Dia 6: Mulheres mais velhas ensinando as mais jovens
Raquel Anderson: De acordo com Tito 2.3–5, as mulheres mais velhas devem ensinar as mulheres mais jovens. Uma querida ouvinte aprendeu sobre esse poderoso princípio. Ela diz o seguinte:
“Eu vivi em uma comunidade onde havia várias mulheres mais velhas em nosso bairro, e eu costumava ir e sentar com elas. Elas ensinavam a partir da Palavra de Deus e de suas experiências de vida.
Eu cresci com um coração para Deus e para o povo de Deus. Então decidi que eu andaria em obediência ao que o Senhor havia me chamado para fazer, e comecei um ministério em minha casa com doze mulheres.
Deus está abençoando esse ministério, e nós estamos nos reunindo e tendo um tempo muito bom no Senhor. Eu acho muito importante que abençoemos a vida umas das outras.
Eu lhes digo o tempo todo: ‘Quando você vir uma irmã que …
Raquel Anderson: De acordo com Tito 2.3–5, as mulheres mais velhas devem ensinar as mulheres mais jovens. Uma querida ouvinte aprendeu sobre esse poderoso princípio. Ela diz o seguinte:
“Eu vivi em uma comunidade onde havia várias mulheres mais velhas em nosso bairro, e eu costumava ir e sentar com elas. Elas ensinavam a partir da Palavra de Deus e de suas experiências de vida.
Eu cresci com um coração para Deus e para o povo de Deus. Então decidi que eu andaria em obediência ao que o Senhor havia me chamado para fazer, e comecei um ministério em minha casa com doze mulheres.
Deus está abençoando esse ministério, e nós estamos nos reunindo e tendo um tempo muito bom no Senhor. Eu acho muito importante que abençoemos a vida umas das outras.
Eu lhes digo o tempo todo: ‘Quando você vir uma irmã que está com dificuldades, fortaleça sua irmã.’ É isso que devemos fazer como parte do Corpo de Cristo — fortalecer umas às outras.”
Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
Você já ouviu alguém dizer: “Eu amo a Deus, mas não vejo necessidade para a igreja”? Esse processo de pensamento é preciso?
Hoje, Nancy DeMoss Wolgemuth aborda nossa necessidade de relacionamentos e envolvimento no Corpo de Cristo. Vamos continuar em nossa série, O Poder de Relacionamentos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Vamos apenas voltar por um momento e revisar onde estivemos. Quero que façamos mais algumas aplicações desta verdade aos nossos relacionamentos no Corpo de Cristo.
Se você tem sua Bíblia, deixe-me encorajá-la a abrir em Eclesiastes capítulo 4. Vimos, começando no versículo 1, a dor da injustiça e da opressão — relacionamentos pecaminosos e danificados. O versículo 1 diz:
Vi ainda todas as opressões praticadas debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos. Por isso considero mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem. Porém mais feliz do que uns e outros é aquele que ainda não nasceu e não viu as más obras que se fazem debaixo do sol. Então vi que toda fadiga e toda habilidade no trabalho provêm da inveja do ser humano contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento. (vv. 1–4)
E então vimos, começando no versículo 7, o problema do isolamento, não apenas a injustiça em relacionamentos pecaminosos e danificados, mas o problema do isolamento, onde nos afastamos, nos retiramos e não temos nenhum relacionamento. Versículo 7:
Então considerei outra vaidade debaixo do sol: um homem sem ninguém, que não tem filhos nem irmãos, mas que não cessa de trabalhar e cujos olhos não se fartam de riquezas. E ele não pergunta: "Para quem estou trabalhando, se não aproveito as coisas boas da vida?" Também isto é vaidade e enfadonho trabalho. (vv. 7–8)
E então nos versículos 9–12 estivemos olhando para o poder da intimidade — a prescrição de Deus para relacionamentos danificados ou inexistentes. Primeiro, que devemos ter um relacionamento com Deus verticalmente; depois que esses princípios afetariam nossos relacionamentos horizontais com os outros, particularmente dentro do Corpo de Cristo.
E vimos que há pelo menos quatro benefícios e bênçãos de ter relacionamentos piedosos e íntimos. O versículo 9 diz: “Melhor é serem dois do que um” porque, antes de tudo, eles obtêm mais resultado pelo que investem; há mais produto, mais frutificação para o seu trabalho; eles têm bom retorno pelo seu trabalho.
E no versículo 10: “Porque se caírem, um levanta o companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante.” E então o versículo 11, quando nos encontramos em circunstâncias adversas ou frias ou difíceis: “Também, se dois dormirem juntos, eles se aquecerão; mas, se for um sozinho, como se aquecerá?”
E então vimos na última sessão, no versículo 12, que quando estamos sob ataque, quando estamos sendo atacadas pelo inimigo, diz assim: “Se alguém quiser dominar um deles, os dois poderão resistir; o cordão de três dobras não se rompe com facilidade.”
Assim, vemos que há muitas razões pelas quais precisamos umas das outras. Primeiro, nosso relacionamento com Deus; depois, umas com as outras, precisamos aproveitar os benefícios do relacionamento. Não apenas recebendo esses benefícios e bênçãos, mas estando do lado de quem dá — dando esses benefícios e bênçãos a outras.
Gostaria de focar hoje no contexto em que vivemos esses relacionamentos. Penso que Deus projetou e providenciou dois contextos principais nos quais devemos ter relacionamentos íntimos. Esses relacionamentos íntimos nos ajudam a lidar com os problemas de injustiça e isolamento.
Eles nos ajudam a lidar com a dor ou a vergonha de uma infância abusiva. Eles nos ajudam a lidar com a solidão. A solução de Deus são relacionamentos santos e íntimos, primeiro com Ele, mas depois umas com as outras. Há dois ambientes nos quais Deus providenciou para que tenhamos relacionamentos.
O primeiro é no contexto do lar, nossas famílias. Claro, isso vai variar dependendo da sua estação de vida quanto a quem isso envolve. Mas pode envolver pais, casamento, filhos. Todas nós viemos de uma família.
Pode ser que você não tenha nenhum membro da família vivo agora. Pode ser que você não seja casada. Pode ser que você não tenha filhos, mas todas nós tivemos, em algum momento ou outro, algum tipo de relacionamento familiar.
Se você está aqui neste planeta, você teve algum tipo de família. A família, porém, pode ter sido muito menos do que ideal. Mas o plano de Deus é que precisemos de nossas famílias. É dentro do contexto da família que Deus pretendia que aprendêssemos muitas das lições mais importantes da vida.
Precisamos do casamento; precisamos de relacionamentos entre pais e filhos. Se você é casada e está lutando nesse casamento, lembre-se de que você precisa desse cônjuge; que Deus está usando esse cônjuge mesmo que ele não seja um cristão, mesmo que ele não seja uma pessoa piedosa. Deus sabe exatamente do que você precisa em sua vida para ajudá-la a se tornar mais semelhante a Jesus.
Se você tem filhos, Deus sabe exatamente do que você precisa para ajudá-la a se tornar mais semelhante a Jesus. Às vezes Deus usa esses filhos. Eu vejo alguns grandes sorrisos aqui ou talvez gemidos (não tenho certeza de qual), mas vocês estão se identificando com isso.
Deus usa seus filhos, meio que como uma lixa celestial, para expor quem você realmente é e para mostrar necessidades em sua vida. “Melhor é serem dois do que um.” No contexto da família, crescemos e nos tornamos mais parecidas com quem Deus quer que sejamos. Precisamos de nossas famílias. Deixe-me dizer que, se as coisas não estão bem em casa, então não estão bem.
Eu tenho ficado tão triste ao longo dos anos ao conhecer algumas mulheres que estão ativamente envolvidas em ministérios cristãos, em ministérios de oração, em ministérios de estudo bíblico e em ensinar a Palavra de Deus a outros.
Mas quando você começa a conversar com elas sobre sua família, é um desastre. O casamento delas é uma bagunça; seus filhos são uma bagunça; seus relacionamentos em casa estão fragmentados e quebrados.
Veja bem, não estou dizendo que essas mulheres são responsáveis por todos os problemas em suas famílias, mas estou dizendo que você não pode ignorar o que está acontecendo em casa e esperar simplesmente sair de casa, fugir do que está acontecendo lá e ter um ministério frutífero fora do lar.
A família, sua família é um contexto no qual Deus quer ajudá-la a se tornar mais semelhante a Jesus, um contexto no qual Ele quer que você se concentre em desenvolver relacionamentos saudáveis e íntimos.
Há outro contexto principal no qual Deus quer que desenvolvamos relacionamentos, e é na família de Deus, na igreja, no Corpo de Cristo.
Quero aproveitar esta oportunidade para enfatizar que você não pode ser uma cristã solitária e ter sucesso na vida cristã. Deus projetou você para ser parte de um corpo, e você não pode ser tudo o que Deus quer que você seja se estiver tentando fazer isso sozinha.
Pode ser que você seja a única cristã em sua família. Ou você pode estar em uma circunstância em que seja muito difícil para você ter comunhão com o Corpo de Cristo.
Mas eu creio que, se você sabe que isso é uma necessidade e fizer disso um motivo de oração, Deus a ajudará a encontrar pelo menos outra cristã que faça parte da família de Deus, que possa ajudá-la a ter o tipo de relacionamento de que você precisa.
Nós temos uma aliança com Cristo; Ele tem uma aliança conosco. Estamos ligadas em um relacionamento eterno de aliança com Ele, e se fazemos parte dele isso significa que também fazemos parte umas das outras. Não dá para separar uma dessas duas partes sem causar dano. Precisamos desses relacionamentos de aliança.
Uma das passagens mais poderosas na Palavra de Deus que aborda o assunto está em 1 Coríntios 12. Deixe-me pedir que você abra lá, se puder, Primeira Coríntios capítulo 12. Acompanhe, se puder, começando no versículo 12. Está falando sobre o Corpo de Cristo. Paulo diz aqui:
Porque, assim como o corpo é um [isso está falando que o corpo físico é um] e tem muitos membros [tem muitas partes diferentes — mãos, pernas, braços, olhos, ouvidos, boca, muitas partes diferentes, mas um só corpo], e todos os membros, mesmo sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é com respeito a Cristo [com o Seu corpo]. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. (vv. 12–14)
Então ele continua nos versículos 15–18 dizendo: “Uma parte do corpo não pode dizer às outras partes do corpo: ‘Porque não sou a sua parte, não faço parte do corpo.’” (paráfrase)
Ele está dizendo que todos são necessários; todos fazem parte do corpo. Então, continuando no versículo 21:
Os olhos não podem dizer à mão: "Não precisamos de você." E a cabeça não pode dizer aos pés: "Não preciso de vocês." Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários, e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra. Também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra, ao passo que os nossos membros nobres não têm necessidade disso.
Contudo, Deus coordenou o corpo [agora este é o Corpo de Cristo], concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha [e aqui está a chave], para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros [isso somos nós] cooperem, com igual cuidado, em favor uns dos outros. (vv. 21–25)
“Se um membro sofre, todos sofrem com ele.” Quando minha mão se machuca, meu corpo sente a dor; se eu bato o dedo do pé, o restante do meu corpo percebe. E é verdade que quando um membro do Corpo de Cristo sofre, todos são afetados. Todos doem. “Se um deles é honrado, todos os outros se alegram com ele.” (v. 26)
Quando Deus abençoa você, eu sou abençoada. É por isso que devo me alegrar com os que se alegram. Agora o versículo 27: “Ora, vocês são o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo.”
Gostaria de enfatizar que não é uma opção para você estar conectada ao Corpo de Cristo. Se você é uma filha de Deus, você faz parte desse Corpo e deve estar envolvida na vida de uma expressão local desse Corpo chamada igreja local. Não é uma opção! Se você não faz parte da Igreja, e com isso quero dizer o Corpo de Cristo, Igreja com “I” maiúsculo, então você não é cristã.
Se você é cristã (parte da Igreja, com “I” maiúsculo), então precisa fazer parte de uma expressão local desse Corpo de Cristo.
- Você precisa estar frequentando sua igreja local.
- Você precisa estar participando dela.
- Você precisa estar servindo nela.
- Você precisa ser responsável perante esse corpo local de cristãos.
- Quando você peca, precisa estar disposta a ser exortada por esse corpo e, se necessário, ser disciplinada espiritualmente por esse corpo de cristãos que te conhece e está comprometido com você.
- Você precisa assumir responsabilidade pela união desse corpo, não criticando, não procurando defeitos, não o destruindo, não o derrubando. As Escrituras dizem que, se você destruir o Corpo de Cristo, Deus te destruirá.
Foi por isso que Paulo disse aos cristãos filipenses, em Filipenses capítulo 4, que havia duas mulheres na igreja deles que não estavam se dando bem. Evódia e Síntique eram seus nomes. Ele disse àquelas duas mulheres: “Entrem em acordo! Derrubem essas barreiras. Derrubem esses muros. Aprendam a se dar bem uma com a outra.” Mas então ele disse ao restante do corpo: “Ajudem essas mulheres a se reconciliarem. Não deixem esse conflito sem ser tratado. Lidem com isso.” (ver vv. 2–3)
Vocês fazem parte uns dos outros; vocês precisam uns dos outros, e é no contexto desse corpo que vocês podem se tornar tudo o que Deus pretende que sejam.
Vou levar além essa metáfora do Corpo de Cristo. Quero estreitar um pouco mais e ver que, como mulheres, há uma maneira particular pela qual devemos nos relacionar umas com as outras dentro do Corpo de Cristo. Mulher para mulher.
Há uma necessidade de que nós, como mulheres, tenhamos relacionamentos de cuidado e nutrição dentro do Corpo de Cristo. E, é claro, a passagem principal que diz isso explicitamente no Novo Testamento é Tito capítulo 2. Muitas de vocês estão familiarizadas com essa passagem, mas deixe-me ler os versículos 3, 4 e 5 de Tito 2.
No contexto aqui, Paulo está falando com Tito sobre como a família de Deus deve funcionar. Ele já deu instruções aos que estão em liderança na igreja, as qualificações para serem presbíteros e líderes espirituais.
Ele falou aos homens mais velhos e aos homens mais jovens. Agora, ele diz no versículo 3: “Do mesmo modo, quanto às mulheres idosas, que tenham conduta reverente, não sejam caluniadoras, nem escravizadas a muito vinho. Que sejam mestras do bem.” (vv. 3–4)
Quem deve ensinar? As mulheres mais velhas. Parece que apenas mulheres mais velhas que frequentaram seminário devem fazer isso, apenas mulheres mais velhas que fazem parte da equipe da igreja? Não, é algo inclusivo. As mulheres mais velhas no Corpo de Cristo devem ter um comportamento exemplar e devem modelar as características de uma cristã piedosa e madura.
Mas então devem ensinar o que aprenderam sobre o coração, os caminhos e a Palavra de Deus. “Devem ensinar o que é bom, e assim instruir as mulheres mais jovens.” Instruir as mulheres mais jovens. As mulheres mais velhas devem estar ensinando as mais jovens.
E aqui está o currículo. Devem ensiná-las “a amar o marido e filhos, a serem sensatas, puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (vv. 4–5)
Lembro-me de conversar com uma mulher não muito tempo atrás que estava no início dos trinta anos e era solteira. Ela disse: “Nancy, eu não tive modelos enquanto crescia.” Nenhum modelo de piedade. Ela falou sobre como seus pais tiveram um casamento terrível por vinte e três anos e depois se divorciaram, e ambos os seus irmãos passaram por múltiplos divórcios, e aqui está ela, uma jovem mulher, nunca casada.
Ela está dizendo: “Eu não sei como é uma mulher piedosa. Eu não sei como é um casamento piedoso. Não tive modelos.” É para mulheres como esta, assim como para mulheres como você e eu, que Paulo deu essas instruções a Tito. “As mulheres mais velhas modelam comportamento exemplar e depois ensinam as mulheres mais jovens o que é bom. Instruí-las, nutrí-las, discipulá-las.”
Isso acontece no contexto de relacionamento, individualmente, em pequenos grupos, juntas. É algo que acontece além do que acontece com a pregação do seu pastor no púlpito.
Entre os domingos, é isso que acontece: as mulheres mais velhas estão instruindo as mais jovens a amar seus maridos e seus filhos, ensinando-as não apenas a fazê-lo, mas como fazê-lo, a serem sensatas, a serem puras, a trabalharem em casa, a serem bondosas.Você sabia que pode aprender a ser bondosa? Isso é algo que as mulheres mais velhas devem ensinar às mais jovens, “ensinando-as a serem submissas a seus próprios maridos.”
E se não fizermos isso, então “a Palavra de Deus será difamada.” Daremos um péssimo testemunho ao mundo. Não mostraremos ao mundo como é o Evangelho se não o vivermos no contexto desses relacionamentos.
Entenda, essa fala de relacionamentos de cuidado, mentoria e discipulado dentro do Corpo de Cristo entre mulheres não é uma opção. Não é algo que você possa dizer: “Ah, temos um programa de mentoria feminina em nossa igreja, mas eu não participei.” Você não precisa participar do programa, mas precisa estar envolvida no programa de Deus.
Não é algo que você decide se quer ou não se inscrever. Você está em uma dessas duas categorias, talvez em ambas de alguma forma. As mulheres mais velhas devem estar modelando e ensinando, e as mulheres mais jovens devem estar aprendendo e crescendo e, finalmente, tornando-se elas mesmas as que vão ensinar.
Você pode estar em uma fase da vida em que se considera tanto uma mulher mais velha quanto uma mulher mais nova. Eu gosto de ter em minha vida, eu preciso ter em minha vida relacionamentos com mulheres mais velhas que estejam me instruindo e orientando nos caminhos de Deus.
Mas então eu preciso ser uma mulher mais velha. Eu sou uma mulher mais velha para mulheres mais jovens. Eu preciso estar sempre envolvida, como mulher mais velha, em modelar e ensinar. Como mulher mais jovem, preciso estar envolvida em aprender e crescer. Se você não está em pelo menos uma dessas duas categorias, está perdendo um privilégio incrível e uma responsabilidade incrível.
Recebi um e-mail de uma mulher que disse:
Minha mãe era uma dona de casa dedicada, que era o que se fazia vinte anos atrás. Mas agora eu a vejo se afastando do seu chamado como cuidadora para mim e para meus próprios filhos. Não deveríamos investir na próxima geração além dos nossos próprios filhos? Tenho dificuldade em abraçar meu papel quando vejo tão poucos modelos.
Às vezes me sinto muito sozinha na maravilhosa, mas difícil, obra que a maternidade exige. Estou trabalhando para liderar um grupo de encorajamento para mulheres, mas estou tão ocupada com meus próprios filhos pequenos. Às vezes eu gostaria que as mulheres mais velhas viessem ao meu encontro.
Digo isso não para fazer alguém se sentir mal. Digo isso para encorajar aquelas de vocês que podem estar nessa fase de vida de mulher mais velha, para dizer que vocês são importantes. Há um lugar para vocês no Corpo de Cristo.
Ouvi uma mulher dizer não muito tempo atrás: “Meu filho mais novo está se casando. Por quarenta anos tenho sido mãe, e quase sinto que minha vida vai acabar. Não sei o que vou fazer.”
Pensei enquanto ouvia aquela mulher: Sua vida, de certa forma, está apenas começando. Por quarenta anos você esteve aprendendo a ser mãe. Agora há muitas mulheres mais jovens que precisam do que você aprendeu.
Algumas de vocês podem pensar: Eu fui uma mãe péssima. Eu falhei mais do que tive sucesso. Então ensine a partir dos seus fracassos. Você não aprendeu algo com seus fracassos? Você não gostaria, de certa forma, de poder fazer algumas coisas de novo? Ensine isso às mulheres mais jovens.
Você não precisa ter uma apresentação em PowerPoint. Você não precisa ser uma palestrante ou uma conferencista. Você não precisa ser uma pessoa numa plataforma para cumprir esse papel.
Você apenas precisa estar disposta a permitir que outras mulheres entrem em sua vida e a compartilhar com elas, individualmente, no contexto das coisas comuns e cotidianas da vida: “Isto é o que Deus me ensinou”, compartilhando da sua vida, orando com elas, caminhando ao lado delas, encorajando-as, ensinando-as a partir da sua vida e ensinando-as a partir da Palavra de Deus.
Sou muito grata pelas mulheres que Deus colocou em minha vida ao longo dos anos que forneceram encorajamento, exortação, instrução, treinamento. Elas me deram habilidades específicas. Elas me ensinaram muito sobre amor e amizade, mulheres que me responsabilizaram, mulheres que oraram por mim, mulheres que me advertiram, mulheres que foram modelos, exemplos para eu seguir desde o tempo em que eu era uma menina pequena.
E primeiro nessa lista, eu teria que colocar minha própria mãe, Nancy DeMoss. A primeira Nancy DeMoss.
Penso em algo tão simples como o que ela me lembrou outro dia. Ela praticava piano comigo dia após dia quando eu era uma menina pequena. Eu fazia aulas de piano, mas minha mãe estava sentada ali no banco do piano praticando comigo. Isso é discipular, isso é ensinar uma habilidade prática.
Penso em tantas maneiras como minha mãe serviu nossa família. Ela fez da nossa casa um lugar de ministério. Penso em como ela modelou o que significava para uma esposa ser ajudadora e parceira ao honrar e respeitar meu pai.
Penso em como ela me mostrou como honrar e respeitar os homens. Até hoje, tenho uma real aversão a qualquer coisa que se aproxime de depreciar homens. Isso é tão errado, e acho que minha mãe é provavelmente quem marcou isso em mim — ela nunca me disse isso, mas demonstrou o fato de tal maneira que eu nunca, até hoje, ouvi minha mãe dizer uma palavra negativa sobre meu pai, nem para ele nem para qualquer outra pessoa sobre ele.
Este é um exemplo incrível, e agradeço ao Senhor por isso. Penso em outras mulheres. Penso em Lucy Johnston, que foi minha professora da primeira série. Ela incutiu em mim o amor pelo aprendizado. Ela me ensinou a ler. Agradeço ao Senhor por aquela mulher mais velha (ela parecia bem mais velha, mas na verdade não era). Ela não apenas me ensinou naquele ano, mas nos anos seguintes orou por mim e por meus irmãos. Acho que ela ensinou seis ou sete das crianças da minha família. Ela orou por nós, crianças, por nome durante muitos anos.
Penso em Liz DeVries. O marido dela foi meu professor de música do ensino médio e regente do coral. Eu costumava acompanhá-los quando cantavam. Ela me tomou sob sua proteção e me ensinou algumas coisas práticas.
Lembro-me de uma vez em que ela me levou para a casa dela e me ajudou a fazer um vestido para um evento especial que estava se aproximando. Não sei se conseguiria fazer isso novamente hoje, mas ela estava me ajudando a adquirir habilidades práticas.
Você sabe de uma coisa? Foi mais do que aprender a fazer um vestido. Foram horas de conversa. Foi durante um período na minha adolescência em que eu estava lutando para saber quem eu era. Ela ouvia, se importava, e se envolveu na minha vida.
Penso na minha professora de matemática do ensino médio — Mary Ellen Bow. Tivemos uma turma em que, em certo momento, eu era a única pessoa na classe. Ela se sentava e me ouvia lutando com questões da minha fé por hora após hora. Quando olho para trás, não consigo acreditar que ela fez isso! Deus a usou de maneira mentora na minha vida.
Penso em Laura Munsch, que agora está com o Senhor. Quando eu era uma menina pequena, ela me escreveu um bilhete (ela era amiga dos meus pais) e me encorajou a memorizar as Escrituras. Ainda me lembro disso. E ao longo dos anos desde então, tenho memorizado muita Escritura — encorajada por uma mulher mais velha.
Penso na Mamma J. Ela ora por mim. Ela escreve bilhetes de encorajamento. E. . . tantas outras mulheres que o Senhor usou na minha vida como mulheres mais velhas que estavam ensinando uma mulher mais jovem a se tornar tudo o que Deus quer que ela seja. Não havia nada formal ou oficial em nenhum desses relacionamentos. Era simplesmente o modo de vida.
Então quero perguntar a você hoje, quem é sua mulher mais jovem? Vejo aqui uma adolescente, e talvez ela esteja pensando: Bem, eu mesma sou uma mulher mais jovem, mas sabe de uma coisa? Você é uma mulher mais velha para alguém. Há mulheres mais jovens. Você tem irmãs mais novas, e há mulheres mais jovens na sua vida que o Senhor quer que você seja uma mulher mais velha para elas, para modelar e ensinar.
- Quem é a mulher mais jovem na sua vida?
- Quem você está trazendo para perto de você, para orar com ela, para encorajá-la em sua caminhada com o Senhor?
- Quem é a mulher mais velha na sua vida?
- Em quem você está permitindo que invista na sua vida?
- Você está assumindo o lugar de aprendiz?
- Você tem um espírito ensinável?
- Você está recebendo das mulheres que Deus colocou na sua vida?
À medida que fazemos isso, à medida que funcionamos em relacionamento e comunidade, mulher para mulher no Corpo de Cristo, as Escrituras dizem que a Palavra de Deus não será difamada. O Evangelho será tornado crível à medida que o vivermos.
Quero pedir que você, neste momento, considere o que o Senhor gostaria que você fizesse — especificamente sobre o que acabamos de ouvir. Há alguém que você precisa convidar para sua casa. Não para estabelecer um acordo de se encontrarem pelo resto da vida.
Mas apenas dizer: “Gostaria de nos encontrarmos algumas vezes. Gostaria de encorajá-la.” Se você é uma mulher mais velha, quem é uma mulher mais jovem que você poderia convidar para se tornar parte da sua vida periodicamente para ver o que você pode fazer para encorajá-la, exortá-la, ajudá-la a aprender os caminhos de Deus.
Há muitas mulheres famintas por isso hoje na igreja. Talvez você precise dizer: “Eu preciso de uma mulher mais velha.” Você precisa estar disposta a pegar o telefone ou encontrar uma mulher na igreja e dizer: “Você me ajudaria? Você me ensinaria?” Faça perguntas a ela. Se ela não souber o que dizer, apenas faça perguntas. Diga: “Quero aprender com a sua vida.”
Senhor, oro para que o Senhor nos ajude, como mulheres, a ter relacionamentos de discipulado, cuidado e mentoria. Que o Senhor nos ajude a nos tornar tudo o que o Senhor pretende, para que o Senhor seja glorificado, amém.
Raquel: Amém. Temos oportunidades todos os dias de nos conectar com as mulheres mais velhas e mais jovens que Deus coloca em nossas vidas. Espero que você seja encorajada a buscar essas mulheres para compartilhar a vida e aprender com a fé delas.
Temos aprendido sobre o valor da mentoria e do discipulado com Nancy DeMoss Wolgemuth nesta série sobre O Poder de Relacionamentos. A Palavra de Deus diz muito sobre a importância dos relacionamentos. O Aviva Nossos Corações tem um recurso sobre como aplicar o amor de Deus às pessoas ao nosso redor.
Este devocional de 30 dias chamado Vivendo os uns aos outros das Escrituras, contém leituras diárias relacionadas a uma referência específica de “uns aos outros” e tem algumas maneiras práticas de aplicar isso na sua própria vida.
Visite o nosso site para informações de como receber o seu livreto. avivanossoscoracoes.com/desafios ou clique no link aqui na transcrição.
Como vimos ao longo desta série, relacionamentos exigem esforço. E amanhã, Nancy DeMoss Wolgemuth inicia uma série sobre os adolescentes de hoje. Ela conversa com Susan Yates, uma autora que descreve suas experiências criando cinco adolescentes.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.