A submissão de uma esposa: O que é e o que não é
Raquel Anderson: Uma jovem esposa descobriu que a alegria de se submeter ao marido está, em última análise, fundamentada no Senhor.
Anna Preston: Minha submissão não é porque meu marido tenha merecido ou porque ele seja digno disso, mas porque fui instruída assim na Palavra de Deus, e Ele não vai me conduzir pelo caminho errado. Tenho encontrado muito descanso nisso!
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo.
Dannah Gresh: Hoje vamos falar um pouco de rendição. Temos que aconselhar nossos corações a abrir mão de qualquer direito de estarmos no controle — que às vezes achamos que temos — e de colocar nossas vidas nas mãos do Senhor.
Às vezes isso é mais difícil do que em outros momentos. Às vezes é um momento dramático e transformador. Mas, na maioria das …
Raquel Anderson: Uma jovem esposa descobriu que a alegria de se submeter ao marido está, em última análise, fundamentada no Senhor.
Anna Preston: Minha submissão não é porque meu marido tenha merecido ou porque ele seja digno disso, mas porque fui instruída assim na Palavra de Deus, e Ele não vai me conduzir pelo caminho errado. Tenho encontrado muito descanso nisso!
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações, com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo.
Dannah Gresh: Hoje vamos falar um pouco de rendição. Temos que aconselhar nossos corações a abrir mão de qualquer direito de estarmos no controle — que às vezes achamos que temos — e de colocar nossas vidas nas mãos do Senhor.
Às vezes isso é mais difícil do que em outros momentos. Às vezes é um momento dramático e transformador. Mas, na maioria das vezes, render-se à vontade de Deus acontece nas pequenas escolhas diárias — ouso dizer — até mesmo nas decisões rotineiras.
Vou dizer uma coisa: uma das áreas em que, para nós esposas, pode ser um desafio dizer “Sim, Senhor” é ao nos submetermos aos nossos maridos. Posso ouvir um amém?
Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth vai nos ajudar a refletir com cuidado sobre a submissão no casamento. Mas, para preparar o terreno, quero que você ouça uma conversa que a Dannah Gresh teve com Anna Preston.
Ela é uma jovem esposa que trabalha na equipe do Aviva Nossos Corações e está aprendendo, na prática, sobre submissão. Aqui está a conversa com Raquel Anderson continuando na voz da Dannah Gresh. Ao final do programa, você ouvirá a Nancy, na voz da Renata Santos.
Anna, conte-nos quando você teve o primeiro contato com o Aviva Nossos Corações.
Anna: Eu estava no primeiro ano da faculdade e encontrei o livro Mulheres atraentes adornadas por Cristo, da Nancy. Claro, precisei ler a descrição da autora, porque estava muito envolvida com o livro, e foi então que conheci Nancy e o Aviva Nossos Corações e comecei a acompanhar o ministério.
Dannah: E quanto tempo faz isso?
Anna: Faz sete anos, em 2019.
Dannah: Que maravilha! E como o Senhor tem usado o Aviva Nossos Corações na sua vida desde então?
Anna: Acho que o foco na feminilidade bíblica tem sido um sopro de ar fresco. Felizmente, eu tive ótimos exemplos, ao crescer, do que significa seguir a Cristo como mulher.
Mas ter esse conteúdo específico — estudando as Escrituras de maneira tão profunda e honesta — tem sido uma grande bênção para mim!
E trabalhar no ministério só amplificou isso. Ver tudo isso sendo vivido na equipe tem tornado tudo muito real e aplicável.
Dannah: É real para nós. Não é apenas algo sobre o que falamos. Qual é o seu papel na equipe?
Anna: Eu sou Representante de Serviços Ministeriais. Se alguém liga para o ministério, envia e-mails ou mensagens no chat, pode ser que esteja falando comigo. Amo servir dessa forma.
Dannah: As pessoas ouvem você — que bênção. Amamos tê-la na equipe! Você se casou recentemente. Há quanto tempo está casada, neste momento?
Anna: Aproximadamente dois anos.
Dannah: E essa questão da feminilidade bíblica tem sido importante para ajudá-la a aprender a ser uma nova esposa. Fale sobre isso.
Anna: Sim, eu me dediquei bastante a essa questão quando estava noiva, sabendo que queria ser uma esposa que honraria o Senhor e honraria meu marido. Mas, você sabe como é, e então você se casa. . . Continuamos morando em Chicago depois de casar e não tínhamos tomado muitas decisões grandes e nem nada assim até agora.
Eu estava ouvindo o conteúdo do Aviva Nossos Corações e aprendendo muito, mas ainda não tinha tido muitas oportunidades de aplicar todo o ensinamento em momentos difíceis, especialmente com relação à submissão como esposa.
Na verdade, apenas nas últimas semanas, enquanto nos preparamos para essa mudança, que trouxe muitos desafios logísticos e tivemos muitas decisões a tomar.
São momentos em que nossos papéis realmente precisam se definir. Precisamos de um líder claro, e eu preciso apoiar meu marido.
Estamos fazendo isso juntos, mas essa fase de decisões tornou isso tudo muito real.
Ao voltar aos ensinamentos do Aviva Nossos Corações — que são os ensinamentos das Escrituras — o Senhor tem me lembrado, por meio desse ministério, o que está no centro do que significa ser uma mulher de Deus e honrá-Lo por meio do meu casamento, mesmo quando pode ser assustador abrir mão de certas coisas em rendição a Ele. Porque, no fim das contas, é isso que estou aprendendo: confiar nele com o meu casamento, com o meu futuro, e saber que não estou sendo deixada de lado.
Tenho um marido maravilhoso. Tenho um casamento realmente feliz, graças a Deus! Mas ainda assim pode ser difícil, especialmente quando penso no futuro e me pergunto como as coisas serão.
Dannah: Mesmo nos melhores casamentos, há discórdia. Em qualquer circunstância — não importa o ambiente — sempre há alguém que precisa ser o “desempate”, certo?
Anna: Sim.
Dannah: E Deus nos deu instruções justamente para que não vivamos no caos, mas tenhamos uma boa liderança. Você está falando sobre abraçar isso. E isso é bem contra a cultura atual para uma mulher jovem. Posso perguntar quantos anos você tem?
Anna: Vinte e quatro.
Dannah: Vinte e quatro anos, e você está falando sobre feminilidade bíblica e sobre a beleza da liderança masculina, a segurança da liderança masculina no lar. Você sente às vezes que está sozinha nisso entre as mulheres da sua idade?
Anna: Eu não diria completamente sozinha, mas diria em grande parte sozinha. . . ou pelo menos, muito diferente. Felizmente, tenho um grupo sólido de mulheres na minha vida e na minha família, dos dois lados da família.
Mas, de modo geral, em nossa cultura isso parece algo muito isolado — a ponto de, ao me formar na faculdade, eu começar a me perguntar: Será que estou levando isso longe demais? Será que há algo mais?
Eu comecei a explorar, com cautela e oração, para ver: “O que outros cristãos estão dizendo? Há algo em outras visões?” Mas percebi que não encontro a mesma paz e direção nessas outras perspectivas.
Eu estava conversando com outra pessoa da equipe, dizendo que o “incômodo”, por assim dizer, da submissão — abrir mão do próprio direito, basicamente — para confiar em outra pessoa, para confiar no Senhor, é muito mais preferível do que o caos da discordância ou de tomar decisões sem papéis bem definidos. De um jeito ou de outro, haverá desafios. Mas o caminho que honra o Senhor trará muito mais paz — poder confiar no meu marido, ceder a ele, e, em última instância, ao Senhor.
Estou apenas começando a abraçar isso. . . bem no comecinho mesmo! Mas é revigorante, e parece que um peso foi tirado dos meus ombros!
Dannah: Sim. Você falou que há paz nisso. O que eu percebo é que, seja lá sobre o que estivermos discutindo, muitas vezes são coisas bobas, certo?
Tendemos a discutir por coisas pequenas — pelo menos no meu casamento. Não brigamos por coisas grandes. Sempre são essas coisinhas: onde estacionar o carro no estacionamento da igreja no domingo de manhã (risos). E se você não tem essa visão da liderança masculina, você não está apenas brigando sobre onde estacionar o carro, mas também brigando sobre a briga, e brigando sobre quem está no comando.
E eu também acho que meu marido tem uma parte mais difícil. Quando olhamos para a passagem que diz que devemos nos submeter à liderança do marido, e ele deve “dar a vida por nós!”
Então, os “desempates” acontecem algumas vezes por ano entre Bob e Dannah Gresh, mas o “dar a vida”? Isso é todo dia. . . todo dia!
Anna: Com certeza!
Dannah: Acho que essa é uma parte da conversa que às vezes não se ouve — o quão “inconveniente” (para usar sua palavra) pode ser para o marido nesse modelo. Como você tem se sentido segura ou valorizada pelo seu marido, à medida que ele dá a vida por você?
Anna: Eu tenho um marido maravilhoso! Ele é um bom ouvinte. Às vezes sinto que ele me conhece melhor do que eu mesma. . . e isso é algo muito seguro de se ter ao voltar para casa. E saber que, quando expresso minha opinião sobre algo, quando manifesto minha preferência sobre algo em que sei que ele pode pensar diferente, vejo ele ceder.
Mesmo nas coisinhas do dia a dia. Tipo, vamos a um restaurante e ele me dá a cadeira com a melhor vista. Ou, se ele sabe que quero minha “guloseima noturna” — que é a nossa brincadeira — ele vai gastar o dinheiro das compras com isso e abrir mão de algo que ele talvez quisesse.
São nessas pequenas coisas que vejo isso. Então sei que, quando se trata de coisas maiores, ele está me considerando. E, muitas vezes, quando sinto aquele medo da submissão, é mais algo que criei na minha cabeça do que algo que meu marido realmente tenha me mostrado — que eu tenha qualquer motivo real para temer.
Isso é um verdadeiro presente: ver esse caráter semelhante ao de Cristo no meu próprio casamento. Eu sei que nem toda mulher tem isso. Mas é um presente real para mim!
Dannah: Você está casada há quanto tempo, dois anos?
Anna: Sim, mais ou menos isso.
Dannah: Eu acabei de celebrar meu trigésimo quinto aniversário de casamento.
Anna: Parabéns!
Dannah: Tenho um marido que soa muito parecido com o seu, mas houve um tempo em que ele não era necessariamente um líder piedoso. Ele teve um período de pecado que foi muito difícil para nós.
Para a mulher que vive uma situação parecida, quero dizer: existe esperança — eu sou prova disso. Mas, para aquela que está enfrentando isso neste exato momento. . . imagine acordar amanhã e perceber que há um pecado envolvido, ou que aquele marido piedoso e íntegro revelou outro lado. Como esse modelo ainda pode ser considerado seguro? E, diante disso, qual deve ser a resposta?
Anna: Tudo se resume ao fato de que minha submissão é de fato ao Senhor. Eu não tenho uma resposta perfeita para essa pergunta. Tenho amigas em vários tipos de fases do casamento. Essa é uma conversa mais difícil de ter.
Há muita alegria na submissão ao meu marido agora, e eu sei que talvez nem sempre será assim. Então, não tenho uma resposta perfeita.
Mas sei que, dia após dia, o que estou aprendendo — e ainda não faço bem, mas estou aprendendo — é que minha submissão não é porque meu marido tenha merecido ou seja digno dela, mas porque fui instruída assim na Palavra de Deus, e o Senhor não vai me conduzir pelo caminho errado. Tenho encontrado muito descanso nisso!
Se Ele me colocou no casamento, o casamento não vai atrapalhar o que Ele tem para mim. Vai ser o meio que Ele usará para me guiar e cumprir Sua vontade na minha vida.
Sei que é mais fácil para mim dizer isso do que para outras mulheres que já passaram por situações muito difíceis, mas ainda assim é a verdade. Tenho encontrado descanso nisso, e sei que vou precisar crer nessa verdade cada vez mais daqui para frente.
Dannah: Você disse várias coisas profundas aí. Estou impressionada! Não acho que você esteja “apenas começando a aprender”! Uma das coisas que você disse foi que nossa confiança está, em última instância, em Deus — e é isso que precisamos lembrar.
Mas outra coisa que você disse — e que acho maravilhosa — é: “Eu não tenho todas as respostas.” Por que sabe o que precisamos fazer em momentos assim? Precisamos recorrer ao corpo de Cristo e buscar outras pessoas que estejam mais adiantadas na caminhada.
Outros podem vir e confrontar seu marido e trabalhar com ele, e mulheres podem vir, confortar seu coração e caminhar com você.
Mas acho que a terceira coisa maravilhosa que você disse é: é um mandamento de Deus, então deve funcionar! Eu já vi isso funcionar na minha vida.
Anna: Sim! Posso compartilhar mais uma coisa sobre isso? Uma mulher de Deus realmente maravilhosa me encorajou, dizendo que o Senhor vê o sacrifício, e Ele honra isso, de uma forma ou de outra.
Há uma liberdade e uma paz em se render ao Senhor e saber que Ele vê isso. Em última análise, tudo é para Ele, nosso público de um! Se eu não tenho o que quero, por assim dizer, em determinada situação, Ele está vendo, Ele está agindo nisso. Ele pode até me fazer desejar aquilo que eu achava que não queria! Tenho encontrado muito consolo nisso. É algo que ainda estou tentando compreender, mas essas são as verdades às quais estou tentando me apegar — e elas estão bem vivas em mim agora!
Dannah: Fico muito encorajada em ouvir alguém da sua geração falando e vivendo essa verdade, e assumindo o bastão da feminilidade bíblica. Que bênção! Como você chegou tão longe tão rápido?
Anna: Ah, não sei se cheguei tão longe assim, mas tenho pais incríveis e uma comunidade maravilhosa ao meu redor. Fui criada não apenas ouvindo sobre isso, mas vendo isso. Tive exemplos incríveis — e isso é uma grande bênção.
Dannah: Esses pais e mães são um tesouro, não é?
Anna: Ah, sim. Com certeza.
Dannah: Eles devem ter muito orgulho de você.
Anna: Obrigada.
Dannah: Essa é minha amiga Anna Preston, numa conversa que tivemos há cerca de um ano. Ela está aprendendo a confiar que o Senhor sabe o que está fazendo quando pede que as esposas se submetam aos seus maridos.
Agora, eu sei que a palavra com “s” realmente incomoda algumas pessoas. Talvez você seja uma delas. Pode me fazer um favor? Ouça o restante deste programa. Nancy DeMoss Wolgemuth tem algumas explicações e definições importantes para compartilhar.
Esta é uma parte do ensino baseado em Tito capítulo 2, versículos 1 a 5. Essa passagem é onde o apóstolo Paulo diz ao pastor Tito que as mulheres mais velhas devem ensinar as mais jovens a serem, entre outras coisas, “submissas a seus próprios maridos, para que a palavra de Deus não seja difamada.” Aqui está Nancy.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Ao olharmos para esse tema da submissão no contexto do casamento, estou convencida de que grande parte da resistência a essa ideia vem de uma compreensão equivocada do seu significado.
Portanto, nesta sessão, quero falar sobre alguns fundamentos a respeito da submissão que precisamos entender — e vou fazer isso na forma de nove afirmações (prometo que serão rápidas) que explicam o que a submissão não é.
Número 1: A submissão de uma esposa não é aos homens em geral.
A submissão dela não é aos homens em geral. Agora, toda pessoa — homem, mulher, jovem ou idosa — tem relacionamentos que exigem submissão, seja aos pais, a um chefe, às autoridades civis, ou a líderes espirituais na igreja.
Mas quando as Escrituras instruem as esposas a se submeterem, aqui em Tito 2, é especificamente para serem submissas a — quem? — a seus próprios maridos.
Eu não sou chamada a me submeter ao seu marido, exceto no sentido de que todos nós, no corpo de Cristo, devemos ter uma atitude humilde e submissa uns para com os outros.
Mas sou chamada a me submeter ao meu próprio marido, de uma forma que não sou chamada a me submeter aos homens em geral. Acho que isso tem sido mal compreendido. E se perdermos essa distinção, vamos acabar indo longe demais no assunto da submissão.
Sou chamada a me submeter ao meu marido. Você é chamada a se submeter ao seu próprio marido. Quem são esses maridos? São aqueles que foram estabelecidos por Deus para servir como cabeça da sua própria esposa — não como cabeça das mulheres em geral — e para amar a esposa e entregar a vida por ela. Portanto, a submissão de uma esposa não é aos homens em geral.
Número 2: Submissão não significa que você é inferior ao seu marido ou que vale menos do que ele.
Essa é uma afirmação muito importante: submissão não significa que você é inferior ao seu marido, porque muitos livros e textos sobre submissão bíblica hoje em dia afirmam que, ao falar sobre submissão, estamos dizendo que as mulheres valem menos do que os homens. Isso não é verdade. Não é verdade.
As Escrituras são claras ao afirmar que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus. Portanto:
- Têm igual valor e dignidade.
- Têm igual acesso ao Pai por meio de Jesus Cristo.
- São igualmente herdeiros com Cristo.
- Compartilham igualmente do Espírito Santo.
- Homens e mulheres são igualmente redimidos e batizados em Cristo.
- São igualmente participantes dos dons espirituais.
- São igualmente amados por Deus.
- São igualmente valorizados por Deus.
E afirmar tudo isso não é incompatível com reconhecer que há diferenças e distinções criadas por Deus nas funções e responsabilidades entre o marido e a esposa.
Entendeu? Dizer que há essas diferenças não significa que a mulher é inferior ao marido ou que vale menos do que ele.
Número 3: As Escrituras não sujeitam você, como esposa, a uma vida de obediência forçada ou submissão imposta.
A submissão deve ser uma resposta voluntária de amor e obediência a Deus da parte da esposa. Nenhum marido deve forçar sua esposa a se submeter a ele por meio de coerção ou manipulação.
Portanto, se você ouvir homens dizendo: “Eu sou o chefe; você é a esposa. Submeta-se!”, isso não é o paradigma ou o plano de Deus para a submissão.
Número 4: Submissão não significa servidão humilhante ou subserviência rastejante.
Você não é empregada do seu marido. Você não é funcionária dele. Você não é filha dele. Você não é uma cidadã de segunda classe que se curva aos pés de um superior.
Pelo contrário, submissão é uma resposta alegre, amorosa, inteligente e de coração disposto à posição que Deus concedeu ao seu marido como cabeça espiritual do lar — mesmo que ele não reconheça isso ou não entenda completamente.
É algo que oferecemos de bom grado ao Senhor e aos nossos maridos como parte desse grande quadro de redenção que Deus está pintando. Essa liderança da qual falamos não significa que o marido tem autoridade absoluta sobre a esposa.
Os maridos não são a autoridade suprema sobre suas esposas — Deus é. O marido recebeu autoridade delegada de Deus, e ele prestará contas a Deus por exercê-la de forma humilde, sacrificial e amorosa.
Número 5: Submissão não significa obediência cega e sem questionamentos.
Não significa que o seu marido tem todas as ideias, todos os pensamentos, e que você nunca deve falar, opinar ou participar. Isso não é submissão. Um homem que lidera o lar dessa forma é insensato.
Esse não é o modo de Deus. Você é a auxiliadora do seu marido. Isso significa que ele precisa de você! Ele precisa do seu ponto de vista — expresso de maneira humilde e gentil — da mesma forma que ele deve liderar o casamento com humildade e mansidão.
Sou muito grata por um marido que valoriza minha opinião, que a busca em praticamente tudo. Mas também percebo que a forma como eu ofereço essa opinião pode fazer com que ele fique mais ou menos disposto a considerá-la.
Ele é gracioso mesmo quando eu não sou, mas não quero colocá-lo à prova. Quero expressar minha opinião de forma adequada — sem despejar tudo o que penso, sem descarregar meu “grande tesouro de sabedoria” de uma vez.
Por exemplo, o momento inadequado para despejar minhas opiniões e conselhos é quando estamos deitados à noite, e ele está quase dormindo, mal conseguindo manter os olhos abertos. Esse não é um bom momento.
Se eu realmente precisar falar, ele vai sentar e ouvir, mas eu preciso ter certeza de que é algo que não pode esperar até a manhã seguinte. Então, escolha bem o momento e garanta que o seu espírito seja humilde, gracioso e gentil. Isso faz uma diferença enorme. Mas submissão não significa obediência cega e sem questionamentos.
Número 6: Submissão não significa que seu marido está sempre certo.
Pelo contrário. Às vezes, ele está errado. Que novidade! Seu marido não é Deus! Você já sabia disso, não é? Ele é um homem pecador, assim como você é uma mulher pecadora. A submissão bíblica não depende do quanto seu marido é sábio, piedoso, capaz ou qualificado.
Você pode ser muito melhor do que ele em várias áreas, e um marido sábio vai se apoiar na sua experiência, sabedoria e opinião. Mas submissão não significa que ele está sempre certo — porque ele não está.
Número 7: Submissão nunca exige que você siga seu marido no pecado.
A sua lealdade e obediência final não pertencem ao seu marido, mas a Deus, a Cristo. Se o seu marido abusar da autoridade que Deus lhe deu e exigir que você faça algo contrário à Palavra de Deus, você deve obedecer a Deus em vez do seu marido, mas com uma atitude respeitosa e humilde. Não deixe que o pecado dele leve você a pecar.
Pelo que observei, ouvindo muitas esposas e lendo inúmeros e-mails que recebemos ao longo dos anos — especialmente de mulheres em casamentos difíceis —, muitas vezes não se trata de o marido exigir que a esposa peque, mas de ele tomar decisões com as quais ela simplesmente não concorda.
Ela pode até estar certa, mas há uma diferença entre ele exigir algo pecaminoso e ele tomar uma decisão que você apenas discorda. Quando for esse o caso, você deve se submeter — não ao pecado, mas a algo que é apenas uma questão de preferência ou de sabedoria. É muito importante distinguir entre essas duas situações ao responder à liderança do seu marido.
Número 8: A submissão de uma esposa nunca, jamais dá ao marido o direito de abusá-la — em hipótese alguma.
E eu quero que as pessoas me ouçam dizer isso claramente, porque já pegaram coisas que escrevi ou falei — uma frase aqui, outra ali — e vieram contra nós com força total, nos criticando duramente. Isso aconteceu, na verdade, quando o livro Mulheres atraentes adornadas por Cristo foi lançado.
Alguém que havia lido algo que escrevi anos atrás — algo que era uma afirmação bíblica — mas eu não havia incluído todos os esclarecimentos e ressalvas, veio com tudo contra mim no Twitter. Isso aconteceu há poucas semanas. E, sabe, você entrega isso ao Senhor.
Mas eu não quero dar munição a ninguém. Quero deixar muito, muito claro que a submissão de uma esposa NUNCA dá permissão para o marido abusá-la.
Há mulheres sentadas nesta sala hoje cujos maridos, pais ou outros homens — pela maneira distorcida como entendem o papel do homem, o que é “másculo”, o que é “ser o chefe do lar” — acabaram tratando você de maneiras que não são bíblicas e que são abomináveis aos olhos de Deus. E isso jamais pode ser justificado.
Sempre que as mulheres são instruídas nas Escrituras a se submeterem aos seus maridos, há um mandamento correspondente para os maridos: amar e cuidar de suas esposas. Não existe justificativa possível para um marido dominar ou abusar da esposa — seja de forma evidente, física e verbal, ou de formas mais “respeitáveis”, sutis, escondidas, como manipulação e intimidação.
Portanto, se você está sendo abusada ou acredita que está, você precisa buscar ajuda! E eu sei que, para uma mulher nessa situação, isso pode parecer impossível: “Como eu poderia fazer isso?” Bem, antes de tudo, clame ao Senhor, que é o Defensor dos indefesos, e Ele virá em seu socorro, se você clamar a Ele — de maneiras que talvez você nem consiga imaginar.
Não há nada no ensino bíblico sobre submissão que permita, aprove ou tolere esse tipo de tratamento. Se você ou seus filhos estão sendo fisicamente feridos ou ameaçados, precisam ir para um lugar seguro e entrar em contato com as autoridades civis e espirituais para buscar proteção.
Eu sei que isso pode ser difícil, então, se você não consegue fazer essa ligação, procure uma mulher de confiança que possa ajudá-la, que vá com você e te apoie. Não diga: “Eu devo apenas ficar aqui e ser submissa a isso.” Isso não é o caminho de Deus. Isso não está certo.
Número 9: Submissão não é apenas conformidade externa.
Não se trata apenas do que eu faço de forma submissa, mas do meu coração, da atitude interior com que eu me submeto. Somos chamadas a nos submeter às autoridades humanas — à liderança e à autoridade do marido — de maneira semelhante a Cristo.
Lemos sobre isso em 1 Pedro capítulo 2, onde Cristo se submeteu àqueles que O trataram injustamente, sem raiva, sem ressentimento, sem ódio, sem rebeldia. Na verdade, Sua atitude foi de compaixão e perdão para com aqueles que O feriram.
Infelizmente, não temos tempo suficiente aqui para entrarmos em todos os detalhes sobre o que o perdão significa nessa situação.
Perdoar o seu marido que pecou contra você nessa área de submissão e liderança não significa que você deve permanecer ali sofrendo comportamentos pecaminosos da parte dele. Você pode perdoar e, ao mesmo tempo, chamar a polícia.
Quando você perdoa, está dizendo: “Eu não sou a juíza do seu caso. Eu não vou odiar você. Não vou nutrir amargura. Não vou ser dominada por raiva e ódio contra você.” (Sim, posso sentir raiva do pecado, mas não ódio pela pessoa.)
“Eu não sou o juiz. Eu não sou o júri. Eu não sou o tribunal. Estou entregando você ao tribunal de Deus. Estou liberando você do meu tribunal, do meu julgamento.”
Mas submissão não é apenas ações externas. É a atitude do coração. Uma amiga me disse anos atrás:
Eu costumava pensar que submissão era apenas não desobedecer diretamente ao meu marido. Se ele traçasse um limite, eu o seguia. Achava que isso era submissão. Meu entendimento estava mais focado nas ações externas do que na humildade interior de um coração rendido.
Meu marido é um líder muito bondoso e gentil, e raramente impõe sua vontade em qualquer assunto. Mas, no início do nosso casamento, quando ele tomava uma decisão com a qual eu não concordava, eu obedecia — mas com um espírito resistente.
Eu até seguia suas decisões, mas com uma atitude de má vontade. E, se tivesse oportunidade, logo apontava os motivos pelos quais aquilo não iria funcionar.
Por causa da minha personalidade forte e do medo de confronto do meu marido [o que é mais comum em muitos homens do que se imagina], boa parte do nosso casamento sofreu por causa dessa dinâmica invertida, em que ele passou a olhar para mim em busca de liderança.
Quando percebi como minha atitude dominante o havia enfraquecido e paralisado pelo medo, fui até ele em arrependimento, pedindo perdão. Mas tem sido um processo árduo de reconstrução, de desenvolver novos padrões de comportamento e aprender atitudes de humildade necessárias para viver a submissão bíblica.
E eu tenho acompanhado essa mulher e seu marido ao longo desses anos. Foi um processo difícil, mas belo! Ela disse:
Para ele, esse processo significou ter coragem de liderar depois de tantos anos seguindo a minha liderança.
Portanto, ser submissa não é nenhuma dessas nove coisas que acabamos de discutir. Ser submissa é responder à liderança do seu marido, ao seu direcionamento — é estar inclinada a ser guiada, aberta a seguir, disposta a confiar em Deus, mesmo quando isso exige abrir mão de preferências e opiniões pessoais. Isso não significa que não conversamos sobre essas coisas.
É um “ritmo”, uma “dança” — um dar e receber, um fluir. E isso pode ser algo belo quando é feito do jeito de Deus!
Raquel: Algumas explicações muito úteis aqui, vindas de Nancy DeMoss Wolgemuth — especialmente sobre o que a Bíblia não quer dizer quando afirma que as esposas devem se submeter a seus maridos.
Temos aqui na transcrição deste episódio, um link com informações sobre como adquirir o livro Mulheres atraentes adornadas por Cristo, no qual este ensinamento foi baseado diretamente.
Sabe, de modo geral, render-se ao modo de Deus fazer as coisas nem sempre é fácil, mas os resultados finais valem muito a pena! No seu livro sobre rendição, Nancy diz o seguinte (deixe-me ler):
Quando assinamos o contrato em branco da rendição, não há garantias sobre para onde Deus nos conduzirá ou quão difícil será a nossa jornada. No entanto, nós conhecemos o caráter dAquele em quem depositamos a nossa confiança. E sabemos que as promessas de Deus compensam, e muito, qualquer risco, perigo ou desafio que Ele possa permitir em nossas vidas.
Recomendamos o livro da Nancy, Render-se completamente a Deus. Visite o nosso site e saiba como adquirir ainda hoje uma cópia deste livro, avivanossoscoracoes.com.
Você está se sentindo esgotada e inquieta? O Salmo 131 aponta para a humildade, a simplicidade e a confiança em Deus. Nancy DeMoss Wolgemuth mostra como você pode acalmar o coração e encontrar paz, mesmo em meio ao caos da vida.
Semana que vem refletiremos nas verdades deste Salmo.Tenha um final de semana abençoado e aguardamos você na semana que vem aqui, no Aviva Nossos Corações!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.