Raquel Anderson: Porque Josué enfrentou tarefas incrivelmente desafiadoras, ele precisava de tempo a sós com Deus. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu acredito que o que sustentou Josué durante aqueles anos difíceis — durante aquelas questões difíceis, aqueles tempos difíceis, aqueles momentos em que ele teve que lidar com todos os problemas que o povo tinha, aqueles momentos em que ele teve que descobrir: “Como você toma esta cidade murada?” — foi a visão da glória de Deus que o sustentou.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Imagine receber um convite para se encontrar com alguém extremamente famoso — alguém com muita sabedoria e capaz de qualquer coisa. Você provavelmente organizaria sua agenda para fazer essa reunião acontecer.
Bem, você recebeu esse tipo de convite. Nancy vai descrever sua oportunidade de estar a …
Raquel Anderson: Porque Josué enfrentou tarefas incrivelmente desafiadoras, ele precisava de tempo a sós com Deus. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu acredito que o que sustentou Josué durante aqueles anos difíceis — durante aquelas questões difíceis, aqueles tempos difíceis, aqueles momentos em que ele teve que lidar com todos os problemas que o povo tinha, aqueles momentos em que ele teve que descobrir: “Como você toma esta cidade murada?” — foi a visão da glória de Deus que o sustentou.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Imagine receber um convite para se encontrar com alguém extremamente famoso — alguém com muita sabedoria e capaz de qualquer coisa. Você provavelmente organizaria sua agenda para fazer essa reunião acontecer.
Bem, você recebeu esse tipo de convite. Nancy vai descrever sua oportunidade de estar a sós com Deus enquanto continua na série Lições da vida de Josué (Parte 2): Aprendendo a ser ensinável com Josué.
Nancy: Estamos procurando segredos na vida de Josué que o ajudaram a permanecer fiel ao Senhor ao longo de sua longa vida, porque eu quero aprender com esses segredos. Eu quero aprender com o exemplo dele, e porque Deus nos deu esse exemplo em Sua Palavra, não é segredo. Enfatizamos no episódio passado e vamos falar bastante sobre isso neste episódio, que é algo que eu penso ser uma das chaves mais importantes na vida de Josué, e isso é passar tempo a sós com Deus.
Estamos estudando Êxodo capítulo 24, a passagem que começa no versículo 12. Vou ler o versículo que vimos no episódio anterior: “Então o Senhor disse a Moisés: ‘Suba para junto de mim, no monte, e fique lá; darei a você tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevi, para que você ensine o povo.”
Deus chama Moisés para subir e encontrá-Lo no monte para que Ele possa lhe dar as tábuas de pedra nas quais escreveu Seus mandamentos. Deus também vai lhe dar instrução — instrução detalhada para a construção do tabernáculo, um lugar onde o povo pode encontrar-se com Deus. Você lê sobre essas instruções que Deus deu a Moisés lá no monte em Êxodo 25–31, aqueles vários capítulos. Então Deus diz: “Suba para junto de mim, no monte, e fique lá.”
Versículo 13: “Moisés se aprontou, juntamente com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus.” Ele disse: “Sim, Senhor. O Senhor quer estar comigo; eu quero estar com o Senhor. O Senhor me convidou. O Senhor tomou a iniciativa de me chamar para me aproximar de Ti. Sim, Senhor, é isso que eu quero fazer.” Ele responde ao convite de Deus.
Enquanto estudava esta passagem, eu fiquei me perguntando por que Moisés não levou Arão com ele. Moisés e Arão estavam juntos há muito tempo. Arão era, do ponto de vista do povo, o segundo em comando. Ele era o porta-voz de Moisés.
As Escrituras não nos dizem por que ele levou Josué em vez de Arão, mas eu apenas me pergunto se Moisés não percebeu que Josué era aquele que tinha o verdadeiro coração para estar na presença de Deus. Vamos comprovar esta hipótese ao longo da vida de Josué. Vamos ver que Arão não tem o mesmo coração. Ele sabe muito sobre Deus, mas não conhece Deus da mesma maneira que Moisés e Josué conheciam.
Falamos sobre a necessidade de passar tempo com o Senhor “no monte”. Pode não ser para você um monte literal onde você vai e passa tempo com o Senhor, mas é um tempo e um lugar separados para estar com Deus. Às vezes precisamos estar com o Senhor totalmente a sós.
Em Êxodo capítulo 34, não vamos olhar essa passagem hoje, mas há um ponto posterior na vida de Moisés em que Deus diz a Moisés: “Suba até mim no monte novamente, e desta vez ninguém deve ir com você” (vv. 2–3, parafraseado). Precisamos de momentos em que estamos absolutamente a sós com o Senhor — rádio desligado, TV desligada, nenhum livro, nenhuma revista, nenhuma pessoa — apenas nós e Deus e Sua Palavra.
Depois também precisa haver momentos, como Moisés experimentou aqui com Josué, em que estamos com servos mais velhos de Deus que podem orientar e moldar nossas vidas. Passamos tempo juntos na presença do Senhor. É o modelo de Tito 2, de que as mulheres mais velhas devem ensinar as mais jovens. Eu penso em quanto aprendi ao longo dos anos ouvindo pessoas mais velhas e piedosas orarem e falarem sobre as coisas de Deus.
Penso na minha preciosa amiga Vonette Bright, a viúva do Dr. Bill Bright, do ministério Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, hoje conhecido apenas como CRU. Vonette agora já está com o Senhor. Eu a conheço desde que era pequena, e que bênção tem sido para mim estar perto dessa mulher mais velha, ouvi-la orar, conversar com ela sobre as coisas de Deus. Muitas servas do Senhor mais velhas foram minhas mentoras ao longo da minha vida.
Às vezes precisamos estar com servas mais jovens a quem um dia passaremos o bastão que nos foi confiado. Os benefícios para Josué de estar junto nesta viagem são óbvios, mas eu penso que Moisés aparentemente viu o valor para si mesmo de ter um homem mais jovem ao seu lado durante aqueles seis dias em que estiveram juntos na presença de Deus, em vez de esperar sozinho.
A necessidade de Moisés pode ter sido tão grande de ter companhia, prestação de contas e encorajamento e de estar investindo sua vida em um sucessor. Moisés pode ter precisado disso tanto quanto Josué precisava estar com Moisés. Ambos precisavam, juntos, da influência da vida um do outro.
Há momentos em que precisamos ter ao nosso redor as pessoas mais jovens nas quais podemos investir, com quem podemos falar sobre os caminhos de Deus. Seus filhos, seus netos precisam ver e ouvir você passando tempo com o Senhor.
Eu recebi um e-mail de uma amiga que ia falar em um retiro. Ela disse que estava levando sua neta, acho que de sete anos, com ela, e disse:
Minha pequena neta é uma princesa em formação, e eu vou ter um bom tempo de mentoria com essa pequena menina que ainda não conhece o Senhor. Eu vou plantar sementes na vida dela nesta viagem de carro.
É isso que Moisés está fazendo aqui com Josué — investindo na vida dele, dando a este homem mais jovem um coração e uma fome pelas coisas de Deus. Para fazer isso, Moisés e Josué tiveram que deixar a multidão. Eles tiveram que se afastar da companhia e da comunhão de outras pessoas. Eles tiveram que deixar outras atividades — boas atividades. Às vezes, para estar com Deus, temos que sacrificar o bom para desfrutar o melhor e perceber que nada é mais importante naquele momento do que estar com Deus.
Versículo 14: “[Moisés] disse aos anciãos: enquanto ele e Josué estavam se preparando para sair e ir estar com Deus: ‘esperem aqui até que voltemos para junto de vocês. Eis que Arão e Hur ficam com vocês; quem tiver alguma questão deve se dirigir a eles.’”
Moisés, estando disposto a fazer essa jornada e passar esse tempo — ele não sabia quanto tempo seria — teve que estar disposto a abrir mão do controle. Ele era o líder. Ele teve que estar disposto a entregar as rédeas a outra pessoa. Ele teve que estar disposto a deixar outros lidarem com as questões diárias que precisavam ser tratadas e perceber que, na sua ausência, aqueles que ele deixou encarregados poderiam falhar, o que de fato aconteceu. Lembre-se, foi enquanto Moisés estava nessa viagem ao monte que ocorreu o incidente do bezerro de ouro. Vamos olhar para isso daqui a pouco.
Isso exigiu que Moisés confiasse em Deus para cuidar do povo e que ele estivesse disposto a viver com as consequências do que poderia acontecer durante sua ausência. Nós pensamos que o mundo inteiro não pode continuar sem que estejamos lá. “Eu tenho que estar aqui. Eu tenho que estar nesta reunião. Eu tenho que estar neste lugar. Eu tenho que estar fazendo isto.” Não, você não tem; não necessariamente; não o tempo todo. Há momentos em que Deus nos chama para nos afastarmos e passarmos tempo com Ele, e o mundo pode continuar sem nós. Precisamos reconhecer que é um sinal de humildade dizer: “Isso pode ser feito sem mim. Eu posso deixar Deus cuidar desta situação.”
Veja, não estou falando de ser irresponsável. Foi Deus quem claramente disse neste ponto: “Suba aqui.” Não estou dizendo que você deve simplesmente sair de casa por quarenta dias e dizer aos seus filhos: “Cuidem de vocês mesmos aí, tá.” Isso provavelmente não seria o que Deus a levaria a fazer, mas há momentos e estações em que Deus a conduzirá a se afastar e estar com Ele, e você tem que confiar que Deus está cuidando desses detalhes em sua ausência.
Então Arão e Hur ficaram encarregados do povo. Agora me ocorre que, como um homem jovem, Josué — e eu digo jovem. . . ele estava na faixa dos quarenta a cinquenta anos, e isso é jovem, certo? Como um homem jovem (ele é chamado de homem jovem ali nas Escrituras), Josué talvez preferisse estar onde a ação estava, ou ter recebido a responsabilidade que foi confiada a Arão e Hur.
Pessoas mais jovens geralmente querem estar fazendo, produzindo, conquistando. Elas não gostam de ser designadas para um serviço inativo, mas isso fazia parte do treinamento de Josué. Era parte da sua preparação para a liderança espiritual — afastar-se da multidão e de outras atividades e passar tempo com Moisés e Deus no monte.
Agora olhe o versículo 15, Êxodo 24: “Tendo Moisés subido,” Josué está com ele, já vimos isso, “uma nuvem. . .” O que é a nuvem? É a presença e a glória de Deus, “cobriu o monte.” Versículo 16: “E a glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu durante seis dias. No sétimo dia, do meio da nuvem o Senhor chamou Moisés.”
Por seis dias Moisés e Josué estiveram juntos no monte Sinai que estava coberto com a nuvem da glória do Senhor. E o que eles estavam fazendo durante aqueles seis dias? O que eles estavam fazendo? O que eles tinham para mostrar por aquela semana? O que eles puderam marcar como concluído em sua lista de tarefas? Nada!
O que eles estavam fazendo? Eles estavam esperando. Nenhuma agenda. Nenhuma lista de tarefas. Apenas esperando. Deus disse: “Suba para junto de mim, no monte, e fique lá — espere ali — sente-se ali — apenas esteja ali,” e nós pensamos: Que desperdício de tempo. Deus, o Senhor não tem algo para fazer? Deus não disse nada durante todos aqueles dias. Eles apenas estavam ali na presença de Deus.
Eu penso que aqueles seis dias devem ter parecido uma eternidade. Não pareceria para você se não houvesse nada para fazer? Não havia restaurantes lá em cima, não havia lugar para ir, não havia nada para ver, não havia nada para fazer; você está ali neste lugar remoto, isolado, desolado, apenas você e seu amigo e Deus — seis dias. Vamos lá, diga-me, estou certa? Seis dias. Você ficaria louca.
Somos tão viciadas em atividade que não conseguimos simplesmente estar ali. Eu penso em todo o potencial para tédio, para inquietação, para impaciência, especialmente para o homem mais jovem. “Moisés, vamos fazer alguma coisa. Vamos começar alguma coisa. Vamos planejar alguma coisa. Deus vai dar os planos para o tabernáculo; vamos elaborar alguns planos.”
Em seis dias eu poderia fazer muito planejamento, muita escrita, muitas listas. Você não vê nada disso. Você não os vê criando alguma atividade. Eu penso que a tentação de ir embora poderia ter sido grande durante os seis dias. “Nada está acontecendo aqui. Deus não está dizendo nada. Não estamos tendo avivamento. Almas não estão sendo salvas. Não estamos aconselhando pessoas. Quem sabe o que está acontecendo lá no vale que precisa da nossa atenção. Vamos sair daqui.” Você teria conseguido ficar ali sentada por seis dias?
Pode ter sido mais fácil para Moisés do que para Josué. Moisés já havia passado quarenta anos silenciosos no deserto de Midiã onde Deus tirou muito do ativismo do sistema dele. Quando Moisés deixou o Egito pela primeira vez e foi para Midiã, ele estava. . . vamos matar esta pessoa, vamos ganhar esta batalha, vamos libertar os escravos. Tudo para ele era “fazer”, era sobre fazer algo.
Mas então Deus o levou para o deserto por quarenta anos — o deserto — cuidando de ovelhas sozinho. Ele estava aprendendo a ficar quieto. Eu penso que, neste ponto da vida de Moisés, ele já havia sido despido de qualquer obsessão com multidões, atividade, realização.
Mas Josué é outra história. Ele havia passado sua vida adulta até aquele ponto sob a pressão de prazos — impulsionado pelos chicotes dos feitores egípcios. “Termine isto até o fim do dia — ou então!” Sua vida tinha estado em movimento desde que saiu do Egito. Foi difícil para Josué ficar sentado em solidão por aqueles seis dias; não ter nenhuma tarefa além de estar com Moisés esperando, na presença de Deus?
É difícil para você ficar quieta e estar com Deus? Eu confesso, é muito difícil para mim. Minha mente está sempre a mil, e se minha mente não estivesse indo rápido, no momento em que me sento na minha cadeira do tempo devocional para me encontrar com Deus, minha mente está indo a cem quilômetros por hora. Eu começo a pensar em todas as coisas que preciso fazer. Eu ganho um novo zelo pela limpeza da casa. É impressionante o que vem à minha mente quando eu me sento apenas para estar com Deus. É difícil. É uma disciplina.
Sobre o que eles conversaram durante aqueles seis dias? Eu me pergunto se Josué fez perguntas a Moisés — perguntas sobre Deus, perguntas sobre os caminhos de Deus. Será que Moisés tomou tempo para instruir, orientar e mentorear Josué. Talvez eles tenham orado juntos. Talvez tenham relembrado as coisas incríveis que tinham visto Deus fazer nos últimos meses. Talvez tenham falado sobre os desafios que estavam à frente e como Deus iria enfrentar esses desafios.
Eles tinham acabado de ver a travessia do Mar Vermelho. Tinham acabado de ver Deus trazer água de uma rocha. Tinham acabado de ver Deus destruir os amalequitas. Tinham acabado de ver Deus destruir o exército egípcio no Mar Vermelho — coisas super impressionantes! Talvez tenham falado sobre o que ainda estava por vir. Talvez não tenham falado nada por longos períodos de tempo. Talvez apenas tenham olhado para a nuvem, a glória de Deus, e ficado sentados ali maravilhados em admiração e espanto — sem necessidade de falar porque Deus estava ali.
Estar com Deus, esperar em Deus, não é fácil. Às vezes, para nossas mentes frenéticas, isso pode até parecer contraproducente — uma perda de tempo — mas eu quero sugerir que quando Deus diz: “É hora de estar a sós comigo”, não há uso mais produtivo do nosso tempo.
As Escrituras dizem em Lucas 5: “Jesus, porém, se retirava para lugares solitários e orava” (v. 16). Era o padrão da vida dele. Não era como se não houvesse mais pessoas para falar, ou ensinar, ou curar. Sempre havia pessoas que precisavam falar com Ele, coisas que precisavam ser feitas, mas Ele se afastava, Ele se retirava para lugares solitários e orava — estando com Deus.
Jesus nos disse para fazer isso no Sermão do Monte, Mateus 6. Ele disse: “Mas, ao orar, entre no seu quarto e, fechada a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto” (v. 6). Com que frequência temos tempo em que estamos apenas sentadas sozinhas com Deus com a porta fechada — a porta do nosso coração fechada — excluindo as distrações, empurrando-as para fora e dizendo: “Eu vou estar com Deus”? Seis dias.
Então o versículo 16 nos diz: “No sétimo dia, do meio da nuvem o Senhor chamou Moisés.” Você não imagina que no momento em que ouviram aquela voz pela primeira vez o coração deles disse: “Estou tão feliz por ter esperado, tão feliz por não ter ido para casa ontem, tão feliz por não ter desistido no terceiro dia. Valeu a pena esperar.”
Ouça, quando você tem esperado na presença do Senhor e então Deus faz Sua Palavra ser vivificada ao seu coração e de repente você sabe o que deve fazer, você sabe o que Deus está falando, você diz: “Valeu a pena esperar.”
Eu acho que uma das razões pelas quais algumas de nós não ouvimos mais de Deus é porque não nos sentamos e esperamos até que Deus fale. Estamos esperando que Deus atravesse o barulho de todo o outro ruído e atividade em nossas vidas, e Deus está dizendo: “Você não tem tempo para esperar? Eu não tenho tempo para falar.” Não quero dizer isso de forma desrespeitosa, mas acho que é assim que algumas de nós estamos vivendo.
Versículo 17: “Aos olhos dos israelitas, o aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no alto do monte.” Você não entraria no meio de um fogo consumidor — não de propósito — mas foi exatamente assim que pareceu para o povo de Israel lá embaixo no vale, na base, no pé deste monte; mas para Moisés havia um convite para subir à presença de Deus.
Então, versículo 18: “E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu o monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.” Um comentarista parece pensar que foram quarenta dias e noites no total, incluindo os seis dias que eles tinham acabado de passar esperando juntos, Moisés e Josué. Não está claro no texto, e diferentes comentaristas veem esse texto de maneiras diferentes — mas parece que Josué acompanhou Moisés parte do caminho monte acima e esperou com Moisés durante aqueles primeiros seis dias, e então ficou para trás enquanto Moisés subiu mais alto no monte para a presença imediata de Deus.
Então Josué esperou não apenas aqueles primeiros seis dias, mas mais trinta e quatro dias. Vejam bem, mulheres, estamos falando de quase cinco semanas! Este é um homem jovem, ambicioso, ativo. Ele não está na estação da vida em que quer sentar-se em uma cadeira de balanço e passar seus dias.
Dá para imaginar, na casa dos quarenta anos, pensando: Há coisas que eu poderia estar fazendo com este tempo. Há coisas que eu preciso estar fazendo. Quem está respondendo todos os e-mails? Quem está atendendo todas as ligações? Quem está recebendo todos os pedidos? Quem está lidando com todas as questões com as crianças?
Josué espera por Moisés até que ele retorna com as tábuas. E quando você vai para Êxodo 32, você vê que eles voltaram juntos ao acampamento israelita. Eles desceram juntos.
Eventos como este foram formativos na vida e no caráter de Josué. Eles o prepararam para os dias muito ocupados que estavam à frente, para as exigências da liderança, para o dia em que ele seria o responsável e Moisés teria partido.
Qual foi o fruto desse tempo na vida de Josué? Bem, estando com Moisés aqueles seis dias e depois passando trinta e quatro dias sozinho esperando por Moisés, Josué aprendeu a importância de esperar, a importância de ouvir a voz de Deus. Ele aprendeu a disciplina do recolhimento, da solidão, do silêncio e da comunhão secreta com Deus.
À medida que a história da vida de Josué se desenrola, torna-se evidente que aqui está um homem que tinha um coração para passar tempo com Deus. Ele não é um homem que era conduzido por agendas ou conduzido pela agenda de outras pessoas para sua vida. Ele é um homem que amava estar na presença de Deus.
Ele também aprendeu que um líder, que é o que Josué estava sendo treinado para ser, precisa receber sua direção de Deus. Moisés não elaborou sua própria lista de mandamentos para o povo. Ele não elaborou seu próprio plano para o tabernáculo. Ele recebeu essas coisas de Deus, e Josué estava observando isso.
Josué vai saber mais tarde, quando se tornar o líder, que é importante receber sua direção — quando eles entrarem em Jericó, quando entrarem em Ai, quando fizerem o tratado com os gibeonitas — veremos mais tarde que ele aprende a importância de receber sua direção de Deus. Agora é quando ele está lançando a base para esse tipo de estilo de vida.
Esse tempo deu a Josué uma visão da glória de Deus, e essa visão da glória de Deus, eu acredito, é o que sustentou Josué durante os anos posteriores de liderança e de duras guerras. Ele se tornou um homem com uma posição muito difícil. Vemos a parte heróica dele, mas havia enormes desafios em liderar os filhos de Israel à Terra Prometida.
Eu acredito que o que sustentou Josué durante aqueles anos difíceis — naquelas questões difíceis, naqueles momentos em que ele teve que lidar com todos os problemas que o povo tinha, naqueles momentos em que ele teve que descobrir: “Como você toma esta cidade murada?” — foi a visão da glória de Deus que o sustentou, que o ajudou a agir em fé. Lembre-se, ele foi um dos espias que entraram na Terra Prometida e voltaram e disseram: “Deus nos capacitará a tomar esta terra” (Nm. 14.6–9). O que lhe deu fé? Foi o fato de que ele tinha estado com Deus. Ele tinha visto Deus. Ele sabia que podia confiar em Deus.
Então Josué passou no teste da solidão, diferente dos filhos de Israel que estavam na base do monte. Lembre-se de que quando viram que Moisés demorava a descer do monte, eles se reuniram em torno de Arão e lhe disseram: “Levante-se, faça para nós deuses que vão adiante de nós” (Êx. 32.1). Eles ficaram entediados. Ficaram impacientes. Disseram: “Temos que fazer alguma coisa.” Eles não passaram no teste da solidão. Construíram o bezerro de ouro e pagaram caro por isso.
Você consegue ficar quieta na presença de Deus, ou você fica impaciente e começa a criar seu próprio plano quando Deus parece demorar, quando Deus não parece estar falando? Comunhão com Deus — aprender a ficar quieta, aprender a estar com Deus, esperar nele — é um aspecto importante da preparação para o serviço e para a liderança.
Eu acho que teríamos muito menos quedas e esgotamento entre o povo de Deus se não ignorássemos esse elemento essencial do processo de treinamento. Precisamos de tempo na presença de Deus — esperando nele, estando com Ele, contemplando Sua glória, ouvindo-O, recebendo Sua direção — sem o rádio ligado, a TV ligada, as pessoas falando. Precisamos de tempo para ficar quietas e em silêncio e ouvir. Este é um conceito realmente estranho na nossa cultura. É um conceito estranho na nossa cultura cristã.
É a sós com Deus que Moisés recebeu a Palavra de Deus, recebeu a lei de Deus. Mães — algumas de vocês estão ensinando seus filhos, seja educando-os em casa ou em algum outro tipo de arranjo escolar, vocês ainda são professoras de seus filhos — onde vocês vão obter a instrução de que precisam para ensiná-los, para treiná-los? Vocês simplesmente vão inventar por conta própria? “Ah, eu acho que é disso que esta criança precisa. Acho que preciso ensinar isso aqui.” Ou vocês vão ficar quietas e em silêncio diante de Deus e dizer: “Senhor, o que esta criança precisa ouvir? O que esta criança precisa aprender?”
Algumas de vocês são professoras da Bíblia, ou lideram um pequeno grupo, ou estão envolvidas em um relacionamento de mentoria. Como vocês sabem o que compartilhar com os outros? Como sabem como ministrar à necessidade deles? Subam ao monte. Estejam com Deus. Esperem nele. Ouçam-no. Recebam Sua Palavra antes de irem instruir outros.
Quero dizer a vocês que acho que o sucesso ou o fracasso deste ministério, a longo prazo, depende da minha disposição de me afastar e ficar quieta, em silêncio, focada e ouvindo a Deus, estar com Ele — não apenas o tempo de ler todos os livros sugeridos e estudar o que todo mundo tem a dizer sobre essas passagens, mas meditando eu mesma na Palavra de Deus e ficando quieta e em silêncio e ouvindo-O.
Há alguns dias em que eu penso, e vocês pensam: Eu não posso me dar ao luxo desse tempo. Há coisas demais para fazer. Tirar quase seis semanas longe dos israelitas para Moisés e Josué. . . lembrem-se, Moisés era o responsável. Isso deve ter parecido impossível ou tolo, e de fato, durante a longa ausência de Moisés, o povo realmente retrocedeu terrivelmente, mas isso não pegou Deus de surpresa.
De alguma forma, na economia e na sabedoria de Deus, apesar desse fracasso, Deus sabia que esse tempo era crucial. Foi Deus quem disse: “Suba aqui.” Você acha que Deus não sabia o que iria acontecer enquanto Moisés estivesse ausente? Ele sabia, e Deus também foi capaz de lidar com isso, e Deus revelou Sua glória até mesmo através do fracasso do povo.
O tempo a sós com Deus é crucial. Às vezes pode parecer impossível ou irresponsável deixar o trabalho, deixar as tropas por períodos prolongados e simplesmente escutar Deus. Talvez esses períodos prolongados não sejam seis semanas. Nem sempre eram seis semanas para Moisés. Pode ser seis dias, seis horas. Pode ser seis minutos no meio de um dia ocupado em que você simplesmente para, espera, ouve e reconecta seu coração ao Senhor.
No meio de tudo o que está acontecendo no seu dia, você se afasta, e ensina seus filhos que você precisa desse tempo, e que eles precisam que você tenha esse tempo — isso é essencial para mim; é essencial para vocês. É essencial para o nosso bem-estar espiritual obter a direção de que precisamos do Senhor.
Então Deus nos convida: “Suba até mim no monte e espere ali — esteja ali — e você verá a minha glória.”
Raquel: A oportunidade de se conectar com Deus é incrível. Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos lembrado de quão importante é ficar a sós com Ele. Quando você estuda a vida de Josué e de seu mentor Moisés, há muitas aplicações práticas. A maioria de nós associa Josué às suas façanhas no campo de batalha, e Nancy está abordando algumas delas neste estudo sobre Josué, mas ela também extrai muitas aplicações práticas úteis para mulheres em 2026.
Você tem muito a aprender com a vida de Josué sobre temas como confiar em Deus quando você enfrenta uma tarefa difícil; apoiar-se em outras pessoas quando você está fraca, e a importância de ficar a sós com Deus.
Estamos trazendo várias séries sobre a vida de Josué este ano. A série atual é Lições da vida de Josué (Parte 2): Aprendendo a ser ensinável com Josué.
Somos capazes de oferecer séries como esta graças a ouvintes que acreditam no ministério Aviva Nossos Corações e apoiam o ministério financeiramente.
Como a nossa querida ouvinte Patty compartilhou:
“Paz a todas! Eu confesso que seus vídeos tem me ajudado muitíssimo. E uma coisa que percebi foi em relação ao silêncio pois eu sempre falei sobre tudo com pessoas que não iriam me ajudar. E ao ouvir seus vídeos eu sinto vontade de ler a Bíblia e estar mais com Deus! Eu falo na minha mente quando estou fazendo minhas tarefas. . . falo vou ouvir minhas amigas! Me sinto amiga de vocês é como se eu fizesse parte da roda de oração! Muito obrigada!”
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Você está lidando com uma situação complicada, uma que envolve sentimentos e atitudes das pessoas? Deus pode estar fazendo mais nessa situação do que você imagina. Nancy vai falar mais sobre isso no próximo episódio, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.