Raquel Anderson: Quando você abraça Deus como um bom Pai, isso tem muitos efeitos na sua vida. Aqui está Blair Linne, uma das preletoras conferência Mulher Verdadeira 2016: Clame!
Blair Linne: Creio que, à medida que entendemos Deus como Pai, isso nos ajudará a entender quem somos como mulheres.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como você sabe, o Dia dos Pais está chegando. Para muitas mulheres, esse será um tempo de agradecer ao pai pelo investimento que fez em sua vida. Ou você pode ser como eu: meu pai está com o Senhor há muitos anos, mas sou muito grata pelo impacto que ele teve nos primeiros vinte e um anos da minha vida.
Para outras, eu sei que o Dia dos Pais pode ser um tempo de frustração e talvez …
Raquel Anderson: Quando você abraça Deus como um bom Pai, isso tem muitos efeitos na sua vida. Aqui está Blair Linne, uma das preletoras conferência Mulher Verdadeira 2016: Clame!
Blair Linne: Creio que, à medida que entendemos Deus como Pai, isso nos ajudará a entender quem somos como mulheres.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Como você sabe, o Dia dos Pais está chegando. Para muitas mulheres, esse será um tempo de agradecer ao pai pelo investimento que fez em sua vida. Ou você pode ser como eu: meu pai está com o Senhor há muitos anos, mas sou muito grata pelo impacto que ele teve nos primeiros vinte e um anos da minha vida.
Para outras, eu sei que o Dia dos Pais pode ser um tempo de frustração e talvez de dor — lembrando as feridas que um pai terreno pode ter causado — talvez por ser dominante e autoritário, talvez por ser distante ou nem mesmo estar presente.
Blair Linne sabe como é sentir a dor de relacionamentos familiares quebrados em um mundo caído. Mas hoje ela vai nos dar esperança. Ela vai nos lembrar por que sempre podemos nos apoiar em nosso perfeito Pai celestial.
A poesia falada de Blair foi um destaque na conferência Mulher Verdadeira 2014 e 2016. Vamos ouvir Blair Linne enquanto ela nos aponta para Deus como nosso Pai supremo e amoroso.
Blair: Eu não conheço a sua situação específica, mas, ao falar sobre esse tema da ausência paterna, de como a ausência do pai afeta as filhas — seja uma ausência física, espiritual ou emocional —, raramente ouvi isso ser tratado a partir de uma perspectiva cristã. Não sei quanto a você, mas vinte e quatro milhões de crianças vivem em um lar sem a presença do pai. Isso é uma em cada três.
E também há aquelas situações em que, talvez, o pai estivesse em casa, mas muitas vezes um pai pode não estar presente. Mesmo morando ali, pode haver um distanciamento, emocional ou até espiritual.
Vou ler uma citação de Piper. Ele diz:
As crianças deveriam ver em seu pai humano um reflexo, ainda que imperfeito, do Pai celestial, em Sua força e ternura, em Sua ira e misericórdia, em Sua exaltação e condescendência, em Sua sabedoria incomparável e orientação paciente. A tarefa de todo pai humano é ser, para seus filhos, uma imagem do Pai que está nos céus.
Agora, a maioria de nós não consegue olhar para nosso pai nem mesmo como uma imagem ou retrato imperfeito do nosso Pai celestial. Ou porque ele não estava presente, ou porque não conseguíamos nos conectar com ele emocional ou espiritualmente.
Tenho quatro pontos principais nos quais quero focar. Eles são:
Um: “Um Pai Perdido”. Vamos falar sobre o problema.
Dois: “Uma Filha com um coração partido” e os efeitos desse problema.
Três: “Um Pai Ama”. Vamos passar a maior parte do nosso tempo focando na nossa adoção.
Quatro: “Uma Filha Restaurada”. Então, agora que fomos adotadas, como vivemos essa nova vida? Como desenvolvemos a nossa salvação?
Um Pai Perdido
O que aconteceu com nossos pais? Bem, o pecado aconteceu. Isso é muito claro. Adão, nós sabemos, no jardim, ouviu sua esposa. Ele comeu do fruto da árvore, ouvindo, em última instância, a Satanás e às suas tentações, cedendo a elas. E, como resultado, muitos de nossos pais não modelam o que a Bíblia diz que um pai deveria ser.
Temos pais que, ao contrário do que a Bíblia diz, talvez não tenham nos sustentado. Algumas de vocês tiveram pais que não cuidaram bem de vocês, não proveram, não amaram corretamente como um pai deveria. Até mesmo pais que morreram mais cedo do que o esperado. Isso estava fora do controle deles. Pais que sofrem de doenças mentais.
Tenho uma amiga cujo pai é cristão e que, nos últimos anos, tem lutado com uma doença mental, e ela está lidando com como amar e honrar seu pai.
Pais que professam ser cristãos, às vezes, podem até usar as Escrituras para abusar ou usar mal sua autoridade.
Algumas viram seus pais traírem, agredir ou desrespeitar suas mães.
Algumas aqui sofreram silenciosamente com o grande pecado de um pai que foi verbalmente, fisicamente ou até sexualmente abusivo.
Então, temos pais que passaram por tantas coisas diferentes como resultado do pecado, como resultado de Adão e do seu pecado no jardim.
Temos pais que enfrentam males sociais, injustiças sistêmicas, que os deixaram desanimados em sua masculinidade e derrotados em sua paternidade.
E muitos de nossos pais nunca tiveram um pai. Eu vou contar um pouco da minha história mais adiante. Eu poderia continuar falando. Porém, no fim das contas, quando perguntamos: “O que aconteceu?”, foi o pecado que aconteceu.
Desde a queda de Adão, nosso primeiro pai, os homens estão debaixo de uma maldição. Adão cedendo às artimanhas de Satanás. Antes mesmo de ser pai, ele se viu submetendo-se ao pai da mentira. E essa maldição é o resultado disso. O resultado disso é que os pais são tentados a não andar nesse papel dado por Deus que receberam.
E Satanás não quer que os portadores da imagem sejam manifestados na terra, aqueles criados à imagem de Deus para refletir Sua glória. Satanás quer impedir isso. E ele sabe que, se puder manter nossos pais presos no pecado, ele pode capturar toda a família. Se ele conseguir agarrar o homem e ele não estiver andando em seu papel, então toda a família meio que sai do lugar.
Quero compartilhar um pouco da minha própria história. Fui criada por uma mãe solteira. Sou de Michigan, e meu pai mora em Chicago. Quando eu tinha três anos, minha mãe se mudou de Chicago para Los Angeles. Eu estava a quase cinco mil quilômetros do meu pai, e nosso relacionamento era por telefone. A cada poucos meses, tínhamos essas conversas.
Lembro que, talvez por volta dos oito anos de idade, depois dessas conversas por telefone, eu queria compartilhar mais com ele, mas elas eram tão superficiais, honestamente. Era algo como: “Ah, quem ama você?” e “Ah, você brilha como uma estrela”.
E meu pai tem um coração maravilhoso, ele é um homem tão bondoso. Mas eu sentia: eu quero realmente conhecer você. Quero que você realmente me conheça e saiba o que está acontecendo. E isso foi muito difícil para mim.
Foi difícil entender minha identidade, quem eu era. Eu queria falar com ele e dizer: “Isso é muito difícil”. Mas eu tinha muito medo. Eu sentia que, se eu me abrisse com meu pai e compartilhasse com ele como eu me sentia, talvez eu não tivesse mais essas conversas a cada poucos meses. Talvez isso também fosse tirado de mim. Então o medo me manteve em silêncio.
Não foi até eu ter cerca de dezoito anos que comecei a ser abordada por rapazes e a pensar: eu não faço ideia do que desejar em um cônjuge, em um homem. Eu não tinha nenhum modelo no qual me basear. E, como resultado, eu não tinha a proteção do meu pai. Me vi fazendo concessões com homens, na esperança de descobrir quem eu era.
Quando eu tinha dezoito anos, lembro de conversar com meu pai. Estávamos tendo mais uma conversa, totalmente superficial, e estávamos prestes a desligar, quando eu disse: “Pai! Eu preciso falar com você. Aqui está como eu estou lutando com a minha identidade. Aqui está como eu estou lutando com você estar tão longe”. Meu pai nunca tinha vindo me visitar. Ele não me apoiava financeiramente porque tinha coisas acontecendo na vida dele que o impediam de fazer isso.
E eu simplesmente compartilhei com ele. Eu disse: “Eu estive com medo todo esse tempo de comunicar isso a você”.
E ele me disse: “Eu também tive medo”. Ele disse: “Eu quis falar com você sobre isso, mas tive tanto medo”.
Meu pai não é cristão, mas vi que ele realmente se esforçou muito depois dessa conversa. Ele se abriu e compartilhou comigo que também não teve seu pai presente em sua vida, então ele também havia sido negligenciado.
Desde então meu pai tem se esforçado para fazer parte da minha vida, mas ainda há uma parte que ele não entende por que não compartilhamos a mesma fé. Ele não entende completamente quem eu sou, e eu tive que, em última instância, confiar minha identidade em Cristo. Tive que me apegar a Deus e à Sua verdade, mesmo quando não tinha meu pai, quando não tinha as coisas de que precisava.
Como cristã, quando meu marido se aproximou de mim, interessado em mim, eu não tinha um pai que pudesse dizer: “Bem, deixa eu. . .” — não tirar a poeira da coleção de armas — mas algo como: “Deixa eu fazer perguntas. Você ama o Senhor? Como você vai liderar a família? Você pensou numa definição bíblica de liderança e autoridade?” Isso não existia. Eu tive que procurar meu pastor. Meu pastor, de certa forma, foi quem conseguiu me orientar em algumas dessas coisas.
Não somos responsáveis pelo que acontece conosco quando crianças, mas somos responsáveis pelo que fazemos com a nossa dor quando adultos. Se tudo o que fizermos for falar sobre as coisas que deram errado com nossos pais, não vamos avançar. Podemos pensar no problema, podemos pensar no pecado, e a verdade é que, na sua situação específica, talvez você não chegue ao coração de todas as razões pelas quais seu pai não esteve presente. Mas o que você pode saber é que foi por causa do pecado. Então, se você não obtiver a resposta, você sabe que foi por causa do pecado, e pode seguir em frente a partir daí.
À medida que avançamos, ao olhar para Uma Filha com o coração partido, que é nosso segundo ponto, quero ter em mente que somos tanto vítimas quanto rebeldes. Todas nós fomos vitimizadas pelo pecado de outras pessoas, e todas nós nos rebelamos contra Deus com o nosso próprio pecado. A vitimização nunca é uma desculpa para a rebelião, e a rebelião não elimina a vitimização real que pode ter sido experimentada. Não precisamos minimizar como pecaram contra nós, mas precisamos assumir responsabilidade por como escolhemos pecar como resultado disso.
Não sei se você conhece Amy Carmichael. Ela foi missionária. Ela tem um livro chamado Se, que eu li. E há uma página em que ela dá uma ilustração visual, como um vaso cheio de água. E ela diz: “Se um vaso estiver cheio de água doce e você o derrubar, água doce vai sair. Mas se você derrubar um vaso e sair água amarga, é porque água amarga era que estava dentro dele”.
Você não pode dar a desculpa: “Bem, você me bateu, então é por isso que a amargura saiu”. Ou: “Você pisou no meu pé, então é por isso que eu explodi em raiva”. Nessas circunstâncias, quando somos pressionadas — até como a Joni Eareckson Tada menciona o limão sendo espremido — isso nos mostra o que está em nosso coração. E podemos ir a Deus com o que está em nosso coração.
Uma filha com o coração partido
Quando deixamos de ter um relacionamento saudável com nosso pai, acabamos ficando abertas a maneiras específicas pelas quais podemos ser tentadas por mentiras.
Uma maneira pela qual podemos ser tentadas quando estamos quebradas é nos tornarmos pessoas que querem agradar a todos de forma perfeita. Essa é a mulher que tenta ser perfeita para compensar a dor que sente. Para tentar compensar a ausência do pai, podemos pregar para nós mesmas a mentira que diz: “Eu só preciso ser a filha perfeita, a amiga perfeita, a aluna perfeita, a esposa perfeita, e então ninguém vai me deixar, ou então eu vou me sentir completa”.
Mas a mulher que cresceu com o pai presente, uma coisa que você precisa saber: não é que ela seja melhor do que você. Não é que ela fosse sem falhas ou perfeita. Não é o resultado de algum pecado que cometemos ao nascer que explica por que nosso pai talvez não estivesse por perto ou não conseguiu se conectar conosco.
Não podemos olhar para isso como se fosse nossa culpa, nem achar que precisamos fazer algo para compensar isso.
E essa ideia de tentar ter tudo sob controle ou sentir esse senso de controle sobre a nossa vida realmente não é a resposta. A verdade é que não estamos no controle das nossas circunstâncias. A verdade é que esse é um padrão impossível.
E Jesus não está procurando a mulher perfeita ou a filha perfeita. Ele está dizendo: “Venha como você está. Venha com o seu coração partido. Venha necessitada. Venha fraca. Venha”. E Ele chama mulheres pecadoras de Suas filhas. E essa é a beleza do Evangelho. Não é: “Bem, deixa eu me arrumar, e então posso ir a Jesus”. Ele diz: “Não, do jeito que você está, você pode vir. E Eu vou transformá-la para que você se pareça comigo”.
Outra coisa em que filhas sem pai podem se tornar é escravas da promiscuidade. Você talvez já tenha ouvido a frase de que os homens dão amor para obter sexo; as mulheres dão sexo para obter amor. Não sei se você já ouviu isso, mas podemos ficar tão desesperadas para receber amor de um homem que desonramos a Palavra de Deus. Jogamos fora nossas convicções. E o pensamento é: se eu der a ele o que ele quer, então ele vai ficar.
Honestamente, isso pode não ser relação sexual. Pode ser coisas que levam a isso. Lembro que, quando eu era mais nova, eu pensava: “Ah, relação sexual. Isso é errado. Mas essas coisas que levam a isso, ah, não tenho tanta certeza”. Mas Deus vê o nosso coração. Ele vê os motivos do nosso coração.
Quero que você pense pessoalmente nesta pergunta: você já confundiu sexo com amor ou desejo com amor? A verdade é que, se um homem está pedindo que você comprometa sua caminhada com o Senhor, ele não está demonstrando amor nem por Deus nem por você. Você pode pensar: bem, ele me ama, e eu confio nele. Então vou dar meu corpo a ele para provar isso. Mas, depois de ter dado seu corpo, você se vê ansiando pela aliança, pela segurança que vem com esse compromisso que existe no casamento, e passa o resto do tempo tentando convencer esse homem de que você vale a pena, de que você merece ser assumida, que você merece compromisso.
Deus é sábio. Precisamos lembrar que Deus é sábio. Ele sabe o que é bom para nós. Ele diz que o sexo e até mesmo as coisas que levam ao sexo são reservados para o casamento. Essa intimidade é reservada para essa bela aliança.
Quero apenas encorajá-la, inclusive na fé, a lembrar que Jesus não diz: “Dê-me algo para que você possa receber Meu amor em troca”. Ele nos amou primeiro. E é assim que somos capazes de amá-Lo, e eu louvo a Deus por isso.
E outra coisa é que, às vezes, filhas sem pai têm medo de confiar. Acho que esse é o outro lado dessa moeda. É o distanciamento dos homens. Você constrói muros para impedir que qualquer pessoa chegue ao seu coração. Quanto àquele versículo: “Guarde o seu coração”, você pega isso e diz: “Ok, grades e correntes e cadeados, arame farpado, qualquer coisa que eu encontrar. . . vou simplesmente me proteger dos homens ao meu redor”.
Daí um homem cristão se aproxima de você, interessado, e você rapidamente o afasta. Você se torna a mulher solteira militante, como meu marido disse que eu era quando me conheceu. Tipo: você ama Jesus, mas não ama homens. Não ama mais ninguém.
E, para amar, é preciso ser vulnerável. E quando você se abre para alguém, às vezes o medo é que você seja rejeitada, que: “Se eu me entregar, se eu entregar meu coração, de certa forma, a esse homem, então ele vai me rejeitar como meu pai fez. Então não vou fazer isso”.
As Escrituras dizem: “Se alguém disser: "Amo a Deus", mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 Jo. 4.20)
O Senhor certamente pode nos chamar à solteirice. Isso não significa que precisamos nos casar. Mas significa que devemos ter uma visão elevada do casamento, quer sejamos casadas ou solteiras. As Escrituras dizem que o casamento deve ser honrado por todos. Portanto, mesmo na sua solteirice, enquanto você serve a Deus com um coração indiviso, ainda assim deve ter uma visão elevada do casamento e não deve se isolar de relacionamentos e intimidade com outras pessoas.
Outra coisa é que ela pode se tornar escrava de desculpas. Ela se esconde atrás dessas desculpas, dos “se ao menos” ou dos “e se”. Os “se ao menos” são, por exemplo: “Se ao menos meu pai estivesse presente, então eu teria uma vida plena. Se ao menos ele tivesse me dado mais atenção, então eu não sentiria a necessidade de tentar encontrar amor nos braços de um homem”.
Ou alguns exemplos de “e se”: “E se eu nunca me casar por causa dos meus problemas ou do meu passado? E se meu marido me deixar como meu pai deixou minha mãe?”
Acho que pode ser útil lidar com esses medos que temos, até mesmo algumas transferências de culpa que fazemos, mas não viver neles. Isso não pode ser nossa realidade, porque isso pode ser paralisante. Portanto, embora essas sejam frustrações da vida real, precisamos ter cuidado para não continuar transferindo culpa ou dizendo: “Se ao menos. . . você é o problema”. Porque agora, na verdade, temos uma solução, que é a beleza de sermos mulheres de Deus.
Uma coisa que precisamos considerar é que Cristo morreu para que não precisemos viver nos “se ao menos” ou nos “e se”. Cristo morreu para nos libertar das desculpas. Estamos livres do medo. Estamos livres da ansiedade porque Cristo morreu. Estamos livres do nosso passado, não importa quão sombrio seja, porque Cristo morreu.
E o que isso significa na prática é que podemos substituir a mentira pela verdade. A mentira é: “Se ao menos meu pai estivesse aqui, então eu teria uma vida plena”. Mas a verdade é: “Somente por meio de Cristo posso ter uma vida plena”.
O medo é: “E se eu nunca me casar por causa dos meus problemas ou do meu passado?”. Mas a verdade é: “Posso me render a Deus em confiança, e posso confiar na vontade dele para a minha vida, quer isso signifique solteirice ou casamento. E Deus pode usar a minha situação para trazer glória ao Seu nome e até mesmo quebrar algumas maldições ou fortalezas geracionais na família. E talvez outra pessoa possa se beneficiar ao ouvir a minha história e ouvir como Deus me mudou e me transformou, talvez a improvável das mulheres em uma mulher de Deus”.
Porque não focarmos nisso enquanto analisamos para Um Pai Ama.
Um Pai Ama
Quero passar nosso tempo mergulhando na nossa adoção em Cristo. Há um livro maravilhoso chamado Pai, Filho, e Espírito Santo, de Bruce Ware (indisponível em português). Tem uma citação bem longa, mas acho que é muito boa. Ele diz:
Alguns que foram afetados por abuso podem aprender novamente com nosso Pai celestial o que é a verdadeira paternidade. Às vezes ouço dizer que aqueles que crescem com pais abusivos simplesmente precisam remover da mente a noção de Deus como Pai. Esse nome para Deus é uma barreira para o relacionamento com Ele, dizem alguns, mas, na verdade, essa é a solução errada para um problema muito real.
Em vez de remover “pai” do nosso vocabulário cristão, e em particular de como nomeamos Deus, não deveríamos trabalhar para que nossas mentes e corações sejam refeitos, de modo que a nossa própria concepção de pai seja recriada ao conhecermos o verdadeiro Pai sobre todos?
Ou seja, em vez de encorajar um distanciamento de Deus como Pai, com amor e sensibilidade, deveríamos dizer àqueles que estremecem com as lembranças de seus pais: ‘Tenho uma notícia maravilhosa para você. Existe um Pai verdadeiro que é drasticamente diferente, de tantas e tantas maneiras, do pai que você teve. Conheça, pois, o verdadeiro Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Aprenda com Ele o que realmente significa pai e entre na plenitude do Seu amor paternal, cuidado, sabedoria, provisão, proteção e segurança’.
Louvado seja Deus! Louvado seja Deus porque não precisamos ignorar esse atributo de Deus como Pai. Não precisamos dizer: “Ah, não. Não posso lidar com isso por causa das minhas circunstâncias”. Podemos aprender novamente, como ele disse, quem é o nosso Pai.
Agora, nas Escrituras, Deus escolheu principalmente Se identificar como Pai. Há algumas vezes em que Ele Se compara a uma mãe, mas, no geral, é o pai, a paternidade que vemos — a paternidade de Deus. E não podemos permitir que a cultura tente nos dizer que isso é porque, de alguma forma, Deus é misógino ou o cristianismo é depreciativo para com as mulheres. Não é isso.
Eu creio, na verdade, que à medida que entendemos Deus como Pai, isso nos ajudará a entender quem somos como mulheres. Deus não nos diminui. Essa é simplesmente a maneira como Deus escolheu Se revelar, e por isso podemos louvar a Deus. Isso não tira nada da nossa feminilidade. Pelo contrário, acrescenta a ela à medida que entendemos quem somos em Cristo.
Nancy: Blair Linne tem nos lembrado de uma verdade maravilhosa. Se você chegou à fé em Cristo, você foi adotada na família de Deus. Isso significa que você é filha dele. Reconhecer essa identidade vai mudar a maneira como você vê tudo — inclusive relacionamentos humanos dolorosos.
Blair apresentou essa mensagem na Conferência Mulher Verdadeira 2014. A mensagem se chamava A princesinha do papai.
Amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações vamos ouvir a segunda parte desta mensagem. Quando o seu pai biológico te decepciona, é fácil começar a acreditar em mentiras sobre quem você é.
Blair Linne aborda algumas dessas mentiras e mostra a verdade que vai te libertar.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.