Dia 1: O que “Aleluia" significa
Raquel Anderson: Você já se perguntou: “O que significa a palavra aleluia?” Neste episódio do Aviva Nossos Corações, Nancy DeMoss Wolgemuth explica essa palavra tão usada, mas raramente definida, e explora o significado mais profundo dessa poderosa expressão.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouvi dizer que há três palavras reconhecidas universalmente em quase todos os idiomas: a palavra “Amém”, a palavra “Aleluia” e a palavra “Coca-Cola”.
Raquel: Hoje, Nancy vai se concentrar em uma dessas palavras. Adivinha qual?
Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Aleluia! Essa palavra é muito usada! Os frequentadores da igreja a usam em oração, ou às vezes simplesmente quando estão felizes. Às vezes, as pessoas a usam para zombar dos pregadores, mas usar essa palavra é muito sério. Nancy explicará por que nessa nova série, Aleluia! Uma …
Raquel Anderson: Você já se perguntou: “O que significa a palavra aleluia?” Neste episódio do Aviva Nossos Corações, Nancy DeMoss Wolgemuth explica essa palavra tão usada, mas raramente definida, e explora o significado mais profundo dessa poderosa expressão.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ouvi dizer que há três palavras reconhecidas universalmente em quase todos os idiomas: a palavra “Amém”, a palavra “Aleluia” e a palavra “Coca-Cola”.
Raquel: Hoje, Nancy vai se concentrar em uma dessas palavras. Adivinha qual?
Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Aleluia! Essa palavra é muito usada! Os frequentadores da igreja a usam em oração, ou às vezes simplesmente quando estão felizes. Às vezes, as pessoas a usam para zombar dos pregadores, mas usar essa palavra é muito sério. Nancy explicará por que nessa nova série, Aleluia! Uma celebração de louvor.
Nancy: Se possível, abra sua Bíblia comigo no Salmo 113. Enquanto você procura, eu vou explicar um pouquinho sobre onde este salmo se encaixa. Acho que as Escrituras ganham um significado ainda mais especial quando sabemos qual é o contexto e temos um pouco mais de pano de fundo.
O Salmo 113 é o primeiro de uma pequena coleção de seis salmos (Salmos 113–118) conhecidos como os salmos do hallel. Às vezes eles são chamados de Hallel Egípcio, e já explico por quê. A palavra hallel significa, em hebraico, “louvor”. Estes são salmos de louvor, embora muitos outros salmos também sejam de louvor.
Mas estes salmos específicos se concentram em louvar a Deus por Sua libertação da escravidão no Egito. Os filhos de Israel haviam sido escravos no Egito por quatrocentos anos. Deus enviou Seu servo Moisés para conduzi-los à liberdade da escravidão.
O segundo desses salmos do hallel, Salmo 114, começa falando exatamente disso: “Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó, do meio de um povo de língua estranha. . .” (Sl. 114.1). Portanto, ele se refere especificamente ao êxodo do Egito.
Esta coleção de salmos, os salmos do hallel, é uma parte importante da vida judaica na celebração anual da Páscoa. Quando a Páscoa começou, quando foi instituída? No Êxodo, quando os filhos de Israel estavam saindo do Egito, certo? Esses salmos comemoram a libertação do povo de Deus do cativeiro, do Egito.
Eles também apontam, no sentido do Novo Testamento, para nós que somos cristãs do Novo Testamento, para a redenção final do povo de Deus — que não se limita apenas àqueles que saíram do Egito, mas se estende ao povo de Deus em todo o mundo, que Ele está resgatando para Si.
Os dois primeiros salmos desta coleção, os Salmos 113 e 114, normalmente são cantados quando os judeus celebram a Páscoa. Eles são cantados antes da refeição pascal. Os últimos quatro, Salmos 115–118, normalmente são cantados depois da refeição. Portanto, é provável que, quando lemos em Mateus 26 que “cantaram um hino ao saírem”, quando Jesus e Seus discípulos deixaram o cenáculo onde Ele havia celebrado a última ceia e instituído a Ceia do Senhor, e saíram em direção ao Getsêmani, onde Jesus seria preso e depois crucificado — é provável que esses salmos tenham sido os hinos que Jesus e Seus discípulos cantaram antes de Ele ir para a cruz.
Isso os torna, para nós como cristãs do Novo Testamento, muito, muito especiais, quando pensamos que Jesus conhecia e cantava esses salmos! Veremos, ao longo destes salmos, que ele (assim como os outros) nos dá um retrato antecipado, no Antigo Testamento, de Cristo e de Sua obra redentora.
Os salmos do hallel são cânticos de gratidão, e quando os judeus celebravam a Páscoa todos os anos (muitos ainda celebram), eles se lembravam e se alegravam. Olhavam para trás e agradeciam a Deus pelo cordeiro pascal que foi morto, e agradeciam a Deus por redimir e libertar Seu povo da escravidão.
Hoje, quando celebramos a Ceia do Senhor em nossas igrejas, também olhamos para trás. Também nos lembramos; também nos alegramos. Do que nos lembramos? Pelo que nos alegramos? Pela libertação que experimentamos do pecado por meio do sangue derramado de Cristo, nosso Cordeiro Pascal.
Ao celebrarmos a Ceia do Senhor, é apropriado termos esses salmos em mente enquanto lembramos e nos alegramos.
Durante a Páscoa, os judeus não apenas olhavam para trás, mas também olhavam para frente, para o dia em que o Messias viria e libertaria Seu povo da escravidão espiritual. Quando participamos da Ceia do Senhor em nossas igrejas, também não apenas olhamos para trás, mas olhamos para frente. Antecipamos a esperança de nossa redenção final, completa e definitiva, quando Jesus voltar para nos levar para Si.
Portanto, coloque esses salmos no contexto da Páscoa e da Ceia do Senhor. Olhamos para trás; lembramos; nos alegramos; e olhamos para frente com grande expectativa pela consumação do plano eterno de Deus, quando experimentaremos essa redenção final.
Agora, vamos ao Salmo 113. Há três estrofes, e cada uma tem três versículos, então a estrutura é bem organizada. Vamos dedicar um dia a cada uma dessas três estrofes (além deste primeiro dia, à primeira frase do salmo). Vou ler o Salmo 113 (os três primeiros versículos formam uma estrofe, depois os versículos 4–6 e, por fim, os versículos 7–9 formam a terceira estrofe), e então começaremos a examinar apenas a primeira frase.
Aleluia! Louvem,
ó servos do SENHOR,
louvem o nome do SENHOR.Bendito seja o nome do SENHOR,
agora e para sempre.
Do nascimento do sol até o momento em que se põe,
louvado seja o nome do SENHOR.Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações,
a sua glória está acima dos céus.
Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus,
cujo trono está nas alturas,
Que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra?Ele levanta o pobre do pó
e tira o necessitado do monte de lixo,
Para o fazer sentar ao lado dos príncipes,
sim, com os príncipes do seu povo.
O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos.
Aleluia!” (Sl. 113.1–9)
Este é um salmo curto, mas cheio de significado. Então, juntem-se a mim em oração, pedindo ao Senhor que fale conosco por meio da Sua Palavra.
Senhor, nós Te honramos porque esta é a Palavra do Senhor! Este é o nosso louvor a Ti e sobre Ti, mas Tu também nos deste esta Palavra. Ela é inspirada e santa, e eu oro para que hoje Tu enchas nossos corações com nova fome, nova sede, novo desejo de Te ouvir, de Te conhecer, de Te ver, de responder a Ti e de Te louvar com tudo o que há em nós por Tuas grandes obras redentoras.
Nós Te amamos. Nós Te bendizemos. Celebramos Cristo, nosso Cordeiro Pascal, que foi morto por nós, mas também ressuscitou, ascendeu e está assentado à direita de Deus — e que hoje intercede por nós. Aproximamo-nos com confiança do trono de Deus, em nome e por meio do sangue derramado de Jesus Cristo, para dizer: “Ó Deus, vem visitar-nos, encontra-nos, fala conosco, afina o nosso coração para cantar o Teu louvor. Sê exaltado enquanto adoramos, ouvimos e respondemos à Tua Palavra.” Oramos no santo nome de Jesus, amém.
O primeiro versículo: “Aleluia! Louvem, ó servos do SENHOR, louvem o nome do SENHOR.” Isso pode soar um pouco repetitivo e, se você estivesse escrevendo isso em uma aula de inglês no ensino médio, talvez o professor dissesse: “Está redundante. Você precisa ser mais conciso.”
Nunca tive um professor que dissesse que eu era concisa demais ao escrever. Normalmente diziam: “Você precisa cortar algumas palavras. Está usando palavras demais.” Mas quando as Escrituras usam esse tipo de repetição, não é por acaso. É intencional. Deus não precisa de editor.
Na poesia hebraica (podemos falar disso outra hora), é importante saber que quando você vê repetição nas Escrituras — especialmente na poesia hebraica — isso é significativo; é importante. Há um propósito. É intencional. A ênfase neste primeiro versículo destaca os conceitos que Deus quer garantir que entendamos.
Então começamos com a primeira frase: “Louvai ao SENHOR!” Alguém sabe como essa frase aparece no hebraico original em que o Antigo Testamento foi escrito? “Louvai ao Senhor” em hebraico seria. . . Aleluia! Você sabia? Se você consegue dizer a palavra aleluia, então consegue falar um pouco de hebraico. Essa é a palavra aqui.
Na verdade, são duas palavras hebraicas juntas. A primeira é um verbo, hallel. Essa palavra significa “louvar”. Quando voltamos à raiz dessa palavra, seu significado é muito especial. Eis o que alguns dicionários bíblicos dizem sobre ela: significa “ser brilhante, resplandecer, ser esplêndido, exaltar, celebrar, glorificar.”
A palavra raiz traz a ideia de radiância, brilho, um resplendor luminoso. Pode referir-se a uma luz clara e brilhante visível a partir de uma fonte específica — como o sol, a lua ou as estrelas que emitem luz. Eles são radiantes; são brilhantes; são esplêndidos.
A partir disso temos a palavra hebraica hallel, que significa louvar, gloriar-se em Deus, colocar um holofote sobre Ele, mostrar que Ele é glorioso. Até a Wikipédia tem algo a dizer sobre essa palavra, hallel, em hebraico. Ela diz que significa “louvor jubiloso em forma de canto; gloriar-se em Deus.”
Diz também que pode se referir a alguém que age de forma louca ou tola. E temos algumas ilustrações nas Escrituras de pessoas que, quando louvavam ao Senhor, eram consideradas meio malucas. É um Deus que elas estão louvando — um Deus que não podem ver, e ainda assim, é louvado.
Acho que, se algumas pessoas que não conhecem a Deus entrassem em nossas igrejas e nos ouvissem falando sobre como Ele é bom, fiel e bondoso. . . ou vissem a gente batendo palmas, levantando as mãos, louvando, bendizendo. . . ou ainda nos ouvissem cantar — e até gritar — “Aleluia!”. . .talvez olhassem ao redor e pensassem: “Com quem elas estão falando? Do que estão falando? O que é isso?”
Talvez pensassem que estamos parecendo um pouco tolas, agindo de forma louca, que estamos fora de nós. Mas não estamos loucas (e, se estivermos, é uma boa loucura) quando louvamos ao Senhor, quando celebramos a Sua grandeza, a Sua bondade. Aleluia!
Outro dicionário bíblico diz que esse verbo hallel (a raiz da palavra) sugere “ser sincera e profundamente grata por e satisfeita em, exaltando as qualidades superiores ou os grandes feitos do sujeito”. Isso é bem amplo. Mas significa que, quando focamos em Deus, que é tão grande, tão poderoso, nós focamos em Suas qualidades superiores, excepcionais, extraordinárias, únicas, maravilhosas. Somos profundamente gratas por elas.
Somos sinceramente gratas. Ficamos satisfeitas ao oferecer adoração e louvor, ao nos gloriarmos em Deus, ao dizer: “Aleluia! Louvado seja o Senhor!” Oferecemos louvor. Vemos nesta passagem e em muitos dos salmos que o nosso louvor deve ser oferecido com uma atitude de alegria, com uma atitude de regozijo, uma atitude de deleite. É conhecer quem Deus é, crer que Deus é quem Ele diz ser. Em nossa vida, esse tipo de fé deve sempre estar entrelaçado com a alegria.
Isso não significa que todas as circunstâncias da nossa vida sejam alegres. Sabemos que não é assim. Há algumas pessoas aqui hoje que estão no meio de circunstâncias profundamente dolorosas, cheias de tristeza e sofrimento. Mas, no meio disso, você não já experimentou que, ao levantar os olhos (mesmo que estejam cheios de lágrimas), existe uma alegria que vem de uma fonte que você não consegue explicar, que não tem nada a ver com as suas circunstâncias? Tem tudo a ver com Aquele a quem você está louvando, Aquele a quem você está adorando.
Fé e alegria estão entrelaçadas por causa da grandeza do nosso Deus!
Eu disse que aleluia é a combinação de duas palavras hebraicas. A primeira é o verbo hallel, que significa louvar. A segunda palavra é o substantivo jah, que é uma forma abreviada de Jeová. Você verá esse jah no final de alguns nomes compostos no Antigo Testamento.
Elias significa “o Deus de Jeová”. Abias, o rei Abias no Antigo Testamento, significa “Meu pai é Jeová”. Quando você vê esse “ias” que em hebraico é “jah” no final de um nome, ele se refere a Jeová. Então hallel-jah — aleluias — o que significa quando juntamos as duas palavras? “Louvem ao Senhor, louvem a Jeová.”
Quando lemos no texto em inglês “Louvem ao Senhor”, como vemos no início e no final deste salmo, essa é a palavra hebraica Aleluia. Jah — Jeová, o Auto Existente, Aquele que se revelou a Moisés em Êxodo 3 como “EU SOU O QUE SOU”. “Não preciso de nada; não preciso de ninguém; sou autoexistente; sou autossuficiente.”
Sempre que pronunciamos a palavra “aleluia”, na verdade estamos pronunciando o nome do Senhor de forma abreviada. Então deixe-me dizer isto (e não quero constranger ninguém, mas talvez precisemos ser confrontadas): usar essa palavra ou palavras semelhantes de forma casual ou leviana é trivializar o nome do Senhor.
Quando alguém faz uma grande jogada em um jogo de basquete, ou quando você recebe um aumento, e simplesmente diz de forma leviana: “Aleluia!”. . . se você quer dizer “Louvado seja o Senhor”, então diga isso. Mas, se você apenas quer expressar empolgação com algo, tenha cuidado com o uso dessa palavra, porque ao usá-la estamos usando o nome de Deus.
Trivializar essa palavra é trivializar o nome de Deus, é tomá-lo em vão. É profanar o Seu nome. Então use a palavra, use o termo, use-o com alegria, use-o como louvor. Mas lembre-se de que, ao fazê-lo, você está pronunciando o nome de Deus.
Veja como Charles Spurgeon tratou disso. Ele disse: “Certamente, esta não é uma palavra para ser arrastada na lama. Deve ser pronunciada com solene reverência e alegria sagrada.” Reverência e alegria! Aleluia.
Então, “Louvem ao Senhor” é a primeira frase deste salmo — aleluia. Esta é uma expressão hebraica de louvor a Deus. É um chamado padrão à adoração na celebração e na adoração coletiva dos judeus. Com uma exceção nos Salmos (Salmo 135), quando você vê a palavra aleluia ou a expressão “Louvem ao Senhor” nos Salmos, ela sempre aparece no início ou no final do salmo.
É um chamado à adoração. É uma bênção final. É um ponto de exclamação. É uma celebração em nossa adoração coletiva.
Alfred Edersheim (talvez você já tenha ouvido falar o nome dele, ele era um estudioso do século XIX dos tempos bíblicos, que escreveu obras acadêmicas muito úteis sobre como era a vida nos tempos bíblicos) descreve a leitura responsiva dos salmos na adoração do templo. Ele disse que os levitas liam a primeira linha do salmo, e então o povo repetia essa linha.
Depois que os levitas liam cada linha seguinte (claro, eles não tinham Bíblias, não tinham iPhones, não tinham o texto diante deles; isso era transmitido oralmente), o povo dizia, ao final de cada linha: “Aleluia! Louvado seja o Senhor!”
Então quero que leiamos o Salmo 113 dessa maneira responsiva, como talvez os judeus tenham lido em sua adoração coletiva. Eu vou ler o texto, e vou pedir que vocês digam de todo o coração (com bastante energia) a parte que está entre parênteses. No final da primeira frase, você vai falar “ Louvem ao Senhor" e após cada pausa, você vai falar “Aleluia”. Vamos ler de forma responsiva.
Assim, começando no versículo 1 (Salmo 113):
Louvem ao SENHOR! (Louvem ao Senhor!)
Louvem, ó servos do SENHOR, (Aleluia!)
Louvem o nome do SENHOR! (Aleluia!)
Bendito seja o nome do SENHOR (Aleluia!)
desde agora e para sempre! (Aleluia!)
Do nascimento do sol até o momento em que se põe (Aleluia!)
Louvado seja o nome do SENHOR. (Aleluia!)
Excelso é o SENHOR acima de todas as nações, (Aleluia!)
e a sua glória está acima dos céus! (Aleluia!)
Quem é semelhante ao SENHOR, nosso Deus, (Aleluia!)
cujo trono está nas alturas, (Aleluia!)
que se inclina para ver (Aleluia!)
o que se passa no céu e sobre a terra? (Aleluia!)
Ele levanta o pobre do pó (Aleluia!)
e tira o necessitado do monte de lixo, (Aleluia!)
para o fazer sentar ao lado dos príncipes, (Aleluia!)
sim, com os príncipes do seu povo. (Aleluia!)
O SENHOR faz com que a mulher estéril viva em família, (Aleluia!)
e seja alegre mãe de filhos. (Aleluia!)
Louvem ao SENHOR! (Aleluia!) (vv. 1–9)
Aleluia! Vocês não gostam de ler as Escrituras dessa forma? Então, talvez quando o seu pastor ler os salmos no domingo, você acrescente alguns aleluias. (Talvez alguns membros da igreja estranhem um pouco. (risos) Bem, aleluia! Louvado seja o Senhor!
Agora, essa palavra, aleluia, aparece quarenta e duas vezes no Antigo Testamento. Quero falar um pouco sobre como ela é usada gramaticalmente e o que isso sugere, para que, quando você ler o termo aleluia ou “louvem ao Senhor” (dependendo da sua tradução), saiba o que ele realmente significa e está dizendo.
Em primeiro lugar, ela é quase sempre usada no modo imperativo. O que isso quer dizer para você? Isto não é uma opção. É um mandamento! Louvem ao Senhor! Vemos um exemplo disso no Salmo 113, versículo 1 e versículo 9. Não é uma sugestão. Louvem ao Senhor! Não apenas se você tiver vontade, louve ao Senhor. Se o sol estiver brilhando hoje, louve ao Senhor. É: aconteça o que acontecer, louve ao Senhor!
A forma gramatical faz deste o mandamento mais forte possível na língua hebraica. “Louvem ao Senhor!” Portanto, louvar ao Senhor é um grande privilégio, mas também é uma grande responsabilidade para cada filho ou filha de Deus em toda fase e circunstância da vida.
Além disso, a forma gramatical aqui sugere que isso não deve ser apenas uma atividade ocasional, algo que você faz apenas quando está em uma gravação e estamos lendo de forma responsiva, e você diz: “Aleluia, louvado seja o Senhor!” Isso deve ser um estilo de vida habitual. É um modo de viver.
Um comentarista disse que isso deve ser a nossa “atividade persistente e perseverante”. Claro, nós nos reunimos para a adoração coletiva, e não fazemos isso todos os dias, o tempo todo. Mas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, devemos viver um estilo de vida de louvor ao Senhor — conscientemente, voluntariamente, alegremente, com disposição e boa vontade. Aleluia, louvado seja o Senhor!
Também é interessante que o verbo usado nesta frase (hallel), o verbo “louvar”, não está na forma singular. Está na forma plural, o que sugere que o louvor não é essencialmente ou principalmente um canto solo. Não é para espectadores. Todos devem se unir para louvar ao Senhor, como acabamos de fazer na leitura do salmo e como estamos fazendo aqui, reunidas na presença do Senhor, louvando ao Senhor.
Há pouco, antes desta sessão começar, tivemos um tempo de louvor. Diferentes pessoas nos conduziram em voz alta em louvor. Você percebeu nosso coração se unindo em louvor ao Senhor? Louvem ao Senhor, todas vocês.
Louvem ao Senhor. Adoração não é um grupo de cantores ou músicos em uma plataforma se apresentando. Eles podem estar adorando ao Senhor, mas ficarmos apenas paradas assistindo, como espectadoras passivas, isso não é adoração. Devemos participar. Não devemos apenas observar.
É triste dizer, mas se você olhar ao redor de muitas igrejas hoje, durante o “momento de louvor”, praticamente as únicas pessoas cantando são aquelas que estão na plataforma! É maravilhoso que elas estejam cantando, mas e nós? Este plural significa “todos vocês”. “Todas vocês, louvem ao Senhor! Aleluia!”
Se este salmista fosse um líder de louvor em um culto, acho que ele diria à congregação: “Louvem ao Senhor todos vocês — não apenas alguns — todos vocês!” Assim, vemos aqui o poder do louvor coletivo do povo de Deus. Algumas de vocês se lembram dos nomes Charles e John Wesley — os fundadores da igreja metodista.
Charles e John eram compositores de hinos. Eles amavam os hinos. Os metodistas, nos primeiros dias do avivamento metodista, eram um povo que cantava hinos. Em 1761, John Wesley escreveu o que chamou de algumas “regras para cantar”. Deixe-me ler as duas primeiras. A linguagem é um pouco antiga, mas o ponto é claro.
Número um: Cantem todos. Certifiquem-se de se unir à congregação sempre que puderem. Não deixem que um pequeno grau de fraqueza ou cansaço os impeça. Se isso for uma cruz para você, tome-a, e você descobrirá que será uma bênção.
Você já achou difícil, às vezes, cantar os cânticos ou hinos que estavam sendo cantados? Foi uma cruz para você? Ele diz: “Tome essa cruz.” Cante ao Senhor mesmo quando não tiver vontade, e você descobrirá que isso se torna uma bênção para você. Então, número um: cantem todos.
Número dois: Cantem com vigor e com coragem. [Naquela época, a palavra “vigorosamente” significava cantar alto, cantar com coragem.] Cuidado para não cantar como se estivessem meio mortas ou meio adormecidas, mas levantem a voz com força. Não tenham mais medo da sua voz, nem vergonha de que ela seja ouvida, do que quando vocês cantavam as canções de Satanás.
Ele estava dizendo: “Quando vocês seguiam a Satanás e estavam nos bares, nos jogos ou onde fosse, vocês cantavam alto; mas então quando chegam à igreja, a voz baixa e vocês cantam timidamente? Não, Cantem! Cantem com coragem. Cantem com vigor!”
Há pessoas como eu, cuja voz não foi feita para ser amplificada ao cantar. Sou meio que o pesadelo de qualquer técnico de som, porque às vezes, em conferências, começo a cantar, e tudo o que eles ouvem nos fones é a minha voz, e acho que talvez queiram desligar o microfone.
Eu não tenho voz para cantar. Minha mãe foi quem recebeu isso na família. Mas ainda assim devemos cantar. Quanto mais velha fico, mais a minha voz falha, e certamente não é algo que tocariam em uma rádio cristã — a menos que eu cante durante esta série, e então talvez não tenham escolha!
Mas todos devem cantar, cantar em voz alta, cantar ao Senhor. Aleluia! É uma palavra usada principalmente no Antigo Testamento, mas quatro vezes no Novo Testamento encontramos a palavra aleluia. É uma transliteração do hebraico, “Aleluia, louvado seja o Senhor”.
Todos esses quatro aleluias no Novo Testamento estão, você sabe onde? Em Apocalipse 19, um dos últimos capítulos da Bíblia. Este é o capítulo em que vemos a consumação da história humana. Vemos a queda da grande Babilônia, representando o reino dos homens. Vemos o Rei dos reis retornando à terra para reinar para todo o sempre. E essa grande obra do nosso Deus celestial, santo e majestoso leva os cidadãos e os anjos do céu a levantarem suas vozes em um grande coro de aleluia em Apocalipse 19. Quando pensamos em cantar “aleluia”, em dizer “Louvado seja o Senhor!”, nem sempre pensamos em usá-lo da maneira como aparece pela primeira vez em Apocalipse 19 — quando anjos e santos louvam a Deus por Seus justos juízos. Deixe-me ler Apocalipse 19.1.
“Depois destas coisas, ouvi no céu o que parecia ser a voz forte. . . e, no grego, essa “grande voz” é a palavra da qual vem “megafone”. Era como um megafone — esses anjos, esses cidadãos, essa grande multidão nos céus, clamando. . .” O que eles clamam? Aleluia! Quero ouvir um pouco mais alto. Aleluia! Como se vocês tivessem um megafone. Eu amo isso!
"Aleluia! A salvação, a glória e o poder são do nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos."
E disseram pela segunda vez: "Aleluia! E a sua fumaça sobe para todo o sempre." [Este é o juízo de Deus sobre a grande Babilônia — sobre toda a maldade e todos os reinos dos homens.] Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes se prostraram e adoraram a Deus, que está sentado no trono, dizendo: "Amém! Aleluia!" E do trono saiu uma voz, que dizia: "Louvem o nosso Deus, todos vocês, os seus servos, todos os que o temem, os pequenos e os grandes."
Então ouvi o que parecia ser a voz de uma grande multidão [e naquele dia, essa multidão incluirá a nós. Estaremos lá! Faremos parte dessa multidão], uma voz como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo [o quê?]: "Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro, e a noiva dele já se preparou. (Ap. 19.1–7)
Diga comigo: Aleluia! Mais uma vez: Aleluia! Mais alto: Aleluia! Pois o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Louvado seja o Senhor!
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth nos conduziu em um estudo do Salmo 113. Esta série é chamada: Aleluia! Uma Celebração de Louvor.
Podemos continuar oferecendo esse ensino até você graças a pessoas que valorizam estar todos os dias na Palavra de Deus. São ouvintes que caminham conosco, acompanhando o Aviva Nossos Corações e sustentando este ministério com oração e contribuições voluntárias. Muito obrigada!
Se você desejar, pode nos apoiar também — orando por nós ou com uma doação de qualquer valor. Para saber mais, acesse o nosso site www.avivanossoscoracoes.com e clique em DOAR.
Agora, pense nisso: você não pode adorar e reclamar ao mesmo tempo! Pense a respeito, e junte-se a nós amanhã quando falarmos mais sobre esse assunto.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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