Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que, mesmo que você não se sinta qualificada, você tem uma tarefa do Senhor.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As mulheres mais velhas devem ensinar as mulheres mais jovens a andar com Deus, a amar seus maridos, a amar seus filhos, a serem puras e cuidadosas em casa. Essa é uma tarefa que, à medida que ficamos mais velhas — temos a responsabilidade de pegar o bastão e depois passá-lo para a próxima geração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth na voz de Renata Santos.
Deus lhe deu algum tipo de educação, experiência de vida e conhecimento. Aprenda como passar esses dons para outras mulheres que precisam da sua contribuição na vida delas. Nancy continua na série Lições da vida de Josué (Parte 4): Seguindo a direção de Deus para liderar.
Nancy: Se você já assistiu a …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que, mesmo que você não se sinta qualificada, você tem uma tarefa do Senhor.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As mulheres mais velhas devem ensinar as mulheres mais jovens a andar com Deus, a amar seus maridos, a amar seus filhos, a serem puras e cuidadosas em casa. Essa é uma tarefa que, à medida que ficamos mais velhas — temos a responsabilidade de pegar o bastão e depois passá-lo para a próxima geração.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth na voz de Renata Santos.
Deus lhe deu algum tipo de educação, experiência de vida e conhecimento. Aprenda como passar esses dons para outras mulheres que precisam da sua contribuição na vida delas. Nancy continua na série Lições da vida de Josué (Parte 4): Seguindo a direção de Deus para liderar.
Nancy: Se você já assistiu a uma corrida de revezamento, uma prova de atletismo nas Olimpíadas, sabe que às vezes há quatro corredores, por exemplo. Um corre a primeira etapa e o segundo corre a próxima etapa. Uma das coisas mais importantes em uma corrida de revezamento é a passagem ou troca do bastão, passá-lo de um corredor para o próximo.
Uma equipe inteira pode ser desclassificada da competição inteira por deixar o bastão cair ou por fazer uma troca ilegal, uma troca de alguma forma inadequada do bastão.
Moisés — que havia liderado o povo de Israel por quarenta anos durante aqueles anos no deserto, até chegar à Terra Prometida — entendeu a importância da passagem do bastão, da transferência de liderança de sua geração para a próxima, da escolha de um sucessor que levaria os filhos de Israel à Terra Prometida que os pastorearia nos próximos capítulos da vida deles. Assim, essa passagem do bastão foi algo que ele tratou com cuidado e oração.
Acho que Moisés sabia que sua corrida não teria chegado ao fim até que ele tivesse passado com sucesso o bastão para a próxima geração. Por isso ele pediu a Deus, como vimos no último episódio, que Deus escolhesse o seu sucessor.
Lemos em Números capítulo 27, versículo 18, a pedido de Moisés: “Senhor, quem deve ser o homem?” O Senhor disse a Moisés: “Toma Josué, filho de Num, homem em quem está o Espírito, e põe a tua mão sobre ele.”
Em outras palavras: “Ele é a Minha escolha. Ele não é Moisés — ele é Josué — mas é aquele que eu escolhi para conduzir o povo nesta próxima era.”
Veja, toda a vida de Josué até esse ponto (que é o que temos observado nas últimas semanas) havia sido preparada para esse momento. Ele havia aprendido. Ele havia seguido. Ele havia adorado. Ele havia sido fiel no privado, e agora o bastão estava sendo passado.
Havia uma transição para os seus anos maduros, quando ele seria o líder do povo de Deus. Durante todos esses anos, Josué vinha dizendo “Sim” a Deus, e agora Deus coloca a Sua mão sobre Josué e o separa para esse novo chamado.
Deus poderia facilmente ter escolhido Calebe, que parece ser igualmente qualificado, pelo que sabemos. Não sabemos nada de negativo sobre Calebe, muito pelo contrário, sabemos de muitas coisas boas sobre ele. Ele certamente era um homem de fé.
Talvez houvesse outros naquela geração mais jovem que haviam crescido e eram realmente homens de fé que Deus poderia ter escolhido. Mas Ele não escolheu outra pessoa. Ele escolheu Josué.
Não consigo deixar de pensar se Josué se perguntou por quê. Não sabemos o que Josué pensou sobre tudo isso. Mas sabemos que, a partir desse ponto, Josué não tinha dúvida do chamado de Deus. Pelo resto da sua vida, nas batalhas, nos desafios de entrar e conquistar a nova terra que parecia impossível, quando enfrentaram aquelas muralhas em Jericó, quando enfrentaram decisões difíceis, quando enfrentaram povos estabelecidos na terra, ele sempre poderia olhar para trás e saber que Deus o havia colocado naquela posição.
Deus havia colocado o Seu Espírito dentro dele. Deus o havia equipado e preparado pelo Espírito Santo para fazer aquilo para o qual foi chamado. Certamente esse conhecimento foi o que o sustentou e o capacitou a cumprir seu chamado nos anos seguintes da sua vida.
Ao continuarmos em Números capítulo 27, chegamos à primeira de duas ou três cerimônias oficiais de investidura — privadas e públicas. Não está claro se foram duas ou três, mas houve pelo menos algumas cerimônias diferentes de investidura, e a primeira delas lemos em Números 27. As outras uma ou duas, lemos em Deuteronômio capítulo 32.
Vamos ler em Números 27, versículo 19, Deus diz (a respeito de Josué):
Apresente-o ao sacerdote Eleazar e a toda a congregação, e, à vista de todos, transmita-lhe as suas ordens. Ponha [Moisés] sobre ele uma parte da sua autoridade, para que toda a congregação dos filhos de Israel obedeça a ele. Josué deverá se apresentar diante de Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará o Senhor, de acordo com o juízo do Urim. (vv. 19–21)
O Urim… não está claro nas Escrituras exatamente o que era, mas sabemos que fazia parte do peitoral do sumo sacerdote, parte da vestimenta que ele usava, e era um meio pelo qual ele recebia direção divina. Não sabemos como Deus fazia isso, mas Deus providenciou esse sacerdote que, por meio do Urim, receberia direção para Josué como líder. Continuando no versículo 21:
Segundo a palavra do sacerdote, sairão e, segundo a sua [Josué] palavra, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação. Moisés fez como o Senhor lhe havia ordenado: chamou Josué e o apresentou ao sacerdote Eleazar e a toda a congregação; impôs as mãos sobre ele e lhe deu as suas ordens, como o Senhor havia falado por meio de Moisés. (vv. 21–23)
Temos falado sobre essa transição da liderança de Moisés para a era em que Josué seria o líder, e essa passagem do bastão, essa transição, foi um aspecto muito importante de Josué se tornar um líder.
Assim, Deus orientou Moisés a comissionar Josué em uma cerimônia pública que envolvia uma transferência simbólica e espiritual de autoridade e responsabilidade.
Não era apenas uma transferência de título. Qualquer pessoa pode ter um título, mas ter a autoridade e a responsabilidade que acompanham isso é algo sério. Foi uma investidura pública para que Josué soubesse e para que o povo soubesse que a autoridade e a liderança de Moisés estavam sendo colocadas sobre Josué, como o próximo líder.
A cerimônia aconteceu diante de Eleazar, o sacerdote, e de toda a congregação, de acordo com o que acabamos de ler. Agora, quem era Eleazar? Você se lembra de que ele era o terceiro filho de Arão. Arão era irmão de Moisés, então Eleazar era sobrinho de Moisés, e os dois irmãos mais velhos de Eleazar — você se lembra disso — Nadabe e Abiú haviam sido mortos pelo Senhor por oferecerem fogo estranho diante do Senhor (vemos isso em Números capítulo 3).
Então vem o próximo irmão. Você não acha que ele tinha algum temor do Senhor nele como sacerdote — como quem diz: “É melhor fazer o que Deus diz, e é melhor não fazer mais do que Deus diz”? Eleazar e seu irmão Itamar continuaram servindo como sacerdotes diante do Senhor.
Em Números 20, por instrução de Deus, Eleazar foi designado para suceder a Arão como sumo sacerdote, e então Arão morreu no monte. Eleazar continuou servindo no papel de sumo sacerdote durante os dias de Josué
Tanto Eleazar quanto Josué sucederam líderes poderosos, “bem-sucedidos” e conhecidos, Moisés e Arão, e ambos estavam sendo confiados a grandes responsabilidades. Eles sabiam disso.
Mas quando chegou o tempo de Moisés e Arão seguirem adiante — como sempre chega um tempo… sempre chega um momento em que o líder que esteve por anos precisa partir, e alguém novo precisa ocupar o seu lugar… Quando esse momento chegou, Deus levantou esses homens mais jovens para liderar a nova geração até a Terra Prometida, para da conquista de Canaã.
Assim, Moisés colocou as mãos sobre Josué. Moisés o comissionou e deu a ele parte da autoridade que Deus o havia dado — veja o versículo 20. Isso indica que talvez tenha acontecido uma transição gradual. Moisés ainda não havia morrido. Ainda não era exatamente o momento — há um espaço, um período de tempo em que o bastão está sendo passado, e este é o início dessa nova fase.
Então Moisés investe em Josué parte da autoridade que Deus havia dado a ele, e acredito que a investidura completa dessa responsabilidade ocorre em Josué capítulo 1 — que veremos em alguns dias — onde Deus diz: “Moisés, meu servo, morreu; agora você é quem deve levar o povo e conduzi-lo à Terra Prometida.” (v. 2, parafraseado)
Vejo que Josué não tomou essa posição para si mesmo, e acho que isso é muito importante para nós lembrarmos. Ele não se colocou nessa posição. Ele não fez campanha por ela; não competiu por ela; não fez política por ela; não fez lobby por ela. Deus o levantou, mas Deus encontrou um homem que estava preparado, que havia sido testado e provado, um homem que estava disponível, um homem que estava pronto para ser usado.
Você quer servir ao Senhor e cumprir os propósitos dEle para a sua vida? Não é tão importante que você encontre uma posição. O importante é que você seja fiel onde Deus a colocou e que esteja preparada para o que Deus tem para você nos dias que virão.
Porque Josué não fez campanha por essa posição, mas foi chamado e designado por Deus, o interessante nisso é que ele não foi deixado para cumprir esse trabalho sozinho.
Ele não teve que depender de suas próprias habilidades naturais, de sua própria sabedoria natural, de sua própria autoridade. Deus providenciou para ele, além de seus próprios recursos, tudo o que era necessário. Deus colocou o Seu Espírito dentro de Josué. O poder sobrenatural e a presença de Deus eram o que ele realmente precisava para fazer esse trabalho, e foi exatamente isso que Deus deu a ele.
Penso que desde o início Josué percebeu que era dependente — totalmente dependente — de Deus para fazer esse trabalho. Não importa quanto sucesso Josué tivesse tido em dias anteriores, essa tarefa e esse chamado à frente eram maiores do que ele poderia imaginar.
Ele deve ter pensado consigo mesmo: “Quem, eu? Não sou qualificado para isso. Não sou capaz disso.” Ao longo dos anos, enquanto li muitas biografias de cristãos que Deus usou de maneiras impactantes, vejo que eles cantam uma única canção: “Quem, eu, Deus? Usar a mim?” Moisés havia dito isso lá na sarça ardente. “Senhor, não sou capaz de fazer isso. Não posso fazer isso.” Quando você sabe que não pode, mas está convicta que Deus a chamou, então pode ter a certeza que Deus te dará a graça e as ferramentas para fazer o que Ele te chamou para fazer.
Assim, Deus estabeleceu um sistema de equilíbrio e responsabilidade para Josué, para sua própria proteção e para a proteção da jovem nação que ele iria liderar. Josué não foi chamado para trabalhar independentemente.
Você vê aqui o papel de Eleazar, o sacerdote. Ele consultaria o Senhor, receberia direção de Deus e transmitiria isso a Josué. Deus também falaria diretamente a Josué — vemos isso ao longo do livro de Josué — e então Josué falaria ao povo.
Josué tinha muitos recursos que Deus sobrenaturalmente já havia providenciado. Ele tinha o legado que havia sido passado a ele por Moisés. Ele tinha sido ungido, designado e capacitado pelo Espírito — sem limite para o Seu poder. Ele estava construindo seu ministério sobre o fundamento de anos caminhando com Deus e vendo Deus agir, de modo que havia cultivado uma vida de fé e fidelidade.
Agora ele seria assistido pela orientação do Senhor em cada situação específica que enfrentaria, e essa orientação seria recebida do Espírito Santo, da Palavra de Deus — veremos isso quando chegarmos a Josué 1 — e por meio da ajuda do sumo sacerdote, que consultaria o Senhor por ele.
Assim, entre todos esses recursos — o Espírito que habita dentro dele, a transferência de autoridade de Moisés, a orientação de Deus por meio do sacerdote — Josué tinha tudo que precisava para liderar a congregação, e você tem tudo de que precisa para cumprir exatamente aquilo para o qual Deus te chamou.
Eu já disse muitas vezes aqui, e vou repetir, porque isso sempre é verdade, que me encontro neste ministério repetidas vezes dizendo: “Quem, eu? Senhor, eu não posso fazer isso.”
A enorme responsabilidade de estudar a Palavra de Deus, abri-la e permitir que ela fale comigo e passá-la adiante para outras pessoas, é a Palavra de Deus — eu não quero errar, porque é a Palavra de Deus.
A responsabilidade de ensinar temas totalmente novos, livros totalmente novos, passagens totalmente novas, e chegar a compreendê-los e passá-los a outras pessoas; a responsabilidade de liderar um ministério e tudo o que isso envolve — repetidas vezes, o meu coração diz: “Senhor, eu não tenho as qualificações necessárias para fazer isso.” E Deus sempre me lembra que, a partir da minha fraqueza, a força dEle pode se manifestar.
É isso que dá glória a Deus — não quando as pessoas veem nossos talentos e habilidades naturais e dizem: “Oh, que grande líder” — mas quando veem a nossa fraqueza e o poder de Deus sendo demonstrado, e dizem: “Oh, que grande Deus”. “Se Deus pode fazer algo na vida dela, se Deus pode usá-la, então talvez Deus também possa fazer algo por meio da minha vida.”
Ao longo dos anos tenho sido inspirada pelos exemplos de grandes servos do Senhor que sentiram como eu sinto — que são fracos e inadequados — mas que correram para Deus e receberam graça, força e poder para fazer aquilo que Deus os chamou para fazer.
Deus nos chamou para servi-Lo, para servir ao Seu povo. Muitas de vocês têm famílias que Deus as chamou para servir, ou estão servindo em áreas de responsabilidade em sua igreja local. Deus deu esse chamado para vocês.
Ouçam, mães, a maternidade é um chamado divino. Esposas, ser esposa é um chamado divino. Mulheres solteiras, pela escolha e pelo plano de Deus, isso é um chamado divino.
Isso é um dom do Senhor, Paulo diz em 1 Coríntios 7. Deus a chamou para servi-Lo, muitas de nós nesta sala em diferentes esferas e estações da vida, mas você tem o chamado de Deus. Eu tenho o chamado de Deus.
E juntamente com esse chamado, Deus nos deu o Seu Espírito; Ele nos deu dons espirituais; Ele nos deu a Sua Palavra; Ele nos equipou com o conselho, a cobertura, a proteção e a orientação de homens de Deus, assim como Josué tinha Eleazar.
Sou tão grata por servos de Deus que são estudantes da Palavra de Deus. Posso telefonar para eles de vez em quando ou enviar um e-mail e dizer: “Não tenho certeza se entendo realmente o que esta passagem está dizendo. Você pode me ajudar a entendê-la?”
Sou grata por aqueles que escreveram livros que me ajudam enquanto tento compreender algumas dessas passagens difíceis das Escrituras. O fato é que não fomos deixadas para depender de nós mesmas ou de nossos próprios dons.
Se você tivesse que exercer a maternidade em sua própria força e com seus próprios dons, não teria desistido há muito tempo? Se você tivesse que cumprir o chamado que Deus te deu como líder de estudo bíblico em sua igreja, ou discipulando mulheres mais jovens, ou aconselhando algumas das mulheres mais jovens que vêm até você e dizem: “O que eu faço? Meu casamento está desmoronando.” E você diz: “Eu não sei.”
Se você tivesse que depender de suas próprias forças, de seus próprios dons, de seus próprios esforços, você simplesmente não desistiria? Não diria: “Vou atender a outro chamado, mas não a este!”?
Mas você não precisa depender de sua própria força. Você não precisa depender de seus próprios dons. Nem eu. Deus nos deu tudo de que precisamos para cumprir o Seu chamado em nossas vidas. Não sei quanto a você, mas isso me fortalece. Isso me encoraja. Isso me ajuda a entender que posso continuar, porque não sou eu — é o poder dEle em mim.
Mesmo com tudo o que Deus havia providenciado para Josué, Josué certamente sabia (como já dissemos) que substituir alguém à altura não seria tarefa fácil. Quem poderia algum dia ocupar o papel de Moisés? A resposta é: ninguém.
Deus teve Moisés para aquela era, e depois Deus teve Josué para a era seguinte. Josué tinha que saber que não havia como ele ser outro Moisés. De fato, lemos em Deuteronômio capítulo 34 — se Josué já não estivesse inseguro, isso poderia deixá-lo inseguro.
Deuteronômio 34, começando no versículo 10:
Nunca mais se levantou em Israel um profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face. Nunca houve ninguém que fizesse todos os sinais e maravilhas que, por ordem do Senhor, ele fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra. Nunca houve quem tivesse tanto poder e fizesse os grandes e terríveis feitos que Moisés realizou à vista de todo o Israel. (vv. 10–12)
Você sabe quando essas palavras foram escritas? No final de Deuteronômio, na morte de Moisés, exatamente quando o povo estava terminando de lamentar a morte de Moisés e exatamente quando Josué estava recebendo o bastão para conduzir a nação para o próximo capítulo.
As Escrituras registram que nunca houve antes, nem depois, um homem como Moisés, um homem que Deus usou de maneira tão significativa. Imagine ser Josué e ouvir essas palavras. Que ato difícil de seguir.
É aí que tendemos a entrar no perigo de nos comparar. “Eu nunca poderia ser como fulana. Eu nunca poderia fazer isto como sicrana.” Algumas de vocês estão pensando sobre como alguma mulher mais velha que vocês conhecem criou seus filhos, e estão pensando: “Eu simplesmente não faço ideia de como fazer isso.”
Deus não deu seus filhos àquela outra mulher. Deus deu seus filhos a você, e Deus não a chamou para ser aquela outra mulher.
Sinceramente, fico um pouco envergonhada de contar isto a vocês, mas às vezes ouço algumas das outras professoras da Bíblia, algumas das outras mulheres que Deus está usando neste país de maneira poderosa, e eu as ouço e penso: Eita, o que eu estou fazendo neste trabalho? Olho para alguns dos talentos, dons e habilidades que Deus deu a outras pessoas no ministério e penso: Eu não tenho esse mesmo conjunto de habilidades. Elas deveriam estar fazendo este trabalho em vez de mim.
Mas Deus não as chamou para servir no Aviva Nossos Corações. Ele me chamou para servir no Aviva Nossos Corações. A partir da minha fraqueza, isso se torna uma oportunidade incrível para Deus demonstrar o Seu poder.
Josué não podia se comparar com Moisés. Não havia comparação. Ele precisava estar seguro no fato de que Deus o havia escolhido, chamado e equipado para conduzir o povo durante esse próximo período, e se Deus quisesse que Moisés conduzisse o povo para dentro da terra, Deus teria mantido Moisés vivo para esse propósito.
Deus levou Moisés, e em Sua providência e sabedoria talvez uma das razões fosse que Deus não queria que Moisés recebesse o crédito por essa coisa extraordinária que aconteceu com um líder mais novo.
Deus havia escolhido, chamado e equipado Josué, mas penso que Deus também sabia que Josué precisava do encorajamento e da afirmação dos líderes mais velhos encorajando sua vida, e é isso que lemos em Deuteronômio 3.
Enquanto Moisés relembra a sequência de acontecimentos, pouco antes de os filhos de Israel entrarem na Terra Prometida, Deus diz a Moisés:
Dê ordens a Josué, anime-o e fortaleça-o; porque ele irá à frente deste povo e o fará possuir a terra que você apenas verá. (Deuteronômio 3:28)
Deus disse a Moisés: “Há algo que você precisa dar além do trabalho, do título, da responsabilidade — você precisa ensiná-lo, instruí-lo, encorajá-lo e fortalecê-lo para essa tarefa”, assim como Deus havia feito com Moisés durante todos aqueles anos. Deus está dizendo a Moisés: “Aquilo que Eu te dei, você precisa passar para Josué.”
Sou tão grata, ao ler essa passagem, por aqueles homens e mulheres mais velhos, alguns que eu conheci, alguns que agora estão no céu, alguns sobre os quais apenas li em livros, mas aqueles homens e mulheres mais velhos de Deus que me encorajaram, que me fortaleceram para cumprir o chamado de Deus na minha geração.
Penso nos meus pais; penso em professores, em líderes, pastores, pessoas que encorajaram a minha vida e me deram uma visão de como Deus queria usar a minha vida. Eles não podiam fazer isso por mim, mas Deus disse a Moisés: “Josué é quem levará o povo a possuir a terra que você pode ver, portanto encoraje-o nisso.”
O que foi pedido a Moisés que fizesse? Penso que foi pedido a ele que pintasse um quadro para Josué de como Deus queria usá-lo, que inspirasse fé no coração desse novo líder mais jovem.
Há mais de trinta anos agora, quando o fundador do nosso ministério… eu já me referi a ele anteriormente nesta série. Ele morreu com pouco mais de quarenta anos de idade.
Quando ele ainda estava vivo, eu estava na casa dos vinte anos. Lembro-me de que havia alguns líderes cristãos mais velhos naquela época que estavam saindo de cena. Eles estavam partindo e indo estar com o Senhor, e alguns tinham sido gigantes espirituais e maravilhosos líderes espirituais no mundo evangélico.
Lembro-me de nosso fundador dizendo a mim e a alguns de nossa equipe: “Está chegando o tempo em que será a nossa vez, e precisamos estar prontos para pegar o bastão.”
Isso não significava que todos nós teríamos posições como líderes do mundo evangélico. Era simplesmente que Deus tem uma missão e um propósito para cada uma de nossas vidas, e não podemos continuar olhando apenas para as pessoas mais velhas para cumpri-las. Precisamos nos tornar essas pessoas mais velhas e pegar o bastão para que possamos fornecer um modelo de liderança piedosa para a próxima geração seguir.
Eu era uma mulher mais jovem naquela época. Eu olhava para todas as mulheres mais velhas. Bem, agora sou uma mulher mais velha — não uma mulher velha, mas uma mulher mais velha — e há mulheres mais jovens que olham para mim em busca de sabedoria, orientação, liderança espiritual e entendimento da Palavra de Deus.
Isso é uma enorme responsabilidade, e todas nós, à medida que nos tornamos mulheres mais velhas — isso não é apenas para professoras públicas que isso deve acontecer — as mulheres mais velhas devem ensinar as mulheres mais jovens a andar com Deus, a amar seus maridos, a amar seus filhos, a serem puras e boas donas de casa. (veja Tito 2:3–5)
Essa é nossa tarefa à medida que envelhecemos. Temos a responsabilidade de pegar o bastão e então entregá-lo para a próxima geração.
Cada uma de nós precisa desse senso de continuidade e de conexão com as gerações anteriores e futuras, pegando o bastão da geração anterior e passando o bastão da fé e da graça para as gerações futuras.
Você e eu estamos apenas correndo um trecho da corrida de revezamento. Não somos a corrida inteira. Somos apenas um trecho dela. Se pudéssemos ter uma visão do fato de que fazemos parte… aquele pequeno trecho que corremos — e corremos tão duro, e ficamos sem fôlego, e pensamos que não vamos conseguir — mas aquele trecho que corremos fielmente é parte do plano redentor eterno, maior e mais grandioso de Deus.
Você não está isolada no seu ponto no tempo. Você faz parte de uma continuidade de fé. Moisés passou para Josué; Josué passou para a próxima geração; eles passaram para a próxima geração; Jesus passou o bastão aos Seus discípulos; e Paulo disse a Timóteo: “E o que você ouviu de mim ... transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros.” (2 Timóteo 2:2)
É tão egoísta da nossa parte viver apenas para o momento presente e para a nossa geração atual sem estar conscientes de que fazemos parte de um grande e longo revezamento de fé e de desempenhar bem o nosso papel em pegar o bastão e depois passá-lo adiante.
Como geração mais velha, precisamos estar inspirando, preparando, encorajando, fortalecendo e afirmando a próxima geração. Mães, é isso que vocês estão fazendo por seus filhos. Quando encontro meninas pequenas, às vezes penso: A próxima Elisabeth Elliot está em algum lugar por aqui… somente Deus sabe quem ela é, onde ela está.
Quero encorajar essas crianças, abençoá-las e, de alguma pequena maneira, estar passando o bastão da fé para a próxima geração, dando a elas uma visão de como Deus quer usá-las como parte do Seu reino e do Seu plano.
Raquel: Escutamos Nancy DeMoss Wolgemuth, encorajando todas nós a investir nas gerações que virão. Essa mensagem faz parte de uma série chamada Lições da vida de Josué (Parte 4): Seguindo a direção de Deus para liderar.
Nancy: Você já percebeu que as coisas em que você confia muitas vezes a decepcionam? Pode ser seu marido, seu trabalho, dinheiro no banco. Mas há apenas uma coisa em que você pode se firmar com confiança. Falaremos sobre isso amanhã. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.