Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que muitas vezes fixamos os nossos olhos nas coisas erradas.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nós nos concentramos nos gigantes, no mundo, na carne, no diabo, no nosso passado, nas nossas fraquezas, nas nossas circunstâncias, em outras pessoas, e tantas vezes eu me vejo dizendo — com esta grande e abundante mesa exibida diante de mim quando Jesus está dizendo: “Venha e coma”, e eu estou dizendo: “É muito difícil.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Que obstáculos estão bloqueando os seus objetivos? Existe alguma maneira de passar por eles? Nancy DeMoss Wolgemuth mostrará como, enquanto continua na série Lições da vida de Josué (Parte 3): Confiando em Deus pela Terra Prometida.
Nancy: Antes de mais nada eu tenho algo muito legal para compartilhar com você!
Em 2027, o Aviva Nossos …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que muitas vezes fixamos os nossos olhos nas coisas erradas.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nós nos concentramos nos gigantes, no mundo, na carne, no diabo, no nosso passado, nas nossas fraquezas, nas nossas circunstâncias, em outras pessoas, e tantas vezes eu me vejo dizendo — com esta grande e abundante mesa exibida diante de mim quando Jesus está dizendo: “Venha e coma”, e eu estou dizendo: “É muito difícil.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Que obstáculos estão bloqueando os seus objetivos? Existe alguma maneira de passar por eles? Nancy DeMoss Wolgemuth mostrará como, enquanto continua na série Lições da vida de Josué (Parte 3): Confiando em Deus pela Terra Prometida.
Nancy: Antes de mais nada eu tenho algo muito legal para compartilhar com você!
Em 2027, o Aviva Nossos Corações vai disponibilizar pela primeira vez, um calendário anual. Além de te ajudar a se manter organizada, este calendário vai te incentivar a manter seu coração e seus olhos voltados para a Palavra de Deus durante todo o ano.
Cada mês traz uma bela ilustração, uma reflexão baseada nos ensinos de Nancy Wolgemuth e um versículo bíblico cuidadosamente selecionado para lembrar que Deus é um tesouro inesgotável e digno de ser amado, estudado e compartilhado.
O objetivo é que, ao longo de todo o ano de 2027, o calendário seja um lembrete diário para buscar, apreciar e viver a Palavra de Deus.
Para saber mais como adquirir o seu calendário, visite o nosso site ou nos acompanhe nas nossas redes sociais.
Bem, vamos continuar com o episódio de hoje.
Se você entrar no site do departamento de turismo do estado de Israel, verá que o emblema deles, o emblema oficial, é uma imagem de dois exploradores carregando um cacho de uvas em uma vara entre eles. Essa imagem é um lembrete deste evento muito importante na história de Israel que estamos estudando.
Se possível, pegue a sua Bíblia e abra em Números capítulo 13. Estamos continuando nesta passagem por várias sessões aqui. É uma das passagens mais importantes do Antigo Testamento e uma que também nos dá muita luz sobre os caminhos de Deus para os cristãos do Novo Testamento.
Números capítulo 13 — falamos nas últimas duas sessões sobre como os filhos de Israel estão na fronteira mais ao sul da Terra Prometida. Eles saíram do Egito. Passaram pelo deserto, passaram pelo monte Sinai. Receberam a lei. Agora é hora de entrar na Terra Prometida, mas eles enviaram doze espias antecipadamente para examinar a terra e ver como ela é.
Vimos no episódio anterior que quando os doze espias entraram em Canaã, encontraram alguns gigantes, alguns homens altos e guerreiros, e ficaram assustados, como veremos, e voltaram com esse relatório. Mas vamos ler Números capítulo 13, versículo 23. Os doze espias na terra de Canaã chegaram ao vale de Escol. Essa palavra, Escol, na verdade significa cacho.
Eles chegaram àquele vale, “e ali cortaram um ramo de videira com um cacho de uvas, o qual foi trazido por dois homens numa vara.” Veja bem, aquele era um cacho de uvas gigante! Eu nem consigo imaginar um fruto desse tamanho. Aqueles dois homens fortes que eram líderes de suas tribos — em uma vara entre eles sobre os ombros — você já viu a imagem — carregando esse único cacho de uvas, e diz: “Trouxeram também romãs e figos.”
Eles estavam levando tudo aquilo de volta como Moisés lhes tinha dito para fazer. “Tragam dos frutos da terra. Mostrem-nos como ela é.” Versículo 25: “Depois de quarenta dias, eles voltaram da missão.” Foram mais de 400 quilômetros em cada direção, para o norte e depois de volta para o sul, e eles voltaram para relatar. Versículo 26:
Vieram a Moisés, a Arão e a toda a congregação dos filhos de Israel em Cades, no deserto de Parã. Fizeram um relato do que tinham visto, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes os frutos da terra.
Você consegue imaginar o povo, com os olhos arregalados, dizendo: “Vocês encontraram isso lá? Que terra incrível!”
Muito bem, por centenas de anos, Deus tinha prometido que daria essa terra ao Seu povo, mas eles nunca a tinham visto com seus próprios olhos. Agora, esses doze homens, líderes de suas doze tribos, viram com seus próprios olhos e trouxeram uma amostra do fruto da terra. Versículo 27: “Fomos à terra à qual você nos enviou. De fato, é uma terra onde mana leite e mel; estes são os frutos dela.”
O relatório dos doze espias confirmou o que o Senhor tinha dito a Moisés anos antes. Lembre-se de Êxodo capítulo 3 quando Deus confrontou Moisés ali na sarça ardente. Os filhos de Israel eram escravos no Egito. Deus veio a Moisés e disse: “Eu ouvi o clamor do Meu povo.” “Por isso desci a fim de livrá-lo das mãos dos egípcios e para fazê-lo sair daquela terra e levá-lo para uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel.” Êxodo capítulo 3, versículo 8.
Deus tinha dito a Moisés: “É assim que é a terra. É uma terra que mana leite e mel.” Em algumas versões tem um comentário no rodapé, ao lado desse versículo com o seguinte comentário: “Era uma terra com abundância de alimento,” que mana leite e mel.
E esse foi o relato. É uma terra de abundância. É uma terra de fartura. É uma terra fértil, uma terra que proverá bem para você e para todo o povo, e era tudo verdade. O relatório dos espias confirmou o que Deus tinha dito a Moisés.
No entanto, por mais impressionados que esses espias estivessem com a abundância e a produtividade da terra, eles estavam ainda mais aterrorizados com outra coisa que tinham encontrado na terra, e isso era o povo, os habitantes, as pessoas que viviam ali.
Veja lá no versículo 27 de Números 13: “Ela mana leite e mel, e este é o seu fruto.”
“Porém,” mas há um problema. Há um desafio. Versículo 28: “Mas o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são muito grandes e fortificadas. Também vimos ali os filhos de Anaque.”
Vimos no episódio anterior que os descendentes de Anaque eram um povo alto, guerreiro e feroz, gigantes de fato. Eles disseram: “Vimos esses gigantes na terra. Há muitas pessoas grandes, muitas pessoas ferozes, muitas pessoas altas, muitas cidades fortes e fortificadas.” Versículo 29: “Os amalequitas habitam na terra do Neguebe. Os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas.” E, claro, naquele tempo os reinos eram cidades individuais que tinham grandes muralhas.
Eles eram bem fortificados. Tinham seus próprios reis, então havia muitos desses pequenos reinos dentro de Canaã. “Os heteus, os jebuseus e os amorreus. . . Os cananeus habitam perto do mar e na beira do Jordão” (v. 29). Eles tinham espiado a terra e sabiam exatamente onde cada uma dessas cidades-estados estava com seus reis.
Enquanto leio esta lista — amalequitas, heteus, jebuseus, amorreus, cananeus — eles dizem: “Aqui é onde este grupo vive. Aqui é onde aquele grupo vive.” Eles tinham espiado tudo. Enquanto meditava nesta passagem, uma pergunta que veio à minha mente foi: isso os surpreendeu? O que eles esperavam?
Claro, eles nunca tinham estado em Canaã antes. Era a primeira vez que viam a terra, mas o relatório deles não foi diferente do que Deus tinha dito a Moisés anos antes, no início desta história.
Citei alguns momentos atrás Êxodo capítulo 3, onde Deus apareceu a Moisés na sarça ardente, e Deus disse: “Vou livrar o Meu povo do Egito. Vou levá-los a uma terra que mana leite e mel.” O que Deus disse no versículo 17 de Êxodo 3? “E prometi tirá-los da aflição do Egito e levá-los para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. . .” O que eles viram é exatamente o que Deus tinha dito a Moisés que encontrariam quando chegassem à terra.
Deus disse: “Sim, é uma terra que mana leite e mel, mas há inimigos. Há obstáculos. Há batalhas que terão de ser travadas naquela terra.” Então esses doze espias, quando subiram ali para Canaã:
- Eles esperavam conquistar sua terra sem oposição?
- Pensaram que não haveria adversários a vencer?
- Pensaram que a abundância da terra seria deles sem luta?
- Tinham tão rapidamente esquecido o poder de Deus?
Eles tinham visto com seus próprios olhos como Deus tinha derrubado sobrenaturalmente toda a máquina militar egípcia. Tinham visto como Deus tinha concedido a Josué vitória sobre os amalequitas. Lemos isso no livro de Êxodo. Então agora que viram os amalequitas e heteus e jebuseus e todos esses outros inimigos, como o medo e o pavor surgiram tão rapidamente em seus corações?
Eles pensaram que Deus os tinha trazido até ali apenas para abandoná-los? Pensaram que teriam que travar e vencer essas batalhas com a própria força? E não são apenas os espias. Ficamos surpresas que haja adversários a vencer na nossa peregrinação espiritual antes que possamos entrar plenamente na terra abundante e na vida que Deus nos prometeu? Nós nos convertemos pensando que não haveria problemas depois de nos tornarmos cristãs?
Talvez tenhamos esse equívoco ou uma expectativa falsa, por causa da maneira como o Evangelho muitas vezes é apresentado às pessoas hoje — “Venha a Jesus. Ele lhe dará uma vida abundante. Ele te dará vida eterna. Ele resolverá todos os seus problemas. Ele fará suas dores desaparecerem. Você não precisa ir para o inferno. Você pode ir para o céu.” E quem não iria?
Mas talvez estejamos cometendo um erro ao não dizer às pessoas: “Quando você se torna cristão, você se torna um guerreiro. Você entra em uma batalha. Há inimigos a vencer. Há batalhas a lutar, mas Deus estará em você. Deus é mais forte que os inimigos. Deus vencerá os inimigos por meio de você.”
Talvez não estejamos dando essa mensagem às pessoas quando as convidamos a vir a Cristo. O que você esperava quando começou esta jornada da vida cristã? Você pensou que seria possível desfrutar da abundância da terra e da vida cristã sem vencer nenhum obstáculo? Deus nos disse para esperar provações, tentações, sofrimentos, inimigos da cruz.
Deus disse: “Este é um mundo caído, e ainda vivemos em carne pecaminosa. Daqui até o céu, o caminho não será fácil. Haverá inimigos a vencer.” Devemos esperar estar isentas desses inimigos?
Pense no que Jesus disse aos Seus discípulos em João 16, quando Jesus estava prestes a ir para a cruz. Jesus disse: “No mundo vocês terão tribulações.” Conte com isso. Vocês terão tribulações. Porém, a segunda parte do versículo — louvo a Deus que não para por aí — Ele diz: “Mas tenham bom ânimo; eu venci o mundo.”
Não entramos nessas tribulações desarmadas. Entramos armadas e revestidas em Jesus Cristo e armadas com a armadura de Deus que nos torna capazes de resistir às ciladas e às estratégias do inimigo, mas estamos em uma batalha. Jesus disse: “No mundo vocês terão tribulações.”
O apóstolo Paulo disse aos novos cristãos no livro de Atos, capítulo 14: “através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus” (v. 22). Alguém te disse isso quando você era um cristã recém-convertida? Se não disseram, não te contaram toda a história.
Paulo disse: “Prepare-se para isso. Prepare-se. Esteja armado. Esteja pronto. Não seja pego de surpresa. Por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.”
1 Pedro capítulo 5 — você conhece bem este versículo: “O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (v. 8). Ele não para seus esforços para devorá-la depois que você se torna filha de Deus. Na verdade, ele pode intensificar seus esforços porque agora você pode causar mais dano à causa dele.
Cuidado! Esteja em alerta! Esteja atenta! E assim os espias voltaram com este relatório: “O povo que habita na terra é forte, e as cidades são fortificadas e muito grandes.”
Sim, havia grande fruto. Sim, as promessas de Deus tinham ido adiante deles, mas eles voltaram focados na dificuldade, focados na tribulação, focados nos obstáculos que teriam de enfrentar. O povo — eles são fortes. As cidades — elas são fortificadas e muito grandes.
Sabe, às vezes na minha vida cristã e no ministério, eu me senti intimidada e muitas vezes quase paralisada pelo pensamento dos gigantes à nossa frente. Neste ministério, há muitos obstáculos.
Na minha vida cristã tenho que lidar com a minha carne, meus desejos pecaminosos, certas cobiças da carne que me tentam, meus pecados persistentes que são como um cachorro latindo aos meus calcanhares o tempo todo. Isso é real, então no ministério há obstáculos. Há barreiras. Há oposição.
Há questões interpessoais. Há questões financeiras. Quando penso neste ministério, estamos transmitindo uma mensagem que é contra a cultura, e somos como salmões sempre nadando contra a corrente para entregar essa mensagem. Isso não é fácil. Às vezes encontramos, até mesmo no mundo evangélico, oposição filosófica à nossa mensagem.
Você está sentada aqui hoje e desfrutando desta mensagem porque o seu coração está afinado com a maneira de Deus pensar. Há muitos no mundo evangélico hoje que não querem ouvir a maneira de Deus pensar, então quando falamos sobre feminilidade bíblica, quando falamos sobre a perspectiva de Deus sobre casamento e família e valores e prioridades e moralidade, estamos nadando contra a corrente.
Às vezes eu fico quase paralisada no meu coração por causa dos obstáculos. Penso na indústria cristã. Veja bem, existem muitos homens e mulheres piedosos que têm um coração para esta mensagem e um coração para a verdade, mas alguns no meio da mídia cristã e na indústria de publicação cristã não estão procurando alimento sólido e bíblico da Palavra.
Alguns deles querem programação que seja mais “relevante”, mais moderna, mais atual, e às vezes penso: “Senhor, será que conseguiremos continuar a permanecer no ar? Conseguiremos continuar publicando livros? O mundo evangélico — eles querem esta mensagem? E se não quiserem, como vamos continuar proclamando-a?”
A tecnologia está mudando, e encontramos esse tipo de obstáculo no nosso ministério. Às vezes me vejo pensando: “Conseguiremos acompanhar as mudanças? Conseguiremos sequer falar à próxima geração de mulheres?”
Claro, há diferentes obstáculos que você enfrenta na estação de vida em que está, nas coisas que Deus a chamou para fazer, mas tantas vezes, quando enfrento meus obstáculos, descubro que sou propensa a esquecer o poder de Deus, propensa a esquecer a fidelidade de Deus, os feitos poderosos de Deus que foram demonstrados repetidas vezes, não apenas na minha vida, mas na vida de inúmeros cristãos que vieram antes de mim, alguns dos quais lemos na Palavra de Deus. Não é tão bom termos essa história preservada para nos lembrar da fidelidade e do poder de Deus?
Mas é como se eu esquecesse tudo isso. Esqueço todas as gerações e séculos de promessas de Deus sendo cumpridas e o Seu poder sendo demonstrado, e então tenho que lembrar a mim mesma repetidas vezes: Nancy, você acha que isso de alguma forma pegou Deus de surpresa? Você acha que isso O surpreendeu?
Você acha que Ele não pensou nisso? Você acha que Ele a trouxe até aqui para abandoná-la, e acha que terá que enfrentar essas dificuldades sozinha e na sua própria força? Você acha que depende de você?
Sabe, na vida cristã, quando examinamos o que ela significa para cada uma de nós, vemos a abundância que Jesus nos prometeu. Ele quer que sejamos cheias do Espírito e que manifestemos o fruto do Espírito. Fale sobre aquele cacho de uvas que os espias trouxeram pendurado em duas varas, tão grande que faz seus olhos se arregalarem ao vê-lo — é assim que é o fruto do Espírito!
É sobrenatural. É incrível. É maravilhoso. É enorme. É diferente de qualquer coisa que você pode encontrar no reino natural, e vemos que Jesus nos prometeu o fruto do Seu Espírito — amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio — e eu digo: “Senhor, eu quero essas coisas. Isso é abundância.”
Vemos a promessa de intimidade com Cristo. Vemos a promessa dele de nos conceder liberdade, plenitude e abundância em Cristo, mas olhamos para todas essas promessas. Olhamos para todo esse banquete abundante que Deus colocou diante de nós, que Ele quer nos dar, e o que fazemos? Nós nos concentramos nos obstáculos.
Nós nos concentramos nos gigantes, no mundo, na carne, no diabo, no nosso passado, nas nossas fraquezas, nas nossas circunstâncias, em outras pessoas, e tantas vezes eu me vejo dizendo — com esta grande e abundante mesa colocada diante de mim quando Jesus está dizendo: “Venha e coma,” e eu estou dizendo: “É muito difícil. É muito difícil.”
Eu não estou vendo o banquete. Não estou vendo a abundância. Estou vendo os inimigos, os obstáculos. Então o que fazemos? Ficamos contentes em permanecer exatamente onde estamos, não queremos avançar.
Isso exige fé, exige esforço, exige depender do poder de Deus. Às vezes, em vez de balançar o barco, queremos simplesmente permanecer no nosso pequeno mundo confortável, complacente e natural.
Pensamos: “Senhor, não me faças avançar. Não me faças mover. Estou confortável aqui. Ok, sim, há muitos problemas, e eu sei que não estou experimentando a vida abundante que Tu tens para mim, mas pelo menos isto é familiar.” Muitos cristãos ficam presos bem na fronteira sul da Terra Prometida e nunca entram porque estão concentrados nos gigantes.
Eu amo aquele antigo hino de Isaac Watts, Sou Eu um Soldado da Cruz? Ele fala sobre a guerra envolvida na vida cristã, e diz:
Serei levado lá ao céu:
“Com flores e frescor,
Enquanto outros vão vencer
Com sangue e suor?”
Este ano, nos meus devocionais, estou lendo um livro de um ano de história cristã, e cada devocional diária é um retrato, um pequeno trecho do passado, da história cristã, de grandes homens e mulheres de Deus ao longo de todas as gerações. Muitos, muitos daqueles sobre quem estou lendo a cada dia são pessoas que foram martirizadas por sua fé. Estou falando de adolescentes, homens, mulheres, maridos, avós, esposas, pessoas em cada caminhada e estação da vida, pessoas de centenas de anos atrás, pessoas de anos recentes.
”Serei levado lá ao céu
Com flores e frescor,
Enquanto outros vão vencer
Com sangue e suor?
Não tenho inimigos eu?
Não devo ter vigor?
O mundo vai me ajudar
Servir o meu Senhor?”
O que eu espero? Espero que o mundo simplesmente me empurre na direção da piedade? Não, estamos indo contra a maré! Somos contraculturais. Estamos nadando contra a corrente, e é isso que Isaac Watts continua dizendo.
“Se pra reinar eu vou lutar,
Anima-me, Senhor!
Somente com o Teu falar
Suportarei a dor.”
O que manterá você fiel quando tiver que nadar contra a corrente, quando for difícil, quando estiver enfrentando os inimigos e os gigantes na sua vida ou no seu chamado? É a Palavra de Deus. São as promessas de Deus. É o poder de Deus.
Quando enfrentamos obstáculos, temos uma escolha. Podemos responder de uma de duas maneiras. Os obstáculos são inevitáveis. Precisamos enfrentá-los. Precisamos, por meio de muitas tribulações, entrar no reino de Deus. Não há como evitá-los.
Algumas de nós passamos a vida tentando escapar do inevitável, e é por isso que estamos anestesiando a nossa dor. Estamos apenas tentando escapar. Sabe, qualquer coisa que eu possa fazer para escapar. E Deus diz: “Não, corra na direção da dor.” Enfrente-a. Lide com ela. Ela estará lá, mas posso responder de uma de duas maneiras.
No próximo episódio, veremos duas maneiras muito diferentes pelas quais esses líderes de Israel responderam ao mesmo conjunto de desafios. Em um caso, a escolha deles provou ser fatal, e em ambos os casos, a escolha determinou o resultado e todo o curso das suas vidas.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem sido muito honesta sobre os obstáculos que ameaçam cada uma de nós, mas ela também tem sido muito honesta, encorajadora e cheia de esperança sobre o poder de Deus para levá-la além desses obstáculos, para que você possa desfrutar tudo o que Ele tem para você.
Nancy: Deixe-me só perguntar se talvez você tenha estado reclamando, murmurando, lamentando, obcecada com os inimigos, os gigantes, os obstáculos.
É aí que tem estado o seu foco, e em vez de se concentrar no banquete abundante que Deus preparou para você, na mesa que Ele colocou diante de você, e você está ciente de todas as razões pelas quais isso não pode ser feito, porque é tão difícil?
Eu sei que já passei por isso muitas vezes, mas posso te dizer que se você focar nos obstáculos eles vão te debilitar. Eles vão te enfraquecer, e você vai começar a viver com medo em vez de viver pela fé.
Levante os seus olhos ao Senhor neste momento e diga: “Senhor, eu confio na Tua Palavra. Quero ser uma mulher de fé. Tu és maior do que os gigantes. Tu és maior do que os obstáculos, e o Teu poder sobrenatural pode me levar à Terra Prometida e me dar ali paz e descanso.”
Raquel: Ela voltará já para orar.
Quando você for atingida por uma crise, aprenda a responder com fé em vez de medo. Nancy falará sobre isso na próxima semana. Ela volta agora para encerrar nosso tempo juntas.
Nancy: Senhor, eu oro para que nós confiemos na Tua Palavra, e que as nossas vidas demonstrem que Tu és maior do que qualquer barreira, qualquer obstáculo, qualquer gigante. Que as nossas vidas sejam um reflexo de quão grande e maravilhoso Tu és. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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