Raquel Anderson: Aqui está Randy Alcorn para nos conduzir em oração pela nossa nação.
Randy Alcorn: Daniel 9.4–10, 17–19
Orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei:
“Orei ao Senhor, meu Deus, e fiz a seguinte confissão:
— Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos, nós temos pecado e cometido iniquidades. Procedemos mal e fomos rebeldes, afastando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos.
Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos pais e a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós cabe o corar de vergonha, como hoje se vê, a saber, aos homens de Judá, aos moradores de Jerusalém, a todo o Israel, …
Raquel Anderson: Aqui está Randy Alcorn para nos conduzir em oração pela nossa nação.
Randy Alcorn: Daniel 9.4–10, 17–19
Orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei:
“Orei ao Senhor, meu Deus, e fiz a seguinte confissão:
— Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos, nós temos pecado e cometido iniquidades. Procedemos mal e fomos rebeldes, afastando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos.
Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos pais e a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós cabe o corar de vergonha, como hoje se vê, a saber, aos homens de Judá, aos moradores de Jerusalém, a todo o Israel, tanto os de perto como os de longe, em todas as terras para onde os expulsaste, por causa das transgressões que cometeram contra ti.
Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos rebelamos contra ele e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por meio dos seus servos, os profetas. . .
E agora, ó nosso Deus, ouve a oração e as súplicas do teu servo. Por amor do Senhor, faze resplandecer o teu rosto sobre o teu santuário, que está abandonado. Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve! Abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome! Lançamos as nossas súplicas diante de ti não porque confiamos em nossas justiças, mas porque confiamos em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa! Ó Senhor, atende-nos e age! Não te demores, por amor de ti mesmo, ó meu Deus, porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.”
Senhor, colocamos a nossa nação diante de ti, colocamos as nossas igrejas diante de ti, colocamos as nossas famílias diante de ti. Oramos para que intervenhas e realizes uma grande, maravilhosa e impactante obra de graça em nossas vidas, tudo por amor do teu nome e para a tua glória! Fazemos isso em nome de Jesus, amém.
Mary Kassian: Temos uma lupa que fica como item de decoração sobre alguns livros, na mesa de centro da sala da minha família.
Raquel: Esta é Mary Kassian.
Mary: Meus netos amam brincar com ela. Eles a seguram para olhar vários objetos e então gritam de espanto: “Está maior! Está maior!” A política é como uma lupa. Quando um político escolhe uma porta, as consequências dessa decisão são maiores, porque suas decisões políticas impactam mais pessoas.
A política amplia a batalha espiritual que está por trás. A pergunta sempre se resume a quem faz as regras. Quem manda? Quem manda sobre mim?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Este é um ano de eleições no Brasil. Anúncios intermináveis, mensagens de texto não solicitadas, até placas nos quintais das pessoas. . . tudo isso é projetado para dizer em quem você deve votar.
Bem, aqui no Aviva Nossos Corações não estamos aqui para dizer em quem você deve votar. Isso é entre a sua consciência e o Senhor. Mas queremos encorajá-la a não viver com medo. É por isso que estamos trazendo esta mensagem da minha querida amiga, Mary Kassian.
Mary é canadense, mas ela tem um desejo profundo de ajudar todas nós a voltar os olhos para o Senhor em tempos de incerteza política. Mary é esposa, mãe (ou, como ela diria, “mum”), avó, palestrante e autora.
Ela trouxe esta mensagem há algum tempo atrás, em nossa conferência nacional Mulher Verdadeira ’22. A pandemia ainda estava fresca na memória de todos. Além disso, os pais dela ainda estavam vivos naquela época. Desde então, eles partiram para estar com Jesus.
Agora, vamos ouvir Mary Kassian.
Mary: Esta é uma foto recente do meu pai e da minha mãe — ah. Este ano comemoramos os noventa e quatro anos da minha mãe e os noventa e sete do meu pai. E, para mim, eles têm sido um exemplo vivo do que significa saber que o céu reina.
Veja, meu pai nasceu e foi criado na província alemã da Prússia Oriental, na majestosa cidade báltica cujo nome significa “Monte do Rei”. Ela recebeu esse nome porque era a casa dos reis do Império Alemão, que viviam no castelo situado a poucos metros da casa do meu pai.
Pouco antes de meu pai nascer, a monarquia foi derrubada, encerrando o reinado alemão, e a Alemanha se tornou uma República Democrática. Mas a situação política era altamente instável, porque inúmeros partidos políticos emergentes disputavam o controle.
O Partido Comunista e o Partido dos Trabalhadores de Hitler frequentemente entravam em confronto nas ruas, em marchas e tumultos violentos, vários dos quais aconteceram na rua em frente à casa do meu pai.
A tensão política foi intensificada pelas dificuldades econômicas e pela escassez de alimentos da Grande Depressão, pela inflação fora de controle e pelas duras estipulações do Tratado de Versalhes.
Minha avó tentou proteger seu filho pequeno de toda aquela agitação política fechando as cortinas e aumentando o volume da música. Mas ele sabia que algo sério estava acontecendo.
Quando um pequeno grupo de agitadores comunistas incendiou o prédio do Reichstag, como se fosse a Casa Branca alemã, Hitler explorou o ataque em benefício próprio.
Ele afirmou que os comunistas eram terroristas domésticos que estavam conspirando para derrubar o governo alemão. Convenceu o parlamento alemão a aprovar um decreto, um ato de emergência, para suspender temporariamente as liberdades civis e conceder a Hitler poderes ditatoriais para controlar a ameaça.
E, assim, a Alemanha se transformou de uma democracia em uma ditadura.
Meu pai tinha apenas oito anos quando isso aconteceu. Mesmo assim, ele percebeu que uma mudança política enorme havia ocorrido. Ele ouviu os idosos no café cochicharem sobre “a noite das facas longas”, quando Hitler assassinou mais de 100 oponentes políticos e prendeu outros cem.
Ele viu a chamada Noite dos cristais acontecer diante de seus olhos, quando o regime nazista incendiou a sinagoga judaica e o orfanato logo do outro lado da rua, o lugar onde ele costumava escalar a cerca para brincar com os meninos.
A partir de então, o povo alemão foi submetido a propaganda incessante, censura, vigilância e obediência forçada pela elite política. As pessoas temiam o que lhes aconteceria se fossem contra a narrativa politicamente correta.
A liberdade de expressão foi suprimida. Qualquer um que não se enquadrasse era cancelado e punido. Dissidentes eram espancados, levados para a prisão ou simplesmente desapareciam misteriosamente.
Meu pai tinha dezessete anos quando foi convocado para o exército de Hitler. Eventualmente, foi enviado para a Frente Oriental para lutar em uma das batalhas finais e mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial. Sua unidade foi dizimada.
Ele foi capturado pelos russos e marchou até Auschwitz/Birkenau, o infame campo de concentração que o Exército Vermelho havia reaproveitado como campo de detenção para prisioneiros de guerra alemães.
De lá, ao longo dos meses, os prisioneiros eram amontoados em vagões ferroviários imundos e enviados para os gulags russos. Nos gulags, ele experimentou atrocidades indescritíveis. Registros da Cruz Vermelha indicam que, dos 40 mil homens levados para um campo, apenas onze saíram vivos — e meu pai foi um deles. Quase morto de desnutrição e tuberculose, ele foi enviado para uma cidade fronteiriça na Alemanha Oriental comunista.
Depois de se recuperar, passou a fazer parte da resistência clandestina, arriscando a própria vida para contrabandear pessoas através da fronteira, ajudando-as a escapar do regime comunista repressivo. Ele ajudou a tirar a família da minha mãe da Alemanha Oriental. Depois, foi procurá-la na Alemanha Ocidental e se casou com ela.
Mamãe e papai eram refugiados, os mais desprezados dos desprezados. Não eram aceitos pelos moradores locais, que ressentiam sua presença, mas não podiam voltar para casa. Na verdade, não havia casa para onde voltar. Sua cidade havia sido incendiada e reduzida a escombros pelas bombas dos Aliados. O castelo já não existia mais.
Os moradores restantes foram mortos, estuprados, humilhados, torturados e deixados morrer de fome, enquanto o Exército Vermelho fazia uma limpeza étnica da cidade, expulsando os alemães. Alguns dizem que esse expurgo foi o maior êxodo de pessoas da história humana.
A cidade dos reis, Königsberg, não existia mais. Por isso, quando a igreja luterana ofereceu passagens de barco gratuitas para refugiados se realocarem, meu pai aproveitou a oportunidade para levar sua família em crescimento e imigrar para o Canadá.
Por que eu conto tudo isso? Porque, por toda a minha vida, senti a dor no espírito do meu pai — uma tristeza profunda, um vazio, uma saudade do lar que não existe mais. Mas também testemunhei sua fé inabalável de que Deus está no controle quando os políticos estão fora de controle, mesmo quando forças políticas mudam radicalmente o rumo das nossas vidas.
A história do meu pai tem semelhanças notáveis com a história dos jovens do livro de Daniel. Daniel, Ananias, Misael e Azarias também foram envolvidos em acontecimentos geopolíticos que estavam além do controle deles.
O tema central da minha mensagem nesta manhã é que o céu reina sobre todos os reis e reinos da terra.
- Como enfrentamos um cenário político em mudança?
- Como mantemos o equilíbrio quando governantes são ímpios e opressores e quando suas decisões impactam negativamente nossas vidas?
- Como encontramos força para nos posicionar quando todos os outros estão se curvando, sabendo que as consequências podem ser graves?
- Como respeitamos a autoridade sem comprometer nossos valores morais?
- Como sobrevivemos em um ambiente político hostil?
- Como vivemos na Babilônia sem deixar que a Babilônia viva em nós?
Essas são perguntas com as quais os quatro jovens levados cativos para a Babilônia certamente lutaram. E são perguntas com as quais você e eu também precisamos lutar.
Abra sua Bíblia comigo no Salmo 2. O Salmo 2 é um dos salmos reais. Ele foi escrito para celebrar a coroação do rei de Israel e Judá. Daniel e seus três amigos — Ananias, Misael e Azarias — estariam familiarizados com esse salmo. Segundo a tradição rabínica, esses quatro jovens eram de sangue real. Eram descendentes do rei Ezequias. Eram amigos, mas também parentes, primos ou primos distantes de alguma forma.
Daniel confirma que os jovens que Nabucodonosor levou eram da realeza e da nobreza judaica. Eles eram celebridades em ascensão em Jerusalém — estrelas em destaque, saudáveis, fortes, bonitos e inteligentes. A imprensa os cobria da mesma forma que a imprensa aqui cobre a realeza. Eram uma fascinação para o público.
As Escrituras nos dizem que eles eram habilidosos em toda sabedoria, dotados de conhecimento, entendimento, aprendizado e competência — e isso antes de o rei levá-los para a Babilônia.
Esses quatro jovens da realeza foram educados segundo o padrão da realeza judaica. Portanto, conheciam bem a história dos judeus, a Torá e os salmos. Seus tutores reais os teriam feito estudar e talvez até memorizar o Salmo 2, porque esse salmo de coroação tinha importância especial para a família real. Era o salmo cantado ou recitado na coroação de dois de seus tios, Jeoacaz e Jeoaquim.
O salmo começa com a pergunta: por quê? “Por que se enfurecem as nações?”
E, considerando o que esses jovens viveram, tenho certeza de que eles frequentemente faziam as perguntas do “por quê”.
- Por que isso está acontecendo?
- Por que o mundo está tão bagunçado?
- Por que as pessoas no poder fazem coisas tão más e dolorosas?
- Por que estamos à mercê de valentões famintos por poder?
Eles tinham bons motivos para balançar a cabeça diante dos acontecimentos políticos que se desenrolaram ao longo de suas vidas.
A Terra Santa era um ímã para conflitos, porque Judá estava localizada em uma estreita faixa de terra que ligava os continentes da África e da Ásia.
Todas as principais rotas militares e comerciais passavam por Judá. Os judeus frequentemente se viam à mercê de superpotências que queriam exercer controle sobre essas rotas e se beneficiar economicamente do comércio e da tributação das mercadorias.
Por séculos, o império assírio foi a superpotência que manteve Judá e todos os outros povos da região sob seu domínio. O rei da Assíria fez de todos os outros reinos seus vassalos, forçando-os a pagar tributo, isto é, impostos e doações. Judá foi subjugada, assim como a Babilônia, a Média, a Pérsia e o Egito.
Registros assírios indicam que o rei Ezequias certa vez enviou um comboio ao rei da Assíria com trinta talentos de ouro, oitocentos talentos de prata, jóias, medalhas preciosas, uma grande variedade de tesouros valiosos, leitos de marfim, peles e presas de elefantes, além de virgens para o seu harém, dançarinos e cantores, homens e mulheres. Isso é uma quantidade impressionante de dinheiro e bens. Trinta talentos equivalem a mais de uma tonelada de ouro. Oitocentos talentos correspondem a mais de trinta toneladas de prata.
O comboio se estendia como um comboio de caminhoneiros — quilômetros e quilômetros de camelos e carros carregados com as riquezas de Judá sendo enviados como pagamento ao rei da Assíria.
A Assíria era como o grande valentão da escola que aterrorizava todas as outras crianças, ameaçando: “Me dê o seu dinheiro do lanche ou eu vou te bater.” E não era uma ameaça vazia.
Quando o Reino do Norte de Israel se recusou a pagar tributo, a Assíria obliterou sua capital, exilou dezenas de milhares de pessoas e anexou a região como uma província assíria. As dez tribos foram espalhadas. A nação do Norte de Israel deixou de existir.
Por que as nações se enfurecem?
Se eu colocasse a vida daqueles quatro jovens da realeza em uma linha do tempo, você veria quanto tumulto político eles viveram. Havia muita fúria acontecendo.
Quando os quatro amigos nasceram, a Assíria era o maior valentão do pedaço. Mas então o pai de Nabucodonosor, um general babilônico, se rebelou e derrubou a capital assíria. Os quatro jovens tinham cerca de oito anos na época. Boas notícias, certo?
Mas espere. . . não tão rápido assim. E aquele ditado: “Melhor o diabo que você conhece do que o diabo que você não conhece”? O Egito veio avançando por Judá para ajudar a Assíria a reagir. O rei Josias tentou impedir que o rei do Egito passasse, mas foi morto em batalha. E, pelos anos seguintes, o Egito se tornou o valentão que mandava em Judá. Nada bom.
As coisas não melhoraram quando a Babilônia derrotou o Egito e se tornou a próxima superpotência incontestável do mundo. Na verdade, para aqueles quatro jovens da realeza, tudo ficou muito, muito pior.
Para mostrar seu poder e garantir sua posição, Nabucodonosor atacou Jerusalém. Ele ordenou ao seu chefe dos eunucos que avaliasse o talento disponível e identificasse a elite, para que pudesse levar à força os melhores e mais brilhantes para servir em seu reino.
A presença deles na Babilônia garantiria o bom comportamento do rei de Judá.
Você consegue imaginar como aqueles adolescentes de quatorze, quinze e dezesseis anos se sentiram quando foram escolhidos e acorrentados para a longa viagem até a Babilônia? Contra a vontade deles, foram arrancados de suas casas, de suas famílias, de seu lugar de adoração, de sua comunidade e de sua cultura. Exilados.
Quando chegaram à Babilônia, o chefe dos eunucos os despojou de sua identidade. Mudou seus nomes para nomes que honravam os deuses babilônicos. E, pior ainda, submeteu-os a um dos procedimentos médicos mais vergonhosos e humilhantes que se poderia infligir a um homem judeu. Ele os tornou eunucos. Eles foram castrados para que nunca pudessem ter filhos. Depois disso, ele os mergulhou na cultura da Babilônia.
Receberam cortes de cabelo babilônicos, roupas babilônicas, suítes mobiliadas à moda babilônica. Passaram a ouvir música babilônica, ler livros babilônicos. Foram apresentados aos deuses babilônicos, à Netflix babilônica, a spas e casas noturnas babilônicas e a todas as muitas riquezas, prazeres e indulgências que a Babilônia tinha a oferecer — e eram muitas.
Durante três anos, receberam a melhor educação babilônica, incluindo, sem dúvida, uma boa dose de propaganda babilônica politicamente correta. O objetivo era lavá-los cerebralmente, levando-os a uma mentalidade de síndrome de Estocolmo, para que se afeiçoassem a seus captores e virassem completamente as costas para sua herança judaica.
E a maioria dos exilados fez exatamente isso. Mas Daniel, Ananias, Misael e Azarias permaneceram fiéis ao Senhor, o Deus deles. Eu creio que o Salmo 2 os ajudou.
O Salmo 2 é um poema composto de quatro estrofes. Cada estrofe contém uma verdade fundamental que ajudou esses jovens da realeza a permanecerem firmes em tempos de extrema convulsão e pressão política. Essas verdades também podem nos ajudar a permanecer firmes quando nossos políticos fazem coisas malucas.
Estrofe 1, versículos 1–3:
Por que se enfurecem as nações
e os povos imaginam coisas vãs?
Os reis da terra se levantam,
e as autoridades conspiram
contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
‘Vamos romper os seus laços
e sacudir de nós as suas algemas.’”
Pedro explica, no livro de Atos, que quando o rei Davi escreveu esse salmo, ele o fez sob o poder do Espírito Santo, e que o rei ungido de quem o salmo fala é, principalmente, o Filho de Deus, Jesus Cristo.
A estrofe inicial faz a pergunta do “por quê”.
“Por que as nações se enfurecem?”
- Por que governos e políticos conspiram, colaboram, tramam e maquiam planos para aprovar leis tolas e prejudiciais?
- Por que fazem coisas moralmente repreensíveis?
- Por que veem as diretrizes de Deus como laços restritivos e correntes que precisam ser lançadas fora?
- Por que se rebelam contra o Senhor e contra o seu Rei ungido, Jesus Cristo?
- Por que deixam de reconhecê-lo como o Senhor?
Preciso admitir que tive muita dificuldade nos últimos anos ao observar toda a agitação política e os teatros encenados, bem como a resposta do governo a diversos assuntos. A COVID, obviamente, estando no topo da lista.
Não sei como foi aqui, mas o meu governo entrou em um modo de ditadura enlouquecido.
- Mães foram multadas por levarem seus filhos ao parquinho.
- Adolescentes foram presos por jogarem hóquei ao ar livre.
- Podíamos ir ao supermercado no meio das multidões, mas, por mais de um ano, não podíamos ir à igreja.
- O medo e a opressão eram palpáveis. Pastores que abriram suas igrejas para culto foram derrubados por equipes da SWAT, arrastados e presos.
- Disseram-nos quem poderíamos ter em nossas casas, até mesmo quem poderíamos ter em nossos carros.
- A retórica de ódio e as sanções contra aqueles que hesitavam em tomar a vacina eram estarrecedoras.
- Pessoas perderam seus empregos.
- Pessoas perderam suas famílias.
- Pessoas perderam a sanidade.
No Dia dos Namorados, Justin Trudeau, o primeiro-ministro do Canadá, acionou a Lei de Emergência para acabar com os caminhoneiros que, aparentemente, estavam tentando derrubar o governo com castelos infláveis e buzinas. (risos)
A Lei de Emergência é uma medida de guerra. Essencialmente, ela suspende todas as liberdades civis e coloca o país em estado de lei marcial. Dá ao primeiro-ministro e à sua força policial poder irrestrito para espionar pessoas, invadir suas casas, prendê-las, jogá-las na prisão e confiscar suas contas bancárias sem o devido processo legal e sem qualquer motivo, exceto o de o governo suspeitar que possam ser inimigas do Estado.
Para mim, isso foi um déjà-vu do que aconteceu na Alemanha nos dias do meu pai.
Sou asmática leve, e quando ouvi a notícia, não consegui respirar. Tive uma crise de pânico por asma tão grave que meu marido precisou chamar os paramédicos, porque eu estava no chão. Eu não conseguia respirar.
Por quê? Por que as nações se enfurecem?
Política é um tema favorito à mesa do nosso jantar, então não é surpresa que dois dos meus filhos tenham se formado em História e Ciência Política. Meu filho mais velho, Clark, tornou-se advogado. Lembro-me claramente de uma conversa telefônica que tive com ele no ano passado. Eu estava lamentando as decisões que nossos políticos estavam tomando e como elas eram destrutivas e cada vez mais opressivas.
Por que eles estão fazendo isso?
Eles não estudaram história?
Não sabem onde isso vai levar?
Por quê?
Depois de alguns momentos de desabafo político da minha parte, há um silêncio, e então: “Mãe”, disse meu primogênito sempre calmo e lógico, “por que você pergunta ‘por quê’? Cite para mim governantes e impérios ao longo da história que não tenham tendido a caminhar para uma opressão pesada e faminta por poder, porque, sem Cristo, é isso que governantes ímpios fazem. Você sabe disso.”
Eu o criei bem. (risos)
O “por quê?” dessa estrofe inicial é uma pergunta retórica, porque a resposta é evidente. E a primeira verdade é que a política amplia a batalha espiritual que está por trás de tudo. A pergunta sempre se resume a quem faz as regras. Quem manda? Quem manda sobre mim?
É uma questão espiritual tão antiga quanto o tempo. Tão antiga que a serpente levantou esse assunto com Eva no jardim.
Porta número um: você manda. Você tem o direito e a capacidade de governar.
Porta número dois: Deus manda. Ele tem o direito e a capacidade de governar.
Eva escolheu a porta número um. “Eu mando.” E, desde então, a humanidade tem vivido com as desastrosas consequências dessa decisão.
Temos uma lupa que fica como item de decoração sobre alguns livros, na de centro da sala da minha família. Meus netos amam brincar com ela. Eles a seguram para olhar vários objetos e então gritam de espanto: “Está maior! Está maior!”
A política é como uma lupa. Quando um político escolhe uma porta, as consequências dessa decisão são maiores, porque suas decisões políticas impactam mais pessoas. E a tentação do orgulho e de dominar os outros, que acompanha qualquer posição de autoridade, é difícil de resistir.
Os quatro jovens da realeza conheciam bem a história da sua árvore genealógica. Eles sabiam que, se destacassem com marcador vermelho todos os reis maus, com marcador verde os reis bons e com amarelo aqueles que eram um misto dos dois, a cor predominante seria o vermelho.
O tio Josias, que era rei quando eles eram crianças, foi um bom rei. Mas o bisavô Manassés teve um reinado mau. Foi realmente horrível. Manassés matou pessoas inocentes. Qualquer um que discordasse dele (som de garganta sendo cortada) morto. Os rabinos dizem que ele martirizou seu avô materno, o profeta Isaías. Ele o serrou ao meio porque não gostou do que ele tinha a dizer.
O autor da galeria dos heróis da fé, em Hebreus, pode ter se referido a Isaías quando mencionou o herói da fé que foi serrado ao meio.
O louco bisavô Manassés chegou até a sacrificar seu próprio filho bebê a um deus pagão — queimou a preciosa criança viva.
Manassés se arrependeu em seus últimos anos, mas só se pode descrever a maior parte do seu reinado como extremamente má e feia. Apenas seis dos trinta e nove reis na árvore genealógica deles foram bons. Isso é apenas 15%, e isso entre governantes que conheciam bem as leis de Deus.
A política amplia a batalha espiritual que está por trás de tudo. Na política, vemos a luta humana constante entre o bem e o mal sendo encenada em uma escala maior. E isso não deveria nos surpreender.
Nancy: Estamos ouvindo uma mensagem que Mary Kassian compartilhou em Indianápolis, na conferência Mulher Verdadeira ’22.
O tema daquela conferência foi O céu reina. Essa expressão de três palavras tem sido um grande conforto para mim e foi para o meu querido marido, Robert, sempre que nos sentíamos perturbados e perplexos com as coisas que estavam acontecendo em nossas vidas, em nossa comunidade ou no mundo. O céu reina! Deus está completamente no controle, então você e eu podemos ter coragem e encontrar consolo nessa certeza.
Raquel: Como você compartilhou no início desta semana, Nancy, essa expressão, O céu reina, é encontrada no livro de Daniel, no Antigo Testamento. E também é o título do seu livro — um livro que nos conduz por Daniel e aplica suas verdades à nossa vida.
Nancy: Sim, o livro de Daniel é tão atemporal, assim como essa mensagem: o céu reina. Acho que é um lembrete especialmente útil enquanto enfrentamos as eleições tanto no Brasil como ao redor do mundo.
Sim, seja uma cidadã responsável e vote, mas também descanse sabendo que o Senhor está no controle. Ele está agindo. E, como o pastor John Piper nos lembra:
“Em toda situação, o Senhor está sempre fazendo mil coisas diferentes que não conseguimos ver e não conhecemos.” O céu reina!
Raquel: Este livro de Nancy DeMoss Wolgemuth nos ajudará a fixar nossos olhos em uma única verdade — "O céu reina" em meio às incertezas, medos, lutas, sofrimentos que enfrentamos. E essa é a verdade que nos conforta e nos dá esperança em todas as fases de nossas vidas. Visite o nosso site, avivanossocoracoes.com e adquira a sua cópia ainda hoje.
Nancy: Bem, Mary compartilhou a primeira de quatro verdades que vemos no Salmo 2. Essa foi: “a política amplia a batalha espiritual que está por trás de tudo”. Amanhã ela nos mostrará as verdades de número dois, três e quatro. Enquanto isso, eu a encorajo a meditar no Salmo 2 por conta própria. E, então, volte para o Aviva Nossos Corações.
Raquel:O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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