Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth tem uma pergunta profunda para você:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Independentemente de você estar na primeira metade da vida que imagina ter pela frente ou já vivendo um “tempo extra”, como você deseja viver o restante dos seus dias? Que diferença prática faria encarar a sua vida à luz da eternidade?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Encarando nossos medos, na voz de Renata Santos.
Hoje você terá uma prévia especial do que será uma caminhada de dois anos pela Bíblia ao lado de Nancy.
Nancy DeMoss Wolgemuth já gravou uma série de reflexões sobre este capítulo para a nossa jornada, As Maravilhas da Palavra, que será lançada em janeiro de 2027.
Ela tem gravado esses episódios com bastante antecedência para que nossas equipes ao redor do mundo possam traduzi-los …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth tem uma pergunta profunda para você:
Nancy DeMoss Wolgemuth: Independentemente de você estar na primeira metade da vida que imagina ter pela frente ou já vivendo um “tempo extra”, como você deseja viver o restante dos seus dias? Que diferença prática faria encarar a sua vida à luz da eternidade?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Encarando nossos medos, na voz de Renata Santos.
Hoje você terá uma prévia especial do que será uma caminhada de dois anos pela Bíblia ao lado de Nancy.
Nancy DeMoss Wolgemuth já gravou uma série de reflexões sobre este capítulo para a nossa jornada, As Maravilhas da Palavra, que será lançada em janeiro de 2027.
Ela tem gravado esses episódios com bastante antecedência para que nossas equipes ao redor do mundo possam traduzi-los para idiomas como português, espanhol, farsi, francês, alemão e muitos outros. Assim, mulheres de diferentes culturas e lugares poderão ser alcançadas pela verdade da Palavra de Deus em sua própria língua.
Hoje, somos convidadas a erguer os olhos. É tão fácil desenvolver uma visão limitada, ficar absorvida pelas demandas, preocupações e circunstâncias da vida presente. Mas o Salmo 90 nos chama a ampliar a perspectiva e enxergar além do aqui e agora.
E eu quero encorajar você a pensar nas mulheres que fazem parte da sua vida — amigas, familiares, colegas de trabalho — cuja língua materna talvez não seja o inglês. Há uma grande possibilidade de que tenhamos uma tradução disponível para elas, permitindo que absorvam essas verdades no idioma que conhecem e amam desde o coração.
Agora, prepare seu coração. Vamos ouvir Nancy refletindo sobre o Salmo 90.
Nancy: Você talvez já tenha ouvido o nome Isaac Watts. Ele foi teólogo, compositor de hinos, ministro. Ele começou a pensar nos hinos cantados na igreja e considerou que eram tediosos e as palavras desinteressantes. Então, em certo momento, seu pai, que era pastor, disse a ele: “Por que você não escreve alguns que tenham palavras bíblicas, mas que sejam mais fáceis de cantar?”, e ele começou a fazer isso.
Ele escreveu muitos hinos que seriam familiares para você: Ao contemplar a rude cruz, Cantai que o Salvador chegou, e então este, no começo dos anos 1700, Ó Deus nosso socorro em tempos passados. . . “nossa esperança para os anos vindouros, nosso abrigo contra a tempestade e nosso lar eterno.” Deus, Nosso Socorro, Nossa Esperança e Nosso Lar, este é um hino baseado no salmo que queremos observar hoje, o Salmo 90. Acho que esse hino terá ainda mais significado para você depois que tivermos feito esta jornada através do Salmo 90.
Lemos no início que este salmo é “Uma oração de Moisés, homem de Deus.” Aproximadamente metade dos salmos foi escrito por Davi. Moisés viveu centenas de anos antes de Davi. Talvez seja o salmo mais antigo de toda a coleção do Saltério. “Uma oração de Moisés, homem de Deus”; aliás, você não gostaria que fosse dito sobre você que você é um homem ou uma mulher de Deus? Eu quero ser uma mulher de Deus. É assim que Moisés é descrito aqui, um homem de Deus. E parte de ser um homem ou uma mulher de Deus é o fato de que você ora. E esta é uma oração que Moisés fez.
Há outras orações de Moisés que encontramos em Deuteronômio. Quando ele estava se preparando para morrer, há algumas orações que foram registradas para nós ali na Palavra inspirada. Há também em Apocalipse uma oração ou um cântico de Moisés, homem de Deus. Vamos ver mais sobre isso quando chegarmos ao livro de Apocalipse.
Mas esta oração, o Salmo 90, provavelmente foi escrita durante o período de quarenta anos em que Moisés liderou os filhos de Israel pelo deserto enquanto vagavam. Começamos no versículo 1 do Salmo 90. A primeira palavra, vou apenas dizê-la e parar aí, porque precisamos olhar para ela. É a palavra “Senhor”.
Normalmente, no Antigo Testamento, quando você vê a palavra Senhor, ela está toda em letras maiúsculas, SENHOR. Isso é uma tradução ou transliteração da palavra Yahweh. Esta não é essa palavra, porque você verá em sua Bíblia aqui que ela tem “S” maiúsculo e depois “enhor” em minúsculas. É a palavra adonai, que significa “mestre” ou “Senhor soberano”. Então Ele é o Senhor soberano. Não encontramos isso com tanta frequência no Antigo Testamento, mas vemos no salmo que Deus é nosso mestre, e nós somos Suas servas. Você verá referências nos versículos 13 e 16 a nós sendo servas do Senhor. Então ele diz:
Senhor [Mestre soberano], tu tens sido o nosso refúgio [ou sua tradução pode dizer nosso lugar de habitação], de geração em geração.
Isaac Watts disse: “nosso lar eterno.” Ele é nosso lar, nossa estabilidade, nosso lugar seguro, nosso lugar de descanso. E todas as gerações, Moisés está dizendo, encontraram em Ti um lugar de habitação. Não há outro refúgio seguro ou duradouro para o povo de Deus, nenhum lar aqui na terra, nenhum lar em sua essência. Em meio à instabilidade, ao caos, à mudança e à perda, Ele é o lar do nosso coração. Ele é o nosso lugar de habitação. Tu tens sido o nosso refúgio, nosso lugar de habitação, em cada geração. Deuteronômio 33, versículo 1, diz:
Esta é a bênção que Moisés, homem de Deus, deu aos filhos de Israel, antes da sua morte.
Ele os havia liderado por quarenta anos. Sabia que estava morrendo, e estas são suas palavras finais aos filhos de Israel. Deuteronômio 33.27, ele lhes disse:
O Deus eterno é a sua habitação e, por baixo de você, ele estende os braços eternos.
Você pode imaginar que as pessoas estavam com medo. Sentiam-se inseguros. Moisés estava partindo. Ele iria morrer. Eles seguiriam para a Terra Prometida sem ele. As coisas estavam mudando. O mundo deles estava abalado, mas o que Moisés disse para tranquilizá-los é o que precisamos transmitir às gerações futuras: o Deus antigo, o Deus de todo o tempo, o Deus da eternidade é o teu lugar de habitação, e por baixo de você estão os braços eternos.
Moisés estava dizendo, em efeito: “Meus braços não são grandes o suficiente para carregar vocês por toda a eternidade. Eu ajudei a carregar vocês até aqui, mas são os braços eternos de Deus que é a sua segurança.” O deserto foi o lar de vocês durante estes anos. A Terra Prometida será um lar, com “l” minúsculo, mas o Lar do coração de vocês, com “L” maiúsculo, está em Deus.” Tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.” Versículo 2, Salmo 90:
Antes que os montes nascessem
e tu formasses a terra e o mundo,
de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Ele enfatiza aqui a existência eterna de Deus através de todas as eras. Na eternidade passada, antes que houvesse tempo, Ele era Deus. Na eternidade futura, depois que o tempo tiver terminado, Deus sempre foi, sempre será. Ele não tem começo, nem fim. De eternidade a eternidade, Tu és Deus.
Enquanto leio este versículo, penso no meu pai falando conosco sobre quanto tempo é a eternidade quando éramos crianças. E você meio que tenta . . . quero dizer, como adultos, não conseguimos compreender isso! Quanto tempo é a eternidade? Meu pai costumava contar uma história escrita por um autor holandês chamado Hendrik Willem van Loon.
Esse autor falou de uma montanha mítica no extremo norte da Suécia. E essa montanha, ele disse, tinha cem milhas de largura, cem milhas de comprimento e cem milhas de altura. E uma vez a cada mil anos, um pequeno pássaro vinha e afiava o bico naquela montanha. Van Loon disse que, quando aquela montanha tivesse sido desgastada até não restar nada além de pó, então um dia teria passado na eternidade. Isso não é necessariamente verdadeiro, porque não existe tempo na eternidade, mas você entende a ideia. . . a eternidade é longa.
Deus foi, é e sempre será Deus, de eternidade a eternidade. Tu eras Deus no passado. Tu és Deus no presente. Tu serás Deus no futuro. Tu permanecerás Deus. Ele está no controle. Está em Seu trono. Está no comando. É todo-poderoso. É maior do que qualquer outra realidade que você ou eu possamos enfrentar neste mundo.
Nos versículos 1 e 2 do Salmo 90 temos a eternidade de Deus. Então chegamos ao versículo 3, e vemos que, em contraste com a eternidade de Deus, a humanidade é frágil e seus dias são poucos, exatamente o oposto de Deus. Versículo 3, novamente na forma de uma oração:
“Tu reduzes o ser humano ao pó [ou à destruição] . . .e dizes: "Voltem ao pó, filhos dos homens." É a palavra que significa “ser pulverizado como pó”, como aquela rocha da qual Van Loon falou quando é desgastada até não restar nada.
Tu reduzes o ser humano ao pó
e dizes: ‘Voltem ao pó, filhos dos homens.’
Acho que isso talvez seja uma referência que certamente faz conexão com Gênesis capítulo 3, versículo 19, onde parte das consequências do pecado no mundo foi que Deus disse a Adão e Eva:
. . .até que volte à terra, pois dela você foi formado; porque você é pó, e ao pó voltará.
Isso está falando sobre a realidade da morte. Desde que Adão e Eva, nossos primeiros pais, pecaram contra Deus, Deus faz o homem voltar ao pó. Vemos isso mencionado em Gênesis 3. Versículo 4 do Salmo 90.
Pois mil anos, aos teus olhos [ó Senhor], são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.
Quando você está no meio daquela vigília noturna, talvez uma vigília de quatro horas que está fazendo ou um turno de oito horas no meio da noite, parece tão longo. Pode parecer tão difícil, mas então acaba. Termina. Passa. Mil anos aos olhos de Deus são como ontem. Passam como algumas horas da noite. Passam rapidamente. Agora, mil anos mencionados aqui parece muito tempo, mas no contexto da eternidade, na verdade são praticamente nada. São tão curtos, como ontem. Você consegue se lembrar do que fez ontem? Bem, talvez consiga. Mas você se lembrará disso daqui a um ano, ou cem anos, ou mil anos? Ontem será como nada em um passado distante. Aqui está outra metáfora no versículo 5.
Tu os arrastas na torrente; são como um sono.
Uma versão diz: “Tu os levas embora [a humanidade] como uma inundação; eles são como um sonho.” É a ideia da vida sendo levada embora como em uma enchente repentina e avassaladora. Ou você caminha na praia e deixa pegadas, ou faz um castelo de areia, e então a maré sobe e tudo é levado embora. Não é nada.
São como a relva que floresce de madrugada;
de madrugada, viceja e floresce;
à tarde, murcha e seca. (vv. 5–6)
É apenas um monte de aparas de grama. Não tem valor. Não serve para nada. Não dura. Meu amigo Charles Haddon Spurgeon disse isto:
Aqui está a história da relva — semeada, crescida, soprada, cortada, desaparecida; e a história do homem não é muito mais do que isso.
Deus é eterno — de eternidade a eternidade. Tu és Deus. Mas a humanidade é frágil. Seus dias são poucos. Ela é fraca, como um monte de aparas de grama, como ontem. A conclusão é que a vida é curta e a eternidade é longa.
Então aqui está minha pergunta para você e para mim: “Estamos vivendo hoje como se fôssemos estar aqui para sempre, como se o que estamos fazendo fosse continuar e continuar e continuar?” Na verdade, esta terra é apenas um acampamento. Você não planeja viver em um acampamento. Você vai lá por alguns dias, talvez para um pequeno retiro.
Somos peregrinas. Estamos apenas de passagem por esta terra, mas estamos indo em direção ao nosso verdadeiro lar, e estaremos de volta a esta terra quando houver novos céus e nova terra. (Mas essa é outra história para outro dia.)
Não apenas a sua vida e a minha vida são curtas, mas também precisamos lembrar que as vidas das pessoas ao nosso redor também são curtas. Em 1º de setembro de 1979, despedi-me do meu pai quando ele e minha mãe me deixaram em um aeroporto de onde eu voltaria para a igreja em que servia na época.
Eu não tinha como saber que, entre o momento em que me despedi deles e o momento em que aterrissei no lugar onde morava, durante aquelas poucas horas, meu pai teria um ataque cardíaco e partiria aos cinquenta e três anos de idade. Sem aviso. Sem notificação. A vida é curta.
É um lembrete de que não sabemos por quanto tempo teremos familiares, amigos, colegas, vizinhos. Todos eles estão caminhando para a eternidade, e talvez nunca mais tenhamos outra oportunidade de dizer: “Eu amo você. Eu perdoo você. Por favor, me perdoe. Deixe-me falar para você sobre Jesus.” Não há garantia de que teremos mais oportunidades. A vida é curta. A eternidade é longa. Chegamos ao versículo 7:
Pois somos consumidos pela tua ira
e pelo teu furor, conturbados.
Diferentes palavras para a ira ou o furor de Deus são usadas cinco vezes nos versículos 7–11. É algo para levar a sério. Moisés, presumivelmente neste ponto de sua vida, estava no deserto onde os filhos de Israel vaguearam durante quarenta anos por causa da desobediência deles a Deus. E durante aquele período de quarenta anos, cerca de dois milhões de judeus pereceram no deserto. Isso dá uma média de setenta funerais por dia, enquanto Deus, em Sua ira e em Seu furor, dizia a aquela geração que O rejeitou e rejeitou o Seu plano: “Vou eliminar todos vocês ao longo destes quarenta anos.”
Por que eles morreram? Porque Deus estava irado com eles. Estavam sob o Seu juízo. Moisés sabia bem sobre a ira e o juízo de Deus. Ouça, o pensamento da ira de Deus deveria nos aterrorizar. É isso que diz aqui no versículo 7. “Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados.” Esta é a destrutividade do pecado.
Fomos destinadas por Deus, criadas por Deus, para viver para sempre e desfrutar dele. Mas agora nossos corpos estão se deteriorando e sendo consumidos. Este é o efeito do juízo de Deus sobre o pecado em nosso universo. As Escrituras dizem: “A alma que pecar, essa morrerá.”
Deus disse a Adão: “No dia em que pecares, morrerás.” Em última análise, toda morte e toda aflição são resultado da condição pecaminosa e caída da raça humana. “Somos consumidos pela tua ira, somos aterrorizados pelo teu furor.” Versículo 8:
Puseste as nossas iniquidades diante de ti e,
sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos.
A presença de Deus é como uma luz solar brilhante. Ela expõe a escuridão. Você remove aquela pedra e a luz do sol entra, e as criaturas, os insetos, qualquer coisa que esteja debaixo dela, fogem correndo. São expostos. Essa é a imagem aqui. Tu puseste nossas iniquidades diante de Ti, nossos pecados, os pecados que pensávamos serem secretos. Eles estão na luz, no holofote, no refletor da Tua presença. Não há nada escondido.
Ele fala aqui sobre pecados secretos. Nós apenas pensamos que são secretos. Na verdade, não são secretos, os pecados que conhecemos, mas queremos esconder, voltando novamente a Adão e Eva, escondendo-se atrás dos arbustos de Deus, que vê tudo, em todo lugar, o tempo todo. Há pecados secretos que conhecemos e queremos esconder. Mas também há pecados que você poderia chamar de pecados secretos, coisas que não sabemos, em que nos enganamos a nós mesmas. Ficamos cegas para os nossos pecados. Esses podem ser pecados secretos ou ocultos, mas todos estão expostos diante de Deus.
Lucas 12 nos diz: “Não há nada encoberto”, disse Jesus, “que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido” (v. 2). Tudo virá à tona. Às vezes as pessoas se perguntam: Devo contar ao meu cônjuge sobre esta ou aquela situação em nosso casamento, uma maneira como menti, uma maneira como o enganei? Veja, há maneiras mais úteis e menos úteis de lidar com isso, mas deixe-me apenas dizer que tudo virá à tona no juízo. Nossos pecados secretos serão conhecidos assim como agora são conhecidos por Deus. Versículo 9, Salmo 90:
Pois todos os nossos dias se passam na tua ira;
acabam-se os nossos anos como um breve pensamento.
Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou,
em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado,
porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. (vv. 9–10)
À luz da duração eterna de Deus, setenta ou oitenta anos de uma vida boa e longa não são nada. Este curto período de vida está se dissipando. E as Escrituras dizem nestes versículos que esses dias, mesmo se tivermos muitos deles, estão cheios de canseira e tristeza. Essa palavra “canseira” significa “trabalho pesado ou problema ou fadiga ou labuta.” É como estar em uma esteira. Você não está chegando a lugar algum. Isso é canseira, e eles estão cheios de tristeza. Isso é vaidade, vazio; vida separada de um relacionamento com Deus é canseira e tristeza, e só isso.
É claro, pode haver alguns dias ensolarados, pode haver alguma graça comum, algumas coisas das quais podemos desfrutar, mas não há muito para realmente desfrutar separado de Deus. Versículo 11:
Quem conhece o poder da tua ira?
E a tua cólera, segundo o temor que te é devido?
Deus odeia o pecado, e isso leva à ira de Deus, ao juízo de Deus sobre o pecado. E aqui está o que precisamos entender: ou nós suportaremos a ira de Deus, o Seu juízo pelos nossos próprios pecados, cada um deles; ou colocaremos nossa confiança, nossa fé em Cristo, que suportou a ira de Deus por nós, pelos nossos pecados, em nosso lugar.
Esse é o Evangelho. Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados. Se não confiarmos nele para carregar a penalidade, o peso e a culpa dos nossos pecados, teremos que carregar o peso da ira de Deus por todos os nossos pecados.
À luz da brevidade e da tristeza da vida, Moisés ora nos versículos 12–17, e eu quero passar rapidamente por eles. Versículo 12:
Ensina-nos a contar os nossos dias,
para que alcancemos um coração sábio.
Quando você pensa na eternidade de Deus, na brevidade da vida — a eternidade é longa, a vida é curta — na pecaminosidade do homem, no juízo e na ira de Deus; ensina-nos a contar cuidadosamente os nossos dias para que desenvolvamos sabedoria em nossos corações. Bem, eu não sou muito boa em matemática, mas deixe-me tentar um pouco aqui.
Se Deus nos dá uma vida de, digamos, setenta anos, que é o que Ele disse anteriormente neste salmo — não garantido, mas algo que podemos esperar como uma média — setenta anos são 25.550 dias. Conte seus dias cuidadosamente. Ele disse que em alguns casos podem ser oitenta anos. Isso dá 29.200 dias. Agora, isso parece muitos dias — 25 mil; 29 mil. São muitos dias até você pensar em quantos já passaram e quão poucos restam.
Então, por exemplo, se você tem trinta anos, isso significa que viveu quase 11 mil dias, e tem 14.600 restantes, se for ter uma vida de setenta anos. Se você tem cinquenta anos, viveu pouco mais de 18 mil dias, e isso significa que tem 7.300 dias restantes, se Deus lhe der uma vida de setenta anos. Enquanto estou gravando este programa, já vivi mais de 24 mil dias. Você está pensando: “Nossa, você é velha.” Sim, estou chegando lá. Então, se o Senhor me der setenta anos. . . isso foi como um despertador para mim esta semana, enquanto eu fazia esses cálculos. Se o Senhor me der setenta anos, isso significa que tenho menos de 1.200 dias restantes para viver nesta vida. . . e Deus não garante setenta anos. Alguns podem ser menos, outros podem ser mais, mas nossos dias, nossos anos, ainda estão contados, e são relativamente poucos.
Então qual é o objetivo aqui? É para que desenvolvamos sabedoria em nossos corações, para ter um coração sábio, para ver toda a vida da perspectiva de Deus. E como adquirimos sabedoria? Contamos cuidadosamente os nossos dias. Pensamos em nossos dias à luz da eternidade, quão vasta ela é e quão poucos são os nossos dias.
Como você faz isso? Vá a funerais. É lá que aprendemos sabedoria. Você vê uma pessoa jovem sendo levada, um homem ou uma mulher no que chamam de “auge da vida”, uma pessoa idosa — ela tem noventa e três anos, mas ainda assim partiu fisicamente. Caminhe por cemitérios. É assim que podemos ganhar perspectiva piedosa e sabedoria, e podemos pensar em quão poucos são os nossos dias aqui na terra.
Pare e pense, quer você esteja na primeira metade da sua expectativa de vida, sem garantia alguma, ou talvez já esteja fazendo hora extra, como você quer viver os dias que lhe restam aqui nesta terra? Que diferença prática faria se você vivesse sua vida hoje à luz da eternidade? É isso que significa contar cuidadosamente os nossos dias, e oramos: Senhor, ensina-nos a fazer isso. Mostra-nos como fazer isso para que desenvolvamos sabedoria em nossos corações.
Então ele ora no versículo 13:
Volta-te [ou ‘retorna’, sua tradução pode dizer], SENHOR! Até quando estarás indignado? Tem compaixão dos teus servos.
A compaixão de Deus é a única esperança para o homem pecador que está condenado à morte, consumido pela ira de Deus, a menos que Deus intervenha, como fez em Cristo, e nos dê misericórdia. Versículo 14:
Sacia-nos de manhã com a tua bondade,
para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias.
Satisfaz-nos pela manhã. Acho que isso pode significar duas coisas. Sua tradução pode dizer “satisfaz-nos cedo”. Isso pode significar buscar o Senhor logo no começo do dia em Sua Palavra — o que é um hábito que recomendo fortemente: busque-O cedo no dia. Mas também pode significar buscá-Lo e deixar que Ele o satisfaça cedo em sua vida. E deixe-me dizer isto aos jovens (você decide se é jovem), mas quando você é jovem, olha para pessoas mais velhas, talvez olhe para mim, e pensa: Nossa, ainda tenho muito tempo até chegar lá.
Ou você olha para alguém bem idoso. . . recebi uma mensagem esta manhã de uma amiga dizendo que estava orando por mim. Ela está quase completando noventa e cinco anos. E eu penso: Nossa, isso parece tão distante, parece tão longe. Bem, quando você é jovem, pensa que parece distante. À medida que envelhece, percebe que passa muito rápido.
E então queremos dizer: “Senhor, ensina-me, como uma pessoa mais jovem, a buscar-Te, a ser satisfeita com o Teu amor infalível.” Não espere ficar velha para ser satisfeita em Deus. Não espere ficar muito idosa, até ter noventa e cinco, sessenta e cinco ou cinquenta e cinco anos, se você tem vinte e cinco ou quinze. Deixe o Senhor satisfazê-la agora, em sua juventude, com Seu amor constante. Você quer viver seus dias com alegria.
Comece cada dia deixando sua alma satisfeita com a misericórdia dele — fresca e nova a cada manhã. Digo a você, isso te fará muito mais bem do que pegar e abrir seu aplicativo de notícias. Eu faço isso, eu entendo isso. Tenho muito interesse nas notícias e no que está acontecendo. Mas é aqui que minha alma encontra satisfação e alegria. Versículo 15:
Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido,
por tantos anos quantos suportamos a adversidade.
Ele está dizendo: “Transforma a aflição em alegria.” Só Deus pode fazer isso. 2 Coríntios, capítulo 4:
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação. (v. 17)
E então o versículo 16:
Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória [Tua Majestade, Teu poder, Teu esplendor].
Ele está dizendo: “Senhor, ansiamos ver a Tua obra, os Teus feitos poderosos — não apenas o que fizeste no passado, mas queremos ver isso em nossa geração, em nosso tempo.” Falamos em uma sessão anterior sobre oração por avivamento, para que Deus avive o coração do Seu povo. E estamos dizendo: “Senhor, Tu já fizeste isso antes, mas agora oramos para que o faças novamente, para que a Tua obra seja vista pelos Teus servos hoje, pela nossa geração. Oramos para que nossos filhos, a próxima geração, testemunhem a manifestação do Teu esplendor, Tua glória, Tua beleza. Senhor, ansiamos ver a Tua obra, não apenas nossos próprios trabalhos, nossos esforços, mas aquilo que só Tu podes fazer.”
Deixe-me dizer que, ao orar por isso, em nosso ministério ao longo dos anos, temos feito esta oração pelos filhos do nosso ministério. “Senhor, queremos ver a Tua obra, mas também queremos que nossos filhos vejam o Teu esplendor.” Eu não tenho filhos biológicos, mas ao longo dos anos investi na vida dos filhos dos meus colegas de trabalho, meus companheiros de serviço, dizendo: “Senhor, queremos que eles vejam que Tu és real. Queremos que eles vejam a Tua glória refletida através de nós. Queremos que eles vejam Jesus em nós.”
E quero dizer: se seus filhos, seus netos, os filhos desta geração, os netos que estão crescendo nas igrejas, virem a obra e a glória de Deus, isso ajudará a protegê-los da desconstrução, de rejeitarem a Palavra de Deus. Claro, eles podem ver tudo isso e ainda assim rejeitar, mas se realmente tiverem visto, testemunhado e experimentado a realidade de Deus em nossa geração, isso é uma grande esperança para o futuro deles, para desejarem andar com Deus.
No versículo 16 vimos o que Deus faz. Queremos contemplar Sua obra e Sua glória. E então, no versículo final, o versículo 17, vemos o que nós fazemos. Versículo 17 do Salmo 90:
Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus;
[o favor, o deleite, o esplendor, a graça, a beleza do Senhor, esteja sobre nós e]
confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma as obras das nossas mãos.
Confirma a obra das nossas mãos; essa palavra “confirmar” significa “tornar firme ou seguro ou duradouro, fazer algo permanecer e continuar.” Imediatamente depois de pedir a Deus que mostre Sua obra, Moisés ora pela bênção de Deus sobre a obra do Seu povo. Ele sabe que, separados de Deus, a obra do Seu povo, o trabalho deles, é vaidade, repetitivo, temporário, cansativo. Então ele suplica pelo favor divino para tornar a obra do povo de Deus duradoura e significativa. Ele anseia por fruto permanente, para que Deus faça com que aquilo que somos capazes de fazer conte para a eternidade. Isso é o que Jesus disse em João 15: “Sem mim vocês não podem fazer nada.” (v. 5)
Moisés está orando: “Esteja sobre nós o favor do nosso Deus. Confirma a obra das nossas mãos.” 1 Coríntios capítulo 15 ecoa isso em tons do Evangelho, tons do Novo Testamento:
Sejam firmes. . . sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão. (v. 58)
Veja, nosso trabalho só importa se estiver unido à obra de Deus; caso contrário, será infrutífero e sem sentido. E assim, Moisés ora para que a mão de Deus seja visível e que nossas mãos sejam úteis, e que Sua glória brilhe tanto através da obra dele quanto da nossa, em união com Ele.
Achei o versículo 17 do Salmo 90 um versículo lindo para orar ao começar o meu dia de trabalho ou um novo projeto em que estou trabalhando. Entregar o trabalho daquele dia, entregar aquele projeto ao Senhor e dizer: “Senhor, que o teu favor, a Tua graça estejam sobre mim e confirma a obra das minhas mãos neste dia.” Alguns dias esse trabalho pode parecer realmente grandioso, e então me lembro de que sou apenas um vapor. Às vezes o trabalho que faço pode parecer trivial, e então preciso do lembrete de que tudo é um ato de adoração. A presença e a graça de Deus transformam todo o trabalho das minhas mãos, os labores que realizo, em um trabalho significativo para Ele.
E assim temos, neste salmo, um clamor humilde de Moisés, o homem de Deus, pela graça de Deus. Ele nos lembra de que somos pó, de que nossos anos passam como um suspiro, de que nossa força logo se vai. Mas se o favor de Deus repousa sobre nós, nosso trabalho passageiro de hoje pode ter valor duradouro e eterno.
E então dizemos com Moisés: “Senhor, nossas vidas são curtas, nossa força é limitada. Mas se Tu nos abençoares, se fizeres o Teu favor brilhar sobre nós, então o que fizermos não será em vão. Por favor, Senhor, faça minha vida valer a pena, faça meu trabalho valer a pena.”
Quando meu pai foi levado repentinamente para o céu, em 1º de setembro de 1979, depois da morte dele, encontramos um pequeno pedaço de papel. Ele amava rabiscar versículos, citações e coisas que lhe serviam de lembrete. Na gaveta da mesa de cabeceira dele havia uma paráfrase do Salmo 90, versículo 12. Eis o que estava naquele pedaço de papel: “Ensina-nos a contar os nossos dias e reconhecer quão poucos eles são. Ajuda-nos a gastá-los como devemos.”
E, ó Senhor, essa é a nossa oração. Ensina-nos a contar os nossos dias e perceber quão poucos eles são. E nesses dias, que a Tua beleza e o Teu favor repousem sobre nós. Que o Teu sorriso brilhe sobre tudo o que fazemos. Que Tu pegues nossos esforços passageiros e os tornes frutíferos. Que tu fortaleças o que é fraco, preserves o que está desaparecendo e faças a obra das nossas mãos permanecer para a Tua glória. Sim, Senhor, ajuda-nos a gastar os nossos dias como devemos e confirma a obra das nossas mãos, não para a glória do nosso nome, mas do Teu. Em nome de Jesus, oramos, amém.
Raquel: Amém. Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos encorajado a fazer a mesma oração de Moisés: “Ensina-nos a contar os nossos dias.”
E você? Existe alguma mulher mais experiente na sua vida que também vive com essa perspectiva eterna? O que você poderia aprender com ela? De que maneira poderia imitar a sua fé? E como você mesma tem buscado viver hoje à luz da eternidade?
São perguntas para refletir ao longo do seu dia. E amanhã, prepare o seu coração para louvar! Estaremos de volta com Nancy em mais um Salmo — desta vez, um Salmo de celebração.
Celebrando o quê, exatamente? Você vai ter que voltar para descobrir.
Aguardamos você no próximo episódio do Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Todas as referências bíblicas que usamos são extraídas da tradução Nova Almeida Atualizada de 2017.
Clique aqui para o original em inglês.