Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que a oração tem um impacto enorme no seu dia a dia.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Creio que uma das razões pelas quais estamos vendo tantas batalhas espirituais sendo perdidas em nossos casamentos e pelas almas e corações de nossos filhos é porque não temos o trabalho de intercessão acontecendo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Moisés e Josué são verdadeiros heróis bíblicos. Isso significa que eles conseguiam fazer tudo sozinhos? Não. Temos visto exatamente o oposto em nossa série atual, Lições da Vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a Vencer com Josué.
Esses heróis precisavam primeiro de Deus e também precisavam de outras pessoas. Nancy está aqui para continuar esse ensino.
Nancy: Estamos passando vários dias, em nossa série sobre Josué, examinando Êxodo, capítulo 17, que Deus realmente …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que a oração tem um impacto enorme no seu dia a dia.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Creio que uma das razões pelas quais estamos vendo tantas batalhas espirituais sendo perdidas em nossos casamentos e pelas almas e corações de nossos filhos é porque não temos o trabalho de intercessão acontecendo.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
Moisés e Josué são verdadeiros heróis bíblicos. Isso significa que eles conseguiam fazer tudo sozinhos? Não. Temos visto exatamente o oposto em nossa série atual, Lições da Vida de Josué (Parte 1): Aprendendo a Vencer com Josué.
Esses heróis precisavam primeiro de Deus e também precisavam de outras pessoas. Nancy está aqui para continuar esse ensino.
Nancy: Estamos passando vários dias, em nossa série sobre Josué, examinando Êxodo, capítulo 17, que Deus realmente tem usado para impactar minha vida de maneira significativa. Esse relato tem afetado minha perspectiva sobre diversas circunstâncias e situações da minha própria vida.
Vou ler novamente a passagem e enquanto eu leio, gostaria que vocês identificassem os nomes dos personagens principais dessa história. Depois, vamos conversar sobre o papel que cada um desempenhou. Havia três personagens — ou grupos de personagens — e cada um deles tinha um papel vital. Cada um era necessário.
Em diferentes momentos, podemos nos encontrar em um ou outro desses papéis. Veja se você consegue identificá-los enquanto leio, começando em Êxodo 17.8.
Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim. Com isso, Moisés ordenou a Josué: Escolha alguns homens e vá lutar contra os amalequitas. Amanhã eu estarei no alto do monte, e o bordão de Deus estará na minha mão.’ Josué fez como Moisés lhe havia ordenado e lutou contra os amalequitas. Porém Moisés, Arão e Hur subiram para o alto do monte.
Quando Moisés levantava a mão, Israel vencia; quando, porém, ele abaixava a mão, os amalequitas venciam. Quando as mãos de Moisés ficaram pesadas, pegaram uma pedra e a puseram por baixo dele, para que Moisés se sentasse. Arão e Hur sustentavam as mãos de Moisés, um, de um lado, e o outro, do outro; assim as mãos dele ficaram firmes até o pôr do sol. E Josué destruiu os amalequitas a fio de espada. (Êx. 17.8–13)
Você conseguiu identificar os três personagens ou grupos de personagens, os três personagens-chave desse relato?
Primeiro, temos Josué e as tropas de Israel. O que eles estão fazendo? Eles estão no vale lutando a batalha física, lutando contra o inimigo, os amalequitas. Vimos anteriormente que os amalequitas são uma figura de todos os inimigos de Deus que enfrentamos em nossas batalhas espirituais.
Então temos Josué e as tropas. Vemos que eles dependem do Senhor e dependem de Moisés, que está no monte intercedendo em favor deles. Enquanto Josué está lá embaixo, lutando a batalha, ele está sendo preparado para a obra da sua vida, que será ser o líder militar de Israel.
Ainda nem chegamos ao livro de Josué, e não chegaremos por um bom tempo em nosso estudo. Ainda faltam quarenta anos até que Josué assuma o papel de comandante-chefe das tropas de Israel, mas ele está sendo preparado enquanto luta nessa primeira batalha.
Isso me lembra que, enquanto estamos na batalha, precisamos reconhecer nossa dependência do Senhor, reconhecer que não conseguimos fazer isso sem Ele. Não podemos lutar com a nossa própria força. Como diz o antigo hino:
A nossa força nada faz
Estamos, sim, perdidos
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos
Defende-nos Jesus
O que venceu na cruz
Senhor dos altos céus
E sendo o próprio Deus
Triunfa na batalha
(Castelo Forte é Nosso Deus – Martinho Lutero)
Assim, quando assumimos o lugar de Josué, estamos lá embaixo, no vale deste mundo, lutando as batalhas, e percebemos que não lutamos sozinhas.
Vejo isso se aplicar de muitas formas práticas na minha própria vida. Quando estou ensinando, em um dia como hoje, enquanto gravamos para o Aviva Nossos Corações, sou profundamente grata por aquelas que estão orando. Tenho consciência da minha dependência do Senhor nesta batalha. Tenho consciência de que não posso sair e fazer isso na minha própria força.
Frequentemente dou entrevistas de rádio com outras emissoras ou programas. Muitas vezes essas entrevistas são por telefone, e posso fazê-las da minha casa ou do meu escritório. Anos atrás, comecei a dar entrevistas, sempre que possível, de joelhos.
Ninguém sabe disso enquanto ouve a entrevista. A pessoa que me entrevista do outro lado não sabe disso. Mas comecei isso na época em que eu ainda não tinha dado muitas entrevistas e estava realmente desesperada pela ajuda do Senhor. Eu sabia que precisava dele. Então eu me ajoelhava, colocava o telefone na mão e fazia a entrevista.
Isso se tornou uma prática, uma forma de reconhecer minha necessidade do Senhor. Não faz muito tempo, eu estava dando uma sequência de entrevistas sobre um novo livro que havia sido lançado e pensei: Eu poderia fazer essa entrevista sentada. E eu poderia — não há nada de errado em fazer uma entrevista sentada.
Mas me dei conta de que eu precisava desse símbolo, desse lembrete consciente e visível da minha dependência do Senhor. Às vezes as entrevistas são longas, e eu não fico de joelhos o tempo todo. Mas, pelo menos para começar ali e dizer: “Senhor, eu preciso do Senhor.” Isso me lembra que a batalha é do Senhor.
Em alguns momentos, peço a outros que orem. Digo ao pessoal do escritório: “Vocês podem enviar um pedido urgente? Temos tal e tal coisa acontecendo no ministério. Precisamos de pessoas orando. Podem mobilizar intercessão?”
Nós que estamos no vale, lutando na batalha — como você está no seu trabalho, na sua igreja, no seu lar, no seu casamento, lutando pelas almas de seus filhos — lembre-se de que você precisa do Senhor. Lembre-se de que você precisa de outros orando por você.
Reconheça sua necessidade de que outros orem por você enquanto você está nessa batalha. Não há nada de errado em pegar o telefone e ligar para uma amiga e dizer: “Estou numa batalha hoje.” Pode ser com um vício ou um pecado persistente — um hábito pecaminoso com o qual você está lutando. Ou você está exausta, no limite com seus filhos, e sabe que, se Deus não intervir e lhe der graça, você vai ser uma mãe nada agradável de se conviver.
Então pegue o telefone. Ligue para o seu marido. Ligue para uma amiga e diga: “Você pode orar por mim? Eu não consigo travar esta batalha sozinha.” Esposas, enquanto vocês estão na batalha espiritual durante o dia, precisam das orações do seu marido. Precisamos também das orações de nossos líderes espirituais.
Eu, quando mulher solteira, muitas vezes liguei para um dos líderes espirituais que Deus colocou na minha vida e disse: “Você poderia orar por mim?” Eu preciso dessa cobertura. Eu preciso dessa proteção.
Se estamos ocupando o lugar de Josué na batalha, precisamos reconhecer nossa necessidade de outros para nos apoiar e sustentar, pois não conseguimos vencer a batalha sozinhas.
Então temos Josué, que está lutando a batalha física lá embaixo, no vale. Depois temos Moisés, que está no monte, olhando para a batalha, e ele está lutando uma batalha menos visível, mas igualmente real. Ele está lutando a batalha espiritual em favor daqueles que estão no vale.
Ao meditar nessa passagem nas últimas semanas, reconheci que a batalha é vencida ou perdida no monte. A vitória sobre as forças do mal lá embaixo, no vale, exige e depende do ministério da intercessão — alguém erguendo o bordão de Deus em direção ao céu e clamando a Deus para intervir em nosso favor.
A palavra intercessão vem de um termo que significa “intervir”. Interceder é suplicar a Deus em favor de outra pessoa. É clamar pela intervenção de Deus.
Enquanto tenho estudado essa passagem e me preparado para esta série, recebi e-mails de várias pessoas diferentes com diversas preocupações e pedidos de oração. Você provavelmente recebe esse tipo de e-mail também.
Recentemente, houve uma sequência desses e-mails relacionados a grandes pedidos de oração, grandes crises e emergências.
A filha de uma amiga minha, nas últimas semanas, foi diagnosticada com um tumor cerebral e passou por uma cirurgia cerebral séria. A esposa de um dos membros da nossa equipe faleceu subitamente de um ataque cardíaco aos quarenta e cinco anos. Recebemos o seguinte e-mail: “Orem por essa família. Debbie acabou de ir para estar com o Senhor.” Ela deixou o marido e seus dois filhos adolescentes. Durante esta série, um amigo meu caiu moralmente — teve uma falha moral grave. Esse e-mail foi enviado a nós que éramos próximos dele, pedindo oração e intercessão por essa situação.
Houve outros assuntos menos críticos, menos graves. Mas, em muitos desses casos, enquanto eu estudava essa passagem, visualizei essa batalha acontecendo lá embaixo, no vale, e percebi que, naquele momento, era a minha vez, o meu lugar, de estar no monte intercedendo, levantando o bordão de Deus.
Tenho me visto ajoelhando ou indo à oração e dizendo: “Senhor, eu levanto este bordão a Ti. Eu levanto o estandarte, o nome de Cristo, diante de Ti. Estou clamando a Ti em favor daqueles que estão travando essa guerra no vale. O Senhor poderia lhes conceder graça? Poderia ministrar a eles? Poderia suprir as suas necessidades?” Estou clamando a Deus em favor deles, assim como tantos já fizeram por mim, vez após vez.”
Intercessão é trabalho. Eu não me considero uma intercessora. Interceder é um trabalho difícil, e acho que é o trabalho mais difícil para o qual sou chamada. Já conheci pessoas que realmente são intercessoras; esse é o chamado e o ministério principal delas. Tenho observado suas vidas e fico impressionada com a forma como carregam esse fardo.
É um trabalho difícil. É um trabalho vital. O trabalho da intercessão determina o resultado da batalha. É isso que libera o poder de Deus. Quando as mãos de Moisés caíam, os israelitas começavam a perder. Se não houver alguém no monte intercedendo por nós, vamos perder a batalha.
Isso é verdade em muitas áreas: o poder de Deus é liberado por meio da intercessão. Penso em Tiago 5.16, que diz: “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que” — o quê? — “sejais curados.”
Reconhecer necessidades na vida uns dos outros, reconhecer questões de pecado — devemos confessá-las, devemos ser abertas sobre elas para que possamos interceder umas pelas outras. Quando você fica sabendo da falha espiritual de alguém, do pecado de alguém — seja porque a pessoa veio lhe contar, seja porque você observou — isso é um chamado à intercessão.
É um chamado para ir ao monte, levantar a vara de Deus e interceder em favor dessa pessoa, para que haja cura, para que a vitória espiritual seja conquistada na vida dela. A oração é um trabalho vital, determinante.
Pais, vocês precisam orar por seus filhos. Esse é o trabalho mais estratégico, vital e necessário que vocês podem fazer em favor deles. Tenho receio de que, em muitos casos, esse trabalho fique de lado porque é um trabalho invisível.
Todos perceberiam se você não levasse seus filhos à escola. Todos perceberiam se seus filhos não tivessem roupas adequadas. Mas nem todos percebem se ninguém está orando por seu filho. Contudo, a verdadeira batalha pelas almas dos seus filhos está sendo travada — e é vencida ou perdida — lá no monte, na intercessão.
Esposas, vocês estão orando por seus maridos? Eles estão em batalha. Estão em uma batalha por suas almas. Tenho visto tantos homens tropeçarem no orgulho, na sensualidade, na imoralidade, na ganância, na cobiça. E fico me perguntando: quem estava no monte lutando por eles? Quem estava intercedendo por eles? Como foram surpreendidos pelo diabo? Alguém estava orando?
Você ora pelo seu pastor? Você ora por outros obreiros cristãos? É ali que a batalha é vencida ou perdida. A oração é um trabalho difícil. É um trabalho vital. Pode ser um trabalho cansativo. Às vezes ficamos cansadas na batalha e na intercessão, assim como as mãos de Moisés ficaram cansadas enquanto ele segurava o bordão. Por isso, precisamos de outros que venham ao nosso lado para nos ajudar.
A oração é um trabalho de longo prazo. Somos instruídas a orar sem cessar. Outros tipos de trabalho podem ser concluídos. Você pode riscar coisas da sua lista de tarefas, mas nunca pode riscar a oração da sua lista. A oração deve sempre estar no topo da nossa lista.
Moisés manteve as mãos firmes. Até quando? Até o pôr do sol — até o fim do dia. Existe um aspecto de perseverança na oração.
Jesus disse que os homens devem orar sempre e nunca desanimar, nunca perder o ânimo, nunca se cansar.
Penso naquelas palavras de Isaías 62, versículos 6 e 7, que dizem: “Sobre as suas muralhas, ó Jerusalém, pus guardas [intercessores]; que jamais se calarão.” E então diz: “Vocês, que farão com que o Senhor se lembre.” Essa é uma descrição de um intercessor. “Não descansem, nem deem a ele descanso”
Você já pensou na ideia de manter Deus “acordado”? Deus não vai dormir. Mas há um sentido em que lembramos o Senhor e dizemos: “Senhor, não vou Te deixar até que o Senhor vença a batalha na vida deste adolescente, deste filho ou filha adulta, deste marido que está em uma batalha pela sua alma, envolvido em um relacionamento extraconjugal. Ó Deus, estou clamando a Ti pela vitória.”
“Vocês, que farão com que o Senhor se lembre, não descansem, nem deem a ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra.” Até que a batalha seja vencida.
A oração é um trabalho pessoal. É um trabalho privado. Mas também é um trabalho coletivo. Há momentos em que precisamos que outros se aproximem e orem conosco. Existe poder quando uma pessoa ora, mas também existe poder quando duas ou três se reúnem para orar. Então, às vezes oramos sozinhas e, outras vezes, nos unimos a outras pessoas.
Estou pensando em duas amigas, Gwen e Debbie, que ouvem o Aviva Nossos Corações pela pela Internet. São duas mulheres que não se conheciam até começarem a orar pelo Aviva Nossos Corações. Acabamos nos encontrando em um evento. Elas se conectaram e assumiram juntas o compromisso de orar por mim e pelo ministério Aviva Nossos Corações.
Essas duas mulheres preciosas se reúnem uma vez por mês. Geralmente me enviam um cartão para dizer quando foi o encontro, dizendo: “Estávamos orando por você”. Elas se reúnem, levantam minha agenda diante do Senhor, levantam necessidades da minha vida, levantam o ministério Aviva Nossos Corações. Oram por um avivamento entre as mulheres, por um avivamento da feminilidade bíblica. Estão orando por uma contrarrevolução no coração das mulheres. Elas estão orando juntas.
O meu desejo é que Deus levante mulheres em todo este país que orem sozinhas, orem em duplas, orem em trios, orem por e-mail, orem por telefone, se reúnam para orar — pequenos grupos de mulheres orando não apenas por mim e pelo Aviva Nossos Corações, mas por seus casamentos, por suas igrejas, por seus filhos, por este país, por avivamento, pelas mulheres deste país. Orar é um trabalho pessoal, mas também é um trabalho coletivo.
E, além disso, a oração é um trabalho frutífero. É trabalho, mas é trabalho que produz fruto. Tenho visto esse impacto repetidas vezes, assim como todas nós provavelmente já vimos em nossas próprias vidas, o fruto de pessoas que oraram por nós.
Eu estremeço ao pensar onde minha vida estaria hoje se não fosse por pessoas que oraram, intercessoras — começando pela minha bisavó Ya Ya, minha avó grega, que eu nunca conheci e não conhecerei deste lado do céu, mas que orou por seus filhos e netos. Eu sou fruto dessas orações.
Sou grata ao Senhor pelas orações do meu pai e da minha mãe até hoje. Sou grata pelas pessoas que oraram por mim quando eu era uma menina, quando fui adolescente em fases bem difíceis, quando claramente eu precisava de muita oração. Embora seja uma mulher adulta agora, ainda sou carente de intercessão.
Sou grata por essas orações. Sou grata pelo impacto de pessoas que oram por este ministério. Quando realizamos conferências do Aviva Nossos Corações, há pessoas que vêm — algumas às próprias custas — apenas para orar durante a conferência. Elas vão para uma sala reservada. Nem sequer ouvem as mensagens ou as sessões. Pegam os cartões de oração das mulheres que estão nas conferências e oram por cada um deles, às vezes centenas ou milhares. Ao longo da noite de sexta-feira e durante todo o sábado, elas oram.
Algumas vezes, participei de reuniões de oração que pareciam uma sala de parto, uma sala de trabalho de parto, com pessoas clamando ao Senhor: “Senhor, vem nos visitar. Senhor, vem ao nosso encontro. Senhor, intervém. Senhor, precisamos de Ti”.
Onde está esse tipo de oração hoje? Ela é frutífera. Ela é produtiva. Eu acredito que uma das razões pelas quais estamos vendo tantas batalhas espirituais sendo perdidas em nossos casamentos e pelas almas e corações de nossos filhos é porque não temos o trabalho de intercessão acontecendo.
Esse nunca será um trabalho ao qual a maioria se dedicará. Nunca será um trabalho altamente elogiado ou bem remunerado. Será um trabalho pouco reconhecido. Mas é o trabalho-chave, estratégico e vital para o qual Deus está nos chamando, como mulheres, hoje.
Então temos Josué e as tropas lutando a batalha física lá no vale. Temos Moisés lutando a batalha espiritual no monte, a batalha da intercessão. E temos Arão e Hur sustentando as mãos de Moisés, permitindo que ele permanecesse firme, perseverando na batalha até o fim.
Mais uma vez — eu sei que já disse isso, mas não posso deixar de enfatizar isso — sobre o papel, o impacto das pessoas que fazem isso por mim. Recebi uma ligação ontem à noite do diretor do nosso ministério-mãe, apenas querendo orar por mim enquanto entrávamos nas gravações de hoje. Pelo telefone, ele orou para que Deus me ungisse com o poder do Seu Espírito, para que Deus me desse resistência, energia, para que Deus falasse às mulheres hoje, para que Deus abrisse o Mar Vermelho e vencesse a batalha na vida das mulheres.
Sou muito grata por essas ligações e por aqueles que oram, mesmo quando não ligam — os Arãos e os Hurs. Este é um chamado para se aproximar e sustentar as mãos daqueles que exercem liderança espiritual, daqueles que estão engajados na guerra espiritual, para encorajá-los, apoiá-los, segurar suas mãos e levantá-las na batalha.
Espero que você esteja fazendo isso por seus líderes espirituais. Não podemos apontar o dedo quando eles caem. Não podemos criticá-los quando falham se não temos sustentado suas mãos no trabalho de intercessão. Quando eles caem, acredito que compartilhamos da responsabilidade se não temos feito o trabalho de intercessão.
Cada uma dessas pessoas nesse relato de Êxodo 17 é um retrato de Cristo. Quero nos lembrar disso ao encerrarmos este episódio. Jesus é o nosso Josué. Ele é o Capitão da nossa salvação, que luta nossas batalhas. Ele é o nosso Moisés. Ele está à direita do Pai, no céu, sempre intercedendo por nós, ajudando-nos a prevalecer contra o inimigo.
Assim como os filhos de Israel se encorajaram ao olhar para cima e ver os braços de Moisés erguidos com a vara de Deus, nós também somos encorajadas na batalha quando olhamos para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. É isso que o autor de Hebreus diz: “Considerem-no”. Levantem os olhos e vejam o seu Moisés, o Senhor Jesus, para que vocês não se cansem nem desanimem.
Jesus é o nosso Arão e o nosso Hur. Quando ficamos cansadas, quando não temos força para continuar na batalha espiritual ou no ministério da intercessão, Cristo, nosso Sumo Sacerdote, vem em nosso auxílio. Ele levanta nossas mãos cansadas e nos ajuda a perseverar.
E qual foi o resultado? Todos se encaixaram em seu lugar. Cada um teve o seu papel. Êxodo 17.13 nos diz: “E Josué derrotou os amalequitas a fio de espada.” A palavra derrotou significa “aniquilou”. O inimigo foi esmagado; foi uma vitória decisiva.
Não foi porque Israel era militarmente superior aos amalequitas. Pelo contrário. Essa batalha, a primeira que os israelitas enfrentaram, foi como um time de futebol do ensino fundamental jogando contra a seleção. Era um confronto totalmente desigual. Os israelitas eram grandes azarões.
Os amalequitas demonstraram sua capacidade de vencer. Toda vez que as mãos de Moisés desciam, os amalequitas começavam a ganhar. Mas Deus interveio em resposta à intercessão de Moisés e sobrenaturalmente frustrou a vitória do inimigo.
Somos lembradas, então, de que estamos em uma batalha. A batalha é espiritual. Ela precisa ser travada no reino espiritual. Precisamos usar os recursos e as provisões que Deus disponibilizou, a armadura de Deus, da qual lemos em Efésios capítulo 6.
Uma parte essencial dessa armadura, uma arma indispensável nessa batalha, é o ministério da oração — oração e intercessão. E então encontramos a vitória. Como diz Romanos 8.37: “em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” Pela graça de Deus, podemos derrotar o inimigo — não em nossa própria força, mas na força dele.
Graças a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do conhecimento dele.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem encorajado você a lutar suas batalhas por meio do poder da oração.
Antes de esta série começar, eu nunca tinha percebido o quão prático um estudo sobre Josué poderia ser. Esse líder militar do Antigo Testamento tem muito a nos ensinar, como mulheres hoje, sobre as lutas que enfrentamos. Continuaremos observando os primeiros anos da vida de Josué, vendo como Deus trabalhou por meio dele, ensinando-o a ser vitorioso.
Quando você sai de uma batalha, você realmente vê celebração. Nancy explicará o porquê no próximo episódio.
Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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