Raquel Anderson: Depois de atravessar o Mar Vermelho, os israelitas testemunharam a destruição de seus inimigos e, então, adoraram a Deus, como explica Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ele triunfou gloriosamente. Não é obra de nossas mãos. Não são nossos esforços. Não são nossos planos. É o poder de Deus, e somente o poder de Deus, que explica o julgamento de Seus inimigos e a redenção de Seu povo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Miriã é uma personagem bíblica que geralmente não recebe muita atenção, mas é uma das minhas favoritas, e sua vida tem muito a ensinar a você e a mim sobre confiança e adoração. É isso que temos descoberto na série Lembre-se de Miriã. Se você …
Raquel Anderson: Depois de atravessar o Mar Vermelho, os israelitas testemunharam a destruição de seus inimigos e, então, adoraram a Deus, como explica Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ele triunfou gloriosamente. Não é obra de nossas mãos. Não são nossos esforços. Não são nossos planos. É o poder de Deus, e somente o poder de Deus, que explica o julgamento de Seus inimigos e a redenção de Seu povo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Miriã é uma personagem bíblica que geralmente não recebe muita atenção, mas é uma das minhas favoritas, e sua vida tem muito a ensinar a você e a mim sobre confiança e adoração. É isso que temos descoberto na série Lembre-se de Miriã. Se você perdeu os episódios anteriores, pode acessá-los no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Aqui está Nancy para continuar o quinto episódio.
Nancy: Em 1869, houve um evento realizado durante cinco dias em Boston chamado O Jubileu da Paz Nacional. Na verdade, foi em comemoração, quatro anos depois, do fim da Guerra Civil. O evento aconteceu em um coliseu coberto que acomodava 50 mil pessoas e que havia sido construído especialmente para aquela ocasião.
Foi uma extravagância musical, idealizada por um músico específico, um diretor musical. Ele reuniu um coral de 10 mil vozes, acompanhado por uma orquestra com mil músicos. Tente imaginar isso. Havia duzentos apenas na seção de violinos!
A abertura diária do evento foi dada com uma interpretação ensurdecedora de Castelo Forte, de Martinho Lutero. O clímax de cada um dos cinco dias da convenção era uma apresentação do Coro da Bigorna, de Verdi, que contou com cem bombeiros de Boston, com martelos de ferreiro, batendo em bigornas que estavam no palco — cem bigornas no palco — e eles batiam com esses martelos, criando muito barulho e chuvas de faíscas, enquanto a orquestra de mil músicos tocava e o coral de 10 mil vozes cantava.
Além disso, sinos de todas as torres das igrejas de Boston soavam juntos. Havia canhões do lado de fora do prédio que eram disparados no ritmo da música com o toque de um botão ao lado do estande de partituras do maestro. Esses canhões faziam o chão tremer por quilômetros ao redor!
Foi um grande evento. Um relatório sobre esse evento disse: “A plateia pulsante de 40 mil pessoas pulava para cima e para baixo, acenando loucamente programas, bandeiras, leques e lenços.”Alguns relataram depois que acharam que tinham ido ao céu. “O efeito foi avassalador”, dizia o relatório. Um homem correu da plateia e mandou um telegrama para sua esposa: “Venha imediatamente. Sacrificarei qualquer coisa para tê-la aqui. Isso nunca acontecerá novamente.”
Hoje vamos olhar para outra celebração musical que aconteceu muitos anos antes, e aqueles que estavam lá diziam: “Isso nunca acontecerá novamente.”
Deixe-me voltar um pouco e nos dar um pouco mais de contexto. Nesta série, estamos estudando a vida de Miriã, embora tenhamos feito alguns desvios para observar outros episódios relacionados à vida dessa mulher.
Vimos nos últimos episódios os acontecimentos em torno do nascimento de Moisés em Êxodo 1 e 2, e percebemos que Miriã foi uma das cinco mulheres que arriscaram suas vidas para desafiar o decreto do rei de destruir todos os bebês do sexo masculino. E você se lembra de que a vida de Moisés foi salva como resultado da coragem e bravura dessas mulheres.
Ele foi adotado pela filha de Faraó, e toda essa cena em Êxodo 1 e 2 é a primeira de três grandes cenas nas Escrituras que fazem referência à vida de Miriã. Essa primeira cena foi quando ela era criança, por ocasião do nascimento de seu irmãozinho Moisés.
Nos próximos dias, queremos olhar para a segunda cena da vida de Miriã, que acontece em Êxodo capítulo 15. Se possível, abra sua Bíblia em Êxodo 15, mas antes de mergulhar nessa passagem, hoje quero nos dar um pouco de contexto e pano de fundo dessa cena. Para isso, quero dar uma visão geral bem rápida do que acontece entre Êxodo 2, onde paramos da última vez, e Êxodo 15, onde retomamos agora.
Você se lembra de que Moisés cresce no palácio de Faraó, no Egito, e aos quarenta anos é forçado a fugir da terra do Egito porque mata um egípcio que vê maltratando um de seus irmãos hebreus. Ele foge para Midiã, onde passa outros quarenta anos no deserto, apascentando os rebanhos de seu sogro.
Moisés fica fora por quarenta anos e, enquanto isso, no Egito, os hebreus têm sido escravos, não apenas por quarenta anos, mas por 400 anos, e estão sendo terrivelmente maltratados. Finalmente chegam a um ponto de desespero, e as Escrituras nos dizem que eles clamam por socorro. Então vemos que Deus ouve seus gemidos e se lembra de Sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e Deus diz: “Vou fazer algo a respeito do desespero do Meu povo. Vou libertá-los.”
Assim, Deus, o Deus da providência, para quem a geografia não é obstáculo, ao ver o desespero de Seu povo no Egito, aparece a Moisés no deserto de Midiã na sarça ardente. Após uma conversa nada breve, Deus diz a Moisés: “Vou enviar você ao Egito, e você vai confrontar o Faraó, e vai libertar o Meu povo do Egito.”
Moisés volta ao Egito. Ele confronta o Faraó e diz: “Deixe o meu povo ir.” Faraó fica irado e as coisas pioram para os hebreus. Então vemos todas as dez pragas, culminando na décima praga, a morte dos primogênitos do Egito, a Páscoa. Deus passa por cima das casas de Seu povo que têm o sangue aspergido do lado de fora, e Deus não mata seus primogênitos.
Os filhos de Israel são libertos. Faraó diz: “Saiam daqui.” E eles saem. Eles escapam, o êxodo. É daí que vem o nome do livro, Êxodo. Os filhos saem do Egito, onde foram escravos por 400 anos. Eles estão livres, finalmente, exceto que, em um curtíssimo período de tempo, chegam ao Mar Vermelho, o que nos leva a Êxodo capítulo 14.
Eles chegam ao Mar Vermelho. O Mar Vermelho está à frente deles. É uma barreira, e há montanhas de cada lado. Então eles olham para trás e percebem que os egípcios mudaram de ideia, e o exército egípcio, que li que talvez somasse cerca de 250 mil soldados, está respirando no cangote deles, perseguindo os hebreus de perto. Eles estão encurralados.
Ouvimos essa história tantas vezes, mas espero que você nunca se canse de ouvir as histórias dos atos redentores de Deus. Essas são histórias que nos encorajam e nos lembram de como Deus nos remiu. Queremos contar essas histórias repetidamente. Queremos contá-las não apenas a nós mesmas, mas à próxima geração. Assim, nunca nos cansamos de relembrar o que Deus fez.
Então o povo está preso ali. Eles estão apavorados. Estão em pânico. Sabem que não têm chance. Não há para onde ir. Você conhece a história de como Deus diz a Moisés: “Levante o cajado.” Deus abre as águas. Ele faz o mar recuar de modo que as águas formam um grande muro de cada lado, à direita e à esquerda, e abre o caminho para que os dois milhões de hebreus atravessem o Mar Vermelho em terra seca.
Depois que os israelitas atravessam, os egípcios entram no Mar Vermelho atrás deles, no encalço dos israelitas, e Deus lança os egípcios em confusão; você já ouviu a história. Ele faz com que as rodas dos carros fiquem presas — em algumas traduções até dizem que as rodas caíram. Seja o que for que aconteceu, eles acabaram em grande confusão, e fica claro que é Deus quem está fazendo isso. Então, Êxodo 14, versículos 26–31 diz:
O SENHOR disse a Moisés: — Estenda a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros. Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua força. Os egípcios fugiram de encontro a ele, e o SENHOR jogou os egípcios para dentro do mar.
As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ao menos um deles escapou com vida. Mas os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muralhas, à sua direita e à sua esquerda. Assim o SENHOR livrou Israel, naquele dia, das mãos dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E Israel viu o grande poder que o SENHOR havia usado contra os egípcios; e o povo temeu o SENHOR e confiou no SENHOR e em Moisés, seu servo.
Esse foi um enorme acontecimento na história de Israel. A combinação do êxodo do Egito e da travessia do Mar Vermelho foram histórias às quais se faz referência repetidas vezes tanto no Antigo Testamento como no Novo. Uma geração contava à outra. Eles sempre voltavam ao que Deus havia feito ao redimir, resgatar e libertar Seu povo.
Agora chegamos ao capítulo 15, tendo acabado de ler essa história incrível e extraordinária da demonstração do poder de Deus sobre Seus inimigos. Você tem dois milhões de israelitas do outro lado do Mar Vermelho, olhando para trás para o que acabou de acontecer. O que eles fazem? Como respondem? Como superar isso? O que fazer em seguida?
O capítulo 15 nos diz o que eles fizeram a seguir. Êxodo 15, versículo 1: “Então Moisés e os filhos de Israel entoaram este cântico ao SENHOR.” A primeira coisa que fazem, depois de tudo o que acabamos de ler — eles cantam. Eles irrompem em cântico. Louvor espontâneo, exuberante, apaixonado, sincero, e a maior parte do restante do capítulo nos diz o que eles cantaram. Ele nos dá as palavras desse cântico.
Eu estava pensando nisso antes de vir ao estúdio esta manhã e pensando: como teria sido ouvir o som disso? Dá pra imaginar, eles estavam todos cantando? Diz que Moisés e os filhos de Israel cantaram esse cântico. Como sabiam qual melodia cantar? Ou cada um inventou a sua própria melodia? Eu não sei.
Soava caótico? Soava desordenado? Era organizado? Provavelmente não estavam cantando em quatro vozes, como algumas de nós crescemos cantando no coral, mas como soava? Seja como for, foi magnífico, porque é um cântico que brota de corações redimidos, de corações gratos, de corações adoradores. Isso não é um culto frio e formal. É uma celebração exuberante e apaixonada.
Nos versículos 1 a 12 desse cântico, eles olham para trás para o que acabou de acontecer e contam como Deus destruiu seus inimigos. Eles percebem que foi Deus quem fez isso. Ninguém mais pode levar o crédito, nem mesmo Moisés. Humanamente falando, a tentação seria dizer: “Moisés, que líder incrível você é. Cara, você estendeu o cajado sobre o rio e as águas se abriram.”
Hoje, seríamos tentadas a dar explicações humanas e naturais para o que aconteceu, mas eles estavam lá. Sabiam que não havia explicação natural para o que aconteceu. Não havia explicação além de Deus.
Assim, nos versículos 1 a 12, eles olham para trás e celebram a derrota de seus inimigos. Eles sabiam quem havia vencido essa batalha e adoraram o Deus de Abraão, Isaque e Jacó por trazer juízo sobre aqueles que não eram apenas inimigos dos israelitas, mas se alegraram no juízo de Deus sobre Seus inimigos. Ouçam:
Cantarei ao SENHOR, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele se tornou a minha salvação. Este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei. O SENHOR é homem de guerra; SENHOR é o seu nome. (Êx. 15.1–3)
Isso está em contraste, a propósito, com Faraó, que havia dito: “Quem é o SENHOR, e qual é o Seu nome?” Faraó não sabia quem Deus era, mas esse povo sabia quem Deus era.
Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho. As águas profundas os cobriram; desceram às profundezas como pedra. A tua mão direita, ó SENHOR, é gloriosa em poder; a tua mão direita, ó SENHOR, despedaça o inimigo. Na grandeza da tua excelência, derrubas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como palha.
Com o sopro das tuas narinas, amontoaram-se as águas [O sopro das tuas narinas. Quero dizer, quanta energia pode haver nisso? A não ser que seja Deus.], as correntes pararam em montão; as águas profundas se tornaram sólidas no coração do mar. ⁹ O inimigo dizia: "Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá.
Isso foi o que o inimigo disse. Foi o que os egípcios disseram. Eles eram orgulhosos. Estavam confiantes. Tinham certeza de que venceriam, mas não eram páreo para Deus. Amém?
Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas [Ele apenas soprou, e eles foram vencidos pelo mar.]. Ó SENHOR quem é como tu entre os deuses? [Os egípcios eram famosos por adorar muitos deuses, mas os hebreus diziam: ‘Há um só Deus. Não há deus como tu.’] Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas? Estendeste a mão direita, e a terra os engoliu. (Êx. 15.10–12)
Assim, eles celebram o poder de Deus em vencer Seus inimigos. Eles sabiam quem havia vencido aquela batalha e adoraram o Deus de Abraão, Isaque e Jacó por ter trazido juízo sobre aqueles que não eram apenas inimigos dos israelitas, mas se alegraram com o julgamento de Deus sobre os Seus inimigos.
Agora, nos versículos 13 a 18, temos a segunda estrofe, por assim dizer, desse grande hino. Deus não apenas destruiu o exército egípcio, mas libertou e redimiu Seu povo das mãos de seus inimigos. Nessa estrofe, lemos que Deus guiou Seu povo até ali, e eles estão confiantes de que Ele continuará a guiá-los nos dias à frente. Vou ler a partir do versículo 13:
Com a tua bondade guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.
Agora, ao entrarem no versículo 14, eles percebem que ainda há inimigos a serem enfrentados; os egípcios não são os únicos inimigos que enfrentarão antes de chegar à Terra Prometida, mas, tendo acabado de ver o que viram, agora estão confiantes de que esses outros inimigos também não serão páreo para Deus. De fato, veja os versículos 14–16:
Os povos ouviram e estremeceram; agonias apoderaram-se dos habitantes da Filístia. Então os chefes de Edom se perturbam, dos poderosos de Moabe se apodera temor, esmorecem todos os habitantes de Canaã. Sobre eles cai espanto e pavor.
Lembre-se de que isso se confirma quando os dois espias entram na Terra Prometida, em Canaã, e encontram Raabe, e ela diz: “Nós ouvimos as histórias do que Deus fez no Mar Vermelho anos atrás.” Isso era verdade. A notícia foi adiante, e as outras nações pagãs ficaram aterrorizadas com o que esse Deus, esse Deus invisível, podia fazer ao libertar Seu povo e julgar Seus inimigos.
Sobre eles cai espanto e pavor; pela grandeza do teu braço, emudecem como pedra; até que passe o teu povo, ó Senhor, até que passe o povo que adquiriste.
Essas são duas designações especiais dadas ao povo de Deus nesta estrofe: teu povo, a quem remiste, e teu povo, a quem adquiriste. Eles estão dizendo: “Deus, nós somos Teus, e Tu defendeste a Tua propriedade. Tu resgataste, Tu preservaste a Tua propriedade. Nós somos Teus, e Tu nos salvaste da mão do inimigo.”
Então, no versículo 17, eles olham para frente e antecipam com confiança o dia em que estariam em segurança em casa, na Terra Prometida. Versículo 17:
Tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança, no lugar que preparaste, ó Senhor, para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.
E aqui está o ponto central de tudo, versículo 18: “O SENHOR reinará por todo o sempre.”
O Senhor reina. Esse é o tema deste hino. Ao lermos esse grande hino de fé, vemos que Deus é o herói. Não Moisés. Não os israelitas. É Deus. Há pelo menos quarenta e cinco referências a Deus nesses dezoito versículos. Ele triunfou gloriosamente. Não é obra de nossas mãos. Não são nossos esforços. Não são nossos planos. É o poder de Deus, e somente o poder de Deus, que explica o juízo de Seus inimigos e a redenção de Seu povo. O foco está nas obras de Deus, em Seu poder, em Sua redenção; não em nós, nem em nossas ações, nem em nossos sentimentos, nem mesmo em como isso nos afeta. Tudo está centrado em Deus.
Acho que precisamos nos perguntar sobre a nossa própria adoração. A nossa adoração é suficientemente centrada em Deus? Quando você pensa nas coisas que dizemos e cantamos em nossa adoração particular e em nossa adoração pública — e, claro, aquele foi um culto público — nossos pensamentos, palavras e cânticos estão centrados em Deus, ou tendem a ser mais centrados em nós, em mim, no eu?
Observe os pronomes da próxima vez que você estiver em um culto e nos coros. Isso não quer dizer que haja algo errado em cantar canções como “Eu te amo, Senhor” e canções que tenham “eu”, “me” e “nós”. Mas, se houver mais dessas do que daquelas que têm “Tu, Senhor”, talvez nossa adoração não esteja completamente equilibrada.
Queremos ser centradas em Deus em nossa adoração e garantir que ela faça o que este cântico fez: ensaiar e celebrar a história da redenção. Aquilo que cantamos, aquilo que dizemos, aquilo pelo que adoramos a Deus é o fato de que, sim, nossos inimigos são poderosos, mas Deus é mais poderoso do que todos os nossos inimigos. Nossa adoração destaca os temas da história redentora como este cântico faz?
Temos muito mais conhecimento da história da redenção do que Moisés e os filhos de Israel tinham naquela época. Sabemos como Deus não apenas libertou Seu povo do Egito, mas também libertou Seu povo do poder do pecado, de Satanás e do eu, pelo poder da cruz.
- Conhecemos o Novo Testamento.
- Conhecemos as obras salvadoras de Deus.
- Conhecemos o triunfo de Deus sobre a morte, o pecado e Satanás.
- Conhecemos a salvação dos escolhidos de Deus.
- Conhecemos Sua intervenção divina e Sua operação de resgate, salvando-nos de nós mesmas e de Satanás.
Temos muito o que celebrar. Nossa adoração deve destacar, deve colocar em evidência a grande história da redenção e os temas da redenção.
Os temas da redenção, basicamente, são que Deus julga os ímpios e Deus salva aqueles a quem Ele torna justos — a obra redentora de Deus em favor de Seu povo e o juízo de Deus. Mais da metade deste hino trata do juízo de Deus sobre Seus inimigos. Talvez não seja um tema que gostemos de cantar, mas é um tema importante, porque destaca a santidade de Deus e a justiça de Deus.
Percebemos que aqueles que permanecem em pecado sem arrependimento experimentarão a ira de Deus e que Satanás, que é o impenitente por excelência, foi tornado impotente pelo que Jesus Cristo fez na cruz.
Todos esses temas da redenção são grandiosos. É a história da Bíblia. Miquéias 7.19: “Ele voltará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” O que aconteceu no Mar Vermelho é um retrato de como nossos pecados foram perdoados, lançados nas profundezas do mar.
Lemos em Colossenses, capítulo 2, como Deus nos ressuscitou com Cristo dentre os mortos; como Ele fez com que nossos pecados fossem removidos de nós, perdoados; como Ele cancelou o escrito de dívida que era contra nós; e então, na cruz, como Ele desarmou os principados e potestades e os expôs publicamente ao desprezo, triunfando sobre eles em Cristo.
O Mar Vermelho é apenas um retrato inicial de toda a obra triunfante da salvação de Deus, que lemos ao longo das Escrituras.
Enquanto meditava nessa passagem, lembrei-me daquele antigo hino que costumávamos cantar quando eu era menina:
Eu, perdido pecador, longe do meu Jesus,
já me achava sem vigor, a perecer sem luz;
meu estado Cristo viu, e me estendeu a mão
e salvar-me conseguiu da perdição.Cristo me amou e me livrou.
O seu imenso amor me transformou.
Por seu poder e seu querer,
Cristo, meu Salvador, me libertou.(“Cristo me amou”, de James Rowe)
É o cântico dos redimidos, o cântico daqueles que estão sendo libertos do pecado e de Satanás. É o cântico daqueles que se alegram em dizer: “Deus certamente levará em segurança para casa aqueles que Ele redimiu.” Chegaremos à Terra Prometida. Chegaremos ao céu.
A graça nos trouxe até aqui em segurança, e a graça nos levará para casa.
A sua adoração reflete esses grandes temas da redenção?
Ó Senhor, como amamos o cântico dos redimidos: “Remido, como gosto de proclamá-lo; remido pelo sangue do Cordeiro.” Obrigada, Senhor, por Tuas grandes obras redentoras; por Teu poder em resgatar Teu povo e nos livrar de nossos inimigos.
Senhor, ainda há inimigos que precisamos enfrentar. Mas, ao olharmos para o que Tu já fizeste, nosso coração está confiante e seguro de que Tu derrotarás todo inimigo. Tu triunfarás sobre todo adversário. Todo o joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.
Assim, celebramos, cantamos e nos alegramos. Tu nos fizestes atravessar o Mar Vermelho, e Te damos graças. Em nome de Jesus, amém.
Raquel: A sua vida reflete verdadeira adoração a Deus? Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos ajudado a avaliar nossos cânticos e nossas vidas nesta série esclarecedora chamada Lembre-se de Miriã.
Você prefere comunicar suas ideias ou as ideias de Deus? O próximo episódio nos fará refletir sobre esta pergunta. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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