Dia 5: Dois são melhores do que um
Raquel Anderson: Você tem uma pessoa que te encoraja na sua vida, alguém corajosa o suficiente para lhe dizer a verdade? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Encorajamento não é apenas dizer: “Eu te amo. Eu acho que você é maravilhosa.” Às vezes, encorajamento é dizer: “Cuidado. Eu acho que você está vulnerável aí.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
O que você faz quando está desanimada? A quem você recorre em tempos de dificuldade, luta ou fracasso? Nos últimos dias, temos falado sobre como Deus nos criou para relacionamento.
Hoje, Nancy fala sobre a importância de amigas que ajudam e encorajam umas às outras em meio a dores do coração, tempos difíceis e situações desesperadoras.
Nancy: Quando o homem branco chegou pela primeira vez …
Raquel Anderson: Você tem uma pessoa que te encoraja na sua vida, alguém corajosa o suficiente para lhe dizer a verdade? Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Encorajamento não é apenas dizer: “Eu te amo. Eu acho que você é maravilhosa.” Às vezes, encorajamento é dizer: “Cuidado. Eu acho que você está vulnerável aí.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mulheres atraentes adornadas por Cristo, na voz de Renata Santos.
O que você faz quando está desanimada? A quem você recorre em tempos de dificuldade, luta ou fracasso? Nos últimos dias, temos falado sobre como Deus nos criou para relacionamento.
Hoje, Nancy fala sobre a importância de amigas que ajudam e encorajam umas às outras em meio a dores do coração, tempos difíceis e situações desesperadoras.
Nancy: Quando o homem branco chegou pela primeira vez à América do Norte, os índios nativos não tinham uma língua escrita ou alfabeto, mas seu vocabulário era frequentemente mais eloquente e mais expressivo do que o dos exploradores franceses e ingleses. Por exemplo, a palavra amigo era entendida pelos nativos americanos como “aquele que carrega minhas tristezas nas costas”. Não é demais isso? Esse é um verdadeiro amigo.
Temos falado sobre amizade, relacionamentos, por que precisamos deles, por que lutamos com eles. Temos falado sobre o problema e a dor da injustiça, da opressão, de relacionamentos dolorosos. Temos falado sobre o problema do isolamento, simplesmente a solidão.
Agora estamos falando sobre a receita de Deus tanto para relacionamentos dolorosos quanto para relacionamentos inexistentes, e isso é: o desejo de Deus é que tenhamos relacionamentos íntimos, não injustiça, não isolamento, mas intimidade.
A passagem que temos estudado juntas é Eclesiastes capítulo 4. Muito de Eclesiastes fala sobre a falta de sentido, a vaidade, o vazio da vida debaixo do sol. Essa frase aparece vinte e seis vezes no livro de Eclesiastes e diz que vida sem Deus, relacionamentos sem Deus, relacionamentos vividos à parte de Deus são vazios. É “correr atrás do vento”; é frustrante; é motivo de desespero se não temos Deus em nossos relacionamentos.
À medida que chegamos ao versículo 9 em Eclesiastes capítulo 4, e espero que você esteja acompanhando na sua Bíblia, se possível, chegamos a esta frase: “Melhor é serem dois do que um.” Então nos são dadas quatro razões pelas quais é bom ter relacionamentos saudáveis e piedosos.
Falamos primeiro sobre como essas características, essas bênçãos, esses benefícios de relacionamentos íntimos se aplicam ao nosso relacionamento com Deus, como Ele supre nossas necessidades relacionais dessas quatro maneiras.
Agora estamos falando sobre como essas qualidades, essas características se aplicam aos nossos relacionamentos uns com os outros no nível horizontal.
Vimos nas últimas duas sessões que melhor é serem dois do que um, primeiro, porque maior é o pagamento pelo seu trabalho. Há produtividade aumentada. Eles conseguem ser mais produtivos. Seu trabalho é mais frutífero. Quando você trabalha com alguém que tem dons e habilidades diferentes dos seus, você combina seus trabalhos e descobre que pode ser mais eficaz.
Então, no versículo 10, que vimos na última sessão: “Porque se caírem [esta é outra razão pela qual dois são melhores do que um], um levanta o companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante.” Falamos sobre como amizades e relacionamentos íntimos podem fornecer ajuda — ajuda em tempo de adversidade, ajuda em tempo de dificuldade — e como um bom amigo pode nos levantar em tempos de fracasso. Quando caímos ou estamos prestes a cair, ou quando não conseguimos ficar de pé sozinhas, uma boa amiga, começando com Deus, que é nosso amigo mais verdadeiro, mas depois boas amigas aqui na terra podem nos ajudar nesses momentos. Elas podem nos ajudar a ficar de pé, ajudar a nos tirar de um poço quando caímos.
E novamente, não é que devemos nos apoiar nas pessoas — nós nos apoiamos em Deus — mas percebemos que Deus frequentemente usa o Seu povo. Como somos membros do corpo de Cristo, membros da família de Deus, Deus usa o Seu povo para nos ajudar, para nos levantar e para nos guardar de cair.
Não queremos apenas ter um olhar para entender como podemos receber esse tipo de ajuda dos outros, mas, ao considerarmos esta passagem, queremos perguntar ao Senhor: “Como o Senhor quer que eu seja esse tipo de amiga para alguém que caiu? Que está abatida?” Em vez de apenas chutá-las ou falar com outras pessoas sobre como elas caíram, como posso ajudar a levantar aquelas que têm necessidades?
Agora chegamos ao versículo 11, que diz: “Também. . .” — esta é outra razão pela qual dois são melhores do que um, outra razão pela qual precisamos de relacionamento. “se dois dormirem juntos, eles se aquecerão; mas, se for um sozinho, como se aquecerá?”
Isso nos diz que um dos benefícios e bênçãos do relacionamento com Deus e com os outros é que relacionamentos íntimos fornecem conforto e companhia em nossos tempos de necessidade. “Se dois dormirem juntos, eles se aquecerão; mas, se for um sozinho, como se aquecerá?”
Há um sentido em que isso é literalmente verdadeiro, ou pode ser. Eu li que o calor do corpo de uma pessoa pode realmente impedir outra de congelar se estiverem em um ambiente muito frio. Eu penso que, obviamente, o autor tem mais em mente aqui do que apenas a questão da temperatura corporal.
“Se dois dormirem juntos, eles se aquecerão; mas, se for um sozinho, como se aquecerá?” O que está em questão aqui é que há um ambiente frio. E este mundo certamente é frio e severo. É por isso que precisamos umas das outras — em tempos quando aqueles ventos cortantes passam varrendo nossas vidas, tempos de luto, tempos de tristeza, tempos de adversidade, tempos de pressão financeira.
Quando estamos com frio, quando estamos necessitadas, precisamos de outras pessoas para nos consolar, para fornecer companhia, para nos manter aquecidas, para nos manter vivas, para nos encorajar, para nos dar calor espiritual e emocional e esperança, para nos dar perspectiva. Às vezes é isso que nos mantém vivas — apenas perceber que há outro ponto de vista — o ponto de vista de Deus — que pode me ajudar a atravessar isso.
Eu tenho várias amigas preciosas que suprem todos esses diferentes tipos de necessidades relacionais na minha vida. Eu penso em uma amiga com quem falo ao telefone com bastante frequência.
Nós não nos vemos muito, mas quando estou me sentindo como se estivesse soterrada, sobrecarregada, afogada, incapaz de manter a cabeça acima da água, essa amiga tem um jeito, apenas com um tom de voz suave e tranquilizador, de me encorajar e dizer, em essência: “Nancy, você vai conseguir. Deus tem sido tão bom para você. Deus te ajudou a passar por isso. Deus te trouxe até aqui.” Ela fala palavras que aquecem meu coração. Há momentos em que eu não conseguiria me aquecer sozinha, mas preciso de alguém como minha amiga para vir junto nesse mundo severo e frio e me dar calor e esperança.
Novamente, vemos que o apóstolo Paulo tinha esse tipo de necessidade. Você pensa em Paulo como sendo muito capaz, muito forte, e provavelmente não precisando de outras pessoas. Mas isso não é verdade. Repetidamente nas Epístolas, Paulo expressa sua necessidade do calor dos outros.
Em 2 Coríntios isso aparece algumas vezes. Segunda aos Coríntios 2, versículos 12 e 13, Paulo diz:
Quando cheguei a Trôade para pregar o Evangelho de Cristo, vi que uma porta se havia aberto para mim, no Senhor. No entanto, não tive tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito. Por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.
Eu não sei o que está por trás disso. Não sabemos mais do que o que as Escrituras dizem ali, mas aparentemente Paulo precisava de calor. Ele foi a Trôade, e havia uma porta aberta para pregar o Evangelho, mas ele disse: “Eu estava inquieto. Eu estava perturbado.”
Não sabemos o porquê. Talvez fossem outras circunstâncias na vida dele, mas ele disse: “Meu amigo Tito não estava lá, meu irmão Tito. Somos parte de uma família. Eu precisava dele. Eu estava inquieto. Então saí daquele lugar e segui em frente.”
Segunda aos Coríntios capítulo 7, versículos 5 e 6, Paulo diz:
Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. Porém Deus, [eu amo este versículo] que consola os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito.
Então agora Tito tinha chegado, e agora Paulo podia ser aquecido. Agora ele podia ser consolado. Não havia nada estranho ou esquisito nesse relacionamento. É a família de Deus. Paulo disse: “Eu precisava do meu irmão Tito. Eu estava enfrentando aflições — combates por fora, temores por dentro — mas Deus, que consola os abatidos, Deus que aquece corações frios, Deus me aqueceu, Deus me consolou enviando meu irmão Tito.”
Pode ser quando você se muda para uma nova cidade, pode ser quando você perde um emprego, pode ser na perda de um ente querido, mas você está com frio, e está meio que tremendo por dentro. É quando precisamos de uma amiga. É quando dois são melhores do que um, porque se dois dormirem juntos, eles se aquentarão.
Eu simplesmente penso em tantas pessoas que me mantiveram aquecida, que mantiveram meu coração aquecido, meu espírito aquecido, ao longo dos anos em várias estações da minha vida. No ministério do Aviva Nossos Corações, há tantas pessoas que mantêm meu coração aquecido. Quando eu tendo a ficar desanimada ou cansada no ministério, eu agradeço a Deus pelos e-mails encorajadores, pelas cartas. Recebemos tantas cartas de pessoas que dizem (pessoas de quem eu nunca ouvi falar antes, pessoas que eu nunca conheci): “Estou orando por você. Eu oro por você diariamente. Eu oro pelo ministério do Aviva Nossos Corações.”
Eu só quero dizer, se você é uma dessas pessoas, você não tem ideia o que isso faz ao meu coração. Isso me aquece em dias em que me sinto tão fria, tão necessitada, e Deus te envia.
Apenas uma semana ou mais atrás eu estava caminhando com uma amiga. Começamos a conversar sobre o que estava acontecendo em nossas vidas. Meu coração estava meio pesado, e quando voltamos, ela disse: “Podemos só sentar um pouco?” Nós nos sentamos no degrau da frente da minha casa, e ela começou a fazer perguntas, e conversamos. Antes que muitos minutos passassem, eu estava sentada ali em lágrimas, e essa amiga simplesmente colocou o braço ao meu redor, me segurou e começou a orar. Como Deus usou aquela amiga — dois são melhores do que um. Podemos manter uma à outra aquecida. Deus usou aquela querida irmã para aquecer meu coração naquele momento.
Eu tive o privilégio ao longo dos anos — e é um privilégio — não apenas de ser aquecida pelo povo de Deus, mas também de manter outras aquecidas, de segurar outras cujos corações e vidas estavam em circunstâncias frias, de orar com elas, de chorar com amigas após a perda de um cônjuge, à beira do túmulo de um filho bebê, orando, chorando, vindo ao lado, mantendo aquecidas.
Nossa tendência natural é focar em: “Quem está me aquecendo?” Frequentemente nos sentimos necessitadas, e podemos tender a ficar ressentidas ou amarguradas se sentimos que: Eu preciso que alguém venha me aquecer. Especialmente se você é uma mulher solteira, ou estava em um relacionamento e ficou solteira novamente ou viúva, vivendo sozinha, mãe solteira — talvez você se sinta tão sozinha.
Eu sei como é sentir que você nem quer ir à igreja porque não quer sentar sozinha mais uma vez. Eu sei que muitas de nossas ouvintes têm esse tipo de experiência. Eu sei que às vezes há aquele sentimento de: “Eu gostaria que alguém me ligasse. Eu gostaria que alguém iniciasse um relacionamento comigo.”
Deixe-me dizer: precisamos ser aquelas que aquecem. Precisamos olhar ao redor e dizer:
- Quem está com frio, além de mim, e ao lado de quem eu posso sentar?
- Quem é outra pessoa na igreja que não tem ninguém para sentar com ela?
- Como posso iniciar um relacionamento e aquecer outros?
- A quem eu estou mantendo aquecida?
- A quem eu estou estendendo a mão?
Você está atenta e sensível às necessidades daqueles ao seu redor, daqueles que precisam ser aquecidos?
Deixe-me prometer a você — e eu tenho visto isso ser verdade repetidas vezes na minha própria vida — à medida que você aquece os outros, você mesma será aquecida. Quando você abraça outra pessoa, você vai se aquecer. Quando você estende a mão e ora e escuta e se importa, Deus se certificará — o Deus que consola os abatidos — se certificará de que seu coração seja aquecido também.
Agora chegamos ao versículo 12. Esta é outra razão pela qual dois são melhores do que um. Dois são melhores do que um porque “se alguém quiser dominar um deles, os dois poderão resistir;. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade”.
Aqui está outra bênção e benefício de viver em comunidade, viver em comunhão, viver em relacionamento; primeiro com Deus e depois com outras pessoas. Primeiro o relacionamento vertical — se este não estiver certo, então os relacionamentos horizontais não estarão certos. Não espere ter intimidade em seu casamento se você não tem intimidade em seu relacionamento pessoal com Deus. Não espere resolver os conflitos em sua igreja ou em seu local de trabalho se você não está corretamente relacionada com Deus.
Agora chegamos a este benefício, que é: “Se alguém quiser dominar um deles, os dois poderão resistir; o cordão de três dobras não se rompe com facilidade.”
Os relacionamentos proporcionam proteção e defesa em tempo de perigo. Os relacionamentos podem nos proporcionar força e ajuda em tempo de ataque. Quando estamos em apuros, quando estamos sob ataque, quando estamos em perigo, relacionamentos piedosos podem ajudar a nos proteger.
Há momentos em que todas nós somos dominadas por nossas circunstâncias ou pela oposição que estamos enfrentando. Ouça, se você está vivendo uma vida piedosa, espere oposição. Jesus experimentou isso, e Ele disse que todos os Seus discípulos também experimentariam. Espere que as pessoas nem sempre fiquem entusiasmadas com o fato de você viver uma vida piedosa.
Espere que haja momentos de ridicularização ou de mal-entendidos. Pode acontecer em seu casamento. Se você é casada com um não cristão ou com um homem que não está andando com Deus, espere que haja momentos em que você se sentirá sobrecarregada e dominada pela oposição do inimigo. Agora, seu marido não é o inimigo. O inimigo é Satanás, e não se esqueça disso nos relacionamentos. Mas Satanás pode usar outras pessoas para criar em nossos corações uma sensação de sermos dominadas, sobrecarregadas.
Quando estamos sozinhas e entramos nessas circunstâncias adversas, quando entramos em tempos de perigo ou tempos de ataque espiritual, se estamos sozinhas, vamos estar vulneráveis. Vamos estar vulneráveis ao ataque do maligno.
- Estaremos vulneráveis à tentação.
- Estaremos vulneráveis ao desânimo.
- Estaremos vulneráveis a desistir.
Esta é uma das razões, aliás, pelas quais precisamos ser tão cuidadosas com nossos hábitos quando estamos sozinhas. É por isso que eu tenho tentado fazer um hábito ao longo dos anos — com pouquíssimas exceções — de não assistir televisão quando estou sozinha, porque eu sei que vou estar mais vulnerável a maneiras erradas de pensar, ao ataque do inimigo em minha mente e em minhas emoções.
Eu percebo que qualquer pessoa é vulnerável se não tiver os meios de graça e proteção que Deus providenciou. Veja, você e eu não fomos feitas para viver a vida cristã sozinhas. Não fomos feitas para a solidão, e não podemos sobreviver sem ter um papel ativo na vida umas das outras.
Aliás, não são apenas duas pessoas sendo mencionadas aqui. O versículo 12 nos ajuda a perceber que não devemos nos limitar a apenas uma outra pessoa em nossas vidas. “Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.” Que coisa tão linda é ver mulheres que estão em pequenos grupos de oração pelo país, orando em grupos de duas, três ou quatro.
Eu me lembro de ouvir algumas mulheres dizerem que ligam umas para as outras todos os dias ao telefone, ou periodicamente ao telefone para orar umas com as outras. Podem ser duas ou três ou quatro — não limite suas amizades a uma só pessoa. Você começará a sufocar a amizade e a colocar sua segurança mais facilmente naquela única pessoa. Certifique-se de incluir outras nesse círculo de relacionamento. Esses relacionamentos dentro do corpo de Cristo podem nos proteger quando estamos em perigo, proteger-nos quando estamos sob ataque.
Temos muita necessidade de prestação de contas. Eu sei que essa é uma palavra com a qual algumas de nós não nos sentimos muito confortáveis. Preferiríamos ser independentes. Preferimos fazer as coisas por conta própria. Fomos treinadas para ser autossuficientes, mas o fato é que não somos autossuficientes. Precisamos umas das outras, ou seremos dominadas pelo inimigo.
Eu preciso de prestação de contas em muitas áreas diferentes da minha vida. Apenas algumas áreas práticas. À medida que estou ficando um pouco mais velha, descubro que preciso de mais prestação de contas na área de dieta e exercício. Essa coisa de sair do meu escritório e caminhar é cada vez mais importante com a minha agenda, mas não é algo que eu goste de fazer a menos que eu seja pressionada a fazê-lo.
Eu tenho uma amiga, Deise, que periodicamente verifica e diz: “Você está saindo? Está fazendo suas caminhadas três vezes por semana?” Se não fossem os e-mails e ligações de Deise, eu provavelmente nem estaria saindo nem essas três vezes por semana para fazer essa caminhada. Eu preciso da prestação de contas e das orações.
Mas eu preciso disso em outras áreas da minha vida, e você também precisa.
Eu penso em uma amiga que me disse ontem à noite: “Como você está indo em relação à sua alimentação?” Ela sabe que isso tem sido uma luta em minha vida, realmente render essa área da minha vida ao Senhor. Nós não nos víamos há algum tempo. Ela disse isso com doçura. Ela disse isso com bondade. Eu fiquei tão feliz que ela perguntou.
Eu tive que dizer: “Não muito bem nesses dias.” Mas eu precisava dessa prestação de contas, dessa motivação, desse encorajamento para que eu não fique em escravidão à comida.
Eu não quero ser dominada pela comida. Eu só quero estar em servidão ao Senhor. Eu quero ser serva dele. Então essa amiga veio ao meu lado. Dois são melhores do que um. Ela vai me ajudar nessa área.
Eu penso em uma amiga, anos atrás, que me advertiu sobre um relacionamento, uma amizade, em que eu estava envolvida que tinha o potencial de ter um envolvimento emocional inadequado.
Eu não via isso. Eu não sabia disso. Eu não estava pensando nesse potencial. Eu não tinha pecado, mas minha amiga queria ter certeza de que eu não pecasse. Ela caminhou comigo.
Eu vou dizer, honestamente, quando ela trouxe isso pela primeira vez, eu fiquei um pouco defensiva por dentro. Minha reação imediata foi: Não há nada de errado com isso. E não havia. Mas Deus havia tocado no coração dessa mulher para me dar uma advertência que agora, quando olho para trás, sou tão grata por ter amigas que me amam o suficiente para dizer: “Olha, nós não queremos te levantar depois que você cair em pecado. Se você cair, nós levantaremos. Mas queremos pegar você antes que haja qualquer chance de queda. Queremos sustentar você.”
Eu não estou dizendo que eu teria caído em um relacionamento pecaminoso se ela não tivesse dito aquilo. Mas vou dizer a você, fico muito feliz que ela tenha dito. Apenas minimizou o risco, o perigo. Alguém me amou o suficiente para dar uma advertência.
Hebreus 3, versículo 13 diz: “Animem [ou encorajem] uns aos outros todos os dias.” Com que frequência é isso? Todos os dias. Com que frequência precisamos de outra pessoa em nossa vida? Todos os dias. Por quê? “Animem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, a fim de que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado.” Isso é para nós cristãs, isso pode acontecer com qualquer uma de nós. Pode acontecer comigo. Pode acontecer com você.
Eu quero tanto manter um coração que seja sensível a Deus, um coração que seja sensível a Ele, um coração que seja sensível ao pecado, um coração que seja puro. Primeiro eu preciso que o Espírito Santo faça isso em minha vida, mas depois eu preciso de você, e você precisa de mim. Nós precisamos umas das outras diariamente para nos encorajarmos.
Encorajamento não é apenas dizer: “Eu amo você. Acho você maravilhosa.” Às vezes, encorajamento é dizer: “Cuidado. Acho que você está vulnerável aí, ou acho que você pode estar vulnerável aí.” Ou, como uma amiga minha costumava dizer: “Eu posso estar muito errada, mas é possível que. . .” e então essa amiga levantava algo sobre o qual tinha uma preocupação. Vou te dizer uma coisa, ela raramente estava errada, quando eu olho para trás. Então precisamos nos exortar umas às outras diariamente para que nossos corações não se tornem endurecidos pelo engano do pecado.
Ter relacionamentos corretos, relacionamentos piedosos, é o que nos fortalece contra o inimigo. É o que nos capacita a fazer a vontade de Deus. Quando temos relacionamentos corretos, não seremos facilmente derrotadas pelo inimigo.
Gostaria de enfatizar que não somente precisamos dessas pessoas em nossas vidas, mas precisamos estar dispostas a ser essa segunda ou terceira pessoa na vida de outras. Isso é verdade em seu casamento. Seu marido é alvo do ataque do inimigo. Ele é um alvo do inimigo. O inimigo quer destruir seu marido moralmente. Ele quer destruí-lo espiritualmente. Ele quer destruí-lo emocionalmente.
O inimigo quer fazer isso com seus filhos e com outros em sua esfera de influência. Como esposa, como mãe, como amiga, às vezes você precisa ser essa segunda pessoa, essa terceira pessoa para caminhar ao lado e dizer: “Eu vou ficar com você. Eu vou proteger você. Eu vou defender você.”
Eu tenho uma amiga cujo marido caiu em grande pecado moral, e eu vi aquela mulher ir à batalha por seu marido, não contra seu marido como muitas mulheres fariam. Não bata no seu marido quando ele está caído. Ajude-o a se levantar. E você não faz isso pregando para ele. Você não faz isso importunando-o. Você faz isso amando-o e, de maneira sábia e em oração, falando palavras conforme Deus direciona. Mas eu vi minha amiga travando batalha por seu marido para que ele não fosse derrotado e destruído pelo inimigo.
Se ele for liberto, como parece que será, será porque ele teve uma esposa que o amou o suficiente para vir ao lado e dizer: “Eu não vou deixar você. Eu vou permanecer firme. Eu vou orar intensamente. Independentemente do que você faça ou deixe de fazer, eu vou guerrear com você por sua alma.”
- Quem é a pessoa que está ajudando você para que você não seja dominada?
- Quem é a pessoa que você está ajudando para que ela não seja dominada pelo inimigo?
Raquel: Ouvimos Nancy DeMoss Wolgemuth em uma série chamada O Poder de Relacionamentos. O Aviva Nossos Corações valoriza muito mulheres investindo na vida de outras mulheres.
E Nancy, fico tão feliz que as mulheres estejam levando essa verdade e colocando-a em prática em suas comunidades, vida a vida.
Nancy: Sim, os programas dos últimos dois dias nos lembraram o quanto precisamos umas das outras enquanto fazemos a obra que Deus nos chamou para fazer.
Raquel: Bem, obrigada, Nancy, pela palavra compartilhada aqui e obrigada por se juntar a nós hoje. Volte na próxima semana para o Aviva Nossos Corações enquanto ouvimos mais de Nancy DeMoss Wolgemuth sobre fazer parte do Corpo de Cristo. É aqui mesmo, no Aviva Nossos Corações.
E na segunda-feira encerraremos a série “O poder de relacionamentos".
Tito 2.3–5 instrui as mulheres mais velhas a ensinar as mais jovens. Deus nos criou para fazermos parte de uma família espiritual, ensinando e sendo ensinadas de acordo com Sua Palavra.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.