Dia 7: Aumentando o apetite pela Palavra
Raquel Anderson: Quando comemos, ficamos com menos fome, mas ler a Bíblia é exatamente o oposto. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você pode não se sentir muito faminta espiritualmente, mas se você se alimentar dela, se comungar com a Palavra de Deus, verá que sua fome aumentará. Ela crescerá.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de A Sós com Deus, na voz de Renata Santos.
Estamos na série Entrando na Palavra e deixando a Palavra entrar em você. Nancy tem dado técnicas úteis para entender a Bíblia. Porém, essas técnicas não servirão o seu propósito se você não abrir a Bíblia e ler.
Hoje, Nancy vai falar sobre como cultivar uma fome pela Palavra de Deus.
Nancy: A maioria de vocês conhece o nome de George Mueller. Ele era um homem de grande fé. …
Raquel Anderson: Quando comemos, ficamos com menos fome, mas ler a Bíblia é exatamente o oposto. Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você pode não se sentir muito faminta espiritualmente, mas se você se alimentar dela, se comungar com a Palavra de Deus, verá que sua fome aumentará. Ela crescerá.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de A Sós com Deus, na voz de Renata Santos.
Estamos na série Entrando na Palavra e deixando a Palavra entrar em você. Nancy tem dado técnicas úteis para entender a Bíblia. Porém, essas técnicas não servirão o seu propósito se você não abrir a Bíblia e ler.
Hoje, Nancy vai falar sobre como cultivar uma fome pela Palavra de Deus.
Nancy: A maioria de vocês conhece o nome de George Mueller. Ele era um homem de grande fé. Um homem de oração. Foi usado por Deus de maneira significativa para estabelecer muitos orfanatos na Inglaterra no século XIX, mas George Mueller também era um homem que amava a Palavra de Deus.
Em um de seus diários, ele disse:
"Acredito que a principal razão pela qual tenho permanecido em um serviço feliz e útil é que fui amante das Sagradas Escrituras. Foi meu hábito ler a Bíblia quatro vezes por ano com espírito de oração, aplicá-la ao meu coração e praticar o que encontrava ali. Fui por sessenta e nove anos um homem feliz, feliz, feliz, feliz."
Eu amo isso, e quando eu chegar ao ponto de caminhar com o Senhor por sessenta e nove anos, quero olhar para trás e dizer: “Durante esses sessenta e nove anos, fui uma mulher feliz, feliz, feliz, mantida por Deus em um serviço útil.”
Não é isso que você quer? Você quer ser útil para Deus? Quer servi-Lo? Quer ser fiel? Quer alcançar a linha de chegada e encontrar luz em seu relacionamento com o Senhor?
George Mueller disse: “A principal coisa à qual atribuo minha felicidade ao longo da vida é que fui amante da Palavra de Deus.” Isso me lembra o salmo que vimos várias vezes ao longo desta série, o Salmo 119, e eu encorajo você, se tiver sua Bíblia, a abrir essa passagem.
Quero que escolhamos alguns versículos que mostram exatamente o que George Mueller estava dizendo, que falam sobre o deleite, a alegria de ser amante da Palavra de Deus. Ao longo do Salmo 119, o salmista fala sobre como a Palavra de Deus vale mais para ele do que qualquer ganho material ou financeiro, que é a Palavra que o torna verdadeiramente rico, e é a Palavra que nos torna verdadeiramente ricas também.
Ele diz, por exemplo, no versículo 14: “Mais me alegro com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.”
E depois no versículo 72: “Para mim vale mais a lei que procede da tua boca do que milhares de peças de ouro ou de prata.”
Versículo 127: “Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado.”
E versículo 162: “Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.”
Há tesouros a serem encontrados na Palavra de Deus. A razão pela qual eu dedico tanto tempo, repetidamente, no Aviva Nossos Corações, para desafiá-la a entrar na Palavra e levá-la ao seu coração, é porque sei que, quando você se aprofundar, encontrará tesouros que valem mais do que todas as coisas que passamos o resto do tempo procurando.
Procuramos felicidade em coisas, lugares, pessoas, circunstâncias e relacionamentos, mas há alegria, felicidade e deleite a serem encontrados na Palavra de Deus e em abundância, mais do que podemos encontrar em qualquer outro lugar, porque é a Palavra de Deus que nos leva a Deus. É na Sua presença que encontramos plenitude de alegria. Se você ler o Salmo 119, uma das coisas que me chama atenção é com que frequência o salmista diz: “Eu me deleito na tua palavra.”
E não é apenas algo para marcar na lista de afazeres — “Li minha Bíblia hoje. Fiz meus devocionais hoje.” Como eu já disse antes, você pode ter devocionais, mas não ter devoção. Há uma grande diferença, não é? Eu já fiz muitos devocionais, mas o que eu quero é ter devoção — por meio da Palavra, chegar ao ponto em que realmente encontre a Deus e minha vida seja transformada na Sua presença.
O salmista diz: “Não há nada mais delicioso para mim.”
Olhe para o versículo 24: “Também os teus testemunhos são o meu prazer.”
Versículo 35: “Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela encontro felicidade.”
Versículo 47: “Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo.”
Versículo 103: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.”
Versículo 111: “Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo, porque são a alegria do meu coração.”
Você verá isso repetidamente ao longo deste salmo. Apenas circule a palavra, falando de palavras repetidas, enfatizadas — deleite; eu amo a tua lei; é uma bênção; é alegria para mim. Talvez você esteja pensando: mas e o que eu faço se eu não tiver esse tipo de fome pela Palavra de Deus? Ela não é um deleite para mim. É um fardo. Eu te digo, eu já passei por isso!
Como cultivar uma fome e um deleite pela Palavra de Deus? Posso dizer que quanto mais você se envolve com ela, quanto mais você a lê, estuda, medita, pratica e vê sua vida ser transformada por ela e depois compartilha com outros, reproduzindo-a na vida de outros, mais você passará a se deleitar na lei do Senhor.
É meio que o oposto de como funciona a comida e a fome. Se você está com fome fisicamente — esfomeada — você diz: “Preciso comer.” Eu estava assim ontem à noite. “Me dê comida.” Mas, uma vez que comi, não estava mais com fome. Eu não queria mais comer, fiquei satisfeita.
Com a Palavra de Deus, muitas vezes funciona justamente ao contrário. Você pode não se sentir faminta espiritualmente, mas se se alimentar dela, se comungar com a Palavra de Deus e fizer as coisas de que falamos para entrar na Palavra e levá-la ao seu coração, verá que sua fome crescerá. Ela aumentará.
Tenho caminhado com o Senhor por anos, lendo Sua Palavra dia após dia, ano após ano, e percebo que meu deleite na lei do Senhor cresce. Ele aumenta quanto mais estou na Palavra.
Um dos problemas é que nutrimos tanto nossa carne com coisas deste mundo, com entretenimento. E deixe-me dizer: se você está preenchendo seu tempo com livros, revistas, recreação, hobbies, televisão, filmes e entretenimento, coisas que entretêm sua carne, embora por si só possam não ser erradas, se você encheu seu tempo com essas coisas, é provável que não tenha muita fome pela Palavra de Deus.
É por isso que eu tenho tentado, cada vez mais à medida que envelheço, viver uma vida mais quieta, mais simples, eliminar um pouco da bagunça, das coisas que me distraem e roubam meu coração, minha atenção e meu foco, para que eu possa ansiar pela Palavra do Senhor. Nutra sua fome por Deus, e verá que sua fome por outras coisas diminuirá.
Quero compartilhar com você uma carta que recebi há algum tempo, que ilustra o poder transformador da Palavra de Deus e como ela realmente pode trazer alegria e deleite ao nosso coração.
Esta carta é de uma mulher que havia acabado de ler um livro que escrevi sobre a vida devocional chamado Um lugar de descanso tranquilo (infelizmente, ainda indisponível em português), e ela escrevia para me contar como Deus havia usado aquele livro em sua vida. Ela é casada com um homem que serve em tempo integral no ministério. Naquela época, tinha uma filha pequena e era bem ativa na sua igreja local. Nesse contexto, ela disse o seguinte:
“Durante o último ano, mantive os sinais externos de uma caminhada com Deus, mas meu coração e meu foco estavam longe dele. [Você já passou por isso? Eu certamente já].
Sei que Ele estava tentando me chamar de volta, mas eu estava completamente indisposta a me render e obedecer. Em um determinado momento, há alguns meses, eu andava pela cozinha chorando, meu coração convicto, sabendo que precisava me arrepender e voltar ao Senhor.
Chorei e gritei para Ele que queria voltar, mas meu orgulho não permitia. Eu não estava disposta. Minha caminhada com Deus era inexistente. Ah, eu ia à igreja todo domingo e ao estudo bíblico às quartas-feiras. Eu me levantava e cantava sobre a bondade de Deus para a congregação. [Ela falou que estava no grupo de louvor da igreja]. Enganei a todos, todos, menos Jesus.”
Eu me pergunto quantas de nós iremos à igreja no domingo, e nos sentiremos exatamente como essa irmã? Ninguém mais sabe. Eu me pergunto quantas pessoas, em pé em nossas igrejas e cantando, são verdadeiramente espirituais. Estão fazendo tudo direitinho. Todos os sinais externos estão lá, mas são vazias, superficiais, rebeldes — uma caminhada inexistente com Deus.
Continuando. . .
“Eu costumava ser bastante consistente em passar tempo com Deus toda manhã, mas desde que minha filha nasceu, tenho me sentido sobrecarregada. Eu me deixava ser desviada pelas necessidades dela, pelas tarefas ou por outras coisas pouco importantes que eu queria fazer. Logo, o tempo a sós com o Senhor foi praticamente deixado de lado, e comecei a secar, lenta mas certamente.
Chegou ao ponto em que eu não conseguia ler a Bíblia de jeito nenhum. Eu nem conseguia abrir a capa. Pensei que poderia fazer tudo sozinha [isto é, viver a vida sozinha] e que não precisava mais de Deus. Eu praticamente me afastei do Senhor.”
Perceba como isso aconteceu gradualmente. Ela não tinha a intenção de se afastar do Senhor, mas deixou de lado a tábua de salvação, o meio que tinha para receber a graça de Deus para viver a vida cristã que lhe teria sido dada por meio da Palavra de Deus. Ela a perdeu. Negligenciou-a e, um dia, acordou e percebeu: “Estou um caos”, e é isso que ela descreve a seguir, preste atenção:
“Tenho sofrido muito. O meu estado emocional está um caos. Sempre lutei contra a ansiedade. Agora ela se tornou esmagadora. Estou fisicamente doente, incapaz de lidar até mesmo com as pequenas coisas da vida sem desmoronar em lágrimas.
Tenho sentido dor diariamente há meses. Estive sem alegria, impaciente, irritada, cheia de medo, dúvida e ansiedade. Comecei a duvidar da minha sanidade, sentindo frequentemente que estava à beira do colapso.” [Acredito que há muitas mais mulheres cristãs exatamente nessa condição. Esta mulher foi honesta o suficiente para admitir.]”
Continuando. . .
“Deus me deu a filha pela qual orei tanto, e agora eu a desprezava. Eu ressentia sua presença. Queria minha vida antiga de volta. Tive a audácia de culpar Deus, dizendo que Ele sabia que eu não conseguiria lidar com ser mãe, e ainda assim Ele me deu uma filha. Eu realmente havia me tornado um caos distorcido.
Meu casamento também sofreu. Fechei-me para minhas amigas e para meu marido. Conversávamos sobre coisas, mas não sobre coisas profundas e significativas. Eu estava presente fisicamente, mas não emocionalmente.
Sentimentos de amargura e raiva começaram a surgir. Comecei a fazer muitas compras e gastar nosso dinheiro de forma tola em roupas e sapatos de que não precisava.
Finalmente, encontrei e orei o Salmo 51.12. [E talvez essa seja a oração que você precisa fazer hoje.] ‘Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.’ Eu ansiava pela alegria e pelo zelo pela Palavra que eu antes tinha. Eu ansiava por essa fome e sede da Palavra.
Acredito que meu marido sabia o que estava acontecendo [tenho certeza que sabia], porque um dia chegou em nossa porta um pacote do ministério com seu livro e fitas sobre este assunto. Eu sabia que não havia pedido, então liguei para o meu marido. Ele disse que ouviu um dos seus podcasts e sentiu o Senhor o orientando a comprar esse livro para mim.
Minha vida e meu casamento mudaram drasticamente desde então. Tenho acordado cedo todas as manhãs para passar tempo na Palavra e em oração. Confessei meus pecados e pedi ao Senhor cura espiritual, e Ele a proporcionou.
Sinto que, pela primeira vez, entendo por que o tempo devocional diário é tão vital. Entendo por que preciso da Palavra dentro de mim todos os dias, especialmente de manhã cedo e à noite. Sinto a alegria e a paz voltando à minha vida. Sinto que agora posso passar pelo dia com a ajuda de Deus.
Agora eu tenho fome e sede da Palavra. Tenho lido a Palavra durante os cochilos das crianças, à noite e de manhã. Não me canso dela. Não consigo explicar em palavras como meu coração quer cantar de alegria e louvar ao Senhor por Sua bondade e misericórdia.
Nos últimos meses, eu cantava na equipe de louvor da igreja, mas tudo o que eu fazia era cantar, muitas vezes a contragosto. Agora quero cantar para Ele o dia todo. Ele devolveu meu primeiro amor.
Ele me encontrou onde eu estava, face a face, e gentilmente me tirou do lamaçal em que eu mesma havia me enterrado, colocou meus pés sobre a rocha firme, e meu coração diz: “Obrigada, Senhor. Amém.”
Que assim seja, não apenas na vida desta irmã, mas na minha vida, e na vida das mulheres que estão ouvindo este programa hoje, para que Deus seja glorificado enquanto nossas vidas começam a refletir a beleza do Senhor Jesus que temos visto em Sua Palavra.
Minha oração é que, enquanto falamos sobre o deleite da Palavra de Deus, a alegria e a transformação que ela pode trazer às nossas vidas, Deus esteja despertando em você uma nova fome e uma nova sede de conhecê-Lo por meio da Sua Palavra.
Quero lembrá-la sobre nosso desafio de 365 dias. Ainda não é tarde para começar. Se você ainda não tem esse hábito, diga: “Todos os dias, pela graça de Deus, nos próximos 365 dias, vou dedicar um tempo para passar sozinha com o Senhor, na Palavra e em oração.” Tenho certeza que, se você aceitar esse desafio, vai perceber que não vai querer que termine, mas vai querer fazer desse um hábito para toda a vida de conhecer a Deus através da Sua Palavra.
Raquel: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth convidando você a saborear a riqueza da Palavra de Deus. Ela voltará em breve.
Depois de ouvir este ensinamento, sei que estou inspirada a mergulhar na Bíblia. E você? Ouvir uma mensagem assim é essencial, mas também precisamos de consistência. Então, aqui vão algumas sugestões: se ainda não começou, quero convidá-la a participar do desafio de 365 dias que a Nancy acabou de mencionar. É uma ótima maneira de cultivar fome pela Palavra de Deus, especialmente no início de um novo ano.
Visite o nosso site e inscreva-se hoje mesmo, avivanossoscoracoes.com. Você vai receber emails diariamente com incentivos à sua leitura. Venha crescer conosco e encontrar liberdade através da Palavra e viver uma vida em plenitude e abundância.
Alguns membros que estavam na audiência quando a Nancy gravou compartilharam sua própria jornada com a Palavra de Deus. Enquanto ouviam esta série, refletiam sobre como se conectavam com a Bíblia. Vamos ouvir alguns testemunhos agora.
Elizabeth: Tenho que agradecer a mulher que me levou ao Senhor. Na época, ela se chamava Lisa Pertusi. Hoje é Lisa Tatch, mas foi ela quem me conduziu ao Senhor. Ela era minha professora, e a forma como ela me colocou na Palavra foi começando pelo livro de João. Ela dizia: “Leia um capítulo e escreva um versículo. Depois, reescreva esse versículo com suas próprias palavras.”
Nos encontrávamos uma vez por semana, e ela dizia: “Mostre-me seu diário. O que você escreveu?” Ela fazia um pequeno sinal de conferido. Então devo a ela o aprendizado da disciplina de estar na Palavra. Isso foi em 1988, e considero realmente um presente de Deus o fato de eu ter fome da Sua Palavra.
Durante a maior parte da minha vida, foi uma alegria ler a Palavra, mas ultimamente tenho tido muita dificuldade. É quase como se fosse uma obrigação. Aí me ocupo com as tarefas diárias ou com o que estiver acontecendo na minha vida. Não tenho conseguido também reservar tempo para ser sensível ao Espírito Santo ao longo do dia, ouvir a Ele e não apenas ler a Palavra e seguir o dia sem Ele.
Nancy: Minha sugestão é que, além de ser importante para nós mergulharmos na Palavra, Deus quer nos usar para desafiar outras pessoas a fazer o mesmo.
Algumas de vocês já têm uma vida devocional diária significativa e consistente. Há alguém ao seu redor — na sua igreja, no seu pequeno grupo, na sua família, seus filhos — que você poderia desafiar a desenvolver esse hábito?
Eu tenho hoje o hábito devocional por causa dos meus pais — o exemplo, a ilustração, o desafio deles, que começaram cada dia buscando o Senhor na Palavra e em oração e nos desafiando a fazer o mesmo. Então, torne-se uma influenciadora espiritual. Não guarde apenas a alegria, o benefício e a bênção para si mesma. Você pode precisar estar na vida de alguém assim como a professora de Elizabeth fez com ela, ajudando-a a começar.
Dê a ela uma tarefa. Não presuma que saiba como entrar na Palavra. Você se lembra de como foi quando você começou a ler as Escrituras e precisava de alguém ao seu lado para mostrar “Como eu faço isso?” A Bíblia é um livro grande, e se você simplesmente entregar a alguém e disser: “Aqui, leia a Bíblia e faça bom proveito dela”, é intimidante.
As pessoas não sabem automaticamente como estudá-la. Não sabem como se alimentar, como se nutrir. É por isso que você começa alimentando-as até elas aprendam a se alimentar sozinhas. Então, quem é que Deus pode estar trazendo à sua mente que você poderia chamar e dizer: “Gostaria de encorajá-la em algo que tem sido muito significativo e útil na minha vida cristã. Gostaria de ajudá-la a começar esse hábito também.
Talvez seja uma jovem na fé, ou um dos seus filhos, alguém que você sabe que é nova na fé. Comece com ela, e isso será uma base maravilhosa para toda a vida cristã dela.”
Mulher 1: Ninguém realmente me ensinou a ter um tempo devocional diário, mas apenas pelo desejo de ler a Palavra e entendê-la, comecei essa prática ainda jovem. Minha filha fez o mesmo. Não foi algo que eu tinha estabelecido dizendo: “Ok, você precisa fazer isso todos os dias”, portanto realmente eu não tinha pensado sobre a necessidade de formar esse hábito no meu filho.
Eu pensei: Vai ser natural para ele, assim como foi com a minha filha. Como fazemos o ensino domiciliar, temos o tempo de estudo da Bíblia, mas eu nunca pensei que o período devocional precisasse ser parte da rotina diária dele, que eu precisasse estabelecer isso na vida dele.
Eu pensei: Não, o Espírito Santo fará com que ele saiba, e ele começará eventualmente, assim como Rachel e eu começamos. O Senhor realmente me convenceu recentemente de que eu estabeleci outras rotinas diárias na vida dele. Espero que ele escove os dentes, goste ou não. Espero que ele coma, e então eu precisava ajudá-lo com esta disciplina também.
No início deste ano, eu disse: “Caleb, vamos estabelecer algo diferente na sua rotina: assim que o café da manhã acabar, você vai ter seu tempo devocional, assim como Rachel e eu fazemos. Tenha o seu tempo com o Senhor.” Tem sido maravilhoso ver como Deus tem usado esse tempo na vida dele. Eu temia que se tornasse algo legalista, que ele não teria a mesma fome e desejo que Rachel e eu desenvolvemos porque foi nossa escolha.
Eu pensei: Isso vai ser algo imposto a ele, que ele fará apenas como ritual, mas a Palavra é viva. A Palavra desenvolveu essa fome dentro dele. Recentemente, estávamos fora de casa. Quando voltei, ele disse: “Mãe, quero que você saiba que, mesmo você não estando aqui, eu tive o meu tempo devocional porque estou gostando muito.”
Ele disse: “Sabe, tem sido super incrível.” Ele vem até mim e faz perguntas sobre o que está lendo. Deus tem usado esse tempo na vida dele. Deus é tão fiel, e sou tão grata por Ele ter me orientado, porque meu filho estaria perdendo esta experiência tão preciosa agora se eu não tivesse incentivado que esse hábito se estabelecesse em sua vida.
Às vezes, precisamos apenas incentivar como um hábito, mas porque o Espírito Santo é poderoso e a Palavra de Deus é poderosa e viva, Deus fará a obra continuar.
Mulher 2: Fiquei impressionada com o poder da Palavra de Deus para transformar há cerca de seis anos, quando uma mentora me desafiou a fazer um estudo bíblico.
Amei descobrir os tesouros na Palavra de Deus, mas o que me surpreendeu foi, alguns anos depois, ver o fruto disso na minha vida de tantas maneiras, me sustentando em situações difíceis e dando sabedoria que eu não sabia que tinha ao lidar com outras pessoas.
Enquanto você falava ontem, lembrei-me de como é fácil deixar que a Palavra de Deus não seja central. Deus estava me convencendo de que, em nosso ensino domiciliar, preciso colocar a Palavra de Deus como central, e na minha família, preciso encorajar meus filhos e fazer com que Ela seja central em minha própria vida. Preciso crescer mais profundamente nisso. É tão fácil se afastar. É aí que está o poder: conhecer a Deus e estar na Sua Palavra.
Raquel: Seria trágico ter a geladeira cheia de comida, estar morrendo de fome e nunca abri-la. Todas nós nos afastamos da Palavra de Deus, mas é tão trágico quanto uma pessoa faminta que se esquece de abrir a geladeira.
Escutamos alguns testemunhos de queridas irmãs que têm descrito suas próprias dificuldades em desenvolver o hábito consistente de leitura bíblica.
Eles têm acompanhado conosco esta série prática e útil de Nancy DeMoss Wolgemuth chamada Entrando na Palavra e deixando a Palavra entrar em você. Se você perdeu algum episódio desta série, pode ouvir em avivanossoscoracoes.com.
Encerramos esta série amanhã, quando ouviremos sobre um episódio da vida da Nancy em que fast food e devocionais rápidas lhe causaram muitos problemas.
Nancy: Eu estava sob uma rotina particularmente exaustiva. Estava fora do meu padrão habitual e, por um período de cerca de dezoito meses, estive trabalhando intensamente, viajando e ocupada com uma grande produção.
Eu estava servindo ao Senhor, fazendo muitas coisas para Ele, mas acordei uma manhã e percebi que havia me afastado muito do relacionamento íntimo com o Senhor que eu sempre desejei e já havia experimentado em outros momentos da minha vida. Ao examinar o que havia acontecido, percebi que, durante esse período, comecei a cortar o meu tempo com o Senhor.
Cresci com uma forte ênfase em nossa casa sobre a disciplina de uma vida devocional diária. Não era algo imposto a nós de forma alguma, mas era um exemplo tão poderoso, havia tanta ênfase nisso, que eu sabia que era importante.
Eu não deixava de fazer os meus devocionais, mas sabia que não estava sendo realmente alimentada por eles. Era como se eu estivesse pegando um atalho e vivendo de ‘fast-food espiritual’, no estilo drive-thru. Foi parecido com o que vivi na minha alimentação: aos vinte anos eu até conseguia levar assim, mas quando cheguei aos trinta percebi fisicamente que não me sentia bem. Então entendi que precisava mudar minha forma de me alimentar — e fiz isso.
O mesmo aconteceu com minha vida espiritual. Eu passei por alguns momentos de conexão com o Senhor, mas não estava realmente em comunhão com Ele.
Raquel: No próximo episódio, Nancy vai compartilhar um pouco mais sobre esta fase em que ela buscou por atalhos em sua alimentação espiritual e o impacto que causou em sua vida. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.