Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos alerta que, quando reclamamos, perdemos a consciência da presença de Deus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você quer ter a sensação da proximidade de Deus na sua vida e ao seu redor? Deus diz: “Eu não vou permanecer em um ambiente de murmuração”.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Quando o descontentamento encontra espaço no seu coração, ele começa a afetar todas as áreas da sua vida. Nancy DeMoss Wolgemuth tem explorado o tema do contentamento nos últimos dias, em uma série chamada Cultivando um coração contente. Aliás, se você perdeu esses episódios, pode ouvi-los no nosso site, avivanossoscoracoes.com. Aqui está Nancy para continuar a série.
Nancy: Temos falado sobre o descontentamento. Quero ler para vocês algumas coisas que mulheres escreveram para mim …
Raquel Anderson: Nancy DeMoss Wolgemuth nos alerta que, quando reclamamos, perdemos a consciência da presença de Deus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Você quer ter a sensação da proximidade de Deus na sua vida e ao seu redor? Deus diz: “Eu não vou permanecer em um ambiente de murmuração”.
Raquel: Este é o podcast Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de O céu reina, na voz de Renata Santos.
Quando o descontentamento encontra espaço no seu coração, ele começa a afetar todas as áreas da sua vida. Nancy DeMoss Wolgemuth tem explorado o tema do contentamento nos últimos dias, em uma série chamada Cultivando um coração contente. Aliás, se você perdeu esses episódios, pode ouvi-los no nosso site, avivanossoscoracoes.com. Aqui está Nancy para continuar a série.
Nancy: Temos falado sobre o descontentamento. Quero ler para vocês algumas coisas que mulheres escreveram para mim — situações que as levaram a cair nesse pecado do descontentamento. Uma mulher escreveu:
Até você ensinar sobre murmuração ontem, eu achava que estava satisfeita em todas as áreas da minha vida, e daí a triste verdade foi revelada. Temos seis filhos, todos casados. Eu desejo ter relacionamentos maravilhosos com cada um deles, cheios de momentos especiais e memórias marcantes. Mas não é assim, e eu tenho reclamado. Nesse processo, tenho falado mal de membros da família e tenho pecado.
Outra mulher escreveu:
Meu marido e eu somos militares e nos mudamos com muita frequência. Eu pareço estar sempre descontente por causa das mudanças.
Outra mulher disse:
Tenho sido ingrata e descontente por causa das coisas que não tenho — uma casa, roupas bonitas, um marido e mais dinheiro. Tenho cobiçado o que os outros têm.
Uma mulher disse:
Deus me mostrou que estou destruindo a mim mesma e à minha família com o meu descontentamento. Estamos no meio de um deserto com um filho autista. É uma jornada difícil, mas eu a torno ainda pior com meu descontentamento.
Quais são as coisas que nos levam a reclamar? Vocês ouviram várias delas aqui. Nós, como mulheres, sabemos as lutas em comum que temos. Muitas de nós vivemos nesse mundo do “se ao menos”. “Se ao menos eu tivesse isso”, ou “se ao menos eu não tivesse aquilo”. “Se ao menos isso tivesse acontecido comigo”, ou “se isso não tivesse acontecido comigo”.
Acredito que foi Elisabeth Elliot quem definiu o sofrimento como ‘ter o que você não quer e querer o que você não tem’, e essa é uma definição que se encaixa perfeitamente nesse tema do descontentamento também.
Quais são as coisas que nos deixam, como mulheres, descontentes e nos fazem murmurar? Bens materiais — não ter o suficiente ou não ter coisas boas o bastante, coisas muito velhas ou ultrapassadas. Podemos aplicar isso às roupas, à casa, aos móveis, aos eletrodomésticos. Algumas de nós mal terminam de redecorar um cômodo e já passamos para o próximo, só para manter tudo sempre atualizado.
É fácil reclamar e resmungar sobre a localização geográfica, sobre o clima, o lugar onde moramos, a comunidade em que vivemos, o tamanho da cidade.
Muitas de nós murmuramos sobre questões relacionadas à família ou ao nosso estado civil. As mulheres solteiras reclamam que gostariam de ser casadas, e já ouvi muitas mulheres casadas reclamarem dizendo que gostariam de não ser casadas, ou que gostariam de ter um marido com um perfil diferente. Falando em maridos — você já se pegou reclamando da personalidade dele ou do temperamento dele?
É interessante como, em muitos casos, as mesmas características que a atraíram naquele homem eram justamente o oposto de você. Você era uma pessoa muito comunicativa e extrovertida, e o que você amava naquele jovem durante o namoro era o fato de ele ser tão quieto — até passar seis meses de casada e perceber que o homem não falou nem seis palavras. Então você se vê descontente com esse marido, e as mesmas qualidades que antes te atraíram tornam-se motivo de murmuração e queixa.
Talvez, no casamento, exista a sensação de que não há tempo suficiente para vocês dois ficarem juntos. Há estações da vida em que, por causa do trabalho dele ou do seu, ou do número de filhos e da correria, você acaba reclamando que não têm tempo suficiente como casal. Não estou dizendo que você não deva tentar mudar isso, mas isso pode se tornar uma fonte de descontentamento.
Uma mulher compartilhou comigo hoje que passou por experiências difíceis relacionadas à possibilidade de ter filhos. Muitas mulheres lutam com essa questão. Se ao menos o número de mulheres que murmuram pelas exigências que seus filhos fazem pudesse ouvir o clamor do coração das mulheres que gostariam de ter uma casa cheia do choro de crianças.
Veja, a tendência é sentirmos que seríamos mais felizes se tivéssemos algo diferente do que temos agora.
E sobre o seu sogro ou sua sogra? Você já se pegou murmurando nessa área? Dificuldades nos relacionamentos com a família estendida?
Reclamamos da nossa saúde — ou da falta dela.
Questões de aparência física também nos dão material para reclamar. Características que não podemos mudar. Eu tenho 1,55m de altura. Não cresci nem um centímetro a mais desde que eu tinha uns doze anos. Existem desvantagens em ser baixa. Existem vantagens também, mas há desvantagens. Tudo o que você compra precisa ser ajustado na barra, nas mangas, e isso pode se tornar um motivo de reclamação. Daí vejo mulheres bem altas, e elas têm outros problemas que também lhes dão motivos para reclamar.
Talvez seja uma questão de trabalho — o seu trabalho ou o trabalho do seu marido, querer um emprego ou desejar não ter aquele emprego específico. Reclamações sobre salário, sobre as pessoas com quem você trabalha, sobre a carga de trabalho, as exigências, as expectativas.
Ou murmurações sobre os fardos e responsabilidades que você carrega nesta fase da vida. Cada estação tem seus desafios, como os da mãe que tem filhos pequenos, em idade pré-escolar. Outras vivem a fase do ninho vazio, quando os filhos cresceram e estão espalhados, e você gostaria de vê-los mais. Algumas talvez estejam cuidando de pais idosos com problemas físicos difíceis.
Em cada uma dessas estações da vida, podemos nos tornar descontentes. Podemos começar a murmurar e reclamar, e o perigo é estarmos sempre procurando algo diferente do que temos, sempre esperando pela próxima fase da vida.
Algumas de vocês agora vivem uma sucessão constante de recolher brinquedos e trocar fraldas. Algumas têm maridos que viajam muito nesta fase da vida. Algumas talvez desejassem que o marido viajasse um pouco mais (tenho certeza de que isso não se aplica a ninguém aqui).
O perigo é que sempre pensamos: Se eu tivesse algo diferente, se algo mudasse, então eu seria mais feliz. Como vimos com os filhos de Israel nas últimas sessões, a murmuração tem consequências sérias — e às vezes mortais.
O que a murmuração faz? Ao observarmos os filhos de Israel, vemos algumas consequências que também podemos experimentar. A murmuração manteve o povo de Deus fora da Terra Prometida. Uma geração inteira não entrou na terra que mana leite e mel que Deus havia preparado, tudo porque não foram capazes de se satisfazer com o lugar onde estavam. Deus não permitiu que eles experimentassem aquilo que achavam que realmente queriam.
O descontentamento roubou deles a alegria, e rouba a nossa também. Ele faz com que a presença de Deus — a consciência da presença de Deus — se afaste, se retire. Um dos episódios de murmuração dos filhos de Israel que não analisamos, aconteceu no livro de Números, foi quando Miriã e Arão, irmã e irmão de Moisés, murmuraram contra ele.
Você poderia pensar que, se alguém tivesse o direito de reclamar, seriam o irmão e a irmã de Moisés. Mas as Escrituras dizem que, quando eles reclamaram, a ira do Senhor se acendeu e Deus se retirou. Ele simplesmente saiu de cena. Ele disse: “Eu não vou permanecer onde há murmuração”. A nuvem da glória shekinah de Deus se afastou do tabernáculo.
Você quer sentir a proximidade de Deus na sua vida? No ambiente ao seu redor? Deus diz: “Eu não vou permanecer num lugar de murmuração”.
O descontentamento e a murmuração levam ao desânimo, à depressão, ao desespero. Penso que, em muitos casos, a depressão crônica é fruto de um coração ingrato, e alimentamos nosso próprio desespero e desânimo murmurando sobre o que não temos ou sobre o que temos e gostaríamos de não ter.
Como vimos com os filhos de Israel, quando murmuramos isso não afeta apenas a nós, mas envenena os que estão ao nosso redor. Como resultado, nos tornamos pessoas difíceis de conviver. As pessoas talvez não nos digam isso, mas, se somos reclamonas, a verdade é que elas não vão querer estar perto de nós. Tornamos a vida difícil ou miserável para todos ao nosso redor.
Todas nós conhecemos pessoas assim. Mas eu me pergunto se, ao olharmos no espelho ou se nossas amigas mais próximas fossem realmente honestas conosco, descobriríamos que talvez nos tornamos exatamente aquela pessoa da qual não gostávamos de estar perto, porque estava sempre reclamando.
Vimos que a murmuração nos torna vulneráveis a outros pecados — até pecados tão sérios quanto a imoralidade e a rebeldia. Quando estamos descontentes, acabamos justificando outros pecados, como comer em excesso ou gastar demais. Muitas vezes é de um coração descontente que surgem esses comportamentos excessivos.
Vimos, ao observar os filhos de Israel, que quando murmuramos, podemos acabar recebendo exatamente aquilo que exigimos em nossas reclamações. As Escrituras dizem que Deus deu aos filhos de Israel o que eles pediram, mas enviou sobre eles uma secura na alma. Outra tradução diz que Ele enviou uma doença devastadora. Portanto, cuidado com o que você diz quando murmura, porque Deus pode simplesmente dizer: “Vou deixar você ter aquilo que tanto insistiu em ter”.
Vimos que a murmuração traz consequências sérias não apenas para a nossa vida, mas para os nossos filhos, para a próxima geração. Deus disse aos filhos de Israel: “Não apenas vocês morrerão neste deserto, mas seus filhos serão obrigados a vagar por este deserto por quarenta anos por causa da infidelidade de vocês”.
Pare e pense nisso. Se você não está satisfeita com a provisão de Deus, pode estar, de alguma forma, moldando as circunstâncias futuras dos seus filhos. Deus lhes dará graça para lidar com essas circunstâncias, mas você pode estar criando um clima e um ambiente que os leva a cometer esses mesmos pecados e a experimentar consequências por causa do seu descontentamento com Deus.
Agora quero que olhemos para a alternativa ao descontentamento e vejamos como Deus pode cultivar em nós um coração contente, um coração agradecido.
Jeremiah Burroughs foi um pastor puritano do século XVII. Ele escreveu um livro maravilhoso chamado A Jóia Rara do Contentamento Cristão. Gosto desse título. Nesse livro, ele dá a seguinte definição de contentamento. Ele diz: “O contentamento cristão é aquele estado doce, interior, tranquilo e gracioso do espírito, que se submete livremente e se deleita na sábia e paternal disposição de Deus em toda e qualquer condição”.
Isso não significa que as circunstâncias em que nos encontramos sejam, por si mesmas, boas ou fáceis. Significa que confiamos que Deus é soberano, que Ele é um Pai sábio e amoroso, que cuida de nós, e que mesmo quando enfrentamos circunstâncias difíceis ou dolorosas, Ele continua sendo bom.
Penso em amigas que, neste momento, estão passando por dificuldades enormes no casamento. Penso em amigas que lidam com questões muito sérias relacionadas aos filhos. Penso em um casal que acabou de descobrir que seu filho de dois anos tem uma doença terminal grave e que talvez tenham que assistir, por anos, esse filho morrer. A vida é difícil, e a vida nos dá muitas oportunidades para sermos descontentes.
Mas o coração contente diz: “Reconheço que, mesmo no meio dessas circunstâncias dolorosas e difíceis, existe um Deus que continua sendo bom. Ele continua sendo soberano. Ele continua no controle”.
Lemos no livro de Deuteronômio que Deus fez os filhos de Israel passarem fome, que Ele os levou a lugares onde as águas eram amargas. Isso aconteceu porque Deus era cruel, vingativo ou indiferente aos Seus filhos? Jamais. “Aquele que te guarda não dorme nem cochila.” Ele está totalmente atento. Ele está ouvindo. Ele está observando. Ele está cuidando.
Mas Deus tem um plano maior do que nós. Porque, veja, não se trata de nós. Em última instância, não se trata da nossa felicidade. Trata-se da glória de Deus. Trata-se de dar ao mundo uma visão correta de quem Deus é. Para que Deus cumpra Seus propósitos, há momentos em que Ele permite que passemos por situações que não conseguimos entender, que não fazem sentido para nós e que enchem nossos olhos de lágrimas. Você já passou por isso.
Ao falar sobre esses tipos de circunstâncias, sei que algumas de vocês aqui estão passando por tais situações hoje. Outras passaram recentemente. Uma imagem vem à minha mente. Uma pessoa. Uma situação. E você diz: “É tão difícil passar por isso”. Mas o contentamento cristão é esse estado doce, interior, tranquilo e gracioso do espírito, que se submete livremente e se deleita na sábia e paternal disposição de Deus em toda situação.
Nas próximas sessões gostaria de analisar com vocês cinco características de um coração contente. Vamos vê-las uma a uma. Primeiro, quero que vejamos que um coração contente é um coração agradecido.
Quando os filhos de Israel se preparavam para entrar na Terra Prometida, Moisés os lembrou de tudo o que Deus havia feito por eles durante os anos no deserto. Em Deuteronômio 2, Moisés olha para trás, reflete e os lembra do que Deus fez. Ele diz: “Durante estes quarenta anos o Senhor, seu Deus, esteve com vocês; coisa nenhuma lhes faltou”. (v. 7)
Isso era verdade. Nem mesmo as sandálias deles se gastaram por quarenta anos. Eles tinham alimento todos os dias. Tinham a presença de Deus para guiá-los e conduzi-los. Sim, estavam vagando. Sim, estavam andando em círculos. Mas Deus estava lá. Deus supria suas necessidades. Deus sustentou dois milhões de judeus — homens, mulheres e crianças — naquele deserto. Sem shoppings. Sem lojas de conveniência. Por quarenta anos! Tudo foi milagroso!
Mas você percebe, ao ler essas passagens do Antigo Testamento, algo que chama atenção pela ausência. Você nunca ouve os filhos de Israel dizendo: “Obrigado”. Você não os ouve dizer isso. Quando Deus provê, eles não dão valor. Na próxima necessidade, voltam a murmurar e reclamar. Eles insistiam em murmurar pelo que não tinham, em vez de agradecer pelo que tinham. Portanto, um coração contente é um coração agradecido.
Você precisa aprender a expressar gratidão pelas bênçãos de Deus. Acredito que este seja um dos maiores remédios contra a depressão, o desespero, o desânimo, a frustração — um dos maiores remédios para um coração descontente.
Você não pode murmurar e agradecer ao mesmo tempo. Simplesmente não dá. Basicamente tenho duas opções em todas as situações da vida: posso adorar ou posso reclamar, mas não posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Aprender a reconhecer as bênçãos que eu tenho — contá-las, nomeá-las uma a uma — é um grande remédio para muitas lutas emocionais e mentais crônicas que enfrentamos como filhas de Deus. Aprender a dizer: “Obrigada”.
Às vezes nos dói quando fazemos coisas pelos outros, quando fazemos coisas pelos nossos filhos, e eles não dizem obrigado. Eles não reconhecem todas aquelas tarefas de bastidores que você faz só para manter a vida deles funcionando. Há momentos, como mãe, em que você pensa: “Se alguém aqui simplesmente expressasse gratidão, meu trabalho seria um pouco mais fácil”. Sei que muitas concordarão comigo.
Mas, ao perceber que às vezes fico magoada com a ingratidão dos outros, Deus me traz de volta a esta pergunta: “Você tem me agradecido pelas coisas que eu tenho feito por você nos bastidores?” Percebo tantas vezes que Deus fez dezenas, inúmeras coisas por mim, e eu não parei para reconhecer — muito menos para expressar gratidão por isso.
Quando foi a última vez que você parou para contar as suas muitas bênçãos? Nomeá-las uma por uma. Algumas dessas bênçãos são óbvias. É fácil agradecer a Deus quando há dinheiro no banco, quando o sol está brilhando, quando seus filhos são loucos por você, quando seu marido acha você maravilhosa. Mas há também coisas difíceis pelas quais devemos agradecer a Deus.
Uma mulher me escreveu e disse: “Aprendi o quão grave é murmurar contra Deus. Murmurei por não ter máquina de lavar e secar, pelo meu cabelo (que era cacheado antes da gravidez e agora é liso), pelas minhas estrias, etc. Mas aprendi a agradecer a Deus porque tenho roupas, cabelo e um bebê lindo. Recebi uma perspectiva celestial e eterna para substituir a temporal”.
Em 1820, o erro descuidado de um médico deixou uma bebê de seis semanas cega para o resto da vida. Ao longo dos anos seguintes, porém, ficou evidente que, apesar da deficiência, ela tinha uma habilidade incomum para escrever poesia e música. Desde o início, sua vida e sua poesia revelaram a beleza e o perfume de um coração contente e agradecido.
Seu primeiro poema, escrito aos oito anos de idade, dizia assim:
Oh, que criança feliz eu sou, embora não possa ver.
Estou certa de que, neste mundo, contente eu vou ser.
Quantas bênçãos eu tenho que outros não têm!
Chorar ou suspirar por ser cega, eu não posso nem quero também!
Talvez essa não seja uma grande poesia, mas carrega uma grande teologia. Aquela menina, como muitas de vocês sabem, chamava-se Fanny Crosby. Ela cresceu e se tornou a compositora de hinos mais querida dos Estados Unidos. Escreveu mais de 9 mil hinos. Mais tarde, em sua autobiografia, Fanny escreveu: “Pareceu ser da bendita Providência de Deus que eu fosse cega por toda a minha vida, e eu agradeço a Ele por essa determinação”.
O médico que destruiu a sua visão nunca se perdoou. Mudou-se da região, mas Fanny se recusou a se tornar amarga em relação a ele. Ela escreveu novamente em sua autobiografia:
Se eu pudesse encontrá-lo agora, eu diria: ‘Obrigada, obrigada’, repetidas vezes, por ter me deixado cega. Embora possa ter sido um erro do médico, não foi erro de Deus. Creio sinceramente que foi intenção dele que eu vivesse meus dias na escuridão física para estar mais preparada para cantar Seus louvores e incentivar outros a fazerem o mesmo.
Um coração agradecido.
Veja, deixar de agradecer a Deus leva a uma série de outros pecados e problemas. Na verdade, acredito que o pecado da ingratidão é o primeiro passo para muitos outros pecados mais sérios.
Se você voltar ao livro de Romanos, capítulo 1, onde há uma longa lista das características de uma cultura caída e depravada (e muito disso descreve a nossa cultura hoje, com sua imoralidade excessiva), e ler essa lista de grandes pecados, sabe onde ela começa? Com a falta de gratidão. Com o esquecimento de agradecer a Deus.
Deixar de agradecer a Deus leva à amargura, ao desespero e à escravidão. Mas parar para agradecer a Deus leva à liberdade, à alegria e a bênçãos maiores.
Você tem um coração agradecido? Você tem agradecido a Deus pelas bênçãos óbvias que estão ao seu redor dia após dia e que tendemos simplesmente a ignorar? Há algo na sua experiência que exige um sacrifício de louvor, algo que Deus está esperando que você diga: “Obrigada; eu recebo isso; eu me submeto; eu recebo isso como vindo do Teu amor e da Tua mão”? Cultivar uma atitude de gratidão é, creio eu, o primeiro passo para desenvolver um coração contente.
Raquel: Pelo que você pode agradecer a Deus hoje? Talvez até parar por um momento para agradecê-Lo agora mesmo. Nancy DeMoss Wolgemuth tem falado sobre a gratidão como uma forma de cultivar o contentamento.
Sabe, o nosso coração se torna mais grato à medida que mantemos os olhos no Senhor e nas promessas da Sua Palavra. O recurso Escolhendo a Gratidão, de Nancy DeMoss Wolgemuth, pode te ajudar justamente nisso, no dia a dia. Ao longo das páginas, você vai encontrar encorajamento bíblico e reflexões práticas que vão te lembrar da graça de Deus e te conduzir a um coração mais contente — mesmo em meio às circunstâncias.
Para saber mais sobre esse livro, visite nosso site avivanossoscoracoes.com e clique em “Livros” para ver como adquirir.
Sabemos que um coração contente é um coração agradecido. Mas o que mais isso envolve? Nancy DeMoss Wolgemuth voltará amanhã para nos contar, dando continuidade a esta série. Espero que você nos acompanhe. Mas antes de ir, aqui está Nancy com um pensamento final sobre a seriedade do descontentamento.
Nancy: John Wesley disse que a nossa missão é dar ao mundo uma opinião correta sobre Deus, e quando murmuramos, damos ao mundo uma opinião errada sobre Ele. Levamos o mundo a acreditar que Deus não é realmente bom, que Ele não é suficiente. Vemos, então, que o descontentamento é mortal, que Deus o leva a sério e que, às vezes, ele até atrai o Seu juízo.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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