Dia 2: A mulher
Raquel Anderson: Os Evangelhos nos contam sobre uma mulher que chorou aos pés de Jesus. O exemplo dela leva Nancy DeMoss Wolgemuth a fazer a seguinte pergunta:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando foi a última vez que chorei lágrimas de arrependimento, gratidão, adoração, amor por Cristo?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Posso fazer uma pergunta? Você está vivendo como alguém que foi totalmente perdoada? O amor e o perdão de Jesus a levam aos joelhos? Hoje veremos como uma mulher respondeu a Jesus com humildade. Há alguns anos, Nancy falou sobre uma passagem do capítulo 7 de Lucas que ilustra o amor de Jesus pelos pecadores. Ontem ouvimos a primeira parte desta série, intitulada Quem Ama Mais? Vamos ouvir Nancy continuar.
Nancy: Estávamos no meio de uma série em nossa igreja, …
Raquel Anderson: Os Evangelhos nos contam sobre uma mulher que chorou aos pés de Jesus. O exemplo dela leva Nancy DeMoss Wolgemuth a fazer a seguinte pergunta:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando foi a última vez que chorei lágrimas de arrependimento, gratidão, adoração, amor por Cristo?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Posso fazer uma pergunta? Você está vivendo como alguém que foi totalmente perdoada? O amor e o perdão de Jesus a levam aos joelhos? Hoje veremos como uma mulher respondeu a Jesus com humildade. Há alguns anos, Nancy falou sobre uma passagem do capítulo 7 de Lucas que ilustra o amor de Jesus pelos pecadores. Ontem ouvimos a primeira parte desta série, intitulada Quem Ama Mais? Vamos ouvir Nancy continuar.
Nancy: Estávamos no meio de uma série em nossa igreja, nas manhãs de domingo, chamada Por que eu sigo Jesus? A cada semana havia um testemunho relacionado à passagem bíblica que seria estudada.
Naquela ocasião, um marido e uma esposa se levantaram, e Robert inclinou-se para mim e perguntou: “Onde estão os microfones deles?”
Eles não estavam usando microfones, e aqui está o motivo: eles não precisaram de microfones na primeira parte do testemunho, porque trouxeram consigo apenas uma grande pilha de cartazes de papelão.
Eles levantavam os cartazes um de cada vez; cada um segurava um, depois o abaixava e pegava outro. E em cada cartaz havia apenas uma ou duas palavras identificando questões que faziam parte da história deles.
Algumas dessas palavras eram (vou ler rapidamente, mas eles paravam alguns segundos em cada uma para que todos absorvessem): “controle, disputa por poder, desonestidade, traição, desconfiança, discussões, dor, luto, orgulho, inveja, abuso, isolamento, vício, recaída, medo, ansiedade, preocupação, dívidas, traição, desespero, estresse, mentira, fracasso, solidão, dúvida, trauma, remorso, negação, teimosia, ira, divórcio, abandono, depressão, codependência, prisão, perdido, perfeccionismo, disfunção. . .” e assim por diante.
Enquanto eu observava aquele casal levantando os cartazes, um após o outro, contando sua história sem dizer uma palavra, não pude deixar de pensar na mulher que estamos estudando esta semana em Lucas capítulo 7. Talvez ela pudesse usar algumas dessas mesmas palavras para contar sua história e resumir seu passado.
Não temos muitos detalhes sobre a vida daquela mulher, mas o que vemos aqui provavelmente segue uma linha semelhante ao que aquele casal compartilhou em nossa igreja. Então abra comigo, se possível, no Evangelho de Lucas, capítulo 7.
É importante abrir a Bíblia e acompanhar, e se você puder, eu te encorajo a fazer isso. Você verá coisas que talvez nunca tenha percebido antes, e ficará claro o que é a Palavra de Deus e o que é a palavra da Nancy. . . e não vamos confundir as duas, certo?
Estamos estudando a Palavra de Deus, e é ela que tem poder para transformar nossas vidas. Lucas 7, versículo 36: “Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.”
Ontem, estudamos sobre o fariseu e sobre os fariseus em geral. Esse fariseu — veremos que seu nome era Simão — ofereceu algum tipo de banquete ou jantar e convidou Jesus. Não sabemos se foi por senso de obrigação, já que o rabi estava na cidade, ou se ele queria colocar Jesus à prova.
Os fariseus já estavam dizendo: “Não podemos deixar este homem continuar fazendo o que está fazendo! O povo o ama, mas Ele faz coisas no sábado que não deveria fazer. Ele quebra nossas regras; não se encaixa no nosso sistema!” Então, por qualquer que tenha sido o motivo, o fariseu convidou Jesus para jantar em sua casa.
Como você provavelmente já ouviu, os convidados não se sentavam em cadeiras como vemos em algumas pinturas. Eles tinham o costume — especialmente em ocasiões especiais, como provavelmente era esta — de usar uma mesa baixa onde a comida era colocada.
Então eles se reclinavam em sofás baixos, apoiados em um cotovelo, com os pés estendidos para trás. . . por razões óbvias. Seus pés estavam empoeirados e sujos por causa das estradas secas ou lamacentas, e queriam mantê-los o mais longe possível da comida.
Também era costume — e isso é importante para entender o que acontece depois — cumprimentar os convidados de honra. O anfitrião os saudava com um beijo em cada face, algo que ainda acontece em algumas partes do mundo. Já estive em países onde isso é costumeiro.
Na Romênia, por exemplo, lembro-me de como as mulheres fazem isso. Cada mulher que você encontra beija você nas duas faces. . . é muito beijo! (risos) E naquela época, faziam algo parecido; o anfitrião beijava seus convidados de honra.
Um servo lavava os pés dos convidados, ou, se a casa não fosse tão rica, pelo menos sempre havia água e um lugar específico para que os convidados lavassem seus pés.
Depois, o anfitrião ou o servo aplicava perfume, óleo ou especiarias para aliviar o cansaço do viajante. Os óleos essenciais não são algo tão novo assim. Além disso, proporcionavam um aroma agradável, já que as pessoas não tomavam banho todos os dias como hoje.
E veremos que Simão negligenciou essas cortesias comuns quando se tratava de Jesus. Continuando em Lucas 7, versículo 36: “. . .entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que. . .”
Até esse momento, nada fora do comum havia acontecido. Jesus foi convidado para um jantar, entrou na casa do fariseu e reclinou-se à mesa. Era apenas mais um encontro social.
Então surge a expressão: “E eis que”. É uma exclamação, como se dissesse: “Preste atenção! Algo inesperado está acontecendo! Há uma reviravolta na história, algo chocante, dramático.” O sentido é: “Olhem! Essa mulher!”
Não havia nada surpreendente em Jesus estar ali, reclinado à mesa — era o que faziam.
“E eis que [!] uma mulher da cidade, pecadora, — todos sabiam disso, não era segredo — sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume.” (vv. 37-38)
Quem era essa mulher? Para começar, não sabemos seu nome. Alguns teólogos ao longo da história a confundiram com Maria Madalena, mas não há evidência bíblica para isso.
Esta manhã, estava procurando algumas músicas que pudéssemos usar hoje e que combinassem com essa passagem. Há alguns artistas famosos que escreveram e cantaram canções conhecidas que presumem que essa pessoa era Maria Madalena. Não há nenhuma evidência disso nas Escrituras.
Jesus libertou Maria Madalena da opressão demoníaca, mas não há indicação de que fosse uma mulher imoral. Esta mulher não é Maria Madalena. Outros a identificam como Maria, irmã de Marta e Lázaro, o que é mais compreensível, porque há um relato semelhante nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João.
Como existem algumas semelhanças — uma mulher ungindo Jesus na casa de um homem chamado Simão — é fácil pensar que seja o mesmo episódio.
Mas “Simão” era um nome muito comum naquela época. Seria como João hoje em dia. E aí terminam as semelhanças. O relato dos outros Evangelhos aconteceu em Betânia, perto de Jerusalém; este ocorreu na Galileia, bem mais ao norte.
Aquela unção aconteceu pouco antes da crucificação; esta ocorreu mais cedo no ministério de Jesus. Maria de Betânia ungiu a cabeça e os pés de Jesus; esta mulher ungiu apenas os pés. Portanto, não sabemos quem ela era.
Agora, a pergunta é: como ela entrou nesse jantar especial? Hoje, quando temos jantares privados, muitas vezes há uma lista de convidados que precisa ser conferida. Às vezes, há até segurança para garantir que alguém que não foi convidado não entre. Mas, naquela época, os jantares — mesmo os privados — frequentemente aconteciam em um pátio aberto da casa.
Os convidados se reclinavam à mesa; e eles comiam e conversavam. Mas era costume permitir que pessoas de fora — não convidadas, mas que moravam na região — entrassem no pátio apenas como observadoras. Elas não comiam nem participavam da conversa, mas podiam ficar ali assistindo. Elas permaneciam ao redor, na parte externa do ambiente e, se fosse à noite, provavelmente nos cantos da propriedade.
E essa é uma imagem que eu amo. . . a dessa mulher saindo do canto para se aproximar de Jesus. Muitas pessoas da cidade faziam isso; era uma forma barata de entretenimento.
Não havia TV a cabo nem Netflix, então essa era uma maneira de se atualizar sobre notícias e acontecimentos e ouvir discussões sobre diferentes assuntos. Agora, as mulheres não eram convidadas para esse tipo de banquete, e os rabinos judeus não conversavam com mulheres em público. . . nem comiam com elas em público — especialmente não com uma mulher como ela.
Você pergunta: “Que tipo de mulher?” As Escrituras dizem que ela era uma mulher da cidade, uma pecadora. E não apenas no sentido de que todo ser humano é pecador. Os comentaristas concordam que ela provavelmente era uma prostituta. Era conhecida por sua vida imoral. Todos sabiam quem ela era.
E apenas ao dizer “uma mulher da cidade, que era pecadora”, aquelas pessoas já sabiam de quem se tratava. Ela não tinha nada a perder. Não tinha ninguém a quem impressionar. Era conhecida como uma mulher pecadora.
Sou grata porque as Escrituras não suavizam a condição pecaminosa dela. Mais a frente, no versículo 47, Jesus diz: “os seus muitos pecados”. Muitos pecados. Ela havia pecado muito! E, na parábola que Ele conta mais adiante, ela é retratada como alguém profundamente endividada — espiritual e moralmente — incapaz de pagar a dívida que devia. As Escrituras dizem que todas nós estamos nessa condição.
Talvez não sejamos conhecidas publicamente como pecadoras, mas Romanos 3.23 diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. E 1 João 1.8 diz: “Se dissermos que não temos pecado [isso lembra alguém nesta passagem? Simão, o fariseu] nenhum, a nós mesmos enganamos, e a verdade [Cristo] não está em nós.”
Essa mulher — pelo que acontece em seguida — aproxima-se por trás dos pés de Jesus, chora, molha Seus pés, e assim por diante. Ela rompe completamente o protocolo e as convenções sociais da época. Viola o que era considerado apropriado. Já seria escandaloso uma mulher como ela aparecer no jantar de Simão — quanto mais fazer o que fez com Jesus. Então vamos acompanhar o que ela faz.
Ela ouve que Jesus está naquela casa e vai para honrá-Lo. Chega preparada, trazendo um frasco de alabastro com perfume, provavelmente caro e valioso.
Ela se move silenciosamente a partir da parte externa do ambiente, onde havia muitas outras pessoas. Não imagine um jantar silencioso e formal — este é um jantar judaico! Há muito movimento, conversa, discussões, alegria. . . muita coisa acontecendo. Talvez ela estivesse no canto, sem buscar atenção, sem querer ser vista, sem intenção de se tornar o centro das atenções. E simplesmente se aproxima e fica atrás de Jesus, aos Seus pés.
Observe que tudo o que essa mulher faz, ela faz aos pés de Jesus — um retrato de sua humildade. E ela está chorando, dominada pela emoção. Creio que isso foi espontâneo, não planejado. Ela não pensou: “Vou até lá chorar aos pés de Jesus.” Isso simplesmente brotou do seu interior, e ela não teve vergonha.
Por que ela chorava? As Escrituras não dizem, mas podem ter sido lágrimas de arrependimento — uma mulher na presença da santidade, tomada pela consciência de sua culpa, sua vergonha, seus muitos pecados. Ninguém precisava dizer a ela que era pecadora; ela sabia.
Certamente também eram lágrimas de gratidão. Ele já a havia perdoado — como veremos — e ela voltou para dizer: “Obrigada.” Uma versão das Escrituras diz que ela “regava” os pés de Jesus com suas lágrimas. A palavra usada significa literalmente “fazer chover”. Era uma enxurrada de lágrimas. Martinho Lutero chamou isso de “água do coração” — água que brotava do coração. Ela não estava preocupada com o que os outros iriam pensar sobre ela.
Enquanto meditava nessa passagem, fiquei me perguntando: quando foi a última vez que chorei lágrimas de arrependimento, de gratidão, de adoração, de amor por Cristo? Quando foi a última vez que esse tipo de lágrima brotou do seu coração?
Talvez ela tenha ficado um pouco constrangida ao perceber que suas lágrimas estavam molhando os pés dele e fazendo uma poça. Então o texto diz que ela os enxugou com os cabelos (v. 38). Não sabemos o comprimento do cabelo dela, mas ele não deveria estar preso para que ela fizesse isso. Ela precisou se abaixar cada vez mais aos pés de Jesus.
Ela soltou os cabelos, que provavelmente estavam presos. Naquela cultura, isso era um escândalo. O Talmude dizia que uma mulher soltar o cabelo em público era como tirar a roupa! Era considerado indecente, provocativo, até motivo para divórcio. O mesmo valia para tocar num homem que não fosse seu marido — algo que ela agora fazia com as mãos e com os cabelos.
Talvez ela tivesse feito coisas semelhantes em sua vida anterior, mas agora era diferente. Ela enxugava os pés de Jesus com os cabelos. Lavar os pés era uma tarefa humilde, reservada ao servo mais simples. E essa mulher considerava esse serviço um privilégio.
E não termina aí. Ela beijava os pés dele. Isso era ainda mais chocante! Ela demonstrava intimidade ao tocá-Lo dessa maneira. Socialmente, era vergonhoso. E, para os fariseus, o fato de Jesus permitir ser tocado por uma mulher assim significava contaminação.
A palavra usada para “beijar” é intensa. Significa beijar repetidamente, com fervor, com ternura. Não foram beijinhos rápidos. Era um gesto contínuo, semelhante ao pai que beija o filho pródigo quando ele volta para casa.
Há abraço, apego, afeto — mais beijos. É algo intenso e apaixonado, não no sentido sexual, mas profundo em amor. Ela está totalmente envolvida naquele momento. Não sai correndo quando percebe que está sendo observada. É como se estivesse sozinha com Jesus.
Mais tarde, Jesus dirá: “Desde que entrei, não deixou de me beijar os pés.” (v. 45) É algo prolongado, uma permanência na presença dele.
Depois, ela unge os pés de Jesus com o perfume que havia trazido. Faz aquilo que tinha vindo fazer. Todo o restante parece ter sido espontâneo, algo que simplesmente transbordou do coração.
Ela O honrou — ao contrário do anfitrião, que O tratou como um convidado comum. Simão não lhe ofereceu as cortesias básicas. O que vemos aqui é um retrato de afeto, intimidade e ternura. . . e ela não está preocupada com a aparência disso.
Sua vida anterior a havia trazido grande vergonha. Por isso era conhecida como “uma mulher da cidade, pecadora”. Mas agora ela está completamente sem vergonha — não no sentido de insolência, mas livre da vergonha, sem medo. O que motivou esse comportamento?
Simão, o fariseu, critica a mulher e também Jesus por permitir aquilo. Então Jesus se dirige diretamente a ele (algo que veremos depois). Exteriormente, Simão parece um gigante espiritual, enquanto ela parece uma pecadora desprezível. Mas, naquele momento, o coração dos dois estava sendo revelado.
No final da conversa, Jesus explica por que ela veio e por que fez o que fez. Pule para o versículo 47; voltaremos à outra parte no próximo episódio.
Jesus dia à Simão, “Afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.” O pecado dela, o perdão de Cristo e o amor que ela expressa estão profundamente ligados.
Ao ler os Evangelhos, às vezes é difícil saber a ordem dos acontecimentos, pois cada Evangelho narra partes diferentes da biografia de Jesus. Mas é possível encontrar essa informação online, uma espécie de harmonia dos Evangelhos que indica a sequência dos eventos. Imediatamente antes deste incidente, há uma passagem no final de Mateus 11, onde Jesus diz aos presentes:
“Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (vv. 28-30)
Veja bem, Jesus havia acabado de fazer um convite àqueles que estavam cansados de carregar o pesado fardo do pecado. Talvez tenha sido então que ela se voltou para Jesus — que veio a Ele, que experimentou o Seu perdão. Ela carregava esse fardo pesado; sabia que precisava de descanso para a sua alma.
Como veremos no próximo episódio, esta é uma mulher que provavelmente já havia sido perdoada antes de chegar a este jantar, e ela está expressando a resposta do seu coração a esse perdão. E assim, o seu amor e a sua adoração não eram recatados, formais ou contidos. Em vez disso, eram extravagantes, desinibidos, demonstrativos no seu afeto por Jesus. Ela não se importava com o que os outros pudessem pensar. Estava disposta a ser censurada e incompreendida.
Tenho percebido — e talvez você também — que muitas vezes a adoração mais doce, mais expressiva e a maior liberdade em amar a Jesus vêm justamente daqueles de quem menos esperamos isso.
Penso nas mulheres que conheci em uma prisão feminina, mulheres viciadas em metanfetamina, com histórias difíceis, cumprindo prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, condenadas por homicídio.
Esse é o tipo de mulher que vemos ali naquela prisão — com muitos vícios, todo tipo de imoralidade, lesbianismo, pornografia, pecados sexuais, toda espécie de pecado. E, ainda assim, quando estou com aquelas mulheres, as que conhecem Jesus — as que foram perdoadas de seus pecados — há uma beleza impressionante, uma expressividade, uma liberdade e uma prontidão para responder!
Sabe, quando falo em um evento comum. . . (e não quero que você se sinta mal se está aqui hoje, porque este é um público muito receptivo). Mas, normalmente. . . hoje temos tanto acesso à Palavra, ouvimos tanto dela. “Quem está farto pisa o favo de mel, mas para o faminto até o amargo é doce.” (Pv. 27.7)
E aquelas mulheres na prisão estão famintas. Sentam-se com suas Bíblias e lápis, anotando cada coisa que você diz. Depois mostram as anotações da última vez que você esteve lá. Estão totalmente atentas. Para elas, isso é novo, é fresco, é maravilhoso! Elas nunca superaram o assombro de que Jesus tenha perdoado seus pecados.
Por isso, o amor delas é expressivo, sem inibição. . . em contraste com muitas de nossas reuniões (e eu me incluo nisso): cultos, pequenos grupos. Entre nós, que talvez não nos encaixemos nessa categoria, há mais orgulho, mais preocupação com a aparência, mais temor das pessoas, menos consciência da nossa própria necessidade. E isso nos impede de adorar com o coração. Impede-nos de ter “lágrimas do coração”.
Não estou dizendo que quem chora é mais piedosa do que quem não demonstra tanta emoção. Existem diferentes formas de expressar amor e adoração. Mas a pessoa que sabe do que Jesus a resgatou — o quanto foi perdoada — essa ama muito!
Temos hoje conosco algumas mulheres — como tivemos em nossa última gravação — de uma casa que ajuda mulheres com problemas de dependência. Conheci várias delas, conversei com elas da última vez que estivemos juntas, e eram tão livres! Algumas são recém-convertidas, outras caminham com Cristo há mais tempo, outras ainda estão lidando com questões difíceis.
Mas são tão receptivas, tão desejosas, tão gratas pelo ensino. Não estavam constrangidas; estavam livres! Amavam Jesus porque sabiam quanto haviam sido perdoadas. Aquela mulher que, junto com o marido, compartilhou seu testemunho em nossa igreja naquela semana— primeiro por escrito e depois falando um pouco — conversou comigo depois e mais tarde me enviou a versão escrita da sua história.
Ela teve uma infância incrivelmente traumática, horrível — abusos indescritíveis! — o que, com o tempo, a levou a muitos vícios e escolhas equivocadas. Li o testemunho dela em voz alta para Robert naquele domingo à tarde, e ficamos sem palavras. Era difícil até compreender! Mas o amor redentor de Cristo transformou completamente a vida dessa mulher.
Hoje, ela e o marido lideram um programa, sob a liderança de nossa igreja, para ajudar dependentes a encontrarem liberdade em Cristo. A partir de sua própria dor, quebrantamento e fracassos, ela compartilha a vida de Cristo. A partir dos pecados cometidos contra ela e dos pecados que ela mesma cometeu contra outros e contra o Senhor, Deus está redimindo e fazendo tudo novo. É magnífico! É como a mulher pecadora em Lucas.
Então quero apenas te fazer uma pergunta. Não sei qual é a sua história. Talvez você se identifique mais com o fariseu ou com a mulher pecadora desta narrativa. (Falaremos mais sobre isso nos próximos dias) mas independentemente da sua história, você se vê como uma grande pecadora que precisa de um Salvador? Você já foi perdoada? Ou ainda está carregando o peso e o fardo do seu pecado?
Se for assim, quero te dizer: venha a Jesus! Encontre descanso para a sua alma! Ele morreu para a sua salvação. Você não precisa continuar carregando esse pecado. Seja qual for o tipo de pecado — pecados internos do coração ou pecados externos da carne — venha a Cristo para a salvação.
E, se você é seguidora de Jesus, como é o seu amor por Ele? Como é a sua adoração? Você O ama e O adora como alguém que sabe o quanto foi perdoada?
Raquel: Espero que você reserve um tempo para deixar essas perguntas penetrarem no seu coração e respondê-las diante de Deus.
Nancy DeMoss Wolgemuth já volta para orar. Ela tem nos desafiado a considerar quão grande é a nossa necessidade do Salvador.
Quando compreendemos nossa necessidade de Jesus, nosso coração é transformado. Nos aproximamos dele com humildade e passamos tempo em Sua presença, não por obrigação, mas por amor e alegria.
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A mulher sobre a qual ouvimos hoje não era aceita pela sociedade respeitável, mas Jesus acolheu sua adoração humilde. Somos mais parecidas com essa mulher ou com o fariseu que a condenou?
Nancy responderá a essa pergunta amanhã, no Aviva Nossos Corações. Agora, ela está de volta para orar.
Nancy: Ó Senhor, Tu poderias nos ajudar com essas perguntas ao nosso coração, como tens feito comigo nestes últimos dias, sondando o meu coração?
Ajuda-nos, pela Tua graça, a encontrar o nosso lugar ao lado daquela mulher pecadora que foi perdoada — te amando, te valorizando, te adorando e te agradecendo de todo o coração! Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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