Dia 2: Escolha a adoração versus a reclamação
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O louvor exercita a fé de que existe um Deus, de que Ele é soberano, de que o céu reina, de que Deus tem todas as coisas sob o Seu controle, de que Ele é sempre fiel, de que Ele é sempre bom e de que tudo está bem e tudo ficará bem porque Deus está no Seu trono.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy continua a série Aleluia! Uma Celebração de Louvor.
Nancy: Vimos no último episódio que “aleluia” significa o quê? Louvado seja o Senhor. É um mandamento. É “todos vocês louvem ao Senhor juntos”, como uma ordem coletiva. E essa é a palavra usada no início do Salmo 113. Louvado seja o Senhor. Em hebraico, …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O louvor exercita a fé de que existe um Deus, de que Ele é soberano, de que o céu reina, de que Deus tem todas as coisas sob o Seu controle, de que Ele é sempre fiel, de que Ele é sempre bom e de que tudo está bem e tudo ficará bem porque Deus está no Seu trono.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Nancy continua a série Aleluia! Uma Celebração de Louvor.
Nancy: Vimos no último episódio que “aleluia” significa o quê? Louvado seja o Senhor. É um mandamento. É “todos vocês louvem ao Senhor juntos”, como uma ordem coletiva. E essa é a palavra usada no início do Salmo 113. Louvado seja o Senhor. Em hebraico, aleluia.
E eu gostaria que lêssemos em voz alta juntos. Salmo 113. Esta é a Palavra do Senhor:
Aleluia!
Louvem, ó servos do SENHOR,
louvem o nome do SENHOR.Bendito seja o nome do SENHOR,
agora e para sempre.
Do nascimento do sol até o momento em que se põe,
louvado seja o nome do SENHOR.Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações,
a sua glória está acima dos céus.
Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus,
cujo trono está nas alturas,
que se inclina para ver
o que se passa no céu e sobre a terra?Ele levanta o pobre do pó
e tira o necessitado do monte de lixo,
para o fazer sentar ao lado dos príncipes,
sim, com os príncipes do seu povo.
O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família
e seja alegre mãe de filhos.
Aleluia!
Deixem-me ouvir essa última frase um pouco mais forte. Louvado seja o Senhor! Ou, em hebraico? Aleluia! Amém. Esta é a Palavra do Senhor. Obrigada. Podem se sentar.
Na última sessão, falamos sobre esta primeira frase: “Aleluia! Louvem ó servos do Senhor!” Hoje quero que olhemos para o restante do versículo 1:
Louvai [hallelu], ó servos do SENHOR,
louvai [hallel; hallelu; louvai] o nome do SENHOR!
Como falamos ontem, estes são os “Cânticos do Hallel”, os cânticos de libertação do Egito que eram cantados pelos judeus na celebração da Páscoa, quando eles lembravam, olhavam para trás e recordavam como Deus havia libertado o Seu povo da escravidão. Eles lembravam que haviam sido servos de Faraó, escravos de Faraó. E o Senhor os havia libertado da escravidão, e agora eles haviam se tornado servos de Deus.
Ao longo do Antigo Testamento, Deus se refere a Israel como “meu servo”. Aliás, quando Israel não cumpriu o seu chamado dado por Deus como servo do Senhor, quem Deus enviou? O Messias — meu servo — para ser o servo que Israel nunca pôde ser, nunca foi; para transformar, redimir seus corações e lhes dar novos corações, para que pudessem se tornar verdadeiros servos do Senhor.
Ao cantarem este salmo, ao lerem este salmo na Páscoa, “Louvai, servos do Senhor”, eles percebiam que agora eram servos de Deus. Deviam servi-Lo com alegria. Não por obrigação, como serviam a Faraó, mas com alegria, com prazer. “Senhor, eu amo Te servir. Eu Te louvo porque Tu és um maravilhoso Senhor. Tu és o Senhor. Tenho prazer em Te servir.”
E este versículo fala, creio eu, sobre o relacionamento entre Deus e o Seu povo. Naturalmente queremos nos ver como senhores e Deus como nosso servo. “Senhor, faz isso por mim? Faz aquilo? E não se esqueça disso.” Mas isso está completamente invertido, não está? Este salmo nos lembra que Ele é o Senhor, e nós somos Seus servos.
Veja, quando você louva ao Senhor, isso coloca sua perspectiva novamente no lugar certo. Corrige nossa visão para perceber: “Ah, sim, Tu és o Senhor, e eu sou Tua serva. E como Tua serva, eu Te louvo, Senhor.”
É um lembrete de que os Seus servos devem ser adoradores. Não apenas trabalho pesado, não apenas cumprir deveres, não apenas fazer o que precisamos fazer, mas adorá-Lo enquanto O servimos; não servi-Lo por obrigação, mas por prazer. Assim, este salmo nos lembra que amamos, admiramos e adoramos Aquele a quem servimos.
Eu frequentemente cito meu amigo Charles Spurgeon, e vou citá-lo bastante nesta sessão. Ele disse sobre este versículo:
O Seu serviço é perfeita liberdade, e aqueles que entram plenamente nele descobrem nesse serviço mil razões para adoração.
E lembremo-nos também de que não apenas nós somos Sua servas, mas todas as coisas, todas as circunstâncias, todas as pessoas, em última análise, são Seus servos. Portanto, todas as coisas, pessoas e circunstâncias devem louvar ao Senhor. Recusar-se a louvar a Deus, deixar de louvá-Lo, negligenciar o louvor é, na verdade, um ato de traição e rebelião cósmica. Todos os servos do Senhor O louvam, O adoram. E um dia, aliás, todos o farão. Certo? Se não agora voluntariamente, então um dia por imposição.
Nos versículos 1–3 deste salmo, vemos uma ênfase no nome do Senhor. “O nome do Senhor” é repetido várias vezes. “Louvai o nome do Senhor.” O nome do Senhor revela quem Deus é, e é esse Deus que devemos adorar. É esse Deus que devemos louvar.
Não devemos louvar nem criar para nós qualquer outro deus, com “d” minúsculo. Não devemos louvar ou adorar um deus da nossa própria criação ou concepção. Devemos adorar o Deus, com “D” maiúsculo, que é quem Ele revelou ser — o Deus pessoal, o Deus auto suficiente, o Deus eterno, o Deus imutável, o Deus santo, o Deus de justiça, retidão, misericórdia, graça e verdade — o Deus como Ele se revelou por meio de Seus nomes nas Escrituras.
Dizem que existem mil nomes diferentes para Deus nas Escrituras. Nunca contei todos eles, mas comece a procurá-los e louve-O por seus nomes. Todos esses nomes significam algo. Eles nos dizem quem Ele é e a quem devemos louvar.
Assim, quando O reconhecemos como Senhor, “Louvado seja o Senhor Jeová”, oferecemos adoração amorosa ao que Ele revelou sobre Si mesmo. Portanto, a adoração é, na verdade, a nossa resposta ao que Deus revelou sobre Si mesmo. Louvai o nome do Senhor. Louvamos o Seu nome, o Seu caráter, os Seus atributos, tudo o que Ele faz. Reverenciamos e adoramos o Seu santo nome.
E o versículo 2 continua esse tema, mas introduz uma nova palavra:
Bendito seja o nome do SENHOR, agora e para sempre.
A palavra “bendito”, no hebraico, é barak. Muitas vezes significa “ajoelhar-se como um ato de adoração”. “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” Tem a ver com ajoelhar-se diante do Senhor. Ele é o Senhor. Nós somos Seus servos, lembre-se? Ajoelhar-se diante do Senhor como um ato de adoração.
A tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, usa ali a palavra eulogeo. Isso soa familiar? Elogio? Falar bem de alguém. Significa “demonstrar forte afeição e gratidão por Ele”. Barak. Bendizer o Senhor. Eulogeo. Falar bem dele.
E novamente, referindo-me a Charles Spurgeon, ele diz:
Toda vez que pensarmos no Deus das Escrituras, devemos bendizê-Lo, e o Seu augusto nome nunca deve ser pronunciado sem reverência alegre.
Reverência alegre. Eu gosto disso! Não é apenas reverência, porque isso poderia soar como algo muito solene, como se só pudéssemos falar do nome de Deus em voz baixa. E às vezes isso é apropriado. Mas também é apropriado ter reverência alegre — proclamar o nome do Senhor, cantar o nome do Senhor, declarar o nome do Senhor, dizer: “Ó Jeová, Senhor Deus, Tu és maravilhoso. Tu és tremendo. Tu és digno de admiração. Não há deus como Tu.” E veremos exatamente essa expressão no meio do Salmo 113 quando chegarmos àquela parte.
Então, “Bendito seja o nome do SENHOR desde agora e para sempre!” Por quanto tempo devemos louvar o Senhor? Para sempre. Isso fala de tempo — eternamente. Deus está sendo louvado hoje por aqueles anjos e cidadãos do céu. “Dia e noite não cessam de dizer: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos. O céu e a terra estão cheios de Ti. Toda a terra está cheia da Tua glória.’”
Mas nós nos uniremos a eles e estaremos para sempre com o Senhor. O que estamos fazendo aqui hoje é apenas um ensaio, uma preparação para aquilo que passaremos a eternidade fazendo no céu — louvando o Senhor, bendizendo o Senhor desde agora e para sempre.
Mas não apenas no tempo, também no espaço. Veja o versículo 3:
Do nascimento do sol, até o momento em que se põe, louvado seja o nome do SENHOR.
Bom, você pode entender isso de duas maneiras, e creio que ambas são apropriadas. Primeiro, onde o sol nasce? No leste. Onde ele se põe? No oeste. Portanto, de leste a oeste, por toda esta grande terra, ao redor do globo, em todos os lugares, em todo tempo, o nome do Senhor deve ser louvado. Enquanto estamos aqui durante o dia, em outra parte do mundo é noite. Dia e noite o nome do Senhor deve ser bendito, de uma extremidade à outra, de leste a oeste.
Mas também, desde cedo pela manhã até o último pensamento que temos à noite. Desde o nascer do sol, quando nossos pés tocam o chão, até o seu pôr, quando nossa cabeça repousa no travesseiro — da manhã até a noite e durante todo o tempo entre esses momentos. Ao longo de todo esse período, o nome do Senhor deve ser bendito. Bendito seja o nome do Senhor. Louvem o Seu nome.
O louvor é sempre apropriado. Ele é sempre digno do nosso louvor. Algumas pessoas são da manhã, outras são da noite. Não importa a hora do dia ou da noite. Eu fiquei acordada até as 2h30 da manhã trabalhando nesses programas. Mas, em todo o tempo o nome do Senhor deve ser louvado.
E algumas de vocês se levantaram pouco depois de eu ter ido dormir. Se você acorda às 4h30 da manhã, louve o Senhor nesse horário. Se você é daquelas que vai dormir às 2h30 da manhã, louve o Senhor — e em todo o tempo entre uma coisa e outra. Não importa o que esteja acontecendo, nem o que você esteja enfrentando, nem o peso que esse dia trouxe. . . levante os olhos. As circunstâncias podem até mudar — mas Deus nunca muda. Então, louve o nome do Senhor.
Um comentarista disse algo lindo: “Esse louvor deve ser a nossa oferta em todo tempo e lugar — na doença e na saúde, na fraqueza da velhice e no vigor da juventude, nos dias de tristeza e nos de alegria. . . até mesmo no leito de morte.” Como Oliver Cromwell, que, no fim da vida, ao pôr do sol dos seus dias, perguntou: “Não há ninguém aqui que louve o Senhor?” Ou como a mãe de John Wesley, que, ao se despedir, disse aos filhos: “Quando eu partir, cantem um salmo de louvor a Deus.”
De manhã cedo, tarde da noite, no amanhecer da nossa vida, no entardecer da nossa vida, no tempo em que nossos corpos já não fazem o que antes faziam e começam a enfraquecer, a declinar e a se desgastar, enquanto aguardamos aquele novo corpo, semelhante ao de Cristo — louvemos o Senhor.
Jovens, temos algumas jovens aqui hoje, louvem o Senhor no auge das suas vidas. Na juventude, quando há vigor, louvem o Senhor. Na meia idade quando os hormônios estão uma loucura, em todas as estações, louvem o Senhor em cada estação da vida. O comentarista não disse tudo isso. Eu acrescentei essa parte no final. O fato é: o nome do Senhor deve ser louvado em todo lugar, em todo tempo, por todos.
Malaquias 1, o último livro do Antigo Testamento, versículo 11, tem um versículo semelhante. Ouça este texto. Ele diz:
Mas, desde o nascente do sol até o poente, é grande o meu nome entre as nações. Em todos os lugares lhe é queimado incenso e são trazidas ofertas puras, porque é grande o meu nome entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.
Esse versículo antecipa, assim como o Salmo 113, um dia de adoração e louvor mundial. Todo joelho se dobrará. Barak. Eulogeo. Toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor. “Santificado seja o teu nome.” É isso que oramos. “Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade. Seja exaltado o teu nome.”
Veja bem, esta não é a realidade hoje na maior parte da terra. É assim nesta sala. É assim em muitos dos nossos corações — não como gostaríamos que fosse, não como um dia será — mas estamos louvando o Senhor. Porém, há muitos lugares neste mundo onde nunca ouviram sequer o nome do Senhor. Há lugares onde ouviram o nome do Senhor, mas O rejeitaram.
Li ontem um artigo sobre mulheres famosas e conhecidas que estão se declarando ateias. Elas não precisam de Deus. Não existe Deus. Atrizes. Empresárias. E eu penso: um dia elas saberão. Elas crerão. Haverá adoração mundial. Deve nos entristecer estar em qualquer lugar onde o nome de Deus não seja santificado — começando em nossos lares e em nossos corações — e isso deve nos motivar a orar e a ansiar por esse dia. Que o nome do Senhor seja louvado.
Então, quem deve cantar aleluia? Todos e tudo! “Todo ser que respira louve o SENHOR” (Sl. 150.6). Tenho ouvido os gansos do lado de fora da minha casa. Parece que é tarde da noite, e eu abro a janela e há esses gansos fazendo todo aquele barulho. Eles estão dizendo: “Aleluia.” Tenho certeza disso. Aleluia. Eles têm fôlego. Gansos têm fôlego? Acho que sim. Louvem o Senhor.
Quando devemos cantar aleluia? Em todo tempo! Pode ser que, ao ouvir este salmo hoje, seja difícil para você dizer “aleluia”. Talvez você esteja passando por provas profundas. Seu coração está pesado, e é difícil cantar “Aleluia”. Lembre-se, porém, de que ao longo das Escrituras, da história e em outras estações da vida, os santos muitas vezes cantaram seus louvores mais doces ao Senhor quando seus corações estavam sendo mais profundamente feridos pela aflição, pelos tempos difíceis, pelos espinhos.
É preciso fé para louvar ao Senhor quando os olhos estão cheios de lágrimas. Mas levante os olhos. Saiba que Deus é maior. Deus é mais real. Deus está mais presente do que qualquer coisa que você esteja enfrentando hoje.
E você pode descobrir que, no lugar do louvor, a nuvem se dissipa. Seu coração é liberto, mesmo que suas circunstâncias nem tenham mudado. O louvor nos dá uma nova perspectiva, um novo par de óculos; o mundo inteiro é visto diferente quando é visto através dos olhos do louvor.
E onde Deus deve ser louvado? Onde os aleluias devem ser cantados? Por toda a terra.
F.B. Meyer foi um grande mestre bíblico de uma geração passada. Eu gosto da maneira como ele disse isso. Ele disse:
Deus está preparando todo o universo para ser uma orquestra de louvor e adoração ao seu Filho. Em certa ocasião, diz-se que um grande maestro, em meio ao som de quinhentos instrumentos, percebeu a ausência da flauta piccolo [um instrumento muito pequeno]; e o maestro interrompeu toda a apresentação até que a flauta piccolo se unisse. Nada pode satisfazer a Deus até que os gemidos da criação sejam transformados em êxtase, e a maldição, que restringe seus cânticos, seja removida da face de toda a natureza; e Ele quer ouvir a sua voz.
Você pode dizer: “Nesta grande orquestra ou nesta imensa igreja onde temos cinco mil pessoas cantando juntas, eu sou apenas uma flauta piccolo.” Talvez Deus, como o grande Maestro da nossa adoração, às vezes diga: “Vamos parar o louvor até que a flauta piccolo se una.” Sim, você não tem uma grande voz. Sim, você não é um belo violoncelo ou uma trompa poderosa. Você é uma flauta piccolo.
Eu tenho uma daquelas vozinhas fininhas quando canto. Então posso me considerar uma flauta piccolo quando se trata de cantar. Mas o grande Maestro diz: “Quero ouvir a sua voz. Quero ouvir o seu louvor. Pode ser áspero. Pode ser fraco. Mas quero ouvir a sua voz até que todo o universo se una em uma grande orquestra e coro de louvor e adoração a Jesus.”
Veja, o louvor exercita a fé de que existe um Deus, de que Ele é soberano, de que o céu reina, de que Deus tem todas as coisas sob o Seu controle, de que Ele é sempre fiel, de que Ele é sempre bom, e de que tudo está bem e tudo ficará bem porque Deus está no Seu trono. O louvor diz: “Eu confio em Ti, Senhor, mesmo quando não consigo ver o que estás fazendo.”
O louvor reconhece que Deus vê o que não podemos ver, que Ele sabe o que não sabemos, que Ele entende todos os mistérios e que está sempre agindo em favor daqueles que O amam e que são chamados segundo os Seus propósitos. O louvor compreende isso.
O louvor substitui a murmuração, as reclamações, as queixas, as discussões, o estar emburrada, a ansiedade e o medo. Você não pode louvar e fazer essas outras coisas ao mesmo tempo. Não é possível adorar e reclamar ao mesmo tempo. Se você está reclamando, não está adorando. Se está adorando, não pode reclamar. O louvor desloca todas essas coisas que não são dignas do nosso grande Deus.
Enquanto estudava para esta série, encontrei muitas citações magníficas sobre o tema do louvor daquele que chamo de meu amigo, Charles Spurgeon. Não sei se houve alguém, talvez desde o apóstolo Paulo, na história da igreja, que soubesse louvar ao Senhor e falar do louvor ao Senhor de forma tão maravilhosa quanto Charles Haddon Spurgeon, o príncipe dos pregadores do século XIX, em Londres, Inglaterra.
Quando O louvamos, podemos respirar mesmo em meio a circunstâncias complexas ou difíceis. Não precisamos nos esforçar, nem tentar controlar ou consertar tudo e todos ao nosso redor. Podemos nos apegar a Ele pela fé e observar enquanto nossa vida é envolvida pela Sua bondade, pela Sua grandeza e pela Sua grande história de redenção, da qual somos uma pequena parte.
Quero ler para vocês apenas algumas dessas citações.
Você não pode adorar e reclamar ao mesmo tempo.
Mas deixe-me ler algumas delas agora. E vamos unir nossos corações. Eu sinto que não tenho palavras.
Sinto-me como alguém do jardim de infância quando estou perto de pessoas como Charles Spurgeon. Mas meu coração se eleva com eles quando exaltam a grandeza de Deus. Parte dessa linguagem é um pouco antiga, mas você entenderá.
Venham, filhos de Deus, e bendigam o Seu precioso nome; pois não canta toda a natureza ao seu redor? Se vocês permanecessem em silêncio, seriam uma exceção no universo.
Não louva o trovão quando ressoa como tambores na marcha do Deus dos exércitos? Não louva o oceano quando bate suas mil mãos? Não brame o mar e tudo o que nele há?
Não louvam os montes quando as densas florestas em seus cumes se movem em adoração? Não escrevem os relâmpagos o Seu nome com letras de fogo na escuridão da meia-noite? Não proclama este mundo, em suas incessantes revoluções, continuamente o Seu louvor?
Não tem toda a terra uma voz, e ficaremos nós em silêncio? O homem, para quem o mundo foi feito, para quem foram criados o sol e as estrelas — ficará ele mudo? Não, que ele conduza o cântico.
Aqui está outra:
Muitas de nossas dúvidas e temores desapareceriam se louvássemos mais a Deus. E muitas de nossas provações e dificuldades desapareceriam completamente se começássemos a cantar por causa das misericórdias que recebemos. Muitas vezes, uma depressão do espírito que não cede após uma noite inteira de luta cederia a dez minutos de ações de graças diante de Deus!
E mais esta:
Nós não cantamos o suficiente, meus irmãos e irmãs! Com que frequência eu os incentivo quanto ao assunto da oração, mas talvez eu devesse ser igualmente fervoroso quanto ao assunto do louvor!
Cantamos tanto quanto os pássaros? E, no entanto, o que os pássaros têm para cantar em comparação a nós? Vocês acham que cantamos tanto quanto os anjos? E, ainda assim, eles nunca foram redimidos pelo sangue de Cristo!
E esta:
Produziria uma mudança quase milagrosa na vida de algumas pessoas se elas decidissem falar mais das coisas preciosas e menos das preocupações e dos males!
Por que sempre a pobreza? Por que sempre as dores? Por que sempre o filho doente? Por que sempre o pequeno salário do marido? Por que sempre a falta de bondade de um amigo? Por que não, às vezes — sim, por que não sempre — as misericórdias do Senhor? Isso é louvor, e deve ser a nossa vestimenta diária!
Aqui está outra:
É algo grandioso louvar a Jesus Cristo durante o dia; mas não há música mais doce do que a do rouxinol, e ele louva a Deus durante a noite.
É bom louvar o Senhor por Sua misericórdia quando você está com saúde, mas certifique-se de fazê-lo quando estiver doente, pois então o seu louvor é mais provável de ser genuíno.
Quando você estiver profundamente mergulhado na tristeza, não prive Deus da gratidão que Lhe é devida; nunca Lhe negue o tributo do louvor, ainda que tudo o mais esteja em falta.
Louve-O às vezes com címbalos sonoros — clangor, clangor — com todo o seu coração e todo o seu ser; mas, quando não puder fazer isso, apenas sente-se e ofereça o Seu louvor em silêncio solene, na profunda quietude do seu espírito.
E mais esta:
Certamente, a bondade e a misericórdia iluminaram todos os dias da nossa vida. Cada dia foi tão maravilhoso [com a Sua misericórdia, com a Sua bondade] que, se tivéssemos vivido apenas aquele único dia, já teríamos motivo para louvar o Senhor para todo o sempre.
Então, quanto, ó servas do Senhor, Ele ouve louvor saindo da sua boca, da sua vida? Quanto os outros nos ouvem expressando nosso louvor ao Senhor e por causa do Senhor?
Aleluia!
Louvem, ó servos do SENHOR,
louvem o nome do SENHOR.Bendito seja o nome do SENHOR,
agora e para sempre.Do nascimento do sol até o momento em que se põe,
louvado seja o nome do SENHOR.
Aleluia!
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth com o segundo episódio da série chamada Aleluia! Uma Celebração de Louvor. Mesmo quando as circunstâncias não colaboram, você tem uma escolha a fazer: vai reclamar ou vai adorar?
Antigamente, as pessoas adoravam animais como deuses. É fácil reconhecer a inutilidade desse tipo de idolatria. Mas a verdade é que todas nós somos tentadas a adorar outros deuses. Nancy mostrará a inutilidade da idolatria amanhã.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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