Dia 3: A parábola
Raquel Anderson: Certa vez, uma mulher que não era aceita nos círculos respeitáveis adorou Jesus de maneira marcante. Nancy DeMoss Wolgemuth deseja ter um coração como o desta pecadora que foi perdoada.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O amor que ela demonstrou por Cristo mostrou que sua vida havia sido realmente transformada. Ela era uma nova pessoa. Tinha valores diferentes. Tinha um propósito diferente para aquele perfume do que teria em sua vida passada.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Você sabia que graça e amor caminham juntos? Eles estão profundamente conectados, e veremos isso hoje ao observar uma história que gira em torno de uma pergunta simples. Qual é essa pergunta? Nancy vai compartilhá-la conosco.
Estamos no terceiro dia de uma série de cinco dias sobre a mulher pecadora em Lucas 7. Se …
Raquel Anderson: Certa vez, uma mulher que não era aceita nos círculos respeitáveis adorou Jesus de maneira marcante. Nancy DeMoss Wolgemuth deseja ter um coração como o desta pecadora que foi perdoada.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O amor que ela demonstrou por Cristo mostrou que sua vida havia sido realmente transformada. Ela era uma nova pessoa. Tinha valores diferentes. Tinha um propósito diferente para aquele perfume do que teria em sua vida passada.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Você sabia que graça e amor caminham juntos? Eles estão profundamente conectados, e veremos isso hoje ao observar uma história que gira em torno de uma pergunta simples. Qual é essa pergunta? Nancy vai compartilhá-la conosco.
Estamos no terceiro dia de uma série de cinco dias sobre a mulher pecadora em Lucas 7. Se você perdeu os primeiros episódios, pode encontrá-los no nosso site avivanossoscoracoes.com.
Vale a pena acompanhar toda a história, então não deixe de acessar as transcrições ou ouvir o áudio. Agora, aqui está Nancy.
Nancy: Se você ainda não abriu, abra em Lucas, capítulo 7. E, novamente, sempre que estou ensinando ou quando você está ouvindo alguém ensinar a Palavra, se estiver em um lugar onde possa pegar sua Bíblia — no celular ou impressa. . . eu nunca vou a lugar nenhum sem uma Bíblia. Não estou dizendo que isso me torna espiritual (risos), apenas que gosto de tê-la comigo. Eu a encorajo a acompanhar a leitura, se puder.
Estamos começando no versículo 36 de Lucas 7. Lembre-se dos três personagens principais desta história. Há Simão, o fariseu. Há uma mulher pecadora, provavelmente uma prostituta. E há — graças a Deus — um Salvador. Seu nome é Jesus.
Antes de entrarmos no texto, vamos pedir a ajuda do Senhor.
Senhor Jesus, obrigada porque o Senhor está aqui conosco hoje, e porque é o Salvador do mundo. O Senhor é aquele que resgata tanto fariseus quanto prostitutas, e todos os que estão entre esses extremos — não importa a nossa história. Temos ambos aqui hoje, e somos gratas porque a graça maravilhosa é maravilhosa, não importa de onde viemos, o que fizemos ou quais sejam nossas necessidades. Todas nós precisamos de um Salvador.
Obrigada pela Tua Palavra. Obrigada pelo poder dela. Obrigada porque o Senhor continua libertando mulheres, assim como vemos nesta história. Dá-nos ouvidos para ouvir e corações para receber tudo o que o Senhor tem para nós neste momento. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Versículo 36, Lucas 7: “Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.”
Foi algo bom para aquele fariseu que Jesus tenha aceitado o convite, porque seria sua oportunidade de ver o Salvador em ação e testemunhar o poder de uma vida transformada. Não é impressionante que Jesus tenha escolhido justamente uma prostituta para ilustrar o poder do Evangelho a esse teólogo, a esse líder religioso? Ele precisaria tornar-se como uma criança, como um pecador, para reconhecer sua própria necessidade antes de experimentar a salvação.
Versículo 37: “E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, — lágrimas do coração, como chuva, um dilúvio — molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume.” (vv. 37–38)
Deixa eu fazer uma pausa antes do versículo 39. Encontrei um sermão de Charles Haddon Spurgeon — costumo chamá-lo de meu amigo Charles Spurgeon, que pregou no século XIX — sobre essa mulher. Vou ler um trecho em que ele descreve essa cena. A linguagem é antiga, mas é uma descrição muito bonita. Ele diz:
A mulher, quase sem ser notada, aproximou-se dele e, ao perceber que o fariseu havia recusado a cortesia comum de lavar-lhe os pés, e que estavam marcados e cansados por suas longas jornadas de amor, começou a chorar; e as lágrimas caíram em tão grande abundância que lavaram os seus pés.
Ali estava água santa verdadeira. Cristais de arrependimento caindo em gotas, cada uma preciosa como um diamante. Nunca os pés foram banhados com água mais preciosa do que aquela que fluía dos olhos penitentes.
Então, soltando aqueles longos cabelos, que antes haviam sido redes do inimigo para prender almas, ela enxugou com eles os pés sagrados. Seus cabelos, que antes eram sua vaidade, agora se humilhavam e, ao mesmo tempo, eram elevados ao mais humilde serviço.
Depois começou a beijar aqueles pés, prestando reverência humilde aos membros benditos. Não disse palavra alguma, mas quão eloquentes eram suas ações! Melhor do que salmos e hinos eram esses atos de devoção.
Então lembrou-se do frasco de alabastro com perfume, com o qual costumava ungir-se para agradar ao olfato e realçar sua beleza, e agora, abrindo-o, derramou o que tinha de mais precioso sobre os pés do Senhor.
Nenhuma palavra saiu de seus lábios; e, irmãos, preferiríamos um único amante silencioso de Jesus, que agisse como ela, a dez mil faladores barulhentos que não têm presentes, nem coração, nem lágrimas.
Você não ama isso? Vou repetir essa última frase, incluindo também as irmãs: preferiríamos uma única amante silenciosa de Jesus. . .
Talvez você sinta que nem sabe colocar em palavras o que Deus fez. Talvez seja uma cristã recente. Temos algumas aqui hoje, vindas de uma casa que ajuda mulheres com dependência, e uma delas é uma nova convertida que ainda não sabe bem como expressar o que Deus fez em sua vida.
Ele diz: preferiríamos uma única amante silenciosa de Jesus, que agisse como ela, a dez mil faladoras — pessoas que falam sobre religião, cristianismo e Jesus — mas que não têm presentes, nem coração, nem lágrimas.
Versículo 39: “Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo [isto é, esses são os seus pensamentos]: ‘Se este fosse profeta [o que ele diz ser, é isso que está implícito, como ele mesmo clama], bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele,’” (tipo, veja o escândalo disso!) “‘porque é uma pecadora.’”
Então ele é juiz, júri e executor. Ele é tudo isso em um só fariseu. Ele está dizendo, em essência: "Não há como Jesus saber que tipo de mulher é essa, o que ela fez, seu estilo de vida pecaminoso, porque, se soubesse, não permitiria que ela o tocasse, que o contaminasse dessa maneira."
Portanto, sua conclusão é: "Ele não deve ser quem afirma ser — um profeta. Ele deve ser apenas mais um homem comum, ou, se ele sabe quem ela é e que tipo de mulher ela é, bem, aí está outro problema, porque aparentemente ele não tem problema nenhum em ser tocado dessa maneira vergonhosa por essa mulher pecadora."
De qualquer forma, Jesus é um perdedor aos olhos desse homem.
Observe que esse fariseu julgou e condenou essa mulher por seus pecados — “ela é uma pecadora” — enquanto estava totalmente alheio aos seus próprios pecados. Ele viu os pecados dela através de uma lupa, e os seus próprios, ele não viu de forma alguma.
Veja bem, é isso que os fariseus fazem. É isso que fazemos quando somos fariseus, quando somos farisaicas. Eles se exaltam e se glorificam. Só Deus pode saber o que há no coração de alguém, mas ele decidiu que sabia o que havia no coração dessa mulher, como ela era, quem ela era, o que ela tinha feito e o que Jesus estava fazendo. Então, ele se exaltou e se glorificou como se fosse Deus.
E então, os fariseus rebaixam e humanizam Deus. Foi isso que ele fez com Jesus. "Este homem não pode ser um profeta. Ele saberia disso." Ele estava se exaltando acima de Jesus, que é Deus. Ele está humanizando Deus.
E eles destroem e criticam outras pessoas feitas à imagem de Deus.
Portanto, em todos os aspectos, seus valores, o preço que atribuem a si mesmos, a Deus e aos outros, está tudo misturado.
Ora, Jesus não só sabia quem era aquela mulher e o que ela tinha feito, como também sabia o que Simão estava pensando. Como se quisesse provar que Ele era realmente um profeta. . . Lembrem-se, Simão não disse isso em voz alta. Ele apenas pensou. Disse isso para si mesmo. Mas Jesus, no versículo 40. . . imaginem o quão surpreendente isso deve ter sido para Simão. Ele estava ali, imerso em seus próprios pensamentos, criticando Jesus, criticando aquela mulher. E, claro, ele próprio era muito santo e espiritual.
Então Jesus responde, porque Jesus responde aos nossos pensamentos, Ele sabe o que estamos pensando. Talvez não digamos, mas como Simão, nós pensamos: “Que tipo de mulher ela é?”Então Jesus disse: “Simão, eu tenho uma coisa pra te falar” e Simão responde: “Diga, mestre.” O que eu acho super interessante, por que ele realmente não estava interessado em ser ensinado. Ele se considerava o professor e Jesus era só um homem que se dizia ser um profeta, mas que na realidade não poderia ser.
Então Jesus conta uma parábola para ilustrar uma verdade sobre perdão, humanidade e o reino de Deus. Versículo 41: “Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro devia cinquenta.”
Um denário correspondia aproximadamente ao salário de um dia de trabalho. Assim, cinquenta denários eram cerca de dois meses de salário; quinhentos, cerca de um ano e meio. Uma dívida era muito maior que a outra.
Simão entende que Deus é o credor e que há dois devedores na sala. Há Simão, o Fariseu, e há a mulher, a prostituta.
Simão sentiu que aquela mulher era uma pecadora muito maior do que ele. Portanto, concluiu que a dívida dela para com Deus era maior do que a dele. E, à primeira vista, segundo nosso raciocínio humano, esse seria o caso. Claro, falei muito para menosprezar os fariseus, mas é preciso entender que, naquela época, eles eram os líderes mais respeitados do povo de Deus.
Jesus nos contou, e as Escrituras nos contam, muito sobre a verdadeira natureza deles. Mas as pessoas não entendiam isso. Pensavam que os fariseus eram bons. Pessoas como aquela mulher, essas sim, eram as más. E é essa a conclusão a que Simão chegou.
Mas o fato é que, como Jesus conta nessa parábola, nenhum dos dois podia pagar. Ambos tinham uma dívida que não podiam pagar. Então, se você não pode pagar, realmente importa se são cinquenta ou quinhentos? Não há esperança alguma de quitar essa dívida.
Simão não podia pagar a dívida que tinha com Deus por seu pecado, assim como aquela mulher pecadora não podia pagar a dívida que tinha com Deus por seu pecado. Ambos estavam endividados. Ambos estavam insolventes. Ambos dependiam da misericórdia daquele a quem deviam.
Versículo 42: “E como eles não tinham com que pagar. . .” Está claro ali. Não era trocado. Era uma dívida que eles não podiam pagar. Então o que o credor faz? Ele cancela a dívida de. . . quem? Dos dois. Agora, algumas traduções dizem, em vez de cancelar, “perdoou graciosamente”. Outras dizem “perdoou livremente”. Ele cancelou. Ele perdoou graciosamente. Ele perdoou livremente a dívida de ambos.
Como você pode imaginar, não é assim que normalmente funciona com credores, certo? Você está tentando pagar o saldo do carro, ou da faculdade, ou do cartão de crédito. Todo mês economizando, tentando fazer o dinheiro render para pagar um pouco da dívida de cada vez. É como um laço no pescoço. Uma escravidão. É pesado. Fica sempre sobre a sua cabeça.
Daí o banco liga e diz: “Está tudo perdoado. Cancelado. Estamos quitando sua dívida. Você está livre. Não precisa mais se preocupar com isso.” Você conhece algum banco que faça isso? (risos) Nem pensar! Esse tipo de perdão é impensável.
A palavra usada aqui no grego para cancelar a dívida é um termo comercial comum, usado exatamente dessa maneira, para perdoar uma dívida financeira. Mas é também uma palavra usada mais tarde no Novo Testamento para descrever o dom gratuito da graça de Deus e o perdão que Ele concede aos que creem em Cristo. Alguns exemplos disso estão em:
Em Efésios 4.32, “perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.”
Colossenses 2.13, “perdoando todos os nossos pecados.” Cancelando o escrito de dívida que era contra nós.
Um termo comercial que passa a descrever o que acontece nessa grande troca da salvação. Temos uma dívida que não podemos pagar. Então, cinquenta denários, quinhentos denários — não importa se você não pode pagar sua dívida. E Jesus diz que o credor cancela ambas.
Nessa palavra grega usada aqui, parte dela é a palavra charis, que significa “graça”. O credor tratou aquelas dívidas com graça.
Você pode dizer: “Mas por que isso é graça? Ele simplesmente poderia cancelar.” Não. Quando o credor cancelou aquelas dívidas, ele ficou com o prejuízo. Ele assumiu a dívida sobre si mesmo. Não existe perdão gratuito. É gratuito para nós, mas alguém precisa pagar. O credor a quem devíamos assume o custo. Então o credor tratou ambas as dívidas com graça. Ele teve misericórdia dos dois.
E Jesus diz a Simão: “Qual deles o amará mais?”
Observe a palavra “amar”, porque ela volta a aparecer nesse texto. Isso me chamou a atenção nos últimos dias, enquanto eu continuava meditando nessa passagem. O amor é o coração dessa história. É o coração desse episódio. É o que faltava em Simão. É o que essa mulher tinha em abundância, porque havia sido perdoada em abundância. E veremos que existe uma relação entre o tamanho da dívida perdoada e a capacidade de amar aquele a quem se devia.
Então, “Qual deles o amará mais?” Ele não pergunta: “Qual deles o amará?” Imagino que o homem perdoado de cinquenta denários amaria um pouco. Mas o que foi perdoado de quinhentos denários — um ano e meio de salário — amaria mais. Por quê? Porque tinha uma dívida maior. Portanto, maior perdão. Portanto, maior amor.
Simão respondeu, versículo 43: “Penso que é aquele a quem mais perdoou.” Ao que eu escrevi nas minhas anotações: “Claro!” (risos)
Você pode imaginar Simão se remexendo, pensando: “Onde isso vai dar?” Acho que ele temia ser exposto — e é exatamente o que acontece, por meio dessa mulher pecadora.
“Jesus disse: ‘Você julgou bem.’”
“Você entendeu a parábola. Entendeu a história. Mas não entendeu a história da minha graça. Você julgou corretamente essa situação, mas não julgou corretamente essa mulher, nem a si mesmo, nem a Deus. Você perdeu o fio da meada.”
“E, voltando-se para a mulher, Jesus disse a Simão. . .” Eu amo isso! Ele olha para a mulher, mas fala com Simão. Não sei se Simão estava bem à sua frente ou do outro lado da sala. Imagino que Simão não tenha chegado muito perto dela. Mas Jesus fala com Simão enquanto olha para a mulher e diz: “Você está vendo esta mulher?” (v. 44).
Que tipo de pergunta era essa? Claro que Simão a tinha visto. Era por isso que estavam tendo aquela conversa. Mas ele realmente a tinha visto? E o que ele viu quando olhou para ela? Simão a viu com olhos de justiça própria. Viu seu fracasso, sua culpa, sua vergonha. Viu alguém indigna de estar perto do rabino, talvez até indigna de estar em sua casa.
O que Jesus viu nessa mulher? Ele viu uma mulher que, ao contrário de Simão, o fariseu justo aos próprios olhos, era uma adoradora, uma mulher humilde, grata, expressiva, sem medo de demonstrar seu amor.
Então Ele compara o que ela fez com a falha de Simão como anfitrião. Ele diz: “Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés.” Isso era uma cortesia comum para qualquer convidado, quanto mais para um convidado de honra — lavar os pés sujos de quem vinha da rua. “Esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.” Não eram algumas lágrimas. Era uma enxurrada.
“Você não me recebeu com um beijo na face.” Isso pode parecer estranho para nós, mas era uma saudação cultural, como um aperto de mão. Era como se Simão tivesse ignorado Jesus. “Porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés.”
Que contraste entre os dois.
Versículo 46: “Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés”. “Ela tomou o lugar de uma serva humilde. Ela me amou. Ela me honrou. E você não fez nada disso.”
Simão não demonstrou nenhuma dessas cortesias básicas, mas aquela mulher pecadora foi muito além ao honrar Jesus. Ela não fez isso de forma contida. Não se conteve. Entregou tudo. Ela era uma adoradora. Amava Jesus. Estava tomada de gratidão pelo perdão recebido.
O amor que demonstrou por Cristo evidenciava que sua vida havia sido realmente transformada. Ela era uma nova pessoa. Tinha novos valores. Um novo propósito para aquele perfume, diferente do que teria em sua vida passada. O que importava para ela havia mudado. Tudo havia mudado.
Não é maravilhoso que Jesus tenha recebido seu amor, seu presente, sua devoção? Ele não estava pensando: “O que Simão vai achar?” Jesus não se importava com o que Simão pensava. Na verdade, talvez estivesse satisfeito por saber o que Simão pensava, para poder ir ao coração do problema dele — porque Simão também precisava de um Salvador.
Mas ouça, quando você vem a Jesus humilde, quebrantada, perdoada, purificada, amando e adorando — talvez você não tenha todos os termos teológicos; talvez não faça tudo de uma maneira socialmente adequada; o que você faz pode parecer um pouco estranho, extremo, fora do comum ou radical — mas Jesus ama isso. Ele recebeu o presente dela, o amor dela, a devoção dela.
Então Jesus diz no versículo 47: “Por isso afirmo a você, [Simão], que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”
Na próxima sessão vamos falar sobre o perdão, sobre o que isso significa nesse versículo, mas deixe-me dizer aqui que Jesus não estava sugerindo que Simão não tivesse pecado muito, como se aquela mulher fosse a única grande pecadora na sala. Ele não estava dizendo: “Ela tem muitos pecados, mas você não.”
Ele não estava dizendo que os pecados de Simão eram menos significativos, mais triviais, ou que importavam menos do que os pecados da mulher.
Ele não estava dizendo que Simão não precisava ser muito perdoado.
Mas Ele estava dizendo que a razão pela qual Simão foi pouco perdoado era porque ele não tinha ideia de quão grandes eram seus pecados e de quanto precisava ser perdoado. Portanto, ele tinha pouco amor por Aquele que pode perdoar pecados. Você entende isso?
John MacArthur diz, em um sermão sobre essa passagem:
O pior pecador possível, o mais irrecuperável de todos, é aquele que pensa que não é pecador e que não precisa de redenção, que pensa que Deus está satisfeito com ele do jeito que ele é. Esse é o pior dos pecadores. O apóstolo Paulo foi um desses, e por isso chamou a si mesmo de “o principal dos pecadores.
Esse era Simão, mas essa mulher reconhecia quantos e quão grandes eram seus pecados contra um Deus santo. Ela sabia o quanto precisava ser perdoada. E, por isso, seu amor transbordava. Muitas vezes há uma grande diferença entre nós que crescemos na igreja e nunca conhecemos outra coisa senão seguir Jesus, estar cercados por pessoas que seguem Jesus, e aqueles que vieram de uma vida mais marcada pelo pecado. Isso não significa que, se você não veio da prostituição ou do vício em drogas, não possa amar Jesus. Mas significa que, às vezes, pode ser mais difícil perceber o quanto precisamos ser perdoadas.
Deixe-me voltar ao meu amigo Spurgeon. Ele diz:
Oh, por mais desse amor! Se eu pudesse fazer apenas uma oração nesta manhã, [ao encerrar seu sermão sobre essa passagem, ele disse] penso que seria que a tocha flamejante do amor de Jesus fosse levada a cada um de nossos corações, e que todas as nossas paixões fossem incendiadas com amor por Ele.
Você sabe como isso acontece? Quando entramos na presença de um Deus santo e nos vemos, não como Simão se via — bons, sem necessidade, justos aos próprios olhos — mas como pessoas profundamente necessitadas, como aqueles que pecaram muito contra a graça de Deus. E clamamos a Ele por misericórdia, e Deus diz: “Os seus pecados, que são muitos, estão perdoados.” E, à luz dessa consciência, nosso amor, nossa adoração e nossa gratidão transbordam.
Oh, Senhor, mostra-nos, a nós que somos como Simão, quão grande é o nosso pecado, quão grande é a nossa necessidade do Teu perdão. Permite-nos experimentar as riquezas da Tua graça e então cair diante de Ti, como essa mulher fez, e como Simão poderia e deveria ter feito, para adorar, amar e dar graças. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Amém! Acho que todas nós somos tentadas, às vezes, a ser como Simão, olhando para os outros com desprezo e ignorando o nosso próprio pecado e a nossa própria necessidade.
Nancy DeMoss Wolgemuth tem encorajado você a examinar o seu coração, ser honesta sobre o que há nele e se arrepender. Esses passos humildes abrem caminho para um crescimento verdadeiro na fé. Nós, aqui no Aviva Nossos Corações, queremos caminhar ao seu lado e oferecer recursos úteis para encorajá-la à medida que você cresce cada vez mais em Jesus.
Nancy: Isso mesmo, Raquel. E, ao fazer isso, queremos ajudá-la a abraçar o propósito para o qual Deus a criou — o plano que Ele tem para sua vida. Uma mulher que tem ouvido o Aviva Nossos Corações há algum tempo nos enviou recentemente esta mensagem:
Obrigada por todos esses anos de estudos bíblicos diligentes, consistentes e cheios de verdade, programas de rádio, podcasts, livros e conferências. Eu cresci espiritualmente. Fui inspirada a buscar novas maneiras de compartilhar minha fé. Fui consolada quando estava tão ferida que mal conseguia respirar. O Aviva Nossos Corações me ensinou sobre o meu verdadeiro propósito como mulher cristã.
Você consegue imaginar se houvesse milhares, talvez milhões de mulheres assim ao redor do mundo, refletindo a beleza de Cristo e do Seu Evangelho? Sou muito grata por podermos ministrar a essa mulher e a tantas outras dessa forma, e pela maneira como temos levado verdade bíblica, esperança, consolo e muito mais a incontáveis mulheres ao longo dos últimos vinte anos.
E deixe-me dizer: se você já contribuiu com este ministério, você fez parte disso. Costumamos dizer que o Senhor é o nosso maior Doador — com “D” maiúsculo. Confiamos que Ele suprirá os recursos necessários para continuar este ministério. E Ele faz isso por meio de ouvintes como você, seja através das suas orações ou das suas contribuições financeiras. Agradecemos por seu apoio ao ministério Aviva Nossos Corações.
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Raquel: Amanhã ouviremos sobre uma mulher cuja história foi marcada por muita dor. No entanto, seu foco não estava nos pecados cometidos contra ela, mas no incrível presente do perdão que recebeu pelos seus próprios pecados.
Esperamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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