Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que quando Deus está fazendo grandes coisas por meio de você, espere que dificuldades venham a seguir.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Vejo isso acontecer em minha própria vida — depois de momentos de derramar minha vida em favor de outras pessoas, depois de tempos de ministério, depois de grandes vitórias espirituais — esses são os momentos em que muitas vezes enfrento minhas maiores batalhas com a tentação.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Viajantes que fazem trilhas pelo deserto passam meses se preparando. É mais ou menos isso que Nancy está nos ajudando a fazer. Todas nós passaremos por períodos espiritualmente áridos, e Nancy está nos ajudando a nos preparar para isso com a série Caminhando pelos desertos da vida.
Nancy: Não faz muito …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth diz que quando Deus está fazendo grandes coisas por meio de você, espere que dificuldades venham a seguir.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Vejo isso acontecer em minha própria vida — depois de momentos de derramar minha vida em favor de outras pessoas, depois de tempos de ministério, depois de grandes vitórias espirituais — esses são os momentos em que muitas vezes enfrento minhas maiores batalhas com a tentação.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Viajantes que fazem trilhas pelo deserto passam meses se preparando. É mais ou menos isso que Nancy está nos ajudando a fazer. Todas nós passaremos por períodos espiritualmente áridos, e Nancy está nos ajudando a nos preparar para isso com a série Caminhando pelos desertos da vida.
Nancy: Não faz muito tempo, eu estive em um funeral e encontrei uma mulher que começou a me contar sobre ter passado recentemente por algumas “experiências no deserto” em sua vida, e eu sabia de algumas dessas coisas, mas ainda não tinha tido a chance de conversar com ela sobre isso.
Nos últimos anos, ela perdeu sete membros da família, incluindo sua mãe e seu filho de vinte e oito anos em um acidente trágico. O filho estava no ministério. Depois, mais recentemente, ela perdeu a sogra, com quem ela tinha um bom relacionamento. Ela estava compartilhando como tinham sido esses últimos anos, e eles têm sido um deserto. Tem sido muito, muito difícil.
Esta é uma mulher que tem servido o Senhor em tempo integral. Ela ama o Senhor. Ela é comprometida com Ele. Ela está sendo usada pelo Senhor, e esta tem sido uma estação muito difícil em sua vida. Ela disse: “Não há nada que possa tornar isso fácil, não importa o quanto você seja piedosa; não importa o quanto você seja espiritual. Não existe nada que torne um tempo no deserto fácil”. Ela também disse: “Foi somente nessas últimas semanas que essa nuvem carregada — a opressão — começou a se levantar”.
Ela não estava sendo capaz de encontrar Deus. Ela não abandonou Deus, e sabe pela fé que Ele não a abandonou, mas ela não conseguia sentí-Lo ou percebê-Lo. Ela não conseguia experimentá-Lo, e muitas pessoas se encontram assim. Todas nós já nos encontramos assim, em algum momento, por uma razão ou outra.
Mas é interessante que ela disse: “Em tudo isso, mais do que nunca, eu aprendi a confiar e obedecer”. Ela disse: “Tem sido um longo período. Tem sido difícil, mas eu não trocaria isso por nada”. Quero assegurar a você que é possível sair da sua experiência no deserto dizendo: “Eu não trocaria isso por nada”.
Algumas pessoas saem do deserto endurecidas porque não receberam isso como o plano de Deus para a vida delas. Mas você pode sair dessa experiência no deserto tranquila, sensível, mais profundamente apaixonada pelo Senhor Jesus, e com um senso ainda maior da presença d’Ele em sua vida do que você jamais experimentou.
Temos acompanhado nas Escrituras algumas experiências no deserto, tanto na vida de Jesus quanto na vida dos judeus no Antigo Testamento. Vimos em Marcos 1 como Jesus teve aquela grande experiência de batismo, quando Deus O confirmou como Seu Filho amado.
E, por meio dessa experiência, Deus O lançou em Seu ministério público, mas o passo seguinte foi levá-Lo para o deserto. “E logo o Espírito conduziu Jesus ao deserto”, diz Marcos 1, “onde ficou durante quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com as feras”. (v. 12)
Que maneira de começar um ministério! Você vai ter um ministério público, e humanamente falando deve estar pensando: Senhor, eu não esperava que fosse assim! Eu não sabia que seria tão desafiador.
Eu me lembro dos dias em que começamos o Aviva Nossos Corações anos atrás. Eu sabia que era isso que Deus queria que eu fizesse e que Ele tinha confirmado isso tantas vezes por meio de Sua Palavra e de conselheiros piedosos. A paz do Espírito de Deus estava no meu coração.
Mas eu não imaginava o quanto seria difícil — quais seriam os desafios para começar esse novo tipo de ministério, e houve muitos dias em que eu pensei: “Senhor, eu nunca imaginei isso. Eu não sabia que seria tão desafiador”.
É claro que Jesus era Deus, mas será que como homem, Ele esperava que o ministério fosse assim? Quarenta dias no deserto, sendo tentado por Satanás, e com animais selvagens por perto? Não parece muito um ministério público, não é? Mas é o plano de Deus ao preparar até mesmo o Seu próprio Filho para o ministério que estava por vir.
Temos visto algumas características do deserto, e que é algo que pode acontecer com qualquer pessoa. O fato de você ser filha de Deus não a deixa imune, e o fato de você estar no deserto não significa que Deus não a ama. Na verdade, pode ser uma expressão do amor dele. E vimos, nas últimas sessões, que experiências no deserto frequentemente seguem tempos de bênção incomum ou vitória em sua vida.
Hoje, ao olharmos de novo para esse relato na vida de Jesus, vemos outra característica do deserto. Não é tão profunda. É óbvia, mas acho que precisamos notar.
O deserto é um lugar difícil. É um lugar de dureza — um lugar de privação. Jesus passou quarenta dias sem comer. Ele estava com fome. Estava sozinho. Não tinha apoio humano. Havia animais selvagens naquele deserto. Era difícil. Se não é difícil, provavelmente não é um deserto.
Os israelitas — falamos sobre eles em uma sessão anterior — chegaram ao deserto depois de atravessarem pelo Mar Vermelho, e não havia água. Depois chegaram a outro lugar onde havia água, mas era amarga. Ela não poderia ser bebida porque faria mal. Depois chegaram a um lugar onde não havia comida. É difícil quando você tem dois milhões de pessoas que precisam comer e matar a sede.
O deserto é difícil. Acho que uma das coisas que o torna ainda mais difícil é termos esse tipo de teologia falsa que diz que, uma vez que fomos redimidas; uma vez que pertencemos ao Senhor, jamais deveríamos sentir dor novamente. Venha para Jesus, entregue seu coração a Ele, e sua vida será ótima! Ninguém diz isso — bem, a maioria não diz — mas não é essa a expectativa que carregamos lá no fundo? Se você se acertar com Deus; se você se render a Deus, sua vida vai ficar boa?
Sua vida eterna será boa. Isso eu posso garantir. Mas nesse meio tempo, Deus usa algumas coisas para moldar a sua vida: santificação, poda, purificação, transformação — e a transformação normalmente não acontece no topo da montanha. Ela acontece no deserto.
Às vezes eu olho para a vida de algumas amigas agora e penso: “Minha vida está tão fácil”. Cuidado quando você pensa isso! Tenho amigas, neste momento, que estão passando por tempos realmente difíceis.
Recentemente, acompanhei o processo de uma amiga querida que perdeu o marido para o câncer. Além de agora ser viúva, o último ano foi de dor excruciante, enquanto ela assistia seu marido morrer dessa terrível doença. Ele era um homem jovem. Tem sido horrível.
Tem sido um deserto, e agora ela não só tem essas memórias dolorosas — esta é uma mulher piedosa, que ama o Senhor e quer ser quem Deus quer que ela seja, e ela está comprometida a enfrentar isso com o Senhor — mas agora a vida está difícil para essa mulher.
Penso em outra amiga, uma mulher solteira, que acabou de completar cinquenta anos. Ela é uma intercessora piedosa, uma guerreira de oração, e tem paralisia cerebral que tem sido debilitante por muitos anos. Ela tem enormes problemas de saúde física — um após o outro.
Ela tem sérios problemas financeiros, e está entrando em uma fase da vida em que precisa ser dependente, mas de quem vai depender? Ela não tem família, e tem sido difícil para ela se manter conectada à igreja e a amigas porque sua mobilidade é limitada. A vida está difícil para a Fran agora. Está difícil. Ela ama o Senhor, mas a vida está difícil.
Penso em outra amiga que teve recentemente um bebê nascido com síndrome de Turner. Já se passaram nove meses desde que souberam que a criança tinha essa síndrome, e eles estão esperando para ver quais serão os resultados — os efeitos disso na vida desse bebê. Em até dez dias após o nascimento, o bebê precisou passar por uma cirurgia cardíaca de peito aberto. Problemas no coração — e esses pais têm atravessado experiências muito difíceis. Eles amam a Deus. Não estão com raiva de Deus, mas a vida é difícil. Eles estão em um deserto. O deserto é um lugar difícil.
Deixe-me dizer algo mais sobre o deserto, outra característica. Você frequentemente enfrentará no deserto uma tentação intensa — tentação intensa. Mateus 4 nos diz, em seu relato da experiência de Jesus no deserto: “A seguir, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v. 1). O Espírito o levou ao lugar onde Ele seria tentado pelo diabo.
Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, Ele teve fome, e o tentador veio e disse: “Se você é o Filho de Deus, transforme estas pedras em pães”. (v. 3, parafraseado)
Você acha que, se estivesse quarenta dias sem comer, ficaria com fome? Claro que ficaria! E se tivesse a chance de conseguir qualquer tipo de comida, não importa o que fosse preciso para obtê-la, você acha que isso seria uma tentação? Claro! De novo, não há nada de errado com comida, a menos que não seja o tempo ou o lugar de Deus para você comer.
Aí está Jesus. Ele foi tentado. E não acho que Ele foi tentado apenas no final. Quando juntamos esses relatos, parece que durante todos os quarenta dias o tentador O estava atacando sem parar. Não sei se Jesus podia ver Satanás ou se tudo acontecia em Sua mente — se Satanás estava plantando pensamentos ali. Não recebemos muitas descrições específicas sobre isso.
Eu já passei por momentos na minha vida — nunca por tanto tempo — mas por períodos em que me senti bombardeada sem parar por tentações, às vezes de maneiras que normalmente não sou tentada a pecar. Às vezes, uma tentação feroz e intensa cai sobre mim. Isso faz parte de estar no deserto.
Não é maravilhoso saber que Jesus passou por isso? Ele sabe como nos conduzir por esse processo. Ele passou por essa tentação intensa e nunca pecou nem uma vez, e é por isso que é tão maravilhoso termos um Sumo Sacerdote misericordioso que sabe como nos ajudar quando somos tentadas.
Mas o tentador O atacou sem parar durante aqueles quarenta dias. Satanás sabia que Jesus estava sozinho. Sabia que Ele estava fisicamente fraco, e Satanás viu ali uma oportunidade para derrotar o plano de Deus. “Se eu puder fazer Jesus obedecer a mim em vez de obedecer ao Pai, não haverá mais plano de redenção”.
Satanás queria mais do que Jesus. Ele queria a nós. Ele sabia que, se dominasse a Jesus, nós nunca teríamos a vida eterna. Precisamos nos lembrar de que quando estamos enfraquecidas física ou emocionalmente, ficamos mais vulneráveis à tentação.
Alguém disse — e eu já compartilhei isso antes no Aviva Nossos Corações — “Se você está com Fome, com Raiva, Sozinha ou Cansada, PARE”. Pare. São nesses momentos que você estará mais vulnerável à tentação. Com fome, com raiva, sozinha, ou cansada. . . não é verdade quando você pensa na sua própria vida?
Se você está em uma situação em que talvez tenha sido ferida — seu namorado acabou de terminar com você — você fica mais tentada a pecar. Você não comeu direito; você está sozinha; está cansada; passou por um dia, uma semana, ou até um mês difícil. . . é aí que você pode estar mais vulnerável à tentação.
Quando pedi recentemente que algumas amigas compartilhassem comigo algumas das experiências no deserto que tiveram e o que Deus ensinou a elas, as duas primeiras respostas que recebi falaram que o deserto delas tem sido uma batalha prolongada, intensa e implacável com a tentação sexual — por anos!
Não o tempo todo, mas ao longo de anos. São mulheres comprometidas, decididas a obedecer a Deus, a andar com Ele, a travar a batalha. Mas foram expostas a coisas quando crianças, cederam a certas áreas de tentação quando eram mais jovens.
Agora, adultas e desejando amar e servir ao Senhor, elas travam uma batalha pela vida — enfrentando intensa tentação na área moral. Isso é um deserto. Jesus sabe. Jesus experimentou esse tipo de tentação.
Vejo isso acontecer em minha própria vida — depois de momentos de derramar minha vida em favor de outras pessoas, depois de tempos de ministério, depois de grandes vitórias espirituais — esses são os momentos em que muitas vezes enfrento minhas maiores batalhas com a tentação. Quando estou cansada; quando estou esgotada; quando tenho me doado, fico menos atenta e me torno mais vulnerável ao egoísmo, à impaciência, ao pecado com a língua, à autoindulgência e a relaxar no domínio próprio.
Tenha cuidado quando você se encontrar nessas situações. É quando você precisa estar mais fortalecida. É por isso que eu tenho pessoas que oram por mim não apenas quando temos gravações ou conferências do Aviva Nossos Corações, mas também depois. Elas sabem que me preocupo com a batalha depois da batalha, e por isso oram para que Deus me proteja. O deserto muitas vezes inclui intensa tentação.
E aqui vai outra característica: há perigo no deserto — perigo. Marcos 1 diz que Jesus estava com os animais selvagens (v. 13). Eu não sei que tipo de animais eram, mas sei que eram selvagens; e não sei se Deus simplesmente fechou a boca deles, como fez com os leões na cova de Daniel, ou se Jesus realmente precisou estar cercado por animais selvagens que rugiam e uivavam durante toda a noite. Quando Ele estava sozinho, você acha que não foi tentado a sentir medo? Havia perigo.
Também havia perigo para os judeus do Antigo Testamento quando atravessaram suas experiências no deserto. Deuteronômio 8 diz: “[O Senhor, o seu Deus] os conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de aridez” (v. 15). Parece perigoso para mim! Mas foi Deus quem os levou para aquele deserto. Deus conhece aqueles animais selvagens. Deus criou aqueles animais. E Deus é capaz de proteger você até mesmo no perigo daquele deserto.
Pode haver perigos reais nos nossos desertos, mas creio que o maior perigo é o ataque do maligno, que está atrás das nossas almas. Ele quer a nossa obediência a ele no lugar da obediência a Deus, e pode ser fácil sentir medo no deserto. O que acontecerá?
Talvez você esteja passando por um deserto com um filho ou um pai que está com uma doença terminal, e você está com medo. “Como vou viver sem ele? O que será de mim se isso acontecer?” Há medo diante do perigo — isso é natural — mas é nesse momento que precisamos ser lembradas da presença de Deus no deserto.
E a experiência no deserto pode ser prolongada. Essa é outra característica. Quanto tempo Jesus passou no deserto? Quarenta dias. Quanto tempo os israelitas passaram no deles? Quarenta anos!
Uma amiga me escreveu recentemente e disse: “Nos últimos dez anos, tenho caminhado pelo deserto da vida. Perdi três boas amigas para o câncer de mama; perdi meu filho; perdi a inocência de outros dois filhos; perdi a presença física dos meus filhos e netos. Perdi minha saúde; mudamos de casa; tivemos que confiar a Deus as nossas finanças mês a mês. Fui renegada pelos meus pais e minha irmã, e tenho estado solitária, de luto, cansada e exausta”.
Dez anos Deus a manteve em um deserto. A maioria dessas circunstâncias estavam totalmente fora do controle dela. Deus a deixou em um deserto prolongado.
Lembro-me de um telefonema de uma mulher que recebi há algum tempo. Ela e o marido são meus amigos, mas ele é um homem egoísta e irado. Essa mulher me disse: “Você não faz ideia do que foi ser casada com esse homem por doze anos”. Algumas de vocês sabem exatamente como é. É prolongado. É longo. O deserto pode continuar por muito, muito tempo.
Uma amiga me disse recentemente: “É difícil perseverar quando você não sabe por quanto tempo ainda terá que perseverar”. Você não sabe por quanto tempo terá de continuar. Não consegue ver luz no fim do túnel — e se enxerga alguma, teme que talvez seja um trem vindo em sua direção! Há escuridão. Você não sabe por quanto tempo precisará perseverar, e essa é outra característica do deserto.
Eu não sei qual é o seu deserto. Talvez você já tenha passado por desertos; talvez esteja em um agora. Se não estiver, pode ter certeza de que um virá. Não sei quando. A questão não é se, mas quando.
Esse deserto pode ser uma experiência no seu local de trabalho: talvez um chefe impossível de agradar. Pode ser o deserto da solidão: perda de amigos, perda de entes queridos; talvez você tenha tido que fazer uma mudança difícil e se sente isolada ou sozinha nesse deserto. Pode ser um deserto de luto: perda de um cônjuge, perda de amigas próximas, perda de um filho. Pode ser o deserto de que já falamos, de uma tentação intensa, alguma tentação com a qual você está lutando. É difícil.
Talvez seja aridez espiritual. Você não sabe por que, mas não está experimentando a presença de Deus da forma como experimentava antes. Você não está consciente de nenhum pecado. Você não acha que virou as costas para o Senhor, mas você abre a Palavra e ela parece meio sem vida, como papelão, e não parece falar com você.
O seu deserto pode ser amar uma filha difícil ou amar pais difíceis. Talvez um pai que não está presente ou que não se comunica, que não expressa amor — isso pode ser um deserto. Talvez seja ter uma filha com necessidades especiais. Talvez você esteja em alguma nova fase da vida. Você tem sua primeira filha, ou vários filhos pequenos, ou é uma mãe solo — isso pode ser uma experiência no deserto.
Talvez você esteja enfrentando um “ninho vazio”. Tenho algumas amigas passando por isso agora, várias delas. Para algumas dessas mulheres, isso é um deserto. Elas derramaram suas vidas pelos filhos e, agora, o que deveriam estar fazendo? Elas estão tentando descobrir tudo isso.
Você pode ter ficado viúva recentemente ou talvez esteja cuidando de pais idosos com problemas de saúde. Talvez seja a sua própria saúde — um problema físico crônico. Talvez, para você, o deserto seja um anseio não realizado por um marido, ou você tem um marido, mas um anseio não realizado por um filho, e Deus não quis responder a isso ainda.
Talvez sejam familiares incrédulos que não entendem a sua fé e zombam de você. É um deserto para você viver com isso. Ou um casamento difícil, ou a rejeição ou abandono por parte do marido, ou a velhice, quando você se sente inútil. “Senhor, só me leve para casa!”
Veja, em todas as fases da vida, podem existir desertos. Tudo isso parece bem sombrio porque passamos duas ou três sessões falando sobre as características do deserto, mas quero lembrá-la de que há beleza no deserto. Quanto mais escura a noite, quanto mais remoto o lugar — mais brilhantes as estrelas parecem.
Veja, não é que as estrelas estejam brilhando mais — tecnicamente falando. É que não existem luzes concorrentes, então você consegue ver melhor as estrelas que já estão brilhando. Quando você está em uma cidade grande, com muitas luzes, não consegue ver as estrelas. Mas quando vai para o deserto, com uma noite limpa, você consegue ver bilhões e bilhões de estrelas. Há beleza no deserto, se você levantar os olhos para enxergar.
Quero lembrá-la de que, em meio às dificuldades, em meio às lutas, em meio ao perigo, em meio ao teste prolongado, existem bênçãos que você nunca vai experimentar se não passar pelo deserto.
Deus quer revelar quem Ele é para você. Ele quer revelar a Sua glória para você. Ele quer revelar Seu coração para você. Ele quer revelar Seus caminhos e Sua graça para você, e muitas vezes Ele faz isso no meio do seu deserto.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth voltará em um instante para orar. Se você se identifica com algumas das lutas que ouviu hoje, espero que a mensagem de Nancy ajude você a continuar e não desistir.
Imagine tentar encontrar o caminho em um deserto. Não seria bom ter alguém ao seu lado? Alguém que já passou por lá, que possa descrever o que você está vendo e ajudar você a saber o que esperar?
Se você é filha de Deus, você tem o Espírito Santo dentro de você, para guiá-la. Você tem a Palavra de Deus, a Bíblia, e você tem recursos como o Aviva Nossos Corações. Espero que você aproveite o que está disponível para você no nosso site: avivanossoscoracoes.com.
Um dos recursos que estamos destacando agora é Persevere: Um desafio de 40 dias para permanecer firme. Ele começou no início deste mês mas ainda não é tarde para se inscrever e iniciar esse desafio no nosso site. Ao se inscrever, você começará a receber quarenta dias de e-mails diários que incluem conteúdo devocional convidando você a depender de Cristo para tudo e a cultivar a coragem necessária para permanecer firme em lugares desertos.
Muitas pessoas andam por aí agindo como se estivesse tudo bem e a vida fosse tranquila, mas muitas vezes a vida não é tranquila. Vamos ouvir algumas mulheres que vão descrever com honestidade como é estar no deserto, no próximo episódio. Espero que você possa nos acompanhar. Agora, aqui está Nancy para encerrar nosso tempo em oração.
Nancy: Senhor, meu coração se compadece daquelas que estão ouvindo este programa hoje e que estão em um deserto agora. Não posso imaginar quais são as circunstâncias delas, o que estão enfrentando, o que devem estar suportando — o que estão sentindo. Mas obrigada porque Tu sabes.
Obrigada porque Tu entendes, e obrigada porque Tu estás presente. Oro para que, pela Tua graça, Tu faças a Tua luz brilhar na noite escura da alma delas; que Tu mostres a Tua glória e a Tua graça. Também oro para que Tu tragas consolo, paz e segurança, e quando elas não conseguirem sentir a Tua presença, que saibam que Tu estás ali, quer elas sintam ou não.
Obrigada, Senhor, porque Tu nunca nos abandonas em nosso deserto — com os animais selvagens, a tentação, a fome ou a solidão. Com tudo isso, Tu ainda estás ali. Tu ainda és Deus, e Tu ainda és bom. Obrigada, Senhor. Continua ensinando-nos Teus caminhos. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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