Laura Booz: Oie, posso falar com você de forma bem direta? Se você está desobedecendo a Deus, não espere encontrar verdadeira paz.
Laura Gonzalez: De repente, o Senhor simplesmente fechou a torneira. Os pacientes do consultório do meu marido começaram a dizer: “Não posso ir.” Algo começou a acontecer, e nós ficamos pensando: “O que está acontecendo?” Conseguimos entender que o Senhor estava nos dizendo: “Vocês não vão cair nesse mesmo padrão de pecado outra vez.”
Estávamos vivenciando opressão porque o dinheiro não estava entrando. Meu marido simplesmente caiu no chão do consultório, em desespero, e clamou.
Laura Booz: É o seguinte: você pode encontrar paz quando abraça a obediência.
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth com uma palavra para os pais.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como alguém que acredita em juízo eterno e vida eterna pode dizer: “Vamos simplesmente deixar nossos filhos escolherem em …
Laura Booz: Oie, posso falar com você de forma bem direta? Se você está desobedecendo a Deus, não espere encontrar verdadeira paz.
Laura Gonzalez: De repente, o Senhor simplesmente fechou a torneira. Os pacientes do consultório do meu marido começaram a dizer: “Não posso ir.” Algo começou a acontecer, e nós ficamos pensando: “O que está acontecendo?” Conseguimos entender que o Senhor estava nos dizendo: “Vocês não vão cair nesse mesmo padrão de pecado outra vez.”
Estávamos vivenciando opressão porque o dinheiro não estava entrando. Meu marido simplesmente caiu no chão do consultório, em desespero, e clamou.
Laura Booz: É o seguinte: você pode encontrar paz quando abraça a obediência.
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth com uma palavra para os pais.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como alguém que acredita em juízo eterno e vida eterna pode dizer: “Vamos simplesmente deixar nossos filhos escolherem em qual fé querem acreditar. Há diferentes fés, estilos diferentes para pessoas diferentes”?
Você não pode crer no Evangelho de Jesus Cristo e adotar essa posição. Você não pode salvar seus filhos. Sua fé não pode salvar seus filhos, mas a sua fé pode levar Deus a agir no coração deles de maneiras muito significativas.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo a gratidão, na voz de Renata Santos.
Joquebede nem sempre recebe muita atenção na história de Moisés. Mas, nesta semana, Nancy tem nos mostrado como essa mãe nos oferece grandes percepções sobre o que significa criar filhos para a glória de Deus hoje.
Nancy tem explorado cinco mulheres diferentes que se uniram para influenciar a história do jovem Moisés. Estamos na série chamada Lembre-se de Miriã. Vamos retomar hoje a partir de uma mulher que tem ouvido essa série, ela disse o seguinte:
“Fiquei muito tocada, pois estou no processo de estudar e ouvir uma série inteira sobre providência. A parte em que você explicou sobre Miriã e a providência que ocorreu naqueles um ou dois versículos das Escrituras me impressionou muito, porque eu não tinha juntado tudo isso. É muito edificante saber que a providência de Deus estava acontecendo em tudo isso, e foi muito encorajador para mim.”
Nancy: Precisamos apenas de olhos para ver a providência de Deus e de corações para confiar que ela está acontecendo mesmo quando não conseguimos ver. Acho que esse é o desafio para mim em histórias como desta outra querida ouvinte que compartilhou:
“Fiquei muito impressionada com o fato de termos muito mais pelo que nos alegrar em nossa salvação do que eles tiveram em sua libertação do Egito. A Bíblia diz que ‘fomos libertos do poder do mal. Somos mais que vencedores.’ Somos tudo isso em Cristo Jesus — deveríamos ser os adoradores mais exuberantes que poderiam existir. Precisamos ser lembradas disso diariamente ao longo da vida, de que temos tanto. Deus é tão bom.”
Amém. Como a adoração pode ser morna quando você percebe o motivo que temos para adorar?
Outra ouvinte compartilhou que quando ela escutou sobre como Miriã teve um papel significativo, esta mensagem ministrou muito ao seu coração. Ela disse:
“Joquebede colocou Moisés no rio, mas não entrou e nadou junto. Ainda assim, teve um papel importante. Isso falou comigo porque há pessoas às quais queremos ministrar e fazer diferença na vida delas, mas não podemos nadar ao lado delas o tempo todo.”
Às vezes, é quando Deus nos coloca à margem, na beira do rio, apenas para observar o que vai acontecer — e, às vezes, esse é todo o papel que você precisa ter. E é isso que Deus usa em Sua providência. Veja bem, às vezes é hora de entrar e nadar. O segredo é saber quando você deve fazer o quê.
Às vezes, quando você pensa que todo o seu esforço e fé não estão fazendo diferença alguma, na verdade estão — na providência de Deus e no roteiro que Ele está escrevendo.
Raquel: Isso mesmo Nancy, eu também gostaria de compartilhar o que outra querida ouvinte compartilhou, ela disse: “Fiquei muito encorajada com Joquebede, por ter tido seu filho Moisés por apenas três ou quatro anos, talvez até menos.
Isso é um grande encorajamento para mães jovens continuarem ensinando aquela criança pequena, mesmo quando ela ainda não fala. Ensinem-lhes as verdades de Jesus. Lembrei-me de uma mãe um pouco mais contemporânea — a mãe de John Newton — que ensinou as Escrituras ao filho.
Nas profundezas de um navio prestes a naufragar, as palavras de sua mãe (que eram Escritura) vieram à mente dele, e ele clamou a Deus. Ele era um capitão cruel de navio negreiro, mas pensei: as recompensas. . . talvez não as vejamos. A mãe dele não pôde ver isso, mas Deus usou aquela mãe como usou Joquebede.
Nancy: Não subestime a importância dessas sementes de fé que você está plantando na vida de crianças bem pequenas — isso é crucial, tem um valor gigante. Educadores nos dizem que grande parte do coração e do caráter de uma criança é moldada até os cinco anos de idade.
Espero que você não esteja deixando a televisão e os vídeos criarem seus pequenos. Espero que seja você quem esteja intencionalmente plantando sementes de fé, da Palavra de Deus e dos caminhos de Deus no coração e na mente deles.
Tenho amigos que cantam e leem as Escrituras para seus filhos ainda no ventre, querendo começar cedo, e não acho cedo demais para começar a influenciar, criando um ambiente da Palavra e de conversa sobre Deus e fé. Não estamos falando apenas de levá-los à igreja ou colocá-los em escola cristã. Isso é bom, mas estamos falando de “linha sobre linha, preceito sobre preceito” (Is. 28.10, paráfrase), dia após dia, quando acordam e quando se deitam para dormir. Que tipo de música eles estão ouvindo? Algumas músicas são inofensivas. Outras ensinam Escrituras e os caminhos de Deus.
Sou muito grata porque, desde a primeira infância, a Palavra de Deus e o ensino dos caminhos de Deus foram a atmosfera que nossa família respirou. Essas sementes criaram raízes no meu coração e produziram fruto. É sobre isso que ministro hoje — coisas que, desde a minha infância, foram influências piedosas.
Algumas de vocês, mães, estão questionando a importância e o valor do que fazem dia após dia. Alguns dias, quando você sente que não tem conversa adulta, nenhuma conversa “significativa” — aquela conversa com o bebê de um ou dois anos, com a criança de três anos — isso é significativo, porém, você não verá o fruto disso imediatamente.
No caso de Moisés, levaram oitenta anos até que ele voltasse para cumprir a obra da sua vida, e quarenta desses anos ele passou — ou quase quarenta — no palácio do rei recebendo a educação egípcia. Sua mãe não tinha controle sobre isso.
Ouça: se você vigiar, for disciplinada e intencional nas áreas que pode influenciar, então poderá confiar mais facilmente que Deus intervenha nas áreas em que você não tem como influenciar. Há coisas às quais seus filhos serão expostos e que você não poderá controlar — a menos que, sei lá, os crie dentro de um armário.
Não recomendo isso. (risos) A Palavra de Deus não recomenda isso. Mas, à medida que seus filhos são expostos, à medida que crescem, a influências que não são piedosas, você quer garantir que o coração deles esteja ancorado na Verdade, ancorado na fé, que saibam quem são e a Quem pertencem.
Quando Moisés cresceu, Hebreus nos diz que ele se recusou a ser chamado filho da filha de Faraó. Ele desprezou os prazeres e as riquezas que poderia ter tido como jovem privilegiado e, em vez disso, escolheu identificar-se com os opróbrios e o sofrimento do povo de Deus. (Hb. 11.24–26)
De onde veio esse coração? Dos joelhos de Joquebede.
Quais foram as canções de ninar que ela cantou para ele? Quais foram as orações que ela fez sobre ele? Quais foram as bênçãos que ela declarou sobre ele enquanto ele esteve em sua casa e depois enquanto esteve no palácio, quando talvez não tivesse contato com ela por todos aqueles anos? Ela estava plantando sementes, permanecendo à margem, protegendo, vigiando o coração dele e, acima de tudo, Deus estava supervisionando, cuidando, abençoando e fazendo com que aquelas sementes criassem raízes e produzissem fruto.
Mulher 1: Outra criança pequena é Samuel, filho de Ana, que ficou sob os cuidados de Eli, que não fez um bom trabalho com seus próprios filhos. Ela confiou seu menino para viver com aquele homem por toda a vida porque o ensinou desde cedo.
Nancy: Deus protegeu, Deus honrou aquele investimento que ela fez e protegeu e deu àquela criança um verdadeiro coração para Deus. Sim.
Mulher 2: Moisés sabia quem ele era. Ele sabia que era hebreu. Se tivesse ido diretamente para a casa da filha de Faraó, provavelmente teria pensado que era egípcio. Então, quando ficou mais velho, ele conhecia suas raízes, e isso foi importante.
Nancy: Agora, você não pode fazer seus filhos se tornarem cristãos. Você pode nascer hebreu; você não pode nascer cristão. Mas quer garantir que seus filhos saibam que a identidade da sua família é pertencer a Cristo e fazer parte da aliança da fé, e que eles fazem parte de uma linhagem que — mesmo que comece com você — creu em Deus para a salvação, e que sua esperança, sua sincera expectativa, é que eles sejam contados entre os filhos de Deus e os que foram redimidos por Cristo.
Você não está planejando que seus filhos cresçam e se tornem incrédulos, egípcios, por assim dizer. Seu plano, seu clamor diante de Deus, sua suposição com seus filhos é: vocês serão seguidores de Cristo.
Novamente, você não pode fazer isso acontecer, mas pode, sim, criar um ambiente no qual seus filhos sejam expostos às riquezas da graça de Deus. Creio que há promessas para pais cristãos, de que podem esperar a obra redentora de Deus na vida de seus filhos. Certamente, não devemos ficar de braços cruzados e dizer: “Ah, vamos deixá-los escolher sua identidade, quem querem ser e que fé querem ter.”
Como alguém que acredita em juízo eterno e vida eterna pode dizer: “Vamos simplesmente deixar nossos filhos escolherem em qual fé querem acreditar. Há diferentes fés, estilos diferentes para pessoas diferentes”?
Você não pode crer no Evangelho de Jesus Cristo e adotar essa posição. Você não pode salvar seus filhos. Sua fé não pode salvar seus filhos, mas a sua fé pode levar Deus a agir no coração deles de maneiras muito significativas.
Holly Elliff: Estou pensando se poderíamos mudar um pouquinho a pergunta. Enquanto Nancy ensinava sobre a vida de Miriã, falando de todos os lugares onde havia um grande “P” de Providência, fico pensando: ao olhar para trás em sua vida, há momentos em que, se você tivesse um roteiro da sua vida, colocaria um grande “P”, em que viu Deus intervir — talvez não tenha visto na hora, mas olhando para trás, vê Deus intervir em providência, corrigindo seu caminho ou mudando-o? Alguém tem um momento assim?
Nancy: E enquanto elas pensam, algo vem à sua mente?
Holly: O que me veio à mente enquanto você ensinava foi quando Deus nos tirou de uma posição de ministério na qual estávamos muito confortáveis. Eu sabia fazer aquilo. Eu sabia viver aquele estilo de vida.
Deus nos tirou dali e nos colocou em uma posição de ministério em que, de repente. . . eu disse que parecia que eu estava vivendo dentro de gelatina, porque não havia paredes familiares. Deus me tirou da minha caixa e me colocou em um lugar onde eu não sabia mais quais eram as regras. Foi uma sensação muito estranha, porque eu não sabia quem eu era, não sabia quem meu marido era, não sabia qual era o nosso ministério. Deus simplesmente nos levou de volta à Sua Palavra e redirecionou nosso pensamento em tantas áreas.
Olhando para trás, sou muito grata pelo que Deus fez. Mas naquele momento foi um tempo realmente assustador, porque eu não sabia como “funcionar” naquela capacidade.
Olhando para trás, o que Deus fez foi tirar tudo o que eu conhecia e me colocar em um lugar onde tudo o que eu podia fazer era dizer: “Deus, o que devo fazer hoje, porque eu não sei. Eu não sei como isso funciona, e eu não sei o que Tu queres.” Sabe, olhando para trás, consigo ver tão claramente a mão de Deus nisso, mas naquele momento foi um lugar realmente assustador.
Raquel: Uma querida ouvinte compartilhou conosco o seguinte testemunho sobre a providência de Deus em sua vida:
“Quando penso na minha vida como um todo, vejo a providência de Deus desde a minha infância. Eu não me tornei cristã até os trinta e dois anos. Mas, quando olho para trás, vejo que fui colocada aqui, ali e acolá, e só depois vi as razões.
Em toda a minha jornada, vejo a providência de Deus na minha vida. Foram escolhas que fiz conscientemente, mas também situações nas quais fui colocada e das quais me beneficiei muito e cresci na minha vida espiritual. Então, vejo isso em cada parte da caminhada.”
E outra querida também compartilhou:
“Quando eu tinha quarenta e três anos, perdi minha irmã gêmea para o câncer, e foi um tempo muito doloroso. É algo que você nunca supera completamente, embora eu precise dizer que o Senhor foi maravilhoso comigo naquele período. Ele me sustentou. Mas, desde então, o Senhor me deu — e isso é Sua providência — algumas irmãs na fé.
Ann é uma delas, e nos conhecemos porque nossos filhos estavam namorando. Eu estava torcendo para que se casassem, mas não deu certo. Eu chorei. Não sei se Ann chorou ou não, mas o Senhor trouxe Jim e Ann para nossas vidas como amigos próximos, queridos e cristãos.
Ela tem sido uma encorajadora e me fez rir. Tivemos momentos maravilhosos juntos no Senhor. Acho que foi a providência de Deus que nos uniu e, assim, embora eu ainda sinta falta da minha irmã gêmea, sinto que o Senhor preencheu aquele lugar de solidão. Foi a providência dele, e eu simplesmente agradeço a Deus por isso.
Ouça a história de Eileen:
“A história providencial sobre meus filhos é que nosso terceiro filho nasceu com múltiplos defeitos cardíacos. Ele era o filho que meu marido queria. Sou casada com um sulista — eu sou da Califórnia. Você não se importa com o sexo dos filhos, mas os sulistas querem meninos. Então, quando Christopher nasceu, houve grande alegria.
Nós morávamos em Nairóbi, no Quênia, na época. É uma longa história, mas, providencialmente, o nome dele era Christopher. Deus o levou para casa quando ele tinha trinta e nove dias de vida. Mas dois meses depois, descobri que estava grávida novamente — não fiquei muito feliz com isso, preciso confessar. Para mim, era cedo demais.
Voltamos para casa em um período de licença, e as pessoas começaram a dizer: “Sua barriga está tão grande!”
Eu dizia: “Bom, tive um bebê muito recentemente, então é só isso.”
Minha avó disse: “Não, você está grávida de gêmeos.”
Eu respondi: “Não, vó, não estou grávida de gêmeos.” Mas um médico na Califórnia me disse: “Quando você chegar à Carolina do Sul, procure um médico.”
Eu havia memorizado o versículo de Tiago que diz: “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando,” (Tg. 4.17, paráfrase) e pensei: “A última coisa que eu quero na minha vida é mais um médico me examinando.”
Enfim, eu fui, e ele me examinou. Claro que eu só iria vê-lo uma vez, então me deram o médico mais jovem do grupo de obstetrícia. Sei que ele tinha acabado de se formar em medicina. Ele me examinou e disse: “Sua barriga está grande demais para a sua data prevista.”
Eu disse: “Você não pode adiar minha data prevista. Eu dei à luz um filho em setembro.” E esse bebê estava previsto para agosto.
Ele disse: “Você tem razão, porém, há uma gestação múltipla aqui.” E, resumindo a história, de fato tivemos filhos gêmeos.
Não é maravilhoso que Deus tenha nos permitido dar ao nosso filho o nome de Christopher? Cristo deu Sua vida para que pudéssemos ser salvos eternamente, e sinto que, de forma providencial, Deus nos deu Christopher e tantas lições preciosas que aprendemos por meio dele.
Eu louvo a Deus que não perdemos David e Daniel, e você precisa saber isto sobre eles. Daniel é como Daniel na Bíblia: um homem de caráter irrepreensível, piedoso.
Já o nosso David é um homem que ainda está em jornada. E o que você me encorajou hoje com suas palavras foi isto: “Você pode ver algumas poucas coisas que Deus está fazendo ativamente.”
Mesmo nesta semana, meu coração foi novamente partido por causa do nosso David, e eu precisava ouvir você dizer: “Há milhares de coisas que Ele está fazendo que você não vê, Eileen.” Então, obrigada.
Nancy: Alguém já disse que a vontade de Deus é exatamente aquilo que escolheríamos se soubéssemos o que Deus sabe — e esse é o coração da providência. É saber que Deus vê e que Deus sabe. É confiar no coração dele quando não conseguimos ver a Sua mão.
É dizer: “Senhor, quando eu puder olhar para trás no tempo ou na eternidade e rever tudo isso, verei que Tu fizeste todas as coisas bem. Então agora, quando estou no meio desta fornalha, deste Mar Vermelho, desta perda de um filho, desta opressão mental, emocional, física — seja qual for o ataque do inimigo, seja qual for o obstáculo — eu confio que Tu estás aqui. Tu estás trabalhando. Tu estás agindo. Tu estás cumprindo os Teus propósitos, e que, se eu soubesse agora o que Tu sabes agora, eu diria: ‘Senhor, Tu não estás cometendo nenhum erro.’”
Entenda, vivemos em um mundo caído, e há muitas coisas que acontecem que não são o que Deus teria ordenado. A morte, para começar, não fazia parte do plano de Deus. Mas, em um mundo caído, onde o pecado tem consequências — e onde até os pecados de outras pessoas têm consequências sobre nós — é simplesmente um mundo contaminado. E, no meio disso, temos um Deus redentor que está fazendo novas todas as coisas, que não comete erros e que, de maneira inexplicável, pega essas coisas. . . Ele faz até mesmo a ira dos homens louvá-Lo (Sl. 76.10, paráfrase), dizem as Escrituras.
Ele toma o quebrantamento, a queda, a desordem, a disfunção e, em Seu incrível poder redentor, faz com que até faraós, Heródes e pessoas pecadoras acabem sendo instrumentos que trazem glória a Ele. Nós não conseguiríamos fazer isso, mas Deus faz.
É nesse sentido que Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam e que são chamados segundo o Seu propósito (Rm. 8.28, paráfrase). E qual é o propósito dele? É nos tornar semelhantes a Jesus. É nos conformar à Sua imagem. E tudo isso faz parte desse processo.
Por isso, quando nossos olhos estão cheios de lágrimas, quando não entendemos, quando não compreendemos, quando não conseguimos explicar. . . cada uma de nós provavelmente tem agora alguma circunstância de vida que é inexplicável. Parece um nó que não pode ser desatado, um quebra-cabeça que não pode ser resolvido, peças que não conseguem se encaixar. Estou lidando com uma situação assim neste momento, e não consigo ver nenhuma forma de juntar as peças, de fazer funcionar, de consertar. O que você faz? Você confia e espera no Senhor.
Você espera com paciência e não manipula. Você não — bem, eu ia dizer que você não reclama, embora eu mesma já tenha reclamado. Confesso. Então, o que você faz? Você diz: “Obrigada.”
Você diz: “Senhor, eu Te louvarei. Minha boca Te exaltará o tempo todo, independentemente do que eu sinta, independentemente do que esteja acontecendo. Bendirei o Senhor em todo tempo.”
Você espera e deixa Deus ser Deus. Você diz: “No tempo certo, eu verei e entenderei.” Se não for neste tempo, nesta vida, então na próxima eu verei que Deus estava sendo glorificado e estava me abençoando. Deus nos ama. Ele quer nos abençoar, Seus filhos, e essas coisas resultarão no nosso bem e na Sua glória.
Graças a Deus, a maioria de nós consegue olhar para trás e ver alguns episódios da vida em que algo parecia completamente confuso, bagunçado ou destruído naquele momento, e Deus nos deu tempo suficiente e perspectiva para olhar para trás e dizer: “Ah, agora eu consigo ver.”
Mesmo quando não conseguimos ver — como na perda do meu pai, com sete filhos, de oito a vinte e um anos, e uma viúva de quarenta anos — já vi algumas coisas tão boas que Deus trouxe a partir disso, pelas quais eu bendigo o Senhor. Mas garanto que há centenas de coisas que ainda não vi.
“O que olhos nunca viram, ouvidos nunca ouviram, é o que Deus preparou”, em Sua providência, “para aqueles que O amam” (1 Co. 2.9, paráfrase). Pelas coisas que conseguimos ver, agradecemos a Deus. Mas confiamos, esperamos e louvamos, mesmo em meio aos momentos em que ainda não conseguimos enxergar qual será o resultado.
Raquel: Outra ouvinte fez a seguinte observação: “Para nós que já fizemos ponto cruz ou bordado, muitas vezes — e no meu caso em particular — quando você olha para o avesso, está tudo cheio de nós. Não é nada bonito. É assim que, às vezes, vemos a vida. Mas Deus está lá em cima, olhando para o bordado pelo lado certo, vendo que é um quadro perfeito e belo.
Nancy: Que ótima ilustração.
Raquel: Temos mais um testemunho que vai te abencoar:
“Ontem à noite, uma das minhas netas ligou. Ela tinha um trabalho da escola em que precisava entrevistar alguém que fosse missionário ou que tivesse feito uma viagem missionária. Então ela me ligou e enquanto respondia às perguntas dela e contava sobre a viagem, lembrei-me disso.
Foi uma viagem que fiz a Honduras. Eu disse: “Allie”, enquanto respondia, “uma das coisas que surgiu dessa viagem foi uma história preciosa de providência que agora posso compartilhar com você, ensinar lições, conversar sobre isso.”
Ela dizia: “Ah, vovó, não acredito que você pôde fazer isso! Meu Deus, agora eu vejo o que Deus fez!”
Fui com alguns amigos surdos para Tegucigalpa, Honduras. Na semana anterior à nossa chegada, visitamos um orfanato onde uma avó havia levado uma netinha cuja mãe a havia abandonado. A menina era surda.
Era a primeira criança surda que aquele orfanato já havia recebido. Uma das minhas amigas, chamada Pat, também é surda. Ela era professora, e quando chegamos lá, ela não tinha filhos.
Quando chegou, ela conheceu aquela menina, Nori, que não conhecia nenhum sinal. Ela não tinha nenhuma linguagem. Minha amiga se ajoelhou diante dela e começou a ensiná-la a se comunicar em língua de sinais, apenas para soletrar o próprio nome.
Mais tarde, ela voltou e perguntou ao marido se poderiam pensar em adotar Nori — o que acabaram fazendo. Eu disse à Allie: “Dessa viagem, essa menina veio para os Estados Unidos pouco tempo depois. Hoje ela está na faculdade. Ela se tornou cristã. Teve uma família piedosa. E, naquela viagem, não foi nada que eu fiz.”
Outra mulher que estava comigo sentiu-se chamada a voltar no ano seguinte, iniciou uma igreja para surdos e depois uma escola para surdos, buscando crianças e famílias em toda Honduras para participarem. Então eu disse: “Mesmo que eu, Allie, não tenha feito essas coisas, pude testemunhar.”
Não usei a palavra providência ontem à noite, mas é disso que estamos falando. Foi um testemunho bonito e um momento especial com minha neta, para compartilhar essas coisas e dar a ela uma visão, porque ela pensou: “Uau, talvez um dia eu também vá a uma viagem missionária.”
Nancy: Pense nesses seus amigos surdos, cujos pais talvez, em algum momento, ao perceberem que tinham um filho que não podia ouvir, tenham se perguntado: “Onde está Deus? O que está acontecendo?” Eles podem ter ficado angustiados ou aflitos. Avance alguns anos agora e veja como Deus fez desses seus amigos instrumentos de bênção e graça na vida de outros. Você não sabe. . . nós simplesmente não conhecemos a história completa.
Raquel: E ela continua dizendo o seguinte:
“Sim, com certeza. Meu filho nasceu surdo de um ouvido, e só descobrimos isso quando ele estava na primeira série. Um dia ele atendeu o telefone e disse: “Não estou ouvindo nada.”
Por causa disso, fiquei muito aberta ao Senhor para aprender língua de sinais e me envolver em um ministério para surdos na igreja. Mas, naquela época, assim como você disse, Nancy, eu só pensava: “O que é isso? O que está acontecendo?” Mas foram tantas bênçãos que vieram sob as nossas vidas, os amigos que fiz, os ministérios dos quais participei por causa daquele ouvido surdo. . .”
Você confia que Deus pode usar as circunstâncias da sua vida para o seu bem e para o bem dos seus filhos?
Se você perdeu algum episódio dessa série até agora, pode ouvi-los no nosso site, avivanossoscoracoes.com. Confie em mim, você vai querer ouvir a série inteira. É uma das minhas favoritas.
Essa ouvinte compreende algo importante: precisamos entregar todas as nossas circunstâncias, por mais desafiadoras que sejam, nas mãos de Deus. Nancy e seu marido, Robert, escrevem sobre isso no livro Deixe Deus escrever sua história. Há um capítulo chamado Vivendo sob a Providência. Eles também falam sobre confiar em Deus quando o casamento está em crise, quando você anseia por um cônjuge, quando enfrenta pressão financeira, quando um filho parte seu coração, e muito mais.
Clique no link aqui na transcrição deste episódio para saber como adquirir o livro de Robert e Nancy sobre os mistérios da providência, ou visite o nosso site, avivanossocoracoes.com e clique na aba “Livros/livretos.”
A menina que cuidou de um príncipe quando criança cresceu e se tornou uma excelente líder de cânticos — e seu irmão também. Entraremos em um novo e importante episódio da vida de Miriã.
Aguardamos você amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.