés. O Senhor está exaltado. Ele está elevado.
E o versículo 5 diz: “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?” (Vou voltar a essa frase em um momento, porque ela é muito importante.) Mas: “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus, cujo trono está nas alturas?”
Esta é a exaltação de Deus. Ele é alto. Ele é exaltado. E a base do nosso louvor é que não há ninguém como Ele. Não há ninguém mais alto do que Ele. Não há ninguém tão alto quanto Ele. Não há ninguém sequer perto. Ele é único. Não tem iguais. Não tem pares. Não tem superiores. Não há segundos lugares próximos. “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?”
Ele está assentado em Seu trono. Ele é alto. Ele é exaltado. Ele governa. Ele reina. É soberano sobre todos os acontecimentos deste mundo, sobre todo reino, todo governante, todo poder. Ele é alto e exaltado. E, se isso não leva você à adorar, então você simplesmente não tem olhos para ver.
Esse Deus alto, exaltado e elevado faz algo mais. Ele olha para baixo. Ele condescende. Essa palavra vem de duas palavras latinas: con — com; descendere — descer. Ele desce até nós. Que coisa incrível é essa? Esse Deus tão alto, tão exaltado, se humilha.
O versículo 6 diz: “que se inclina para ver.” Os versículos 4 e 5 falam de cima. O versículo 6 fala de baixo. “Que se inclina para ver o que passa no céu, e sobre a terra.”
Algumas traduções dizem: “Ele se humilha para contemplar as coisas que estão no céu e na terra.”
Deus se humilha. Ele se inclina. Ele desce para olhar as coisas que estão na terra (isso até conseguimos entender), mas Ele precisa se inclinar até mesmo para olhar as coisas que estão nos céus. Esse é um Deus alto e exaltado que se inclina.
Aqui está outra tradução do versículo 6: “Ele se abaixa para olhar os céus e a terra” Eu gosto muito disso.
Aqui estão algumas outras paráfrases desse versículo. Uma de 1839. John Keble diz:
Exaltando sempre o seu santo lugar,
Inclinando sempre o seu olhar de graça,
No céu acima [onde Ele se assenta],
Na terra abaixo [à qual Ele se inclina].
Ambos os lugares. Outra paráfrase diz:
Quem é como Jeová, nosso Deus?
— entronizado tão alto que precisa se inclinarpara ver o céu e a terra! (JB Phillips)
Tão alto que precisa se inclinar para ver o que está no céu e na terra. Ele é tão elevado que os céus abaixo dele mal podem ser vistos. Essa é a altura dele.
Charles Spurgeon diz: “Ele habita tão alto que, mesmo para observar as coisas celestiais, precisa humilhar-se.”
Vemos esse tema nas Escrituras. Isaías capítulo 57, versículo 15: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: "Habito no alto e santo lugar. . .”
É isso que temos lido no Salmo 113. Ele é alto. Ele é exaltado. Sua glória está acima dos céus. Mas onde mais Ele habita? Deus tem dois endereços. O primeiro é esse alto e santo lugar, mas onde mais Deus vive, segundo Isaías 57? Aqui está o Deus que se inclina. Ele diz: “mas habito também com o contrito e abatido de espírito.”
Ele condescende. Ele desce para estar com os humildes de espírito, para vivificar o espírito dos humildes e vivificar o coração dos contritos. É isso que celebramos no Natal — a encarnação de Cristo, o Alto e Exaltado, o Santo que habita na eternidade. Esse é o Seu endereço.
Ele vem. Ele entra no corpo de um bebê. Assume carne humana. Ele se inclina para estar conosco, para viver a nossa vida, para morrer a nossa morte. Ele se humilha. Sua exaltação, sim, mas também Sua humilhação. Ele se inclina. Ele se humilha para contemplar as coisas que estão no céu e na terra.
Então, deixe-me voltar àquela frase do versículo 5: “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?”
Essa é justamente a frase central de todo este salmo. Se você contar desde o começo e desde o fim, ao chegar ao meio, encontra esta frase. Acho isso significativo, porque este é realmente o tema deste cântico: “Quem é semelhante SENHOR, nosso Deus?”
Quem é como Ele em Sua exaltação? Quem é tão elevado quanto Ele? Quem é tão poderoso quanto Ele? Quem é tão soberano quanto Ele? Qual é a resposta?
Ninguém! “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?” Mas também: “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus, que se inclina (que se humilha, que desce para estar com Suas criaturas pecadoras, caídas, inimigas, que O odeiam, que O desprezam, que O rejeitam, que O crucificariam)? Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?”
Quem? Ninguém! Ninguém!
Abra sua Bíblia no livro de Isaías, capítulo 43. Este é um tema recorrente em todo o livro de Isaías, e quero fazer um pequeno desvio agora. Vou mostrar apenas alguns exemplos, mas, ao ler Isaías, desde aproximadamente o capítulo 40 até o final do livro, você verá esse tema repetido muitas vezes. Deixe-me dar alguns exemplos.
Isaías capítulo 43, versículo 10 e 11. Vou ler vários desses textos para vocês acompanharem. Isaías 43.10:
. . .antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador.
Amém? Aleluia! Veja Isaías capítulo 44, versículo 6:
Assim diz o SENHOR, o Rei e Redentor de Israel, o SENHOR dos Exércitos: "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Quem, assim como eu, fez predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha diante de mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! (vv. 6–7)
Você se acha tão sábio? Acha que é Deus? Eu tenho dito há muito tempo o que vai acontecer, e tudo se cumpre. Você acha que é Deus? Então diga o que vai acontecer. Profetize e faça com que tudo se cumpra perfeitamente. “Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir.”
Versículo 8, Isaías 44:
Não fiquem apavorados, nem tenham medo. Por acaso não revelei e anunciei isso a vocês muito tempo atrás? Vocês são as minhas testemunhas. Será que há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.
Nenhuma! “Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus?” Ninguém! Ninguém!
Veja Isaías 45, começando no versículo 5. E, novamente, ao ler Isaías, você verá isso repetidas vezes. É precioso! É algo em que precisamos firmar o nosso coração. Esta certeza nos livrará do medo, nos dará alegria. Ela será motivo e razão para louvor, para Aleluia! Louvai ao Senhor!
Isaías 45, versículo 5:
Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus.
Isso soa um pouco repetitivo. Por que você acha que Deus inspirou as Escrituras a dizer isso repetidas vezes? Vou te dizer uma razão: porque nós esquecemos repetidas vezes. Precisamos ser lembradas repetidas vezes. “Além de mim não há Deus.”
“Eu te capacito, ainda que você não me conheça, para que você saiba, desde o nascente do sol e desde o ocidente.” Você viu isso no Salmo 113? “Do nascimento do sol até o momento em que se põe, louvado seja o nome do Senhor.” Deus diz aqui em Isaías 45:
Para que se saiba, desde o nascente do sol até o poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro. (v. 6)
Saiba que tudo isso está no centro do que o mundo considera politicamente incorreto nas Escrituras. O mundo não aceita isso. Os incrédulos não aceitam isso. Até mesmo alguns chamados cristãos também não aceitam. Eles pensam: Ah, sim, eu sou cristão, mas todas essas outras religiões. . . sabe, todos os caminhos levam a Deus.
NÃO! Não há Deus além de Jeová. Não há ninguém como Ele. Não há outro que salve. Não há outro que redima. Não há outro que seja santo. Não há outro que seja exaltado como Ele é. Não há outro soberano. Deus, Jeová, é o único Deus do universo. E Ele nos deu o único caminho para chegar até Ele, e esse caminho é por meio do Seu único Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Salvador. Não há ninguém como Ele.
Não há outro caminho. Todas as outras religiões neste mundo são falsas e levarão as pessoas para longe de Deus, para o inferno, para uma eternidade sem Cristo. Acho que às vezes ficamos encurraladas porque não conhecemos todos os argumentos apologéticos e não sabemos como defender a nossa fé. Eu sei que isso é difícil.
Já conversei com pessoas que creem profundamente e têm convicções sinceras que não estão de acordo com a Palavra de Deus. Mas o fato é que elas estão erradas! E o propósito de Deus é que, por meio de nós, se torne conhecido, de leste a oeste, em todas as nações, entre todos os povos da terra, para a glória do único Deus verdadeiro, que não há Deus como Jeová.
Ele quer que isso seja conhecido no seu local de trabalho. Ele quer que isso seja conhecido na sua casa. Você não força ninguém a crer. O Espírito Santo precisa abrir os olhos das pessoas para que vejam. Ele precisa dar fé. Ele precisa conceder arrependimento.
Mas como seria se nós, que proclamamos o nome de Jesus, realmente vivêssemos como se acreditássemos que Ele é grande e que não há ninguém como Ele? E se O adorássemos em espírito e em verdade? E se não conseguíssemos deixar de falar dele? Aleluia! Louvai ao Senhor! E se vivêssemos assim, nos deleitando nele, apontando para Ele, mostrando que Ele é glorioso, belo e grandioso?
Você não acha que talvez algumas pessoas ao nosso redor diriam: “Elas realmente acreditam nisso! Para elas não é uma religião. É algo real.”
Ele quer que o mundo saiba, e quer que saibam por meio de nós.
As Escrituras refletem isso claramente. Salmo 40:
São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; não há ninguém que possa se igualar a ti. (v. 5)
Miqueias capítulo 7 (eu amo este versículo!), versículo 18:
Quem é semelhante a ti, ó Deus, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão, do remanescente da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. (Isso é sobre Deus que o faz único!)
Quem é um Deus como Tu, ó Senhor? Quem pode perdoar o pecado? Quem pode passar por cima das nossas iniquidades? Vou dizer: apenas um Deus — Aquele que não ignorou o pecado, mas colocou o nosso pecado sobre Seu Filho, Jesus Cristo, e entregou Seu Filho à morte por causa do nosso pecado. Esse é o Deus que pode passar por cima do nosso pecado. Esse é o Deus que pode perdoar as nossas iniquidades. Ele pode nos perdoar porque colocou a penalidade das nossas iniquidades sobre Seu Filho, Jesus Cristo.
Quem é um Deus como Tu, ó Senhor? Quem é o Deus que não conserva a sua ira para sempre e que tem prazer no amor leal? Ninguém, Senhor, além de Ti!
Então fazemos a nós mesmas a pergunta: Quem é como o Senhor, nosso Deus?
Podemos dizer: “Ninguém!” Mas deixe-me desenvolver um pouco essa resposta.
Seu marido não é como o Senhor. Você pode dizer: “Eu já sabia disso!” Mas, quando você se casou, em certo sentido achava que ele era, não é? Nem mesmo em seu melhor momento, ele não é como o Senhor — e você também não é, aliás. Lembre-se disso.
Seus pais, por mais que você tenha esperança ou expectativa de que sejam bons pais, eles não são como o Senhor. Eles podem tentar ser. Eu tive pais piedosos que desejavam muito ser como o Senhor e, de muitas maneiras, foram, mas apenas uma luz fraca comparada ao brilho e à beleza de Jeová.
Seus filhos não são Deus. Não os trate como se fossem. Não os torne deuses em sua vida. Você pode viver sem seus filhos. Você não pode viver sem Deus.
Seu pastor não é Deus. Ele pode ser excelente na pregação da Palavra. Pode amar a Cristo. Pode ser um homem fiel à Palavra — louvado seja Deus se for — mas ele não é Deus. Ele falhará. Nenhum líder de ministério, nenhum pregador ou pregadora — eu — ninguém que ensina a Palavra de Deus a você é Deus. Não nos trate como Deus. Não nos coloque no lugar que pertence somente a Deus.
Se você vai citar alguém, não diga: “A irmã Nancy disse. . .” Você precisa dizer: “Aqui está o que Deus diz. . .” E, na medida em que eu O cito, você pode me citar, mas apenas porque estou citando a Ele. Certo?
Seu pastor de jovens não é Deus. Seu chefe não é Deus. Você não é Deus. Você não é seu próprio deus. Não pode ser. Esse é um peso que você não pode carregar. É um peso que você também não pode colocar sobre os outros.
E, aliás, o Salmo 50, versículo 21, traz um outro aspecto desse pensamento. É uma acusação contra os ímpios. Diz: “Você pensava que eu era igual a você.” Esse é o outro lado da idolatria. Em vez de tentar transformar algo comum em deus, também tentamos rebaixar Deus e torná-Lo como nós. Não faça isso. Ele não é como nós. Ele é alto e exaltado. Ele está acima — assentado — e olha para baixo — Ele se inclina. Ele é exaltado e condescende.
- Quão alto é o seu Deus?
- Quão grande é o seu Deus?
- Quão majestoso é o seu Deus?
- Quão humilde é o seu Deus?
- Quão gracioso e misericordioso é o seu Deus?
Louve-O! Adore-O!
Diga: “Aleluia!” Amém.
Raquel: Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus? Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado por que Deus é digno da nossa adoração em uma série chamada Aleluia! Uma celebração de louvor.
Nancy compartilhou uma lista de versículos que demonstram a necessidade de adoração ao Senhor. Todos os versículos estão com o link aqui na transcrição deste episódio.
Visite o nosso site para acessar a transcrição ou compartilhar esta série com suas amigas e irmãs, avivanossoscoracoes.com.
Todas nós fomos criadas para adorar. Existem muitas tentações para adorar outras coisas além do nosso Criador, que é digno de toda a nossa adoração. Queremos ajudá-la a escolher buscar o Senhor, olhar para Ele como o objeto do seu louvor.
Pense em um momento da sua vida em que você estava ferida e em necessidade. Jesus sabe como você se sentiu naquele momento, porque Ele experimentou necessidade e dor.
E, por causa do que Jesus fez, a sua necessidade e a sua dor podem se tornar uma ocasião para dar graças. Vamos falar mais sobre isso no próximo episódio.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.