Raquel Anderson: Você já se sentiu como se estivesse criando filhos em um mundo hostil? Aprenda uma lição com Joquebede, a mãe de Moisés. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A preservação da vida de Moisés não aconteceu por acaso. Deus estava supervisionando tudo.
Mas Joquebede escondeu aquele menino por três meses. Ela encontrou aquela arca. Certificou-se de que fosse impermeável. Colocou-a em um lugar estratégico, onde a filha de Faraó passaria. Colocou sua filha, Miriã, ali para vigiar. Houve intencionalidade.
“O nosso pensamento não era simplesmente entregar nossos filhos ao inimigo”, era essa a mentalidade. “Vamos fazer o que pudermos para estar vigilantes e atentas.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Se você é mãe e alguém lhe pergunta: “O que você faz?”, você já …
Raquel Anderson: Você já se sentiu como se estivesse criando filhos em um mundo hostil? Aprenda uma lição com Joquebede, a mãe de Moisés. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: A preservação da vida de Moisés não aconteceu por acaso. Deus estava supervisionando tudo.
Mas Joquebede escondeu aquele menino por três meses. Ela encontrou aquela arca. Certificou-se de que fosse impermeável. Colocou-a em um lugar estratégico, onde a filha de Faraó passaria. Colocou sua filha, Miriã, ali para vigiar. Houve intencionalidade.
“O nosso pensamento não era simplesmente entregar nossos filhos ao inimigo”, era essa a mentalidade. “Vamos fazer o que pudermos para estar vigilantes e atentas.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Render-se completamente a Deus, na voz de Renata Santos.
Se você é mãe e alguém lhe pergunta: “O que você faz?”, você já respondeu: “Sou só mãe”? Lembro-me de uma época em que muitas pessoas nem sabiam o meu nome. . . Eu era apenas a mãe da Anna Laura, a mãe da Larissa, a mãe da Glenda. E sabe de uma coisa? Tudo bem, porque eu acreditava absolutamente, sem sombra de dúvida, que meu trabalho como mãe era o trabalho mais importante que eu jamais teria na vida. Não existe “apenas” nisso.
Na nossa sociedade, pode ser fácil para os pais irem à deriva, seguir o fluxo sobre o quanto é importante — ou não — ser pai ou mãe, ou criar os filhos do mesmo jeito que todo mundo cria.
Por isso é tão importante que mães (e pais) entendam o quão vital é o seu papel como pais. Nancy vai desafiar as mães a criarem seus filhos com intencionalidade, à medida que continua a série chamada Lembre-se de Miriã.
Nancy: Li outro dia uma resposta interessante de uma mãe a quem perguntaram qual era sua profissão. Veja como ela respondeu:
Estou socializando dois homo sapiens nos valores dominantes da tradição judaico-cristã, para que eles possam ser instrumentos da transformação da ordem social na utopia teleologicamente prescrita, inerente à mensagem salvadora do Evangelho de Jesus Cristo. E você, o que faz?
Essa foi a resposta dela. Bem, em Êxodo 1 e 2 — esses dois capítulos que estamos estudando nesta série — vemos o impacto transformador do mundo de cinco mulheres — duas delas nomeadas, três não nomeadas nesse texto — que tinham o coração de Deus para a próxima geração e uma visão do que Deus poderia fazer se fossem obedientes e fiéis.
Elas viveram o propósito de Deus e o chamado de Deus em suas vidas. Como resultado, fomos abençoadas sobremaneira, pois elas se tornaram instrumentos do plano redentor de Deus.
Caso você tenha perdido os dois primeiros episódios desta série, vou fazer um breve resumo agora, mas você também pode acessar os episódios anteriores no nosso site, avivanossoscoracoes.com e clicar na aba Podcasts.
Bem, os filhos de Israel eram escravos no Egito. Faraó havia decretado que todos os bebês do sexo masculino deveriam ser afogados no rio Nilo.
No meio disso, uma mulher da tribo de Levi (seu nome era Joquebede, embora isso não seja mencionado nesse texto) engravida. Ela concebe e dá à luz um menino. Todos os meninos deveriam morrer.
Ela olha para aquela criança e diz: “Esta criança é preciosa. Eu não posso deixá-la morrer.” Ela não pode entregar essa criança a Faraó. Ela não vai entregar essa criança a Faraó.
Ela exerce fé, e essa fé a livra do medo. Ela esconde a criança por três meses. Então, quando não pode mais escondê-la, coloca o bebê em um cesto no rio Nilo — onde todos os meninos deveriam ser afogados — e entrega seu filho.
Ela poderia ter sido dominada pelo medo, mas não foi, porque percebeu que nossas vidas não são controladas pelo acaso. Não são controladas pelo destino. Alguém — com “A” maiúsculo — está observando. Alguém está cuidando; Alguém está agindo; Alguém está trabalhando em nosso favor. Isso me traz de volta a este assunto que mencionei anteriormente nesta série: a providência de Deus. Providência. Costumo dizer que amo viver debaixo da providência.
O que é a providência de Deus? Vamos vê-la claramente nesta passagem. Deus vê à frente. Providência: pro igual antes, vidência igual visão. Deus tem visão. Ele consegue ver adiante. Nós não conseguimos ver o que vai acontecer daqui a dez segundos, nem a um segundo, muito menos a dez minutos, dez semanas ou dez anos. Mas Deus tem a visão do alto. Ele vê tudo. Ele vê o que está por vir e faz provisão para aquilo que só Ele vê e conhece.
Podemos dividir a palavra assim: pro-vidência — a providência de Deus. Ele provê para aquilo que sabe que está chegando. Ele está sempre orquestrando as circunstâncias e os acontecimentos da nossa vida para cumprir Seus propósitos.
À medida que continuamos esse relato em Êxodo 2, gostaria que você observasse as evidências da mão providencial e do cuidado de Deus. Inclusive, nas minhas anotações, escrevi a letra “P” maiúscula ao lado de alguns desses detalhes, alguns desses acontecimentos, para mostrar que essas coisas não acontecem por acaso. São evidências da mão invisível de Deus em ação nessas situações. O interessante sobre a providência é que, na maioria das vezes, você não consegue vê-la enquanto está no meio das circunstâncias. Você só a vê quando olha para trás.
Por isso precisamos confiar agora, quando não conseguimos ver o que Deus está fazendo, sabendo que um dia veremos e entenderemos que Deus não estava alheio. Ele não estava inativo. Ele não estava dormindo em Seu trono. Ele estava muito ativamente envolvido, sabendo o que estava acontecendo e trabalhando para prover.
Quando chegamos a Êxodo 2, a mãe, Joquebede, coloca seu filho naquele cesto no rio Nilo. Versículo 4: “A irmã do menino ficou de longe, para ver o que ia acontecer com ele.”
É aqui que somos apresentadas a Miriã, embora seu nome não seja mencionado nesse texto. Esta é a primeira referência à mulher Miriã, que estudaremos nos próximos episódios.
As Escrituras não dizem quantos anos ela tinha. Provavelmente estava entre sete e doze anos. Era uma menina, uma jovem. Vejo aqui uma menina vigilante, atenta, responsável. Afinal, ela era a primogênita, e nós, primogênitas, somos responsáveis, não é?
Ela está cuidando das coisas. É a irmã mais velha. E seu instinto, assim como o da mãe, é proteger. Ao vermos Miriã nessa primeira de três cenas que as Escrituras registra, de sua vida, ela está aprendendo suas primeiras lições de fé ainda jovem. Esse episódio moldará sua vida. Moldará a mulher que ela se tornará.
Ao olhar para minha própria vida, lembro-me de episódios da infância em que comecei a ver a mão de Deus em ação, a perceber a providência de Deus, a ver como a fé dos meus pais começou a se tornar a minha própria fé. Vi com meus próprios olhos Deus fazer coisas que não tinham outra explicação. E é isso que estava acontecendo com Miriã.
No versículo 5, somos apresentadas à quinta dessas cinco mulheres que estamos observando em Êxodo 1 e 2. As duas parteiras; Joquebede, a mãe do bebê Moisés; Miriã, sua irmã mais velha; e agora encontramos a quinta mulher. Versículo 5: “A filha de Faraó desceu para se banhar no rio.”
Coloquei um “P” maiúsculo ao lado dessa parte do texto nas minhas anotações. O fato de a filha de Faraó — quem era o pai dela? O homem que havia decretado que todos os bebês do sexo masculino fossem afogados — descer para se banhar naquele lugar do rio, naquele exato momento.
Coincidência? Acho que não. Providência. Enquanto “as moças que tinham vindo com ela passeavam pela margem. Quando ela viu o cesto no meio dos juncos.” Coloque outro “P” aí — Providência.
Ela viu aquele cesto. O Nilo é um rio enorme — seria fácil não notar algo assim. Mas Deus a colocou exatamente naquele lugar, e o cesto exatamente naquele lugar. Ele havia flutuado? Tinha permanecido onde estava? Não sabemos. Mas, onde quer que estivesse naquele momento, ela o viu. Isso é providência.
“Mandou que uma das criadas fosse buscá-lo.” Vejo providência aí também — o fato de essa criada não gritar, não denunciar o bebê, não se opor à princesa ao pegá-lo. Isso fazia parte do plano de Deus: que todas essas mulheres envolvidas fossem usadas para proteger a vida, e não para destruí-la.
Versículo 6: “Abrindo o cesto, viu a criança; e eis que o menino chorava.” Coloque outro “P” de providência aí. Deus sabia o momento exato em que faria esse bebê chorar para tocar o coração daquela mulher.
“Ela teve compaixão dele.” Outro “P” — providência. As mulheres egípcias não eram ensinadas a amar crianças hebreias. Ela poderia muito bem ter sido influenciada pela posição de seu pai em relação aos hebreus. Mas Deus colocou essa compaixão em seu coração. Deus colocou essa misericórdia em seu coração. Ela disse: “Este é um menino dos hebreus.”
Versículo 7: “Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: ‘Quer que eu vá chamar uma das hebreias para que sirva de ama e crie esta criança para a senhora?’”
Voltamos a Miriã. Aqui vemos uma menina que tem a cabeça no lugar. Ela reage rapidamente em uma crise. É uma jovem capaz, e veremos isso se manifestar mais tarde em sua vida. Versículos 8–9:
A filha de Faraó respondeu: ‘Vá.’ A moça foi e chamou a mãe do menino. Então a filha de Faraó disse à mulher: ‘Leve este menino e amamente-o para mim; eu darei um salário para você.’ A mulher pegou o menino e o criou.
Coloque um grande “P” maiúsculo ao lado desse versículo. Aqui está a filha de Faraó. Deus move o coração dessa princesa pagã, dá a ela compaixão pelo indefeso, por esse bebê. E então a própria mãe da criança acaba recebendo pagamento da casa de Faraó para cuidar do seu filho.
Não há como negar o elemento sobrenatural aqui! Humanamente falando, não havia possibilidade de tudo isso acontecer. Faraó odiava os hebreus. Ele estava determinado a exterminá-los.
Sem a providência de Deus, o desfecho dessa história teria sido completamente diferente. Não havia nenhuma chance humana, fora da providência divina, de a vida de Moisés ser poupada, muito menos de sua mãe ser paga para cuidar dele.
Agora, Joquebede provavelmente cuidou de seu filho apenas nos primeiros dois ou três anos de vida. As mães hebreias, naquela época, amamentavam seus filhos até por volta dos dois ou três anos de idade.
Assim, Moisés passou esses primeiros anos sendo nutrido no contexto de uma família de fé, uma família temente a Deus. Não tenho dúvida de que Joquebede orava por seu filho enquanto ele estava com ela — e também depois que ele foi viver no palácio de Faraó.
Mas, enquanto o tinha consigo, você não acha que ela lhe ensinava sua verdadeira identidade? “Este é quem você é”; sussurrando em seus ouvidos, mesmo que ele entendesse tão pouco, as promessas de Deus, a aliança de Deus; apresentando-o ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Moisés foi instruído na fé hebraica muito antes de ser exposto à educação egípcia. E, ao crescer e se tornar um homem no palácio do Egito, esse ensino inicial, recebido no colo de sua mãe, permaneceu gravado em seu coração. Vemos aqui a influência duradoura desse treinamento inicial que ele recebeu de sua mãe.
Quando o menino já era grande, ela o levou à filha de Faraó, da qual ele passou a ser filho. Esta lhe deu o nome de Moisés e disse: ‘Porque das águas o tirei.’
Moisés é, portanto, um nome egípcio. A palavra significa literalmente “tirado” ou “retirado”. É um nome descritivo, primeiro porque ele foi tirado das águas. A mesma água que deveria matá-lo tornou-se o lugar de sua salvação. Ele foi tirado da água.
Mas também foi um nome profético, porque oitenta anos depois ele seria usado para tirar o povo de Deus do Egito e conduzi-lo pelo Mar Vermelho.
Toda essa ironia — é providência novamente — ele é resgatado do rio pela própria filha de Faraó e cresce sob a proteção daquele que havia ameaçado sua existência. Faraó havia decretado que todos os bebês hebreus do sexo masculino deveriam ser afogados.
Mas, no final, Deus decretaria que todo o exército de Faraó fosse afogado no Mar Vermelho. Vemos claramente que Deus está no controle. O céu reina.
Gostaria de ressaltar aqui que Deus pode agir na vida de seus filhos de maneiras diferentes daquelas que você espera. Quem poderia imaginar que a filha do tirano que decretou o extermínio de todos os bebês do sexo masculino seria o instrumento da libertação de Moisés desse decreto?
O que isso nos diz? Deixe Deus escrever o roteiro. Deixe que Ele faça do jeito dele.
Moisés cresce e se torna um grande homem de Deus, como todas sabemos — legislador, libertador, líder, servo de Deus, um homem de convicção. Não precisamos de homens assim hoje?
Homens de coragem, de convicção, servos de Deus, homens que conhecem a Deus — maridos, pais, pastores, líderes empresariais, líderes civis, líderes políticos. Precisamos desse tipo de homem.
Mas deixe-me dizer algo: não teria havido um Moisés sem cinco mulheres que impactaram e preservaram sua vida nos primeiros anos. É realmente verdade que a mão que embala o berço governa o mundo. Vemos essas mulheres sendo instrumentos nas mãos de Deus — as parteiras, Joquebede, Miriã, a filha de Faraó.
Elas tinham origens diferentes. A maioria não tinha influência ou poder político. A maioria não tinha voz. Não tinham privilégios econômicos. Mas Deus as usou de maneira significativa.
Faraó via as crianças como uma ameaça e tentou se livrar delas. Achava que eram desnecessárias, descartáveis. Mas essas mulheres viam as crianças como preciosas, como uma bênção a ser protegida. Até mesmo a filha de Faraó, uma princesa pagã, enxergou aquela criança dessa forma.
Eram mulheres que sabiam amar. Eram mulheres de fé. Eram mulheres que não tinham medo de intervir. Estavam dispostas a se envolver.
Outras ao redor delas estavam se curvando, desejando agradar, cedendo, encolhendo-se diante daquela ordem mundial. Mas ali estavam algumas mulheres dispostas a se posicionar contra a cultura dominante. Cinco mulheres, soberanamente colocadas naquele lugar, naquele momento da história, por Deus, com um propósito. Como foi dito a Ester: “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?”
Essas mulheres não tinham ideia do quadro completo. Não haviam lido o livro de Êxodo. Não sabiam tudo o que iria acontecer. Não conheciam as implicações de longo prazo de suas escolhas, de sua fé e de suas ações. Elas estavam simplesmente sendo fiéis no momento que Deus lhes deu.
Estavam sendo dirigidas por Deus mesmo sem perceber. Apenas viviam aquilo que Deus havia colocado em seus corações. Como resultado, humanamente falando, essas mulheres mudaram o curso da história.
Olho para essas mulheres e penso: “Ó Deus, elas foram mulheres verdadeiras. Faz de nós mulheres verdadeiras.” Precisamos de mulheres verdadeiras hoje, que se envolvam na preservação da vida e no avanço do Reino de Deus das muitas maneiras pelas quais Deus escolhe usar as mulheres hoje.
Ouça, você não precisa ter filhos biológicos para ter um papel na preservação da vida. Ao que parece, aquelas duas parteiras não tinham filhos próprios até que Deus as abençoou mais tarde. Mas Deus as usou para proteger os filhos de outras pessoas.
Sou grata pelas mulheres solteiras que Deus está usando para ter interesse e um coração voltado para a próxima geração. Você não precisa ser uma mulher mais velha. Deus usou Miriã, uma jovem menina. Deus até usou aquela princesa pagã. Deus pode usar qualquer pessoa que esteja disposta a ser instrumento em Suas mãos.
- Disposição para ter filhos
- Amor pelas crianças
- Senso de responsabilidade
- Instinto protetor
Estas são as características das mulheres que Deus usou naquela época e das mulheres que Deus usa hoje:
- mulheres de coragem e convicção, dispostas a desafiar o sistema infanticida deste mundo
- dispostas, se necessário, a arriscar a própria vida para preservar a vida
- mulheres que temem a Deus mais do que temem os homens e, por isso, não têm medo de reis e leis injustas
- mulheres criativas
- mulheres intencionais
Foi necessário planejamento e esforço por parte de várias dessas mulheres. A preservação da vida de Moisés não aconteceu por acaso. Deus estava supervisionando tudo.
Joquebede escondeu aquele bebê por três meses. Ela preparou o cesto, certificou-se de que fosse impermeável. Colocou o cesto em um local estratégico, onde a filha de Faraó passaria e orientou sua filha, Miriã, a vigiar. Houve intencionalidade.
“O que pensamos não foi simplesmente entregar nossos filhos ao inimigo. Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para sermos vigilantes e atentas.”
Mas, enquanto eram vigilantes, atentas e intencionais, elas também confiaram em Deus para fazer aquilo que elas não podiam fazer. Eu amo o fato de que aqui temos as circunstâncias mais adversas imagináveis quando se trata da questão dos filhos — de forma alguma um governo favorável às crianças — e, ainda assim, vemos mulheres que não estão frenéticas, não estão em pânico e não estão com medo.
Às vezes, quando eu ouço o que está acontecendo nas notícias — ouço falar de certa lei, ouço determinados políticos eleitos ou possíveis candidatos dizendo absurdos, coisas antibíblicas, medidas anti Deus e anti família — às vezes dá vontade de jogar coisas na televisão.
Mas isso não resolve nada. Você não vê essas mulheres gritando, nem tendo reações impulsivas ou cheias de pânico. Você as vê sendo mulheres calmas, determinadas e confiantes — mulheres corajosas.
Há outra coisa que percebo ao observar essas mulheres. Isso não foi um esforço individual de nenhuma delas. Na providência de Deus, Ele reuniu a vida dessas cinco mulheres.
Nenhum ser humano jamais poderia ter escrito esse roteiro. Ninguém jamais poderia ter orquestrado como aquelas parteiras, Joquebede e Miriã se conectariam com a filha de Faraó. Só Deus poderia ter feito isso.
Mas Deus fez isso “para um tempo como este” (Ester 4.14). Isso me diz que há valor em mulheres se unirem, em verdadeiras mulheres de Deus dizerem: “Olha, não conseguimos fazer isso sozinhas; mas, pela graça de Deus, vamos dar as mãos, unir corações e caminhar junto com outras mulheres que pensam e sentem da mesma forma, para crer em Deus por um movimento de avivamento e reforma em nossas vidas, em nossos casamentos, em nossos lares, em nossas igrejas e em nosso mundo.”
Precisamos ter uma visão não apenas para a nossa geração, mas também para a próxima. E precisamos ter a mentalidade de que não estamos dispostas a simplesmente entregar nossas famílias ao inimigo, a capitular às exigências da cultura.
Ouça: nossos filhos correm muito mais risco por causa de formas de pensar ímpias que absorvem da cultura, da mídia e dos amigos do que por políticas governamentais em nossa nação hoje.
Pode chegar o dia em que eles estejam em risco por causa de políticas governamentais — e algumas são realmente ruins. Mas são as coisas invisíveis. Precisamos dizer: “Não vamos deixar o inimigo ficar com nossos filhos. Vamos ser intencionais em clamar a Deus e fazer o que estiver ao nosso alcance para preservar suas vidas jovens.”
O decreto sanguinário de Faraó foi apenas uma das muitas tentativas satânicas ao longo da história de destruir o povo escolhido de Deus. Ele fez isso naquela época; faz isso hoje. Ele quer atacar sua família. Quer atacar seu casamento, seus filhos, seus netos. Satanás quer atacar toda a próxima geração.
Por isso, tenho um peso no coração pelas jovens mulheres e pelos jovens homens, para que abracem os caminhos de Deus e se tornem homens e mulheres de Deus que possam oferecer liderança piedosa em sua geração.
Satanás estava tentando eliminar toda aquela nação para que Cristo, o Messias, não nascesse. E ele quer eliminar a igreja hoje. Se não a exterminar completamente, então torná-la inútil, colocá-la de lado, envolvê-la com o mundo de tal forma que não tenha impacto algum sobre ele.
É isso que Satanás quer, para que o Evangelho de Jesus Cristo não seja anunciado ao mundo. Estamos chamando mulheres verdadeiras para se unirem e dizerem: “Não vamos deixar Satanás vencer neste mundo. Pela graça de Deus, estamos do lado vencedor e queremos ver o Rei Jesus reinar e governar neste mundo.”
Veja bem, quando Deus decide abençoar Seu povo, como fez nos dias de Moisés, não há rei nem governante algum que possa frustrar o plano de Deus. Tudo o que os homens tentarem fazer para destruir o povo de Deus acabará se tornando um instrumento que Deus usará para uma bênção ainda maior e para o crescimento do Seu reino.
Faraó estava tramando a exterminação do povo de Deus, mas Deus estava planejando sua libertação. Acho que hoje estamos muito mais atentas às tramas do mundo e da cultura para apagar a vida da igreja e silenciar o cristianismo.
Mas precisamos estar mais conscientes do fato de que Deus está vivo. O Espírito Santo de Deus está pairando sobre este mundo, e Ele está planejando a libertação e o resplendor e a divulgação da Sua glória neste mundo.
Na batalha entre Deus e Satanás, mulheres verdadeiras podem desempenhar um papel fundamental no plano de Deus. Faraó, o homem mais poderoso de sua época, tinha um plano que ele achava que certamente daria certo. Mas esse plano foi derrotado pelo amor, pela fé e pela coragem de cinco mulheres, incluindo uma mãe chamada Joquebede.
Joquebede não sabia qual seria o papel de Moisés, qual seria seu chamado, qual seria seu futuro. Ela era apenas uma mãe que amava seu filho e exerceu fé em favor dele.
E aqui está algo que me marcou: Joquebede não viveu para ver o resultado de sua fé — e talvez você também não viva. Mas tenha ânimo e tenha certeza de que Deus está escrevendo a história e, no final, ela trará grande glória a Ele.
Raquel: Você está disposta a ser usada como instrumento nas mãos do Senhor? Nancy DeMoss Wolgemuth tem descrito o poder de uma mãe que confia em Deus e age com coragem. Ela já volta para orar.
Hoje, vimos um retrato de obediência voluntária de cinco mulheres fiéis, bem como evidências da providência de Deus ao longo de toda essa história. Uma frase que Nancy costuma dizer — e que ela mencionou mais cedo hoje — é: “Eu amo viver sob a providência.” Eu também amo, Nancy.
As cinco mulheres dessa história sabiam que Deus estava escrevendo o roteiro. Elas confiaram no Senhor, e sua fé acabou mudando a história. E se você está sendo abençoada e esta série está trazendo ânimo à sua vida, considere compartilhar este conteúdo com outras mulheres que você acredita que serão abençoadas também.
A nossa querida ouvinte, Alessandra que mora na Suiça compartilhou o seguinte: “Ah, estou lendo a Bíblia todos os dias com vocês, meu caderno está cheio de anotações, está maravilhoso. Estou lendo, anotando versículos que falam ao coração e meditando neles e orando. Está leve e realmente prazeroso, esse ano estou conseguindo me deleitar na presença de Deus tanto em oração quanto em leitura da palavra. Muito obrigada por tudo Nancy e toda a equipe! Que o Senhor continue abençoando vocês. Todas são muito preciosas e especiais.”
Como você sabe, o ministério Aviva Nossos Corações é sustentado inteiramente por doações e se você deseja que mais conteúdos como este continuem sendo disponibilizados em português no Brasil e ao redor do mundo, considere fazer uma doação de qualquer valor. Visite o nosso site, e obtenha informações de como fazer a sua doação por PIX ou cartão de crédito.
Amanhã você aprenderá como plantar de forma eficaz as sementes do Evangelho em seus filhos. Para encerrar nosso tempo hoje, vamos orar com Nancy.
Nancy: Senhor, eu Te agradeço por essas mulheres e como elas desempenharam um papel tão crucial no drama da redenção e no Teu plano de libertar Teu povo da opressão do Egito por meio de Moisés, o libertador, Moisés, o legislador, que daria a Lei que apontaria para Jesus.
Senhor, ficamos cheias de expectativa ao pensar em como Tu podes querer usar nossas vidas para participar do grande drama da redenção que Tu estás conduzindo hoje. Pedimos que nossas vidas sejam usadas de maneiras que só Tu podes orquestrar, para apontar pessoas a Jesus e para serem instrumentos de libertação e resgate de pecadores da escravidão do pecado e de Satanás, trazendo-os para o reino da luz.
Ó Senhor, dá-nos visão, fé e coragem para a forma como Tu queres usar nossas vidas como mulheres, para um tempo como este. Oramos em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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