Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você sentiu a falta de um pai terreno carinhoso, Stephen Kendrick tem um lembrete precioso para você.
Stephen Kendrick: Deus é pai dos órfãos, e por meio de Jesus você pode receber tudo aquilo que anseia na vida.
Nancy: Este é o Aviva Nossos Corações. Eu sou Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Hoje vamos voltar nossos olhos para o único Pai perfeito — o nosso Pai celestial. Que bom ter você conosco!
O Dia dos Pais está chegando neste fim de semana, e vários sentimentos vêm à tona em pessoas diferentes. Todas nós tivemos um pai. . . ou temos um pai. Talvez você nunca tenha conhecido seu pai, ou talvez o conheça muito bem.
Você pode ter um relacionamento saudável com seu pai, ou a simples ideia de um pai pode trazer dor ao seu coração. …
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você sentiu a falta de um pai terreno carinhoso, Stephen Kendrick tem um lembrete precioso para você.
Stephen Kendrick: Deus é pai dos órfãos, e por meio de Jesus você pode receber tudo aquilo que anseia na vida.
Nancy: Este é o Aviva Nossos Corações. Eu sou Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Hoje vamos voltar nossos olhos para o único Pai perfeito — o nosso Pai celestial. Que bom ter você conosco!
O Dia dos Pais está chegando neste fim de semana, e vários sentimentos vêm à tona em pessoas diferentes. Todas nós tivemos um pai. . . ou temos um pai. Talvez você nunca tenha conhecido seu pai, ou talvez o conheça muito bem.
Você pode ter um relacionamento saudável com seu pai, ou a simples ideia de um pai pode trazer dor ao seu coração. Talvez você seja casada com um homem que é pai dos seus filhos, ou tenha filhos adultos que já são pais, ou talvez você seja pai.
É claro que o público principal do Aviva Nossos Corações são as mulheres, mas sabemos que alguns homens também nos acompanham.
Então, independentemente de em qual dessas categorias você se encaixe, creio que o programa de hoje será um doce encorajamento para você.
Nosso convidado de hoje, Stephen Kendrick, já participou de vários outros programas aqui no Aviva Nossos Corações. Há mais de uma década, ele e seu irmão Alex produzem filmes com mensagens que honram a Deus — filmes como Desafiando Gigantes, Prova de Fogo, Corajosos e Vencedor, só para citar alguns.
Mais recentemente, eles produziram um documentário chamado Mostra-me o Pai. Robert e eu assistimos juntos há algum tempo e gostamos muito. O filme fala sobre a importância da paternidade e sobre como encontramos o modelo supremo da verdadeira paternidade nas Escrituras.
Não muito tempo atrás, Dannah Gresh sentou-se com Stephen para conversar sobre pais e sobre a necessidade de bons pais em cada geração. Ela começou com uma citação desse filme, Mostra-me o Pai.
Vamos escutar a entrevista com Dannah, na voz de Raquel Anderson.
Raquel Anderson: Stephen Kendrick, já foi dito: “Todo mundo tem uma história de paternidade.” Você já ouviu isso antes?
Stephen: Acho que sim! Vi um documentário que falava sobre isso!
Raquel: Acho que eu também vi esse documentário. Fico curiosa: qual é a sua história com seu pai?
Stephen: Uau! Tenho duas, como espero que a maioria das pessoas tenha. Tenho um pai terreno que era uma pessoa quebrada. No meu caso, ele encontrou Jesus, e o Evangelho transformou a vida dele! Foi por meio da oração da mãe dele que ele ouviu o Evangelho. Ele e o pai dele — um homem quebrado, alcoólatra, com mais de dois metros de altura — acabaram vindo a Cristo mais tarde.
Meu pai realmente mudou a árvore genealógica da família porque minha avó intercedeu. Quero dizer o seguinte: na parede em casa temos uma grande árvore genealógica, com a nossa família no centro — a foto do casamento dos meus pais à direita, com a família do meu pai e da minha mãe embaixo.
Do outro lado da parede está a foto do casamento dos pais da minha esposa, resgatando também a herança familiar deles. Mas o que torna essa árvore genealógica especial é a minha avó que orava. Embora o marido fosse infiel, embora bebesse em vez de prover, embora causasse tanta dor dentro de casa, o relacionamento dela com Jesus e sua dependência do Senhor foram realmente o elo que Deus usou para manter nossa família unida.
Por causa disso, meu pai veio a Cristo, nós crescemos em um lar cristão, e hoje os filmes dos Kendrick Brothers estão em oitenta países ao redor do mundo!
Grande é a recompensa dela no céu. Sou muito grato por ela e como o Senhor a usou. Mas voltando à história do pai: tenho um pai terreno que, ainda hoje, quase aos oitenta anos (neste ano), de um leito de hospital, ora por nós, nos encoraja e nos anima.
Ele não consegue segurar um garfo nem uma caneta, mas consegue abrir a boca em oração. Consegue enviar mensagens usando o dedo no iPad. Todos os dias ele envia mensagens dizendo como está orando e pedindo a Deus que aja na vida de seus três filhos, de suas noras e de seus dezenove netos.
Também tenho um pai terreno que me conduziu ao meu Pai celestial — levando-me a entregar minha vida a Cristo e, depois, a descobrir as alegrias eternas de conhecer cada vez mais Seu amor, Sua graça, Sua misericórdia e quem Ele é. A paternidade terrena não existe para substituir Deus, mas para nos introduzir à paternidade de Deus.
Raquel: Isso é um pensamento profundo, porque, se isso é verdade (e eu acredito que seja), para aquelas de nós que tivemos pais alcoólatras, ausentes, viciados em trabalho ou em sexo, pais infiéis, pais que simplesmente nunca estavam presentes. . . talvez você nem saiba o nome do seu pai. Como isso afeta nossa compreensão de quem Deus é como Pai?
Stephen: Em Efésios 3, diz que o papel de pai foi criado a partir da paternidade de Deus. Assim, Ele colocou na vida de todo ser humano, por design, uma representação viva, tangível e concreta de quem Ele é.
Claro que isso foi quebrado pelo pecado — pelo abandono, pelo divórcio, por pais que não sabem liderar e amar suas famílias. Vemos a tragédia da ausência paterna em todo o mundo.
Em toda a Bíblia você vê o coração de Deus para com a viúva e o órfão quando o homem se vai — seja intencionalmente ou por causa da guerra, retirado do lar. Deus diz que a religião pura é visitar e cuidar dos órfãos e das viúvas “nas suas aflições.” (Tg. 1.27)
Eles estão sofrendo, lutando, tentando se manter firmes da melhor forma possível, mas todos aqueles papéis que ele deveria estar exercendo, ele não exerce quando está ausente. Assim, a Bíblia comunica repetidamente que a paternidade terrena é quebrada e que há muita dor nisso.
Mas também Deus diz que pode ser Pai dos órfãos por meio de Jesus, e essa é a graça de Deus e a redenção que vem em meio a toda a escuridão ao nosso redor.
Raquel: Que promessa maravilhosa! Vamos falar um pouco sobre essa escuridão. Talvez haja um pai ouvindo agora que esteja naquele ponto de decisão sobre que tipo de pai será, ou talvez precise apertar o botão reiniciar. Qual é o resultado da ausência paterna? Como isso aparece na vida de uma criança?
Stephen: Hoje, 42% das crianças nos Estados Unidos crescem sem um pai em casa, e quase 70% não têm uma conexão emocional com seus pais, mesmo quando eles estão presentes no lar. Isso é trágico!
Quando você olha para as estatísticas, o denominador comum entre as pessoas que estão presas hoje é a ausência paterna. Não é raça, não é nível socioeconômico, não é educação — é a falta do pai. Basicamente, elas cresceram em um lar em que o motorista do ônibus pulou para fora do ônibus. Muitas vezes, a família, as emoções, até a compreensão da própria identidade acabam caindo num buraco.
Graças a Deus pelas mães que, muitas vezes, estendem a mão, seguram o volante e tentam manter tudo junto. Mas uma mãe nunca foi criada para desempenhar os dois papéis — de mãe e de pai. Ela já tem uma função em tempo integral como mãe.
Você verá que o maior percentual dos que abandonam a escola: ausência paterna. O maior percentual dos que usam drogas: ausência paterna. A indústria da prostituição e da pornografia é construída sobre a ausência paterna. Tráfico sexual: construído sobre a ausência paterna.
Este é um problema enorme. A posição-chave de liderança que deveria representar a provisão, a proteção, a sabedoria e o amor de Deus — o impacto é gigantesco quando ele [o pai] não está presente.
Raquel: Sim. Nas minhas pesquisas sobre saúde e teologia sexual para adolescentes, uma das tendências que vemos é que meninas que não têm um relacionamento íntimo e saudável com seus pais são mais propensas a iniciar a vida sexual mais cedo. E, geralmente, esses relacionamentos são com rapazes três a cinco anos mais velhos.
Elas não estão procurando um namorado; estão tentando preencher aquele vazio em forma de pai no coração.
Stephen: Exatamente.
Raquel: Isso se torna trágico — é dor sobre dor. A ausência paterna cria outros tipos de feridas.
Stephen: E você vê nas Escrituras, em Êxodo 20, quando Deus entrega os Dez Mandamentos a Israel, Ele destaca que a iniquidade dos pais é passada até a terceira e quarta geração.
Você vê isso em Abraão. Abraão mentiu, Isaque mentiu, Jacó mentiu para o pai, Jacó foi enganado.
Você verá abandono, verá divórcio, verá abuso de drogas. Muitas vezes, o pecado dos pais traz consequências que afetam seus filhos e pode influenciar as gerações seguintes. Mas o Evangelho pode nos libertar disso. O Senhor pode redimir e resgatar dessas situações. Embora exista uma realidade bíblica de que nossas escolhas espirituais frequentemente impactam nossos filhos, em Cristo esse ciclo pode ser quebrado.
Raquel: Estou pensando agora no seu avô e no seu pai. É uma história cheia de esperança. Parece quase perfeita demais. Você descreve seu pai como um homem que deixa um legado espiritual, que ensinou você a ser pai, que o apresentou ao coração paternal de Deus.
Mas ele foi criado por um pai alcoólatra. Foi algo milagroso — ele simplesmente soube ser pai mesmo sem ter tido um exemplo? Ou houve um processo na vida dele também?
Stephen: Bem, meu pai sofreu muito — e continua sofrendo. Ele cresceu com fortes inseguranças, medos, dificuldades sociais, depressão. Mesmo como pai, houve períodos em que ele passou por depressão.
Acredito que muito disso esteja ligado ao fato de seu pai não ter suprido essas necessidades nem representado bem o Pai, especialmente nos anos formativos. Nosso pai tem esclerose múltipla; hoje está acamado e lida com essas limitações todos os dias.
Ao mesmo tempo, vemos como o Evangelho transforma. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co. 5.17). Você vê como a Palavra de Deus começou a ensinar meu pai, à medida que ele estudava as Escrituras, sobre como um pai deve tratar seus filhos, quais são seus papéis e responsabilidades.
Ele convivia com homens piedosos, observando-os. Lia bons livros. Lembro que meu pai devorava os livros de James Dobson quando eles estavam sendo lançados nos anos 1970, sobre como amar, liderar e discipular os filhos.
Na verdade, o ministério Focus on the Family nasceu dessa série inicial em que o Dr. Dobson viajava pelas igrejas falando sobre a importância do casamento, da família e da paternidade.
Raquel: Então você diria que seu pai não aprendeu a ser pai com o pai dele — embora o pai dele tenha vindo a Cristo mais tarde —, mas aprendeu isso com outros homens piedosos?
Stephen: Exatamente. É interessante que, nos livros de 1 e 2 Timóteo, Paulo destaca que não foi o pai terreno de Timóteo, mas sua mãe e sua avó que lançaram os fundamentos espirituais na vida dele.
Depois, Deus envia Paulo à vida de Timóteo para levá-lo a Cristo, e ele repetidamente o chama de “meu filho” (1 Tm. 1.2; 2 Tm. 1.2). Ele o via como um filho espiritual e investia nele. Ele o desafiava e encorajava nessas duas cartas, exercendo esse papel paterno na vida de Timóteo.
É tão importante que homens piedosos assumam a responsabilidade não apenas de cuidar de seus próprios filhos, mas de dizer: “Senhor, usa-me para alcançar os órfãos da minha comunidade, do meu círculo, da minha família”, e serem essa figura paterna de que tanto precisam.
Raquel: A parte esperançosa dessa história é que seu pai deixou um legado. Qual você diria que foi o maior impacto? Como isso se manifestou de forma mais doce?
Stephen: Meu pai leu o livro A Bênção, de John Trent e Gary Smalley, e percebeu que, na comunidade judaica, é muito importante que o pai não apenas treine e dê exemplo aos filhos, mas que os abençoe — que verbalmente fale amor, vida, verdade e identidade sobre eles.
Você vê isso no início do ministério de Jesus. Antes mesmo de curar alguém, pregar um sermão ou andar sobre as águas, Jesus ouve o Pai dizer: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” (Mt. 3.17)
Houve essa bênção do Pai, assim como Deus abençoou Abraão e disse a ele que abençoasse Isaque, e isso foi passado de geração em geração. Ele disse aos pais: “Abençoem seus filhos, e quando vocês os abençoarem, Eu os abençoarei.”
Depois, no Novo Testamento, vemos que Deus faz isso por nós, Seus filhos espirituais. Quando entregamos nossa vida a Cristo, as Escrituras dizem em Efésios 1 que, ao crermos no Evangelho, somos selados com o Espírito Santo da promessa. Em seguida, [Ef. 1.3] diz que somos abençoados com toda sorte de bênçãos pelo Pai.
Ele fala de sucesso, identidade sobre nossas vidas. Ele nos afirma como Seus filhos amados. Não merecemos isso. É tudo pela graça dele. Mas a Bíblia comunica que recebemos a mesma bênção que Jesus recebeu!
Somos coerdeiros com Cristo (Rm. 8.17). Recebemos a mesma medida de bênção e provisão que Jesus recebeu — e isso é impressionante, porque nos sentimos tão indignos. Sabemos que Jesus é perfeito, mas isso também revela algo do DNA de Deus: Seu amor não se baseia no desempenho nem no merecimento. Seu amor simplesmente flui de quem Ele é.
Raquel: Estou com os olhos marejados, porque as palavras de um pai são tão poderosas! Assisti Mostra-me o Pai e vi os vídeos do seu pai abençoando você no seu casamento, abençoando seus irmãos, e eu chorei.
Olhei para o meu marido e perguntei: “Você está chorando?”
Ele respondeu: “O que você acha?”
É algo tão simples, e ao mesmo tempo tão poderoso! No ano 2000, meu pai nos reuniu como família, escreveu um documento de bênção e leu sobre nós à meia-noite do ano 2000.
Ele leu não apenas sobre nós que estávamos ali, mas sobre nossos filhos e netos que ainda nem haviam nascido. Foi simples, mas profundamente marcante! Não consigo contar quantas vezes aquelas palavras ecoaram no meu coração e me deram coragem!
Stephen: Se você pensar em todos os lugares onde poderíamos buscar nossa identidade — o que a cultura diz sobre nós?
O que seu melhor amigo do ensino médio dizia? O que namorados e namoradas diziam enquanto você crescia?
Mas, mais do que tudo, os filhos olham para seus pais, muitas vezes para seus pais homens, e perguntam: “Pai, eu sou republicano ou democrata? Sou batista ou metodista? Sou amado ou rejeitado? Sou bonito ou feio? Quem eu sou?” E muitas vezes os pais respondem negativamente simplesmente não dizendo nada.
Às vezes, os filhos estão dizendo indiretamente: “Olha o que eu fiz, pai!” ou “Olha meu boletim!” ou “Olha o que eu conquistei.” E o pai responde: “Hã?” Ele não comunica.
Mas o que eles estão realmente dizendo é: “Por favor, me diga quem eu sou. Por favor, me ame nessa situação e me diga se eu sou aceito.” Esses são elementos de uma verdadeira bênção. Deus está dizendo: “Eu te amo”, assim como disse a Jesus. “Você é meu Filho amado, em quem me agrado.”
Você vê essas verdades em Efésios 1: somos “aceitos no Amado” (v. 6), somos escolhidas e adotados (vv. 4–5), temos um lar no céu nos esperando (vv. 4, 11), recebemos, pela graça derramada sobre nós, as ricas e abundantes riquezas da Sua graça. (ver Tito 3.6)
Em 1 João 3.1, lemos: “Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos [e filhas] de Deus.” Há um despertar quando realmente cremos nisso. Paulo, em Efésios 1, ora pelos cristãos.
Eles conhecem Cristo, têm essas bênçãos, têm um lar no céu, uma nova identidade em Cristo — mas não vivem à altura disso. Muitas vezes vivem de acordo com quem eram antes de Cristo.
Por isso, Paulo ora em Efésios 1.16–18: “Estou orando para que os olhos do coração de vocês sejam abertos, para que descubram essa rica herança que têm nele, esse Pai que vocês têm, esse poder que possuem.” (parafraseado)
Em Efésios 3.18, ele diz: “Estou orando novamente para que vocês conheçam a largura, o comprimento, a profundidade e a altura do amor dele.” (parafraseado)
Se Deus estivesse sentado diante de você agora e olhasse nos seus olhos, você ficaria boquiaberta pelo Seu amor, Sua misericórdia, Sua graça, Sua santidade, por quem Ele é. Se Ele dissesse:
“Eu te amo. Provi tudo o que você precisa para fazer a Minha vontade nesta vida. Estarei sempre com você. Nunca vou te abandonar. Vou usar tudo o que você já viveu e tudo o que está vivendo para o bem e para a Minha glória. Você pode confiar plenamente em Mim. Onde quer que vá, posso prover tudo, em qualquer medida, e Eu te capacitei pelo Meu Espírito Santo. Agora, vá, faça a Minha vontade, ame os outros e brilhe como Minha filha amada.”
Se realmente absorvêssemos isso, tudo em nossa vida seria transformado. Amaríamos mais livremente — nosso cônjuge, nossos filhos. Amaríamos nossos inimigos. Viveríamos com confiança e ousadia.
É isso que Paulo está orando em Efésios 1 e 3: que os cristãos despertem para quem são em Cristo e que o amor do Pai lhes seja revelado.
Raquel: Então estou ouvindo você dizer: “Os pais importam, e parte da razão pela qual importam é que nos ajudam a entender quem Deus é, a enxergar o Seu coração.” Mas estou pensando agora na mulher que está ouvindo e dizendo: “Mas eu não recebi a bênção do meu pai! Na verdade, não recebi muita coisa boa dele.” O que você diria a ela?
Stephen: Eu diria: “Seu pai deturpou a imagem do Pai celestial. Mas saiba que, ao longo das gerações, Deus é Pai dos órfãos, e por meio de Jesus você pode receber tudo aquilo que anseia na vida.”
Jesus repetia constantemente nos Evangelhos: “Quem vê a mim, vê o Pai” (Jo. 14:9). E João 15.9 diz: “Como o Pai me amou, também eu amei vocês.” Ele está comunicando: “Eu lhes mostrei as obras do Pai. Eu falei as palavras do Pai. Estou aqui para fazer a vontade do Pai.”
O tempo todo, Jesus basicamente está dizendo: “Eu entrei em cena e estou oferecendo o que é real, não uma propaganda falsa.” É por meio do Evangelho que podemos conhecer o Pai. E assim, você pode perdoar seu pai terreno, arrancar essa faca, e ser curada.
Raquel: Tão importante! Sim!
Stephen: Siga em frente com liberdade e alegria por meio de Jesus, e Deus pode suprir tudo aquilo que seu pai terreno não supriu. Mesmo na minha própria vida, embora eu tenha tido um pai terreno amoroso, isso basicamente me ajudou a compreender e a crer nessas Escrituras e a depender delas, porque Deus agora, de fato, é a fonte da minha identidade, da minha alegria e da minha força. Não é meu pai terreno.
Raquel: Sim, que pensamento tão cheio de esperança! E quanto à mãe, à esposa de um marido que não está modelando esse coração paterno de Deus? Que conselho você daria a ela?
Stephen: Eu diria: vá a Efésios 1, 2 e 3 e ore as duas orações que Paulo fez. Ore por você mesma, para que Deus abra os seus olhos. Ore por seus filhos, para que o Senhor abra os olhos deles para quem eles são.
As Escrituras dizem em Efésios 2 que, antes de entregarmos nossa vida a Cristo, quem nós somos não é bom. Sim, fomos feitos à imagem de Deus, mas estamos mortos em nossos pecados. Estamos escravizados à cobiça, à ganância, ao orgulho e ao egoísmo. Estamos sem esperança neste mundo — é isso que o texto diz. Mas (e eu amo essa parte de Efésios 2.4), Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, nos deu vida juntamente com Cristo. E é aí que diz: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês.” (v. 8) E que Ele nos transformou completamente, e pode transformar você, se você tiver um relacionamento com Cristo.
É impressionante que igrejas ao redor do mundo, atravessando barreiras raciais e denominacionais, quando vamos ao essencial, precisam anunciar a simples mensagem do Evangelho — a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus — porque essa é a porta de entrada para um relacionamento com o Pai.
As pessoas já ouviram João 14.6 antes, talvez sem refletir muito. Quando Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Mas Ele veio, Ele morreu, Ele ressuscitou dentre os mortos. E Ele diz: “Agora, não apenas eu vou para o meu Pai, mas posso levá-los ao Pai de vocês.”
Eu amo 1 Timóteo 2.5, que diz: “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade, Cristo Jesus, homem.” Ele é a ponte para termos um relacionamento com o Pai. Ontem à noite, conversei com um pai na igreja. Era a primeira vez que ele entrava em nossa igreja. Ele é de outro país, com um inglês meio limitado. Basicamente, ele estava dizendo: “Estou interessado em nascer de novo. O que isso significa?” E poder explicar novamente a simples mensagem do Evangelho — isso é tão lindo!
O que eu costumo dizer às pessoas é que, por meio da adoção da minha filha, vimos ela passar de um fardo indesejado em um país comunista para uma bênção amada em um lar cristão, com acesso igual ao meu colo, ao meu coração, aos nossos recursos. . . a mesma herança que seus irmãos. A identidade dela, o nome dela, tudo mudou por causa daquela adoção.
A Bíblia comunica que, por causa da nossa adoção espiritual, tudo muda. Não merecemos isso, não conquistamos isso, não precisamos ter desempenho para receber. Deus é um Pai rico — rico em amor, rico em misericórdia, rico em graça. Por meio dessa adoção, Ele nos dá, e pode nos dar, muito mais do que podemos pedir ou imaginar ao longo da nossa vida.
Ele nos dá provisão nos tempos bons, e nos dá força e consolo nos tempos difíceis.
Raquel: Mmm, tão bom! Stephen, sua avó chegou a ver algum dos seus filmes ou as coisas que o Senhor fez por meio do seu ministério?
Stephen: Ela viu Flywheel e Desafiando Gigantes, os trabalhos iniciais. Ela não viu Quarto de Guerra, Vencedor e Me mostra o Pai, mas estava cheia de alegria até o fim de seus dias. Ela morreu aos noventa e um ou noventa e dois anos e amava o Senhor e orava por nós.
Se você ouvir sobre toda a dor que ela enfrentou nos primeiros anos, ela perdoou o marido, encontrou sua esperança em Cristo e deixou Deus ser a fonte do seu amor, da sua identidade e da sua força. E ela terminou bem! Sou muito grato por ela e como Deus a usou em nossas vidas.
Raquel: Que pensamento repleto de esperança!
Nancy: Ouvimos Dannah Gresh conversando com o produtor de filmes Stephen Kendrick. Stephen voltará daqui a pouco para encerrar em oração. Mas antes, acho que vale a pena parar e perguntar: como você descreveria seu relacionamento com seu pai, se ele ainda estiver vivo? Ou como era seu relacionamento com seu pai quando ele era vivo?
Em uma escala de 1 a 10, talvez — em que 10 seja: “Ótimo! Eu amo meu pai, e ele me ama!” Talvez 5 seja: “Há alguma tensão no meu relacionamento com meu pai.” E 1 seja: “Não tenho relacionamento algum, nem conversamos”, ou “Eu nem sei quem é meu pai.” Onde você colocaria o seu relacionamento com seu pai?
Independentemente de você estar no 1 ou no 10 — ou, provavelmente, como a maioria das pessoas, em algum lugar no meio — você encontrará grande encorajamento no documentário dos irmãos Kendrick chamado Mostra-me o Pai. Como mencionei antes, eu já assisti, e posso dizer que é muito bem feito.
No nosso site você pode acessar a transcrição deste episódio e compartilhar com alguém que você acredita que será abençoada por essa palavra de esperança.
No nosso site você também tem acesso a um livreto que escrevi, chamado Encarando nossos medos. Ele fala sobre como podemos confiar na fidelidade de Deus, mesmo quando a ideia de nos rendermos a Deus e à Sua vontade pode parecer um pouco assustadora.
Você só precisa efetuar uma doação de qualquer valor por PIX ou cartão. Acesse a aba “DOAÇÕES” aqui no site para ver os detalhes de como fazer essa doação.
Use o formulário de contato, ou envie um e-mail para: contato@avivanossoscoracoes.com e inclua o comprovante da doação e informe o livro digital que gostaria de receber.
Amanhã, no Aviva Nossos Corações, Stephen Kendrick estará de volta para ajudar esposas a saberem como encorajar melhor seus maridos.
Eu aprendi muito com Stephen sobre como encorajar melhor meu querido marido. E, se você é esposa, suspeito que também poderia usar algumas dicas. Não deixe de nos acompanhar amanhã.
Raquel: Gostaria de encerrar nosso tempo juntas orando especificamente pelas mulheres que estão ouvindo e que carregam uma ferida relacionada ao pai — que precisam perdoar seu pai terreno para que possam realmente ver e compreender seu Pai celestial.
Esperamos que o Dia dos Pais seja mais do que um dia de dor e lembranças dolorosas, mas que você possa refletir em tudo que o nosso Pai celeste fez e está fazendo na sua vida.
Aos pais que nos escutam, desejamos um feliz Dia dos Pais e que você seja um modelo do coração do Pai.
Você pode orar, Stephen?
Stephen: Claro!
Pai, eu Te agradeço porque o Senhor não nos trata segundo os nossos pecados, nem segundo o que merecemos, mas nos trata com base em quem o Senhor é, não em quem nós somos. A Tua Palavra diz que o Senhor é rico em misericórdia, tardio em irar-Se, que as Tuas misericórdias se renovam a cada manhã, que o Senhor tem um coração terno, e que podemos Te chamar de Aba Pai, podemos Te chamar de Papai. O Senhor é Pai dos órfãos. Senhor, eu levanto diante de Ti cada pessoa que está ouvindo esta transmissão, esta mensagem.
Oro por aquelas que têm uma ferida profunda causada por seus pais terrenos — seja por abuso ou abandono, seja por traição, mentiras, hipocrisia, seja qual for o motivo. Senhor, se ainda há uma faca cravada no coração, eu Te agradeço porque o Senhor nos perdoa, por meio de Jesus, de 100% dos nossos pecados. E então, por amor a nós e por desejar a nossa cura, o Senhor nos pede que perdoemos cada pessoa que pecou contra nós.
Senhor, eu sei que o perdão às vezes parece errado, porque essa pessoa não merece o nosso perdão e a dor é muito profunda. Mas, Senhor, nós não somos curadas até que perdoemos. Sabendo que o Senhor é o Juiz de todos e também o Juiz de nossos pais terrenos. . . não precisamos nos sentar no tribunal do julgamento. Não precisamos continuar vivendo com raiva e sobrecarregadas pelos pecados de nossos pais. O Senhor nos pede que deixemos isso com o Senhor, que deixemos a morte de Cristo na cruz cobrir isso, que deixemos a Tua graça abundar em nossas vidas.
Assim, Senhor, eu oro para que o Senhor dê graça e força a cada pessoa que está ouvindo, para que possa dizer: “Já carreguei essa dor tempo demais! Já chorei tempo demais pelos pecados do meu pai. E hoje eu estou arrancando essa faca e estou perdoando meu pai, liberando-o dessa dívida que ele tem comigo. Estou entregando isso a Deus. Estou entregando isso a Jesus. Peço, Pai, que o Senhor me ajude a perdoar completamente, de coração, para que eu possa ser curada, para que eu possa seguir em frente, para que eu possa viver uma vida de amor em vez de uma vida de amargura, para que eu possa ter um coração terno novamente, em vez de um coração endurecido.”
Eu oro, Pai, para que o Senhor liberte as pessoas! Que essas mulheres que tiveram pais terrenos que as feriram tão profundamente, hoje entreguem tudo isso ao Senhor, liberem seus pais, e que o Senhor lhes conceda graça para serem curadas e seguirem em frente com liberdade e alegria.
Senhor, nós Te agradecemos porque, pela força de Cristo, podemos fazer aquilo que, humanamente, não conseguimos fazer sozinhas. Por isso, pedimos, Senhor, graça extra para conseguirmos fazer isso. Nós Te louvamos e Te agradecemos pela liberdade e pela alegria que nos aguardam! Em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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