Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você não aprendeu a ser uma boa seguidora e a ser fiel e contente nesse papel, então é provável que, quando chegar a sua vez de ser a líder, você não será tão eficaz quanto poderia ter sido se tivesse aprendido a seguir.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Às vezes recebemos cartas de mulheres jovens, enérgicas e inteligentes, que estão ansiosas para ministrar como Nancy faz, mas estão em uma estação de seguir em vez de liderar. Descubra por que ser uma seguidora fiel pode ajudá-la a se tornar uma líder ainda mais eficaz no futuro.
Estamos começando a segunda de muitas séries que ouviremos sobre a vida de Josué ao longo das próximas semanas. Esta série se chama Lições da vida de Josué …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você não aprendeu a ser uma boa seguidora e a ser fiel e contente nesse papel, então é provável que, quando chegar a sua vez de ser a líder, você não será tão eficaz quanto poderia ter sido se tivesse aprendido a seguir.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Às vezes recebemos cartas de mulheres jovens, enérgicas e inteligentes, que estão ansiosas para ministrar como Nancy faz, mas estão em uma estação de seguir em vez de liderar. Descubra por que ser uma seguidora fiel pode ajudá-la a se tornar uma líder ainda mais eficaz no futuro.
Estamos começando a segunda de muitas séries que ouviremos sobre a vida de Josué ao longo das próximas semanas. Esta série se chama Lições da vida de Josué (Parte 2): Aprendendo a ser ensinável com Josué. Aqui está Nancy.
Nancy: Já vivi o suficiente agora para ver muitas pessoas começarem bem na vida cristã e não completarem a corrida — algumas até, tristemente, em posições de ministério. Algumas começaram servindo ao Senhor fiel e eficazmente, mas caíram fora ao longo da corrida.
Algumas não estavam em posições de ministério vocacional, mas começaram amando a Cristo e querendo agradá-Lo, porém não foram até o fim. Há várias razões; eu observei muitas razões diferentes.
Às vezes as pessoas abandonam a corrida por causa do desânimo; perdem o ânimo e simplesmente desistem. Às vezes são valores temporais que as distraem. Onde antes amavam a Cristo de todo o coração, agora seu coração e suas afeições estão voltados para dinheiro, posição, prestígio ou o mundo — mundanismo.
Há muitas razões diferentes. Mas, ao estudarmos a vida de Josué, o que me atraiu para este estudo em primeiro lugar foi o fato de que fiquei impressionada com a fidelidade dele na corrida ao longo do tempo.
Comecei este estudo — e disse isso no início da série — porque meu pastor estava pregando sobre Josué. Ele chegou ao final da vida de Josué, quando Josué tinha 110 anos e ainda estava sendo fiel, ainda amando o Senhor e ainda forte no serviço ao Senhor. E eu dizia: “Como ele fez isso? Como ele chegou lá? Como ele cumpriu sua missão até a linha de chegada?”
Há muito pouco na vida de Josué que você possa criticar. Há um incidente com os gibeonitas — chegaremos a isso nesta série — mas, de modo geral, aqui está um homem que foi fiel à luta, fiel ao Senhor e fiel à fé até a linha de chegada. A vida dele foi uma vida de vitória, uma vida de conquista.
Nós o conhecemos como o líder militar que levou os israelitas à Terra Prometida e os liderou como comandante-chefe enquanto derrotavam seus inimigos e tomavam posse da Terra Prometida. Sua vida é um retrato para nós de vitória sobre nossos inimigos espirituais, nas batalhas espirituais que enfrentamos contra o mundo, a carne e o diabo. Aqui está um homem que correu a corrida até a linha de chegada e a terminou com sucesso.
Portanto, começando com seus primeiros anos — que é onde ainda estamos agora — estamos buscando percepções sobre como ele foi vitorioso. Como ele permaneceu fiel? Esses anos de aprendizado, antes de se tornar líder, são cruciais para entender como ele foi eficaz mais tarde na vida. Ele terminou bem a corrida porque começou bem a corrida. A maneira como corremos a corrida em nossos anos mais jovens tem muita influência sobre como a correremos em nossos anos posteriores.
Eu tenho dito frequentemente, por exemplo, que meu objetivo na vida sempre foi ser uma velhinha piedosa. Tenho dito muitas vezes que a parte piedosa vem mais difícil do que a parte de envelhecer. A parte de envelhecer vem naturalmente. Os cabelos grisalhos vêm queira ou não, mas a santificação não vem naturalmente.
Tenho uma imagem em minha mente dessa mulher super doce, graciosa, amorosa, piedosa, que irradia o amor de Jesus, com um espírito gracioso e palavras bondosas. Ela é frutífera e uma guerreira de oração — todas essas coisas. Esse é o tipo de imagem que tenho do que quero ser quando tiver oitenta e cinco anos. Não sei se chegarei aos 110 — não sei se chegarei aos oitenta e cinco — mas, seja quanto tempo Deus me der, é isso que quero ser.
Ao olhar para a vida de Josué, sou lembrada de que você não acorda aos oitenta e cinco ou 110 anos e descobre que é esse tipo de pessoa. Estou fazendo escolhas agora, como tenho feito por anos e anos, que estão determinando que tipo de velhinha vou ser, se vou chegar à linha de chegada e em que condição. Então estamos olhando para retratos da vida de Josué. Estamos examinando cada um dos incidentes, ou muitos deles, em sua vida.
Começando com sua vida como homem mais jovem, de fato, retomamos onde as Escrituras o mencionam, em Êxodo capítulo 17, quando Josué tem entre quarenta e cinquenta anos. Ele é chamado de jovem ali — e em comparação com Moisés, que tinha oitenta anos, ele era um jovem — mas essa é a faixa etária em que estamos agora. No momento deste estudo, já passei um pouco dos cinquenta, e então ainda aprendo com a vida de Josué, com as escolhas que ele fez. Os padrões que ele estabeleceu o prepararam para a obra de sua vida; lançaram um fundamento para uma vida inteira de fidelidade.
Estou tentando fazer o que as Escrituras dizem que devemos fazer. No Novo Testamento nos é dito que essas histórias do Antigo Testamento nos foram dadas como exemplo para nosso aprendizado, para que pudéssemos aprender com seus erros e seus sucessos (1 Co. 10.1–11). Há muitos sucessos dos quais podemos aprender na vida de Josué.
Talvez você nunca tenha tido um modelo do que significa andar com Deus ao longo de anos e anos. Você pode não ter tido pais que andavam com Deus. Podemos encontrar um grande modelo em Josué e outras pessoas como ele nas Escrituras.
Já examinamos Êxodo capítulo 17 com certa profundidade — a batalha que ocorreu contra os amalequitas em Refidim. Josué aprendeu por meio desse incidente que a batalha é do Senhor. Ele aprendeu a não lutar em sua própria força, mas em dependência do Senhor.
Ele aprendeu uma lição importante que usaria décadas depois, quando se tornasse comandante-chefe ao conduzir os israelitas a Canaã: isto é, você não pode lutar a batalha sozinho. É sob a bandeira do Senhor que lutamos e vencemos.
Anos depois, quando enfrentaria muita oposição e inimigos poderosos, ele precisaria lembrar-se das coisas que aprendeu naquela batalha, que foram escritas em um livro, registradas para que ele pudesse voltar e ver aquele registro dos caminhos de Deus.
De Refidim, os israelitas seguiram para o Monte Sinai. Eles tinham saído do Egito havia apenas alguns meses quando chegamos ao capítulo 19. Quero dar a vocês uma breve visão geral de vários capítulos aqui em Êxodo.
No capítulo 19, os filhos de Israel chegam ao Monte Sinai, onde ficarão por onze meses — uma estação muito importante na vida dos israelitas. No capítulo 19 de Êxodo, Moisés consagra o povo, e Deus desce sobre o Monte Sinai. Deus se manifestou por meio de trovões, relâmpagos, uma nuvem espessa que revelava Sua glória e um forte som de trombeta.
Esta é uma visão impressionante e temível quando Deus vem visitar seu povo. Deus demonstra Sua presença, Seu poder e Sua santidade, e o povo é advertido: “Não se aproximem do monte; não o toquem. Se o fizerem, morrerão.” Por quê? Porque Deus é santo. A presença de Deus está neste monte, e vocês são impuros, então estão separados de Deus. Vocês não podem subir a este monte.
No entanto, no meio dessa cena, Deus convida Moisés a subir ao monte e encontrar-se com Ele como representante do povo — mostrando o fato de que Deus deseja ter relacionamento com Seu povo. Deus inicia esse relacionamento, e veremos isso ao longo desta série.
Então Moisés sobe ao monte para encontrar-se com Deus. No capítulo 20, lemos sobre Deus dando a Moisés os Dez Mandamentos. Ele começa dizendo: “Eu sou o SENHOR, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não tenha outros deuses diante de mim.” (vv. 2–3)
Deus está dizendo ao Seu povo: “Eu os redimi; estabeleci uma relação de aliança com vocês. Eu sou o seu Deus. Vocês não pertencem mais a Faraó. Vocês pertencem a Mim. Vocês são Meu povo, e Eu devo ser o único Deus em sua vida.” Deus nos diz a mesma coisa para nós que fomos redimidas da escravidão espiritual, redimidas do pecado e de Satanás. Ele diz: “Eu sou o seu Deus; você é Meu povo. Agora ande diante de Mim em santidade. Deixe-Me ser o seu único Deus.”
Nos capítulos 20 a 23, Deus dá a Moisés leis adicionais que governam os relacionamentos do Seu povo com Deus e uns com os outros. Deus tem o direito de dar essas orientações e essas leis, essas instruções, porque Ele é nosso Deus. Ele é nosso Redentor. Nós pertencemos a Ele. Então Deus dá essas leis.
No final do capítulo 23, depois de dar a Moisés essas leis, Deus faz a seguinte promessa, começando no versículo 20: “Eis que eu envio um Anjo adiante de vocês, para que os guarde pelo caminho e os leve ao lugar que tenho preparado” — a Terra Prometida.
Versículo 22: “Mas, se vocês ouvirem atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que eu ordeno, então serei inimigo dos que são inimigos de vocês e adversário dos que são adversários de vocês.” Depois desça ao versículo 31: “Entregarei nas suas mãos os moradores da terra nas tuas mãos, para que vocês os expulsem diante de vocês.”
Agora, no capítulo 24 — abra a sua Bíblia, se possível — ou clique no link aqui na transcrição. Começando no versículo 4, Moisés escreve todas as palavras que Deus havia falado nos capítulos anteriores e lê essas palavras ao povo. Ele lê as promessas de Deus ao povo.
Moisés constrói um altar e oferece sacrifícios sobre esse altar. Ao fazer isso, ele sela a aliança entre Deus e Seu povo com o sangue dessas ofertas. Esta é a única ocasião nas Escrituras em que o sangue é de fato aspergido sobre o povo — um sinal de que Deus cobriu o povo com o sangue que pode purificá-los e perdoá-los, e que eles podem estar corretamente relacionados com Deus nessa aliança.
Josué é o assistente pessoal de Moisés. Josué está sempre junto a Moisés. Ele é como cola. Ele está ali. Onde Moisés está, Josué está, e assim Josué ouviu e testemunhou tudo isso. Josué aprendeu desde cedo, por meio dessa série de eventos no Monte Sinai, a reverenciar e temer o Senhor. Ele aprendeu que Deus é um Deus santo. Ele não deve ser tratado com leviandade, mas é um Deus que deseja relacionamento com Seu povo.
Josué aprendeu sobre a necessidade de sacrifícios de sangue — a única maneira de um povo impuro aproximar-se de um Deus santo. Ele aprendeu que Deus vai levar Seu povo sobrenaturalmente para a Terra Prometida, que Deus será o seu Protetor, o seu Defensor e o seu Comandante.
Posso assegurar que anos depois, quando Deus enviar Josué para ser o líder de Seu povo para entrar na Terra Prometida, Josué se lembrará dessas promessas. Ele se lembrará: “Não preciso fazer isso sozinho. Deus é nosso Defensor. Deus é nosso Protetor. Deus é nosso Comandante.”
Agora chegamos a Êxodo capítulo 24, versículo 12. Ao longo destes próximos episódios, quero que olhemos para duas passagens que nos dão uma percepção fundamental sobre o que fez de Josué um servo e líder eficaz ao longo do tempo e como ele permaneceu fiel. Êxodo 24, versículo 12:
Então o Senhor disse a Moisés: ‘Suba para junto de mim, no monte, e fique lá; darei a você tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevi, para que você ensine o povo.’
Deus já havia dado a Moisés os Dez Mandamentos e outras leis anteriormente. Mas agora Deus está dizendo: “Vou inscrever essas leis em pedra para que você as tenha para ensinar ao povo.” Vemos nesta passagem o convite de Deus. Deus diz: “Suba para junto de mim, no monte.” Isso é um lembrete de que Deus deseja comunhão conosco — relacionamento.
Mas Deus é santo, e nós somos pecadores. O pecado nos separa de Deus. Deus disse ao povo: “Não toquem no monte, ou morrerão.” Esta passagem, este convite, nos mostra que Deus é um Deus reconciliador. Não podemos ir a Deus; não podemos nos aproximar dele a menos que Deus tome a iniciativa e estenda o convite.
Se você é filha de Deus, não é porque você iniciou o relacionamento com Deus. Você diz: “Mas eu cresci em um lar cristão. Ouvi falar de Deus a vida toda e escolhi seguir a Cristo.” Você só escolheu seguir a Cristo porque Deus a escolheu e disse: “Suba para junto de mim.” Deus estende e inicia o convite. Jesus disse: “Ninguém pode vir a Mim se o Pai, que Me enviou, não o trouxer” (Jo. 6.44). Deus é quem nos atrai. Ele faz esse convite.
E qual é o convite? Deus diz a Moisés: “Suba para junto de mim, no monte, e fique lá.” Isto é, venha e esteja comigo.
Essa palavra permanecer ou ficar provavelmente vem de outra palavra que significa “respirar”. É simplesmente existir, estar. É uma palavra diferente da usada no versículo 14, onde Moisés diz a Arão e Hur: “Esperem aqui até que voltemos.” Essa é uma palavra que significa aguardar, mas esta palavra, “Suba e fique”, significa apenas “Suba e respire.” Esteja aqui; sente-se aqui.
Isso me lembra de Marcos capítulo 3, versículo 14, onde as Escrituras dizem que Jesus designou doze apóstolos para que estivessem com Ele, e depois pudesse os enviar para fazer seu ministério. Primeiro eles deveriam simplesmente estar com Ele.
Recentemente me deparei com um livro intitulado Passando Tempo com Deus. Sem agenda. Isso é difícil para pessoas ocupadas neste mundo do século XXI. Pensamos que, se você está sentada ali, se não está fazendo algo — mesmo que esteja com Deus — isso é desperdício de tempo. E não gostamos de desperdiçar tempo. Mas Deus diz: “Venha e fique comigo.” Esse é o convite.
Por quê? Versículo 12: Porque “darei a você tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevi, para que você ensine o povo.” Deus queria dar a Moisés Sua Palavra, instrução escrita para o povo. Mas Moisés teve que se afastar de sua rotina normal, da agitação da vida como líder desse povo, para estar com o Senhor lá no monte.
E qual foi a resposta de Moisés a esse convite? Versículo 13: “Moisés se aprontou, juntamente com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus.” Deus diz: “Suba e esteja comigo.” O que Moisés faz? Imediatamente, sem demora, ele se levanta e vai com seu assistente ao monte de Deus.
Ele não deixou a ocupação mantê-lo afastado. Certamente tinha muitas coisas a fazer como líder desses dois ou três milhões de pessoas pelas quais era responsável.
Ele também não deixou o medo mantê-lo afastado. Você acha que teria ficado ansiosa para subir aquele monte se tivesse acabado de ver essa incrível manifestação da glória e do poder de Deus, com relâmpagos, trovões, vozes e nuvens? Ou você acha que teria dito: “Hum. . . não sei se devo subir esse monte.” Ele não deixou o medo afastá-lo.
Ele não deixou que nada o afastasse de Deus. Ele percebeu que é um privilégio ser convidado a aproximar-se de Deus, e um privilégio do qual devemos aproveitar cada oportunidade.
Isso me faz lembrar a passagem do Salmo 65, versículo 4, que diz:
Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que habite nos teus átrios. Ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa — o teu santo templo.
O que o salmista está dizendo? “É tão bom estar com Deus, ser convidado a aproximar-se dele, que não tenho motivo para sair procurando satisfação em outro lugar. Tudo de que preciso, tudo o que quero, pode ser encontrado na Sua presença.”
Ou como diz o Salmo 73.28: “Quanto a mim, bom é estar perto de Deus.”
Por que você não diria sim? Quando Ele diz: “Venha. Aproxime-se de mim”, porque você diria:
- Estou muito ocupada.
- Tenho outras coisas para fazer.
- Não tenho tempo.
- Estou com medo.
- Não sei se posso entrar na Tua presença.
- Eu pequei.
- Não sei se posso ir.
Quando Deus diz: “Aproxime-se de mim”, por que não diríamos sim? Por que não iríamos como Moisés foi?
É aí que o seu coração deseja estar — perto de Deus? “Suba para junto de mim, no monte, e fique lá.” É aí que você ama estar? Você considera um privilégio estar perto de Deus, passar tempo com Deus, estar com Deus, afastar-se de outras rotinas da sua vida em certos momentos e simplesmente respirar com Deus?
As Escrituras dizem que “Moisés se aprontou, juntamente com Josué, seu auxiliar.” Esta é a primeira de quatro referências no Antigo Testamento a Josué como assistente de Moisés. À medida que estamos estudando a vida de Josué, é interessante para mim que ele seja frequentemente chamado de assistente, ou auxiliar, de Moisés. É assim que ele é referido. Seu objetivo não era estar no comando, ser o número um, ser o chefe desta organização. Seu objetivo era ser fiel em fazer o que seu líder precisasse que ele fizesse, e ele estava contente em fazer isso.
Essa foi a melhor preparação possível para um dia ser o próprio líder. Se você não aprendeu a ser uma boa seguidora e a ser fiel e contente nesse papel, então é provável que, quando chegar a sua vez de ser líder, você não será tão eficaz quanto poderia ter sido se tivesse aprendido a seguir.
Não há evidência, neste ponto, de que Josué tenha qualquer ideia do que Deus tem reservado para ele. Penso que, até onde ele sabia naquele momento, Moisés seria quem conduziria os filhos de Israel à Terra Prometida. E Josué estava contente em servi-lo, ser seu assistente, estar nesse papel de número dois.
Moisés se levantou com seu auxiliar Josué e subiu ao monte de Deus. O que era o monte de Deus? Era o Monte Sinai. Ao pensar no Monte Sinai, além da presença e da glória de Deus estarem sobre o monte, lembre-se de que era apenas mais um monte. Era como qualquer outro monte, sem nada de especial, até que Deus veio ali. Mas na presença de Deus, o Monte Sinai tornou-se o “monte de Deus”, como é frequentemente referido nas Escrituras. Era o monte de Deus porque Deus estava ali.
Permita-me lembrar você de que qualquer lugar onde você se encontra com Deus se torna sagrado. Tenho um sofá vermelho-vivo no meu quarto que é apenas um sofá, mas ele se tornou o sofá de Deus. Não quero dizer isso de forma irreverente. É um lugar onde me encontro com Deus. Na minha casa em Michigan, tenho uma cadeira azul que muitas vezes tem sido a cadeira de Deus. É um lugar onde me encontro com o Senhor.
Pode ser o seu quarto, talvez um closet onde você se encontra com Deus, talvez no seu carro, talvez no seu escritório, talvez em uma cela de prisão, um quarto de hospital ou um quarto de hotel. Em última análise, é o seu coração que se torna o monte de Deus. Onde quer que você esteja, esse lugar se torna sagrado quando seu coração vai se encontrar com o Senhor.
Sob a antiga aliança, os israelitas não ousavam aproximar-se de Deus. Eles tinham que ir por meio de Moisés como seu representante. Mas sob a nova aliança — a aliança da graça, a aliança selada com o sangue de Jesus Cristo — cada cristão é convidado a aproximar-se, a subir ao monte e estar com Deus. Por causa do sacrifício de Cristo em nosso favor, podemos nos aproximar de Deus.
Então Deus diz a você, se você é filha dele: “Suba para junto de mim no monte e fique lá. Esteja ali. Quero encontrar-me com você. Quero dar-lhe a minha Palavra.” Minha oração é que nossa resposta seja a do salmista no Salmo 27, versículo 8: “Ao meu coração me ocorre: ‘Busquem a minha presença." Buscarei, pois, SENHOR, a tua presença.’”
Vamos inclinar o nosso coração, e se esse é o seu desejo agora, você poderia simplesmente dizer ao Senhor: “Senhor, eu quero estar contigo. Quero ter aqueles momentos de simplesmente estar separada, sozinha e afastada contigo.”
Às vezes pode ser no meio de uma multidão, mas o seu coração pode se retirar para simplesmente estar com Ele. Agradeça a Deus pelo Seu convite para se aproximar e peça a Deus que lhe dê um desejo no coração, amor e anseio apenas por estar na Sua presença.
Raquel: Que lembrete maravilhoso. Deus não quer que você se perca em um borrão de atividades. Ele quer que você reserve tempo para realmente conhecê-Lo. Isso foi crucial para Moisés. Foi crucial para Josué. E é crucial para você.
Passar tempo sozinha com Deus em oração e na Bíblia pode ter consequências sérias. Uma mulher nos escreveu sobre isso. Ela disse:
Fui uma ateísta fervorosa por mais de dez anos. Eu era hostil e fria em relação a Deus. Cristãos evangélicos estavam no topo da minha lista dos mais desprezados.
Bem, ela comprou uma Bíblia porque achou que precisaria saber como argumentar melhor contra os cristãos. Ela escreve:
Comecei a ler aquela Bíblia todos os dias. Meu coração começou a mudar. Eu estava me tornando mais sensível. A Palavra estava me transformando. Ainda me surpreende o poder que há naquele livro. No dia quatro de julho, o meu Dia da Independência, convidei Jesus para entrar na minha vida. Naquele instante nasci de novo. Levantei-me dos meus joelhos sabendo que minha vida, como eu a conhecia, havia terminado.
Na segunda-feira seguinte, eu estava procurando podcasts cristãos quando fui direcionada ao Aviva Nossos Corações. Tenho ouvido todos os dias o podcast de vocês desde 7 de julho de 2008 até hoje. O Aviva Nossos Corações aprofundou minha fé, trouxe convicção ao meu coração, me desafiou e, acima de tudo, me encorajou. O Senhor tem usado vocês de maneira tão poderosa na minha vida.
Somos tão gratas porque Deus nos permite fazer parte do processo de crescimento de ouvintes como esta querida, e também somos gratas pelas ouvintes que tornam esse tipo de ministério possível ao apoiarem financeiramente o Aviva Nossos Corações.
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Adoração e trabalho prático não são excludentes. Quando você é movida pela grandeza de Deus, isso leva à ação prática. Falaremos sobre isso quando Nancy continuar a história de Josué amanhã no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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