Dia 1: Um cordão de três dobras
Raquel Anderson: Você provavelmente já ouviu essa famosa frase do poema de John Donne: “Nenhum homem é uma ilha.” Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As pessoas estão famintas por um relacionamento. Isso é porque Deus nos criou para relacionamentos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Relacionamentos — parece que muitas pessoas querem iniciar, e muitas estão sofrendo por causa dos relacionamentos em que estão. Estamos iniciando hoje a série chamada O Poder de Relacionamentos.
Nancy: Eu valorizo muito receber cartas e e-mails das ouvintes do Aviva Nossos Corações. Eu leio o maior número possível deles.
Isso me ajuda a ter uma percepção de onde estão os corações das pessoas, onde estão suas necessidades, onde estão suas dores, e eu quero agradecer …
Raquel Anderson: Você provavelmente já ouviu essa famosa frase do poema de John Donne: “Nenhum homem é uma ilha.” Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: As pessoas estão famintas por um relacionamento. Isso é porque Deus nos criou para relacionamentos.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Relacionamentos — parece que muitas pessoas querem iniciar, e muitas estão sofrendo por causa dos relacionamentos em que estão. Estamos iniciando hoje a série chamada O Poder de Relacionamentos.
Nancy: Eu valorizo muito receber cartas e e-mails das ouvintes do Aviva Nossos Corações. Eu leio o maior número possível deles.
Isso me ajuda a ter uma percepção de onde estão os corações das pessoas, onde estão suas necessidades, onde estão suas dores, e eu quero agradecer vocês que compartilharam conosco como podemos orar por vocês e também como Deus está operando em seu coração e em seu lar enquanto estamos crendo que Deus use este ministério para transformar corações e lares de mulheres pelo poder e pela verdade da Palavra de Deus.
Ao ler os pedidos de oração compartilhados, algo que chama a minha atenção é que a questão mais comum abordada, de longe, é a questão dos relacionamentos. As pessoas estão clamando por causa de mágoas, muita dor, desafios e dificuldades nos relacionamentos humanos.
A vida não seria fácil se não fosse pelas pessoas? Você já desejou que Deus simplesmente a chamasse para uma das regiões desertas do mundo? Claro, se você parasse para pensar nisso, também haveria muitos problemas. Mas tendemos a pensar: Se não fosse por fulano ou por ciclano ou por este relacionamento ou por esta situação na minha vida que é tão desafiadora, então minha vida poderia simplesmente ser fácil e livre de problemas.
Muitos relacionamentos hoje são caracterizados por dor, tensão, ira, decepção, medo, vergonha. Pense nos relacionamentos que estão mais próximos de você, talvez até mesmo aqueles dentro das quatro paredes da sua própria casa. As pessoas que deveríamos amar mais são as que mais ferimos, e muitas vezes somos mais facilmente feridas pelas pessoas de quem estamos mais próximas.
Quando penso nesta geração pós-moderna, não temos apenas essa característica de dor, mágoa e vergonha, mas também temos um profundo senso de solidão, alienação, isolamento, solidão crônica. Eu ouço isso não apenas de viúvas idosas, de quem você poderia entender que se sintam solitárias, mas ouço de mulheres com vários filhos. Você pode estar em uma casa cheia de pessoas e ainda assim se sentir muito, muito sozinha.
Há um medo de intimidade. Em muitos desta geração, há também um sentimento de desconexão. “Onde eu me encaixo? Onde eu pertenço?” As pessoas estão famintas por relacionamentos. Todas nós temos fome de relacionamentos, e veremos ao longo desta série que a razão para isso é que Deus nos criou para relacionamentos. Mas os relacionamentos que temos em nível humano muitas vezes não são o que Deus pretendia que fossem, e todas nós concordaríamos com isso. Todas nós temos relacionamentos difíceis. Todas nós temos pessoas que, se a verdade fosse conhecida, simplesmente desejaríamos que não estivessem em nossa vida.
Essas lutas nos relacionamentos se tornam mais difíceis ou são agravadas por coisas como a fragmentação de nossas famílias, relacionamentos desmanchados, múltiplas gerações de divórcio e novo casamento. É impressionante para mim, ao ler essas cartas e e-mails, quantos dos relacionamentos super problemáticos muitas vezes têm a ver com ex-cônjuges, enteados, padrastos, madrastas. Lemos isso e pensamos: “Isto é evidência de que o plano de Deus não era o divórcio e novo casamento, que Deus pretendia um homem para uma mulher por toda a vida.”
As consequências de sair do ideal e do plano de Deus são sérias. Talvez você não tenha decidido quebrar o compromisso, todavia a sua vida e a vida daqueles ao seu redor são afetadas pelo pecado de outros. Portanto, temos não apenas famílias disfuncionais — e todas as maneiras como isso impacta nossos relacionamentos —, temos também o que passei a considerar como uma maldição da ocupação excessiva. É impressionante. Temos mais aparelhos eletrodomésticos que economizam tempo do que qualquer geração na história do mundo, e ainda assim estamos mais agitadas, apressadas e aflitas, e nossas agendas estão. . . O estado e a condição crônica das mulheres hoje é simplesmente: “Ah (grande suspiro), estou tão ocupada.”
Eu já suspirei assim muitas vezes, e você também, mas essa agitação e vida tão ocupada afeta nossos relacionamentos. Não temos tempo para fazer o trabalho difícil de cultivar relacionamentos bons, significativos e saudáveis.
Além disso, acabamos nos mudando muito de cidade, ou estado e às vezes até país! Então não estamos tão conectadas a longo prazo com as pessoas como as gerações passadas.
Quando se trata de relacionamentos tensos e estressados, a verdade é que podemos ter muita coisa acontecendo na área relacional de nossas vidas que é dolorosa, mas ninguém mais sabe. Tornamo-nos especialistas em mascarar, fingir e esconder o que realmente está acontecendo.
Então entramos em uma sala como esta, olhamos umas para as outras e dizemos: “Como você está?” E estamos todas bem. Bem, se você está bem, então está tudo bem estar bem, mas o fato é que, para algumas de nós nesta mesma sala, nossos corações estão se partindo; e muitas, muitas vezes isso tem a ver com relacionamentos. Há estresse, há tensão, há luta. Dificilmente passa um dia em que eu não ouça, de alguma forma, alguém falando ou compartilhando comigo sobre uma questão relacional que é fonte de dor ou frustração.
Eu também às vezes experimento isso em meus próprios relacionamentos, mas não somos muito boas em deixar que as outras saibam. Na verdade, tornamo-nos boas simplesmente em fingir e lidar com a situação.
Penso em uma jovem com quem conversei não muito tempo atrás que compartilhou comigo o que foi um contexto familiar extraordinariamente caótico e abusivo enquanto crescia. Mas ela disse que, quando ia para a escola, ninguém sabia. Ela disse: “As pessoas me chamavam de Senhorita Sorriso.” Ela desenvolveu essa habilidade de simplesmente ser efervescente e extrovertida e ter essa personalidade borbulhante. Ela disse que as pessoas não sabiam da violência, do caos que estava acontecendo dentro das quatro paredes de sua casa.
Veja, a Bíblia é um livro sobre relacionamento. Deus é um Deus de relacionamento. Quero que, nas próximas várias sessões, examinemos uma passagem específica das Escrituras — há muitas, e traremos outras passagens à medida que caminharmos por esta em particular —, mas como âncora para nosso estudo nestes próximos dias, quero que olhemos para uma passagem no livro do Antigo Testamento de Eclesiastes.
Abra a sua Bíblia no livro de Eclesiastes, se possível. Caso você não tenha uma Bíblia, você pode acessar a transcrição deste podcast no nosso site, avivanossocoaracoes.com e temos o link de todas as citações bíblicas. Usamos a versão Nova Almeida Atualizada.
Eclesiastes é conhecido como um dos livros de sabedoria: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes. Pode ser um daqueles livros da sua Bíblia que não recebe muito uso, mas precisa receber mais uso porque há muita sabedoria do coração de Deus para nós, mesmo como cristãs dos dias atuais, geração pós-moderna. Há tanto no livro de Eclesiastes que fala a uma geração como a nossa.
Vamos analisar a primeira parte de Eclesiastes capítulo 4. E para iniciar nossa série, quero apenas ler esta passagem e dar a vocês uma visão panorâmica, uma visão geral. Depois, nos dias seguintes, vamos estudar estes capítulo frase por frase e versículo por versículo e ver como se aplica aos nossos relacionamentos.
Eclesiastes capítulo 4, começando no versículo 1. Vou dividir esta passagem em três parágrafos. Vamos ver a dor da injustiça, e é aí que veremos a dor de relacionamentos pecaminosos e danificados — algo com que todas nós podemos nos identificar de uma forma ou de outra. Depois veremos o problema do isolamento. Não é a questão de relacionamentos dolorosos. É o problema de nenhum relacionamento, o problema do isolamento. Então, no terceiro parágrafo, veremos o poder da intimidade e o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre ter relacionamentos piedosos e saudáveis.
Então, começando no versículo 1 de Eclesiastes 4, vemos a dor da injustiça — relacionamentos pecaminosos, danificados. O escritor diz: “Vi [e, a propósito, o escritor é Salomão, o segundo rei de Israel, o filho de Davi]. Ele diz: Eu olhei ainda todas as opressões praticadas debaixo do sol.” (v. 1)
Deixe-me pausar aqui por um momento para dizer que esta frase, “debaixo do sol”, é uma frase muito importante para nos ajudar a destravar e entender esta passagem. Você verá a frase novamente no versículo 3 e depois no versículo 7. É uma frase que é usada, se não me engano, vinte e seis vezes no pequeno livro de Eclesiastes.
A frase “debaixo do sol”, como é usada neste livro, nos ajuda a entender como é a vida sem Deus. Se simplesmente formos deixadas a nós mesmas, se não houver Deus, como é a vida? Tem a ver com uma descrição da vida neste mundo pecaminoso. E a vida “debaixo do sol” — vida sem Deus, vida neste planeta caído — ao longo do livro de Eclesiastes é descrita como vaidade.
Na tradução que estou usando aqui, a palavra é “sem sentido”. É vazio. Há desespero na vida debaixo do sol. Se não há Deus, então a vida e nossos relacionamentos não têm esperança. Então ele diz,
Vi ainda todas as opressões praticadas debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos. Por isso considero mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem. Porém mais feliz do que uns e outros é aquele que ainda não nasceu e não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.
Então vi que toda fadiga e toda habilidade no trabalho provêm da inveja do ser humano contra o seu próximo. Também isto é vaidade [vazio, futilidade], e correr atrás do vento. (vv. 1–4)
Temos aí a dor da injustiça e da opressão. Temos uma descrição de relacionamentos dolorosos, vergonhosos, pecaminosos, danificados.
Depois, se você puder, vá para o versículo 7, onde retomamos com o problema do isolamento, onde não há relacionamento, e ele diz:
Então considerei outra vaidade debaixo do sol: um homem sem ninguém, que não tem filhos nem irmãos, mas que não cessa de trabalhar e cujos olhos não se fartam de riquezas. E ele não pergunta: "Para quem estou trabalhando, se não aproveito as coisas boas da vida?" Também isto é vaidade e enfadonho trabalho. (vv. 7–8)
Isso está descrevendo a vida debaixo do sol, onde estamos isolados uns dos outros e não estamos envolvidos em relacionamentos significativos e piedosos. E, é claro, ao avançarmos então para o versículo 9, vemos nesta parte muito familiar deste capítulo que relacionamentos piedosos e saudáveis são a prescrição de Deus para os problemas de que acabamos de falar — a dor da injustiça e o problema do isolamento. A prescrição de Deus é o poder da intimidade.
Aqui temos descritos relacionamentos piedosos e saudáveis. O que ele diz? Começando no versículo 9:
Melhor é serem dois do que um, porque maior é o pagamento pelo seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquecerão; mas, se for um sozinho, como se aquecerá? Se alguém quiser dominar um deles, os dois poderão resistir; o cordão de três dobras não se rompe com facilidade. (vv. 9–12)
Hoje vamos analisar o primeiro versículo dessa passagem que nos fala sobre a dor da injustiça e da opressão, o problema de relacionamentos pecaminosos e danificados. “Vi ainda todas as opressões praticadas debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos.” (v. 1)
Então, vamos simplesmente percorrer esse versículo, uma frase de cada vez. O escritor diz: “Olhei e vi algo. Vi opressão. Vi lágrimas.” Ao ler esse versículo, estou me perguntando: Eu realmente olho e vejo o que está acontecendo ao meu redor? Você vê o que está acontecendo nas vidas ao seu redor? É fácil não perceber.
Precisamos pedir a Deus que nos dê olhos para ver o que realmente está acontecendo — não apenas por fora, mas no coração das pessoas com quem estamos o tempo todo. Estou falando de nossos vizinhos, de nossos colegas de trabalho e de familiares — pessoas dentro de nossas próprias casas. Você vê o que está acontecendo no coração deles?
Pessoas sentadas perto de você na igreja, pessoas no seu pequeno grupo, pessoas com quem você convive o tempo todo. Você sabe o que está acontecendo no coração do seu filho? Você sabe o que está acontecendo no coração do seu cônjuge? Você sabe quais são as dores deles? Você sabe quais são os sofrimentos deles? Precisamos olhar, ver, pedir a Deus que nos ajude a discernir e a enxergar o que realmente está acontecendo.
Estou pensando em uma esposa que acabou de descobrir que seu marido está tendo um caso. Há opressão; há injustiça. Estou pensando em cartas que recebo de esposas e, ocasionalmente, de maridos que vivem com cônjuges que são verbal e fisicamente abusivos. Penso na violência e no abuso que acontecem em muitos relacionamentos. Isso é opressão; isso é injustiça.
Penso em um pai cujo único filho acaba de ser morto na guerra. Penso em uma criança em um supermercado — você já viu isso acontecer — com um pai ou mãe abusivo(a), irado(a). Você vê isso com os olhos do seu coração? Penso em uma família cuja casa acabou de ser assaltada. É injustiça; é opressão; é doloroso.
Penso em uma jovem que foi sexualmente violentada. Há injustiça; há opressão debaixo do sol. Penso em um assunto sobre o qual tenho lido recentemente, chamado tráfico sexual, e isso tem entristecido meu coração — mulheres sendo compradas e vendidas e forçadas à prostituição. Há opressão e injustiça debaixo do sol.
Penso em viúvas cujos filhos estão afastados e não falam com a mãe; não ligam nem mantêm contato. Ouvi uma história recentemente. Uma mulher compartilhou comigo uma longa e trágica história sobre seu marido e o relacionamento rompido com o pai. Ele e o irmão estavam afastados do pai. O pai se divorciou e depois se casou novamente. Ele demitiu os filhos do negócio da família. Eu tive que fazer anotações para manter tudo claro para entender tudo direitinho. Foi uma história de opressão e injustiça por anos.
O pai da família morreu sem jamais ter se reconciliado com seus filhos e agora essa esposa estava tendo que lidar com as questões de opressão e mágoa e dor pelas quais seu marido havia passado.
A vida neste planeta, a vida debaixo do sol, é caracterizada por opressão, injustiça, turbulência e labuta.
Há opressores, e há oprimidos, e sempre haverá enquanto estivermos vivendo neste planeta caído e pecaminoso. Todas nós somos oprimidas de várias maneiras e — esta parte talvez seja um pouco mais difícil para nós aceitarmos — a verdade é que todas nós também somos opressoras, de várias maneiras, em alguns de nossos relacionamentos.
Esse é o fruto do pecado. A opressão é o fruto do pecado, e o resultado dessa opressão vemos neste versículo: “Vi lágrimas; as lágrimas dos oprimidos.” São lágrimas de dor, lágrimas de tristeza, lágrimas de frustração.
E pior ainda, não apenas as pessoas são oprimidas, mas, diz duas vezes neste versículo, “Eles não têm consolador.” Uma coisa é ser oprimida, mas pense em ser vítima de injustiça e opressão e não ter ninguém que se importe. Não havia quem os consolasse. Eles não têm um consolador. Essas pessoas, diz Salomão, estão sozinhas em sua condição de oprimidas.
Essa palavra “consolador” vem de uma palavra hebraica que significa “respirar com força, ofegar, respirar profundamente, gemer, lamentar, ter pena, entristecer-se.” Significa “ter compaixão, confortar alguém.” É a ideia de respirar profundamente, de entrar na dor de outra pessoa.
A palavra, como é usada no Antigo Testamento, envolve uma demonstração física dos sentimentos de alguém, geralmente sentimentos de tristeza ou compaixão ou consolo. Isso me traz à mente a ideia de uma parteira que caminha lado a lado à mulher está dando à luz — “respire.” É alguém que está totalmente consciente sobre o que você está passando, respirando com você enquanto você está prestes a ter aquele bebê.
Esse é o significado de um consolador, alguém que vem ao seu lado para respirar com você, agonizar com você, sofrer com você, chorar com você.
As Escrituras dizem que “o poder estava do lado do opressor.” O opressor tinha todas as vantagens, mas o oprimido não tinha um consolador. Esse é o retrato de alguém que está derrotada; ela está desencorajada; está desgastada; está fraca, desamparada, sobrecarregada e completamente sozinha — ninguém para aliviar, ninguém para vir ao seu lado e ajudar, ninguém para entrar na dor.
Sabia que é assim que a maioria das pessoas vive grande parte de suas vidas? É assim que algumas de vocês estão vivendo agora. O poder está com o opressor. Você é a oprimida. Não há ninguém para consolar.
Em nossos relacionamentos debaixo do sol, essa sempre será nossa tendência natural em direção à opressão e, como veremos mais adiante nesta passagem, em direção ao isolamento. A tendência em nossos relacionamentos debaixo do sol, neste planeta, é em direção à falta de sentido, à falta de esperança, ao desespero e à desesperança.
Veja, neste versículo, há três categorias de pessoas que são mencionadas. Primeiro, e obviamente, há aquelas que são oprimidas. Depois há aquelas que são as opressoras. E então, está implícito, que há a terceira categoria — aquelas que caminham junto para consolar, que são as consoladoras.
Vamos falar por um momento sobre aquelas que são oprimidas, e amanhã retomaremos com os opressoras e as consoladoras.
Olhe para aquelas que são oprimidas. “Olhei e vi toda a opressão. Vi as lágrimas dos que foram oprimidos.” Precisamos ser lembradas de que opressão e injustiça são um fato da vida, vida debaixo do sol, vida neste planeta, vida neste mundo pecaminoso. Não pode ser evitado. Não adianta tentar criar para si mesma essa bolha perfeita de vida onde não há dor, onde não há relacionamentos dolorosos.
Penso naquela passagem no Salmo 55 em que Davi disse: “Quem me dera ter asas como a pomba! Voaria e acharia descanso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto (ver vv. 6–7). Às vezes você não tem esse sentimento? “Se eu pudesse simplesmente escapar dessas pessoas. Escapar dessa dor.” Vou te falar uma coisa: isso é um exercício de futilidade. Você não pode escapar da dor, e não pode escapar de relacionamentos dolorosos. Você não pode escapar da opressão. Você não pode escapar da injustiça. Você não pode proteger seus filhos de jamais experimentarem opressão ou injustiça. Tente o quanto quiser. É um fato, haverá opressão e injustiça na vida debaixo do sol.
Mas aqui está a boa notícia: Deus tem interesse especial pelos oprimidos. Deus ouve o clamor deles. As Escrituras dizem que Deus vem ao socorro. Ele vem rapidamente em socorro e em defesa dos oprimidos. Deus livra os oprimidos.
Às vezes, o que nos frustra é que Deus não nos livra nem nos resgata em nossa opressão da maneira que gostaríamos, ou no tempo exato ou tão rapidamente quanto desejávamos. Mas, no tempo certo, temos a promessa de Deus de que todos os oprimidos serão libertos, de que Deus endireitará todas as coisas erradas.
Precisamos lembrar também que Deus nos ordena, como Seu povo, a sermos uma extensão do Seu coração ao ministrar às necessidades dos oprimidos. À medida que avançarmos nesta passagem nos próximos dias, veremos como podemos ter um ministério de encorajamento nos corações e nas vidas dos oprimidos. Deixe-me perguntar a você hoje: Você está nessa categoria dos oprimidos agora? Há um relacionamento no qual você está envolvida que é doloroso, em que está havendo injustiça?
Pode ser um cônjuge ou um filho ou um pai ou um chefe, mas você sente que é vítima de opressão e injustiça. Você diz: “Bem, não é tão sério assim comparado ao que outras pessoas enfrentam.” Se você está vivenciando isso, então é grande para você.
Gostaria de encorajá-la dizendo que Deus vê exatamente o que está acontecendo no seu mundo. Deus sabe. Ele conhece todos os detalhes. Ele conhece as partes que você não pode contar a mais ninguém. Ele não apenas sabe, mas Ele se importa. Ele realmente se importa.
Também gostaria de lembrá-la de que há Alguém para consolá-la. Há um Consolador. Vamos falar sobre o ministério do Espírito Santo, o ministério do corpo de Cristo em consolar e encorajar umas às outras à medida que avançarmos nesta passagem.
Permita-me também encorajá-la a olhar para o fim da história e lembrar que o dia está chegando em que todas as injustiças serão corrigidas. Toda opressão e toda injustiça serão vindicadas.
E então deixe-me lembrá-la de que Deus tem um remédio para a sua opressão. O remédio de Deus são relacionamentos piedosos e saudáveis com Deus e com o corpo de Cristo. À medida que avançarmos nesta passagem nos próximos dias, veremos a solução de Deus para pessoas oprimidas.
Raquel: Relacionamentos podem ser difíceis e confusos, mas nossa necessidade de relacionamento é fundamental para a maneira como Deus nos criou.
Acabamos de ouvir Nancy DeMoss Wolgemuth iniciando a série O Poder de Relacionamentos. Aguardamos você amanhã aqui no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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