Nancy DeMoss Wolgemuth: O tempo passa muito rápido não é? Dá pra acreditar que daqui a pouquinho já vai ser o Natal?
E pensando nisso, que tal aproveitar para presentear amigas, familiares, professoras neste Natal com o calendário Aviva Nossos Corações 2027? O calendário é uma opção de presente especial, útil e cheia de significado.
É uma maneira de demonstrar carinho e, ao mesmo tempo, oferecer a alguém que você ama um lembrete diário das verdades da Palavra de Deus.
Comece a espalhar, neste Natal, sementes de encorajamento que podem acompanhar alguém durante todo o ano de 2027!
Raquel Anderson: Quando toda necessidade é atendida, é fácil esquecermos o quanto precisamos de Deus. De acordo com Nancy DeMoss Wolgemuth...
Nancy: Quando estamos com fome, nossos corações são humilhados. Você vê que a prosperidade é mais propícia a um espírito de orgulho e a fome …
Nancy DeMoss Wolgemuth: O tempo passa muito rápido não é? Dá pra acreditar que daqui a pouquinho já vai ser o Natal?
E pensando nisso, que tal aproveitar para presentear amigas, familiares, professoras neste Natal com o calendário Aviva Nossos Corações 2027? O calendário é uma opção de presente especial, útil e cheia de significado.
É uma maneira de demonstrar carinho e, ao mesmo tempo, oferecer a alguém que você ama um lembrete diário das verdades da Palavra de Deus.
Comece a espalhar, neste Natal, sementes de encorajamento que podem acompanhar alguém durante todo o ano de 2027!
Raquel Anderson: Quando toda necessidade é atendida, é fácil esquecermos o quanto precisamos de Deus. De acordo com Nancy DeMoss Wolgemuth...
Nancy: Quando estamos com fome, nossos corações são humilhados. Você vê que a prosperidade é mais propícia a um espírito de orgulho e a fome é mais propícia a um espírito de humildade.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, na voz de Renata Santos.
O Hino Nacional dos Estados Unidos foi concebido durante uma batalha. Não é a única canção amada que nasceu durante grande adversidade. A música tem a capacidade de expressar alegria e gratidão, mas também pode poderosamente transmitir um senso de necessidade.
Nancy DeMoss Wolgemuth explicará como, continuando na série Lições da vida de Josué (Parte 5): Celebrando a vitória.
Nancy: Estamos falando sobre o cântico de Moisés em Deuteronômio capítulo 32 e vimos que este é um de três cânticos de Moisés encontrados nas Escrituras.
Penso no poder da música, dos nossos hinos e cânticos e corinhos, que nos lembram dos caminhos de Deus, nos instruem em Sua Palavra, nos advertem quando precisamos ser advertidas.
Veremos isso acontecendo neste cântico de Moisés — e o valor e o potencial desses cânticos para transmitir a verdade, para transmitir a nossa fé de uma geração para a próxima.
Deus deu este cântico a Moisés e disse: “Escreva este cântico. Ensine-o aos Filhos de Israel para que nos dias que virão, quando você não estiver aqui, eles se lembrem das palavras deste cântico e este cântico seja uma testemunha contra eles se deixarem de Me seguir,” o que Deus disse: “Eles Me abandonarão.” Eles precisarão se lembrar deste cântico naquele tempo.
Você já percebeu isso? Há momentos em que você está duvidando do Senhor e então escuta um hino na igreja como “Tu és fiel Senhor” e você percebe que aquele hino está aconselhando o seu coração de acordo com a Palavra de Deus por meio daqueles maravilhosos cânticos clássicos da nossa fé? Eu sei que hinos como este têm sido uma bênção para muitas de nós.
Estamos estudando Deuteronômio capítulo 32 e vendo que este cântico de Moisés tem várias estrofes. E cada uma tem um tema um pouco diferente. Vimos no último episódio que a primeira estrofe é sobre o nome e a grandeza e o caráter de Deus.
Versículos 3 e 4:
Porque proclamarei o nome do Senhor. Louvem a grandeza do nosso Deus. Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo. Deus é fidelidade, e nele não há injustiça; é justo e reto.
Todas essas diferentes frases no versículo 4 descrevem a Rocha, a única Rocha que é a fonte estável e segura para a nossa confiança. Agora vamos avançar para o versículo 5, para a próxima estrofe, veremos uma descrição que está em completo contraste com o que acabamos de ler sobre Deus. Veja os versículos 5 e 6.
Procederam [falando do povo de Deus] corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada. É assim que vocês retribuem ao SENHOR, povo tolo e insensato? Não é ele o Pai de vocês, que os adquiriu, que os fez e estabeleceu?
Lemos aqui sobre a traição e a rebelião do povo de Deus. Agora lembre-se de que quando Moisés ensinou este cântico aos Filhos de Israel, eles não estavam em rebelião naquele momento.
Mas Deus disse: “Eu sei que chegará o dia em que eles estarão prósperos, estarão desfrutando da terra. Eles vão se esquecer de mim. Eles vão me abandonar. E então Eu quero que se lembrem deste cântico.”
Assim Deus escreveu este cântico antecipando o dia em que o Seu povo precisaria dessa confrontação, dessa testemunha contra eles por causa do comportamento deles. E você vê como os versículos 5 e 6 são um contraste tão forte com o que acabamos de ler sobre Deus nos dois versículos anteriores?
- Deus é uma rocha.
- Sua obra é perfeita.
- Todos os Seus caminhos são justos.
- Ele é fiel.
- Ele é sem iniquidade.
- Ele é justo.
- Ele é reto.
- Ele é permanente.
- Ele é imutável.
E o que lemos sobre o povo de Deus?
- Eles são exatamente o oposto.
- Eles se corromperam contra Ele.
- Eles estão manchados.
- Eles são tortuosos.
- Eles são distorcidos.
- Eles são loucos.
- Eles são insensatos.
- Eles não são confiáveis.
Deus é fiel; eles são traiçoeiros. Deus é santo; eles são corruptos. Deus é justo; eles são distorcidos. As escolhas deles são loucas, insensatas. Eles são irracionais e inconcebíveis, especialmente à luz de que Deus os criou e lhes deu origem como nação.
Ele diz: “Vocês são loucos. Vocês são insensatos. Não é Ele o seu Pai que os criou, que os fez e os estabeleceu? Deus, a Rocha; Ele é o seu Criador. Ele lhes deu origem. Não é inconcebível que vocês ajam da maneira que estão agindo?”
Deus desafia e confronta o comportamento futuro, louco e pecaminoso do Seu povo por meio desta estrofe. Agora, começando no versículo 7, versículos 7–14, temos outra estrofe. Acho que a frase-chave aqui é: “Lembrem-se dos dias antigos.”
Não leremos toda essa estrofe. Mas Moisés chama o povo de Deus, por meio desta estrofe do cântico, a refletir sobre a sua história, a lembrar-se da bondade de Deus, da misericórdia de Deus, da mão soberana de Deus em favor deles.
Ele relembra como o Senhor escolheu Israel, como o Senhor protegeu e resgatou e redimiu Israel do Egito, que ali é referido como o deserto, a desolação uivante. Foi o lugar do Egito do qual Deus resgatou e redimiu o Seu povo.
“E então lembrem-se,” diz Moisés, “como Deus os estabeleceu como nação. Como Deus cuidou de vocês e os guardou como a menina dos Seus olhos. Vocês eram preciosos para Deus. Ele valorizava vocês. Vocês foram sustentados por Deus. Vocês foram supridos por Deus. Ele guiou vocês. Ele carregou vocês. Lembrem-se dos dias antigos. Lembrem-se de onde Deus os encontrou. Lembrem-se do que Deus fez por vocês. Lembrem-se de quem vocês são. Lembrem-se a quem vocês pertencem. Lembrem-se de como vocês entraram nessa Terra Prometida.”
Não é importante para nós às vezes voltar e simplesmente recordar os dias antigos? Lembre-se de onde você estava quando Deus a encontrou — de que poço e armadilhas e corrupção Ele te resgatou quando redimiu a sua vida da destruição.
Lembre-se de como Deus tem nutrido o seu coração e a sua fé com a Sua Palavra. E lembre-se de como Deus colocou o Seu povo ao seu redor e te encorajou e fortaleceu a sua fé. E lembre-se de como Deus fez milagres por você e tem provido para você. Lembre-se, lembre-se, lembre-se.
Muitas vezes caímos em escolhas pecaminosas, loucas e insensatas porque esquecemos. Estamos tão focadas no aqui e agora que esquecemos. Então usamos esses cânticos, esses hinos da nossa fé, para nos ajudar a recordar os dias antigos. “Pela Cruz me chamou. Gentilmente me atraiu. E eu, sem palavras, me aproximo, quebrantada, por teu amor!’
Esses tipos de cânticos nos ajudam a lembrar os dias antigos. Lembre-se do que Ele fez.
Pense em quem Deus é, versículos 3 e 4. Pense em tudo o que Ele fez por você, versículos 7–14. Lembre-se do cuidado terno dEle por você.
Agora chegamos à quarta estrofe, começando no versículo 15. E vemos como, no meio de uma bênção incrível, Israel abandonou o seu Deus. Israel provocou Deus. Israel esqueceu-se de Deus, versículos 15–18.
Deixe-me ler começando no versículo 15. Jesurum, essa é uma palavra hebraica que significa literalmente “Aquele que é reto.” Na verdade, é uma espécie de jogo de palavras aqui, porque está falando de Israel, que provou ser tudo, menos reto. Deus é quem é reto, e eles deveriam ser retos como Deus. E assim um dos nomes dados a Israel é Jesurum. Neste caso, o reto não está sendo reto de maneira nenhuma.
Mas Jesurum [ou Israel] engordou e deu coices — vocês engordaram, engrossaram, se estufaram! Ele abandonou a Deus, que o fez, desprezou a Rocha da sua salvação. Com deuses estranhos eles provocaram ciúmes, com abominações o irritaram.
Não se lembraram da Rocha que os gerou; e se esqueceram do Deus que os fez nascer. (vv. 15–18)
Quando isso aconteceu com os Filhos de Israel lá no versículo 15? Quando eles estavam cheios de alimento, tornaram-se gordos. Tornaram-se pesados. Tornaram-se esnobes, e então se esqueceram de Deus.
Esse é um lembrete importante para nós. Nós temos tanto. Temos sido abençoadas muito além das nossas necessidades e muito além até de todos os nossos desejos. Aprendemos que prosperidade, abundância, podem realmente se tornar um inimigo.
Pode ser uma provação mais difícil e perigosa enfrentar a prosperidade do que até mesmo enfrentar a adversidade, porque na adversidade somos levadas aos nossos joelhos. Somos compelidas a nos curvar. Sabemos que precisamos de Deus.
Mas em tempos de prosperidade, é quando a inclinação natural da nossa carne é esquecer a Deus. Tempos de prosperidade não são propícios para sermos fiéis a Deus.
É em tempos de prosperidade em nossas vidas, em nossas famílias, em nossos locais de trabalho, em nossas igrejas, em nossas finanças, em nossas vidas pessoais, em nossos ministérios que isso acontece. Estamos em um lugar amplo agora em nosso ministério. Ainda precisamos confiar no Senhor para renda, para provisão. Mas Deus está nos abençoando.
O Aviva Nossos Corações está presente nas mídias sociais e outros canais e ouvintes estão se conectando. E sou tão grata pelas muitas bênçãos de Deus. Temos uma equipe incrível de servos que trabalham conosco. Somos tão abençoados.
Mas sou lembrada, enquanto medito nesta passagem, de que há um perigo quando você se alimenta das bênçãos de Deus, de que você se torne cheia e esnobe e se esqueça de Deus. Tempos de prosperidade muitas vezes e facilmente dão origem a um espírito independente. Subconscientemente começamos a pensar: eu consigo. Eu posso seguir adiante. Não preciso estar tão desesperadamente necessitada de Deus e de Sua Palavra logo pela manhã. Posso sair para o meu dia e não cair de joelhos e dizer: “Senhor, eu preciso de Ti”, porque o meu dia está indo bem.
Quando nos tornamos independentes em nosso espírito, o próximo passo muitas vezes será que nos tornaremos rebeldes em nosso espírito. Esquecemos Deus, e O abandonamos. E então, finalmente, nos encontramos lutando contra Ele. É uma ladeira escorregadia. É uma progressão traiçoeira. Os Filhos de Israel experimentaram isso.
É por isso que Deus, em Sua misericórdia e sabedoria, às vezes permite que passemos por períodos de dificuldade. Como lemos em Deuteronômio 8:3, Deus permitiu que o povo passasse por necessidades e experimentasse a fome, para que aprendesse a depender mais profundamente dEle.
Às vezes é a misericórdia de Deus nos fazer sentir falta, porque quando temos necessidades, somos inclinadas; nossos corações são movidos a ir ao Senhor e dizer: “Senhor, eu preciso de Ti. Por favor, dá-me o pão diário.”
Afinal, quem sente a necessidade de clamar pelo pão de cada dia, como Jesus nos ensinou no Pai Nosso, quando a despensa está cheia e temos muito mais do que precisamos? Mas, quando experimentamos a falta ou a necessidade, nosso coração é levado à humildade. Você vê que a prosperidade é mais propícia a um espírito de orgulho, e a fome é mais propícia a um espírito de humildade.
Veja, isso não significa que você não possa ser próspera e humilde. Não significa que, se você estiver com fome, automaticamente será humilde. Há algumas pessoas que estão com fome e acabam levantando o punho contra o rosto de Deus e sendo ainda mais orgulhosas.
Há algumas pessoas que foram abençoadas com prosperidade e, no meio da bonança, continuam sendo gratas e humildes. Precisamos ver que a progressão natural é que, quando estamos satisfeitas, então a nossa tendência é esquecer Deus.
Então, enquanto tenho meditado nesta passagem e em outras passagens semelhantes na Palavra de Deus, tenho pedido ao Senhor que não me dê nenhuma “bênção” que possa acabar, no fim, desviando o meu coração dEle. Porque se essas coisas desviarem o meu coração de Deus, então se provariam ser maldições e não bênçãos.
Pensamos que sabemos do que precisamos. Sabemos o que queremos. Mas não é sábio para nós dizer: “Senhor, aqui estão os meus pedidos. Aqui estão as coisas que eu penso que preciso. Aqui estão as coisas que eu penso que quero.”
Mas sim dizer: “Senhor, Tu filtrarias essas orações pela peneira do Teu amor, da Tua sabedoria e da Tua providência, e determinarias o que é melhor para mim? Tu sabes o que eu realmente preciso. E, Senhor, por favor, não me dês nada que eu pense que quero, que eu consideraria uma bênção, se, como resultado, o meu coração for se afastar de Ti.”
Os Filhos de Israel realmente abandonaram a Deus. Este é um hino profético, na verdade, dizendo que viriam dias em que eles abandonariam Deus. Nos versículos 19–27, a quinta estrofe deste cântico, lemos sobre as consequências que viriam sobre eles quando abandonassem o Senhor.
E vemos aqui uma descrição da disciplina divina sobre o povo de Deus. Versículo 19 e 20:
O SENHOR viu isso e os desprezou, por causa da provocação de seus filhos e suas filhas. Ele disse: ‘Esconderei deles o rosto, verei qual será o seu fim; porque são uma geração perversa, filhos em quem não há lealdade.’
Lemos no versículo 4 que Deus é um Deus de fidelidade. Ele é o nosso Pai, então devemos ser fiéis como Ele é fiel. Mas o que Ele está dizendo aqui? Eles não têm nenhuma semelhança com o Pai deles. O Pai deles é fiel, mas eles são filhos em quem não há fidelidade. Eles não se parecem com o Pai deles de maneira nenhuma.
Amontoarei males sobre eles; esgotarei as minhas flechas contra eles. (v. 23)
Este é um Pai amoroso disciplinando Seus filhos para o bem deles e para a restauração deles, porque Ele quer reconquistar e atrair de volta seus corações.
Consumidos serão pela fome, devorados pela febre e peste violenta.
Porque o meu povo é gente sem juízo, e neles não há entendimento. Quem dera fossem eles sábios! Então entenderiam isto e compreenderiam qual será o seu fim. (vv. 24, 28, 29)
Eles pensariam nas consequências do que estão fazendo. Entenderiam quão absurdo e louco e inconcebível é que tratem o seu Pai, a sua Rocha, dessa maneira.
Vemos nesta passagem que Deus vai usar todo tipo de meios, incluindo outras nações pagãs, para disciplinar e corrigir o Seu povo. Mas também vemos neste cântico que aquelas nações que foram o instrumento da disciplina de Deus na vida de Seus filhos, aquelas nações pagãs também seriam responsabilizadas pela sua maldade. E Deus finalmente vingaria o Seu povo julgando essas nações.
É isso que lemos na sexta estrofe, começando no versículo 34. Lemos sobre o julgamento dos inimigos de Deus. Versículo 34:
Não está isto guardado comigo, selado nos meus tesouros? A mim pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando o pé deles resvalar [Isto é, essas nações que têm sido aquelas que afligiram Israel].
Porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em chegar. (vv. 34–35)
Às vezes parece que Deus ignora a rebelião humana. Estes versículos nos dizem que é apenas uma questão de tempo. Deus guardou, Ele selou em Seus tesouros a vingança final que é devida àqueles que rejeitam Cristo e que afligem o Seu povo. O dia da calamidade deles está próximo. O destino deles virá rapidamente quando vier.
Versículo 36: “Porque o SENHOR fará justiça ao seu povo.” O Seu povo que pecou, sim. O Seu povo que foi disciplinado. Um dia Deus restaurará os corações deles. Ele os trará de volta a um lugar de fidelidade e obediência como Seus filhos. E então Deus fará justiça ao Seu povo. Ele trará retribuição sobre aqueles que afligiram o Seu povo.
… se compadecerá dos seus servos, quando notar que o poder deles se foi, e já não há nem escravo nem livre.
...tomarei vingança contra os meus adversários e retribuirei aos que me odeiam. (vv. 36, 41)
E assim, neste cântico que Moisés ensinou os Filhos de Israel a cantar e a ensinar seus filhos a cantar, há esses lembretes do juízo de Deus: que aqueles que odeiam a Deus, aqueles que são Seus inimigos impenitentes, um dia experimentarão a vingança, a ira e o juízo cataclísmico de Deus. Pois Deus é um Deus justo e santo, e aqueles que O desafiam experimentarão retribuição.
Então chegamos à estrofe final deste cântico, estrofe número sete, no versículo 43, a conclusão de que Deus terá compaixão do Seu povo e Deus tomará vingança sobre Seus inimigos impenitentes. Versículo 43:
Ó nações, louvem com o povo de Deus, porque o Senhor vingará o sangue dos seus servos, tomará vingança dos seus adversários e fará expiação pela terra do seu povo.
Um Deus de misericórdia e justiça, um Deus de graça e verdade, um Deus com quem não se deve brincar. E o propósito deste cântico era lembrar os Filhos de Israel, por gerações futuras, quem era o Pai deles, o que Ele havia feito por eles, como Ele era, e quão sério era abandoná-Lo, mas quão intensamente comprometido Deus estava com a purificação deles.
Então, no versículo 44 lemos: “Moisés veio e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Josué, filho de Num.”
Agora Moisés, que a esta altura tinha 120 anos de idade — e que logo morreria — que liderou o povo de Israel pelos últimos quarenta anos, junta-se a Josué, que foi comissionado por Deus para ser o sucessor de Moisés.
Josué está prestes a receber o bastão e liderar o povo. E juntos, Moisés e Josué unem corações e mãos chamando o povo a renovar sua aliança com Deus.
Deixe-me ler começando no versículo 45 de Deuteronômio 32:
Quando Moisés acabou de falar todas estas palavras a todo o Israel, disse-lhes: — Guardem no coração todas as palavras que hoje testifico entre vocês, para que ordenem a seus filhos que tratem de cumprir todas as palavras desta Lei. Porque esta palavra não é para vocês coisa vã; [As coisas que vocês acabaram de ouvir, as coisas que lhes ensinamos, as coisas que colocamos em música.]
Esta palavra não é para vocês coisa vã; pelo contrário, é a sua vida; e, por esta mesma palavra, vocês prolongarão os dias na terra em que, passando o Jordão, vocês vão entrar e da qual tomarão posse. (vv. 45–47)
Agora voltaremos a este tema da Palavra do Senhor e de como ela veio a Israel. Mas quero que, nesses versículos, você apenas ouça o senso de urgência e seriedade com que Moisés fala a esta geração antes de morrer. Moisés sabe que não tem muito tempo de vida.
De fato, o versículo 48, o próximo versículo, nos diz: “Naquele mesmo dia, o Senhor falou a Moisés, dizendo: ‘Suba a este monte... e veja a terra de Canaã... Você vai morrer no monte.’” (vv. 48–50)
Então sua morte é iminente; está chegando. E no capítulo 33, o próximo capítulo, Moisés dará uma bênção final ao povo. Depois, no capítulo 34, ele sobe ao monte como Deus lhe disse para fazer. Ele falece ali e sai de cena.
E o povo nunca mais ouvirá a voz dele. Mas ele quer ter certeza de que, enquanto ainda tem voz, enquanto ainda pode ser ouvido, antes de morrer, ele chamou seriamente o povo a obedecer à Palavra do Senhor. Esta é a sua exortação final ao povo.
“Esta palavra não é para vocês coisa vã; pelo contrário, é a sua vida” (v. 47). Ele quer ter certeza de que o povo nunca esquecerá suas palavras e que, quando esquecerem o Senhor, como acontecerá, e sofrerem as consequências, nunca poderão dizer que não foram advertidos.
Além disso, Moisés quer ter certeza de que esta mensagem esteja profundamente gravada no coração de Josué, porque Josué está recebendo o bastão. Ele será o líder. Ele conduzirá o povo para a Terra Prometida. Josué passará o resto da sua vida esforçando-se para dar atenção às palavras de Moisés. Veremos que Josué é um homem que leva a Palavra de Deus muito a sério. Ele advertirá e conduzirá o povo a fazer o mesmo.
Portanto, quando você estiver na igreja no próximo domingo e cantar os hinos ou cânticos e corinhos da nossa fé — esperançosamente enraizados na Palavra de Deus e nos caminhos de Deus — pense no que está cantando. Quando as Escrituras forem lidas, pense no que está ouvindo. Não apenas cante e fale e ouça sem pensar ou de maneira casual, mas pense. Receba. Lembre-se: estas não são palavras vazias. Esta é a sua própria vida.
E Pai, nós Te agradecemos por nos dar estas palavras, este cântico de Moisés e de Josué. Que possamos levá-lo ao coração, obedecê-lo e encontrar nelas a nossa vida hoje e pelos dias que nos restam. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: Os cânticos da nossa fé são um verdadeiro tesouro. É fácil deixá-los se tornar tão familiares que esquecemos o quão importantes eles realmente são. Nancy DeMoss Wolgemuth me fez querer revisitar alguns desses hinos e cânticos com um novo par de ouvidos.
Essa mensagem faz parte de uma série chamada Lições da vida de Josué (Parte 5). É uma de várias séries que você ouvirá neste semestre sobre esta história épica de um homem que Deus usou de maneiras poderosas.
Esperamos que você esteja sendo inspirada com esta série e saiba que Deus quer usar você de maneiras poderosas também.
Por isso, Nancy escreveu O livreto Mulheres (In)comuns para te ajudar a se aprofundar ainda mais neste tema. Com uma doação de qualquer valor, você receberá este recurso como forma de agradecimento.
Acesse a aba “DOAR” no nosso site, avivanossoscoracoes.com, ou clique no link aqui na transcrição, para ver os detalhes de como fazer sua doação.
Envie um e-mail para: contato@avivanossoscoracoes.com, inclua o comprovante da doação e informe o livro digital Mulheres (In)comuns.
Nancy: Imagine que sua igreja teve o mesmo pastor por décadas. Quando o Senhor o chama para casa ou o leva para outro lugar, você pode se sentir perdida.
Veremos esse tipo de situação no próximo episódio da série Lições da vida de Josué. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
Raquel: O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.