Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que uma mãe pode liderar seus filhos e manter a calma.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando você sabe que Deus a fez mãe, e que talvez você não seja a melhor mãe do mundo, mas está buscando agradar ao Senhor, então você não precisa entrar em um ataque de fúria ou em uma explosão de raiva quando sua autoridade é desafiada.
Dê tempo a Deus para agir, como Ele fez no caso de Moisés e Miriã. Deixe Deus lidar com a sua situação da maneira que Ele considerar melhor.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o perdão, na voz de Renata Santos.
Quando alguém trata você injustamente, como você costuma reagir? Reflita sobre essa pergunta com Nancy enquanto ela continua a série Lembre-se de Miriã. Já estamos nessa série há algum …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que uma mãe pode liderar seus filhos e manter a calma.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Quando você sabe que Deus a fez mãe, e que talvez você não seja a melhor mãe do mundo, mas está buscando agradar ao Senhor, então você não precisa entrar em um ataque de fúria ou em uma explosão de raiva quando sua autoridade é desafiada.
Dê tempo a Deus para agir, como Ele fez no caso de Moisés e Miriã. Deixe Deus lidar com a sua situação da maneira que Ele considerar melhor.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o perdão, na voz de Renata Santos.
Quando alguém trata você injustamente, como você costuma reagir? Reflita sobre essa pergunta com Nancy enquanto ela continua a série Lembre-se de Miriã. Já estamos nessa série há algum tempo, então, se você perdeu algum dos episódios anteriores, vale a pena acessá-los em avivanossoscoracoes.com. Vamos ouvir Nancy.
Nancy: Quando gravamos os podcasts do Aviva Nossos Corações nos Estados Unidos, geralmente temos cerca de quarenta mulheres reunidas para ouvir juntas o ensino da Palavra de Deus. Temos estudado juntas sobre Miriã, e Deus tem falado aos nossos corações.
Depois da última sessão, tiramos alguns momentos para orar, louvar e agradecer ao Senhor por Sua misericórdia e bondade, e por nos perdoar pelos nossos pecados.
Miriã pecou gravemente, e as consequências foram grandes. Nós pecamos gravemente, e as consequências também são grandes. Somos tão gratas pelo sangue de Jesus, o Filho de Deus, que nos purifica de todo pecado.
Tivemos um tempo precioso de cânticos, oração, gratidão e confissão. Somos lembradas de que hoje não precisamos passar por todas aquelas coisas do Antigo Testamento — com aves sendo mortas, sacrifícios sendo oferecidos, rituais e rotinas. Tudo isso era uma figura do que Cristo fez por nós na cruz. Porque está consumado, nós vamos à cruz, ali buscamos perdão e purificação, e somos libertas.
Estamos encerrando esta série sobre Miriã amanhã e gostaria de refletir hoje e amanhã sobre alguns pensamentos finais, tornando todo esse ensino um pouco mais pessoal para a nossa vida.
Se você não tem nos acompanhado desde o início, temos estudado Números 12, onde lemos sobre uma situação muito séria em que Miriã, acompanhada de seu irmão Arão, falou contra Moisés. Eles não gostaram da esposa que ele havia escolhido; e, mais profundamente, isso os incomodava porque ele era quem falava em nome de Deus.
Havia ciúme. Havia inveja, que resultou em um espírito crítico — na verdade, uma insurreição, uma rebelião contra a autoridade de Moisés — e Deus levou isso muito a sério. Miriã foi acometida de lepra e teve que ficar fora do acampamento por sete dias. Acho que todas nós que temos ouvido essa série ficamos muito aliviadas por Deus, em geral, não lidar conosco de forma tão direta na disciplina como fez naquele caso. Isso é um alerta, uma advertência de que Deus leva o pecado a sério.
Mas, ao longo dessa passagem, também vemos a incrível misericórdia de Deus. É uma passagem super real, que mostra a santidade de Deus e Seu juízo contra o pecado, mas graças a Deus por Sua misericórdia.
Primeiro, vemos a misericórdia de Deus no fato de que Miriã não morreu. Ela se recuperou. “O salário do pecado é a morte.” (Rm. 6.23), e todo pecador — o que inclui todas nós — merece morrer.
Se você se lembrar do contexto dessa história, verá que Números 12, na sequência de Números 11, quando a ira do Senhor se acendeu contra o povo que murmurava e reclamava, e Deus feriu o povo. Muitos morreram de uma grande praga.
Portanto, no lugar onde os israelitas estiveram imediatamente antes, muitas pessoas haviam perdido a vida por causa do pecado. Mas Deus, em Sua misericórdia, poupou a vida de Miriã. O fato de você e eu estarmos vivas hoje é uma evidência da misericórdia de Deus. Não ache que é um direito. Não leve isso de forma leviana.
Depois vemos a misericórdia no fato de Moisés ter intercedido por Miriã. No versículo 13, depois que ela ficou leprosa, Moisés clamou ao Senhor: “Ó Deus, rogo-te que a cures”. Graças a Deus por aqueles que intercedem por nós e clamam a Deus por misericórdia sobre a nossa vida!
Também vemos a misericórdia de Deus no fato de que ela foi curada — não apenas não morreu, mas também não passou o resto da vida como leprosa. A única forma de Miriã ser curada dessa doença terminal foi por meio de um ato sobrenatural de Deus.
Essa cura foi misericórdia de Deus. Ela não podia se curar sozinha. Moisés não podia curá-la.
Aliás, aqueles que pecam contra nós e sofrem consequências, como Miriã sofreu por pecar contra Moisés, não podem ser curados por nossos esforços. Eles só podem ser curados por Deus. Por isso, fazemos bem em agir como Moisés, orando e suplicando a Deus para que Ele cure e restaure pecadores arrependidos.
Foi misericórdia de Deus o fato de Miriã não precisar ficar fora do acampamento por mais de sete dias; de ter sido perdoada; de ter sido restaurada à comunhão com Deus e com o povo de Deus.
Ela pôde retornar à comunidade da aliança, e esse é o objetivo — sempre o objetivo — da disciplina e da correção de Deus: que sejamos restauradas a um relacionamento correto com Ele e com o povo de Deus.
É interessante para mim, estudar a vida de Miriã. Vimos o primeiro capítulo de sua vida quando ela ainda era menina, em Êxodo 2; vimos que ela era uma cuidadora, observando seu irmãozinho Moisés naquele cesto de junco no rio Nilo. Ela foi uma cuidadora.
Depois a vimos em Êxodo 15, quando atravessaram o Mar Vermelho. Ela foi era uma adoradora, liderando as mulheres em louvor ao Senhor pelo que Ele havia feito.
E, nos últimos dias, em Números 12, a vimos como uma crítica, uma reclamadora, alguém que atacou Moisés — um capítulo pecaminoso de sua vida. Esses são os únicos três relatos que temos nas Escrituras sobre a vida de Miriã, além de sua morte, mencionada em Números 20, sem detalhes. Depois desse episódio em Números 12, Miriã não é mencionada novamente até morrer.
“Toda a congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Zim, no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali Miriã morreu e ali ela foi sepultada.” (v. 1)
Nesse ponto, ela tinha cerca de 126 anos, mais ou menos. Ela morreu exatamente um ano antes de os israelitas atravessarem o Jordão para entrar na Terra Prometida. Ela nunca chegou a vê-la.
Portanto, as últimas palavras que ouvimos da boca de Miriã registradas nas Escrituras são aquelas que temos estudado nesta série, em Números 12.2, quando ela disse: “Será que o Senhor falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós?”
Foram palavras de crítica, de ciúme, inveja, orgulho, ambição egoísta e rebelião.
Quando pensei nisso, me perguntei: E se as palavras que eu falei mais recentemente — à minha família, à nossa equipe, àqueles com quem tenho discordâncias — fossem minhas últimas palavras? E se as últimas palavras que você disse ao seu marido, ao seu chefe, aos seus pais, fossem as últimas que você falaria? A língua é a expressão do coração, e é por isso que precisamos ter tanto cuidado com as palavras que saem da nossa boca.
Por que Miriã nunca mais é mencionada? Eu não sei a resposta. É possível que ela tenha sido realmente colocada de lado por Deus e que seu papel profético no ministério tenha terminado depois dessa rebelião. Gosto de pensar que essa disciplina teve o efeito desejado em sua vida — que ela se arrependeu. E acredito que ela se arrependeu, pois, caso contrário, não teria sido curada da lepra. Gosto de pensar que ela serviu de forma humilde e discreta no papel que Deus tinha para ela como profetisa, uma mulher de Deus, liderando as mulheres a apoiarem a liderança ordenada por Deus em Moisés; que ela fez isso de maneira humilde e silenciosa pelo resto da vida.
Não sabemos. E talvez uma das razões pelas quais as Escrituras não nos dizem seja para nos lembrar de que, às vezes, Deus realmente nos coloca de lado, e nossa utilidade chega ao fim. Há um ponto a que podemos chegar em que pecamos contra a graça de Deus de tal forma que nos tornamos desqualificadas para o ministério. Isso é algo terrível de se considerar. Mas também temos a esperança de que, ao nos arrependermos, podemos ser restauradas, e Deus pode continuar a nos usar.
Há um versículo em Deuteronômio que, apesar de eu já ter lido a Bíblia muitas e muitas vezes ao longo dos anos, quando cheguei a ele neste estudo, não me lembrava de tê-lo visto antes. Mas ele está lá — Deuteronômio 24.9.
Depois da morte de Miriã, quando os israelitas estão prestes a entrar na Terra Prometida, Moisés diz:“Lembrem-se do que o Senhor, seu Deus, fez com Miriã no caminho, quando vocês saíram do Egito.”
Lembrem-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com Miriã. Esse é um grande desafio, e quero deixar isso com você: lembre-se do que Deus fez com Miriã.
Um escritor judeu disse que esse versículo é uma das seis lembranças que os judeus recitam diariamente após a oração da manhã — lembrar-se do que Deus fez com Miriã.
Isso me lembra outro versículo: “Lembrem-se da mulher de Ló” (Lc. 17.32). Ambas essas mulheres experimentaram a disciplina de Deus. A esposa de Ló até a morte; Miriã foi restaurada. Lembre-se. Não se esqueça do que Deus fez com Miriã.
O que devemos lembrar? A seriedade de falar contra, derrubar ou se opor aos servos de Deus. Não permita que esses pensamentos se transformem em palavras.
Falar contra um homem de Deus, falar contra o seu marido, contra o seu pastor, contra um líder cristão, opor-se a eles, derrubá-los por orgulho, inveja, ciúme ou um espírito crítico, ter um coração rebelde — isso é sério. É um grande mal.
Como eu disse anteriormente nesta série, isso não significa que esses líderes nunca pequem, nem significa que você nunca possa fazer parte do processo de trazer pecado à luz. Não estamos falando de varrer o pecado para debaixo do tapete. Não há como, em uma única mensagem, dar todas as ressalvas e explicações necessárias. Existem outras passagens das Escrituras que falam sobre maneiras apropriadas de trazer o pecado à luz. Se o seu marido está violando a lei, se ele está abusando de você, há uma maneira correta de trazer isso à luz.
Nas últimas semanas conversei com uma mulher que viveu em um casamento abusivo. Falamos sobre maneiras apropriadas de lidar com isso. O que eu gostei foi que ela veio com um espírito humilde. Ela não estava tentando difamar o marido nem o colocar em uma posição negativa. Ela queria honrá-lo.
Mas ela também chegou à conclusão de que honrá-lo não significa, necessariamente, permanecer em silêncio sobre tudo isso. Ao ficar em silêncio por anos, ela se colocou numa posição de permitir que ele continuasse pecando. Isso não é correto.
O que estamos falando aqui é da seriedade de ter um espírito crítico e julgador que destrói aqueles que Deus colocou em posição de liderança. “Lembrem-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com Miriã.”
Aqui está outro perigo que vejo ao olharmos para a história de Miriã. Ela ocupava uma posição de destaque, de respeito — e muitas de nós também ocupamos. Outras pessoas nos observam, e o perigo é começarmos a achar que temos mais direitos que os outros.
Podemos começar a achar que somos a exceção às regras de Deus. Os outros não podem pecar e sair impunes, mas nós podemos. Então passamos a justificar o nosso pecado por causa da nossa posição.
Ao olharmos para a vida de Miriã, percebemos que até pessoas grandes, espirituais, pessoas que você respeita e admira, são falhas. São humanas. São vulneráveis. Qual é a lição aqui? Não coloque sua confiança nas pessoas.
Salmo 118.7–8 são exatamente os dois versículos centrais de toda a Bíblia, e eles nos dizem: não confie nos homens, não confie em príncipes, não confie nas pessoas. Confie em Deus. (parafraseado)
Deixe-me dizer algo, aliás: não coloque sua confiança em Nancy DeMoss Wolgemuth. Sou muito grata pelas ouvintes deste programa e por quantas expressam gratidão pela forma como Deus tem usado este ministério de ensino em suas vidas. Sou encorajada pelas cartas, pelos e-mails e pelas palavras que vocês dizem quando me encontram em conferências. Vocês compartilham como Deus tem usado este ministério. Mas quero dizer a vocês: assim como Miriã, eu sou falha.
Sou pecadora. Sou fraca. Sou vulnerável. Minha oração é que Deus guarde o meu coração e que eu nunca, jamais, peque de uma forma que desonre ou desacredite a Palavra de Deus. Mas, se um dia isso acontecer, certifique-se de que a sua confiança não estava em mim, e sim no Senhor.
Isso é algo sério. Não olhamos para pastores, professores ou líderes como nossa esperança. Podemos respeitá-los, agradecer a Deus por eles, mas não coloque neles a sua esperança. Todas nós temos pés de barro.
Digo isso talvez por causa da minha própria necessidade, para que as pessoas não olhem para mim em vez de olharem para Deus. Estou muito longe disso. Conheço as lutas do meu coração. Conheço as tentações e as inclinações da minha carne. Então, quando Deus usa alguém na sua vida, agradeça a Deus por essa pessoa, mas não coloque nela a sua esperança e confiança.
Idade, tempo de ministério, tempo de influência ou posição, fidelidade a longo prazo — nada disso é garantia contra a queda. Miriã andou com Deus até, mais ou menos, os noventa anos de idade. Não há registro de que ela tenha cometido um grande pecado até por volta dessa idade. Não estou dizendo que ela nunca pecou antes, mas a maior queda da sua vida aconteceu quando ela tinha cerca de noventa anos.
Na verdade, essa longa trajetória de fidelidade pode preparar o terreno para uma queda, porque você começa a achar que pode relaxar, que pode diminuir a vigilância. Eu nunca posso relaxar. Você nunca pode relaxar. Sempre precisamos da graça protetora, preservadora e sustentadora de Deus em nossas vidas, não importa o quão grisalhos estejam os nossos cabelos, nem há quanto tempo sejamos fiéis à verdade. Lembre-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com Miriã.
Há também o lembrete de que tempo e posição no ministério não nos tornam exceção às regras de Deus. Eu e você, que estamos sendo usadas por Deus de diferentes formas, não podemos justificar nosso pecado só porque Deus nos usa, ou porque ensinamos a Bíblia, ou aconselhamos outras pessoas, ou porque outros nos admiram. Lembre-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com a profetisa Miriã.
Miriã foi enviada por Deus, junto com Moisés e Arão, de maneira especial, para liderar o povo de Deus. De fato, setecentos anos depois, lemos este versículo em Miquéias 6.4, onde Deus diz: “Pois eu o tirei da terra do Egito e o resgatei da casa da servidão, e enviei adiante de você Moisés, Arão e Miriã.”
Portanto, ela teve um papel significativo. Foi enviada por Deus, sob a liderança de Moisés e sob a autoridade de Deus, para ser líder dessas mulheres, uma profetisa. Ela era uma mulher que conhecia a Deus e falava a Palavra de Deus às mulheres. Mas isso não a tornou imune à queda, nem a tornou uma exceção às regras de Deus. Lembre-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com Miriã.
Quero desafiá-la a se lembrar. Espero não esquecer o exemplo da vida de Miriã. Deus leva o pecado a sério, e nós também devemos levar.
Creio que Deus está chamando muitas de nós, como mulheres, ao arrependimento por maneiras pelas quais, com nosso espírito, nossa língua, nossas atitudes e nosso comportamento, desonramos o Senhor ao falar de forma crítica ou negativa sobre os Seus servos. Lembre-se do que o Senhor, o seu Deus, fez com Miriã.
E não se lembre apenas de como ela recebeu lepra por causa do pecado. Lembre-se também de como Deus a restaurou à comunhão como resultado do seu arrependimento e da Sua misericórdia e graça.
Quero tomar apenas mais alguns momentos para fazer outra aplicação prática a partir dessa situação específica da vida de Miriã que temos estudado em Números 12. A pergunta é esta: como devemos reagir quando somos nós que estamos sendo atacadas? Quando estamos, por assim dizer, no lugar de Moisés. Sei que nenhuma de nós é Moisés. Mas quando somos atacadas de forma injusta ou incorreta, como Moisés foi por sua irmã.
Às vezes, nos papéis ou situações em que nos encontramos na vida, somos atacadas de maneiras injustificadas e não provocadas. Às vezes, somos atacadas porque merecemos e provocamos isso. Mas, em outras ocasiões, as pessoas se levantam contra nós sem que tenhamos culpa alguma. O que fazer então? Esses ataques podem vir de fontes inesperadas.
Miriã era uma profetisa. Arão era o sumo sacerdote. Eles eram o irmão e a irmã de Moisés, seus familiares mais próximos — não era de onde se esperaria um ataque. Então, o que fazer?
Creio que, no pouco que é dito sobre Moisés neste capítulo, aprendemos lições importantes. Em primeiro lugar, precisamos responder com um espírito de mansidão e humildade.
Vimos em Números 12.3 que “Moisés era muito manso”. Ele era um homem humilde e, como já dissemos antes, a evidência da sua humildade é que ele não disse uma única palavra em sua própria defesa.
Um comentarista diz: “Porque Moisés era o mais manso de todos os homens, ele pôde deixar calmamente o ataque contra si nas mãos do Juiz sábio e justo, que o havia chamado e capacitado para o seu ministério.”
Quando você sabe que Deus a colocou onde você está — alguns dos seus filhos adolescentes podem estar dizendo: “Você não tem o direito de me dizer o que fazer” — quando você sabe que Deus a fez mãe, e que talvez você não seja a melhor mãe do mundo, mas está buscando agradar ao Senhor, então você não precisa entrar em um ataque de raiva ou numa explosão quando sua autoridade é desafiada.
Você pode aplicar isso a outras situações também. Deixe Deus lutar as suas batalhas. Dê tempo para Deus agir, como Ele fez no caso de Moisés e Miriã. Deixe Deus conduzir a sua situação da maneira que Ele considerar melhor.
Provérbios 26.4 nos lembra: “Não responda ao insensato segundo a sua tolice, para que você não se torne semelhante a ele.” Não responda na mesma moeda.
Teria sido tão fácil, tão natural, para Moisés fazer o que a maioria de nós faria. Quando sua autoridade foi ameaçada, teria sido fácil falar de forma dura e severa com Miriã: “Você não percebe que Deus me chamou? Foi eu quem via a sarça ardente!” Ele poderia ter apresentado toda uma lista de defesas, mas não o fez.
Não responda ao tolo segundo a sua insensatez, ou você se tornará semelhante a ele. Guarde a sua língua do pecado, mesmo quando outros pecam contra você com a língua deles.
Ouça bem: o que importa não é a sua reputação. Você precisa estar disposta a morrer para isso. O que realmente importa é a glória de Deus.
A vingança pertence a Deus. Deixe Deus fazer o que precisa ser feito na vida daquela pessoa e, em vez de pedir o juízo de Deus sobre quem pecou contra você, suplique pela misericórdia dele.
Eu sei o que normalmente pensamos nesses momentos: “Eles merecem condenação.” E é verdade. Nós também merecemos. Mas você não é grata por Deus ter tratado você com misericórdia, e não com condenação?
Então suplique, como Moisés fez. Ele orou; ele intercedeu. Ele disse: “Senhor, por favor, não deixe que ela morra. Por favor, cura-a — por favor.”
Ele intercedeu com insistência em favor dela. Estava suplicando por misericórdia. Imagino que Moisés pudesse ter se sentido secretamente vindicado, talvez até satisfeito ao ver Miriã sofrer; mas não há nenhuma evidência de que ele tenha reagido dessa forma.
Tiago 2.13 nos diz que “Porque o juízo é sem misericórdia sobre quem não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.”
Você não é grata por isso? Certifique-se de que, na sua resposta àqueles que pecam contra você, a misericórdia esteja triunfando sobre o juízo.
Gostaria de enfatizar — como vimos ilustrado na história de Miriã em Números 12 — que, ao suportar o mal com um espírito de mansidão e humildade, você pode, na verdade, estar se tornando um instrumento de graça e cura na vida de quem errou. Esse é o poder da cruz.
Foi isso que aconteceu quando Moisés suportou em silêncio. Deus veio em seu socorro, em sua defesa. Deus tratou com Miriã, mas, no fim, por causa da disposição de Moisés em orar por sua irmã — que havia pecado tão gravemente — ele se tornou um instrumento da misericórdia e da graça de Deus na vida dela e de sua restauração final.
Não conheço uma imagem maior desse tipo de impacto do que a que lemos em 1 Pedro 2.19–25:
Porque isto é agradável a Deus, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo castigados por isso, vocês o suportam com paciência? Se, entretanto, quando praticam o bem, vocês são igualmente afligidos e o suportam com paciência, isto é agradável a Deus. Porque para isto mesmo vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando exemplo para que vocês sigam os seus passos.
Nesse sentido, Moisés é de fato uma tipificação de Cristo.
Ele não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca. Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente, carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele, vocês foram sarados.
Assim como, pela disposição de Moisés em suportar aquelas feridas, Miriã foi finalmente curada, pela disposição de Cristo em levar as nossas feridas, nós fomos definitivamente curadas.
Porque vocês estavam desgarrados como ovelhas; agora, porém, se converteram ao Pastor e Bispo da alma de vocês.
Esse é o poder do Justo sofrendo pelos injustos, para nos conduzir a Deus, para nos levar ao arrependimento. E assim como Deus nos redimiu por meio da disposição de Cristo em levar os nossos pecados, quando nós também estamos dispostas a suportar as feridas que outros nos causam com suas palavras, atitudes ou deslealdade — quando suportamos isso com um espírito de humildade e mansidão — manifestamos o Espírito de Cristo. E, no fim, podemos ver o poder da cruz agir naquela situação, levando o ofensor, o pecador, ao arrependimento e à cura.
Ó Senhor, ensina-nos a pensar do Teu modo. Ajuda-nos a lembrar do que fizeste com Miriã no caminho, ao sair do Egito. Ajuda-nos a lembrar da vergonha, da repreensão, do custo e das consequências do pecado dela. E também a lembrar da Tua misericórdia e graça extraordinárias, que vieram como resultado da intercessão e do arrependimento. E quando formos nós as que foram ofendidas, ó Senhor, eu Te peço que nos concedas aquele espírito manso e humilde que Moisés demonstrou, e que Jesus, nosso Salvador, demonstrou ao morrer pela salvação do mundo — e pela nossa salvação, quando pecamos tão gravemente contra Ele.
Ó Senhor, que manifestemos essa humildade e essa disposição de suportar os pecados de outros para que eles sejam curados. Em nome de Jesus oramos, amém.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem explorado a história bíblica de Miriã e a usado para nos trazer boas notícias sobre pecado e perdão.
Essa mensagem faz parte de uma série chamada Lembre-se de Miriã. A vida dessa personagem bíblica traz muita sabedoria para as mulheres de hoje. Aprecio a forma como Nancy tem mostrado como a história de Miriã levanta questões importantes do coração que todas nós precisamos considerar. É esse tipo de ensino que nossas ouvintes valorizam e apreciam.
Nossa ouvinte Edênia escreveu recentemente dizendo:
Quantos ensinamentos maravilhosos, essencial para esse tempo, tenho aprendido e sido alimentada, por esse canal que é uma benção em nossas vidas.
Louvamos a Deus por poder oferecer ensino bíblico que ajuda você a manter o foco em Deus. A Socorro escreveu o seguinte:
Tenho sido ricamente abençoada por este canal. Deus seja louvado, e continue abençoando minhas irmãs, que dedicam tempo para aprender mais e mais de Cristo e compartilhar conosco, de forma simples e eficaz. Gratidão minhas amadas irmãs, e que Espírito Santo nos incomode sempre, para buscar sermos mais parecidas com o Senhor Jesus em todas as áreas da nossa vida.
É exatamente isso que esperamos fazer com episódios como estes — encorajá-la a crescer na fé, à medida que você conhece a liberdade, a plenitude e a abundância que são encontradas em Cristo.
Séries como esta e outros recursos só são possíveis graças a ouvintes como você. Quando você contribui com qualquer valor para este ministério, está ajudando a alcançar mais mulheres com a verdade do Evangelho.
Você já ouviu uma frase como esta: “Temos que fazer as coisas do jeito que sempre foram feitas”? Descubra por que esse tipo de pensamento pode levar ao mesmo tipo de pecado que levou Miriã a cair.
Aguardamos você amanhã aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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