Dia 4: Perdão
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos fala sobre uma mulher cuja história foi cheia de dor. Ela caiu aos pés de Jesus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O foco dela não estava nos pecados que haviam sido cometidos contra ela, mas no incrível presente do perdão que ela havia recebido pelos seus próprios pecados.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Você foi transformada pelo amor de Jesus? Isso muda a maneira como você O ama e como ama os outros?
Hoje você terá a oportunidade de pensar sobre isso em sua própria vida. Vamos ver como a graça, o perdão e o amor de Deus nos transformam para amar muito. Durante toda esta semana, Nancy tem apresentado uma série intitulada Quem ama mais? Vamos continuar.
Nancy: Muitos anos atrás, estávamos fazendo uma sessão …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos fala sobre uma mulher cuja história foi cheia de dor. Ela caiu aos pés de Jesus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O foco dela não estava nos pecados que haviam sido cometidos contra ela, mas no incrível presente do perdão que ela havia recebido pelos seus próprios pecados.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Quebrantar-se, na voz de Renata Santos.
Você foi transformada pelo amor de Jesus? Isso muda a maneira como você O ama e como ama os outros?
Hoje você terá a oportunidade de pensar sobre isso em sua própria vida. Vamos ver como a graça, o perdão e o amor de Deus nos transformam para amar muito. Durante toda esta semana, Nancy tem apresentado uma série intitulada Quem ama mais? Vamos continuar.
Nancy: Muitos anos atrás, estávamos fazendo uma sessão de gravação do Aviva Nossos Corações em Little Rock, onde gravamos o programa durante os primeiros anos deste ministério. Eu estava ensinando uma nova série sobre a vida de Raabe. Você se lembra dela, do livro de Josué? A “prostituta”, como é chamada, que vivia em Jericó.
Ao poupar a vida dos espias, Deus poupou a vida dela e a de sua família. E, na providência do Senhor, havia uma mulher que veio à gravação naquele dia. Fizemos exatamente como fazemos aqui. Gravávamos oito programas em um único dia. Como dizem, é como “beber de uma mangueira de incêndio”, algo assim.
Essa mulher “por acaso” trouxe com ela várias outras mulheres naquele dia, vindas de um ministério que ficava a cerca de uma hora e meia de Little Rock. Era a primeira vez que aquelas mulheres participavam de uma gravação. Era uma casa de recuperação para mulheres que queriam se libertar de vários vícios e comportamentos autodestrutivos: abuso de substâncias, vícios sexuais e assim por diante.
Foi a única vez que elas vieram, e foi justamente o dia em que eu estava ensinando sobre Raabe, a prostituta. Naquele dia também estava presente o grupo habitual de participantes — em sua maioria, mulheres cristãs de longa data, da região mais abastada de Little Rock, frequentadoras de igreja, bem ensinadas nas Escrituras, conhecedoras da doutrina, com altos padrões morais e de conduta.
E ali estavam elas, sentadas lado a lado com essas que passei a chamar de “mulheres Raabe”, espalhadas pela sala. Seus contextos dificilmente poderiam ser mais diferentes! Duas das mulheres que vieram daquela casa haviam vivido como prostitutas para sustentar o vício em drogas — uma delas por mais de trinta anos.
Ouvimos o testemunho de uma mulher que está aqui conosco, vinda de uma casa semelhante em nossa região, com algo parecido em sua história — anos de dependência. Havia outra mulher naquele grupo, em Little Rock, que havia sido libertada da prisão há pouco tempo. Todas haviam se envolvido com abuso de substâncias e imoralidade sexual.
A mais jovem do grupo — vinte e dois anos — havia chegado ao ministério apenas três dias antes, depois de ser abordada pela polícia em um posto de caminhoneiros, a quilômetros dali, onde tentava se prostituir para conseguir mais drogas. Ela foi levada, pela misericórdia de Deus, para aquela casa, onde, enquanto falávamos, estava em processo de desintoxicação.
E ali estava eu, na providência de Deus, ensinando durante um dia inteiro sobre a vida de uma mulher que havia vivido da prostituição. Ao longo do dia, foi algo impressionante e bonito. Observei o Espírito agir no coração daquelas “mulheres Raabe”, quebrantadas, culpadas de pecados da carne — imoralidade, abuso de substâncias e muito mais.
Mas digo a você: igualmente precioso foi ver Deus trazer convicção às sofisticadas mulheres de Little Rock, culpadas de pecados do espírito — orgulho espiritual, falta de perdão, falta de compaixão pelas mulheres que estavam sentadas ao lado delas naquela sala. Eram mulheres com histórias diferentes e com lutas diferentes contra o pecado.
E um dos momentos mais marcantes daquele dia (houve vários) foi quando, durante o ensino — eu não sabia que essas mulheres viriam, e elas não sabiam sobre o que eu ensinaria; tudo isso foi providência de Deus — li as palavras de Jesus aos líderes religiosos em Mateus 21.31.
Foi quando Jesus disse a eles (e as Escrituras dizem que eram os principais sacerdotes e os anciãos do povo, os fariseus): “Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus primeiro que vocês.”
Você acha que isso não impactou aquela sala?
Foi isso que Jesus disse a pessoas extremamente religiosas que não eram humildes nem verdadeiramente justas (tinham apenas uma aparência de justiça). Não estavam interessadas nele; estavam interessadas em promover a si mesmas.
E aquelas “mulheres Raabe” — a maioria das quais nunca tinha ouvido essa passagem antes, nem sabia nada sobre Raabe — ouviram atentamente enquanto eu explicava como Deus havia resgatado aquela prostituta do Antigo Testamento, dado a ela uma nova identidade e usado sua vida para demonstrar Sua graça. Foi algo precioso ver a esperança nascer em seus corações, ao perceberem que Deus poderia fazer o mesmo por elas, mesmo em meio a grandes lutas.
Quando terminei o ensino daquele dia sobre Raabe, abrimos um tempo para compartilhar. “Como Deus falou com você hoje? Como essa passagem ministrou ao seu coração?” As primeiras a se levantarem foram as “mulheres Raabe”, não as mulheres de Little Rock.
Algumas delas também compartilharam, mas foram as mulheres daquela casa que falaram primeiro. Elas eram transparentes, abertas, não estavam na defensiva. Não tinham nada a esconder, ninguém para impressionar e nada a perder. Não havia aparência — apenas uma paixão sincera e livre por Cristo.
E hoje mencionei as mulheres que estavam aqui de uma casa semelhante em nossa região. Algumas vieram à última gravação e conversamos depois. Tive a mesma impressão que tive naquele dia em Little Rock. . . essas mulheres amam Jesus!
Elas entendem! Sabem o que é ser verdadeiramente pecadora, ser verdadeiramente perdoada e amar verdadeiramente a Cristo. Em certo sentido, que contraste com outras mulheres na sala, que tendiam a ser mais contidas, mais educadas, mais fechadas, mais cautelosas, mais preocupadas com a própria imagem e com o que os outros poderiam pensar. Podemos dizer: “fariseia”?
Não estou dizendo que todas eram fariseias, porque você pode ser uma prostituta e ter um coração de fariseu, ou pode ser um fariseu e ter um coração quebrantado e contrito. O que importa não é a profissão que você tem, mas o coração que você tem por trás dela.
Passei a parte final daquele dia entrevistando algumas dessas “mulheres Raabe”, ouvindo suas histórias. Foi um momento poderoso! Uma mulher contou que havia perdido a guarda do filho de quatro anos poucos meses antes por causa do vício. Ela chorava enquanto falava do quanto desejava desesperadamente ver sua família restaurada.
Então, encorajada pelo que Deus havia feito por Raabe, perguntei a ela (agora em uma conversa menor, apenas um pequeno grupo ao redor da mesa): “Você acredita que Jesus pode libertá-la desse vício?” E, entre lágrimas e soluços (pense na mulher de Lucas 7), ela respondeu com firmeza: “Sim, eu acredito!”
Deus lhe deu fé, mesmo sendo algo que a havia dominado por anos. Algo que muitos diriam: “Você nunca será livre dessas correntes.” Isso me lembra a diferença entre Simão, o fariseu, e a mulher pecadora em Lucas 7.
Então vamos voltar a Lucas 7, versículo 36. Tenho lido essa passagem todos os dias, mas quero que ela fique gravada profundamente em nosso coração. Não podemos ouvi-la muitas vezes demais! Tenho lido muitas vezes nas últimas semanas, e ela se torna mais doce a cada vez.
Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume. (vv. 36-38)
Era um amor e uma adoração apaixonados, íntimos, vivos, exuberantes, extravagantes!
Nós lemos isso dentro do contexto de cultos organizados, tranquilos e formais. Essa mulher não se encaixa nessa estrutura; ela cria uma cena totalmente nova! Versículo 39:
Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo: — Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora.
Os fariseus são condescendentes. Lembre-se: ele via o pecado dela com um microscópio. . . e o dele, de maneira nenhuma.
Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer.
Ele respondeu: — Diga, Mestre. [E segue uma parábola de Jesus]
Jesus continuou: — Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro devia cinquenta. E, como eles não tinham com que pagar [nenhum dos dois], o credor perdoou a dívida de ambos [Ele graciosamente e livremente perdoou a dívida de ambos!] Qual deles, portanto, o amará mais? (vv. 40–42)
Lembre-se dessa palavra. Vamos vê-la novamente nesta passagem. O amor é a questão — ter sido amada por Cristo, de tal forma que, tendo seus pecados sido perdoados, isso a capacita a amá-lo de um modo que não seria possível de outra maneira.
Simão respondeu: — Penso que é aquele a quem mais perdoou.
Jesus disse: — Você julgou bem.
E, voltando-se para a mulher, Jesus disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés; esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me recebeu com um beijo na face; ela, porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés. (vv. 43-46)
Às vezes, os fariseus simplesmente precisam que Jesus entre na sala e lhes diga quem realmente são!
Simão está, você sabe, exibindo suas credenciais espirituais, até que Jesus entra e tira tudo isso, dizendo: “Você está exposto; foi descoberto; foi revelado! Sua fachada acabou! Você não é quem todos pensam que você é!”
Por isso, afirmo a você [Simão] que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. (v. 47)
Os pecados dela, que são muitos, estão perdoados. Veja, o verbo grego aqui, “estão perdoados”, está na verdade no tempo perfeito, que descreve uma ação concluída no passado, com resultados contínuos no futuro.
Então, a melhor tradução (e algumas versões dizem isso) é: “Os pecados dela, que são muitos, têm sido perdoados!” “Foram perdoados.” Isso sugere que ela havia sido perdoada anteriormente, mas que havia resultados contínuos no presente.
Assim, ela voltou para agradecer pelo perdão que havia experimentado antes, quando o ouviu, ou o encontrou, ou ele a encontrou. Não sabemos como, nem quando, nem onde, mas acreditamos que ela já havia sido perdoada e estava voltando.
Simão diz sobre essa mulher: “Ela é uma pecadora” (v. 39). Jesus diz sobre essa mulher, no versículo 47: “Os pecados dela, que são muitos [você está certo; ela é uma pecadora! Mas os pecados dela] foram perdoados.” Simão diz: “Ela é uma pecadora!” Jesus diz: “Ela está perdoada! Ela foi perdoada.” Simão via o passado dela como sua identidade, aquilo que a definia.
Jesus via o passado dela como perdoado! E, portanto, ela tinha uma nova identidade e um novo futuro. Ela é uma nova mulher! Então, no versículo 48, ele se voltou para a mulher e “disse a ela: ‘Os seus pecados estão perdoados.’” Primeiro ele disse a Simão: “Os pecados dela foram perdoados.” Agora ele se volta para a mulher.
E que palavras mais doces alguém poderia ouvir, quando sabe que é uma pecadora miserável, viciada, presa, do que ouvir Jesus não apenas dizer a outra pessoa: “Ela foi perdoada!”, mas ouvir Jesus dizer a você: “Você foi perdoada!” É isso que Jesus faz! Jesus queria que ela tivesse plena certeza de que seus pecados — todos eles — haviam sido perdoados.
Ela provavelmente era nova nessas coisas; talvez não tivesse sido perdoada há muito tempo. Ela podia ou não sentir-se perdoada, mas tinha a palavra dele de que seus pecados, que eram muitos, estavam perdoados. Ela precisava confiar na palavra dele. Precisava tomar a palavra dele como verdade.
E nós temos a Palavra de Deus sobre isso! Romanos 4.7–8 (se você precisar de algumas passagens); Isaías 1.18; Isaías 43.25–26. Leia esses versículos sobre perdão e aproprie-se do poder e da verdade das palavras de Cristo: “Você foi perdoada!”
Em 1829, houve um homem chamado George Wilson que assaltou um carteiro nos Estados Unidos, no estado da Pensilvânia. Ele foi acusado de seis crimes, julgado, condenado e sentenciado à morte por enforcamento. Parece um pouco severo, mas alguns amigos apelaram ao presidente Andrew Jackson em seu favor, e o presidente concedeu um perdão completo a Wilson, e as acusações foram retiradas.
No entanto, de forma incrível, Wilson recusou o perdão. O que levantou a questão: “Se você recebe um perdão, mas se recusa a aceitá-lo, você ainda está perdoado?” O caso chegou até a Suprema Corte, e o tribunal decidiu que o perdão precisa ser entregue e aceito. Disse que, se a pessoa que recebe o perdão o rejeita, “não encontramos poder nesta Corte para obrigá-lo a aceitá-lo.”
A decisão foi que, se o prisioneiro não aceitar o perdão, ele não entra em vigor. Agora, se você levar esse exemplo longe demais, ele se desfaz teologicamente, então não tire conclusões excessivas disso, mas essa história me chamou a atenção como uma ilustração de como muitas pessoas respondem quando se trata de receber o perdão de Deus.
Elas têm dificuldade em aceitá-lo, para acreditar que realmente foram perdoadas e para viver como pessoas perdoadas. No caso de George Wilson, o Procurador-Geral disse: “O tribunal não pode conceder ao prisioneiro o benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício.”
Você quer o benefício do perdão de Deus? É preciso recebê-lo pela fé! Você só experimentará plenamente os benefícios e as bênçãos do perdão dele se estiver disposta a se apropriar deles.
O Salmo 32, a partir do versículo 1, nos diz: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto.” Isso é um benefício! Isso é um perdão! Versículo 5:
Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Eu disse: "Confessarei ao Senhor as minhas transgressões"; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. [Selá]
Pause. Pense nisso. Receba isso. . . e receba as bênçãos e os benefícios de ser perdoada! Ande como uma mulher perdoada. Lucas 7.47, Jesus está falando: “Os muitos pecados dela foram perdoados — todos eles! —, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”
Muitos pecados, muito perdão. Muita culpa removida, muito amor. Você acha que seus pecados são poucos, talvez em comparação com os dela ou com algumas dessas mulheres que lidam com vícios graves, imoralidade, etc.?
Você acha que seus pecados são poucos? Então você será pouco perdoada, e amará pouco. A vida perdoada e transformada dela resultou em uma grande demonstração de amor — afeição calorosa, expressiva, abundante, sacrificial por Jesus. Simão, por outro lado, fariseu: calculado, medido, contido, sem pecado (segundo ele mesmo), sem perdão (segundo Jesus), e sem amor.
Você percebe como a medida do seu amor é determinada pelo que você entende ser a medida do seu pecado e pelo quanto você percebe que foi perdoada? Para Simão, o fariseu, Jesus era apenas mais um homem. Para a mulher pecadora, Jesus era tudo! Simão não sentia que precisava de nada. A mulher sabia que precisava, e em Cristo encontrou tudo o que precisava.
Vou fazer um pequeno parêntese aqui: essa mulher havia vivido uma vida imoral. Tenha em mente que, para cada relacionamento imoral que ela teve — não sabemos quantos (seus pecados eram “muitos”) — para cada encontro de uma noite, para cada caso adúltero, havia também um homem envolvido — todas as vezes. As Escrituras não nos dão detalhes sobre isso, então não queremos especular.
Como frequentemente acontece quando mulheres escolhem um estilo de vida imoral, é possível que ela tenha sido vítima de abuso sexual, de avanços inadequados, talvez ainda criança. Não sabemos, mas muitas vezes essa é a história. Essa mulher poderia ter tido todas as razões para estar irada, amarga, vingativa contra os homens que a usaram, abusaram dela, a negligenciaram.
Mas você percebe que, nesta passagem, nada é dito sobre esses homens. Não porque Deus não esteja atento a eles, mas porque o foco dessa mulher não estava, naquele momento, nesses homens que talvez tenham destruído sua vida. . . mas no Homem, com “H” maiúsculo, que salvou sua vida. Isso faz parte da cura.
Isso não significa que esses homens não precisem prestar contas. No Dia do Juízo, tudo será tratado (às vezes antes, às vezes não). Mas veja, ela não está focada nisso, em lidar com o passado ou com todas aquelas pessoas. Não estou dizendo que não existam coisas que precisamos processar e resolver.
Mas acho interessante que ela não mencione nada sobre aqueles homens. Onde estavam? O que fizeram com ela? A fixação dela está totalmente em Jesus! O foco dela não estava nos pecados cometidos contra ela, mas no incrível presente do perdão que havia recebido por seus próprios pecados.
Versículo 49: “Os que estavam com ele à mesa. . .” Lembre-se, era algum tipo de banquete, um jantar especial, uma ocasião festiva. Jesus costumava transformar esses jantares em algo mais ou algo diferente do que se esperava!
Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: — Quem é este que até perdoa pecados?
Esse Homem afirmava poder perdoar pecados! Estavam chegando a uma conclusão lógica. Sabiam — e é verdade — que somente Deus pode perdoar pecados. Então, se Jesus diz que pode perdoar pecados, o que Jesus está afirmando? Que Ele é Deus! Esta é uma afirmação de divindade.
E eles ficam admirados com isso! “Quem é este homem? Uma coisa é ele ser um rabi com alguns ensinamentos significativos. . . e talvez fazer alguns sinais e milagres. Mas ele diz que pode perdoar pecados?! Ele deve estar afirmando ser Deus!” Isso era escandaloso e blasfemo, se não fosse verdade! Então eles se veem diante de um dilema realmente sério.
E observe neste versículo, eles disseram entre si: “Quem é este que até perdoa pecados?” (v. 49). A história dela, a vida dela, sua atitude, seu comportamento para com Cristo, sua adoração, seu amor apontaram outros para Jesus. Eles estavam admirados; estavam maravilhados! Todos estavam falando sobre isso, todos estavam falando sobre Ele!
Eles não estavam apenas falando sobre a mulher que havia feito tudo aquilo — esse era o foco de Simão. Mas estavam dizendo: “Quem é este?” Não, “Quem é esta mulher?”, mas, “Quem é este homem que diz que pode perdoar pecados?” A atenção deles se voltou para Jesus. A vida dela fez de Jesus o ponto central para as pessoas ao redor.
Há pessoas em sua vida que sabem por onde você passou, o que você fez, que talvez tenham se envolvido com você em um estilo de vida pecaminoso. Elas podem conhecer sua reputação. . . e isso não precisa ser prostituição, aliás, nem dependência de drogas ou álcool. Pode ser qualquer um entre muitos pecados: pecados do espírito e pecados da carne.
Mas as pessoas que te conhecem bem, que a viram em seus piores momentos, quando ouvem seu testemunho, no qual você reconhece ser pecadora (muitos pecados, muito pecado), e então vêem evidências do perdão dele em sua vida por todo esse pecado. . . você não acha que elas vão querer saber mais sobre Aquele que a perdoou?
O que Jesus disse ser o maior mandamento? Amor. Amar a Deus, amar o próximo (Mt. 22.37, 39). (Você já ama a si mesma!) O que o apóstolo Paulo disse? Acima de tudo, revistam-se do amor. (Cl. 3.14)
Então aqui está a minha pergunta — seja você uma fariseia ou uma prostituta — você ama muito? Ou mantém Deus e as outras pessoas a uma distância educada?
Se você não tem muito amor, por quê? Estou fazendo essas perguntas a mim mesma. Eu medito nesta passagem e penso que a forma como aquela mulher expressou seu amor por Jesus está muito além do que experimentei em minha caminhada com Ele.
- Por que não o amo mais? E por que não amo mais as pessoas?
- Por que não há mais transbordamento do meu coração?
- Será que é porque não reconhecemos o quanto pecamos, quão grande é o nosso pecado diante de um Deus santo? Veja, estamos ocupadas demais nos comparando com “aquelas mulheres”, em vez de nos compararmos com Deus!
- Talvez seja porque não estamos maravilhadas com o perdão dele. Essas histórias não podem ser inventadas.
Sabe, uma tentação para aquelas de nós que não somos tão expressivas quanto essa mulher é acabar nos condenando e pensar: Ah, eu queria chorar mais! Eu queria amar mais a Jesus! Isso fluirá do nosso coração à medida que passarmos a nos ver como realmente somos sem Cristo, e à medida que passarmos a ver sua beleza, seu amor, sua graça, seu perdão. . .
Pouco a pouco, seremos transformadas até amá-lo como devemos, como desejamos e como um dia o amaremos.
Ó Pai, obrigada pelo poder transformador da tua graça, do teu perdão! Que nós, que fomos muito perdoadas, amemos muito! Oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos mostrado o amor de Jesus e como ele nos transforma. Ela está em uma série chamada Quem Ama Mais?
Se você perdeu algum episódio ou quiser ouvir novamente, pode acessar os podcasts anteriores no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Quando descobrimos o quanto somos amadas por Deus, isso nos faz querer passar tempo com Ele. Nancy, e todos nós do Aviva Nossos Corações, damos grande importância em te encorajar a passar tempo a sós com o Senhor todos os dias.
Nancy: Esse tempo com o Senhor é tão fundamental, tão necessário para crescer e florescer em Cristo. É por isso que a equipe do Aviva Nossos Corações está sempre produzindo devocionais, podcasts, livros e outros recursos, projetados para ajudar mulheres ao redor do mundo a experimentar maior liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Raquel: Só conseguimos fazer isso com a ajuda de nossos ouvintes, que apoiam este ministério orando e contribuindo financeiramente. Se você já orou ou contribuiu para este ministério em algum momento, somos muito gratas. Obrigada!
“Você só precisa se perdoar.” Você já ouviu essa frase? A Bíblia apresenta uma solução verdadeira para a vergonha, mas ela não envolve perdoar a si mesma. Nancy falará sobre como ser verdadeiramente livre. Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.