Raquel Anderson: A Bíblia nos mostra como Josué observou Moisés e aprendeu a orar.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Esta foi uma chave para a preparação de Josué para o ministério futuro: estar perto de um homem que buscava o Senhor e que vivia na presença de Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Quando você está em um conflito com alguém no trabalho ou com um filho em casa, suas palavras causam um grande impacto — não apenas na pessoa com quem você está lidando, mas também em outras pessoas que estão observando. Elas podem estar aprendendo com você como lidar com conflitos. Estamos prestes a ver a importância de modelar a piedade enquanto Nancy continua a série Lições da vida de Josué (Parte 2): Aprendendo a ser ensinável com Josué.
Nancy: Temos falado sobre Josué e …
Raquel Anderson: A Bíblia nos mostra como Josué observou Moisés e aprendeu a orar.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Esta foi uma chave para a preparação de Josué para o ministério futuro: estar perto de um homem que buscava o Senhor e que vivia na presença de Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Quando você está em um conflito com alguém no trabalho ou com um filho em casa, suas palavras causam um grande impacto — não apenas na pessoa com quem você está lidando, mas também em outras pessoas que estão observando. Elas podem estar aprendendo com você como lidar com conflitos. Estamos prestes a ver a importância de modelar a piedade enquanto Nancy continua a série Lições da vida de Josué (Parte 2): Aprendendo a ser ensinável com Josué.
Nancy: Temos falado sobre Josué e Moisés encontrando-se com Deus em um monte. Acho importante lembrarmos que há um tempo de estar no monte e há um tempo de descer do monte. E descer do monte para lidar com as pessoas e com seus problemas pode ser muito confuso às vezes.
Deixe-me pedir a você, se tiver sua Bíblia, que abra em Êxodo capítulo 32. Continuamos olhando para retratos da vida de Josué, o servo do Senhor. E estamos vendo, nesta fase de sua vida, como, quando era um homem mais jovem, ele estava aprendendo lições que o preparariam para ser líder do povo de Deus — e, por fim, para deixar um legado piedoso.
Quando o tempo de Moisés com Deus no monte chega ao fim, Deus lhe revela que o povo caiu em uma idolatria flagrante. E Deus ameaça consumir o povo em Sua ira, destruí-los.
Moisés intercede e suplica a Deus que tenha misericórdia e que desista de enviar esse desastre. Você lê sobre isso em Êxodo 32.7–14. Então Moisés pega as duas tábuas de pedra que Deus lhe deu, com os mandamentos escritos pelo próprio dedo de Deus, e começa a descer do monte. Ele esteve lá por quarenta dias. Foi um tempo emocionante, incrível, indescritível na presença de Deus.
Agora, aparentemente — pelo que podemos perceber nessa passagem — Josué esteve esperando por perto durante todo esse tempo. Lembre-se de que ele passou os primeiros seis dias com Moisés durante parte da caminhada no monte. Depois Moisés subiu ainda mais alto. Moisés desce, encontra Josué, e juntos eles completam a última parte da descida. Josué esteve esperando Moisés voltar e se junta a ele na última parte da jornada de volta ao acampamento.
Você pode dizer que Josué estava ali porque era assistente de Moisés. Esse era o trabalho dele, e ele estava sendo fiel nesse trabalho. Acho que isso provavelmente é verdade. Mas também me pergunto, ao estudar e meditar sobre a vida de Josué, se ele não estava tão atraído pela presença de Deus que não queria voltar ao acampamento até que fosse necessário.
Acho que vemos nele — e veremos nesta passagem hoje — que ele tinha um coração para estar onde a glória de Deus estava. Acho que ele queria viver na mesma atmosfera em que Moisés vivia. Essa é uma chave enorme para entender o sucesso da vida desse homem — como ele permaneceu fiel ao longo do tempo. É porque, desde quando era jovem, ele amava estar onde Deus estava.
Quando Josué e Moisés se aproximam do acampamento, eles ouvem o barulho de pessoas gritando. Lembre-se de que eles estavam ausentes por quase seis semanas, então não ouviram muito barulho nem viram pessoas durante esse tempo. E no verso 17, Josué diz a Moisés:“Há um alarido de guerra no arraial.”
Mas o que Josué pensou ser o som de pessoas lutando era, na verdade, o som de pessoas cantando — cantando ao redor de um bezerro de ouro que o povo havia erguido durante a ausência de Moisés. Aparentemente a música era tão estridente, tão barulhenta, que parecia haver uma batalha acontecendo, uma guerra.
As pessoas estavam dançando, de acordo com Êxodo 32.19. O verso 25 nos diz que estavam fora de controle. Eles chamaram aquilo de adoração, uma festa ao Senhor, mas era ao redor desse bezerro de ouro. Eles estavam em frenesi. Cantando, dançando, festejando sem controle. De fato, no versículo 25, a expressão traduzida como “sem controle” , em outras traduções aparece como “correndo desenfreadamente” ou “o povo estava nu.” Eles estavam correndo em sua nudez, parcialmente vestidos.
Na verdade, a palavra realmente pode significar meio vestidos ou fora de controle. Alguns tradutores dizem que as pessoas literalmente tiraram suas roupas quando entraram nessa dança. Outros dizem que é uma expressão figurada para dizer que estavam totalmente sem controle. Em qualquer caso, dá para ter uma ideia: há um frenesi acontecendo aqui.
As pessoas estão imodestas; estão indecentes. Isso é entretenimento sensual, obsceno. E, como dissemos, eles chamaram isso de uma festa ao Senhor.
Arão havia dito ao povo, depois de fazer o bezerro de ouro, nos versos 4 a 6:“Amanhã teremos uma festa para o Senhor, e vocês podem adorar esses deuses que os tiraram do Egito.” Eles trocaram tão rapidamente o único Deus verdadeiro, Jeová, que não havia falado com eles por algum tempo.
Moisés demorou a voltar. Moisés estava atrasado. E eles disseram: “Precisamos de um deus que possamos ver. Precisamos de um deus que possamos celebrar.”E foi isso que inventaram.
Enquanto tenho refletido sobre essa passagem — e percebo que corro o risco de ser mal compreendida ao dizer isso, mas vou dizer assim mesmo — toda essa passagem levanta perguntas em meu coração sobre algumas formas de entretenimento e da chamada “adoração” que, às vezes, até acontecem em círculos evangélicos hoje.
Parece-me que essas pessoas ficaram entediadas ao esperar em Deus. Disseram: “Moisés está demorando. Queremos fazer alguma coisa.” E acho que isso é muito verdadeiro em nossa geração. As pessoas ficaram entediadas ao esperar em Deus. Então estamos tentando nos entreter porque não experimentamos a realidade da presença de Deus. Veja: quando você encontra a realidade da presença de Deus, você nunca ficará entediada. É impossível ficar entediada quando você realmente experimenta Deus.
Mas, na ausência disso — tendo apenas religião, apenas “frequentar a igreja”, tendo a forma em vez da substância da fé — ficamos entediadas. Então queremos nos entreter, e às vezes até chamamos isso de adoração. E, na verdade, podem ser práticas mundanas ou pagãs nas quais estamos envolvidas.
Não vou colocar rótulos e dizer: “isto é mundano e isto é pagão, ou isto é piedoso e isto é adoração.” Deus conhece o coração. Ele conhece o coração por trás do que chamamos de adoração ou entretenimento.
Deixe-me dar um exemplo de algo nessa linha que aconteceu alguns anos atrás e realmente me entristeceu. Fui convidada para falar em uma conferência para várias centenas de estudantes universitários — estudantes cristãos. Fui convidada especificamente para falar sobre a santidade de Deus e o chamado para sermos santos.
Deus colocou uma mensagem em meu coração e eu a compartilhei com todo o meu coração. Fiquei emocionada por haver um grupo de universitários que queria ouvir uma mensagem sobre santidade.
Lembro-me de que, depois da sessão, enquanto eu voltava para meu quarto e caminhava pelo corredor do hotel onde a conferência estava acontecendo, ouvi barulho — canto e música. Dei uma espiada na sala; era uma sala muito escura, com música alta tocando. E a organização que havia promovido a conferência e me convidado para falar sobre santidade estava patrocinando, depois da sessão daquela noite, uma dança para os estudantes.
E ao entrar brevemente na sala, ouvi a música e vi o tipo de dança que estava acontecendo, e fiquei com o coração partido. Eu não podia acreditar no que estava vendo e ouvindo. E pensei: Algo está realmente muito errado com o que está acontecendo.
Não estou dizendo onde estava o coração de cada pessoa naquela situação. Escrevi depois uma carta que creio ter sido graciosa, cuidadosamente pensada, ao líder daquele grupo, e fiz algumas perguntas. Não é meu lugar determinar o que Deus quer que eles façam em sua conferência, e não sou juíza nem júri nessa situação.
Mas perguntei: o que estamos tentando alcançar com esses estudantes? Esse evento está ajudando esses estudantes a se aproximarem da mensagem de santidade? É isso que vocês querem para eles?
Não tenho que responder por ninguém, e você também não. Não é nosso papel consertar tudo que está errado no mundo cristão — nem sempre saber com certeza o que está errado. Precisamos ter corações humildes ao observar essas coisas.
Mas acho que precisamos de alguns profetas para levantar perguntas, para levantar essas questões. Os filhos de Israel pensaram que estavam tendo um culto de adoração, mas substituíram a verdadeira adoração a Jeová por práticas pagãs.
Quando você encontra Deus, não precisa de todo tipo de barulho, entretenimento e programas. Não estou dizendo que essas coisas sejam inerentemente erradas. Estou dizendo: será que nos contentamos com substitutos do real e chamamos isso de adoração?
Moisés e Josué tinham acabado de passar quase seis semanas na presença da glória shekinah de Deus. Imagine, quando chegaram a essa cena, como o contraste deve ter sido chocante ao voltarem ao acampamento. Por quase seis semanas eles haviam sido sensibilizados à presença de Deus. Isso era tudo o que conheciam. Você não acha que foi um choque enorme para o sistema deles ver essa cena sensual e desordenada ao pé da montanha?
É como quando você passa por uma experiência espiritual profunda no topo do monte. Você vai a uma conferência ou retiro e Deus ministra profundamente ao seu coração. Depois você volta para casa. A televisão está ligada, há entretenimento cheio de imoralidade e palavrões, e cristãos estão rindo disso.Seu organismo está em choque porque você foi sensibilizada. Coisas que antes te faziam rir, que você achava divertidas. . . agora você diz: "Essas coisas não me fazem rir porque eu estava em um ambiente diferente". É um choque enorme.
Pessoas, porém, que não estiveram com Deus — que não vivenciaram o que Moisés e Josué vivenciaram naquela época — acham isso normal. Elas estão acostumadas. Então, não veem nada de errado nessa situação. Elas estão apenas se divertindo, do ponto de vista delas.
Embora o nome de Josué não apareça novamente na cena que segue — o episódio do bezerro de ouro — ele claramente testemunhou a reação de Moisés. Moisés ficou horrorizado. Ele não podia acreditar no que via. Estava furioso, chocado, com o coração quebrantado. Sentiu todas essas emoções profundas e intensas ao ver a glória de Jeová sendo pisoteada no chão.
E em uma reação instintiva, ele pega as tábuas que acabou de receber de Deus, nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos — a expressão da santidade de Deus e os mandamentos de Deus para o Seu povo redimido. . . Moisés pega aquelas tábuas, e as lança no chão, e elas se quebram.
Então Arão tem a audácia de dizer: “Irmão, pare de exagerar. Por que você está tão irado?” Isso está registrado no versículo 22 de Êxodo 32.
A lei de Deus havia sido quebrada. Josué viu a maneira forte e decisiva com que Moisés lidou com a situação; sua fervorosa intercessão em favor do povo; e a praga que Deus enviou como julgamento sobre o povo.
Eu acho que toda essa cena deve ter ficado gravada em Josué, que era um homem mais jovem em treinamento para liderança. Deve ter pressionado sobre ele a extrema santidade de Deus e a extrema pecaminosidade do pecado. A maioria de nós tem as linhas borradas porque estamos tão confortáveis vivendo no mundo e trazendo o mundo para dentro da igreja que não vemos nenhuma diferença.
Josué observou enquanto Moisés confrontava Arão com sua responsabilidade dessa maneira. Eu me pergunto se aquela cena veio à mente alguns anos depois — muitos anos depois — quando Josué teve que confrontar Acã por causa do seu pecado. Você vê, Josué havia aprendido que o pecado entre o povo de Deus não era algo pequeno, que precisava ser tratado de forma direta e decisiva.
A próxima vez que o nome de Josué aparece é em Êxodo 33, em uma cena que acontece logo depois desse grande fracasso. Vá ao versículo 7 de Êxodo 33. “Ora, Moisés costumava pegar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial. Ele a chamava de "tenda do encontro". A razão pela qual ele teve que levar a tenda para fora do acampamento era simbolizar a comunhão quebrada do povo com Deus.
Continuando no versículo 7: “Todo aquele que buscava o Senhor saía à tenda do encontro, que estava fora do arraial.”
É um grande retrato da graça de Deus que ainda havia uma tenda da reunião. Era um retrato da santidade de Deus que ela estivesse fora do acampamento, porque o pecado nos separa de Deus. Mas o fato de que Deus ainda queria encontrar-se com o Seu povo — isso é impressionante. Isso é graça. Isso é misericórdia.
E era graça que estava disponível para todo o povo, todo aquele que buscava o Senhor. O povo saía para essa tenda por um propósito, uma razão. Qual era? Buscar o Senhor. E aqueles que iam eram recompensados em sua busca.
O versículo 9 nos diz que o Senhor falava com Moisés. Quando Moisés ia até essa tenda, ele se encontrava com Deus.
Ir até a tenda exigia iniciativa pessoal, esforço. A tenda estava longe do acampamento, como o versículo 7 nos diz. Havia de dois a três milhões de pessoas que viviam nessa cidade de tendas, nesse acampamento. Então poderia ter sido uma boa caminhada para chegar a essa tenda da reunião que estava bem fora do acampamento.
Para chegar lá, o povo tinha que deixar sua própria tenda, qualquer que fosse o seu negócio, seus amigos e suas atividades, e tinham que ser intencionais em ir encontrar-se com o Senhor. Sabemos que Moisés ia lá frequentemente para buscar o Senhor. E quando ele entrava na tenda, todo o acampamento estava ciente e era impactado.
O versículo 8 nos diz: “Quando Moisés saía para a tenda, fora, todo o povo se erguia, cada um em pé à porta da sua tenda, e seguiam-no com os olhos, até ele entrar na tenda.”
E então o versículo 10 nos diz: “todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava o Senhor.” Eles observavam e adoravam. Quando viam Moisés entrar na tenda da reunião, observavam. E quando viam a glória de Deus descer e encher aquele lugar, eles adoravam o Senhor.
Versículo 11: “O SENHOR falava com Moisés face a face, como quem fala com o seu amigo.” Um versículo impressionante.
E ainda assim, quando chegamos ao Novo Testamento, somos lembradas de que Deus quer ter um relacionamento íntimo e amizade com o Seu povo, e que Deus se comunica com o Seu povo. Deus falava com Moisés face a face, como um homem fala com o seu amigo. Isso era altamente incomum naqueles dias.
Mas por meio de Cristo vimos a glória de Deus. “Mas nestes últimos dias,” Hebreus diz, “[Deus] nos falou pelo Seu Filho” (Hb. 1.2). Deus fala conosco por meio de Cristo. Ele fala conosco pelo Seu Espírito por meio da Sua Palavra. Jesus disse em João 10: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (v. 27)
E então chegamos à segunda metade do versículo 11 de Êxodo 33: “Depois Moisés voltava para o arraial. Porém o moço Josué, seu auxiliar, filho de Num, não se afastava da tenda.”
Então aqui Josué vai com Moisés; onde quer que Moisés esteja, ali está Josué. Ele está seguindo o homem mais velho, o mentor. E ele vai com Moisés para a tenda da reunião. Moisés fica ali; Moisés fala com Deus; Moisés vê a glória de Deus. Então, depois de algum período de tempo — não sabemos quanto, horas, minutos, o que for — Moisés volta para o acampamento. Mas há aquela pequena frase interessante: Josué, seu assistente, não se retirava da tenda.
Isso foi essencial para a preparação de Josué para o ministério futuro: estar perto de um homem que buscava o Senhor e que vivia na presença de Deus. Ele fez isso quando era jovem. Ele tinha um coração e um desejo quando era jovem. Sabemos que ele estava por volta dos quarenta anos de idade, então ele era jovem em comparação com Moisés. Mas ele era jovem no sentido de que ainda não havia começado a obra da sua vida. Passariam ainda quarenta anos antes que ele realmente recebesse sua responsabilidade final como líder dos filhos de Israel.
Isso é um lembrete de que as experiências que temos e as escolhas que fazemos quando somos jovens afetam quem somos quando somos velhos. O caráter de toda a vida de Josué estava sendo formado e estabelecido na presença de Deus. Josué não tinha um grande papel de liderança neste ponto. Ele era apenas um assistente, por assim dizer. Mas este era um capítulo vital na formação de um homem de Deus.
Eu penso no impacto na minha vida, quando eu era uma menina e uma mulher mais jovem, de estar perto de homens e mulheres que andam com Deus, e como isso moldou e tocou e formou minha vida — ouvindo-os orar, ouvindo-os falar sobre as coisas de Deus.
Então eu me pergunto: “Agora que estou me tornando uma mulher mais velha, aqueles que estão ao meu redor estão sendo expostos à presença de Deus?” As pessoas que me seguem, as pessoas que ouvem nosso ministério, as pessoas que trabalham em nosso escritório, as assistentes mais jovens e as pessoas em nossa equipe — elas estão sendo expostas à presença de Deus quando estão perto de mim? Eu estou conduzindo-as à presença de Deus, não pelo meu ensino, mas pelo meu coração e pelo meu estilo de vida?
Isso diz muito sobre o coração de Josué. Como isso é diferente da maioria dos jovens, que Josué queria ficar por perto da igreja muito tempo depois que o culto terminava? Isso é super incomum não apenas para os jovens, mas para qualquer pessoa de qualquer idade. Mas é típico de adultos mais jovens quererem estar ativos, produtivos, fazendo algo construtivo, alcançando realizações. Mas, como vimos antes, Josué estava determinado a buscar o Senhor, em maior medida, aparentemente, do que outros.
Nada era mais importante para ele. Parece que ele não conseguia suportar deixar a presença do Senhor. Ele não ficava entediado. Você sabe por quê? Porque Deus estava ali. Ele reconhecia, valorizava, estimava, apreciava e dava valor a estar com Deus.
Eu vejo Josué usando aqueles primeiros anos da vida adulta, antes que as exigências e os prazos de sua carreira se impusessem sobre ele, para estar com Deus. Que fundamento tão firme foi lançado para a obra da sua vida. Estamos vendo isso repetidas vezes em diferentes retratos desse período mais jovem da vida de Josué.
Eu não consigo pensar em conselho melhor para jovens homens e mulheres que estão se preparando para servir ao Senhor, seja vocacionalmente ou de outra forma — jovens mulheres que estão se preparando para o casamento, para a maternidade, para a vida — não consigo pensar em conselho melhor do que dizer: “Passem muito tempo a sós com Deus.”
O Salmo 92 nos diz: “Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, serão cheios de seiva e de verdor.” (vv. 13–14)
Não é isso que você quer ser na velhice? Eu olho para a querida Dorothy sentada aqui, na casa dos oitenta anos. Ela está dando frutos. Ela está viçosa. Ela está florescendo. Ela está aprendendo coisas novas da Palavra de Deus. Ela está faminta. Ela está ansiosa.
E eu digo: “É isso que eu quero ser quando tiver oitenta anos.” Você não chega aos oitenta e acaba lá. Você escolhe passar tempo com o Senhor e buscá-Lo quando é mais jovem, na minha idade. E aqueles que estão plantados na casa do Senhor florescerão até a velhice.
Sou muito grata, muito grata, pelos anos de relativa obscuridade que o Senhor planejou para mim antes de eu ser lançada em um ministério mais público. Eu olho para trás e percebo que cada oportunidade que aproveitei naqueles anos para buscar o Senhor e estar com Ele na minha infância, nos meus anos de juventude — cada uma daquelas oportunidades ajudou a me preparar para esta estação de ministério intenso, com suas pressões, prazos e exigências.
Eu olho para estudantes universitários hoje, e sei que temos alguns estudantes universitários que ouvem o Aviva Nossos Corações. Algumas delas estão baixando nosso podcast. Eu sei que algumas delas, na correria das aulas, provas e exigências, estão pensando: Quando eu for mais velha, terei tempo para buscar o Senhor.
Quantas de vocês, mães com filhos, gostariam de ter começado mais jovens a buscar o Senhor e percebem que nunca terão mais tempo? A vida nunca será mais simples. A vida fica mais ocupada. A vida fica mais agitada. Sempre pensamos que está tão agitada quanto pode estar, mas fica ainda mais.
Sou muito grata pelos momentos em que o Senhor realmente me chamou à parte para buscá-Lo. Se tenho um arrependimento, é apenas que eu não O busquei de forma mais intencional, que eu não permaneci mais tempo em Sua presença. Mas você sabe de uma coisa? Eu ainda não sou uma senhora idosa. Ainda não é tarde demais.
Sou lembrada de que cada oportunidade que temos hoje de buscar o Senhor e de passar tempo com Ele nos preparará para batalhas futuras e abrirá o caminho para terminarmos bem, para sermos fervorosas, fiéis e frutíferas mesmo na velhice.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth já voltará para orar. Se você tem dificuldade em passar tempo centrada em Deus, espero que você ore com Nancy. O episódio de hoje me ajudou a considerar algumas questões importantes.
Quanto tempo estou passando a sós com Deus? Eu preciso desse tempo. Eu preciso da força de Deus para modelar ações corretas para meus filhos e outras pessoas que possam estar aprendendo com meu exemplo.
Bem, você tem uma enorme influência sobre seus filhos. Você também está convidando outros mentores para encorajá-los e ensiná-los? Saiba no próximo episódio por que isso importa.
Agora Nancy volta com um pensamento final.
Nancy: Eu me pergunto se talvez Deus tenha estado falando ao seu coração sobre a necessidade de passar tempo a sós com o Senhor — de separar esse tempo, de ser intencional em buscá-Lo, e talvez de precisar permanecer em Sua presença, como vemos Josué fazendo.
Você responderia neste momento ao Senhor e diria: “É isso que eu quero fazer”? Decida em seu coração fazer escolhas em sua agenda para estar a sós com o Senhor, para estar em Sua Palavra, para estar em oração, para estar buscando Sua face. Não há como você fazer o que Deus a chamou para fazer, cumprir as tarefas que Ele lhe deu e ser a mulher que Deus quer que você seja, em qualquer estação da vida, sem ter esse tempo.
Senhor, eu oro para que sejamos mulheres que permaneçam na Tua presença, mesmo depois que todos os outros tenham ido embora e todos tenham voltado aos seus afazeres. Que sejamos mulheres que, em nossos corações, amam estar em Teus átrios, amam estar em Tua presença. E, como resultado, que sejamos fiéis e frutíferas até a linha de chegada. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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