Dia 3: Algo para cantar
Raquel Anderson: Uma vez que você se humilha e se arrepende do pecado, há uma alegria incrível. Nancy DeMoss Wolgemuth diz que muitas igrejas hoje se concentram na alegria, mas pulam o arrependimento.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Na verdade, nós nem queremos chegar à parte do quebrantamento, da confissão e do arrependimento! Queremos simplesmente pular essa parte — é triste demais; é estreito demais; é negativo demais; não é assim que se atrai pessoas para a igreja.
Eu vou dizer como atrair pessoas para a igreja: deixe que aquelas que dizem ter encontrado — as pessoas que dizem que encontraram Cristo — se acertem com Deus, e as pessoas virão.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Quando foi a última vez que …
Raquel Anderson: Uma vez que você se humilha e se arrepende do pecado, há uma alegria incrível. Nancy DeMoss Wolgemuth diz que muitas igrejas hoje se concentram na alegria, mas pulam o arrependimento.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Na verdade, nós nem queremos chegar à parte do quebrantamento, da confissão e do arrependimento! Queremos simplesmente pular essa parte — é triste demais; é estreito demais; é negativo demais; não é assim que se atrai pessoas para a igreja.
Eu vou dizer como atrair pessoas para a igreja: deixe que aquelas que dizem ter encontrado — as pessoas que dizem que encontraram Cristo — se acertem com Deus, e as pessoas virão.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam e a verdade que as liberta, na voz de Renata Santos.
Quando foi a última vez que você chorou na igreja? Você provavelmente já cantou muitos cânticos alegres de adoração, mas já clamou em arrependimento?
Segundo Nancy DeMoss Wolgemuth, se as igrejas passassem algum tempo lamentando e se arrependendo, os momentos alegres de cânticos seriam ainda mais profundos e significativos. Aqui está ela para explicar. Nancy continua a série O Clamor dos Cativos.
Nancy: Caso você ainda não tenha percebido, eu amo ler sobre avivamentos do passado. Provavelmente comecei a ler esse tipo de história quando estava no ensino fundamental. Não sei como tive contato com elas, mas sempre tocaram meu coração.
Ao longo dos anos, enquanto lia esses relatos de como era quando Deus se movia em avivamento, eu me perguntava: Por que não é assim hoje? No meu coração, eu sabia que Deus não havia mudado. Além do meu estudo das Escrituras sobre esse assunto, os relatos históricos de avivamento provocaram meu coração ao longo dos anos a clamar: “Senhor, faça de novo. Por favor, faça de novo.”
Vamos ler uma grande passagem sobre avivamento nas Escrituras, o Salmo 126. Antes disso porém, vou iniciar este episódio lendo um relato histórico de avivamento. Em 1973, Deus enviou avivamento a Bornéu. Um presbítero de uma das igrejas de Bornéu escreveu a alguns amigos na Inglaterra:
Os cultos são tão diferentes de tudo o que já experimentei antes. Quando o Espírito Santo desce sobre a congregação, as pessoas começam a clamar em alta voz (às vezes vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo), clamando a Deus por perdão dos pecados.
Hoje você pode ir a algumas igrejas e ouvir muito barulho, mas isso não era apenas barulho. Eram pessoas arrependidas e quebrantadas. Ele disse:
Elas clamam a Deus por perdão, e algumas chamam pelo nome de pessoas com quem estavam em conflito, em um desejo desesperado de se reconciliar.
Consegue imaginar estar nesse culto como uma das pessoas afastadas, quando alguém se levanta orando e chama o seu nome, pedindo a Deus reconciliação? Ele continuou dizendo:
Muitos processos judiciais em andamento foram cancelados porque as partes envolvidas se reconciliaram de maneira muito marcante, com lágrimas e abraços de amor divino.
Aliás, eu já vi Deus fazer isso em casos de divórcio. Pessoas separadas — maridos e mulheres afastados — e Deus, pelo poder do Seu Espírito, leva ambos à cruz e traz reconciliação. Ele continua dizendo, e este é o ponto que quero destacar aqui:
Depois que os problemas de pecado são tratados pelo Senhor e o perdão é concedido, então o culto continua com cânticos de louvor enquanto lágrimas de alegria ainda correm pelo rosto das pessoas.
Consegue imaginar esta cena? Primeiro o quebrantamento, o arrependimento e a confissão; depois a reconciliação, a restauração e o perdão. Então o culto continua com cânticos de louvor e lágrimas de alegria descendo pelo rosto das pessoas!
Essa é a progressão do modo de agir de Deus. Nós queremos inverter isso. Na verdade, não queremos chegar à parte do quebrantamento, da confissão e do arrependimento. Queremos simplesmente pular essa parte — é triste demais; é estreito demais; é negativo demais; não é assim que se atrai pessoas para a igreja.
Eu vou dizer como atrair pessoas para a igreja: deixe que aquelas que dizem ter encontrado — as pessoas que dizem que encontraram Cristo — se acertem com Deus, e então as pessoas virão. John Wesley costumava dizer: “Quer atrair uma multidão? Ponha-se em chamas, e as pessoas virão para vê-lo queimar” (paráfrase). É isso que acontece. Mas é depois do quebrantamento, do arrependimento e da confissão que vêm a verdadeira alegria, o louvor e a satisfação que não podem ser contidos.
É isso que vemos no Salmo 126 — essa progressão. Começamos no versículo 1 nos últimos episódios: “Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo.” (vv. 1–2)
Estamos falando do fato de que o fruto do avivamento, o fruto do povo de Deus ser liberto do cativeiro, é alegria e contentamento entre o povo de Deus. Quero ampliar o que dissemos no episódio anterior, concentrando-nos naquela última frase do versículo 2: “Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo.”
Na tradução que estou usando, neste versículo específico, diz: “nossa língua com cânticos.” Essa palavra é usada mais adiante nesta passagem. Geralmente é traduzida como “júbilo” ou “contentamento”. Outra versão diz: “com gritos de alegria”.
Eu procurei essa palavra hoje de manhã no meu tempo a sós com Deus. Estava pensando nisso, e a palavra na língua hebraica original significa literalmente “um som áspero ou agudo; um grito de alegria”. Quando li isso, pensei: Isso descreve o meu canto! (risos) Um som áspero ou agudo. Vem de um verbo que significa “ranger, emitir um som estridente”.
Não tenho certeza exatamente do que significa “estridente”, mas é um som agudo — e esse som sai da sua boca — e é uma referência a um grito de alegria. Não é necessariamente afinado. Isso não é o mais importante. Simplesmente sai como um grito de triunfo; e muitas vezes é traduzido como “grito de alegria” ou “cantar em voz alta ” ou “triunfar”.
Depois que o nosso cativeiro foi restaurado, então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua, de cânticos [de gritos de alegria]. (Sl. 126.1–2)
Um pouco mais a frente, no Salmo 137, você verá um contraste, e quero que observe esse contraste. Este é um texto sobre aqueles que não conseguem cantar; aqueles que não têm canção.
Observe porque não conseguem cantar. É porque ainda estão em cativeiro. Pessoas que ainda estão em cativeiro não têm motivo para cantar; não têm coração para cantar. Não têm capacidade para cantar com esse tipo de grito de alegria, essa alegria do Senhor que não pode ser contida.
Vemos isso descrito no início do Salmo 137: um retrato dos cativos que ainda estavam na Babilônia. “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.” (v. 1)
Éramos cativos; não estávamos em nossa terra; não estávamos onde deveríamos estar. Em vez do riso, do canto, da alegria e do contentamento que lemos no Salmo 126, eles estavam em terra estrangeira; estavam no lugar do cativeiro, e choravam.
Versículo 2: “Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas”, nossos instrumentos de corda. Guardamos os instrumentos e dissemos: “Não podemos cantar aqui. Não há motivo para cantar. Não temos nada sobre o que cantar.”
Enquanto eu lia essa passagem hoje de manhã, pensei: Esse é o retrato de muitas pessoas na igreja hoje, não é? Não é surpreendente que essa atitude descreva pessoas que não conhecem Cristo. Mas não é estranho quando o povo de Deus, que afirma ter sido salvo do pecado e conhecer a Cristo, não tem capacidade nem motivo para cantar?
Mas muitas pessoas na igreja hoje — muitos cristãos, e me incluo nisso — se encontram desanimadas, abatidas, deprimidas. Nada sobre o que cantar. “Ah, pobre de mim; sobrecarregada com a vida, sobrecarregada com problemas.” Não estou dizendo que, se você foi liberta do cativeiro, não terá mais problemas. Mas estou dizendo que, se você foi liberta do cativeiro, apesar dos problemas, você tem muito sobre o que cantar.
O Salmo 137 diz: “Pendurávamos as nossas harpas”, nossos instrumentos. Versículo 3: “Pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores queriam que fôssemos alegres.” Diziam eles: “Sejam felizes, façam uma festa, celebrem, cantem canções.”
Foi isso que os captores disseram. “Pediam-nos canções e alegria, dizendo: ‘Cantem para nós um dos cânticos de Sião!’” Os cativos responderam no versículo 4: “Mas como poderíamos entoar um cântico ao Senhor em terra estranha?”
Somos cativos! Não podemos celebrar em cânticos. Não temos nada a celebrar; não temos nada sobre o que cantar. Esse é um retrato de onde muitos cristãos estão — ainda com as vestes do túmulo do eu, do pecado e do cativeiro ao passado; cativos a si mesmos e a hábitos pecaminosos. Aqueles que ainda estão em cativeiro não conseguem cantar.
Volte ao Salmo 126, o texto que estamos estudando nesta série. “Quando o Senhor restaurou o nosso cativeiro, quando Ele nos libertou do nosso cativeiro, então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos.” (vv. 1–2, paráfrase)
Agora temos algo sobre o que cantar — tragam novamente os violinos, tragam as harpas, tragam os instrumentos! Cristãos que andam na plenitude do poder do Espírito de Deus têm motivo para cantar. Têm capacidade para cantar.
Esse tipo de canto, esses gritos de alegria, fluem de corações que foram avivados. O arrependimento, o lamento, a tristeza pelo pecado agora dão lugar ao canto. É a canção do coração liberto.
Essa é uma característica do avivamento, como dissemos há pouco. Em tempos de avivamento, muitas vezes as pessoas cantam as mesmas canções que já cantavam há anos na igreja, mas é uma nova canção. Agora é uma canção — alguns desses hinos, alguns desses coros, algumas dessas canções de louvor — agora estão cheios de vida. São cantados com nova liberdade, expressão e plenitude, e não precisam ser forçados.
Uma das coisas (vou dizer) que me incomoda — a mim, Nancy, dando um pequeno exemplo; tenho algumas pequenas implicâncias. Uma delas é quando você vai à igreja e, por algum motivo, existe a necessidade dos instrumentos tocarem num volume bem alto e as músicas serem amplificadas para que as pessoas cantem. Não estou dizendo que haja algo errado com música alta. Existem exemplos nas Escrituras de música alta. Mas, se é necessário aumentar o volume para fazer as pessoas cantarem, eu acho que há algo de errado nisso.
O povo de Deus não precisa de algo nos impulsionando para cantar. Há um desejo, uma paixão e um coração para cantar. Então você pode se lembrar de mim quando for à igreja. Não quero fazer disso um grande debate, mas creio que, biblicamente, quando o povo de Deus sabe que foi redimido, foi resgatado, foi liberto, eles realmente cantam.
É muito triste quando vamos à igreja e somente o grupo do louvor que está cantando realmente, e as pessoas na congregação — algumas nem sequer movem os lábios. Talvez você diga: “É que eu não sei cantar.” Ouça, eu também não sei cantar, mas estou dizendo que há algo muito libertador em expressar o que Deus fez em nosso coração quando realmente abrimos a boca, abrimos os lábios e cantamos ao Senhor.
Salmo 40.3: “E me pôs nos lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus.”
A progressão é esta: primeiro somos libertas do cativeiro, e depois cantamos. Vemos isso repetidas vezes na história dos avivamentos. Vou ler apenas alguns trechos dos tempos antigos. Jonathan Edwards, por exemplo, escreveu sobre o avivamento na Nova Inglaterra no século dezoito. Ele disse: “Eles cantavam com uma elevação incomum do coração e da voz, o que tornava esse dever realmente agradável.”
Não é uma ótima maneira de dizer isso? Era um dever — esta é uma forma um tanto pitoresca e antiquada de falar — mas era um dever prazeroso pelo que Deus havia feito no coração das pessoas, e era feito com uma elevação incomum de coração e voz. Eles elevaram suas vozes ao Senhor quando foram libertos.
Robert Murray M'Cheyne foi pastor no início do século XIX em Dundee, na Escócia, e disse: "O canto dos salmos", era assim que se chamavam os salmos naquela época, "era tão terno e comovente, como se as pessoas sentissem que estavam louvando um Deus presente."
As pessoas realmente sentiam que Deus estava presente. Que conceito! Ir à igreja e Deus estar lá? Isso é algo para se cantar, e influencia o canto; traz ternura e doçura. Não estamos apenas cumprindo rituais; não estamos apenas fazendo uma formalidade; não estamos apenas cumprindo um dever. As pessoas sentiam como se estivessem louvando um Deus presente. Ele está presente, e quando somos libertas do cativeiro e vivemos em avivamento, então reconhecemos a Sua presença.
Em Ulster, Irlanda, em 1859, outro escritor disse: “O canto dos salmos era uma explosão perfeita de som melodioso”. Depois, no País de Gales, no século XVIII, um dos pregadores do avivamento disse: “Seus cânticos e orações são verdadeiramente cheios de Deus.” (Howel Harris, 1743)
Outro escritor comentou sobre o canto no País de Gales (e o povo galês era um povo que cantava), quando o avivamento chegou novamente ao principado no início do século XX: “O canto foi verdadeiramente magnífico e emocionante” (R.B. Jones, 1904). Magnífico e emocionante!
Um escritor disse: “No avivamento, o canto não é friamente formal nem repetitivo sem reflexão.” (B. Edwards)
Não há nada de errado em cantar a mesma frase, palavras ou refrão repetidamente, como algumas igrejas gostam de fazer hoje em dia — a menos que seja repetitivo sem reflexão. Ele está dizendo que o canto no avivamento não é friamente formal — não há nada de errado em ser nesse estilo “clássico tradicional”, mas não é frio em tempos de avivamento — tem vida. Não é repetitivo sem reflexão.
Você se lembra daquela passagem no Salmo 51, onde Davi cometeu o grave pecado do adultério com Bate-Seba e, para encobrir seu pecado, mandou matar o marido dela? Mas Deus tocou o coração dele. Ele se quebrantou, se arrependeu, confessou seu pecado e escreveu publicamente sobre essa confissão para que todos nós a lêssemos no Salmo 51.
Ao terminar essa oração, ele diz: “Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça” (v. 14). Esse é o fruto do avivamento: alegria e júbilo expressos em cânticos, quando os cativos são libertados — quando são perdoados.
Uma das experiências mais memoráveis da minha vida. . . Amo ler sobre Deus agindo no passado, mas melhor ainda, amo vivenciá-lo. Amo vê-lo acontecer. Tive o privilégio de vislumbrar a glória de Deus em avivamentos em algumas ocasiões. Um dos momentos mais memoráveis foi há alguns anos, quando participei de um grupo de obreiros cristãos em tempo integral que se reuniram para uma conferência anual para ouvir o Senhor e buscá-Lo.
Eu havia sido convidada para falar naquela conferência. Já compartilhei essa história antes no Aviva Nossos Corações. Deus agiu em todos os nossos corações de uma maneira extraordinária. Nossos corações foram direcionados para o tema do quebrantamento, do arrependimento e da humildade, e para o que isso significa e como se expressa.
Havia um homem naquela conferência (ele fazia parte da equipe daquele ministério específico), vou chamá-lo de "Jordan". Já escrevi sobre a história dele no meu livro sobre quebrantamento, e ele nos deu permissão para compartilhá-la, mas aqui vou chamá-lo apenas de Jordan. Ele escreveu uma carta depois da conferência contando aos amigos o que Deus havia feito em seu coração naqueles dias, e vou ler alguns trechos do que ele escreveu.
Cheguei ao início da conferência com o coração frio e cansado.
Este é um obreiro cristão em tempo integral. Isso pode acontecer com obreiros cristãos em tempo integral, e pode acontecer com pessoas de todos os tipos de áreas — profissões seculares, mães — qualquer um pode ter um coração frio e cansado. Ele disse:
Foi difícil acompanhar os vários cânticos de louvor durante as sessões de abertura. Às vezes, eu nem tentava.
Isso indica que talvez esse homem ainda estivesse em cativeiro? Ele ainda estava em servidão. Ele disse:
Eu apenas ouvia os outros.
Mas, durante os dias seguintes, Deus levou esse jovem a um profundo arrependimento e quebrantamento por causa de alguns pecados graves em sua vida.
Eu diria que, se existe algum pecado que o mantém em cativeiro, é algo sério. Mas Deus começou a remover as camadas do coração desse homem e a mostrar-lhe questões morais, problemas de relacionamento, bagagens que ele carregava consigo há anos. Ao responder a Deus com quebrantamento, confissão e arrependimento, surgiu em seu espírito uma nova e renovada sensação de libertação e alegria. Então, ao descrever o que Deus havia feito em sua vida, ele disse:
Mais tarde naquela noite [e isso depois de ele ter confessado publicamente seu pecado], cantamos muitas das mesmas músicas que foram cantadas na primeira noite da conferência. Desta vez, porém, eu estava cantando! E não apenas cantando, mas com uma alegria no coração que não sentia há anos.
Enquanto cantávamos uma música intitulada "Alvo mais que a neve", não consegui conter as lágrimas ao experimentar a alegria dos pecados perdoados. Assim como a mulher pecadora que não conseguia parar de chorar aos pés de Jesus, eu também fui tocado por Seu amor purificador.
Você percebe a progressão aí? Quando ele estava cativo, não conseguia cantar. Seu coração estava frio, endurecido e pesado. Ele não conseguia realmente participar. Quer dizer, ele poderia ter cantado, mas estaria apenas cumprindo tabela, então nem tentou. Mas, ao concordar com Deus sobre seu pecado, ao confessá-lo, ao se arrepender dele, Deus o libertou.
O que aconteceu em seguida? Sua boca se abriu — primeiro em confissão e depois em cânticos e louvores. Foi interessante de se ver. Ele foi apenas uma pessoa entre muitas que encontraram Deus de uma maneira extraordinária durante aquele período. Foi tão bonito ver, ao longo daqueles dias, como o quebrantamento pessoal e coletivo entre aqueles obreiros cristãos resultou em uma nova capacidade de amar, adorar e louvar.
Inicialmente, enquanto as pessoas começavam a lamentar e a se entristecer por seus pecados, a atmosfera estava pesada, como se a mão da convicção de Deus estivesse sobre aquele auditório. Ninguém estava com muita vontade de cantar por um tempo. Mas, ao longo dos dias seguintes, à medida que as pessoas começaram a ser libertas e perdoadas, elas começaram a cantar — espontaneamente, às vezes — não porque o líder se levantasse e dissesse que era hora de cantar, mas simplesmente por gratidão e devoção ao Senhor Jesus.
Não me lembro de muitas vezes ter ouvido música mais bela e sincera do que aquela que emanava daqueles corações recém-purificados e revigorados, libertos. Conforme a semana avançava, esse espírito de louvor e adoração se intensificava. Imaginem, não era algo. . . Sabe quando você coloca alguém na frente para animar a plateia? Não era isso que estava acontecendo.
Era o povo de Deus. Era essa libertação, esse transbordamento, fluindo daquelas pessoas. Foi incrível presenciar essa abundância e esse transbordamento.
Então, na última noite daquela conferência, nossa, a celebração foi inesquecível! Aconteceu em um enorme auditório com milhares de pessoas (na verdade, um estádio ou ginásio enorme), e todos cantavam: “Cantai ao Senhor, toda a terra!”, e parecia que o teto ia voar! Foi incrível!
Corações que haviam sido libertos – o que tinha acontecido? A noite de pranto se transformou em gritos de alegria. Os ossos que Deus havia quebrado começaram a se alegrar, Salmo 51 (v. 8, paráfrase). Corações que haviam sido libertos da culpa estavam livres para cantar a Sua justiça em alta voz! Aquele espírito de tristeza foi substituído por um manto de louvor — e assim será na vida de todos aqueles que escolherem o caminho do quebrantamento.
O povo de Deus que foi liberto tem algo para celebrar — uma razão para cantar. É por isso que a igreja avivada é sempre uma igreja que canta. Um coração avivado é um coração que canta!
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth já volta para orar. Ela tem nos convidado a cantar com alegria — não por hábito ou obrigação, mas com sincera gratidão pelo que Deus fez. Se você perdeu algum episódio da série O Clamor dos Cativos, pode encontrar todos em avivanossoscoracoes.com. O ensino de Nancy tem mostrado a liberdade que vem com o avivamento.
Qual é a melhor maneira de mostrar ao mundo o que sua igreja está fazendo? Você poderia investir em anúncios, contratar uma agência ou fazer pesquisas de marketing. Mas quando Deus visita o Seu povo em avivamento, Ele não precisa de nenhuma dessas estratégias para chamar a atenção do mundo. Nancy falará sobre isso amanhã. Agora, vamos orar.
Nancy: Obrigada, Senhor, porque nos deste algo sobre o que cantar. Obrigada pelo que estás fazendo em tantos corações, inclusive aqui e hoje, libertando-nos da escravidão do pecado, da culpa e da vergonha.
À medida que nos libertas do cativeiro, nossa boca se enche de riso e nossa língua, de cânticos, porque Tu tens feito grandes coisas por nós. Nós Te bendizemos e pedimos que continues esse processo de libertar os cativos, para que a Tua Igreja se torne novamente uma Igreja que canta. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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