Nancy DeMoss Wolgemuth: Nosso Calendário 2027 já está disponível! Ele foi preparado para ajudar você, de maneira simples e prática, a manter a Palavra de Deus diante dos seus olhos durante todo o ano.
Esperamos que este recurso seja uma fonte diária de encorajamento, inspiração e esperança para você e toda a sua família.
Raquel Anderson: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy: Você já se sentiu como se estivesse presa a uma pequena tarefa? Você realmente quer ver Deus agir em você e por meio da sua vida, mas simplesmente não vê como isso poderia acontecer no lugar onde você está agora? Falaremos sobre isso hoje aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: A educação é muito importante, e queremos que nossos filhos aprendam tudo o que puderem. Mas, em algum momento, eles deixarão a …
Nancy DeMoss Wolgemuth: Nosso Calendário 2027 já está disponível! Ele foi preparado para ajudar você, de maneira simples e prática, a manter a Palavra de Deus diante dos seus olhos durante todo o ano.
Esperamos que este recurso seja uma fonte diária de encorajamento, inspiração e esperança para você e toda a sua família.
Raquel Anderson: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy: Você já se sentiu como se estivesse presa a uma pequena tarefa? Você realmente quer ver Deus agir em você e por meio da sua vida, mas simplesmente não vê como isso poderia acontecer no lugar onde você está agora? Falaremos sobre isso hoje aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: A educação é muito importante, e queremos que nossos filhos aprendam tudo o que puderem. Mas, em algum momento, eles deixarão a escola e usarão o que aprenderam ou começarão a ensinar outras pessoas.
Agir com base no que você aprendeu é um grande passo de maturidade, um processo que Nancy descreve na série Lições da vida de Josué (Parte 4): Seguindo a direção de Deus para liderar.
Nancy: Nós passamos grande parte das últimas semanas analisando a vida de Josué em seus primeiros anos. Dissemos que, durante aqueles primeiros anos, Josué era um aprendiz. Ele estava aprendendo como ser um seguidor e servo fiel. Ele estava aprendendo a adorar.
Tivemos alguns vislumbres da sua vida e do seu serviço privados. Ele teve alguns momentos públicos, mas, de modo geral, aqueles primeiros anos como aprendiz foram sua vida privada. Foi ali que ele estava sendo moldado, formado e preparado para o que Deus tinha para ele mais tarde na vida.
Estamos chegando agora à fase daqueles anos maduros da vida de Josué, quando ele ainda era um aprendiz, mas agora estava se tornando um líder. Ele tinha aprendido a adorar; agora teria que aprender a usar o que sabia sobre Deus na guerra.
Nós o vemos passando da vida privada que ele havia desfrutado por grande parte daquele tempo para a vida e o serviço público. E antes de terminarmos com Josué, veremos seus anos finais quando ele está deixando um legado.
Assim, você vê um retrato de uma vida bem vivida — anos iniciais aprendendo, anos maduros liderando e cumprindo a missão de Deus para a sua vida, e então os anos finais deixando um legado para a próxima geração. Josué proporciona enorme continuidade entre a era de Moisés e sua liderança e o que veio depois com os juízes e os reis após Josué.
Agora, passar dos anos como aprendiz, seus primeiros anos, para seus anos maduros em uma posição de líder exigiu uma transição; e não foi algo que aconteceu da noite para o dia. Houve um período de transição.
Foi necessária uma transferência de liderança de Moisés para Josué. Esse processo de transição era importante não apenas por causa de Josué, mas também por causa do povo. Eles haviam seguido Moisés por muito tempo.
Ao final da sua vida, foram oitenta anos em que Moisés havia liderado os Filhos de Israel. Portanto, não haveria ninguém que simplesmente pudesse entrar imediatamente e ocupar aquele lugar e assumir aquela posição sem um processo de transição.
Como você sabe, esse tipo de transição raramente é fácil, especialmente quando o novo líder está substituindo um líder forte, talentoso e que esteve no cargo por muito tempo. Talvez algumas de vocês tenham feito parte de uma igreja onde houve um pastor por muitos e muitos anos — um homem fiel de Deus, um pastor fiel que esteve ali trinta, quarenta, cinquenta anos em alguns casos.
Essa não é uma transição fácil para o novo líder, principalmente quando o líder anterior era grandemente respeitado e seguido. Lembro-me de quando, em nosso ministério, no final dos anos 80, o nosso fundador e, por muitos anos, diretor da Life Action Ministries (o ministério-mãe do Aviva Nossos Corações) ficou doente.
Ele foi diagnosticado com um tumor cerebral que, oito meses depois, tirou sua vida. Ele tinha quarenta e poucos anos de vida.
Quando percebemos que, a menos que Deus interviesse com um milagre, Del não estaria ali para nos conduzir ao próximo capítulo da vida do ministério, nos reunimos como equipe de liderança não apenas uma vez, mas ao longo de um período de semanas e meses para buscar o Senhor sobre o que viria a seguir.
Deus finalmente levou o Seu servo para casa, e tivemos muitas reuniões e muitos momentos de oração buscando o Senhor. Quem deveria ser o sucessor? O que deveria acontecer a seguir no ministério?
Agora, à medida que me torno familiarizada com outros ministérios, frequentemente ouço ministérios — especialmente onde há um líder mais velho — falarem sobre um plano de sucessão. O que isso significa?
Eles estão pensando adiante. Quando Deus escolher levar nosso líder para casa, qual será o processo pelo qual determinaremos quem Deus quer que esteja à frente do ministério ou como Deus quer que o ministério continue a partir daqui?
No caso de Josué e da transição de Moisés, a transição foi clara e maravilhosamente orquestrada por Deus, e é por isso que funcionou tão bem. É sempre melhor quando Deus é quem dá a direção.
Se possível, abra a sua Bíblia em Números 27. Nos próximos dois episódios, vamos ver algumas passagens sobre como essa transição aconteceu.
Números 27:12–13:
Depois, o Senhor disse a Moisés: ‘Suba a este monte Abarim e veja a terra que dei aos filhos de Israel. E, depois de a ter visto, você também será reunido ao seu povo, assim como já aconteceu com o seu irmão Arão.
Ele está dizendo: “Você vai morrer.” Moisés tem 120 anos. Ele viveu uma vida longa e fiel, mas não terá permissão para entrar na Terra Prometida. Por quê?
Versículo 14:
Porque, no deserto de Zim, quando a congregação discutia comigo, vocês foram rebeldes ao meu mandado de me santificar nas águas diante dos olhos do povo.
Você se lembra do que aconteceu ali na rocha quando Deus disse a Moisés: “Fale à rocha, e dela sairá água.” Na sua ira, Moisés feriu a rocha. Na sua impaciência ele não santificou a Deus diante do povo, e Deus disse: “Como resultado, você não entrará na Terra Prometida.”
Assim, Moisés agora tem 120 anos. Ele liderou os israelitas por oitenta anos. Ele sabe que em breve morrerá.
No que ele está pensando? Com o que ele está preocupado? O que está em seu coração? Algum assunto pendente? Sobre o que ele quer falar com o Senhor?
Descobrimos nos versículos 15–17.
Então Moisés disse ao Senhor: ‘Que o Senhor, autor e conservador de toda vida, ponha um homem sobre esta congregação que saia adiante deles, que entre adiante deles, que os faça sair e que os faça entrar, para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor.’
Com o que Moisés está preocupado? Ele está preocupado com o que acontecerá ao rebanho depois que ele se for, ao povo de Deus. Acho que esse pedido diz muito sobre o coração de Moisés.
Ele está preocupado com o povo de quem cuidou todos esses anos. Ele está sobrecarregado com o pensamento de que não sejam deixados como ovelhas que não têm pastor.
Anos antes, no deserto de Midiã, Moisés havia cuidado de ovelhas tempo suficiente para saber que, sem um pastor, os israelitas seriam indefesos e vulneráveis. Eles seriam presa fácil para seus inimigos.
Eles precisavam de um pastor. Precisavam de alguém que representasse para eles o coração de Deus e os conduzisse nos caminhos de Deus.
Ao olharmos para essa oração, vemos que Moisés humildemente e sabiamente pediu a Deus que fizesse a escolha e a nomeação. Ele sabia que Deus o havia escolhido anos antes.
Pergunto-me se ele não voltou o pensamento àquele momento em que Deus o chamou na sarça ardente ali no deserto do Sinai, e como ele havia sido sustentado ao longo de muitos dias e experiências difíceis pela percepção de que não havia assumido esse papel por si mesmo.
Moisés queria que seu sucessor tivesse essa mesma confiança — saber que aquela não era uma posição que ele havia buscado ou manipulado para conseguir; saber que não havia sido nomeado por um homem (nem mesmo por um homem tão grande quanto Moisés), mas saber que esse novo líder teria um chamado e uma comissão divinos. Assim, Moisés colocou essa importante decisão diante do Senhor.
Ele disse: “Tu tomas a decisão. Tu fazes a escolha. Tu fazes a nomeação.” Ele fez disso um motivo de oração.
Certamente, depois de todos esses anos liderando o povo, Moisés devia ter suas próprias opiniões sobre quem poderia ser adequado para esse trabalho. Com certeza ele deve ter pensado em Calebe ou Josué, que poderiam ser uma boa escolha, ou talvez algum outro líder mais jovem e promissor que ele conhecia.
Mas vejo Moisés deixando o assunto totalmente nas mãos de Deus. Ele nem sequer fez uma recomendação a Deus. “Senhor, acho que seria bom se considerássemos o Fulano…” ou “O que o Senhor acha do Beltrano…?”
Ele apenas disse: “Senhor, Tu decides. Tu me escolheste. Agora Tu determinas e nos dizes quem será o próximo.” “Que o Senhor… ponha um homem”, ele diz no versículo 16.
Então, no versículo 18, o Senhor responde:
“O Senhor disse a Moisés: ‘Chame Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e imponha as mãos sobre ele.’”
Assim Deus designou Josué para ser o sucessor de Moisés.
Por que Josué? Bem, como vimos, há várias coisas que prepararam Josué para ser um bom e piedoso sucessor do grande líder que Moisés era. Deixe-me apenas destacar algumas delas que já mencionamos.
Primeiro, vimos algumas semanas atrás em Êxodo 17 que Josué tinha experiência em guerra. Quando ele liderou os israelitas na batalha contra os amalequitas, testemunhou o poder sobrenatural de Deus para derrotar os inimigos de Israel. Assim, ele sabia lutar, e sabia depender de Deus na luta.
Também vemos que Josué havia se tornado um líder reconhecido em sua própria tribo, a tribo de Efraim. Assim, muito antes de Deus levantá-lo para liderar a nação, ele havia provado ser um líder eficaz de um território menor.
Vimos que Josué era um homem que conhecia Deus — não apenas sabia sobre Deus, mas O conhecia — ele tinha um relacionamento pessoal e íntimo com Deus e um coração pela presença de Deus. Vimos isso ao longo da vida de Josué.
Vimos como, como assistente de Moisés, Josué acompanhou Moisés até o monte Sinai e sentou-se e esperou por quarenta dias enquanto Deus falava com Moisés e lhe dava a lei. Josué simplesmente esperou ali na presença do Senhor.
Lembre-se de que em Êxodo 33 lemos que, quando Moisés entrava na tenda da congregação, a glória do Senhor lhe aparecia ali. Depois Moisés voltava ao acampamento.
Mas temos aquele versículo interessante, Êxodo 33:11, que diz: “Porém o moço Josué, não se afastava da tenda.” Ele é um homem que havia aprendido a viver e permanecer na presença de Deus.
Certamente isso havia sido parte da preparação dele para o papel de liderança que ele iria assumir agora. Que preparação melhor poderia haver para a liderança do que estar na presença de Deus?
Sou muito grata pelos anos que o Senhor me deu na minha adolescência e nos meus vinte e trinta anos, muito antes de Ele me dar uma plataforma e um ministério nacional e internacional por meio do Aviva Nossos Corações, para estar estudando, ouvindo-O, aprendendo.
Eu estava servindo a Ele. Eu estava aproveitando as oportunidades que se apresentavam para servir ao Senhor. Mas sou muito grata por aqueles anos de relativa obscuridade, quando havia tempo para construir uma base sólida de estudo da Palavra de Deus e de vir a conhecer a Deus.
Agora que a minha vida está tão, tão cheia e ocupada, ainda preciso manter esse relacionamento íntimo e pessoal com Deus. Mas também tenho experiência de anos em que estive crescendo em conhecimento e amor a Deus. Então, Josué estava construindo essa base enquanto se preparava para a liderança.
Então vemos que Josué havia sido fiel no papel que tivera nos últimos quarenta anos ou mais como assistente de Moisés, desde quando era um jovem. Durante aqueles anos, Josué viu algumas insurreições. Ele viu algumas revoltas, algumas rebeliões.
Ele viu o momento em que a irmã e o irmão de Moisés, Miriã e Arão (Números 12), se revoltaram contra Moisés, foram desleais para com ele. Ele viu quando Miriã ficou leprosa como resultado.
Ele estava lá quando Corá e outros 250 líderes se revoltaram contra Moisés (Números 16). Eles formaram uma facção e disseram: “Você não é o único que pode ouvir de Deus.”
Mas você nunca vê o nome de Josué associado aos rebeldes. Você sempre o vê sendo um homem leal, de apoio, a mão direita de Moisés.
Tenho certeza de que ele não adorava Moisés, porque somente Deus deve ser adorado. Tenho certeza de que ele sabia que Moisés tinha suas falhas e fracassos. Mas você o vê sendo leal e fiel no seu papel como um homem de apoio, a mão direita.
Não há evidência de que ele tenha sido descontente nesse papel, ou de que tenha passado os últimos quarenta anos pensando: “Mal posso esperar até conseguir essa posição.”
Você não vê nenhuma evidência de que ele aspirasse a essa posição ou de que tenha tentado ofuscar a Moisés. Ele apenas procurou ser fiel onde Deus o havia colocado.
Penso no que Jesus disse em Lucas 16:10: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” Se você não é fiel com o pequeno lugar de influência e ministério que Deus te dá, o que faz você pensar que será fiel quando Deus te der uma esfera e um alcance maiores de responsabilidade e ministério?
As pessoas vêm falar comigo — muitas vezes jovens mulheres, adolescentes, moças na faixa dos vinte anos — que realmente querem servir ao Senhor; jovens mães, jovens esposas dizendo: “Eu adoraria fazer o que você faz. Quero escrever livros. Quero falar em conferências.”
Eu realmente acredito que a intenção do coração delas é boa, mas às vezes o que ouço elas dizendo é: “Quero um ministério maior, mais amplo e mais abrangente do que o que Deus me deu agora.”
O que eu quero dizer é: “Seja fiel com o que Deus lhe deu agora, e deixe que Deus, de acordo com a vontade dEle, no tempo dEle e do jeito dEle, amplie a extensão e o alcance do seu ministério.”
Você quer que Deus te dê mais responsabilidade? Você quer uma esfera maior de ministério? Você é uma mãe jovem que está se sentindo muito “presa” em casa nesta fase da vida?
Talvez você seja uma professora talentosa da Palavra. E diz: “Estou falando com crianças de três anos o dia inteiro. Estou falando com crianças pequenas o dia inteiro. Não sinto que estou usando os dons que Deus me deu nesta fase da vida.”
Eu digo: “Você quer uma esfera maior de responsabilidade? Quer um ministério mais amplo? Seja fiel ao que Deus já confiou a você nesta fase da vida.”
Veja só o que acontece, como aconteceu com Josué sendo fiel durante todos aqueles anos como assistente de Moisés, não correndo para conseguir uma posição melhor, mas esforçando-se para ser fiel na posição que tinha, para ser um servo fiel.
Quando foi o tempo de Deus e do jeito de Deus, Deus disse: “Você é o meu servo. Você é aquele que eu quero que assuma a liderança do povo.”
Acho que os melhores líderes são justamente aqueles que menos buscam o poder. Quando Deus coloca a mão sobre a vida deles e diz: “Quero que você faça esta tarefa ou tenha esta responsabilidade mais ampla”, normalmente os melhores líderes são aqueles que dizem: “Quem, eu? Eu não posso fazer isso.”
Essas pessoas sabem que não podem fazer o que foram chamadas a fazer sem Deus. Elas não estão sentadas dizendo: “Tenho todas essas credenciais. Tenho todos esses diplomas. Posso fazer a tarefa. Estou pronta!”
Acho que essas, com mais frequência, estão destinadas a fracassar na liderança. Então espere e deixe Deus colocar a mão sobre você para o chamado dEle, a tarefa dEle na sua vida.
Josué também demonstrou a capacidade de permanecer firme em suas convicções. Vimos nas últimas sessões como, sendo um dos doze homens enviados para espionar a terra de Canaã, ele tomou uma posição nada popular. Ele permaneceu em fé, obediência e coragem, e isso o preparou para liderar o povo de Israel na Terra Prometida.
Mas voltemos ao texto que estamos observando aqui em Números 27. O que Deus viu em Josué, além de todas essas coisas que acabamos de listar, que fez de Josué uma boa escolha? Pense em todas as qualificações que Deus poderia ter destacado sobre Josué quando disse a Moisés: “Josué é o homem.”
Quando penso no que Deus poderia ter dito, penso nas qualidades que muitas vezes procuramos em líderes hoje. Observe o que Deus não disse, algumas das coisas que tendemos a destacar.
Ele não disse: “Escolha Josué porque ele tem um grande intelecto. Ele é bem educado. Ele tem três diplomas de seminário. Ele foi feito para esse trabalho.”
Ele não disse: “Ele é um grande pensador estratégico” ou “Ele é um brilhante estrategista militar” ou “Ele é um comunicador dinâmico.”
Deus não disse: “Ele é criativo, é inovador; isso será bom para esse novo desafio” ou “Ele tem fortes habilidades interpessoais” ou “Ele tem uma ótima imagem pública” ou “Ele é um administrador talentoso” ou “Ele tem altos índices de aprovação entre o povo.”
Não são essas algumas das características que tendemos a focar hoje quando buscamos um pastor ou um líder ou alguém para liderar um ministério de mulheres na igreja local? Deus não destacou nenhuma dessas características sobre Josué.
Não é que Josué não tivesse muitas dessas qualificações. Ele tinha. Mas Deus destaca uma qualificação específica acima de todas as outras, e quero que observemos isso nestes últimos momentos.
Versículo 18 de Números 27: “Disse o Senhor a Moisés: ‘Chame Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e imponha as mãos sobre ele.’”
Quando avançamos um pouco para os dias depois da morte de Moisés, as Escrituras dizem: “Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés havia imposto as mãos sobre ele.” (Deuteronômio 34:9)
Duas vezes, a Palavra de Deus destaca essa qualificação extremamente importante. Ele era um homem em quem estava o Espírito. Ele era um homem cheio do espírito de sabedoria.
O Espírito Santo colocou dentro de Josué uma capacitação interior para a liderança. Deus o havia equipado com o poder capacitador do Espírito Santo.
A imposição de mãos sobre ele, como Moisés fez e como depois houve em uma cerimônia pública, foi apenas um reconhecimento exterior e público do que já era interiormente verdadeiro.
Isso não era algo que qualquer homem comum pudesse realizar. Era um trabalho que exigia a presença sobrenatural e a capacitação de Deus.
Assim, Deus chamou e separou Josué para essa tarefa, já tendo qualificado, preparado e ajustado para essa obra pelo dom do Seu Espírito.
Vemos repetidamente nas Escrituras como Deus fez isso, preparando pessoas para servi-Lo.
Em Gênesis 41, por exemplo, o que o Faraó disse sobre José: “Será que poderíamos achar... um homem em quem está o Espírito de Deus?” (v. 38). José chegou à liderança na terra porque até mesmo as pessoas seculares e pagãs viram a evidência do Espírito de Deus nele.
Em Atos 6, quando Estêvão foi escolhido como diácono para servir a igreja primitiva: “Então elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo.” (v. 5)
E lembre-se daquela maravilhosa passagem em Lucas 1. O anjo Gabriel veio a Maria e disse: Você terá um filho, o Filho de Deus. E Maria disse ao anjo: Como isso pode acontecer? Sou virgem. Isso não é possível! E o anjo responde:
O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra. (v. 35)
Isso também era verdadeiro a respeito de Jesus. Enquanto eu meditava neste estudo, pouco antes de irmos para o estúdio hoje, pensei naquele versículo em Isaías 11, falando profeticamente do Senhor Jesus.
Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. (v. 2)
Isso muitas vezes é chamado das sete manifestações do Espírito de Deus. Você vê essas sete qualidades que o Espírito de Deus traz.
Então, o que qualificou, o que equipou, o que preparou Josué para sua nova tarefa? O que qualificou José, Estêvão, Maria e até mesmo Jesus para cumprir Seu ministério terreno?
Foi o poder do Espírito Santo, que é exatamente a mesma coisa que qualificará, equipará e preparará você para fazer qualquer coisa para a qual Deus a tenha chamado.
Qualquer que seja a fase da vida — no seu trabalho, na igreja, no seu estudo bíblico, como mãe de uma criança de três anos ou de um adolescente, como esposa — qualquer que seja o seu papel e a fase da sua vida, você não pode cumprir o propósito de Deus para a sua vida sem ser uma mulher cheia do Espírito Santo de Deus.
É daí que vem o poder. É daí que vem a capacitação. Não podemos cumprir o nosso chamado sem o Espírito de Deus dentro de nós. Não é por força; não é por poder; mas é pelo Seu Espírito. (Zacarias 4:6)
É por isso que Paulo — o grande apóstolo Paulo, que pensamos como sendo um gigante espiritual — disse aos coríntios:
E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vocês. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, [Por quê?] para que a fé que vocês têm [ao me ouvirem e receberem a mensagem] não se apoiasse em sabedoria humana, mas no poder de Deus. (1 Coríntios 2:3–5)
Veja, quando, como mãe, esposa, mulher solteira no mercado de trabalho, viúva, adolescente — qualquer que seja a fase da sua vida — quando a sua vida reflete a plenitude e o poder do Espírito de Deus, as pessoas olharão e dirão: “Ela não poderia fazer isso. Isso só pode ser Deus em sua vida.”
E a fé delas se apoiará não no poder ou na sabedoria humana, mas no poder de Deus. E é isso que queremos.
Senhor, eu oro para que Tu nos faças desejar, entrar e experimentar plenamente o que significa ser cheia do Teu Espírito Santo. Obrigada porque Tu nos proveu de capacitação, tudo o que precisamos para cumprir aquilo para o qual Tu nos chamaste.
Obrigada pelo Teu Espírito Santo que vive dentro de cada uma de nós que somos Tuas filhas, e que nos capacita neste dia a fazer tudo o que Tu requeres de nós. Que nossas vidas reflitam a grandeza e o poder do Espírito Santo dentro de nós, eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Em última análise, liderança não é aprendida em uma universidade nem transmitida em um seminário, mas vem do Espírito de Deus. Essa importante mensagem sobre ser uma aprendiz que se torna líder faz parte de uma série chamada Lições da vida de Josué (Parte 4): Seguindo a direção de Deus para liderar.
Este ensino sobre a vida de Josué continuará em várias séries ao longo do ano. Este é o tipo de ensino bíblico aprofundado que nossas ouvintes passaram a esperar do Aviva Nossos Corações.
Somos gratas a ouvintes como você, que apoiam o Aviva Nossos Corações por meio de suas doações e orações. Muito obrigada por fazer parte do que Deus está fazendo no coração de milhares de mulheres ao redor do Brasil e do mundo.
Agora, à medida que você avança em idade, Deus continua tendo uma tarefa única para a sua vida. Descubra por que você nunca se aposenta de construir o reino de Deus.
Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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