Seja feita a Tua vontade: A história de Rebecca Ellerman
Raquel Anderson: Quando Rebecca Ellerman foi ao hospital para dar à luz seu quarto filho, ela não fazia ideia da jornada que estava prestes a começar.
Rebecca Ellerman: Eu acordei naquela manhã com uma sensação estranha no estômago. Não parecia com os outros três partos. O bebê nasceu muito facilmente — 3,560 kg — bem na hora certa. Não havia nada no parto que mostrasse qualquer problema. Mas assim que ele nasceu, estava ali a enfermeira ao meu lado, e as primeiras palavras dela foram: “Ah, é outro molinho.”
Olhei ao redor e pensei: O que isso quer dizer?
Vi minha obstetra, uma mulher muito doce que havia feito meus outros três partos. Vi que ela recuou e ficou olhando para aquele bebê com uma profunda preocupação.
Foram os olhos dela sobre ele que me chamaram atenção, porque eu sabia que ela sabia que isso não …
Raquel Anderson: Quando Rebecca Ellerman foi ao hospital para dar à luz seu quarto filho, ela não fazia ideia da jornada que estava prestes a começar.
Rebecca Ellerman: Eu acordei naquela manhã com uma sensação estranha no estômago. Não parecia com os outros três partos. O bebê nasceu muito facilmente — 3,560 kg — bem na hora certa. Não havia nada no parto que mostrasse qualquer problema. Mas assim que ele nasceu, estava ali a enfermeira ao meu lado, e as primeiras palavras dela foram: “Ah, é outro molinho.”
Olhei ao redor e pensei: O que isso quer dizer?
Vi minha obstetra, uma mulher muito doce que havia feito meus outros três partos. Vi que ela recuou e ficou olhando para aquele bebê com uma profunda preocupação.
Foram os olhos dela sobre ele que me chamaram atenção, porque eu sabia que ela sabia que isso não seria fácil, e que talvez aquele bebê que ela acabara de ajudar a nascer não sobreviveria.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Raquel, há vários lugares nas Escrituras em que Deus mudou o nome de alguém.
Raquel: Sim.
Nancy: O livro de Gênesis nos conta que foi isso que Deus fez com Abrão.
Raquel: Certo.
Nancy: E com Jacó.
Raquel: É verdade!
Nancy: E então, no Novo Testamento, Jesus mudou o nome de Simão.
Raquel: Vemos um certo padrão!
Nancy: Hoje vamos ouvir sobre um jovem cujo nome foi mudado em um momento crítico da vida dele.
Nossa convidada de hoje é Rebecca Ellerman. Nós a conhecemos como Becky. Becky quis mudar o nome do filho, e essa história revela algo importante sobre o relacionamento da família de Becky com o Senhor.
Becky faz parte da equipe do Aviva Nossos Corações nos Estados Unidos. Ela integra o time que cultiva um relacionamento próximo com os parceiros que apoiam este ministério — agradecendo pelo investimento de cada um, orando por eles e compartilhando maneiras de se conectarem ainda mais com as diferentes frentes de atuação. E o mais especial é que ela mesma também é uma dessas parceiras.
Raquel: A equipe de parceiros do Aviva têm um papel realmente crucial em nos ajudar a levar a mensagem do Aviva Nossos Corações até você todos os dias da semana — e às mulheres em todo o mundo. Quando alguém se torna uma parceira, ela se compromete em fazer três coisas:
- Orar pelo Aviva Nossos Corações.
- Compartilhar os recursos do Aviva Nossos Corações.
- E fazer uma doação financeira mensal para tornar tudo isso possível.
Nancy: E, Raquel, eu sou muito grata por você e o seu marido que são parceiros do Aviva também. E Becky. . . ouça isto: Becky e mais seis membros da família dela também são Parceiros do Aviva.
Estamos prestes a conhecer melhor essa família. A história começa naquela sala de parto no hospital. Os médicos corriam tentando salvar a vida do bebê de Becky.
Becky: Demos a ele o nome de Trey Daniel Ellerman. Meu pediatra foi o primeiro a dizer: “Preciso lhe contar que, preliminarmente, parece que ele tem Trissomia 21.”
Raquel: Trissomia 21 é o termo médico para Síndrome de Down.
Becky: E ele disse: “Interessante que vocês o chamaram de Trey, porque ‘tri/Trey’.”
Eu não gostei nada disso, para ser honesta. Parecia um rótulo, e parecia um erro — o nome. Mas Daniel era com certeza o nome que ele deveria ter.
Então, fiquei com esse. Começamos a receber relatórios da UTI neonatal e das enfermeiras dizendo que ele não só tinha Trissomia 21, mas também hipertensão pulmonar, que, em termos simples, significa que o coração e os pulmões não estavam funcionando bem juntos.
Os médicos observavam vários relatórios e exames. A equipe era incrível, não apenas nos repassando tudo, mas me explicando cada informação que chegava. Eles diziam: “Becky, precisamos fazer isso. . . Podemos ter sua autorização?” E completavam: “Se você não autorizar, ele não vai sobreviver.”
E eu respondia: “Então, sim.”
No segundo dia, quando me disseram: “Parece que ele não vai sobreviver” e “Talvez esta seja a sua última visita”, entrei pela porta da UTI neonatal, e eles o apontaram: “É ele. É o Trey.” E eu desmaiei. Caí nos braços da minha amiga. Disse: “Esse não pode ser meu filho.”
Ele estava tão inchado por causa dos remédios e esteroides que parecia que se eu o espetasse com um alfinete ele iria estourar. Estava enorme — e não de um jeito saudável. Ele se movia com a máquina. Eu disse: “Não consigo. Eu não posso fazer isso.”
Então voltei para o meu quarto. Precisava ficar sozinha com o Senhor. Lembro que naquela hora perguntei aos médicos: “Tudo bem se eu mudar o nome dele?” E eles disseram: “Becky, você pode fazer o que quiser. Este é o seu filho.”
Lembro-me de ficar ali pensando: “Este é Teu filho, Senhor. Não é a minha vontade, mas a Tua vontade que será feita neste caso. Ele é Tua vontade.” E literalmente lembro-me de colocá-lo, em minha mente e em meu coração, nas mãos do Senhor e dizer: “Ele é a Tua vontade, e o que quer que Tu decidas é Teu.”
Então, mudei o nome dele para Will Daniel Ellerman. “Will” em inglês significa “vontade”. Saber de onde veio o nome dele tem sido uma das maiores alegrias.
Quando eu ouvia tantas informações como “Ele pode não resistir”, lembro que havia um banco do lado de fora do hospital, bem ao lado de uma fonte. Eu sentava lá com frequência. Era setembro, e o clima estava muito agradável, e havia paz. Eu amo o som da água. Eu me sentia muito próxima do Senhor ali.
Aquele se tornou um lugar onde eu podia ir para refletir, pensar e me lembrar. Levava minha Bíblia, abria a Palavra ou lia as mensagens que recebia das pessoas. Depois, eu procurava as passagens recomendadas, as sublinhava e colocava a data. Sou muito grata por aquele tempo e por aquele lugar para onde eu pude ir, longe de tudo. Foi ali que o Senhor realmente me firmou na certeza de que Ele estava no controle de tudo, que eu era sustentada por Ele, e que a vida do Will estava em Seus braços eternos.
Mas eu precisava, como ainda preciso, me retirar para estar com o Senhor, e aquele lugar se tornou um refúgio para mim. Eu ia até lá quase todos os dias — pelo menos uma vez — e ficava em silêncio diante do Senhor, com minha Bíblia e em oração.
Acho que, repetidas vezes, foi por meio daquele tempo silencioso com o Senhor e do movimento da água que percebi que o Espírito ainda se move, ainda ensina, e está acima, abaixo e ao redor de tudo. Aqueles doces momentos me deram uma verdadeira confiança e certeza de que o Senhor estava fazendo todas as coisas conforme a Sua vontade.
Raquel: À medida que Becky se aproximava do Senhor dia após dia, em meio à aflição, o Salmo 56.3–4 tornou-se real de uma maneira totalmente nova.
Becky: “Quando eu ficar com medo, hei de confiar em ti. Em Deus, cuja palavra eu exalto. . .”
E para meus filhos, porque eles ficaram muito tempo vivendo no hospital, aquele era um lugar realmente assustador para eles.
Nós falávamos isso com fé, confiança e certeza de que Deus era fiel à Sua Palavra. Nós cantávamos, acreditávamos, meditávamos e vivíamos a Palavra.
Acho que foi isso que realmente trouxe vida a todos os meus filhos. Tanto que a irmã dele, que é apenas onze meses e três semanas mais velha, agora é enfermeira da UTI neonatal em um hospital.
Na primeira semana de trabalho, ela me ligou aos prantos, dizendo: “Mãe, agora eu sei o que você viveu. Ver essas mães com esses bebês. . .” Ela cuidou de crianças com Síndrome de Down logo na primeira semana.
Acho que a realidade disso tudo é o propósito de Deus — e nenhuma arma forjada contra nós prevalecerá. Este é o propósito dele para nossas vidas.
Estamos tendo o privilégio de ver a bondade de Deus, como diz o Salmo 27: “Eu creio que verei a bondade do Senhor na terra dos viventes. Espere no Senhor. Anime-se, e fortifique-se o seu coração; espere, pois, no Senhor.” (vv. 13–14)
A partir do terceiro dia e dali em diante, o Espírito me capacitou a entrar na UTI neonatal, olhar para ele e sorrir.
Quando você tem um filho com hipertensão pulmonar e sob tantos medicamentos, o conselho que me deram foi: “Se você falar com seu filho, ou ele ouvir sua voz, provavelmente terá uma parada cardíaca.”
Ao mesmo tempo, eu havia sido transferida para outro quarto. Esses médicos e enfermeiros entraram e expuseram o que estavam vendo e o prognóstico. . . e não era bom. Disseram: “Provavelmente vamos ter que colocá-lo em uma máquina chamada ECMO. E ele só pode ficar nela por cerca de dez dias, ou sofrerá morte cerebral. Aliás, ele pode ter morte cerebral mesmo que vá para essa máquina ECMO.”
Disseram-me:
Eu não podia falar com ele.
Eu não podia cantar para ele.
Eu não podia orar com ele.
Ele não podia ouvir minha voz.
Imagine, como mãe, ser informada de que eu poderia causar dano ao meu filho se falasse. . . isso simplesmente não parecia certo. E, ainda assim, confiei que Deus trabalharia em meio a tudo aquilo.
Uma amiga veio me visitar por volta do 19º dia dessa jornada. As coisas estavam relativamente estáveis. Não havia muita melhora. Ele ainda não tinha aberto os olhos. Quando você tem um filho como o Will, eles são hipotônicos, o que significa que não têm muita energia ou força em nenhuma parte do corpo. Então, às vezes, nem têm força para abrir os olhos, levantar a cabeça ou olhar ao redor. Eles ficam dormentes. E por isso aquela máquina precisava fazer todo o trabalho.
O que foi lindo é que essa amiga veio até mim e disse: “Becky, por que não estão deixando você cantar para o seu bebê?”
Eu tinha uma música que cantava para todos os meus filhos — a mesma música. É uma canção bem simples, mas é: “Te amarei para sempre.” Eu a cantava para todos eles. É de um livro. Nós o lemos para todos os meus filhos. Eles conheciam. O Will a tinha ouvido ainda no útero.
E lembro-me de pensar: Ela tem razão.
Ela disse: “Becky, e se ouvir a sua voz for justamente o que trará vida a ele? Talvez ele precise ouvir sua voz. O que você tem a perder?”
Orei sobre isso por dois dias. Lembro-me de que, no 21º dia, entrei naquele quarto, e me deparei com a enfermeira mais gentil. Eu disse: “Vou cantar. Vou cantar uma música que sempre cantei.”
E a canção dizia: “Eu vou te amar para sempre, para sempre te amarei, enquanto eu viver, meu bebê você será.”
Foi nesse momento que os olhos dele se abriram pela primeira vez.
É realmente incompreensível que ele tenha reconhecido minha voz. Havia sinos tocando na sala. O ambiente estava barulhento. Mas ele parou. Ficou quieto. Olhou para mim — nunca vou esquecer. Eu sabia que havia recebido uma bênção do Senhor. E percebi que eu estava ali por um propósito — por ele. Eu estava servindo a um propósito do Senhor com aquele bebê.
Raquel: Durante o primeiro ano de vida, Will fez muitas visitas ao hospital. Isso inclui um momento muito tenso, pouco antes do primeiro Natal dele.
Becky: Eu havia notado que algo não estava certo com o Will. Lembro-me de dizer: “Ele não parece bem, e eu não sei o que está errado.”
Raquel: Becky levou Will ao consultório de um médico dentro de um hospital. Durante aquela consulta, Will parou de respirar. O médico agiu imediatamente e deu instruções de emergência para Becky.
Becky: “Precisamos correr, e você precisa bater nas costas dele e orar.”
Gente, eu corri, nós corremos, de uma ponta a outra daquele hospital, e entramos em uma UTI pediátrica. Eles disseram: “A oxigenação dele está nos setenta agora, o que não é bom.”
Colocaram uma cânula de traqueostomia nele imediatamente. Eu nunca tinha visto uma traqueostomia antes — não sabia nada sobre isso. O médico disse: “Estou surpreso e impressionado que ele tenha vivido três meses sem uma traqueostomia. Ele não tem via aérea, está completamente fechada.”
De repente pensei: As peças estão se encaixando. Ele precisava de uma traqueostomia para viver.
Seis meses depois, ele estava bem o suficiente para finalmente voltar para casa. Ele veio para casa ao completar um ano. Tomava quarenta e um medicamentos por dia, que eu precisava aplicar com uma seringa. E o que ainda não havia sido resolvido era o coração. Durante todo esse tempo, sabíamos que ele precisava ganhar peso para poder fazer a cirurgia cardíaca.
Raquel: Becky estava esperando que Will crescesse fisicamente para que os médicos pudessem operar seu coração. Durante esse tempo, Becky começou a crescer em seu relacionamento com o Senhor. Ele estava levando a verdade profundamente ao coração dela.
Becky: Fui convidada para a casa da minha vizinha, junto com outras mães jovens, e fizemos o estudo Mentiras em que as Mulheres Acreditam.
Raquel: Mentiras em que as Mulheres Acreditam é um livro de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Becky: De repente comecei a conhecer a Nancy pelo rádio, ao ouvir sua voz ensinando. Isso se tornou parte da nossa rotina diária, com meus filhos inclusive. Todos nós ouvíamos a Nancy.
Sempre senti como se a Nancy estivesse na minha sala, falando só comigo quando ensinava. Eu estava desesperada. Provavelmente nem sabia o quanto estava, mas sei que aquilo foi uma tábua de salvação para mim.
Raquel: Becky quis compartilhar com outras pessoas esse momento crucial na vida dela e como o Aviva Nossos Corações foi instrumental para trazê-la aos pés da cruz, então ela se juntou à equipe de parceiras do Aviva Nossos Corações.
Isso significava que ela falava para outras pessoas sobre o Aviva Nossos Corações. Ela orava pelo ministério e o apoiava financeiramente a cada mês.
Becky: Eu só queria fazer parte do que Deus estava fazendo na vida de pessoas ao redor do mundo. Mesmo que eu pudesse apenas fazer uma parte disso. O programa de Parceiros do Aviva estava em processo de desenvolvimento em 2007, e eu fui uma das primeiras a dizer: “Sim, eu quero ser uma Parceira do Aviva. Quero contribuir para esse ministério que tem me abençoado.” Mas também pude ver como ele impactou a minha própria família e as mulheres com quem eu convivo.
Raquel: Em 2009, Becky ficou empolgada em viajar para outra cidade, para uma gravação do Aviva Nossos Corações. O filho de Becky, Luke, tinha treze anos na época e foi junto.
Luke Ellerman: Eu me lembro de ser um dos poucos homens lá, o que, no começo, foi diferente para mim, mas logo me senti muito à vontade. Eu amei ver outras mulheres como minha mãe, apaixonadas pelas mesmas coisas. Foi muito legal e importante para a minha própria fé.
Durante todo o tempo em que estivemos lá, o tema era Provérbios 31, e o versículo que continua vindo à minha mente, até hoje quando penso nisso, é: “sorri diante do futuro, ri do futuro.” Não poderia haver passagem mais perfeita ou capítulo mais apropriado para alguém que vive o que é ser uma mulher de Provérbios 31.
Raquel: Luke era apenas um adolescente quando Deus falou ao seu coração durante aquela gravação, mas isso deixou uma marca tão profunda que, alguns anos depois, ele também se tornou um Parceiro do Aviva. Ele e sua esposa, Meagan, ainda fazem parte da equipe.
Luke: Eu vi o impacto que uma pequena quantia pode causar pelo Reino, pelo Evangelho. Todos nós fomos impactados por este ministério. É uma forma simples de agradecer a uma organização, mas também de investir em algo que acredito estar profundamente comprometido em discipular mulheres de todas as idades e de todos os lugares do mundo.
Raquel: Nessa família, Becky, Luke e Meagan são todos parceiros do Aviva Nossos Corações. Mas eles não são os únicos.
A filha de Becky, Annie, se lembra de ouvir o Aviva Nossos Corações com a mãe. Ela se lembra de sua mãe compartilhando materiais do Aviva Nossos Corações durante reuniões de pequenos grupos.
Annie: Durante toda a minha infância, não me lembro de uma época em que nossa casa não era usada para alguma atividade ministerial ou da minha mãe não estar investindo na vida de mulheres.
Becky: A porta se abriu para um grupo de jovens mães com filhos pequenos se reunirem na minha casa toda semana, e estudamos juntas Mentiras em que as mulheres acreditam, Mulheres atraentes adornadas por Cristo, Buscando a Deus, e outros recursos também.
Acho que me vi no lugar dessas jovens mães, porque quando eu era uma jovem mãe com quatro bebês, eu não tinha ideia do que fazer. Eu não sabia quem iria aparecer nas reuniões. Apenas coloquei tudo nas mãos dele, e mais e mais mulheres começaram a vir. Foi uma experiência incrível, até mesmo para as minhas filhas. Elas faziam parte também — cuidavam das crianças pequenas enquanto nós fazíamos o estudo bíblico.
Raquel: Aqui está a filha de Becky, Sarah Peyton.
Sarah Peyton: Eu me lembro de minha irmã e eu espiarmos por cima do balcão. Descíamos as escadas, fingíamos que estávamos pegando água na geladeira e observávamos. Eu me lembro de pensar: Quantas mulheres na casa dos vinte anos realmente querem conhecer mais o Senhor e estudarem a Sua Palavra?
Annie: Eu me lembro de ficar animada por elas estarem lá. Achei tão legal ver mulheres na faixa dos vinte anos querendo estar ali e sendo ensinadas. Elas tinham uma fome profunda de conhecer o Senhor. Acho que isso me marcou mais do que consigo imaginar agora, também nos meus vinte e poucos anos.
Becky: Minhas filhas são como todas nós. Aprendemos observando. Aprendemos vivendo e vendo. Elas puderam ver a vida acontecendo em nossa casa, com muito florescimento.
Sarah: Mesmo que eu não percebesse na hora, aquilo estava moldando minha perspectiva — vendo que, não importa a idade, você ainda precisa ser alimentada espiritualmente.
Annie: Acho que o Aviva Nossos Corações foi importante para a minha família porque nos uniu. É algo sobre o qual todas podemos conversar. Todas temos nossas memórias de minha mãe, desde pequena, ouvindo.
Sarah: Se minha mãe não tivesse se conectado com o Aviva Nossos Corações, não sei se eu saberia como ter um relacionamento íntimo com o Senhor. Minha mãe me mostrou o que significa cultivar esse relacionamento com Ele. Eu não sei onde eu estaria. Não sei se eu saberia estudar minha Bíblia na idade que tenho.
Raquel: Em 2016, Becky, Sarah Peyton e Annie participaram da conferência Mulher Verdadeira ’16, organizada pelo Aviva Nossos Corações.
Sarah: Eu me lembro de ir conferência de 2016 em outubro e ouvir os ensinamentos. Eu ouvia as mensagens o tempo todo no telefone, no carro a caminho da escola, ou sempre que fosse possível. Mas me lembro de ouvir pessoalmente pela primeira vez. Foi diferente. Eu me lembro de ouvir e vivenciar aquilo.
Raquel: Durante a conferência Mulher Verdadeira ’16, Sarah Peyton e Annie atenderam ao convite para se tornarem Parceiras do Aviva, e Deus colocou em seus corações o desejo de participarem mais ativamente no ministério.
Annie: Em nossa casa sempre se incentivava muito a contribuição — seja dando nosso tempo ou nosso dinheiro. Era algo natural na nossa casa.
Então, ver minha mãe contribuindo e sendo uma Parceira do Aviva, e ver o quanto ela era abençoada e o quanto participava por meio da doação, foi algo único. Eu vi o impacto do Aviva, e decidi seguir os passos da minha mãe.
Por ser uma jovem de dezoito anos, eu não tinha certeza se conseguiria fazer isso, mas, como minha mãe sempre diz: “Quando você dá, o Senhor a abençoa em retorno.” Então eu acreditei que isso era verdade — e queria ver isso acontecer. Decidi, no final daquela conferência, tornar-me uma Parceira do Aviva, e tenho sido desde então.
Sarah: Eu também me tornei uma Parceira do Aviva naquela conferência. Eu estava no segundo ano da faculdade. E pensei: “Eu não sei direito como vou fazer isso, mas sei que posso fazer, porque fui abençoada com uma renda, e agora posso ser generosa com o que recebi.”
Raquel: Hoje Becky, Luke, Meagan, Sarah Peyton, Annie e o marido dela, Wyatt, são todos Parceiros do Aviva. Mas há mais uma pessoa da família que se juntou à equipe.
Retomando a história do Will, ele ainda estava esperando crescer o suficiente para fazer a cirurgia no coração.
Becky: Tentamos fazer quando ele completou quatro anos. Tentamos fazer de forma não invasiva, e falhou. Depois tentamos novamente, também de forma não invasiva. Falhou outra vez. Então, foi necessário fazer uma cirurgia cardíaca aberta. Fizemos quando ele tinha cerca de quatro anos e meio — e aquele foi um dia de virada.
O que começou a acontecer foi que a cor da vida do Will começou a realmente aparecer. E, em vez de apenas sobreviver, começamos a ver que a vida podia florescer.
Depois da cirurgia, Deus começou a acrescentar à vida do Will novas capacidades. Com o passar dos anos, as portas começaram a se abrir. Oportunidades começaram a surgir para ele. E ele dizia: “Eu quero ter o trabalho dos meus sonhos. Quero trabalhar na nossa igreja.”
Raquel: Sarah Peyton também trabalha na igreja e tem a alegria de ver o irmão em ação.
Sarah: O Will trabalha na equipe de manutenção. É muito divertido tê-lo como parte da igreja e vê-lo por ali. Às vezes o encontro, e ele joga uma cadeira nas costas, todo cheio de atitude, fingindo que está mandando em tudo.
Lembro-me de uma vez em que eu estava em uma reunião com toda a equipe, e um dos supervisores do Will veio até mim e disse: “O Will mudou a minha maneira de ver a vida. Mudou o modo como vejo meu trabalho. Ele mudou o modo como tiro o lixo. Mudou o modo como arrumo as cadeiras. Mudou tudo isso por causa da alegria que ele tem e na gratidão com que faz cada coisa. Ele vive dizendo: ‘Eu amo o meu trabalho!’ Isso muda a maneira como eu vejo as tarefas simples do dia a dia.”
Ele é o nosso maior encorajador e traz tanta alegria para a nossa família.
Raquel: Além de trabalhar na igreja, Will começou a contribuir de várias outras formas. Deus colocou vários propósitos em seu coração.
Becky: “Quero ser a pessoa de oração do nosso pastor. Quero estar na equipe missionária do ministério voltado para pessoas com necessidades especiais.” E hoje estamos vendo tudo isso acontecer. Cada uma dessas coisas se tornou realidade.
“E eu quero ser um Parceiro do Aviva Nossos Corações.”
Nancy: Se você tem sido abençoada pelo programa diário do Aviva Nossos Corações, ou por qualquer outro podcast produzido pelo ministério, ou se tem sido edificada por nossos livros, recursos, conferências, artigos e vídeos online — você pode agradecer aos Parceiros do Aviva. . . incluindo o Will Ellerman (que, a propósito, se tornou um querido amigo do Robert e meu!).
E também a toda a família do Will, que se tornou parte dos Parceiros do Aviva: Rebecca, Luke, Meagan, Sarah Peyton, e Annie e Wyatt D’Spain. Essa família e o amor que eles têm por este ministério tem sido um profundo encorajamento para mim e para inúmeras pessoas ao redor do mundo que têm sido abençoadas por meio da parceria deles conosco.
Raquel: Obrigada, Nancy. Aguardamos você amanhã para mais um programa do Aviva Nossos Corações. Caso o Senhor tenha colocado no seu coração o desejo de contribuir também com o ministério Aviva Nossos Corações e fazer parte do que Deus está fazendo ao redor do mundo, visite o nosso site avivanossoscoracoes.com e saiba como fazer a sua contribuição.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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