Raquel Anderson: Por muito tempo, Jacque sentiu vergonha e culpa e não queria contar a ninguém. Quando ela passou a conhecer o Senhor pessoalmente, entendeu que Ele já sabe de tudo.
Jacque Chislea: “Bom, acho que o Senhor já sabe, então não preciso ter medo. A Bíblia diz que o Senhor ainda me ama, não importa o que eu fiz ou do que eu me sinta envergonhada. Eu só preciso confessar ao Senhor.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Jacque cresceu bem familiarizada com feridas e dor. Ela compartilhou sua história ontem aqui no Aviva Nossos Corações. O pai dela era ausente, e ela sentia essa perda. Depois, outro homem a abusou quando ela tinha nove anos. Ela passou a ressentir-se dos homens, mesmo depois de casada.
…Raquel Anderson: Por muito tempo, Jacque sentiu vergonha e culpa e não queria contar a ninguém. Quando ela passou a conhecer o Senhor pessoalmente, entendeu que Ele já sabe de tudo.
Jacque Chislea: “Bom, acho que o Senhor já sabe, então não preciso ter medo. A Bíblia diz que o Senhor ainda me ama, não importa o que eu fiz ou do que eu me sinta envergonhada. Eu só preciso confessar ao Senhor.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Jacque cresceu bem familiarizada com feridas e dor. Ela compartilhou sua história ontem aqui no Aviva Nossos Corações. O pai dela era ausente, e ela sentia essa perda. Depois, outro homem a abusou quando ela tinha nove anos. Ela passou a ressentir-se dos homens, mesmo depois de casada.
Jacque veio a conhecer o Senhor, mas ainda estava em cativeiro por causa de muitos padrões pecaminosos. Ela nos contou essa história ontem e, se você perdeu, pode ouvi-la em avivanossoscoracoes.com.
Vamos ouvir Nancy DeMoss Wolgemuth em alguns minutos, mas primeiro vou conversar com Jacque sobre a liberdade que ela encontrou em Jesus Cristo. O Senhor usou o livro da Nancy, Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta.
Jacque: Então, no livro Mentiras, ela fala sobre a mentira “Eu não consigo evitar ser do jeito que sou”. Eu era uma pessoa tão irada, volátil, rude, e esperava que todo mundo simplesmente aguentasse. Eu pensava assim: “Olha, eu fui ferida. Fui injustiçada. Tenho o direito de explodir, então vocês que aguentem.”
Essa era a minha mentalidade. Eu acreditava que era vítima das circunstâncias, então tinha o direito de agir assim, o direito de ficar com raiva, o direito de ser mandona. “Eu sou assim mesmo, e tenho o direito.”
Agi desta maneira por anos. Porque eu não tinha pai, porque fui abusada sexualmente por um homem aos nove anos de idade, por causa dessas coisas eu não gosto de homens e não vou gostar de homens; portanto, vou amar mulheres.
Então tive um caso com uma mulher enquanto era casada com meu marido. Pela graça de Deus, meu marido não explodiu; ele não retaliou. Sabe o que ele fez? Ele derramou a Palavra do Senhor sobre mim. Ele orou por mim.
Fomos ao nosso pastor e contamos a ele. Meu pastor me disse que isso era pecado, e eu disse: “Sim, eu sei.”
Ele disse: “Você precisa parar.”
Eu disse: “Sim, eu sei.”
Literalmente, o Senhor cortou isso. Isso aconteceu bem no início do nosso relacionamento, dentro de alguns meses de casamento. Agradeço a Deus por Ele ter usado isso para me lançar neste outro novo mundo de entendimento da feminilidade e da masculinidade e de como Ele criou isso para ser sagrado e para ser uma aliança santa um com o outro.
Acho que, na nossa cultura hoje, isso parece ser aceitável. Creio que Ele está usando essa experiência na minha vida para me ajudar a ensinar outras mulheres que conheço que estão lutando e tropeçando nessa mentira.
Elas estão tropeçando na mentira que diz: “Eu mereço isso. Eu sou assim porque sou assim. Eu tenho meus direitos. Posso fazer o que eu quiser. Eu tenho o direito de ser feliz.”
Gente, essas mentiras podem circular e se tornar um monstro. Não é assim que o Senhor planejou que as coisas fossem. Evitei falar sobre isso porque é tão vergonhoso. Foi tão doloroso para o meu marido. Mas, pela graça de Deus, ele tem sido um homem incrível que eu não conhecia antes, e eu louvo a Deus.
Meu marido e eu estamos juntos há vinte anos. Estamos casados há dezesseis anos. Os últimos dez têm sido incríveis. Temos três filhos lindos, todos adotados.
Raquel: Jacque, você falaria com a mulher hoje que está lutando com atração pelo mesmo sexo — talvez escondendo isso, com medo? Você poderia compartilhar a sua experiência?
Jacque: Eu sei que, para algumas mulheres, elas pensam que a única pessoa que vai entender isso é outra mulher. Elas se confortam no fato de que uma mulher entende de um jeito que um homem jamais poderia.
Estou aqui para dizer que você está errada. Estou aqui para dizer que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Quando você percebe que Ele a ama mais do que qualquer pessoa poderia amar, isso começa a liberar a mentira do seu processo de pensamento.
Eu oro fielmente por mulheres lésbicas porque acho que elas estão presas nas vidas mais prejudiciais. Se estivermos fazendo isso, não podemos procriar; não podemos amar de uma forma santa, em aliança. Eu uso esta pulseira para me lembrar de orar pelas minhas irmãs que estão perdidas, quebradas, aflitas.
Raquel: E queremos dizer que Deus as ama.
Jacque: Amém! Ele ama o pecador.
Raquel: Que somos todas nós.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Obrigada, Jacque, por ser sensível ao Senhor.
Uma das mentiras que o diabo nos faz acreditar é: “Eu não posso ser honesta, ou não posso ser aberta.” E isso não quer dizer que toda questão com a qual você já lutou deva ser “exposta”. Há discrição; há contexto apropriado.
Obviamente, isso foi algo que você trabalhou com o seu marido. Caso contrário, não seria apropriado você mencioná-lo aqui.
Pode haver alguém nesta sala ou ouvindo esta conversa que diria: “Eu nunca poderia dizer isso em voz alta.” Porque realmente parece tão vergonhoso. “Eu preciso ficar na escuridão.” Não é apenas pecado homossexual. São pecados heterossexuais; é qualquer tipo de pecado.
Lembro-me de uma mulher que veio até mim que, anos antes, teve um caso com um homem. Décadas depois, ela estava me contando isso. Era algo que ela havia decidido que levaria para o túmulo. Por causa da vergonha e do segredo, ela nunca teve o nível de intimidade com o marido que deveria ter tido. Dois cristãos comprometidos. Ele não tinha ideia do porquê. Ela sabia, mas não dizia.
Mas ela veio a mim e disse: “Tenho ouvido você falar sobre andar na luz, e Deus me mostrou que isso é algo que preciso compartilhar com meu marido.”
Ela não estava perguntando se deveria. Ela disse: “Eu sei que preciso, você pode me ajudar como?”
Nós oramos, choramos, fomos à cruz. Ela foi ao marido. Foi muito, muito difícil, mas Deus já havia preparado o coração dele. Deus havia preparado o coração dela. A mentira que você continua acreditando é: “Eu estaria melhor vivendo nas sombras com o segredo. Mesmo que isso signifique que vamos apenas existir no nosso casamento, em vez de se expor à luz. Se você se expor para a luz, será rejeitada; não conseguirá seguir em frente; ninguém te aceitará.”
Essa mulher e o marido dela dirão hoje, assim como você e seu marido diriam, que, por mais difícil e doloroso que seja se expor à luz, é tão libertador quando você faz isso em graça e quando você chega a Cristo.
Não há nada inerentemente virtuoso em dizer: “Eu errei.” Mas quando você sai do segredo e de se esconder na vergonha. . . É isso que Davi diz no Salmo 32:
“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.” Diz: “Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim.” (ver vv. 3–4)
Se a mão de Deus está pesada sobre você, agradeça a Ele por isso. Todas nós já experimentamos isso antes. Chama-se convicção do Espírito Santo. Se Ele está tornando sua vida miserável por causa de alguma coisa, pode não parecer algo tão grande para você, seja o que for, caminhe para a luz. É ali que você encontra misericórdia.
Ele disse: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Eu disse: "Confessarei ao Senhor as minhas transgressões"; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (ver v. 5)
Estou pensando em Provérbios 28.13, que diz: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (parafraseado)
Onde está a misericórdia? Foi a graça do seu marido. Foi o perdão dele. Mas também foi a misericórdia de Deus ao resgatá-la da sua maneira de pensar sobre si mesma como mulher, da sua maneira de pensar sobre outras mulheres, da sua maneira de pensar sobre os homens — todas essas maneiras que pareciam certas para você e que levariam à morte espiritual.
Deus foi misericordioso porque você esteve disposta a caminhar para a luz com o seu marido e com o Senhor. Ele foi misericordioso em te dar uma maneira totalmente nova de pensar e viver. “Não vou deixar você pensar que algo que é anormal seja normal. Vou deixar você saber que o que é santo é bom, é belo e vale a pena.”
Tenho compartilhado por dezoito anos sobre mulheres que nunca contaram a ninguém que fizeram um aborto ou uma luta secreta que tiveram com pornografia. Pode haver todo tipo de lutas, não apenas pecados sexuais; há outros pecados também.
Mas quando você está disposta a entrar na luz e receber a graça de Deus e o Seu perdão, o Seu poder transformador na sua vida, para ter afeições ordenadas em vez de afeições desordenadas, libertação de idolatria, aqui está outra coisa que pode acontecer — e você acabou de ilustrar isso.
Você pode então se tornar um instrumento da graça de Deus e da Sua misericórdia na vida de outra pessoa.
Se você teve essa experiência passada com o Senhor no seu casamento, na sua vida, seja o que for, você tratou isso com o Senhor, mas não está livre para baixar a guarda e compartilhar com alguém que talvez precise ouvir isso, então você ainda não está realmente livre.
Jacque: Quando você não traz isso para a luz, não há poder. Não há poder. Além disso, com a minha experiência com o Senhor e o quanto Ele me ama e o quanto Ele disse: “Sabe de uma coisa? Eu já lavei você. Eu já limpei você. Agora você pode começar um dia novo e fresco comigo.” Então você fica tipo: “Uau!”
Nancy: Deus pode usá-la como um instrumento de misericórdia e graça para outra pessoa. Quantas mulheres há, provavelmente algumas nesta sala, certamente muitas ouvindo esta conversa, que estão lutando com atração pelo mesmo sexo. É uma batalha. Elas pensam: eu nunca poderia contar a ninguém. Eu nunca poderia mudar. Talvez estejam tendo esse caso com outra mulher agora e ninguém sabe. O marido não sabe. Elas não reconheceram isso. Estão nas sombras, mas você caminhou para a luz e deu esperança a alguém que ainda está nas sombras de que há misericórdia quando você vem para a luz.
Há pessoas que Deus quer usar a mensagem da minha vida para alcançar, enquanto eu digo: “Foi assim que Deus me encontrou nesta batalha, nesta tentação, nesta falha, nesta mentira em que eu acreditava.”
Há outras pessoas, Jacque, Raquel, outras nesta sala, que, ao contarem a sua história de vida, não exaltando o seu pecado nem a si mesmas, mas exaltando o Salvador e o Seu poder redentor e graça, há pessoas que Deus quer usar para falar às vidas de outras pessoas.
Elas talvez nunca me ouçam, mas estão pensando enquanto ouvem você: “Uau, ela sabe o que eu estou passando e se Deus teve misericórdia dela, Deus pode ter misericórdia de mim.”
Raquel: Estou pensando naquele versículo nos Salmos que diz algo como: “Os que olham para Ele estão radiantes, e seus rostos nunca mais se cobrem de vergonha.”
Queria que nossas ouvintes pudessem ver o seu rosto, porque essa é a beleza da história que você está contando — um rosto radiante que está visivelmente demonstrando o brilho de Cristo em você.
Nancy: Esse seria o Salmo 34, versículo 5. Outra tradução diz: “Os que olham para ele estão radiantes, e o seu rosto jamais sofrerá vexame”.
Esse é um princípio do Novo Testamento. Quando você tira a máscara, tira o véu, tira a cobertura, e caminha para a luz do rosto de Cristo, o rosto dele transforma. É o Seu brilho, a Sua luz, a Sua glória que resplandece sobre nós e por meio de nós para alguém que precisa ver o Seu rosto e a Sua graça.
Raquel: Há outro versículo, Nancy, em Hebreus 4, que fala sobre Jesus nos libertar. “E libertasse todos os que, pelo medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (parafraseado)
Sempre pensei que isso fosse sobre o medo da morte física, mas acho que é muito mais amplo do que isso. É o medo de caminhar em direção à luz. É o medo de ser honesta. É o medo de encarar a dor do que você passou no passado.
Jacque: É aí que o inimigo ganha poder. Assim como aquele ciclo de indignidade, estamos olhando para nós mesmas e não estamos olhando para cima, e isso é outra mentira. Isso mantém você bem longe do Senhor.
Nancy: Jacque, quero lhe perguntar só mais uma coisa. Há tanta coisa vindo à tona hoje em dia, até fora do movimento cristão, sobre abuso sexual. Você viveu isso quando era uma menina de nove anos. Você não sabia como lidar com isso naquela época. Você não tinha Cristo; você não tinha graça. Quando você veio a Cristo, percebeu que isso fazia parte da sua história, parte do que você precisava tratar.
Estou pensando em tantas mulheres hoje — talvez elas já tenham contado ou talvez não. Ajude-nos a pensar em uma mulher que está carregando isso do seu passado.
Ela pensa: como começo a caminhar em liberdade em relação a isso que foi feito comigo, sobre o qual eu não tive controle?
Jacque: Uma das primeiras coisas que fiz quando passei a conhecer a Cristo foi escrever em um diário e fixar um tempo de oração. Eu queria contar tudo a Ele. Mas eu não achava que podia contar isso ao Senhor, porque eu estava suja, e era nojento e vergonhoso.
Mas alguém fez isso comigo. Quando percebi que o Senhor me ama e ama tudo em mim, e que Ele me conhece. . . No Salmo 139.13 diz que Ele nos teceu no ventre da nossa mãe. Ele estava lá. Foi Ele quem criou. Então eu pensei: acho que o Senhor já sabe, então não preciso ter medo. Aqui diz que o Senhor ainda me ama. . . não importa o que eu fiz ou do que me sinto envergonhada. Eu só preciso contar ao Senhor.
Então eu começaria com oração e admitiria ao Senhor qualquer coisa de que você tenha medo:
Primeiro, Ele já sabe. E segundo, a bênção vem de você falar as palavras e ou se arrepender do pecado da vergonha ou do esconderijo, seja o que for, e dizer: “Isso é Teu. Eu não sei como o Senhor vai usar isso, mas eu preciso de cura. Eu preciso de ajuda, porque é difícil, é muito difícil viver com isso.”
Acho que a primeira coisa que eu faria seria simplesmente orar e falar com o seu Senhor como se Ele fosse seu amigo, porque Ele é.
Raquel: Eu amo o que você disse, Jacque, sobre como você começou a ser honesta não apenas sobre o que aconteceu, mas sobre como você se sentia. Você estava compartilhando tudo isso com o Senhor. Ele nos encontra exatamente onde estamos, não onde achamos que deveríamos estar ou gostaríamos de estar, mas Ele vem de encontro em meio à dor.
Eu ouvi ou li David Powlison, que falou sobre a fé nos Salmos. Ele disse que muitas vezes nossa fé parece muito diferente no meio do sofrimento. Dizemos: “Simplesmente deixe de pensar nisso. Deus é bom, e Ele é soberano, e Sua graça é suficiente. Portanto, isso ficou no passado, e não vou pensar mais nessa dor.”
Mas o salmista não tinha medo de entrar nisso. E essa realmente é a linguagem do lamento. Essa é a esperança. A ressurreição nos dá esperança para poder entrar nessa dor e deixar Jesus curá-la, deixar que Ele tire o aguilhão da morte.
Jacque: Você não acha que, quando não estamos dispostas a compartilhar e estamos dispostas a nos esconder, deixamos de viver na graça abundante e no que Ele nos criou para ser ou fazer?
Alguém precisa ouvir esta história. Alguém precisa saber que você pode ser corajosa e pode levar isso ao Senhor. Ele pode remover esse obstáculo para que você possa avançar para o que Ele a chamou.
Raquel: A verdade nos liberta.
Jacque: Isso mesmo. Mas ficamos presas quando nos apegamos àquela raiva, ou àquela falta de perdão, ou seja lá o que for a que nos agarramos. Isso impede o nosso relacionamento com Cristo. Não nos aproxima de Cristo. Assim que conseguimos ser honestas sobre essas coisas conosco mesmas e com o nosso Senhor, podemos seguir em frente. . . Leva muito tempo para avançar a partir desse ponto. Não é algo que acontece da noite para o dia.
Acho que é confiar que o Senhor tem coisas melhores para você.
Nancy: Então, fale só um pouco mais sobre o processo de lidar com isso. Você conseguiu conversar com alguém sobre o que aconteceu com você? Você conseguiu falar sobre o abusador quando ainda era criança?
Jacque: Eu contei à minha mãe imediatamente. Na verdade, contei primeiro ao meu irmão, e meu irmão me disse que, se eu não contasse à minha mãe, ele iria matar aquele homem. Eu acreditei, mesmo com apenas doze anos, que ele poderia fazer isso, então contei imediatamente.
Esta é outra parte interessante que acho que o Senhor ainda tinha como parte do processo de cura. Deus estava usando aquele processo difícil para trazer cura, mas admito que resisti por um tempo, porque era doloroso demais relembrar tudo.
Mas o Senhor tem caminhado bem do meu ladinho durante este processo de cura. Isso tem sido o mais libertador. Segundo o homem, ou minhas tias, ou minha mãe, ou quem quer que seja que não queria lidar com o fato de que isso realmente aconteceu. . . era muito vergonhoso.
Eu entendo que elas ficam envergonhadas por não terem estado lá e por eu ter sido violentada. Mas a parte da cura é. . . Isso aconteceu quando eu tinha nove anos, e acabei de completar quarenta e quatro. Estou escrevendo e orando com o Senhor o tempo todo, e Ele está me ajudando a ser curada. Está levando muito tempo. Está exigindo que eu esteja disposta a confiar no Senhor e a permitir que Ele me guie por meio disso, o que tem sido de grande valia.
Nancy: Quando você se casou, isso foi algo que você levou para o casamento? Como isso impactou você e a sua intimidade com o seu marido?
Jacque: Foi horrível. Foi muito difícil, porque eu dizia ao meu marido que havia certas coisas que ele fazia que me deixavam desconfortável. Ele dizia: “Eu não quero ser como aquele homem.” Então ele recuava.
Acho que, por anos, não houve intimidade, o que foi outra consequência do abuso. Eu estava casada e meu marido dizia: “Você está numa ponta, e eu estou do outro lado da ponta, e não há nada no meio.”
E eu pensava: eu não sei como resolver isso.
Nancy: O que começou a te libertar?
Jacque: Acho que o nosso relacionamento com Cristo — simplesmente começar a entender quem Ele era. . . e muita oração. Mas no começo foi bem difícil. Eu me lembro de que nos sentávamos e líamos devocionais à noite, e ficávamos rindo um do outro, mas fazíamos os devocionais e orávamos. Era só para cumprir tabela e agir como se fosse assim, esperando que o Senhor fizesse algo com aquilo.
Raquel: Ouvimos Jacque Chislea conversando comigo e Nancy DeMoss Wolgemuth sobre a maneira como Deus junta os fragmentos da nossa vida e faz algo bonito.
Nancy, o Senhor usou o seu livro Mentiras em que as mulheres acreditam para alcançar o coração da Jacque e trazer grandes mudanças à vida dela. E estamos orando para que essa história se multiplique repetidas vezes entre nossas ouvintes.
Nancy: Sabe, eu tenho sido tão encorajada pela história da Jacque. Tem sido uma alegria incrível ver o poder da verdade da Palavra de Deus libertá-la. Minha oração é que milhares de mulheres reconheçam as mentiras em que têm acreditado e experimentem o poder transformador da Sua verdade, assim como a Jacque experimentou.
Esse é o nosso desejo aqui no Aviva Nossos Corações. Sou muito grata pelas orações e pelo apoio financeiro de tantas ouvintes que ajudaram a tornar este ministério possível.
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Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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