Raquel Anderson: Aqueles que amam a Deus odeiam ser separados dele pelo pecado.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Isso é uma evidência de que você realmente é ou não uma filha de Deus.
Raquel: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Quando Deus a convence do pecado, você se arrepende? Se sim, então há evidência, há razão para crer, há confiança e segurança que você pode ter no seu coração de que é uma filha de Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Miriã é conhecida como a irmã mais velha de Moisés e como líder de louvor. No episódio anterior, vimos como, mais tarde em sua vida, ela cometeu o pecado de murmuração. Ela falou contra a liderança que Deus havia estabelecido em Israel. Sua queixa causou grandes consequências.
Vamos …
Raquel Anderson: Aqueles que amam a Deus odeiam ser separados dele pelo pecado.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Isso é uma evidência de que você realmente é ou não uma filha de Deus.
Raquel: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy: Quando Deus a convence do pecado, você se arrepende? Se sim, então há evidência, há razão para crer, há confiança e segurança que você pode ter no seu coração de que é uma filha de Deus.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Buscando a Deus, na voz de Renata Santos.
Miriã é conhecida como a irmã mais velha de Moisés e como líder de louvor. No episódio anterior, vimos como, mais tarde em sua vida, ela cometeu o pecado de murmuração. Ela falou contra a liderança que Deus havia estabelecido em Israel. Sua queixa causou grandes consequências.
Vamos continuar a série Lembre-se de Miriã. Aqui está Nancy.
Nancy: Fui abordada por várias mulheres depois do episódio anterior dizendo: “Aquela mensagem foi diretamente pra mim.” Outra disse: “São situações exatamente como esta que nós, mulheres, caímos.” Na verdade, uma mulher me disse: “Enquanto você falava sobre Miriã, sua deslealdade e seu espírito crítico, eu fiquei pensando em tudo o que falei nas últimas três semanas.”
Precisamos pensar nessas coisas. Sou grata porque o Senhor nos deu exemplos nas Escrituras não apenas de pessoas que fizeram o que era certo, mas também daquelas que fizeram o que era errado.
Assim, podemos ser confrontadas, desafiadas e levadas ao arrependimento. Esse é o objetivo de Deus. Creio que Ele vai usar o exemplo da vida de Miriã para levar muitas de nós ao arrependimento em áreas bem específicas.
Se você perdeu os últimos episódios, estamos em Números capítulo 12, e deixe-me recapitular. Aqui vemos Miriã com cerca de noventa anos de idade. Vimos o início de sua vida como cuidadora ainda menina; depois, no Mar Vermelho, ajudando a liderar as mulheres em adoração e louvor ao Senhor. Vimos Miriã como alguém que celebrava.
Agora a vemos no final de sua vida. No último capítulo registrado sobre ela nas Escrituras, vemos Miriã como alguém super crítica, experimentando consequências sérias por ousar desafiar a escolha de Deus para liderar a nação e por falar contra ele.
Miriã e Arão falaram contra Moisés, por causa da mulher cuxita que este havia tomado; pois ele tinha tomado uma mulher cuxita. E disseram: ‘Será que o SENHOR falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós?’ E o Senhor ouviu o que eles disseram.
Então lemos, nos versículos seguintes — como vimos na última sessão — que Deus chamou Moisés, Arão e Miriã, os três irmãos, à tenda do encontro e os confrontou. Deus defendeu Moisés, mas confrontou Miriã e Arão por sua rebelião, dizendo: “Vocês não tiveram medo de falar contra o meu servo Moisés.”
Depois, no versículo 9:
E a ira do SENHOR se acendeu contra eles; e ele se retirou. Quando a nuvem se afastou de sobre a tenda, eis que Miriã estava leprosa, branca como a neve. Arão olhou para Miriã, e eis que ela estava coberta de lepra. (vv. 9–10)
No episódio anterior, falamos sobre como a lepra é uma figura do pecado — como o pecado contamina, separa e isola — e como as consequências do pecado de Miriã foram ilustradas por essa condição física. Mas hoje quero fazer um parêntese nesta série sobre Miriã para falar sobre essa questão da doença e como ela se relaciona com o pecado.
Não podemos ter um entendimento completo desse assunto olhando apenas para esta passagem, mas ela nos dá alguns esclarecimentos. Às vezes — estou falando aqui de enfermidades físicas, desde dor de garganta até tumores, câncer, coisas pequenas e grandes, tosses, resfriados, tudo isso — a doença física é simplesmente o resultado de viver em um mundo caído. Isso faz parte da maldição da Queda. Desde o momento em que somos concebidas, nossos corpos começam a se deteriorar, e sentimos isso por meio da fraqueza e da doença.
Às vezes, a doença existe para que Deus seja glorificado por meio de uma cura sobrenatural, e vemos exemplos disso nas Escrituras. Às vezes, a doença física é o resultado natural ou a consequência de escolhas imprudentes ou pecaminosas relacionadas ao nosso estilo de vida.
Se você bebe demais, vai ter problemas físicos. Se fuma demais, há uma grande chance de desenvolver câncer de pulmão. Se não se exercita e não se alimenta bem, é provável que enfrente outros problemas físicos. Então, às vezes, a deterioração física do nosso corpo é simplesmente o resultado natural de escolhas tolas, imprudentes ou pecaminosas.
Um estudo recente mostrou que 25% das adolescentes têm doenças sexualmente transmissíveis. Há apenas uma forma de adquirir essas doenças: por meio da atividade sexual. Existem consequências para as escolhas — escolhas de estilo de vida.
Porém, às vezes — e é nisso que queremos focar hoje — às vezes a doença física é o resultado do juízo divino, da mão disciplinadora de Deus, da Sua repreensão por causa do pecado. A palavra-chave aqui é às vezes, não sempre. É um erro presumir que, se alguém está doente, é porque Deus está julgando essa pessoa, ou que um acidente grave aconteceu por esse motivo.
Sei que Joni Eareckson Tada teve que lidar com isso depois do acidente de mergulho que a deixou tetraplégica. Houve — e talvez ainda haja — pessoas que disseram a ela ao longo dos anos: “Você não foi curada porque não tem fé” ou “porque você pecou”. Essas são coisas horríveis de se dizer a alguém, e nem sempre isso é verdade.
No entanto, às vezes é verdade que a doença física é resultado direto da mão disciplinadora de Deus por causa do pecado. E esse é claramente o caso de Miriã em Números capítulo 12 e da sua lepra. Em um momento ela não tinha lepra; no instante seguinte, tinha. Deus a feriu com lepra como consequência do seu pecado.
Quero que observemos várias passagens das Escrituras para termos uma visão geral de que esse não é um caso isolado — Deus pode usar, e às vezes usa, a doença física como disciplina. Por exemplo, em Deuteronômio 28.15, as Escrituras dizem:
Porém, se não derem ouvidos à voz do SENHOR, seu Deus, deixando de cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que hoje lhes ordeno, então virão sobre vocês e os alcançarão todas estas maldições.
No versículo 22:
O SENHOR os ferirá com fraqueza, febre e inflamação, com calor ardente e seca, com crestamento e ferrugem nas plantas; e isto os perseguirá até que vocês pereçam.
No versículo 27:
O SENHOR os ferirá com as úlceras do Egito, com tumores, com sarna e com coceira, e disso vocês não conseguirão se curar.
Deuteronômio capítulo 28, falando claramente aos filhos de Israel — um caso em que, se eles se recusassem a obedecer a Deus, experimentariam doenças físicas como consequência da desobediência.
O Salmo 32.3–4 nos mostra outra situação, depois que Davi cometeu adultério com Bate-Seba. Ele diz:
Enquanto calei os meus pecados [i.e., quando recusei reconhecer meu pecado ou confessá-lo, quando eu o encobri], envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor secou como no calor do verão.
Não entrarei em detalhes médicos aqui, mas o pecado no corpo, a culpa na consciência, muitas vezes afetam nossa condição física. Existem algumas condições físicas — como ressecamento das articulações e certos tipos de inflamação — que podem ser consequência do pecado.
Quero que você abra sua Bíblia em 2 Crônicas. Vou citar dois exemplos bem claros nesse livro. O primeiro está em 2 Crônicas 21.5–6, falando de Jeorão, rei de Judá, filho de Josafá.
Jeorão tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. Andou nos caminhos dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque era casado com uma filha dele. E Jeorão fez o que era mau aos olhos do SENHOR.
Agora pule para o versículo 12:
Então lhe chegou às mãos uma carta do profeta Elias, em que estava escrito: "Assim diz o SENHOR, Deus de Davi, seu pai. . . Por isso o SENHOR castigará com um grande flagelo este povo do qual você é rei, bem como os seus filhos, as mulheres que você tem e todas as suas posses. Você terá uma doença grave nos seus intestinos, doença esta que aumentará dia após dia, até que os seus intestinos saiam do corpo.’ (vv. 12–15)
No versículo 18, vemos que isso realmente aconteceu:
Depois de tudo isto, o Senhor feriu Jeorão com uma doença incurável nos intestinos. A doença ia aumentando dia após dia e, ao final de dois anos, os intestinos saíram por causa da doença, e ele morreu com dores horríveis. (vv. 18–19)
Isso não quer dizer que todo problema gastrointestinal seja resultado de fazer o que é mau aos olhos do Senhor. Mas fica claro que, neste caso, ele não teria tido essa doença se não fosse por causa do seu pecado. Talvez você pense: Que tipo de Deus faria alguém adoecer por ter feito algo que não agradou a Ele?
Eu lhe digo que tipo de Deus faria isso:
- Um Deus santo, que odeia o pecado
- Um Deus sábio e amoroso, que deseja nos levar ao arrependimento e nos restaurar
Vire algumas páginas até 2 Crônicas 26 e veja outro exemplo de como o pecado resultou em doença física. No versículo 16, fala-se do rei Uzias:
Mas, depois que Uzias se tornou poderoso, o coração dele se exaltou para a sua própria ruína. Ele cometeu uma transgressão contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.
Porém o sacerdote Azarias entrou atrás dele, acompanhado de oitenta sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza. Eles enfrentaram o rei Uzias e lhe disseram: ‘Não compete a você, Uzias, queimar incenso diante do SENHOR mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para esse serviço. Saia do santuário, porque você cometeu uma transgressão e isso não lhe trará honra da parte do SENHOR Deus.’
Uzias pecou. Ele ultrapassou os limites do seu papel como rei. Deus, em Sua misericórdia, enviou sacerdotes para lhe dar a oportunidade de se arrepender. Mas, em vez disso, Uzias endureceu o coração. Veja o versículo 19:
Então Uzias se indignou. Ele tinha o incensário na mão para queimar incenso. No momento em que ele se indignou contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa, ali mesmo, na presença dos sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso.
Quando o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes se voltaram para ele, eis que ele estava leproso na testa. Então apressadamente o tiraram dali, e até ele mesmo se apressou em sair, visto que o Senhor o havia ferido. Assim, o rei Uzias ficou leproso até o dia da sua morte. E, por ser leproso, morou numa casa separada, porque foi excluído da Casa do SENHOR. (vv. 19–21)
Você pode dizer: “Mas isso é tudo Antigo Testamento.” Então, deixe-me levá-la a Tiago capítulo 5. Não precisa abrir, mas vou ler a partir do versículo 14. O autor diz, “Alguém de vocês está doente?” Está falando sobre doença física. Também pode estar falando sobre depressão, doença emocional.
Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, estes lhe serão perdoados. (vv. 14–15)
O que essa pessoa precisa fazer para receber esse tipo de oração de fé? Versículo 16: “confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados.”
Mais uma vez, não está dizendo que toda doença é resultado de pecado, mas que às vezes é. E quando é, o que devemos fazer é nos colocar diante daqueles que têm responsabilidade espiritual sobre nossas vidas. Como líderes sábios, eles perguntarão: “Existe algo na sua consciência que você precisa nos contar? Ou confessar ao Senhor? Ou dizer a alguém?”
Se houver, antes de orarmos por você, é preciso confessar. Quando você confessa com a intenção de abandonar o pecado, então podemos orar com fé e crer que Deus trará cura, se a doença for resultado do pecado.
Mais um texto, Apocalipse capítulo 2, versículo 20 — novamente, dentro de um contexto maior — Deus diz:
Tenho, porém, contra você o fato de você tolerar que essa mulher, Jezabel, que se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticar a prostituição e a comer coisas sacrificadas aos ídolos.
Dei-lhe tempo para que se arrependesse, porém ela não quer se arrepender da sua imoralidade. Eis que farei com que fique acamada [eu a afligirei com doença física, porque ela se recusa a se arrepender da sua imoralidade], e trarei grande tribulação aos que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. (vv. 20–22)
Mesmo quando chegarmos ao fim dos tempos — ao juízo final, aos últimos dias — aqueles que adoram a besta serão atingidos por Deus com enfermidades físicas. Vou ler apenas alguns versículos aqui. Apocalipse capítulo 16:
O primeiro anjo foi e derramou a sua taça sobre a terra [Esta é uma taça do juízo de Deus, da Sua ira.], e apareceram úlceras malignas e dolorosas nas pessoas que tinham a marca da besta e que adoravam a sua imagem. (v. 2)
O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta. O reino da besta ficou em trevas, e as pessoas mordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemavam contra o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam. Porém, não se arrependeram de suas obras. (vv. 10–11)
Mesmo no fim dos tempos, durante os juízos finais sobre a terra, o desejo de Deus continua sendo que as pessoas se arrependam. Quando elas se recusam a se arrepender, às vezes Ele as aflige com doenças físicas e feridas. Isso não é algo de um filme de ficção científica. É algo que realmente acontecerá com milhões de pessoas neste mundo.
Na verdade, creio que existem hoje milhões de pessoas na terra sofrendo efeitos físicos que são consequências do seu pecado e da mão disciplinadora de Deus. Algumas se arrependem. Mas no fim dos tempos, somos informadas de que essas pessoas estarão tão determinadas a pecar e a adorar a besta, em vez de se prostrarem diante de Cristo, que se recusarão a se arrepender mesmo gemendo de dor por causa de suas enfermidades físicas.
Você pode dizer: “Uau, isso é o fim dos tempos! Ainda bem que não estamos vivendo naquela época.” Mas deixe-me levá-la a 1 Coríntios capítulo 11. Para aqueles que não estão no Antigo Testamento nem vivendo os juízos finais e a ira de Deus, isso se aplica ao tempo em que todas nós vivemos.
Aqui, o contexto é quando o povo de Deus se reúne para participar da Ceia do Senhor, da comunhão, da mesa do Senhor. No versículo 29, o apóstolo Paulo diz:
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
Ou seja, se você não examinou a si mesma, o seu coração e a sua consciência diante de Deus antes de participar da Ceia do Senhor, essa é uma oportunidade maravilhosa de lembrar de Cristo e do Seu sacrifício, mas também é um momento muito solene em que precisamos examinar o nosso coração para garantir que não estamos abrigando amargura, ira, impureza ou qualquer pecado conhecido. Se não julgarmos a nós mesmas, então Deus será obrigado a nos disciplinar e corrigir.
Paulo continua dizendo — em paráfrase — no versículo 30: “É por isso que muitos de vocês”, não poucos, mas “muitos de vocês estão fracos e doentes, e alguns já morreram.” Uau! Isso é algo sério. Mas também nos mostra que, às vezes, Deus impõe consequências físicas — como fez com Miriã, como fez com aqueles reis no Antigo Testamento, como fará no fim dos tempos no juízo final, e como às vezes faz ainda hoje — quando não levamos a santidade a sério. O objetivo de Deus é nos levar ao arrependimento.
Então, qual é a solução se você está enfrentando consequências físicas que acredita serem resultado da disciplina de Deus por causa do pecado? Não estou sugerindo que você entre numa busca desesperada, pensando que toda tosse, resfriado, artrite, dor nas costas, seja o que for, e diga, “Ah, eu devo ter pecado.”
Se você pecou, Deus deixará isso claro para você. Isso não é uma caça às bruxas para descobrir se você pecou. Se houve pecado, Deus já tem convencido a sua consciência, e você sabe exatamente do que se trata. O que fazer, então, nessa situação? Você examina os seus caminhos. Examina o seu coração. Pergunta: “Existe alguma causa para essa enfermidade física?”
Se Deus a convencer de que isso é resultado de pecado, então arrependa-se. Confesse com a intenção de abandonar esse pecado. Isso é uma evidência de que você realmente é ou não filha de Deus. Você se arrepende quando Deus a convence do pecado? Se sim, então há evidência, há razão para crer, há confiança e segurança que você pode ter no seu coração de que é filha de Deus.
Agora, quero voltar por alguns instantes para Miriã, ao encerrarmos, em Números capítulo 12. Miriã foi atingida pela lepra como resultado do seu pecado. Ela foi sentenciada a ficar sete dias fora do acampamento. Não sabemos exatamente em que momento ela foi fisicamente restaurada ou curada, mas sabemos que provavelmente precisou se submeter às leis que Deus já havia estabelecido para a restauração e purificação dos leprosos que eram curados.
Lemos sobre isso em Levítico capítulo 14, e quero ler um trecho relativamente longo, porque desejo que você veja que existe um princípio aqui relacionado à nossa purificação e cura espiritual. Levítico 14.1–7:
O SENHOR disse a Moisés: “Esta será a lei a respeito do leproso no dia da sua purificação: o leproso será levado ao sacerdote; este sairá fora do arraial e o examinará.
Se a praga da lepra estiver curada, o sacerdote mandará trazer, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e puras, madeira de cedro, pano escarlate e hissopo.
O sacerdote mandará que se mate uma das aves num vaso de barro, sobre águas correntes. Depois o sacerdote pegará a ave que ficou viva, a madeira de cedro, o pano escarlate e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi morta sobre as águas correntes. E aspergirá sete vezes sobre aquele que há de purificar-se da lepra; então o declarará puro e soltará a ave que ficou viva para o campo aberto.
Se praticamente ninguém tivesse sido curado da lepra no Antigo Testamento além de Miriã, por que Deus dedicou tantos versículos — e a maior parte deste capítulo — para explicar o que fazer quando alguém fosse curado da lepra? Por que todo esse ritual tão elaborado? O texto continua falando de várias lavagens, sacrifícios, água, sangue e óleo aplicados à pessoa antes impura e agora curada. Por que Deus se deu ao trabalho de nos dar tudo isso? Quando você chega ao livro de Levítico na leitura da Bíblia, provavelmente faz a mesma pergunta.
Aqui está o motivo: porque tudo isso nos dá uma figura da cruz, uma imagem do Evangelho, uma imagem de Cristo, cujo sangue nos purifica de todo pecado.
O que acontece nesse sacrifício com as duas aves — uma morta e a outra viva, mergulhada no sangue e depois solta — é uma figura de Cristo. Uma imagem da cruz. Ele foi a ave que foi morta.
Ele não é literalmente uma ave, mas é representado nesse quadro simbólico. Somos purificadas ao sermos lavadas no Seu sangue e somos libertas. A ave viva é solta. Que imagem maravilhosa!
Depois, no restante de Levítico 14, o sacerdote pega o sangue de outros sacrifícios, água e óleo, e unge a pessoa curada da lepra da cabeça aos pés — o ouvido direito, o polegar direito, o dedão do pé direito — uma imagem de alguém coberto da cabeça aos pés pelo sangue de Cristo, pelo óleo do Espírito Santo, lavado completamente. É um processo de purificação muito completo. E qual é a lição aqui? Uma imagem de santidade.
Isso nos ensina que o pecado separa e contamina, que Deus leva o pecado a sério e que ele não deve ser tratado de forma leviana. Ensina que, quando pecamos, como foi exigido de Miriã, há necessidade de um sacrifício de sangue — que Jesus, o Cordeiro de Deus, já fez, graças a Deus — e de uma purificação completa: lavagem pela Palavra, lavagem pelo Espírito de Deus, restauração da comunhão com Deus e com o Seu povo.
Não se pode simplesmente pecar e voltar correndo para os holofotes, para a comunhão, para a presença de Deus, dizendo: “Eu me arrependi, eu confessei.” Existe um processo de purificação e restauração.
Ah, se levássemos o pecado tão a sério quanto Deus leva! E quando outros pecam, não simplesmente dizer: “Ah, você está perdoada.” Sim, devemos perdoar, mas muitas vezes existe um processo necessário de restauração, para que compreendamos o preço que custou a Deus nos perdoar — o sangue de Cristo, algo que jamais devemos tratar com leviandade.
Os sacrifícios exigiam a morte de substitutos inocentes — eles tomavam o lugar do pecador, assim como Cristo tomou o nosso lugar na cruz. Há, portanto, um processo profundo de sacrifício, lavagem e purificação. O que eu amo nessa passagem sobre Miriã e também em Levítico 14, com todo esse longo processo de purificação, é o final da história: “assim, o sacerdote fará expiação pelo homem, e este ficará puro” (v. 20). Limpo! A pessoa leprosa, contaminada pelo pecado, pode ser purificada, perdoada!
Graças a Deus que, embora o nosso pecado tenha consequências — e às vezes essas consequências podem ser até enfermidades físicas ou outros tipos de disciplina — graças a Deus pela Sua misericórdia. Graças a Deus por Jesus. Graças a Deus pelo sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Enquanto temos falado sobre Miriã, talvez você tenha sido profundamente convencida: “Eu pequei!” Quando Deus a convencer, arrependa-se. Confesse com a intenção de abandonar esse pecado. E então saiba que, pelo sangue de Jesus Cristo, você pode ser purificada. Pode ser perdoada. Pode ser restaurada à comunhão — comunhão com Deus e com o povo de Deus — assim como Miriã foi restaurada ao acampamento.
Ó Deus, como Te agradecemos pela Tua grande misericórdia, pela cruz e pelo sangue de Jesus! Obrigada por Levítico, que nos dá uma imagem antecipada do que a cruz faria por nós.
Obrigada porque agora olhamos para trás e nós, que caímos e falhamos de tantas maneiras, que temos tantos pecados a confessar e dos quais nos arrepender, recebemos essa graça, essa misericórdia, esse perdão. A expiação foi feita por meio de Cristo, nosso Salvador, e podemos ser purificadas. Obrigada! Oramos em nome de Jesus, amém.
Raquel: A história de Miriã nos oferece uma imagem vívida do pecado e do perdão. Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos contado essa história e nos conduzido ao cerne da questão.
Nossa querida ouvinte Fabiana compartilhou a seguinte mensagem conosco:
“Graça e paz! Tenho ouvido vários dos seus podcasts ultimamente e tenho mergulhado na Palavra, reconhecendo tantos pecados. Glória a Deus por este ministério.”
Com você sabe, o Aviva Nossos Corações é sustentado inteiramente por doações de ouvintes como você, que vê a importância deste ministério e deseja que mais e mais mulheres no Brasil e outros países de fala portuguesa possam ser abençoadas e viver em liberdade, plenitude, abundância em Cristo.
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Agora, quando alguém trata você de forma injusta, como você costuma reagir? Vamos retomar essa pergunta no próximo episódio.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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