Raquel Anderson: Há pessoas na sua vida que ajudam você a fazer aquilo que Deus a chamou? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Na família de Deus, no corpo de Cristo, não deveríamos correr essa corrida sozinhas, nem travar essa guerra sozinhas, nem criar filhos sozinhas, nem amar nossos maridos sozinhas, nem enfrentar o ambiente de trabalho sozinhas. É aí que o corpo precisa ser corpo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Há algumas semanas, Nancy vem explorando a fase inicial da vida de Josué. Tem sido um estudo tão útil sobre o poder de Deus para lutar por nós em qualquer situação.
Daqui a pouco ouviremos Nancy DeMoss Wolgemuth, mas antes um grupo de mulheres tem acompanhado a série conosco, e vamos ouvir como elas têm aplicado a história de Josué.
Nossa …
Raquel Anderson: Há pessoas na sua vida que ajudam você a fazer aquilo que Deus a chamou? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Na família de Deus, no corpo de Cristo, não deveríamos correr essa corrida sozinhas, nem travar essa guerra sozinhas, nem criar filhos sozinhas, nem amar nossos maridos sozinhas, nem enfrentar o ambiente de trabalho sozinhas. É aí que o corpo precisa ser corpo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Há algumas semanas, Nancy vem explorando a fase inicial da vida de Josué. Tem sido um estudo tão útil sobre o poder de Deus para lutar por nós em qualquer situação.
Daqui a pouco ouviremos Nancy DeMoss Wolgemuth, mas antes um grupo de mulheres tem acompanhado a série conosco, e vamos ouvir como elas têm aplicado a história de Josué.
Nossa primeira convidada é Stacey Smith. Ela trabalha com mulheres em prisões, encorajando-as a orar por pessoas além delas mesmas. No ensino sobre Josué, ela foi impactada pelo mentor de Josué, Moisés, e por sua intercessão em favor de outros.
Stacey Smith: Penso nas mulheres que estão na prisão. Primeiro, penso no espírito de intercessão delas. A oração é, provavelmente, o aspecto mais importante da nossa vida. O meu desejo é que o povo de Deus seja vitorioso e aprenda os caminhos dele. Acho que vi isso claramente quando você explicou como Moisés desejava isso.
Mas também penso em como o Senhor é a estandarte, quando você nos conduziu pelo significado do estandarte desde o começo. Eu sempre achei que o estandarte fosse o desfile no final, mas não percebia que o estandarte está com você durante toda a batalha. E, no fim, a cruz é, de fato, o nosso estandarte. Isso ficou muito claro para mim hoje, e eu agradeço muito por isso.
Kay: O que mais me marcou foi reconhecer que todas nós precisamos que outras pessoas venham ao nosso lado, tanto física quanto espiritualmente, nos sustentando em oração. Não podemos travar essa batalha sozinhas. Precisamos, sim, de outras pessoas que nos levantem e nos encorajem.
Algumas de nós são líderes e outras são seguidoras, mas todas fazemos parte do ministério. Acho que, às vezes, perdemos isso de vista. Ficamos tão envolvidas em tentar dar conta de tudo sozinhas que pensamos estar fazendo isso sozinhas, quando não estamos. E certamente não conseguimos fazer dessa forma.
Nancy: Kay, você consegue pensar em alguém que foi esse tipo de apoio para você na sua vida, enquanto você estava em batalha espiritual?
Kay: Eu costumava ter uma senhora que era minha parceira de prestação de contas. Eu estava em uma fase de guerra espiritual intensa, e sei que não teria conseguido enfrentar aquilo todos os dias sem as orações dela. Por outro lado, eu sempre ficava sabendo dos compromissos e desafios do dia dela. Ela dizia: “Estas são as coisas pelas quais você precisa orar por mim hoje.”
Acho que todas nós precisamos disso. Precisamos saber que temos alguém específico, pessoal, que está no monte orando por nós enquanto estamos no vale, no meio de batalhas que às vezes se tornam extremamente exigentes, extremamente difíceis, e em que precisamos nos humilhar e pedir que essas pessoas intercedam por nós.
Nancy: Isso é maravilhoso. Alguém mais? Alguém que Deus usou na sua vida e que vem à mente como um Arão, um Hur ou um Moisés para você, enquanto você estava na batalha? Alguém cuja oração ou apoio Deus usou para mantê-la firme na luta?
Gert: Alguns anos atrás, eu estava separada do meu marido. Eu estava sozinha, dormindo, certa noite. Às três da manhã, Deus me acordou. Eu me sentei ereta na cama, algo que nunca tinha acontecido antes. Ele me pediu que orasse pelo meu marido. Pouco tempo depois, fiquei sabendo que ele havia sido assaltado e baleado naquela mesma noite.
Desde então, Deus me disse que eu precisava orar por ele. E continuei orando por ele, e o perdoei por muitas coisas que ele havia feito. Foi incrível para mim perceber que Deus me usaria dessa forma para interceder na vida dele, para ser uma guerreira de oração por ele.
Nancy: E quer o seu marido esteja na rua fazendo coisas que não deveria, quer seja um cristão fiel e maduro fazendo o que deve fazer, ele precisa das suas orações. Quando esses impulsos vêm, não os ignore. Leve isso a sério — pelos seus filhos, pelo seu cônjuge. Só Deus sabe quantas vezes o perigo foi afastado da nossa vida — espiritual ou físico — porque alguém estava orando, movido por Deus.
Tracy: Tenho uma amiga querida que, alguns anos atrás, me ligou no meio do dia. Ela disse que tinha acabado de descobrir que o marido estava tendo um caso. Esse era um casal do qual você jamais esperaria algo assim — um casal muito piedoso. Ela disse: “Tracy, você precisa orar.”
Eu orei fervorosamente, passei tempo com ela, e meu marido passou tempo com o marido dela. Por meio de oração fervorosa, aquele casamento foi restaurado e curado, somente pela graça de Deus. Saber disso e ver isso acontecer, e ter o privilégio de saber que a primeira reação dela foi ligar para alguém e pedir oração. . . eu me pergunto se eu faria o mesmo.
Nancy: Você se pergunta quantos casamentos que hoje estão em ruínas e não foram restaurados, ou quantas vidas de filhos — inclusive filhos adultos — estão em ruínas e não foram restauradas, quantos desses Deus poderia ter direcionado de outra forma se alguém aqui na terra estivesse segurando o bordão e erguendo-o em direção ao céu.
Se Moisés não tivesse assumido aquele lugar no monte, os amalequitas teriam vencido a batalha. Agora, Deus pode vencer batalhas sem ninguém segurando um bordão. Deus é soberano. Ele é capaz de vencer as batalhas. Mas Ele escolheu agir por meio de instrumentos, e um desses instrumentos são as orações dos Seus filhos.
Fico pensando quantas batalhas temos perdido — e estamos perdendo — pelas almas dos nossos jovens. Tenho percebido mais recentemente o que está acontecendo com eles. Ouvi uma estatística que dizia que 80% dos filhos que crescem em lares cristãos e em igrejas evangélicas abandonam a igreja ao sair do ensino médio e nunca mais voltam.
Há algo errado com esse quadro. Algo está errado com o fato de tantos casamentos cristãos acabarem em imoralidade, infidelidade e divórcio. A vida é difícil, o casamento é difícil, crescer é difícil. Este é um mundo difícil. Não fazemos exigências a Deus. Não dizemos a Ele o que deve fazer. Mas eu me pergunto quanto disso se deve ao fato de nós, como mulheres, não estarmos assumindo o nosso lugar no monte, com o bordão de Deus erguido, dizendo: “Senhor, intervém no vale, na vida daqueles que amamos.”
Então, Tracy, você assumiu um papel ali que. . . todas nós temos amigos e amigas nessa situação. Às vezes — e isso me incomoda muito — eu olho ao redor das nossas igrejas e, mesmo nas melhores igrejas, há vidas completamente desestruturadas. Há casamentos em sérias dificuldades. Há jovens passando por grandes problemas. E meio que fica a sensação de resignação, como se fosse: “é assim mesmo”. Não estamos felizes com isso, mas acho que, às vezes, existe esse sentimento de impotência, como se não houvesse nada que pudéssemos fazer.
Veja, não estou dizendo que podemos controlar a situação. Você não pode controlar a vida dos seus filhos. Você não pode controlar a resposta do seu marido ao Espírito de Deus. Mas há algo que podemos fazer, e isso é orar. Acredito que, muitas vezes, nossas orações nascem mais de um sentimento de desespero e impotência do que de uma postura de guerra espiritual, de dizer: “Deus, nós clamamos a Ti, em nome de Jesus, para que Tu sejas glorificado nesta situação. Tu mereces ser honrado na vida desse casal. Se esse casal cristão seguir adiante com esse divórcio, isso será uma mancha sobre o Teu nome e sobre o retrato da redenção que Tu pretendeste que o casamento cristão fosse. Deus, por favor, transforma o coração deles.”
Onde está o fervor? Onde está o clamor sincero? Estou dizendo isso a mim mesma. Ao estudar esta passagem e meditar nela, estou percebendo que existe um papel crucial. Mais crucial do que o meu ensino da Palavra são aquelas mulheres que estão no monte orando, com o bordão de Deus erguido em suas mãos.
Você está esperando que seu marido ouça o Aviva Nossos Corações ou algum outro programa e que Deus mude o coração dele. Talvez Deus esteja esperando que você suba ao monte e ore para que Ele mude o coração dele. É ali que a batalha é ganha ou perdida.
Holly: Tracy e Gert, quando vocês falaram sobre isso, pensei que Tracy foi uma amiga fiel ao sustentar a amiga em oração. Mas, por outro lado, se aquela amiga tivesse sido orgulhosa demais para ser honesta sobre o que estava acontecendo em sua vida, se não tivesse feito aquela ligação, talvez ela não tivesse tido essa parte do processo que Deus usou para transformar o coração do marido.
Acho que, às vezes, nossa tendência é esconder as coisas que não vão bem em nossa vida e não permitir que outras pessoas saibam onde estamos. E então perdemos um componente enorme do que Deus deseja estabelecer, porque a pessoa que está no monte enxerga diferente de quem está no vale. A perspectiva é diferente. Elas conseguem ver coisas que talvez nós nem consigamos enxergar enquanto oram.
Nancy: Holly, você e eu temos tido esse tipo de ministério uma com a outra ao longo dos anos, em ambas as direções. Especialmente nas últimas semanas e meses, nós duas passamos por algumas situações — e não estamos falando de casos de infidelidade. Nem sempre são questões de pecado; às vezes são apenas questões da vida, pressões.
Alternadamente, temos ligado uma para a outra em diferentes momentos, em vários horários do dia e da noite, dizendo: “Estou lidando com isso agora. Só quero que você saiba. Pode orar por mim?” Já oramos juntas pelo telefone.
Conversamos outro dia depois da meia-noite, enquanto você dirigia — longa história, resumindo. Estávamos orando juntas ao telefone. Naquele momento, eu estava no monte por você, porque você foi aberta o suficiente para dizer: “É isso que estou enfrentando.” E houve muitas vezes em que você esteve no monte por mim. Precisamos ser abertas, honestas e humildes o suficiente umas com as outras para dizer: “É isso que estou enfrentando. Esta é a batalha que estou travando. Você pode orar por mim?”
Holly: Enquanto você ensinava sobre Moisés, pensei: e se ele tivesse sido orgulhoso demais para dizer: “Sim, estou cansado; levantem meus braços”? E se ele tivesse dito: “Eu dou conta, estou bem”? Deus sabia que a vitória só viria se houvesse três pessoas envolvidas naquele monte naquele momento. Ele foi humilde o suficiente para permitir que levantassem seus braços. E, por causa disso, houve vitória.
Nancy: Há alguma outra forma como você já viu isso ser ilustrado na sua própria vida? De um lado ou do outro? Seja sendo aquela que está no monte ou aquela que está no vale?
Mulher 1: Eu só queria dizer, a respeito de Moisés, que se ele tivesse sido orgulhoso demais, teria ficado evidente que ele estava falhando. Acho que o fato de ele ter duas pessoas com ele. . . ele não subiu o monte sozinho; ele não esperava estar sozinho.
Nancy: É interessante para mim que as Escrituras não nos dizem se ele pediu ajuda ou se eles simplesmente perceberam que aquele homem estava em dificuldade e se aproximaram para ajudar. Acho que, às vezes, acontece de um jeito, e às vezes de outro. Às vezes, nem conseguimos recuperar o fôlego para dizer: “Eu preciso de ajuda”.
Mas quando nós, como corpo de Cristo, vemos alguém que está ofegante, com as mãos cansadas, caindo na batalha, precisamos nos aproximar dessa pessoa, tenha ela pedido ajuda ou não, e dizer: “Posso levantar as suas mãos? Posso orar por você?”. E então, a pessoa que está em necessidade precisa ter humildade suficiente para dizer: “Sim, eu aceito”.
Jean: Outra coisa que me veio à mente durante o ensino foi o meu filho. Ele superou um vício em metanfetamina e está livre disso há seis anos, mas caiu em outro estilo de vida imoral. E eu baixei o bordão. Não tenho estado no monte. A vergonha. . . é difícil até falar sobre isso e deixar as pessoas saberem, mas eu preciso pedir ajuda em oração.
Nancy: Às vezes é difícil porque já faz muito tempo e as pessoas já oraram por nós, já nos apoiaram. E, às vezes, sinto — e acho que você também, Jean — que as pessoas já nos carregaram por tanto tempo. . . será que ainda se importam em continuar carregando isso comigo? Parte da vergonha é ter que voltar novamente e dizer: “Essa situação ainda continua.” Mas é interessante notar que essa não foi uma batalha de curta duração para Moisés. Foi até o pôr do sol que ele aceitou a ajuda, e a ajuda permaneceu ali.
Mulheres, a vida é confusa, e às vezes precisamos nos unir umas às outras sob esse fardo, sob o bordão, na batalha, por um longo período. Estamos pedindo, por meio deste ministério, que mulheres permaneçam fiéis em seus casamentos, mesmo quando é difícil, por anos e anos em alguns casos. Mas seria muito errado se essas mulheres tivessem que fazer isso sozinhas.
Elas precisam fazer isso, sim, mas devem ter pessoas ao redor que estejam orando, carregando esse fardo com elas. Isso vale para um filho ou filha em lutas prolongadas, em fracassos ou em necessidade. Ninguém deveria carregar esse peso sozinho. Se você não precisa disso agora, talvez esteja em posição de oferecer isso a alguém. Mas o dia pode chegar em que você será quem vai precisar.
Às vezes alternamos esses papéis. Jean, você tem sido alguém que levantou os braços de muitas pessoas em suas batalhas. Você fez isso por mim muitas vezes. Enquanto te ouço, penso: eu preciso ajudar a levantar os braços de Jean e ajudá-la a permanecer firme até o pôr do sol.
Precisamos estar preparadas para caminhar juntas no longo prazo. Não é fácil. Como eu disse, a intercessão é trabalho. É um trabalho difícil. É um trabalho prolongado. Mas é um trabalho vital e frutífero. Deus ouve e responde às orações.
Kathy: Cerca de doze anos atrás, uma amiga me disse: “Tenho uma amiga que está tirando os filhos da escola pública e vai começar a educá-los em casa, e o mais velho estava na oitava série.” Eu disse casualmente: “Claro, vou orar”, e orei. Mas a bênção foi toda minha. Ao longo dos anos, Deus a levantou para sustentar fielmente os meus braços.
Foi incrível a jornada semelhante que o Senhor nos fez percorrer. Lembro-me do ano em que ambas perdemos nossos pais, e o Senhor foi fiel em nos permitir estar ali uma para a outra. Amamos os filhos uma da outra e oramos pelos filhos uma da outra ao longo dos anos. Muitas vezes digo que ela ama meus filhos mais do que eu mesma.
Ela ora profunda e intimamente por eles. Foi um privilégio para mim ter dito casualmente: “Claro, vou orar.” Sou grata ao Senhor pela disposição dela em ser esse Moisés e esse Arão na minha vida. Passamos muitas horas no estacionamento do mercado, orando dentro dos nossos carros.
Kelly: O Senhor me abençoou além do que posso medir com a amizade da Kathy. Ela é realmente uma guerreira espiritual. Assim como ela disse, acho que ela ama meus filhos tanto quanto — ou mais do que — eu mesma. É um privilégio saber que, quando a batalha fica difícil, ela está no monte intercedendo por mim e pela minha família. Sou muito grata ao Senhor por essa amizade.
Nancy: Quantas de vocês gostariam de ter alguém orando pelos seus filhos para que vocês não precisem travar essa batalha sozinhas? Há tantas fases na vida dos nossos filhos. . . Deixe-me dizer algo às mulheres mais velhas: talvez este seja o tempo de vocês subirem ao monte por essas mães mais jovens. E vocês, mães mais jovens que agora estão quase sem fôlego, o dia virá em que farão isso pelos seus filhos — e pelos filhos deles.
Em diferentes estações da vida, nós entramos e saímos desses papéis. Em qualquer fase, provavelmente somos um Moisés na vida de alguém e, ao mesmo tempo, um Arão e um Hur na vida de outra pessoa. E em todo tempo somos um Josué, precisando da oração daquele que está no alto do monte.
Na família de Deus, no corpo de Cristo, não deveríamos precisar correr essa corrida sozinhas, travar essa guerra sozinhas, criar filhos sozinhas, amar nossos maridos sozinhas, trabalhar sozinhas. É aí que o corpo precisa ser corpo.
Existem maneiras práticas de servirmos umas às outras. Existem maneiras práticas de ajudarmos e apoiarmos umas às outras. Mães às vezes precisam de ajuda prática com filhos pequenos, mas não existe maneira mais prática, significativa e poderosa de investir na vida de alguém do que sustentá-la em oração.
Eu espero que você tenha uma amiga como Kathy e Kelly têm sido uma para a outra. Alguém com quem você possa caminhar no longo prazo. Talvez você diga: “Eu não tenho ninguém assim na minha vida.” Então comece você a investir na vida de alguém dessa forma. E quando você precisar de um Arão ou de um Hur ao seu lado, Deus trará essa pessoa.
Há pessoas que oram por mim e que eu nem sabia que oravam. Você pode perguntar: “Como você sabe, se não sabia?” Porque eu recebo cartas, e-mails, encontro pessoas em conferências que dizem: “Eu oro por você todos os dias.” Pessoas que eu nunca conheci. Pessoas de quem eu nunca ouvi falar. Mas Deus colocou no coração delas que orassem.
Então eu me pergunto: quem Deus está colocando no meu coração? Alguém que eu não conheço pessoalmente, mas talvez alguém em ministério público, ou alguém que eu vejo passando por uma área de necessidade. Quem Deus está colocando no meu coração? E eu estou cumprindo o papel que Deus me deu na vida dessa pessoa? Se estivermos dormindo no ponto, quem vai fazer isso?
Quem vai orar pelo seu marido — pela fidelidade moral dele, pelo crescimento espiritual dele, pela caminhada dele com Deus, para que ele seja protegido do maligno? Quem vai orar por isso se você não orar? Quem vai carregar esse fardo mais do que você? Provavelmente ninguém. Quem vai cuidar dos seus filhos, sendo um Moisés, um Arão e um Hur na vida deles enquanto crescem? E então nós nos aproximamos umas das outras e fazemos isso juntas.
Alguém mais?
Susan: Deus me abençoou ricamente com uma mulher que ama o Senhor e ama meus filhos tanto quanto eu. Dez anos atrás, meu marido e eu estávamos separados e à beira do divórcio, mas Deus, em Sua infinita graça e misericórdia, tratou o meu coração. Ele me mostrou áreas de pecado na minha vida, me humilhou, mostrou o orgulho que eu tinha em relação ao meu marido e como eu o estava difamando.
Ele quebrou meu coração e me trouxe de volta a um relacionamento correto com Ele. E minha sogra, fielmente, todos os dias, colocou-se na brecha por mim, pelo meu marido e pelo nosso relacionamento, e ele foi restaurado. Meu marido não está andando com o Senhor neste momento da vida dele, e eu estou cansada.
O ensino de hoje, Nancy, me mostrou que eu preciso me aproximar de outras irmãs em Cristo e pedir ajuda. Eu louvo ao Senhor por você e por seu ministério, e especialmente pela minha sogra. Sou muito grata por Deus ter permitido que ela viesse comigo hoje.
Nancy: Obrigada, Susan. Holly, quero que você se aproxime da Jewel aqui. Não precisa fazê-la ficar em pé. Esta é a Jewel, a sogra. Jewel, houve momentos nessa batalha em que você foi tentada a desistir ou ficou cansada de orar?
Jewel: Sim, houve momentos em que eu tentei desistir. Mas eu tenho só um filho, e eu amo a Susan como se fosse minha filha. Sempre amei. Então eu continuo. Nós duas estamos orando pelo meu filho.
Nancy: O que fez você continuar?
Jewel: Eu simplesmente não posso desistir. Ele é meu filho. Eu o amo, eu amo o Senhor e amo meus netos mais do que qualquer coisa no mundo. Eu não posso desistir. Acho que nenhuma de nós pode desistir de seus filhos.
Nancy: Graças a Deus por mães, avós e sogras que dizem: “Nós não vamos desistir.” Que entendem que isso é uma batalha espiritual. Você não luta batalhas espirituais com crítica, negatividade, raiva, ressentimento ou amargura. Você luta com as “armas” da nossa guerra, que não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruindo argumentos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Cristo e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co. 10.4–6). Isso é guerra espiritual. E ela é travada no lugar da oração.
Susan: Eu sou dessas. . . você falou sobre estar determinada a fazer tudo sozinha. Eu sou a mais velha da família, então eu deveria ser a forte. Tenho uma irmã mais nova. Ela me disse outro dia que, quando minha mãe morreu, há onze meses, parecia que eu não me importava, porque eu nunca parecia sofrer.
Eu disse: “Eu sentia que precisava ser forte pelo meu pai, porque prometi à minha mãe que cuidaria do meu pai e da minha irmã.” Então eu sou teimosa e a que acha que precisa cuidar de todo mundo.
Três ou quatro dias antes do casamento da minha filha, meu pai foi internado. Fiquei com ele o dia inteiro e estava clamando ao Senhor, porque havia tantas coisas do casamento que eu precisava resolver. Na quinta-feira, quando ele teve o derrame, muitos amigos — amigos antigos que amavam meu pai, um homem tão piedoso — vieram.
Entravam e saíam o dia todo. Uma delas veio duas vezes e disse: “Susan, eu sei que você tem muitas coisas para fazer. Todos nós amamos seu pai, e ele iria querer que você fosse ajudar sua filha.”
Então ela disse: “Eu vou organizar pessoas para orar e vou organizar pessoas para ficar com ele.” Meu marido se ofereceu para ficar até meia-noite, e depois ela organizou pessoas para ficarem com ele durante todo o dia seguinte. Aquilo me mostrou que eu não preciso ser tão teimosa a ponto de não aceitar a ajuda das pessoas — em oração e em coisas práticas.
No dia seguinte, Colleen e o marido estavam preparando a igreja. Acho que eles estavam lá desde seis ou sete da manhã. Então recebemos o chamado de código azul do meu pai na sexta-feira. Eles simplesmente disseram: “Você vai, e o Brian cuida disso aqui.” Tantas pessoas cuidaram de tantas coisas por mim, e eu sou muito grata. Eu não tinha percebido quantas pessoas estavam ali e estariam ali.
Quando ele faleceu naquela sexta-feira à noite, muitos desses amigos mais velhos, que nos amavam há tanto tempo, estavam no hospital comigo e com minha irmã. Tivemos que tomar aquela decisão, e acho que foi a decisão mais difícil de todas — pedir que não o reanimassem. Eles estavam todos ali, orando conosco e nos sustentando naquele momento.
Na manhã seguinte, no dia do casamento, de certa forma foi um alívio, porque eu sabia que não precisaria me preocupar em receber uma ligação durante a cerimônia. Durante todo o dia, era como se eu soubesse que havia muitas pessoas orando, porque havia uma paz e um conforto ali que só poderiam ter vindo por meio das orações das pessoas.
Raquel: Um lembrete poderoso de que precisamos umas das outras. Algumas de nossas ouvintes têm compartilhado percepções que receberam da nossa série atual com Nancy DeMoss Wolgemuth, chamada Lições da Vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a vencer com Josué.
Essa série mostra por que os relatos bíblicos de Moisés e Josué são mais do que apenas belas histórias. Estudar a Bíblia pode sustentar você em um quarto de hospital ou onde quer que sua batalha esteja acontecendo.
Quando o apóstolo João estava descrevendo Jesus, ele disse que Ele era “o Filho unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. E, se eu e você devemos ser como Jesus, nós também precisamos ser cheias de graça e de verdade. O problema é que, muitas vezes, pendemos mais para um lado ou para o outro.
Encerramos hoje a primeira parte da série: Lições da vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a vencer com Josué.
No próximo episódio, continuaremos estudando a vida de Josué com a segunda parte da série: Aprendendo a ser ensinável com Josué.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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