Raquel Anderson: “Em tempos de agitação precisamos encontrar nossa segurança no Senhor”, diz Mary Kassian.
Mary Kassian: Busque refúgio. Busque abrigo. Refugie-se nele. “Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.”
Na verdade, essa é a única maneira de encontrar paz, alegria, força e firmeza em tempos incertos e turbulentos — sejam eles políticos ou pessoais.
Refugie-se em Cristo e apegue-se às Suas promessas, porque a coroação de Jesus Cristo muda tudo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As eleições estão chegando. E, com todo o teatro político, a retórica e o barulho ao nosso redor, pode ser fácil ficar angustiada ou até mesmo sentir um certo desespero.
A mensagem que Mary Kassian compartilhou alguns anos atrás, em uma conferência Mulher Verdadeira, foi pensada justamente …
Raquel Anderson: “Em tempos de agitação precisamos encontrar nossa segurança no Senhor”, diz Mary Kassian.
Mary Kassian: Busque refúgio. Busque abrigo. Refugie-se nele. “Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.”
Na verdade, essa é a única maneira de encontrar paz, alegria, força e firmeza em tempos incertos e turbulentos — sejam eles políticos ou pessoais.
Refugie-se em Cristo e apegue-se às Suas promessas, porque a coroação de Jesus Cristo muda tudo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As eleições estão chegando. E, com todo o teatro político, a retórica e o barulho ao nosso redor, pode ser fácil ficar angustiada ou até mesmo sentir um certo desespero.
A mensagem que Mary Kassian compartilhou alguns anos atrás, em uma conferência Mulher Verdadeira, foi pensada justamente para colocar tudo isso em perspectiva. Ela notou que, diante de certas escolhas políticas que o governo de seu país de origem, o Canadá, seu coração não estava apenas atento, mas perturbado e abalado, além do que deveria.
Ontem ouvimos a primeira parte dessa mensagem, intitulada O céu reina sobre governos terrenos. Não me lembro de um momento em que precisássemos tanto desse lembrete. Mary nos levou ao Salmo 2. Ela disse que há quatro verdades representadas nas quatro estrofes que encontramos nesse salmo. A verdade nº1 foi: “a política amplia a batalha espiritual que está por tr ás de tudo”. Agora vamos continuar essa mensagem enquanto ouvimos Mary Kassian.
Mary: A segunda estrofe começa no versículo 4:
Aquele que habita nos céus dá risada;
o Senhor zomba deles.
Na sua ira, a seu tempo, lhes falará
e no seu furor os deixará apavorados, dizendo:
‘Eu constituí o meu Rei
sobre o meu santo monte Sião.’ (vv. 4–6)
E aqui está a segunda verdade: ninguém tem o direito inerente de governar.
Deus ri, em espanto quase incrédulo, de governantes que pensam ter um direito inerente de governar ou que se colocam como “rei do castelo, beijem os meus pés”. Isso é audacioso. Ridículo. Risível.
Deus diz: “Sou Eu quem supervisiona reis e reinos. Quem é você, ó mortal insignificante, para pensar que possui algum tipo de poder ou autoridade?”
Isso não significa que não exista uma luta espiritual cósmica acontecendo. Na tentação de Cristo, o diabo O levou a um lugar alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo num instante e disse: “Eu te darei toda esta autoridade e a glória deles, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Se, portanto, você me adorar, tudo isso será seu”. (Mt. 4.9)
Parte do que Satanás disse era verdade. Ele de fato tem autoridade sobre reinos e os concede a quem quer, àqueles que lhe são leais.
No entanto, como é típico do modo de operar do diabo, trata-se apenas de uma meia verdade, que no fim das contas é uma mentira sinistra.
Satanás concede autoridade a governantes, mas a verdade é que Deus é soberano sobre quanto de autoridade Satanás tem e a quem ele pode concedê-la. O próprio diabo admitiu isso quando usou a voz passiva ao dizer: “porque ela me foi entregue”.
O que, naturalmente, levanta a pergunta: “Quem a entregou a você, Satanás? Quem estabelece os limites do seu poder? Quem é o chefe, mesmo que você se rebele contra o governo dele e ande por aí matando, roubando e destruindo?”
Quando Pilatos perguntou a Jesus: “Você não sabe que eu tenho autoridade para soltá-lo e autoridade para crucificá-lo?”
Jesus respondeu: “Ha! Nenhuma autoridade você teria sobre mim, se de cima não lhe fosse dada.”
Toda autoridade é delegada pelo Deus Pai. Não há autoridade que não venha de Deus, como vemos em em Romanos 13. Ninguém tem direito inerente de governar:
- nem governos
- nem políticos
- nem juízes
- nem supervisores
- nem empregadores
- nem pastores
- nem professores
- nem maridos
- nem pais
Deus nos confia como administradores da Sua autoridade. A autoridade, em última instância, não pertence ao ser humano. Ela pertence a Deus. Governar não é um direito; é uma responsabilidade dada por Deus — e pensar o contrário é ridículo, até risível.
Quando estavam no início dos trinta anos, três dos quatro jovens da realeza se meteram em apuros — ou talvez eu devesse dizer, em fogo ardente — quando alguns delatores os denunciaram ao rei Nabucodonosor por não se curvarem diante da imagem de ouro de vinte andares que ele havia construído de si mesmo. E, magnanimamente, Nabucodonosor lhes dá uma segunda chance.
Ele diz: “Se vocês se prostrarem e adorarem a imagem que fiz, tudo bem. Mas, se não adorarem, serão imediatamente lançados numa fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que poderá livrá-los das minhas mãos?” (Dn. 3.15)
Você sabe como os três jovens responderam? Eles disseram ao rei:
“Ó Nabucodonosor, quanto a isto não precisamos nem responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das suas mãos, ó rei. E mesmo que ele não nos livre, fique sabendo, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que o senhor levantou”. (Dn. 3.16–18)
Essencialmente, eles responderam à fanfarronice inflada de Nabucodonosor da mesma forma que vemos na segunda estrofe do Salmo 2. Eles zombaram dele com desprezo.
“Não precisamos responder. Você nos arrancou de nossos lares, de nossos entes queridos, da nossa comunidade e da nossa cultura. Usou nossos talentos para seu próprio benefício. Destruiu nosso futuro e nossos sonhos de família. Destruiu nossa cidade e derrubou nosso templo. E com o ouro que saqueou, construiu uma imagem de si mesmo e espera que nós nos prostremos e a adoremos? Você tirou tudo de nós que um governante poderia tirar. Tudo. Mas você não pode tomar o lugar do nosso Deus.Que audácia! Quem você pensa que é? Deus pode nos livrar, e mesmo que Ele não o faça, Ele continua sendo Deus — e você não é Deus.”
E você sabe quem apareceu na fornalha ardente para colocar um ponto de exclamação nessa afirmação? O Rei dos reis!
Como ouvimos ontem à noite, mais adiante o Senhor afligiu Nabucodonosor com uma doença mental humilhante até que ele finalmente reconheceu que Deus, o Altíssimo, governa o reino dos homens e o entrega a quem Ele quer. Ele é o Deus que governa sobre os reis. Ele é o Deus que governa a história.
Ninguém tem direito inerente de governar. Qualquer pessoa que entra numa viagem de poder, pensando que autoridade é um direito inerente e não uma responsabilidade dada por Deus, está tragicamente — e até ridiculamente — enganada.
Verdade número três: o Filho de Deus é Rei sobre todos.
A terceira estrofe começa no versículo 7:
O rei diz: "Proclamarei o decreto do Senhor.
Ele me disse: ‘Você é meu Filho,
hoje eu gerei você.
Peça, e eu lhe darei as nações por herança
e as extremidades da terra por sua possessão.
Com uma vara de ferro você as quebrará
e as despedaçará como um vaso de oleiro.’ (vv. 7–9)
Os teólogos dizem que as palavras dessa estrofe foram formalmente declaradas pelo novo rei, Daví, após sua unção, durante a cerimônia de coroação.
Na cerimônia de coroação judaica, o monarca que assumia recebia um decreto como parte do ritual — um documento legal que validava seu novo status, como uma certidão de casamento.
Esse documento citava a nova aliança de Deus, Seu compromisso com a dinastia de Davi, bem como o compromisso do rei recém-coroado com Deus.
No centro dessa aliança estava o conceito de filiação. O parceiro humano da aliança, o rei recém-coroado, era certificado como filho da aliança, tendo Deus como seu Pai. A declaração “Você é meu Filho” marcava a renovação do relacionamento familiar entre Deus e os descendentes de Davi a cada nova coroação.
“Hoje eu o gerei” é uma linguagem metafórica que significa um novo nascimento durante a coroação. Na cerimônia, o novo monarca era espiritualmente gerado como o filho primogênito da nação.
Pelo decreto de Deus, ele se tornava o representante principal de todos os irmãos da família. Essa nomeação colocava sobre seus ombros a responsabilidade de servir como exemplo, cuidar do bem-estar do povo e ajudá-los a obedecer às orientações de seu Pai celestial.
A maioria dos reis de Judá falhou terrivelmente em cumprir essa responsabilidade de filho primogênito. A verdade é que nenhum ser humano poderia realmente cumprir esse papel.
Mas o Salmo 2 e o livro de Daniel apontam profeticamente para o tempo do Messias, quando um Filho primogênito perfeito começaria a reinar sobre um reino espiritual eterno — um tempo em que Deus Pai estabeleceria uma nova aliança, na qual Jesus Cristo, o Filho de Deus, seria gerado e coroado como Rei sobre todos.
E, de acordo com Hebreus 5.5, Cristo não se exaltou a si mesmo a essa posição. Deus Pai O designou por decreto. Deus falou sobre Jesus as palavras do salmo de coroação: “Você é meu Filho; hoje eu o gerei.”
Ele colocou Cristo no trono, muito acima de todo principado, autoridade, poder e domínio, acima de todo nome que se nomeia, não apenas nesta era, mas também na era que há de vir.
Ao longo da história, as pessoas se levantavam em sinal de respeito quando um soberano entrava na sala ou quando se levantava do seu assento. Era uma forma simbólica de afirmar a posição mais elevada do monarca.
Diz-se que o rei George II estava presente na primeira apresentação do oratório Messias, de Handel, em Londres, em meados do século XVIII.
Quando o coral começou a cantar o “Aleluia” — Rei dos reis, Senhor dos senhores. . . — o rei George se colocou de pé. Ele se levantou em respeito ao Rei dos reis, que é Rei até mesmo sobre ele. E quando o rei se levantou, todos se levantaram. E a tradição de ficar em pé durante a apresentação do “Aleluia” continua até hoje.
E isso nos leva à verdade final. Verdade número quatro: devemos nossa mais alta lealdade ao Rei supremo.
Versículo 10:
Agora, pois, ó reis, sejam prudentes;
deixem-se advertir, juízes da terra.
Sirvam o Senhor com temor
e alegrem-se nele com tremor.
Beijem o Filho para que
não se irrite, e não pereçam no caminho;
porque em breve se acenderá a sua ira.
Bem-aventurados todos os que nele se refugiam. (vv. 10–12)
Todas as pessoas em posições de autoridade: fiquem alertas. Todos devem sua mais alta lealdade ao Rei supremo. Os governantes prestarão contas a Deus por como exerceram a autoridade que Ele lhes deu. Deus se ira contra qualquer pessoa que exerça autoridade de forma injusta, cruel, egoísta ou opressora.
Um pastor que domina a sua congregação, um marido que abusa da esposa, um político que governa com dois pesos e duas medidas. Fiquem avisados: isso faz o sangue de Deus ferver. A sua ira se acende rapidamente. E quando se trata do mau uso da autoridade, mais cedo ou mais tarde, Ele derruba.
Os governantes prestarão contas a Deus por como exercem a autoridade, e todos nós prestaremos contas a Ele por como respondemos à autoridade.
E existe uma tensão aqui. Temos, diante de Deus, a obrigação de sermos respeitosos e submissos às autoridades humanas. Mas a nossa lealdade maior é ao Rei supremo.
Então, quando os governantes terrenos contradizem a Deus, quando as regras humanas dizem “não”, quando Deus diz “sim”, ou dizem “sim”, quando Deus diz “não”, o que devemos fazer?
Não é uma resposta fácil. E nós lutamos com isso. E creio que os quatro jovens judeus da realeza frequentemente enfrentaram essa mesma questão.
O livro de Daniel relata três ocasiões em que eles resistiram. Ainda adolescentes, disseram ao chefe dos eunucos que não queriam comer a comida que o rei colocava em seus pratos.
Na casa dos trinta anos, os três amigos de Daniel se recusaram a se curvar diante da imagem de ouro. Foi quando o rei teve um ataque de fúria e os lançou na fornalha ardente.
Já na casa dos oitenta, foi a vez de Daniel. Ele foi lançado na cova dos leões quando o rei Dario tornou ilegal a oração.
E essas provavelmente foram apenas as ocasiões mais conhecidas. Arrisco dizer que houve dezenas de momentos em que os exilados tiveram de lutar com a pergunta: obedeceriam ao rei reinante ou ao Rei dos reis? Eles serviram seus governantes terrenos com integridade, da melhor forma possível.
Mas, quando a situação apertava, eles sabiam que deviam sua mais alta lealdade ao Rei dos reis. Foi essa lealdade ao Rei dos reis que lhes deu coragem para se opor ao decreto de Nabucodonosor quando todos os outros se ajoelharam e se curvaram. E fizeram isso sabendo que poderia lhes custar a vida.
E esse é o tipo de compromisso que o reinado de Cristo exige de nós.
Penso em John Bunyan, um pregador puritano do século XVII. O governo lhe disse que era ilegal pregar porque ele não havia sido autorizado pela Igreja da Inglaterra. Ele não tinha os documentos certos.
E, quando continuou a pregar, foi lançado na prisão. Ele poderia ter se libertado a qualquer momento se prometesse não anunciar publicamente o Evangelho, mas se recusou. Disse às autoridades que preferia ficar preso até que musgo crescesse em suas sobrancelhas a violar seu compromisso de anunciar Cristo.
Ele permaneceu na prisão por doze anos, até que a lei que havia violado fosse finalmente revogada. Para ele, Cristo valia a pena. Sua lealdade era ao Rei supremo.
E eu me pergunto: “A minha também é?”
Quando pressionada, terei coragem e convicção para permanecer firme? Cristo é realmente o meu Rei? O meu coração é leal a Ele acima de tudo? E o seu?
Sou profundamente grata pelas Corrie ten Boom, pelos Dietrich Bonhoeffer, pelas Amy Carmichael e pelos William Wilberforce.
Sou grata pela grande nuvem de testemunhas citada em Hebreus 11, que, pela fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca de leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros e receberam seus mortos de volta à vida.
Mas, para dizer a verdade, sou ainda mais grata por aqueles da lista que, pela fé, foram torturados e se recusaram a aceitar libertação; por aqueles que foram escarnecidos, açoitados, acorrentados e presos. Aqueles que foram martirizados, apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada. Aqueles cuja lealdade a Jesus levou à ruína financeira e ao isolamento social. Aqueles que foram afligidos, maltratados, silenciados e perseguidos. Aqueles que foram obrigados a fugir e a viver como peregrinos, sem ter um lar para chamar de seu — dos quais as Escrituras dizem: “O mundo não era digno deles”.
Esses que permaneceram firmes, sabendo que poderiam pagar um alto preço, são meus heróis, porque precisaremos desse tipo de força e determinação quando chegar a hora — e eu sinto que ela está próxima.
Nos últimos anos, muitas vezes precisei aconselhar a minha própria alma a fazer o que a última frase do Salmo 2 nos orienta: refugiar-se. Abrigar-se. Refugiar-se nele. “Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.” (v. 12)
De fato, essa é a única maneira de encontrar paz, alegria, força e firmeza em tempos incertos e turbulentos, sejam eles políticos ou pessoais.
Este mundo lança todo tipo de coisas más e terríveis contra nós, e as coisas podem ficar muito piores. Mas espero que você encontre consolo, força e firmeza ancorando-se na verdade do Salmo 2.
Quero encorajar vocês, queridas irmãs, neste tempo turbulento, a permanecerem firmes. Refugiem-se em Cristo e apeguem-se às Suas promessas, porque a coroação de Jesus Cristo muda tudo. Cristo foi coroado Rei. Quero que vocês declarem isso comigo: Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem florescer em tempos de turbulência política porque — digam comigo — Cristo foi coroado Rei.
Vocês não precisam temer nenhuma pandemia. Por quê? Porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem rir de regras e regulamentos opressores. Por quê? Porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês não precisam se desesperar com o aumento do preço dos combustíveis nem entrar em pânico ao perder o emprego. Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem enfrentar falta de energia e prateleiras vazias nos mercados porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem permanecer calmas quando os problemas chegam porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem permanecer firmes quando outros se curvam porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem ser libertas dos poderes das trevas que as assombraram porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem andar livres das correntes que as prendem porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem ter esperança na situação mais desesperadora. Por quê? Porque Cristo foi coroado Rei.
Vocês podem encontrar consolo quando o coração está partido. Não precisam passar a noite acordadas, dominadas pela preocupação.
Vocês podem encarar cada amanhã com coragem e confiança. Por quê? Porque Cristo foi coroado Rei.
Ele é o seu Rei? Porque Cristo é o Rei, e Ele dá a última palavra. E nós sabemos como a história vai terminar.
Um dia, Ele virá montado em um cavalo branco, brandindo uma grande espada. Virá em juízo para derrotar Satanás, regimes malignos, governos perversos e todo inimigo da cruz, para pôr fim à guerra, ao derramamento de sangue, à pobreza, à fome, à doença e à morte, à violência, ao estupro, ao abuso e à opressão. Ele acabará com tudo isso.
Ele enxugará toda lágrima dos nossos olhos, e reinará em Seu trono celestial, na Cidade Santa, onde viveremos com Ele para sempre.
Você não anseia por isso? Toda essa loucura política, o pecado e a maldade do mundo não fazem você ansiar pelo Rei e pelo Seu reino?
Sempre que lamento com meu pai sobre o que o governo está fazendo, ele me lembra de encontrar consolo no fato de que, independentemente do que aconteça no cenário político, posso ter certeza de que Deus governa o curso da história.
Meu pai costuma dizer estas palavras — e já perdi a conta de quantas vezes ele me exortou assim: “Mary, este não é o nosso lar”.
Meu pai logo estará com o Senhor. Ele fará a sua última viagem — para onde? Atravessando o grande mar até Königsberg, o Monte do Rei, o lugar que satisfará o seu anseio de uma forma que sua amada terra natal jamais poderia.
Quero encerrar com um poema que ele escreveu no epílogo de suas memórias. Vou ler a versão em inglês, que não captura totalmente a beleza e a profundidade do alemão, mas creio que você sentirá a emoção.
O poema se chama “Anseio pelo Lar”.
Ele me atinge de repente à noite,
Enfrentando-me com toda a sua força.
Nem meus sonhos mais ousados poderiam prever
A agonia que isso me traz,Este Anseio.Névoa sobre as águas paira,
Nuvens descem e encobrem a razão.
Terrível. Escuro. Com tal domínio,
Pesando forte sobre a minha alma,
Este Anseio.Ai de mim, aquela cidade já não existe,
Caiu nas mãos de soldados estrangeiros.
Mas as sombras me atraem cada vez mais
A recordar a costa distante,
Este Anseio.Mais forte se torna seu aperto escuro,
Envolve-me indefeso em seu abraço.
Deslizando pela encosta escorregadia,
Implacável, além de toda esperança,
Este Anseio.Lentamente o sol se levanta,
Raios de paz para olhos aflitos.
Pois Deus, em Sua abundante graça,
Sussurra sobre um lugar melhor.
Invulnerável ao tempo e ao espaço,
Ele nos chama para casa,
Este Anseio.(“Anseio pelo lar” por Ulrich Karl Thomas)
Nancy: E o anseio de Ulrich Karl Thomas agora foi, gloriosamente, satisfeito. Ele realmente foi para casa, para o monte do Rei. Ouvimos Mary Kassian, na Mulher Verdadeira ’22, lendo um poema escrito por seu pai.
Ela também tem nos ajudado a lembrar que o céu reina sobre todos os governos terrenos. Essa verdade é um enorme conforto ao qual podemos nos apegar em tempos de incerteza governamental e turbulência política.
É algo em que precisamos descansar enquanto votamos e confiamos no Senhor quanto ao resultado — talvez não o resultado que todas nós escolheríamos, mas o resultado que Deus sabe estar de acordo com Seus propósitos e com a Sua atuação neste mundo. O céu reina! Deus realmente está no controle.
Raquel: E, Nancy, o fato de o Céu reinar é algo que você desenvolve em seu livro que tem esse mesmo título, O céu reina.
Nancy: É sim. Essa frase é, na verdade, outra forma de falar sobre a soberania de Deus sobre tudo o que há no céu e na terra. A poeta e compositora de hinos Margaret Clarkson disse isso da seguinte maneira: “A soberania de Deus é a única rocha inexpugnável à qual o coração humano sofredor precisa se apegar.”
Isso é muito bom. A soberania de Deus é a única rocha inabalável à qual nossos corações sofredores devem sempre se apegar. Então, se o seu coração está sofrendo hoje, agarre-se ao fato de que o Rei ainda está em Seu trono, e nenhum problema que você esteja enfrentando, nenhuma eleição, nenhum governo humano será capaz de abalá-Lo.
Raquel: Amém! Visite o nosso site, ou clique no link aqui da transcrição para encomendar o livro “O céu reina”. Compartilhe esta mensagem com amigas ou irmãs em Cristo que precisam ser encorajadas a voltar seus olhos a Jesus, que é o Rei dos Reis.
Você pode encontrar este e todos os episódios anteriores no nosso site, avivanossoscoracoes.com ou nas redes sociais: Facebook, Instagram e Youtube.
Nancy: A Bíblia nos exorta a orar por aqueles que estão em autoridade sobre nós. Separe um tempo hoje e neste fim de semana para pedir a graça e a misericórdia de Deus sobre você, sua família, sua comunidade e sua nação.
Raquel: Inclusive, Nancy, vamos encerrar o programa de hoje com uma oração pela nossa nação. Aqui está Karen Loritts para nos conduzir.
Karen Loritts: Alguns versículos do Salmo 29:
Deem ao SENHOR, ó filhos de Deus,
deem ao SENHOR glória e força.
Deem ao SENHOR a glória devida ao seu nome,
adorem o SENHOR na beleza da sua santidade.Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas;
o Deus da glória troveja;
o SENHOR está sobre as muitas águas.
A voz do SENHOR é poderosa;
a voz do SENHOR é cheia de majestade.O SENHOR governa os dilúvios;
como rei, o Senhor governa para sempre.
O SENHOR dá força ao seu povo,
o SENHOR abençoa o seu povo com paz. (vv. 1–4, 10–11)
Pai, ao atravessarmos essas águas que estão por vir, que o Teu povo ouça a Tua voz e fixe os olhos somente em Ti. Que busquemos força para obedecer e para render a nossa vontade à Tua vontade perfeita.
Pai, que coloquemos a Tua sabedoria e a Tua direção acima de tudo. Que confessemos e nos arrependamos de tudo o que ocupa indevidamente nossos corações, pensamentos e atitudes. Que Te honremos com mãos limpas e coração puro diante de um mundo que nos observa.
Pai, o nosso pedido é ouvir a Tua voz poderosa, receber a força que vem de Ti e descansar na paz que Tu tão livremente ofereces. Humildemente nos submetemos a Ti, nosso Rei entronizado. Amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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