Raquel Anderson: Mesmo que você tenha sido abandonada pelo seu pai terreno, você não está sozinha. Aqui está Blair Linne.
Blair Linne: “Qualquer mentira que você seja tentada a acreditar porque seu pai biológico não esteve presente, você tem um Pai celestial que nunca nos deixará nem nos abandonará.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Espero que você já esteja planejando alguma forma especial de honrar seu pai neste fim de semana, no Dia dos Pais.
Meu pai está com o Senhor há muitos anos, mas ainda gosto de aproveitar o fim de semana do Dia dos Pais para agradecer ao Senhor por me abençoar com um pai que honrou a Cristo e que amou bem a sua família.
Eu sei que este fim de semana pode ser muito difícil para algumas …
Raquel Anderson: Mesmo que você tenha sido abandonada pelo seu pai terreno, você não está sozinha. Aqui está Blair Linne.
Blair Linne: “Qualquer mentira que você seja tentada a acreditar porque seu pai biológico não esteve presente, você tem um Pai celestial que nunca nos deixará nem nos abandonará.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Espero que você já esteja planejando alguma forma especial de honrar seu pai neste fim de semana, no Dia dos Pais.
Meu pai está com o Senhor há muitos anos, mas ainda gosto de aproveitar o fim de semana do Dia dos Pais para agradecer ao Senhor por me abençoar com um pai que honrou a Cristo e que amou bem a sua família.
Eu sei que este fim de semana pode ser muito difícil para algumas mulheres que tiveram um relacionamento doloroso com o pai. Blair Linne conhece esse tipo de dor. Ela também conhece a alegria e a cura que vêm de conhecer Deus como seu Pai celestial.
Ontem ouvimos a parte um de uma mensagem de Blair. Na conferência Mulher Verdadeira 2014, ela ministrou uma sessão chamada A princesinha do papai. Ao ouvirmos a parte dois, veremos que você pode ser adotada na família de Deus e conhecê-Lo como seu Pai perfeito e amoroso. Isso só é possível por causa do que Jesus fez por nós — tornando-nos justas diante de Deus.
Blair mencionou os quatro pontos que ela gostaria de focar nesta mensagem:
Ontem, ela falou sobre os dois primeiros pontos: “Um Pai Perdido” e “Uma Filha com um coração partido”. Hoje, ela vai falar sobre os outros dois pontos: “Um Pai Ama” e “Uma Filha Restaurada”.
Aqui está Blair:
Blair:
Um Pai Ama
Vamos falar sobre quem Jesus é. Queremos, de certa forma, ir desde o começo e perceber como a nossa adoção realmente se desenrola.
Jesus é nosso irmão. No livro de Bruce Ware sobre a Trindade, ele descreve Jesus, e o que ele diz é:
Jesus não é um terço Deus. Ele é plenamente Deus. E Ele existe eternamente com o Pai e o Espírito, e cada um deles possui plenamente a mesma natureza idêntica.
Portanto, Pai, Filho e Espírito Santo — Deus. E, assim, o que distingue o Filho é o Seu papel específico como Filho em relação ao Pai e ao Espírito, e os relacionamentos que Ele tem com cada um deles. Jesus sempre foi Deus, o Filho. Ele sempre se submeteu ao Pai. Assim, autoridade e submissão são realidades eternas, o que é maravilhosamente belo quando entendemos isso. Jesus se submeteu ao Seu Pai na eternidade passada e também na encarnação. Ele sempre está se submetendo e amando o Pai.
E a próxima coisa é que Jesus é Deus em carne — Emanuel — Deus conosco. E a beleza dessa condescendência, Jesus descendo do céu para a terra, é que Ele não se envergonha de nós. Isto é, Jesus, o Deus santo — santo, santo, santo — ainda assim disposto a descer a esta terra e se tornar nosso Irmão, o que é incrível, porque somos pecadores.
A beleza da encarnação, Deus se tornando carne, é que, se Jesus fosse apenas Deus — ao pensarmos sobre a encarnação —, Ele não seria realmente capaz de se compadecer das nossas fraquezas. Se Ele não tivesse vindo em carne, Ele não poderia suportar conosco em simpatia. E isso também é uma parte maravilhosa da expiação. Porque Adão foi quem pecou, a expiação tinha que vir por meio de um homem, em certo sentido.
Mas um ser humano não poderia suportar o cálice completo da ira do Pai e ressuscitar do túmulo porque teria que ser perfeito. Tinha que ser um Deus-homem. Tinha que ser Jesus. Ele era o único que realmente poderia cumprir os requisitos da expiação. E eu louvo ao Senhor porque Ele fez isso!
Enquanto estava na cruz, o relacionamento entre Pai e Filho foi rompido. Jesus estava disposto a ser separado do Seu Pai. Vemos em 2 Coríntios 5.21, que diz: “Aquele [Jesus] que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” Vemos que, enquanto Jesus estava na cruz, Ele existiu eternamente com o Pai. Nunca houve desunião, nunca houve qualquer problema no relacionamento deles. Eles sempre estiveram em perfeito acordo.
E, ainda assim, vemos na cruz: o que Ele clama? Ele diz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” O relacionamento de Jesus com o Pai foi quebrado porque Ele tomou sobre Si o pecado — não o Seu próprio pecado, mas o nosso pecado. Nós merecíamos estar naquela cruz. Mas Jesus diz: “Por amor, vou fazer isso. Vou suportar a penalidade, o salário do pecado, que é a morte.” E eu louvo a Deus.
Há um cântico antigo que diz: “Você estava lá quando crucificaram o meu Senhor?” Eu estava lá! Eu estava lá! Quer dizer, eu O coloquei na cruz. O meu pecado O colocou na cruz. E Ele suportou isso por mim, por você.
A adoção vem por meio do nosso novo nascimento. Para aqueles que se arrependeram do seu pecado e colocaram sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, eles realmente podem chamar Deus de seu Pai, o que é incrível. E isso é o resultado desse novo nascimento. Vemos isso em João 3, com Nicodemos vindo à noite e Jesus falando sobre o novo nascimento.
Mas também em João 1.12–13, diz:
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
A beleza disso é que, na nossa adoção, não é apenas: “Bom, minha mãe era cristã. Meu pai era cristão. Então eu também sou cristã. Minha mãe foi adotada. Minha avó foi adotada por Deus por meio de Jesus. Então eu também sou adotada.”
Não. É que nós nascemos de Deus. Fazendo pessoalmente uma decisão de dizer: “Jesus, sim, eu vou Te servir. Eu creio que Tu és o Filho de Deus. Eu creio que Tu morreste pelos meus pecados. E estou disposta a abandonar o meu pecado e Te seguir.” É uma confissão específica e pessoal que todos nós precisamos fazer.
E a beleza disso é que Jesus é o doador da graça. Efésios 2 diz: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (v. 8). Que dom maravilhoso que recebemos de Deus — gratuitamente de Deus. Porque todas nós somos pecadoras, não há nada que possamos fazer para merecer a salvação de Deus. Deus escolheu permanecer e nos amar mesmo quando éramos indignas de amor. A Bíblia diz: “Quando ainda éramos pecadores”, em nosso pecado, Cristo morreu pelos ímpios, enquanto ainda estávamos em pecado.
E esta é a beleza da adoção. A criança adotada não traz nada para a situação além da sua necessidade. E da mesma forma que o autor do hino diz: “Nada trago em minhas mãos, simplesmente à tua cruz me apego.” E isso é verdade para todos os que confiam em Jesus. Dizemos: “Deus, minhas boas obras são como trapos de imundícia, então vou simplesmente me sentar e receber a Tua graça abundante. Vou receber a Tua misericórdia.”
Agradeço ao Senhor porque somos pessoas quebradas, mas ainda assim Deus diz: “Quero ter um relacionamento com você, na sua fragilidade, na sua fraqueza. Quero amar você.” E acho que essa também é uma verdade maravilhosa para meditar. Deus não nos salva apenas para nos tolerar. “Ok, eu os salvei. Pronto.” Não. Ele diz: “Quero ter comunhão com você. Eu amo você. Tenho prazer em você.”
Você acredita que Deus tem prazer em você? Você acredita que Deus tem prazer em você —você mesma, quem você é como filha de Deus?
Há uma passagem em que Jesus diz, em João 15.9: “Como o Pai me amou, também eu amei vocês; permaneçam no meu amor.” Acho que, se meditarmos nisso, nessa verdade. . . Ele diz: “Assim como o Pai me amou” — esse amor eterno — Ele diz: “Assim eu amei vocês.” E depois Ele diz: “Permaneçam no meu amor.”
Sinto que, na minha vida, tive que lutar para me apegar ao fato de que o Senhor me ama apesar de mim. A maneira como o Pai olha para mim, Ele vê Jesus. Ele vê Cristo. Não que eu seja Cristo, mas Ele vive em mim. E, como resultado, Ele me ama com um amor eterno.
E vemos claramente esse amor na cruz. Conhecemos a Escritura, talvez estejamos familiarizadas, João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
E as Escrituras também dizem: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós” (1 Jo. 3.16). O próprio ato de entregar a Sua vida em nosso lugar mostra quão grande é o Seu amor por nós. E, como filha de Deus, precisamos saber que Jesus nos ama.
Efésios 1 diz que Ele escolheu salvar você, mesmo. . .
Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e entendimento. Ele nos revelou o mistério da sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra. (vv. 4–10)
A beleza do amor de Deus é que Ele enviou Seu Filho para provar a morte pelos cristãos, para que nós não precisássemos. E sabemos que isso é garantido porque Jesus ressuscitou dentre os mortos. Então está consumado. Ele ressuscitou com todo poder. Ele venceu o pecado, a morte e o túmulo, e nós não precisamos enfrentar essa morte. Não precisamos estar presos ao nosso pecado. E isso é por causa de Cristo.
Jesus agora intercede por nós como Seus filhos. E a ressurreição nos dá esperança. Porque Jesus ressuscitou dos mortos, agora somos capazes de viver em novidade de vida, como dizem as Escrituras.
Romanos 4 diz: “Bem-aventurados aqueles cujas transgressões são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado aquele a quem o Senhor jamais atribuir pecado.” (vv. 7–8)
A beleza é que, quando nascemos de novo, somos justificadas. Somos declaradas justas por Deus. Somos santificadas e cheias do Espírito. Somos novas, uma vez que realmente nascemos de novo, recebemos essa nova natureza, à medida que Deus nos enche com o Seu Espírito Santo. E também somos guardadas por Deus. Deus é fiel para guardar Seus filhos e cuidar de Seus filhos. Ele não perderá nenhum deles, dizem as Escrituras.
Apocalipse 3.5 diz: “O vencedor será assim vestido de branco, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida. Pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.”
Então, no fim das contas, Deus não é como o homem. A Bíblia diz: “Homem fiel, quem o achará?” As Escrituras dizem: “Deus, Ele é fiel.” Mesmo quando somos infiéis, Ele jamais negará a si mesmo. Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Adoção significa que temos Deus como nosso Pai. Temos Deus como nosso Pai. Pense nisso! Deus é nosso Pai. Ele prometeu cuidar de nós, nos proteger, nos prover. Ele até nos disciplina em amor, dizem as Escrituras em Hebreus 12. E Ele faz isso para mostrar que pertencemos a Ele.
Agora temos um novo cabeça da casa, um novo papel na família, uma nova identidade e propósito. Adoção significa que somos amadas e cuidadas. Deus achou por bem nos salvar, não porque merecemos, mas por causa da Sua misericórdia.
Sim, temos Deus como nosso Aba Pai, e agora somos "Uma filha restaurada".
Uma Filha Restaurada
Algumas coisas a observar é que uma filha restaurada está para sempre segura nos braços do seu Pai.
Seu relacionamento com Deus é íntimo? Você percebe que nunca fez nada digno para Deus chamá-la de Sua filha? , quando sentimos que não estamos merecendo ou acompanhando a graça de Deus. . . nós nunca a merecemos desde o início! Nunca fomos boas o suficiente. Nunca seremos boas o suficiente.
A Bíblia diz que seu pai terreno pode ter rejeitado você. As Escrituras dizem: “Nunca te deixarei nem te abandonarei.”
Salmo 27.10 diz: “Porque, se o meu pai e a minha mãe me abandonarem, o SENHOR me acolherá.”
Ela também é capaz de se apegar a Deus, creio eu, de uma maneira única. Quero falar às mulheres que tiveram um pai presente. Você pode estar aqui, e ter tido um pai maravilhoso que era crente, que foi um modelo do nosso Pai Deus. Mesmo você, precisa confiar em Deus. Precisamos amar a Deus mais do que aos nossos pais.
As Escrituras dizem que o amor que você tem por Deus deve parecer como se você odiasse seus pais, no sentido de que você tem tamanha paixão e desejo de honrar o Senhor e colocá-Lo em primeiro lugar.
Haverá momentos em que isso pode ser difícil, no que diz respeito aos seus pais e a forma como eles lidam com você colocando Deus em primeiro lugar. Portanto, se seu pai esteve presente, você ainda assim precisa amar a Deus mais.
Mas acredito que aquelas cujo pai não esteve presente ou não se relacionaram com seu pai, podem se conectar com Deus de uma maneira muito única. É semelhante a. . . se alguém aqui já teve uma necessidade específica. Fui encorajada por Joni Eareckson Tada, que sofre grandes dores físicas.
E até mesmo quando estávamos orando na chamada de oração antes da conferência, ela pediu a Deus: “Senhor, apenas me dê fôlego.”
E por causa do seu sofrimento, ela é capaz de se apegar a Deus de uma maneira única. Quantas de nós pedimos a Deus por fôlego? “Ajuda-me a respirar. Ajuda-me a falar claramente sem tossir.” O sofrimento dela permite que ela dependa de Deus de forma singular.
Se você já passou por uma prova financeira, ou, por exemplo, não sabe de onde virá sua próxima refeição, como você vai alimentar sua família.
Você se apega a Deus de uma maneira única, e consegue entender Deus como Provedor de uma forma que alguém que sempre teve comida, teve abundância de alimento, talvez não compreenda.
Aqui está uma oportunidade única de se encontrar com Deus de uma maneira que nunca teria existido se tudo tivesse acontecido perfeitamente de acordo com o nosso plano.
Embora nenhuma de nós jamais teria pedido para crescer sem um pai ou sem conseguir se relacionar com ele, podemos olhar para isso como uma oportunidade de nos aproximarmos cada vez mais de Deus.
Você pode passar por uma provação e não seja possível falar com seu pai biológico ao telefone. Mas você pode orar; você pode recorrer ao seu Pai celestial. Ele ouve suas orações. Deus é bom, e Ele dá essas boas dádivas. Até o sofrimento, até essas dificuldades, são, em última análise, para a Sua glória.
O sofrimento produz perseverança, a perseverança caráter, o caráter esperança, diz a Bíblia. Em última análise, o nosso sofrimento é o que solidifica a nossa esperança. E é por isso que somos capazes de dizer: “Obrigada. Obrigada, Deus, por essas dificuldades. Obrigada por essas provações, porque o Senhor está produzindo em mim uma esperança que talvez eu não tivesse de outra forma.”
Quero compartilhar uma história pessoal de uma amiga minha. Essa amiga compartilhou comigo, anos atrás, que havia sido molestada por seu pai durante vários anos, aproximadamente dos nove aos treze anos de idade. E quando ela tinha treze anos, engravidou do próprio pai. Ele a forçou a fazer um aborto, e a família fingiu como se nada tivesse acontecido.
Só posso imaginar como deve ser isso, sentir-se sozinha e tentar trazer à tona as circunstâncias, e as pessoas a silenciarem como se o problema fosse você, como se houvesse algo errado com você.
Eu a conheci quando eu estava em Los Angeles. Ela é de Nova York. Íamos à igreja juntas e ela cresceu no Senhor — cresceu na sua adoção e no entendimento da sua identidade em Cristo.
Nós estávamos frequentando uma igreja, e havia um rapaz interessado em se aproximar dela, mas ela continuava dizendo não. “Não, não, não.” Ele chegou a perguntar a ela: “Você quer se casar comigo?” três vezes antes dela dizer “Sim”. Ele foi muito, muito persistente, mas finalmente ela disse: “Sim”. Ela enfrentou muitos medos. Tinha tido muitos relacionamentos quebrados antes de se tornar cristã.
Quando o noivo a visitou e foi conhecer a família, uma das pessoas que eles encontraram foi o pai dela. Foram a Nova York e se sentaram com o pai, e o noivo pôde ministrar Cristo ao pai dela. Foi incrível, porque minha amiga tinha perdão no coração. Durante todo esse tempo, o pai dela não havia reconhecido o pecado dele de forma alguma. Ele se recusava a admitir, mesmo quando ela foi até lá com o noivo.
Você sabia que ela pediu para que ele a conduzisse ao altar no dia do casamento? Eu pensei: que exemplo de honrar o pai mesmo quando não parece que ele merece essa honra, mas ainda assim dizer: “Eu vou honrar você.” E a verdade é que ela já o tinha perdoado no coração, independentemente de ele reconhecer o pecado ou não.
Alguns anos depois do casamento, literalmente há alguns anos, ela fez outra viagem a Nova York para visitar a família, visitar o pai, e ele finalmente pediu perdão a ela. Mas a questão é que, como eu disse, ela já o tinha perdoado havia muito tempo — muito tempo — e ela era livre. Ela era uma mulher livre por causa dessa mudança que tinha acontecido nela e porque ela entendia quem ela era em Cristo. Ela não iria ficar presa nem mesmo ao pecado do pai.
Deus precisa nos dar a perspectiva dele. Só podemos produzir esse tipo de fruto andando no Espírito. E eu não sei, novamente, qual é a sua situação específica, mas quero pensar sobre como podemos começar esse processo de cura.
À medida que caminhamos para o encerramento, vamos passar por isso bem rapidamente. Ao meditarmos nessa realidade do nosso novo nascimento e da nossa adoção em Deus, podemos, antes de tudo, orar honestamente sobre as nossas feridas. Você pode levar seus medos, pode levar suas circunstâncias específicas diante de Deus. Você não precisa se esconder, não precisa fingir que o pecado não aconteceu. Você pode levar isso diante de Deus. Honestamente. Pode dizer a Ele como isso fez você se sentir. Diga a Ele o que tem acontecido no seu coração e na sua vida. Você pode ser sincera com Deus, porque Ele já sabe.
Há um texto em Mateus 5 que diz: “amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus” (vv. 44–45). Então comece a orar pelo seu pai, ore pelo seu pai.
A segunda coisa é perdoar. Porque fomos perdoadas, podemos escolher perdoar os outros. Um bom texto para meditar é a parábola do servo impiedoso em Mateus 18. Aqueles que são muito perdoados, amam muito.
E, novamente, o seu pai pode nunca pedir perdão, ou talvez nunca tenha a oportunidade de pedir o seu perdão. Mas você ainda assim pode perdoá-lo, porque você foi perdoada por meio de Cristo.
A terceira coisa é que podemos honrar nosso pai. Isso não significa que você se coloque em uma situação de risco, porque eu não conheço as circunstâncias específicas. Mas, se não houver perigo, ore sobre como você pode encorajar o seu pai. Pense em maneiras.
Mesmo com o meu pai — como eu disse, meu pai não estava presente. Ele não foi capaz de prover. Mas ele é um homem gentil. Ele é um homem doce. E mesmo nas vezes em que eu ia visitá-lo em Chicago, ele me dava um saquinho de doces.
Há algo que o seu pai tenha feito? Ele levou você à igreja? Ele proveu para você? Ele deu um beijo na sua testa? Ele demonstrou amor por você? Pense nessas coisas, e talvez você possa encorajar o seu pai compartilhando isso com ele.
E também, seja membro de uma igreja local. A razão de eu colocar isso aqui é que acredito que isso se conecta muito com a nossa adoção, porque quando vamos a Cristo, não apenas recebemos Deus como nosso Pai, mas recebemos irmãos e irmãs, mães espirituais, pais espirituais. Recebemos uma família. Somos o Corpo de Cristo.
E é lindo como, em Tiago, até mesmo o chamado à verdadeira religião inclui cuidar dos órfãos. Somos chamados a cuidar uns dos outros.
Você pode ter uma oportunidade — mesmo que não tenha visto isso modelado no seu pai — de olhar para o seu pastor, talvez, ou para os homens piedosos da sua igreja, para as mulheres piedosas da sua igreja, e observar como eles se relacionam uns com os outros. As mulheres solteiras piedosas da sua igreja: como elas se submetem a Deus? Como se submetem à autoridade?
Converse com as crianças. Como é o seu pai? Como ele os cria no temor e na admoestação do Senhor? Você pode fazer essas perguntas. Não para idolatrar, mas para aprender, crescer e ser abençoada pela igreja.
E agora saiba que você não é mais órfã de pai. Qualquer mentira que você seja tentada a acreditar porque o seu pai biológico não está presente, você tem um Pai, um Pai celestial, que nunca nos deixará nem nos abandonará. Nunca estamos sozinhas. Deus está sempre com Seus filhos.
Isaías 41.10 diz: “não tema, porque eu estou com você; não fique com medo, porque eu sou o seu Deus. Eu lhe dou forças; sim, eu o ajudo; sim, eu o seguro com a mão direita da minha justiça.”
Nancy: Ouvimos Blair Linne falando sobre a alegria maravilhosa que podemos ter se fomos adotadas na família de Deus. O Rei é o nosso Pai perfeito e amoroso.
Blair apresentou essa mensagem na Mulher Verdadeira 2014. Se você perdeu o episódio anterior, pode ouvir a mensagem no nosso site, avivanossoscoracoes.com. Blair voltará em instantes para orar.
Talvez você conheça alguém que teve um relacionamento difícil com o pai biológico. Você pode enviar a essa pessoa o link do programa de hoje em avivanossoscoracoes.com.
Blair não apenas apresentou essa mensagem na Mulher Verdadeira 2014, como também eletrizou a plateia com sua poesia falada.
Blair:
Ele é livre. Ele é pleno. Ele é frutífero para sempre.
Assim tem sido e sempre será. . .
Que possamos nos encontrar escondidas em Cristo, nosso Tesouro,
tornando-nos Mulheres Verdadeiras que são plenas, frutíferas e livres!
Acho que não preciso convencê-la de que os problemas que este mundo enfrenta hoje não serão resolvidos por soluções humanas. O próximo presidente, seja ele quem for, não será capaz de resolver problemas profundamente enraizados que brotam do coração humano. A única maneira de experimentar verdadeira liberdade e a bênção de Deus, como nação, é o Senhor voltar o coração das pessoas para Ele.
Como vocês sabem, o Aviva Nossos Corações é sustentado por ouvintes e abençoa mulheres em todo o Brasil e exterior, como a nossa querida ouvinte que nos enviou a seguinte mensagem:
“Sou imensamente grata ao Senhor pela vida de Nancy e de toda a equipe do ANC. Oro por este ministério, compartilho com várias amigas e irmãs em Cristo e minha vida tem sido profundamente transformada por cada série de podcasts! Louvo a Deus por suas vidas, pela firmeza na Palavra do Senhor e pela relevância dos temas na vida de nós mulheres! Que o Senhor continue a abençoá-las ricamente para a Sua glória!”
Sua contribuição de qualquer valor, nos ajudará a carregar a nossa missão de chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Visite o nosso site para informações de como fazer a sua doação por PIX ou cartão de crédito, avivanossoscoracoes.com.
Para encerrar o nosso tempo hoje, aqui está Blair Linne para nos conduzir em oração.
Blair: Nosso gracioso Pai, nosso Pai celestial, nós nos colocamos agora diante de Ti como Tuas filhas. A Tua Palavra diz que, se não nos convertermos dos nossos pecados e não nos tornarmos como crianças, jamais entraremos no reino dos céus.
Eu oro, Senhor, para que Tu nos dês corações de filhas, como esses pequeninos, Senhor, com corações humildes, corações dependentes. Eu sei, por ter dois filhos pequenos, quais são as necessidades que eles têm, como eles se apegam a mim, como precisam de mim para tudo. Eu oro, Senhor, para que as mulheres neste lugar se apeguem a Ti para tudo.
E eu oro pelas mulheres específicas, Senhor, por suas circunstâncias específicas. Deus, Tu curarias cada ferida, a dor, o medo? Deus, Tu as libertarias? Ajuda-nos a meditar nessa verdade gloriosa do Evangelho, nas boas-novas de que, por meio de Cristo, temos um Pai fiel, amoroso e bondoso, cheio de misericórdia e compaixão. Deus, que confiemos na Tua boa mão. Em nome de Jesus, amém.
Raquel: Aguardamos você amanhã, aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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