Stephen Kendrick: Um casamento deve ser como uma dança bonita. . .
Raquel Anderson: Este é o produtor de filmes e marido, Stephen Kendrick.
Stephen: . . .em que vocês trabalham juntos.
Raquel: O desafio na dança, assim como no casamento, é não ferir um ao outro por falta de união. A beleza vem com a cooperação.
Stephen: Vocês estão potencializando os pontos fortes um do outro e minimizando as fraquezas; estão equilibrando as coisas.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O Dia dos Pais é neste domingo e, quando você começa a pensar nos vários pais e avôs da sua vida, pode experimentar uma variedade de emoções. Algumas de nós fomos abençoadas com relacionamentos doces com nossos pais; outras foram profundamente feridas …
Stephen Kendrick: Um casamento deve ser como uma dança bonita. . .
Raquel Anderson: Este é o produtor de filmes e marido, Stephen Kendrick.
Stephen: . . .em que vocês trabalham juntos.
Raquel: O desafio na dança, assim como no casamento, é não ferir um ao outro por falta de união. A beleza vem com a cooperação.
Stephen: Vocês estão potencializando os pontos fortes um do outro e minimizando as fraquezas; estão equilibrando as coisas.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: O Dia dos Pais é neste domingo e, quando você começa a pensar nos vários pais e avôs da sua vida, pode experimentar uma variedade de emoções. Algumas de nós fomos abençoadas com relacionamentos doces com nossos pais; outras foram profundamente feridas por seus pais.
Mas vou lhe dizer uma coisa: nem mesmo o melhor pai pode começar a se comparar ao nosso perfeito e amoroso Pai celestial. Ontem, no Aviva Nossos Corações, ouvimos Stephen Kendrick. Ele disse que, mesmo que o seu próprio pai não tenha sido um bom pai, Deus ainda é. Se você perdeu essa conversa, eu a encorajo a voltar e encontrá-la em avivanossoscoracoes.com.
Se você tem filhos, está prestes a descobrir como pode encorajar o pai deles. Hoje vamos focar bastante em esposas encorajando seus maridos, mas mesmo que você não seja casada ou não tenha filhos, acredito que encontrará muitas coisas que pode aplicar à sua própria vida e aos seus relacionamentos.
Stephen Kendrick é mais conhecido por seu trabalho com a Kendrick Brothers Productions, produzindo filmes que contam histórias poderosas de redenção e graça. O filme mais recente é um documentário comovente que foi lançado em dezembro de 2021. O título é Mostra-me o Pai. Se você ainda não teve a chance de assistir, eu realmente a encorajo a fazê-lo.
Agora, aqui está minha co-apresentadora, Dannah Gresh, na voz da minha amiga Raquel Anderson, conversando com Stephen Kendrick.
Raquel: Stephen, fale um pouco sobre a sua esposa.
Stephen: Sou casado com a Jill. Ela é incrível. É o amor da minha vida e a resposta de dez mil orações! Ela é o meu oposto. Eu sou extrovertido; ela é introvertida. Ela é mãe educadora no lar — temos seis filhos. E neste momento ela ainda está educando em casa quatro desses seis filhos.
Ela ora por mim, me apoia, é paciente comigo enquanto eu fico pulando como o Tigrão no átrio da nossa igreja, de pessoa em pessoa e de evento em evento. Ela fala a verdade na minha vida quando eu preciso; ela me dá conselhos que eu valorizo. Então, eu só agradeço a Deus pela minha esposa! Tudo o que eu faço é multiplicado em eficácia e frutificação porque ela está me incentivando.
Ela é a outra asa, que me equilibra e me ajuda a voar. Sou muito grato a Deus pela Jill. Eu poderia contar muitas histórias incríveis sobre ela. Se você a conhecer, ela será super silenciosa. Ela é muito gentil, fala suavemente e, muitas vezes, só quer sentar e ouvir você falar e encorajá-la em quem você é.
Ela cresceu em um lar que não frequentava a igreja. Ela veio a Cristo quando era adolescente. Na verdade, foi em um evento de jovens. Descobrimos depois que eu fazia parte da equipe de liderança no fundo do salão, orando pela salvação dos estudantes perdidos naquele culto. Ela foi uma das que caminharam à frente e entregaram a vida a Cristo naquela noite.
Raquel: Uau! E você não a conhecia naquela época?
Stephen: Não, eu não a conhecia. Eu era um aluno do último ano do ensino médio, e ela estava no primeiro ano. Mesmo quando eu estava no primeiro ano do ensino médio, comecei a orar pela minha futura esposa. Eu não sabia que ela era ateia naquela época — no ensino fundamental dois. Foi naquele ano que ela começou a crer em Deus.
E foi, curiosamente, um filme que Deus usou para despertá-la para a ideia de que existe um Deus.
Raquel: Bem apropriado!
Stephen: Bem apropriado mesmo! Só o Senhor poderia ter pensado nisso!
Raquel: Isso é maravilhoso. Quero lhe fazer uma pergunta bem específica: quero que você nos leve a um dia ou a um momento em que ela o tornou um pai melhor.
Stephen: O que eu digo aos homens no ministério masculino é que eles precisam perceber que, quando se casaram, Deus lhes deu um equilíbrio incrível para quem eles são — alguém que vai preencher muitas lacunas.
Os homens pensam de forma mais direta, como se estivessem tocando um instrumento musical, com notas sobre as linhas. Eles podem ser literais, diretos. Podem dizer: “É isso que eu quero!” ou “Você não me pediu o que queria!”
As mulheres tendem a pensar nas entrelinhas. Elas juntam as peças e muitas vezes dão pistas, em vez de dizer diretamente: “É isso que eu quero de aniversário.” Elas exigem que os homens façam as contas na cabeça e tentem descobrir como um detetive — juntando A mais B mais C — para chegar exatamente ao que ela está comunicando. Olhe a linguagem corporal, o contexto, o que ela disse no passado, e você descobre o que ela quer sem que ela precise soletrar.
Raquel: Sim! Muitas vezes, quando dizemos: “Você gostou dessa roupa?”, na verdade não queremos saber se você gostou da roupa. Essa não é a pergunta. Queremos ser afirmadas. Queremos ser vistas e conhecidas.
Stephen: Exato. Então o que eu digo aos homens é: “Sua esposa é como o painel do carro. Ela sabe como os filhos estão melhor do que você. Ela sabe como está a saúde do seu casamento melhor do que você. Ela sabe se você está à beira do esgotamento antes mesmo de você perceber.”
Deus deu a ela esses olhos, esse coração, essa sensibilidade, esse discernimento. Então você precisa sentar, olhar nos olhos dela e dizer: “Querida, o que você está vendo? O que você está sentindo? O que você está pensando? O que você está observando? Que conselho você tem para mim?”
A Escritura diz em 1 Pedro 3.7 que o homem deve viver com a esposa de modo compreensivo. É porque ele precisa entender, a partir dela, muita coisa que está acontecendo. Então, regularmente. . . quando levo minha esposa para sair ou quando colocamos as crianças para dormir e estamos sentados no sofá, desligamos os aparelhos e olhamos um para o outro.
Eu digo: “Como você está?” E pergunto: “Como estão as crianças? Me conta.” Ela é quem me avisa quando meu filho precisa de uma correção, quando minha filha precisa de um tempo com o papai, quando outro filho precisa de ajuda com o dever de casa, quando alguém está lutando com algo ou ficou doente recentemente.
Basicamente, ela me mantém informado sobre como todos estão, inclusive ela mesma. Ouvi anos atrás que uma mulher sabe tudo sobre seus filhos: consultas ao dentista, romances, melhores amigos, festas de aniversário, alergias, comidas favoritas. Um homem está vagamente ciente de que algumas pessoas pequenas moram na sua casa! (risos)
Ele realmente precisa que a esposa o mantenha informado! Então, regularmente, minha esposa faz isso por mim, e eu percebo que é minha responsabilidade, depois de ouvi-la e comunicar que a entendo, responder nos dias e semanas seguintes com amor e responsabilidade, entrando nessas situações onde sou necessário.
Raquel: Isso é difícil ou desconfortável às vezes? Gosto da imagem do termômetro, certo? Quando ela diz que o ponteiro não está onde deveria, isso é difícil?
Stephen: Como eu pergunto, geralmente me preparo para o impacto. Há muitas vezes em que ela comunica que um dos meus filhos está machucado. Lembro-me de ela me dizer sobre um dos meus filhos. . . Ela disse: “Stephen, você tem estado tão ocupado com o trabalho. Ele precisa de tempo com o pai, e está ansiando por isso. Você precisa reservar isso, colocar na sua agenda e passar mais tempo com ele, porque ele não vai até você pedir. Ele precisa que você tome a iniciativa de entrar no mundo dele.”
Isso me pesou, porque percebi: “Ok, estou falhando nessa área de dar tempo de qualidade extra a esse filho específico, e preciso melhorar.” Não podemos levar isso para o lado pessoal; precisamos acolher e receber como um despertar amoroso de que precisamos, para sermos encontrados fiéis naquilo que Deus nos confiou.
Raquel: Isso mesmo. Meu marido me chama de “amiga cabeça-dura”. (risos) Ele diz que tem cinco homens na vida dele que são amigos cabeça-dura, e que a esposa dele é a única mulher no conselho. Nós temos permissão para falar na vida dele quando ele está sendo cabeça-dura.
Essas são as palavras dele, não as minhas. Eu nunca chamaria meu marido de cabeça-dura! Se você o conhecesse, saberia que ele é um comediante nato. Mas eu acho que é algo realmente saudável para marido e mulher terem uma conversa que estabeleça esse precedente, de que há espaço para isso.
Stephen: Com certeza! As Escrituras comunicam que precisamos exortar uns aos outros diariamente (isso está em Hebreus 3.13), enquanto se chama hoje. Exortação é encorajamento, é consolo; na verdade, é a imagem de alguém que se aproxima de outra pessoa e caminha com ela.
Isso também envolve comunicar informações e, às vezes, passos práticos, como: “Aqui estão as próximas coisas que você deveria fazer” ou “Quero te encorajar a considerar fazer isso nessa situação”. Então, como cristãos — sejam da sua família ou não — somos desafiados a encorajar constantemente uns aos outros, a ser a torcida, o fã-clube uns dos outros, esse tipo de coisa.
Isso precisa acontecer especialmente dentro de casa. Maridos devem ser o maior fã de suas esposas, e esposas devem ser o maior fã de seus maridos. Você não pode ficar esperando que o seu cônjuge se organize. Quem quer que você seja, é sempre preciso tomar a iniciativa, dar o primeiro passo e fazer isso.
Penso na Jill: ela ora por mim, ela me encoraja. Porque ela me trata com respeito e diz coisas — até palavras difíceis, às vezes — de uma maneira respeitosa, isso faz com que eu abaixe a guarda, receba o que vem dela e até peça mais.
Raquel: Ok, precisamos parar aqui. Estamos fazendo uma viagem agradável de carro, mas temos que parar para apreciar a paisagem. Respeito. Precisamos falar sobre essa palavra, eu acho. Minha esperança é que a mulher que está ouvindo agora perceba o quanto é importante darmos respeito aos nossos maridos, para que eles possam vencer na paternidade. O quanto você acha que isso é importante?
Stephen: A maneira como Deus criou os homens. . . Se você ainda não sabia disso, deixa eu te contar: respeito é como oxigênio para um homem. Ele vai para os lugares onde é mais respeitado e evita as situações em que é menos respeitado.
Os homens querem respeitar uns aos outros — a maneira como se portam, como competem, como falam sobre quem são. Existe esse valor que eles desejam receber. As mulheres anseiam por amor. Se você perguntar a uma mulher: “Você prefere ser amada ou respeitada?”, ela tende a dizer: “Amada”.
Se você perguntar a um homem: “Você prefere ser amado ou respeitado?”, ele tende a dizer: “Respeitado”. Respeitar — essa palavra ligada à honra — significa, de certa forma, dar um peso especial. O que eu digo às pessoas é: “e se o presidente de uma empresa pedisse que você fizesse algo, em vez do zelador? Como você trataria isso de forma diferente?”
E se alguém dissesse: “Você pode fazer isso por mim?” e você respondesse: “Ah, não sei se tenho tempo.” Mas então essa pessoa dissesse: “Eu te dou um milhão de dólares se você fizer isso por mim.” De repente, você dá muito mais peso ao pedido; ele passa a ter mais valor para você.
Penso nos meus filhos. Se eles deveriam estar na cama, mas já se levantaram e foram ao banheiro três vezes, e depois dizem: “Papai, você pode me trazer um copo d’água?”, eu penso: “Eu já mandei você ir para a cama três vezes!” Quanto peso esse pedido tem?
Compare isso com os homens de Davi quando ele disse que queria beber água. Eles atravessaram as linhas inimigas e arriscaram a própria vida, porque valorizaram — deram peso total — ao pedido dele naquela situação.
Então, se você percebe que as mulheres anseiam que seus maridos não apenas as amem, mas falem com elas de maneira amorosa, toquem-nas com carinho, sirvam-nas com amor. . . pense agora nos homens. Quando os homens interagem com outras pessoas, eles desejam que, em todas essas interações, exista essa “fragrância” de respeito. Eles anseiam por isso.
Eis o que acontece quando os homens não são tratados com respeito: eles acabam fazendo uma de duas coisas ruins. Ou ficam com raiva e partem para o ataque, ou se desligam emocionalmente e se retraem. E nenhuma dessas duas coisas é o que as esposas querem de seus maridos!
Por isso, as Escrituras dizem aos maridos: “ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja. . .” (Ef. 5.25). Por causa do amor de Deus por você, você ama a sua esposa. Receba esse amor do seu Pai e derrame-o sobre a sua esposa.
Em certo sentido, a Bíblia até comunica a ideia de “fazê-la florescer com o seu amor”, porque as Escrituras dizem que Jesus cuidou e nutriu a igreja para apresentá-la a si mesmo como uma noiva sem mancha (Ef. 5.27). Basicamente, Jesus está nos santificando, nos fazendo crescer, “fazendo-nos florescer” com o Seu amor, com a Sua verdade sendo derramada em nossas vidas.
Assim, os maridos deveriam fazer isso por suas esposas: fazê-las florescer com o seu amor. Mas, se invertermos isso, o mandamento das Escrituras às esposas é: “Respeite o seu marido” (Ef. 5.33). De modo geral, os homens permitem que as pessoas que mais os amam e respeitam tenham maior influência sobre eles e sobre suas decisões. Eles resistem àqueles que falam com eles de maneira desrespeitosa.
Portanto, quando Deus diz a uma esposa: “Fale com o seu marido com respeito, trate-o com respeito, honre as palavras dele com respeito”, Ele está lhe entregando a chave do coração dele — o lugar onde ele a trás para perto e, então, deseja amá-la e cuidar de você. Ele quer estar perto de você. Ele quer dar mais peso aos seus pedidos quando se sente respeitado naquela situação.
Vou te dar um exemplo sobre isso. Um dia, cheguei em casa tarde do trabalho, entrei, e minha esposa meio que deu um sorrisinho irônico, resmungou, me tratou com frieza e agiu comigo de acordo com o que eu “merecia” naquela situação.
Isso me deixou frustrado com ela. “Qual é o problema dela? Que atitude é essa?” Quando ela falou comigo com sarcasmo ou desrespeito, uma raiva imediatamente começou a subir dentro de mim. Pode ser, em parte, orgulho da minha parte. Pode ser também porque fomos criados à imagem de Deus, e Deus deseja que sejamos tratados com amor e respeito, e sentimos que uma injustiça aconteceu naquela situação. De qualquer forma, isso não funcionou bem.
Eu não grito nem berro com a minha esposa. Eu procuro tratá-la com amor e respeito, mas consigo sentir dentro de mim aquela raiva subindo quando ela me trata com desrespeito. Porém, houve tantas vezes — na maioria das vezes — em que agora ela aprendeu que, se eu chego em casa na mesma situação, se chego em casa e perdi um compromisso, ou chego tarde e o jantar já esfriou, ou seja lá o que for. . .
Ela vem até mim, me abraça, olha para mim e, bem suavemente, diz: “Amor, quando você diz que vai chegar em casa às seis e chega às sete, isso dificulta para mim e para as crianças aproveitarmos o jantar com você. Fica difícil para mim confiar na sua palavra.”
Há tanto respeito nisso. E, olha, funciona totalmente! Eu sinto como se uma faca atravessasse o meu coração, porque o respeito está ali, e ela está falando uma verdade amorosa para a minha vida.
Normalmente, eu me viro para ela e digo: “Amor, me desculpe muuuito!” Eu começo a assumir total responsabilidade, e isso me faz querer agir melhor. Faz com que eu queira amá-la ainda mais, porque percebo que ela está carregando esse peso por minha causa.
Então, isso realmente funciona quando as esposas percebem: “Eu preciso fazer isso porque o Senhor está me pedindo, não porque o meu marido merece.”
Raquel: Funciona mesmo, não é? Eu quero, na verdade, ler a passagem em que o Senhor nos pede, como esposas, que respeitemos nossos maridos. É uma palavra diferente, mas o conceito está aqui. É Efésios 5.22–25. Diz assim:
Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido, como ao Senhor;” [é uma palavra difícil para nós às vezes, mulheres] “porque o marido é o cabeça da esposa, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também a esposa se sujeite em tudo ao seu próprio marido. Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela.
Bob e eu estávamos passando por um aconselhamento com o nosso pastor (nosso pastor, que hoje está com o Senhor, Paul Graybill). Ele disse: “A principal razão de ser assim é para que possamos refletir o reino de Deus. O reino de Deus é um reino; não é uma democracia.”
“Existe uma hierarquia de autoridade, e nós modelamos isso no relacionamento marido/esposa. Essa é a razão mais importante de o casamento ser estruturado dessa forma. “Mas”, disse o pastor Graybill, “uma das razões pelas quais você, Bob, tem dificuldade em amar, e você, Dannah, tem dificuldade em se submeter, e uma das razões pelas quais Paulo escreveu sobre isso, é porque submissão e respeito não vêm de forma tão natural para as mulheres. Para os homens, vêm. Os homens não têm tanta dificuldade quando há um grupo de homens se respeitando entre si, como as mulheres têm quando estão em um grupo de mulheres.”
E ele olhou para o meu marido e disse: “Bob, nós, homens, temos mais dificuldade em amar.” Então, não é apenas essa ordem importante que representa o reino de Deus, inerente ao relacionamento do casamento, mas Deus também está nos chamando para sermos santificados exatamente nessas áreas em que precisamos de santificação. Pelo menos eu preciso.
Stephen: Sim, e Ele também está nos conduzindo a experimentar o céu na terra. Se você pensar bem, todos os mandamentos das Escrituras fluem do próprio Deus. Dentro da Trindade, antes mesmo de Ele criar o universo, existe um relacionamento perfeito, unido, amoroso e cheio de respeito entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
E Jesus, em João 17, comunica isso quando diz: “Assim como Eu e o Pai somos um, Pai, oro para que eles aprendam a ser um.” Todos nós ansiamos por relacionamentos íntimos, felizes e saudáveis, por amizades próximas.
Se você fosse descrever o casamento que deseja, o que ele incluiria? Amor, respeito, paciência, bondade, perdão, alegria, prazer um no outro, confiança, sacrifício mútuo e serviço. Vocês se consolam, se alegram juntos. Quando você descreve isso, está descrevendo a Trindade. Mas não experimentamos esses frutos a menos que nos alinhemos à maneira como a Trindade funciona.
Assim, Deus nos mostra e comunica que Jesus se submete ao Pai. O homem deve se submeter a Cristo em todas as coisas. A esposa se submete ao marido e o apoia, e os filhos se submetem e apoiam a esposa, a mãe. Existe ordem no universo de Deus. Ele não está nos pedindo para fazer nada que Cristo já não esteja fazendo ou que não tenha modelado para nós em nossa própria vida.
Mas isso não apenas resulta em dar glória a Deus; também fortalece os relacionamentos. Porque, quando uma esposa trata o marido com respeito, ele quer amá-la ainda mais. Quando um marido ama a esposa, ela quer tratá-lo com ainda mais respeito.
O que tendemos a fazer, porém, é viver um amor baseado na lei, no desempenho. Exigimos que a outra pessoa “mereça” o nosso amor, o nosso respeito ou o nosso bom comportamento. É quase como uma transação financeira numa loja: “Eu te dou isso, e então você me dá aquilo.”
Em muitos relacionamentos, tratamos as pessoas assim: “Se você for legal comigo, eu serei legal com você. Se você for mau comigo, eu serei mau com você.” Mas Jesus não opera pela lei. A lei veio por meio de Moisés, mas João capítulo 1 diz que a graça veio por meio de Jesus Cristo.
A graça é um sistema operacional completamente diferente. A graça diz: “Estou te dando aquilo que você não merece, por causa do meu amor bondoso por você.” É assim que Deus trata os Seus filhos; Ele nos dá a salvação não porque a conquistamos, mas por graça. Ele nos trata diariamente por meio do Seu Espírito Santo, não porque merecemos, mas por Sua graça.
E Jesus diz aos Seus discípulos: “Até os pagãos cumprimentam aqueles que os cumprimentam. Se vocês querem ser filhos do Pai celestial, amem os seus inimigos.”
“O quê?! Como assim? Você quer que eu ame os meus inimigos?! Como eu posso amar os meus inimigos? Eles não merecem isso!”
Porque agora você está operando por um novo sistema. Você está recebendo amor do seu Pai celestial e derramando esse amor sobre outras pessoas. Então, eu não ajo em relação à minha esposa com base em como ela me trata, mas baseio o meu comportamento em como o meu Pai celestial me trata. Isso flui para o meu relacionamento com a Jill.
Se caminharmos no sentido de modelar o céu e permanecermos conectados ao Pai, começaremos a experimentar mais do céu na terra em nossos relacionamentos diários.
Raquel: Sim, e, na verdade, eu acho que vocês, homens, têm mais dificuldade do que nós, mulheres. O Bob é quem desempata. Se eu estou me submetendo a ele, ele é quem decide o desempate, certo? Ele tem a palavra final quando tomamos uma decisão.
Mas ele está entregando a vida dele por mim — isso é algo que acontece a cada minuto de cada dia. Eu acho que isso é muito mais difícil. Eu realmente acredito que nós, mulheres, lutamos bastante com a submissão. E quero deixar claro que, quando uso a palavra “submissão”, estou falando de me submeter a um homem como Bob Gresh, que é amoroso e sacrificial, ou a um homem como Stephen Kendrick.
Você consegue ouvir na voz dele o quanto ele respeita a esposa, como ele entrega a vida por ela, como ele ouve os conselhos dela. É desse tipo de relacionamento que estamos falando. Se você está em um relacionamento onde há abuso ou crueldade — seja física ou verbal — é nesse caso que você procura o seu pastor ou outra pessoa piedosa e busca ajuda.
Não é desse tipo de submissão que estamos falando. Estamos falando de uma submissão santa, que se parece com aquilo que lemos em Efésios 5. Mas, para mim, não houve verdadeira paz no meu relacionamento com o Bob até que eu realmente começasse a praticar e a viver esse texto de Efésios 5.
Eu era a mulher que acreditava na submissão, então, se o Bob dissesse: “Amor, vamos nos mudar quinze horas de distância, atravessando o país”, eu era aquela esposa mártir que dizia: “Claro que vou deixar meus amigos e minha família, porque eu sou uma esposa submissa!”
Mas tentar decidir onde estacionar no domingo de manhã? Ah, isso já é outra história! (risos) A implicância, o controle, o pensamento acelerado.
Uma vez, estávamos de férias na Austrália, e o Espírito Santo vinha trabalhando em mim, trabalhando em mim, trabalhando em mim, e me mostrando a dor no coração do meu marido por causa disso.
Nós íamos nos encontrar com os meus pais, e eu queria dirigir, porque isso me fazia sentir segura e no controle. O Bob queria pegar o táxi aquático, porque ele é o cara da aventura.
“Vamos de táxi aquático!”
E eu: “A gente pode se atrasar!”
Bom, quem você acha que ganhou? Como era uma decisão pequena, a Dannah Gresh ganhou.
E, pela primeira vez, o Espírito Santo me deixou ver como eu estava esmagando o coração do meu marido. Literalmente, naquela noite, às duas da manhã, eu não conseguia dormir — em parte por causa do fuso horário, mas em parte porque o Espírito Santo estava trabalhando em mim. Eu acordei meu marido e disse: “Amor, estamos casados há quase dez anos, e eu não tenho sido submissa. Eu não tenho te respeitado. Eu não tenho te honrado.”
As lágrimas escorriam pelo rosto dele enquanto eu me arrependia e realmente me abria com sinceridade. Não posso dizer que, na manhã seguinte, a Dannah não fosse mais controladora, mas posso dizer que, na manhã seguinte, a Dannah estava nas mãos do Espírito Santo para ser santificada, para se tornar o tipo de esposa que edifica o marido, o respeita e se submete a ele quando ele precisa tomar uma decisão de desempate. Foi algo transformador. Nosso casamento não foi mais o mesmo desde aquela noite.
Stephen: Hum, uau. Eu acredito. E o coração dele, tenho certeza, se voltou para você quando vocês tiveram essa conversa.
Raquel: Ah, sim!
Stephen: Isso faz com que ele queira apoiá-la mais, cuidar mais de você. Um casamento deveria ser uma dança bonita, em que vocês trabalham juntos, maximizando os pontos fortes um do outro e minimizando as fraquezas. Vocês se equilibram.
Mas isso exige que alguém esteja. . . Você não pode ter dois volantes em um carro; é receita para desastre. Não tenha dois controles remotos para a mesma televisão; também é receita para desastre. É um monstro de duas cabeças. Jesus disse que ninguém pode servir a dois senhores.
Então, isso é interessante para mim: Deus coloca os homens no banco do motorista do casamento e da família, e lhes diz: “Você é o líder”. Ele não está dizendo: “Você é mais inteligente do que sua esposa, você é mais amoroso do que sua esposa, você conhece o futuro melhor do que sua esposa”. Você nem sempre é mais forte do que sua esposa, mental ou emocionalmente. Mas alguém precisa estar nessa posição.
Como resultado disso, os homens sentem um peso de responsabilidade de que não gostam. Eles sentem um senso de prestação de contas: “Das decisões que eu tomar, eu terei de dar contas”. Como resultado, isso faz com que o homem, muitas vezes, demore a tomar decisões.
Muitas vezes você verá uma mulher entrar para o coral da igreja e se inscrever em atividades antes que um homem o faça. Você a verá assumir compromissos e aparecer dizendo: “Sim, vamos fazer isso!”. Porque é como comentaristas de sofá. Eu posso sentar na minha sala e dizer ao atacante o que ele deveria fazer naquela situação, mas eu não vou ser demitido na segunda-feira se a decisão estiver errada.
Mas, como ele sente o peso do jogo sobre os ombros, ele será mais cauteloso e mais cuidadoso com a decisão. Então, com isso em mente, se o marido está dirigindo e a esposa estende a mão e agarra o volante, muitas vezes ele vai soltar, reclinar o banco e ir dormir!
Ele se tornará passivo. Ou vai atacar, ou vai se desligar e deixar que ela dirija, que ela carregue o peso. Ou haverá um grande debate constante, porque ele está sentindo esse peso sobre os ombros.
Então, quando uma esposa trata o marido com respeito, ora por ele. . . Deus lhe deu percepções sobre a pecaminosidade e as necessidades do seu marido melhores do que a qualquer outra pessoa na face da terra, para que você possa interceder por ele.
Não reclame contra ele. Se você orar por ele, encorajá-lo e for a única pessoa no planeta que ajudará esse homem inseguro, que não tem tudo resolvido, mas que terá de prestar contas a Deus. . . parte de você ser uma auxiliadora é ajudá-lo a encontrar Jesus um dia, quando ele estiver diante de Deus para prestar contas. E parte disso é que Deus lhe deu percepções únicas sobre a vida dele.
E assim, muitas vezes, minha esposa percebeu que, se ela começar a orar por mim, às vezes nem precisa dizer nada. Deus, o Espírito Santo, começa a trabalhar no meu coração, a me desafiar, a me convencer e a direcionar meu coração para onde ela deseja que eu vá. Ela percebe que Ele fará um trabalho melhor do que ela, porque quando ela tenta fazer o papel do Espírito Santo na minha vida, não funciona bem!
Raquel: Sim, exatamente! Se você está ouvindo e sentindo convicção porque talvez não tenha respeitado seu marido, ou talvez você seja como eu, que se submetia nas grandes coisas, mas reclamava nas pequenas, esta é a sua oportunidade de apertar o botão de reinício. Quero realmente desafiá-la.
Acho que, no fim das contas, geralmente nos sentimos muito inspiradas quando vemos esse quadro vivido no mundo. Penso nos homens da Ucrânia que ficaram para trás nesta guerra horrível. Consigo ver as imagens e os vídeos deles abraçando suas esposas e filhos enquanto os enviam para um lugar seguro.
Isso nos inspira porque é um retrato de algo santo, de algo sagrado. O seu casamento pode ser assim para um mundo perdido! É isso que a Bíblia nos diz em Efésios 5.31–32: que o seu casamento deve ser um retrato do amor de Cristo por Sua Noiva, a Igreja.
Se a sua falta de respeito pelo seu marido está atrapalhando a pintura fiel desse quadro, hoje é o seu convite para apertar o botão de reinício. Talvez você faça como eu fiz: simplesmente pare, chame seu marido de lado e diga: “Eu preciso pedir o seu perdão”.
Talvez você precise de ajuda; eu precisei. Precisei de conselhos de mentores piedosos e de mulheres que pudessem me ajudar a reiniciar meus comportamentos e minhas reações. Certamente precisei da ajuda do Espírito Santo. Mas você encontrará tanta paz e, muitas vezes, encontrará justamente aquilo que tanto deseja do seu marido. Ele começará a lhe dar isso naturalmente quando você começar a dar a ele o que ele precisa.
Stephen, você poderia orar agora pelos casamentos que talvez estejam enfrentando dificuldades? O quadro está um pouco distorcido. Talvez ele não esteja amando bem; talvez ela não esteja respeitando e se submetendo a ele. Você poderia levá-los diante do Senhor agora?
Stephen: Sim. Pai, eu Te agradeço porque, por meio do Teu Espírito Santo, Tu podes fortalecer cada um de nós de tantas maneiras desesperadamente necessárias. Tu nos capacita a fazer coisas que não conseguimos fazer por nós mesmos. E, Senhor, Tu nos chamaste para sermos como Jesus; Tu nos chamaste para sermos como nosso perfeito Pai celestial. Tu nos criaste à Tua imagem e depois nos salvaste por meio de Cristo, para que fôssemos luz neste mundo.
Eu coloco diante de Ti todo homem e toda mulher que está ouvindo este programa. Oro, Pai, por cada marido e cada esposa, para que Tu lhes dês uma visão celestial para o casamento. Oro para que dês esperança àqueles que estão prontos para desistir, porque estão sofrendo tanto que sentem que vivem com um inimigo ou um estranho, como dois navios que passam a noite. Senhor, peço que tragas avanço, arrependimento, confissão, perdão e humildade.
Senhor, Tu podes ressuscitar qualquer casamento morto, se estivermos dispostos a morrer para nós mesmos. Senhor, oro para que dês às mulheres que estão ouvindo este programa uma compreensão extraordinária do coração de seus maridos, para que percebam que possuem o combustível necessário para entrar na vida dele e influenciá-lo como ninguém mais consegue.
E, Senhor, oro para que elas usem essa influência para o bem, para apontá-lo para Cristo, para modelar o próprio Cristo, assim como Jesus respeitou e se submeteu ao Pai, assim como Jesus nos chamou a perdoar todos os que pecaram contra nós.
Senhor, a Tua Palavra diz em 1 Pedro 3 que, mesmo que uma esposa tenha um marido que não se submete à Palavra de Deus, ela pode ser um instrumento para ganhá-lo para Cristo por meio de seu comportamento respeitoso — por meio de sua submissão a um homem imperfeito e quebrantado — porque ela está representando Cristo para ele.
Senhor, eu Te agradeço por Lee Strobel, que veio a Cristo, embora fosse ateu, por causa da transformação que o Evangelho produziu na vida de sua esposa. O respeito que ela demonstrou a ele foi o que Tu usaste para levá-lo a Cristo. Senhor, oramos por cada mulher que é casada com um homem não cristão, para que Tu lhe dês um coração evangelístico, para que ela se veja como uma missionária para o marido, alguém por quem ela pode orar e ajudar a ganhar para Jesus, assim como minha avó fez com meu avô.
E, Senhor, oramos para que Tu construas nossos casamentos como um retrato do Evangelho, para que, quando o mundo os veja, seja atraído como por uma fragrância, como por um ímã, desejando saber: “Como posso ter o que vocês têm? Como posso desfrutar do amor que vocês têm?”. E que possamos então apontá-los para Jesus. Senhor, pedimos essas coisas em nome de Jesus, amém.
Nancy: Amém! Stephen Kendrick esteve orando por casamentos feridos. Ele e seu irmão Alex produziram um documentário sobre o poder da paternidade, para o bem ou para o mal. O filme se chama Mostra-me o Pai.
Como sempre lembramos, o Aviva Nossos Corações é um ministério mantido por ouvintes. Isso significa que dependemos das orações e das contribuições financeiras de amigas como você para continuar levando programas de rádio, podcasts e outros conteúdos digitais úteis. E, por causa de pessoas como você que oram e contribuem, conseguimos alcançar mulheres como Jackie.
Jackie é esposa de pastor e ouve o Aviva Nossos Corações. Recentemente, ela entrou em contato conosco para agradecer pelo Desafio de Encorajamento ao Marido. Ela disse:
Não sei dizer o quanto isso chegou em boa hora para mim! Meu marido e eu estamos casados há quarenta anos, e ele é o homem mais incrível do mundo! Ainda assim, percebo que tento ser controladora em casa e em outras áreas em que ele nem sempre é como eu acho que deveria ser. Ele é mais reservado, e às vezes é difícil fazê-lo se abrir comigo.
Jackie ouviu falar do Desafio de Encorajamento ao Marido, pediu uma cópia e está se esforçando para encorajar o marido em vez de diminuí-lo. Ela disse:
Confessei minhas atitudes pecaminosas a Deus e agora tenho esperança!
Ela terminou seu e-mail dizendo:
Sejam abençoadas em seu ministério maravilhoso!
Que doce! Nós amamos ajudar bons casamentos a se tornarem ainda melhores, e, se você já contribuiu para o Aviva Nossos Corações, você fez parte de alcançar mulheres como Jackie. Sei que ela gostaria de agradecer, e tenho certeza de que o marido dela também gostaria.
E, a propósito, se o seu casamento precisa de uma dose de encorajamento, colocamos um link para o livreto Encorajamento ao Marido na transcrição do programa de hoje.
Esse livreto tem ideias práticas de como encorajar seu marido, além de pequenos gestos, pequenas ideias, pequenas sugestões de como você pode fortalecer o seu casamento.
Para receber esse livreto digital, você só precisa efetuar uma doação de qualquer valor por PIX ou cartão. Acesse a aba “DOAR” no nosso site para os detalhes de como fazer essa doação.
Depois, envie um e-mail para: contato@avivanossoscoracoes.com e inclua o comprovante da doação e informe o livro digital que gostaria de receber.
Visite o nosso site para informações de como receber o livreto impresso, avivanossoscoracoes.com.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.