Raquel Anderson: Como você reagiria se tivesse que deixar uma casa linda e ir morar em um lugar com ratos na cozinha? Aqui está o que Kim Wagner descobriu quando enfrentou essa situação.
Kimberly Wagner: Aquela cozinha se tornou um lugar onde eu me encontrava com Deus, onde, de manhã, o Pai se encontrava comigo. Ele me ensinou tanta coisa naquela cozinha; ela se tornou como um palácio para mim.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Você já passou por uma situação em que se sentiu completamente sobrecarregada, como se não pudesse fazer aquilo que estava sendo chamada a fazer? Foi isso que aconteceu com Kim Wagner quando se mudou para o que ela chamava de “A Casa das Pulgas”. Ela e Nancy refletem sobre isso em nossa série …
Raquel Anderson: Como você reagiria se tivesse que deixar uma casa linda e ir morar em um lugar com ratos na cozinha? Aqui está o que Kim Wagner descobriu quando enfrentou essa situação.
Kimberly Wagner: Aquela cozinha se tornou um lugar onde eu me encontrava com Deus, onde, de manhã, o Pai se encontrava comigo. Ele me ensinou tanta coisa naquela cozinha; ela se tornou como um palácio para mim.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Você já passou por uma situação em que se sentiu completamente sobrecarregada, como se não pudesse fazer aquilo que estava sendo chamada a fazer? Foi isso que aconteceu com Kim Wagner quando se mudou para o que ela chamava de “A Casa das Pulgas”. Ela e Nancy refletem sobre isso em nossa série atual, Caminhando pelos desertos da vida. Maria Johnson também participa da conversa, assim como Holly Elliff.
Holly Elliff: Todas nós já passamos por vários tipos de desertos. Eles provavelmente são um pouco diferentes entre si, mas eu conheço todas as mulheres nesta sala bem o suficiente para saber que todas nós já enfrentamos coisas que se qualificariam como experiências no deserto.
Maria Johnson: Acho que os desertos mudam de acordo com as suas estações da vida, muitas vezes em razão daquilo que você está vivendo. A experiência no deserto será diferente para uma viúva se comparada a uma filha adolescente.
Holly: Eu lembro de que quando eu conheci a Kim, ela estava no meio de um deserto naquele momento. Acabamos nos sentando juntas no almoço, e ela começou a me contar sobre sua vida. Lembro-me de pensar: Meu Deus! Quanto mais ela falava, mais eu pensava: Senhor, obrigada, obrigada porque essa é a vida dela e não a minha.
Kimberly: Acho que foi quando estávamos morando no que as crianças e eu chamávamos de “A Casa das Pulgas”. Meu marido tinha renunciado a um bom pastorado. No dia em que ele renunciou àquela igreja, naquele momento, meu sentimento era: “Este é o dia mais horrível da minha vida, e não sei se algum dia ele voltará ao ministério”.
Eu sabia que Deus tinha chamado nós dois para o ministério, e eu não via nenhuma luz no fim do túnel. Eu só via que ele estava deixando para trás tudo aquilo para o que eu achava que havíamos sido chamados. Não por um problema moral. Não por um problema ético. Apenas porque ele disse que tinha chegado ao ponto em que, para ser um homem íntegro, precisava ficar a sós com Deus. Ele precisava de avivamento em sua própria vida.
Claro, nós não tínhamos casa própria. A maioria dos pastores mora em casas que pertencem à igreja. E, por uma série de eventos, acabamos ficando na antiga oficina mecânica do meu tio, que não estava mais em funcionamento, mas era um lugar desocupado onde poderíamos ficar por um tempo. Quando entrei naquela casa pela primeira vez, lembro-me de que era um dia muito frio de fevereiro. Havia grandes buracos no chão e nas paredes. Também não era exatamente uma casa. Era uma oficina mecânica, mas eu estava determinada a transformar aquilo em um lar. Lembro-me de esfregar o chão com água e sabão.
Quanto mais eu esfregava os pisos e as paredes, mais tudo ficava enlameado. Virava lama. Lembro-me de ficar ali esfregando e dizendo: “Senhor, eu não consigo. Eu não consigo morar aqui. Eu não consigo”. Eu lembrava ao Senhor da casa em que eu cresci, que Ele conhecia. Então eu saía, respirava fundo, e o Senhor me mandava voltar: “Você consegue fazer isso com a minha graça e minha força”.
Aquele lugar, que as crianças chamavam de “A Casa das Pulgas” porque aparentemente algum tipo de animal tinha vivido lá (haviam entrado pelos buracos nas paredes e no chão, que nós consertamos), mas havia pulgas por toda parte. Lembro-me de espalhar um pó branco de inseticida no chão.
Nós criamos um jogo para testar se ainda havia pulgas. Eu pegava uma folha grande de papel branco, porque as pulgas são atraídas pelo branco. Jogava o papel no chão, e nós contávamos quantas pulgas pulavam no papel para saber que ainda tínhamos pulgas.
As crianças adoravam contar a história do dia em que o rato grande apareceu na cozinha. Eu olhei para aquele rato de manhã quando entrei na cozinha e disse: “Fica aí”. Corri, peguei a pistola do meu marido e atirei naquele rato. As crianças ainda falam disso. Coloquei o rato em um daqueles potes grandes de vidro — tipo de picles. Coloquei dentro, tampei e deixei na porta da frente para que, quando meu marido chegasse, ele visse o rato.
Por mais sombria e horrível que aquela cozinha parecesse quando eu entrava nela, ela se tornou um lugar onde eu me encontrava com Deus, onde, de manhã, o Pai se encontrava comigo. Quando as primeiras luzes da manhã começavam a surgir no céu, eu estava lá com minha Bíblia, meu diário; e Ele me ensinou tanta coisa naquela cozinha. Aquela cozinha se tornou como um palácio para mim.
Lembro-me de dizer ao Senhor ali: “Eu nunca quero deixar este lugar, esta casa das pulgas, se isso significar que eu tenha que deixar a Tua presença ou perder essa doce comunhão que temos aqui nesta cozinha”. Então aquele tempo no deserto se tornou como o Vale de Baca. Era como riachos no deserto. Era como um rio de refrigério para mim, mesmo naquele lugar árido.
Holly: Mas foi porque você chegou até Deus, mesmo no meio de tudo o que estava acontecendo. Você chegou até Deus, e aquilo se tornou um lugar precioso enquanto você ainda estava no meio da luta.
Kimberly: E Ele chegou até mim. Ele me alcançou. Eu nunca vou esquecer o que iniciou esse processo. Ele me mostrou, por meio daqueles momentos de esfregar e enfrentar dificuldades, o quanto eu havia cedido à autopiedade e como eu tinha deixado que coisas da minha infância, quando fui abusada, continuassem alimentando a amargura e a falta de perdão.
Eu nunca vou esquecer o dia em que Ele disse: “Você nunca vai avançar comigo enquanto não abrir mão disso, enquanto não perdoar”. Foram esses passos que Ele começou a dar para remover a amargura, a dor, a autopiedade, para poder me alcançar.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Por que você acha que conseguiu lidar melhor com essas coisas ali naquela “Casa das Pulgas”? Você não as tinha percebido antes? O que havia naquele deserto?
Kimberly: Acho que o deserto nos leva a um lugar de maior dependência, nos faz clamar a Ele dizendo: “Eu não consigo fazer isso”.
Holly: Às vezes, é puro desespero mesmo.
Kimberly: Desespero por Deus.
Maria: Se eu estiver no deserto porque pequei e Deus me convenceu disso e eu estou apenas sofrendo as consequências, eu consigo aceitar. Se eu estiver no deserto porque percebo que Deus está me conduzindo, como quando fui chamada a deixar um ministério público para voltar para casa e educar meus dois filhos mais novos. Dia após dia, hora após hora, você está em casa apenas com seus filhos, não está mais com adultos, não recebe tapinhas nas costas. Isso é um deserto. Mas, no meu caso, eu sabia que estava exatamente onde Deus queria que eu estivesse, eu tinha as Escrituras, a confirmação do meu marido.
Mas os desertos mais difíceis para mim são aqueles pelos quais passo quando sou arrastada para eles por causa da escolha de outra pessoa, como você disse, pelo seu marido. Pode ser a escolha de um marido ou de um filho. Aí você é levada ao deserto por causa das escolhas deles. Seja porque estão em rebeldia aberta e você não sabe onde estão ou se estão vivos ou mortos, ou quando são jovens, solteiros e escolhem ter um filho fora do casamento. Eu fico feliz que tenham tido um bebê, mas é difícil. Isso afeta todo mundo por causa das escolhas de outra pessoa. É um tempo no deserto.
Isso é o mais difícil para mim. O que eu faço inicialmente, lamento admitir, é culpar ou ficar com raiva. “Se não fosse você, eu não estaria nessa situação. Eu fiz tudo certo”. Como Josué e Calebe. Mas essa foi uma das lições que aprendi em um desses desertos: eles fizeram tudo o que deveriam fazer. Foram fiéis. Deram um bom relatório. Fizeram tudo certo.
E você pensa em José. Ele fez tudo certo, e foi jogado na prisão por causa da mentira de alguém. Ele permaneceu lá por um longo período porque alguém escolheu esquecê-lo. Esses desertos são tão difíceis para mim.
Mas também estou aprendendo que há algo em mim que o Senhor quer me mostrar, e fico tão cega para isso. Então, depois que consigo superar meu impulso inicial de culpar quem fez a escolha errada — e geralmente são escolhas erradas mesmo. No seu caso, você disse que não foi. Ele estava apenas seguindo a direção de Deus.
Mas quando você vê alguém fazendo uma escolha errada — pode ser um chefe, um marido, um filho — e ainda assim isso te afeta, é difícil.
Nancy: Estou pensando em uma amiga que está vivendo um deserto agora por causa de uma escolha errada que o marido fez, e isso afetou enormemente o casamento deles. Afetou os filhos. Ela teve que escolher como responder a isso. “Vou culpar meu marido? Vou guardar ressentimento por causa do impacto disso na minha vida e na vida dos nossos filhos?”
Especialmente como mãe, você provavelmente sente isso pelos seus filhos mais do que por si mesma, quando vê que isso está afetando seus filhos adolescentes. Mas ela teve que chegar à conclusão — e chegou — de que estava naquela situação por escolha de Deus. Meu marido pode ter pecado. Ele pode ter feito escolhas erradas, mas eu estou neste deserto. A pessoa que, em última análise, me colocou aqui foi Deus, e isso significa que a graça de Deus está presente aqui para mim neste deserto, e também para meus filhos e meu marido.
Em última análise, ao aceitar isso não como sendo culpa do marido dela, mas de certa forma — não quero dizer culpa de Deus — como o fato de que Deus é quem, soberanamente, está governando os detalhes e as circunstâncias da vida dela, tem dado a ela esperança e graça. Porque, se Deus a conduziu até aqui, se Deus permitiu que ela estivesse nessa situação, então ainda há esperança, vinda de Deus, para ela aqui.
Kimberly: É isso que eu amo na perspectiva de José. Eu amo quando, em Gênesis 50, ele tem o confronto com seus irmãos e tem a oportunidade de culpar ou de se irritar. Mas sabemos que o coração dele, já há bastante tempo, sabia que Deus tinha planejado aquilo, e ele deixa claro: “Deus fez isso para que muitos fossem salvos”.
Nancy: Ele disse: “Vocês intentaram o mal contra mim”.
Kimberly: “Vocês intentaram o mal contra mim, mas Deus transformou em bem” (Gênesis 50.20, parafraseado). Esse é o princípio que vemos em Romanos 8.28 ali mesmo em Gênesis 50. Eu amo isso. Essa era a perspectiva dele e também deve ser a nossa no deserto, por mais difícil que seja para além “da casa das pulgas” ou olhar para além da filha grávida fora do casamento. É preciso olhar para além disso e enxergar o panorama maior: Deus realmente tem um plano, e embora as pessoas tomem decisões erradas e isso traga consequências ruins, Deus é maior do que isso. No fim, Ele é capaz de cumprir o Seu propósito.
Holly: No fim, é isso que faz a diferença entre um homem como José, que atravessa anos de dificuldades — acho que ele ficou preso por uns dezessete anos? — passa por anos de sofrimento, mas sai confiando que Deus está no controle, e alguém que escolhe o oposto — e todas nós conhecemos mulheres que se tornaram duras, amargas, ressentidas ou abandonaram seus maridos e escolheram não buscar a Deus em meio à dor. Acho que essa é a questão principal.
Seja uma “Casa das Pulgas”, uma situação na sua família, uma doença ou, como a Nancy disse antes, tantos tipos diferentes de experiências no deserto. . . mas a pergunta final é: estamos nos achegando a Deus no meio de tudo isso? Reconhecemos a mão de Deus nisso?
Kimberly: Encontramos comunhão no sofrimento com Ele? Eu compartilhei com a Nancy mais cedo que eu simplesmente amo — amo — revisitar a vida de Corrie e Betsie ten Boom de tempos em tempos.
Minha dor. . . não posso nem comparar. Para quem não conhece a história. . . Recentemente contei essa história para minhas meninas. A maioria delas nunca tinha ouvido falar de Corrie e Betsie ten Boom, durante a Segunda Guerra Mundial estiveram em um campo de concentração (Ravensbrück).
No meio da luta aterrorizante e absolutamente brutal que enfrentaram lá — uma luta que ameaçava a vida diariamente (e Betsie acabou perdendo a vida lá) — Betsie virou-se para Corrie um dia e disse: “Corrie, quando você sair deste lugar — e você vai — você deve dizer a eles, dizer a todos, que não há cova tão profunda que Jesus não seja mais profundo ainda”.
Isso é tão verdadeiro. Pelo menos, tenho visto isso na minha vida. Tenho visto isso na vida de outras pessoas. Quando nos voltamos para Ele, há essa comunhão nos sofrimentos. Tem que haver aquele ponto em que Ele está nos buscando, mas nós precisamos nos render. Precisamos nos voltar para Ele.
Holly: Acho que às vezes é tão difícil perceber e se lembrar de que há um propósito nisso. De que não é em vão. Tenho estudado Romanos 5 nas últimas semanas. Estava relendo Romanos 5, versículo 3 que diz: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança. Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado.” (Rm. 5.3–5)
Acho que se não passarmos por esse processo em que atravessamos a tribulação até o ponto de entender o que é perseverança, não chegaremos, no fim, ao ponto da esperança, porque o Espírito de Deus está sendo derramado por meio de nós. . . se pararmos antes desse processo terminar, então podemos acabar amargas e ressentidas, porque perdemos o ponto principal: que no fundo daquela cova, Jesus está lá.
Nancy: Claro, queremos chegar à esperança e ao bom resultado em nossas vidas sem passar pelo processo da tribulação.
Holly: Queremos sair do processo, na maioria das vezes. Simplesmente não queremos estar no processo — ou pode ser que a gente não queira permanecer no processo pelo tempo que seja necessário até chegar ao fim.
Maria: É como se esquecêssemos que o processo faz parte do plano. Nosso objetivo é sair dele. Nosso objetivo é, sim, sermos conformadas à imagem de Cristo, mas queremos chegar lá agora.
Holly: Bem, eu acho que, especialmente nos Estados Unidos, fomos criadas com uma mentalidade de conforto, de modo que, se as coisas não estão indo bem ou são difíceis, ficamos muito desconfortáveis com isso.
Kimberly: Conforto, mudança instantânea e também fórmulas fáceis de três passos para chegar lá. Quando você estava lendo Romanos 5, isso me lembrou muito de um dos meus desertos mais recentes, esse versículo de 1 Pedro 5.10. É uma promessa tão preciosa para mim, quando ele diz: “E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês”.
Isso acontece depois de terem sofrido por um pouco de tempo. Queremos chegar imediatamente ao final desse versículo, mas precisamos passar pelo sofrimento para chegar lá.
Holly: Eu estava pensando, enquanto a Nancy mencionava mais cedo sobre Cristo estar no deserto. Ela disse que os anjos O serviram. Eu pensei: Será que precisamos estar no meio de um deserto para experimentar o conforto celestial? E a resposta provavelmente é sim.
Nancy: Você certamente experimenta isso de um jeito que não experimentaria de outra forma.
Holly: De novo aquela coisa de se achegar a Deus. De buscá-Lo. Eu não sei se precisamos disso quando não estamos no meio de uma crise. Nos sentimos autossuficientes. Quanto disso perdemos porque demoramos mais do que deveríamos para buscar a Deus quando as coisas ficam difíceis?
Nancy: Holly, você fala muito sobre “buscar a Deus” no meio da pressão, da crise. Como é que é isso? Como você faz isso? A mãe que está passando por pressão com o filho rebelde na faculdade, ou a esposa cujo marido não está andando com o Senhor. Como buscar a Deus?
Holly: Bem, acho que é um pouco diferente para cada pessoa. Para a Kim, parte disso era sair para a varanda e simplesmente respirar por um minuto — isso fazia parte de alinhar seus pensamentos. Mas eu acho que, em última análise, em algum momento envolve o processo de entrega, de reconhecer que isso vem da mão de Deus, de confiar que Deus é bom mesmo quando nada parece bom, de perseverar até chegar ao ponto de entendimento, porque acho que há longos períodos em que nada parece fazer sentido.
Passamos por um período de cerca de dez anos em que, literalmente, toda vez que o telefone tocava era alguma coisa ruim — em todas as áreas da nossa vida naquele momento. Foi um período muito difícil.
Eu realmente tinha uma mentalidade meio “Poliana” até aquele ponto, em que eu pensava que, se eu apenas obedecesse a Deus, lesse a Sua Palavra e fizesse a coisa certa, tudo daria certo. Eu não sei o que eu fazia com todos os trechos das Escrituras que falam sobre perseverar na tribulação e que teríamos tribulações se estivéssemos no mundo, mas eu realmente acreditava que não teria de passar por isso se fosse obediente a Deus.
Foi um choque enorme, por volta dos meus trinta e poucos anos, quando de repente surgiram coisas muito difíceis na minha vida que eu não iniciei nem escolhi — mas elas estavam lá. Tive de atravessar o processo de compreender quem Deus era diante do fato de Ele permitir coisas na minha vida que eu não escolhi.
Acho que o começo desse processo é difícil, porque você nunca fez isso antes. Acho que, quando você vê Deus provando a Sua fidelidade ao longo de várias situações como essas, talvez você passe a reconhecer um pouco mais rápido a mão de Deus em meio à dor ou à dificuldade. Então você se rende. Você reconhece quem Deus é.
E acho que essa questão de perseverar e buscar a Deus para ter esperança significa que você não pode fechar a sua Bíblia. Houve momentos naqueles anos em que o único momento em que eu me sentia bem era quando eu estava sentada na minha sala com a Bíblia aberta, tendo tempo para permanecer na Palavra. Se eu me afastasse disso, as circunstâncias eram tão difíceis que eu pensava: “Deus, eu não sei se consigo sobreviver a isso”. Mas se eu estivesse na presença de Deus, lendo a Sua Palavra, isso me dava encorajamento, esperança e a perspectiva que eu precisava.
Se alguém me disser: “Sim, estou me rendendo. Estou buscando a Deus”. Mas não está na Palavra. . . essa pessoa não vai ter o que precisa para atravessar essa situação, porque é justamente a Palavra que nos traz de volta ao ponto da verdade.
Nancy: Quando você pensa em como Deus proveu no deserto para os israelitas — Ele deu o maná, água, proteção, provisão, Sua presença — Todas essas coisas são, de fato, o que encontramos na presença de Deus e na Palavra. Isso é o nosso maná. É o nosso pão. É a nossa água. É o que nos sustenta no deserto.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth tem conversado com suas amigas Holly Elliff, Maria Johnson e Kimberly Wagner. Elas têm sido muito honestas sobre como é atravessar experiências no deserto. Se você tem caminhado pelo deserto, espero que siga o conselho que acabamos de ouvir e mergulhe na Palavra de Deus. E também espero que você esteja nos acompanhando, por Whatsapp ou por email, no desafio de 40 dias que começou no início deste mês. Se não estiver, ainda dá tempo. Basta entrar no nosso site www.avivanossoscoracoes.com/desafios e se cadastrar para começar receber por email o conteúdo devocional do desafio diário por 40 dias.
Se você está passando por uma circunstância difícil, isso sempre significa que está sendo disciplinada? Vamos explorar essa pergunta amanhã, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.