Dia 8: Atalhos
Raquel Anderson: Aqui está um lembrete importante de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Jesus disse que se alguém ouve Suas palavras e as pratica, ele é como “homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7.24)
Quando vierem as tempestades — e virão, pode ter certeza — elas baterão contra aquela casa. Nada poderá destruí-la porque ela foi construída sobre o fundamento da obediência à Palavra de Cristo. O fundamento já estava lá.
Você não pode construir o fundamento depois que as tempestades começam. Você constrói agora. Estamos construindo agora para o futuro.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de A Sós com Deus, na voz de Renata Santos.
Na última semana e meia, adquirimos muito conhecimento prático sobre como entender e aplicar a Palavra de Deus. Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth vai …
Raquel Anderson: Aqui está um lembrete importante de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Jesus disse que se alguém ouve Suas palavras e as pratica, ele é como “homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7.24)
Quando vierem as tempestades — e virão, pode ter certeza — elas baterão contra aquela casa. Nada poderá destruí-la porque ela foi construída sobre o fundamento da obediência à Palavra de Cristo. O fundamento já estava lá.
Você não pode construir o fundamento depois que as tempestades começam. Você constrói agora. Estamos construindo agora para o futuro.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de A Sós com Deus, na voz de Renata Santos.
Na última semana e meia, adquirimos muito conhecimento prático sobre como entender e aplicar a Palavra de Deus. Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth vai compartilhar um alerta pessoal sobre o que acontece quando você não entra na Palavra e não deixa a Palavra entrar em você.
Nancy: Algumas de vocês já me ouviram contar antes como, no meu próprio caminhar com Deus, houve uma temporada que eu estava sob uma rotina particularmente exaustiva. Estava fora do meu padrão habitual e, por um período de cerca de dezoito meses, estava trabalhando intensamente, viajando e ocupada com uma grande produção.
Eu estava servindo ao Senhor, fazendo muitas coisas para Ele, mas acordei uma manhã e percebi que havia me afastado muito do relacionamento íntimo com Ele que eu sempre desejei e já havia experimentado em outros momentos da minha vida. Ao examinar o que havia acontecido, percebi que, durante esse período, comecei a buscar atalhos no meu tempo com o Senhor.
Cresci com uma forte ênfase em nossa casa sobre a disciplina de uma vida devocional diária. Não era algo imposto a nós de forma alguma, mas era um exemplo tão poderoso, havia tanta ênfase nisso, que eu sabia que era importante.
Eu não deixava de fazer meus devocionais, mas sabia que não estava sendo realmente alimentada por eles. Era como se eu estivesse pegando um atalho e vivendo de ‘fast-food espiritual’, no estilo drive-thru.
Foi parecido com o que vivi na minha alimentação física: aos vinte anos eu até conseguia levar assim, mas quando cheguei aos trinta percebi fisicamente que não me sentia bem. Então entendi que precisava mudar minha forma de me alimentar — e fiz isso.
Espiritualmente, também descobri, ao final desse período longo e ocupado, que fazer uma rápida oração e ler um capítulo de Provérbios por dia, não era suficiente para me alimentar. Acho que eu estava apenas tentando não me sentir culpada por sair para o dia sem ter me conectado com o Senhor, mas eu não estava realmente me conectando com Ele.
Eu falava com outros sobre a necessidade de se conectar com o Senhor e eu passava por alguns momentos de conexão com o Senhor, mas não estava em comunhão com Ele.
Veja, eu não acordei uma manhã e disse: "Vou parar de ter meu tempo devocional, vou pegar uns atalhos." Realmente não foi algo consciente. Porém, olho para trás e percebo que foi exatamente isso que aconteceu. Também percebo que eu estava espiritualmente faminta, anêmica, sem forças, frustrada, e me sentindo a quilômetros de distância do Senhor.
Você entra nesse poço ao longo do tempo. Você não sai dele em um dia.
Mas Deus foi tão gracioso, como Ele sempre é, ao abrir meus olhos e o meu coração para ver o que havia acontecido e me dar um espírito de arrependimento e quebrantamento pela forma como O havia negligenciado ao fazer Seu trabalho.
Isso me lembrou muito daquela passagem em Lucas 10.40-42, onde Marta estava tão distraída e sobrecarregada com muitas coisas que estava fazendo para o Senhor, mas perdendo o Senhor de vista em meio a tudo — fazendo a obra do Senhor e perdendo o Senhor.
Gente, quando percebi isso, confessei ao Senhor, concordei com Ele e pedi que Ele fizesse uma nova obra de graça em meu coração. E, na época, para “dar um impulso” ao meu relacionamento com o Senhor. . . certamente não diria que este é o único jeito de fazer isso, mas senti que as coisas estavam em tal estado que precisava tomar algumas medidas mais drásticas.
Fiz algo que só fiz em pouquíssimas ocasiões na minha vida, que foi fazer um voto ao Senhor. Nas Escrituras um voto é algo muito sério. É melhor não fazer nenhum do que fazer e quebrá-lo. (Ec 5.4–5)
Eu fiz um voto diante do Senhor de ser moralmente pura — é um voto que, pela graça de Deus, pretendo cumprir — mas não faço muitos outros votos. Desta vez, fiz um voto diante do Senhor de que, por um determinado período de tempo, eu dedicaria, ao longo de um certo número de dias, uma determinada quantidade de tempo a cada dia ao Senhor.
Você pode ouvir isso e pensar: “Nossa, que legalista; parece muito programado.” Bem, eu apenas digo que era o que eu precisava naquele momento. Eu sabia que, ao fazer aquele voto ao Senhor sobre aquele período de tempo, eu levaria isso muito a sério; e levei.
Pela graça de Deus, Ele começou um processo de restaurar meu coração para Ele — renovando meu afeto por Ele, renovando meu amor por Sua Palavra. Deus é tão doce, bom e misericordioso. Houve outras temporadas. . .
Ao longo do ano para mim, há momentos em que começo a voltar ao mesmo modo de fast-food espiritual. Acho que agora reconheço mais rapidamente quando isso acontece e não deixo continuar por tanto tempo, porque sei aonde isso vai me levar.
Não posso chegar ao ponto de funcionar apenas com minhas próprias reservas e meus próprios recursos. Não tenho o suficiente. Não tenho o suficiente para passar um dia sem o Senhor, quanto mais vários dias seguidos. Há momentos de seca. A pressa é a morte da comunhão com Deus na minha vida. Isso é algo com que luto todos os dias da minha vida, quase sem exceção, essa questão da pressa.
Isso me marcou há alguns anos. Ouvi Henry Blackaby falar sobre sua vida devocional pessoal. Ele percebeu em um ponto de sua vida que, ao se levantar para ter seu tempo com o Senhor pela manhã, ele programava isso tão próximo do início do seu dia que se via tendo que correr para terminar seu tempo devocional e seguir para o dia.
Ele disse que, em um momento, percebeu quão audacioso era dizer a Deus: “Apressa-Te, porque eu tenho que me apressar. Apressa-Te e me dá o que eu preciso.” Ele então adiou seu tempo devocional em trinta minutos para não precisar se apressar. Depois, disse que ainda não era tempo suficiente, então adiou mais trinta minutos.
Hesito um pouco em dar esse tipo de ilustração porque podemos pensar: “Tenho que fazer como Henry Blackaby, ou tenho que fazer como Nancy DeMoss Wolgemuth.”
Esses são apenas meios e ferramentas que Deus nos dá naquele momento. Pergunte a Deus o que Ele quer que você faça. Deus pode não querer que você se levante às 4h45 como outra mulher espiritual faz. Você pode estar em uma temporada diferente da vida. Deus pode agir de forma diferente com você.
Não se coloque sob o jugo de como e quando você precisa desenvolver sua vida devocional. Eu apenas diria: se você não está em um lugar onde, de forma consistente, tem tempo desacelerado. . . e estou convicta até mesmo enquanto digo isso, mas essa é a necessidade na minha própria vida, ter tempo desacelerado a sós com o Senhor de forma consistente, na Palavra, em oração.
Deus está lidando comigo em relação a isso hoje em dia, tirando tempo para ser dedicada à oração. Estou em uma peregrinação. Estou em um caminho. Você também está. Então, não se desanime se você não está onde deseja estar. Nenhuma de nós está onde queremos estar, ou onde deveríamos estar, ou onde estaremos pela graça de Deus.
Apenas certifique-se de estar em uma peregrinação. Certifique-se de estar caminhando na direção de tornar isso uma parte disciplinada da sua vida.
Compartilhei com algumas de vocês que tenho uma amiga que recentemente passou por um grande trauma em seu casamento, com a infidelidade de seu marido. Por meio disso, veio à tona o fato de que havia anos de padrões habituais, padrões profundamente enraizados de imoralidade na vida dele.
Ela não fazia ideia que isso estava acontecendo, e foi na verdade seu pastor quem me ligou inicialmente para me dizer que isso estava prestes a vir à tona. Ele queria que eu estivesse disponível para ministrar à minha amiga.
Conheço essa mulher há muito tempo. Sei que desde adolescente, quando ela se tornou cristã, ela começou um tempo devocional diário consistente com o Senhor, e tem sido tão consistente e significativo em sua vida quanto quase qualquer pessoa que eu conheço em mais de trinta anos.
Eu disse ao pastor dela: “Se ela passar por esta fase, o que pela graça de Deus eu acredito que ela vai”, (e pela graça de Deus ela vai, isso já foi demonstrado), “será porque ela caminhou com Deus e na Sua Palavra de maneira tão consistente durante tantos anos que agora, quando as dificuldades surgirem, ela terá o que precisa para lidar com essa situação.”
Veja bem, não estou dizendo que isso tornaria esse processo fácil, não tem sido nada fácil. Tem sido uma dor excruciante. Mas. . .
Eu penso na minha casa. Sei onde as coisas estão. Sei onde estão as paredes e os móveis porque estive nela à luz tantas vezes. Caminhei por ela. Vivi nela. Então, se acabar a luz na minha casa, provavelmente não vou tropeçar no escuro da mesma forma que alguém que nunca esteve na minha casa e não sabe onde estão as coisas, que nunca viu a casa à luz.
As luzes se apagaram, de certa forma, na vida da minha amiga, mas ela havia caminhado na luz com o Senhor por tanto tempo que, quando suas circunstâncias ficaram sombrias, ela pôde atravessá-las. Sim, com lágrimas; sim, com dor; sim, com tumulto e dificuldade, mas com uma doçura, uma paz e uma presença de Cristo que a sustentou, porque o fundamento estava lá.
Ela não precisou de repente fazer um curso intensivo para conhecer Deus no escuro, porque ela já O conhecia à luz, e agora está familiarizada com o terreno. Ela está conhecendo Deus de uma maneira totalmente nova no escuro, mas não precisou começar agora.
Jesus diz em Mateus capítulo 7, que o homem sábio constrói sua vida sobre o firme e sólido fundamento não apenas das palavras de Cristo, mas da obediência às palavras de Cristo. Jesus disse: se alguém ouve Minhas palavras e as pratica, ele é como “um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha.” (v. 24)
Quando as tempestades vierem — e elas virão, pode contar com isso — elas baterão contra aquela casa. Nada poderá destruí-la porque ela foi construída sobre um alicerce de obediência à Palavra de Cristo. O alicerce já estava lá.
Não dá para construir o alicerce depois que as tempestades começam. Você o constrói antes. Estamos construindo agora para o futuro.
Jesus disse que, assim como o homem insensato passa pela vida, ele pode ouvir as palavras de Deus, mas não as obedece. Ele não vive as palavras de Cristo e, quando as tempestades vierem — e elas virão — ele descobrirá que sua casa foi construída sobre um alicerce frágil e não resistirá. Grande será a queda dessa casa.
Eu vi mulheres repetidas vezes lidarem com catástrofes, desastres e crises em suas vidas, e desmoronarem — o que, humanamente falando, eu não as culpo por fazer. Eu entendo suas circunstâncias tão, tão difíceis.
Mas se elas desmoronaram (e não estou falando apenas daquele dia, mas ao longo do tempo), provavelmente é porque não tinham o alicerce necessário para permitir que atravessassem aquela tempestade. E qual é o alicerce?
É vir consistentemente a conhecer Cristo por meio da Sua Palavra — conhecer a Deus — e é assim que Ele se revela. Não temos outra maneira de conhecer a Deus. Não há um caminho místico, mágico ou secreto para conhecê-Lo. Ele nos deu Sua Palavra.
Ela está ali. É um presente. É um tesouro. Temos que buscá-la, dedicar tempo a ela. Dedicar tempo à Palavra de Deus significa que há outras coisas para as quais não teremos tempo.
Há muitos livros que eu amaria ler, mas não tenho tempo. Há muitos programas de TV que provavelmente me entreteriam, mas não tenho tempo para assistir; não porque haja algo de errado, mas se eu quero um alicerce para a minha vida de relacionamento com Deus, e eu quero isso mais do que qualquer outra coisa, então significa que preciso fazer algumas escolhas.
Ontem, estava conversando com um casal sobre o desafio de se levantar de manhã para se encontrar com o Senhor, e estávamos dizendo um ao outro: “O que torna as manhãs mais difíceis é o que fizemos na noite anterior.” Tão frequentemente desperdiçamos aquelas horas da noite com coisas não essenciais, coisas que não importam, e, olha, as horas simplesmente. . . para onde foram?! É meia-noite, uma hora da manhã!
Não sei, algumas de vocês talvez nunca vejam essa hora da noite, mas eu vejo — frequentemente — e então acordar cedo de manhã simplesmente parece impossível. Quanto melhor seria se eu pudesse ser cuidadosa com o que faço com meu tempo à noite, sem gastar desnecessariamente com coisas que não têm significado eterno.
Acho que a televisão tem sido um dos grandes inimigos da intimidade com Deus. Pensamos: “Não há nada tão prejudicial nisso.”
Bem, o prejudicial vem na manhã seguinte, quando você não consegue se levantar da cama porque está exausta, mas precisa se levantar e correr para o trabalho, ou correr para arrumar os filhos à escola — correr porque você não pensou antes: “Senhor, quero planejar esse encontro Contigo.”
Não é fácil. Eu falho muitos dias e me encontro com meu dia já pela metade, pensando: ainda não me conectei de verdade com o Senhor hoje.
Então faça agora. Faça conforme Deus coloca em seu coração. Levante-se e continue.
Provérbios 24.16 diz que o homem justo cai sete vezes e se levanta novamente a cada vez. Às vezes penso se isso é sete vezes em um dia ou em uma semana, mas Deus agora lhe deu um novo desafio: levante-se, onde quer que esteja em sua caminhada com o Senhor, e dê o próximo passo. Faça isso, e você estará semeando sementes que colherão um fruto mais adiante, que talvez você nem consiga imaginar agora.
Raquel: Sua Bíblia é um recurso rico. Se você se afastar dela, encontrará muitos problemas. Este foi o último episódio desta série onde Nancy DeMoss Wolgemuth nos incentivou a agir — abrir a Palavra de Deus e aplicá-la à nossa vida. Em certo sentido, é fácil — apenas dê o passo de ler.
Mas existem muitas abordagens diferentes para compreendê-la. Há muitas estratégias para ser consistente.
E se você está se perguntando por onde começar, estamos oferecendo um Desafio de 365 dias de leitura da Bíblia em nosso site. Nancy mencionou isso algumas vezes nesta série nos últimos dias. É uma ótima maneira de cultivar o hábito de estar na Palavra de Deus todos os dias e compreendê-la melhor.
Visite o nosso site e inscreva-se hoje mesmo. Ainda dá tempo, você receberá um email diariamente para incentivá-la a manter-se firme neste propósito.
Temos ouvido alguns membros de nossa audiência nesta semana sobre como a Bíblia tem impactado suas vidas. Vamos escutá-las:
Mulher 1: Tenho tido momentos devocionais há bastante tempo na minha vida, mas muitas vezes eles eram secos e entediantes, e para ser sincera às vezes isso ainda acontece. Vou à Palavra de Deus e leio só porque sei que a disciplina é boa, e Ele vai usar isso mais tarde na minha vida.
Mas memorizar a Palavra de Deus transformou minha vida de oração, e isso transbordou nos meus momentos devocionais enquanto eu escrevo em meu diário.
Tudo começou da seguinte maneira: moramos fora do país por alguns anos, e eu sentia muita falta da minha mãe.
Ela estava memorizando um certo salmo (acho que era o Salmo 92 ou 91), e eu pensei: vou memorizar também. Porque sei que ela está fazendo, eu vou fazer também. Esse era meio que meu vínculo com minha mãe.
Então memorizei esse salmo, e com os anos acabei esquecendo. Voltamos para os Estados Unidos, e comecei a caminhar só pela disciplina de caminhar. Enquanto caminhava, era um ótimo momento para conversar com o Senhor sozinha.
Morávamos em uma parte remota, e eu podia falar em voz alta enquanto caminhava. Eu disse: “Estou super irritada. Esqueci aquele salmo que memorizei tão bem.” Decidi então escrevê-lo em uma ficha pautada, e voltei a memorizá-lo enquanto caminhava.
Depois pensei: “Isso é ótimo. É como um poema. Vou memorizar outro salmo que eu amo.”
E, ao longo dos anos, adquiri uma boa coleção de salmos. Coloquei-os em fichas pautadas, e outras partes da Escritura também. Isso me ajudava também a sair para caminhar. Não quero perder o que memorizei, então levo essas fichas comigo e caminho revisando aqueles salmos.
Mas o que começou a acontecer, e foi a grande surpresa, é que, ao repeti-los e memorizá-los, comecei a orá-los. No meio disso, não é só memorizar. Começa a transbordar em orações pelos meus filhos, pelo meu marido, por mim — muito por mim — e tem sido uma surpresa; tem sido uma alegria.
Como resultado, não só me motiva a sair e me exercitar, a caminhar, mas também me motiva a continuar memorizando as Escrituras por causa do que ela faz. Há algo quase mágico em orar, falar a Palavra de Deus de volta a Ele.
Há tantas promessas, tantas; é simplesmente uma delícia. E então, no momento devocional, isso se reflete enquanto escrevo em meu diário.
Como Nancy disse (acho que foi você que disse ou em um de seus livros), se você memorizar uma certa passagem das Escrituras e depois estiver em outros trechos, você poderá conectar as passagens memorizadas ao que está lendo. Dez outros versículos coincidem com aquele pensamento, e isso enriqueceu muito meu tempo devocional.
Isso realmente enriqueceu meu tempo devocional e o tornou novo a cada dia por causa da memorização da Palavra de Deus.
Mulher 2: Eu costumava ter um bom tempo devocional na minha vida; fazia muito diário e leitura, e era bom. . . mas daí tive filhos.
Esta manhã, enquanto caminhava com o cachorro, me sentindo culpada por “ouvir a Palavra” por causa do cachorro, pensei: “O que há de errado com minhas prioridades?” Eu sempre quis uma família, e eu os amo muito. Mas menina, nunca percebi o quanto uma família demanda tempo. . . e um quintal também. É tanto trabalho interminável — limpar, limpar, limpar. Eu não sabia que minha vida seria limpar tudo!
Estou tão encorajada agora e maravilhada com as Escrituras. É isso que vou fazer, vou buscar meus resumos, porque ainda tenho as fichas. Sabe, todas essas coisas, como você disse, Nancy, sabemos o que temos que fazer, mas simplesmente não fazemos. Você sabe que não está fazendo, mas ainda assim não faz. É como correr atrás do próprio rabo, como o cachorro faz, é o que sinto.
Estou super animada. Vou colocar em prática algumas dessas sugestões que você nos deu — pequenos passos, pequenas ações — e tentar retomar o controle da situação; e só o Senhor pode me levar até lá. Agradeço pelo seu testemunho.
Nancy: Você tem alguém que possa ser uma boa parceira de prestação de contas? O inimigo é tão bom em pegar a semente que foi plantada e roubá-la. Quando você se ausenta por duas horas, você volta à correria, à bagunça, às demandas e distrações.
Agora que você ouviu e Deus falou ao seu coração, é ainda mais importante que você responda conforme Ele está te impactando. Se você compartilhar com alguém que possa ajudá-la a prestar contas, orar por você e encorajá-la enquanto dá passos. . . e não precisam ser passos grandes; apenas um passo de cada vez de volta ao hábito.
Sabe, para você, uma vida disciplinada de tempo silencioso com Deus, como esposa e mãe nesta fase da vida, pode parecer diferente do que era quando você era solteira, ou daqui a alguns anos quando estiver com o ninho vazio. Há fases da vida, e tudo bem; mas você quer ter certeza de que, em cada estação da vida, está recebendo a Palavra de forma consistente.
A limpeza ainda estará lá para ser feita, mas quão melhor fazê-la com um coração limpo e ser capaz de enfrentar essas coisas com a sabedoria, alegria, perspectiva e a capacidade que Deus dá, à medida que reconhecemos nossa dependência dele, dizendo: “Senhor, não consigo passar por este dia sem o Senhor.”
Algumas de vocês já me ouviram dizer isso antes. Sinto que às vezes, quando corro pelo meu dia — como quase sempre sou tentada a fazer — sempre há e-mails, sempre há pilhas de papéis, sempre há prazos, e frequentemente sou tentada a simplesmente atacar tudo sem ter parado para me encontrar com o Senhor — sinto às vezes como se Deus estivesse dizendo: “Quer lidar com este dia sozinha? Vá em frente. Tente.”
E, claro, posso fazer muitas coisas. Mas como Jesus disse: “sem mim vocês não podem fazer nada” que seja de importância eterna ou espiritual. (Jo 15.5)
Quando realmente paramos para ter esse tempo, ignorando o que mais está acontecendo ao nosso redor e reservando esse tempo para nos encontrarmos com o Senhor, estamos nos humilhando e dizendo: “Senhor, não consigo viver esta vida sem Ti. Preciso de Ti.” E o que Deus faz quando nos humilhamos? Ele derrama graça sobre os humildes. (Tg 4.6)
O que é a graça de Deus? São todos os recursos sobrenaturais e infinitos de Deus à sua disposição — o desejo de obedecer a Deus, o poder de obedecer a Deus. É Deus que está operando em você, tanto para querer quanto para realizar conforme Sua boa vontade (Fp 2.13). Isso é a graça de Deus.
Você precisa da graça de Deus — eu preciso da graça de Deus — para viver este dia. Qualquer que seja a sua fase da vida, quaisquer que sejam as demandas, quaisquer que sejam as dificuldades, as lutas, as pressões, os fardos, precisamos da graça de Deus.
E a Sua graça é suficiente. O problema é que não estamos nos apoiando nela. Temos esse enorme recurso disponível, e mesmo assim, com nossos recursos pequenos e limitados, tentamos viver esta vida por conta própria, tentando nos virar sozinhas.
Ficamos como mendigas pobres, sobrevivendo com o mínimo, quando Deus tem disponível para nós um tesouro incrível. Todas as riquezas em Cristo Jesus estão ao nosso alcance, e ainda assim vivemos como pobres, lutando, esforçando-nos, nos desgastando para viver esta vida.
Deus diz: “Quero derramar todos os Meus recursos sobre você, mas vá até a fonte. Beba dela. Beba profundamente e encontre Minha graça para te alcançar exatamente onde você precisa.”
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem nos encorajado a experimentar as riquezas que Deus tem para oferecer em Sua Palavra. Sabemos que você enfrentará muitos desafios em 2026. E também encontrará muitas oportunidades.
Nos últimos dias, Nancy tem apontado para a única Fonte que vai ajudá-la a aproveitar ao máximo este novo ano. Por que isso é tão importante para você?
Nancy: Eu realmente acredito que, se nossas ouvintes se aprofundarem na Palavra de Deus por si mesmas, terão os recursos necessários para qualquer situação que estejam enfrentando, não importa quão difícil seja.
Recebemos muitas cartas aqui no Aviva Nossos Corações de mulheres que se encontram em situações desesperadoras e muito difíceis. Fazemos o que podemos para oferecer palavras de encorajamento bíblico e direcioná-las para líderes em suas igrejas que podem dar conselhos piedosos, mas estou muito ciente de que muitas dessas questões não têm respostas simples.
São questões complexas, e às vezes tudo o que podemos dizer é: “Você precisa se aprofundar na Palavra e se colocar de joelhos, e deixar que Deus mostre o que fazer.”
Raquel: Sim, e se você quiser algumas dicas de como realmente mergulhar na Bíblia e estudá-la, o Aviva Nossos Corações tem muitos recursos disponíveis. Temos uma variedade de podcasts, livros, artigos e estudos bíblicos, todos focados em formas práticas de se aprofundar na Palavra. Você encontrará tudo isso em nosso site, avivanossoscoracoes.com.
E chegamos ao fim desta série, espero que você aproveite todas as dicas que aprendeu de como se aprofundar na Palavra de Deus.
Amanhã, iniciaremos uma nova série chamada: Cultivando um amor pela Palavra. Kelly Needham vai compartilhar como você pode crescer em seu apetite espiritual e alimentar-se da Palavra de Deus. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.