Dia 2: Da culpa materna à identidade no Evangelho
Raquel Anderson: Emily Jensen diz que a maior lealdade de uma “mãe do Evangelho” é a Jesus.
Emily Jensen: Ele é preeminente na vida dela. Não é a amiga mãe, não é a sogra, não é a mãe dela, não é a influenciadora do Instagram. A “mãe do Evangelho” diz: “No centro da minha identidade está Deus e a história dele.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Hoje Dannah, na voz de Raquel Anderson, continua sua conversa com Emily Jensen e Laura Wiffler, que são co-autoras de um livro chamado Gospel Mom ou Mãe do Evangelho, em tradução livre. Este livro ainda não está disponível em português, mas estamos trazendo um bom resumo aqui.
Se você perdeu o programa de ontem, não …
Raquel Anderson: Emily Jensen diz que a maior lealdade de uma “mãe do Evangelho” é a Jesus.
Emily Jensen: Ele é preeminente na vida dela. Não é a amiga mãe, não é a sogra, não é a mãe dela, não é a influenciadora do Instagram. A “mãe do Evangelho” diz: “No centro da minha identidade está Deus e a história dele.”
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Mentiras em que as mulheres acreditam, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Hoje Dannah, na voz de Raquel Anderson, continua sua conversa com Emily Jensen e Laura Wiffler, que são co-autoras de um livro chamado Gospel Mom ou Mãe do Evangelho, em tradução livre. Este livro ainda não está disponível em português, mas estamos trazendo um bom resumo aqui.
Se você perdeu o programa de ontem, não se esqueça de que pode acessá-lo no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Emily, Laura e Raquel vão refletir sobre algumas questões importantes sobre maternidade, coisas como: “O que uma mãe deve fazer com a culpa materna?”
Talvez você já tenha enfrentado isso. Esta é uma conversa super prática e centrada no Evangelho. Seja você mãe ou não, mal posso esperar para que você absorva essas verdades. Elas realmente se aplicam a tantas áreas da vida cristã. Agora, aqui está a Raquel.
Raquel: Sabe, essa conversa me leva da introdução para um de seus maravilhosos. . . é “apêndice”? Qual é o plural: “apêndice, apendiciti?” Eu não sei.
Mas vocês falam ali sobre consciência pessoal. Esse é um dos fatores na tomada de decisões como mãe. Nem tudo está escrito preto no branco nas Escrituras. Tem tantos momentos tão difíceis. . . vou dizer algumas coisas apavorantes e difíceis com as quais lidamos. Não vou pedir para vocês responderem diretamente. Mas vou pedir que respondam de forma categórica. Como abordamos isso?
Estou pensando em:
- Tratamento homeopático ou alopático
- Devemos celebrar o Halloween
- Qual a idade em que uma criança está pronta para ser batizada ou experimentar um relacionamento pessoal com Jesus Cristo?
- Açúcar ou zero açúcar?
- São conflitos e dúvidas sem fim!
Essas são questões nas quais podemos nos apoiar na sabedoria das Escrituras, mas não estão escritas preto no branco para nós. Como podemos enfrentar esta fase e estar cientes da nossa própria consciência, e como respeitamos as decisões pessoais de outras mães?
Emily: Estes são assuntos importantes e super complexos. Acho que quando Laura e eu destravamos isso — ou entendemos esse assunto — foi um grande alívio e pudemos seguir em frente com muito mais liberdade na maternidade!
Acho que este é um tópico que, se alguém está tipo: “Nunca ouvi falar disso antes”, vale a pena estudar. Vale a pena aprender sobre isso e entender, porque sua consciência pessoal é seu senso individual do que é certo e errado, mas não é o Espírito Santo.
Precisamos perceber que, à medida que crescemos, nossa bússola moral é formada, nossa cosmovisão é formada, nosso senso do que é bom e do que é ruim, do que é normal e do que não é normal, é formado por tantos fatores. Como:
- O que nossa família fazia, se gostávamos ou não do que nossa família fazia.
- Crescemos em área rural? Crescemos em área urbana?
- Estávamos em uma área politicamente conservadora? Em uma área politicamente liberal?
- Qual foi nossa experiência de infância e nossa percepção do mundo?
- Éramos rebeldes? Éramos alguém que seguia todas as regras?
Todas essas coisas, e mais, contribuem — pedacinho por pedacinho por pedacinho — para nosso senso inato de se algo é bom ou ruim.
Agora, quando nos tornamos cristãs, somos preenchidas pelo Espírito Santo e estamos lendo a Palavra de Deus é, em última instância, nossa bússola moral da Verdade com “V” maiúsculo. Mas muitas vezes não percebemos que estamos trazendo todas essas outras coisas: todas as nossas experiências, todos os nossos vieses, todo o nosso “é assim que fui moldada, formada, influenciada” para a Palavra de Deus. E isso pode simplesmente tornar tudo muito difícil!
É aí que a sabedoria entra. Com o tempo, o objetivo é alinhar cada vez mais a sua consciência pessoal com a Palavra de Deus. Mas esse não é um processo simples. Todo cristão — espero que esse seja o consenso — concorda que mentir é pecado. Mas se você fala com a pessoa A, pessoa B, pessoa C, especialmente dependendo até mesmo da cultura de onde vêm, elas podem ter uma definição um pouco diferente do que “mentir” significa em uma situação específica ou até do que dizer a verdade significa em uma certa situação.
Acho que é por isso que vemos na Palavra de Deus que precisamos obedecer às nossas consciências, e que se estamos fazendo algo que conscientemente achamos errado, para nós isso é pecado. Então é meio que dizer: “Na medida em que você acredita que está obedecendo a Deus, faça isso!”
Continue orando, continue lendo a Palavra de Deus e, com o tempo, esperamos que você se alinhe mais e mais com a Palavra dele. Ok, então essa é a base.
Raquel: Bem, eu tenho duas perguntas sobre isso. Quero continuar nesse caminho, isso é muito importante. Minha primeira pergunta é: “Onde na Bíblia diz que devemos seguir nossa consciência?” Quero me firmar nisso.
Quero ter certeza, para qualquer pessoa que esteja tipo: “Espera! Não deveríamos seguir a Palavra de Deus? Não deveríamos seguir o Espírito de Deus? Isso parece meio ‘hm’ para mim.” Me dê um versículo.
Laura: Sim, Romanos 14 fala sobre consciências fracas e fortes. É onde Paulo está escrevendo e falando sobre alguém que só consegue comer vegetais e não todo tipo de comida.
Paulo está falando especificamente sobre comida, o que nem sempre relacionamos, mas ele está essencialmente dizendo: “Se você sente que ainda deve comer apenas certos alimentos. . .” Como os judeus tem requisitos alimentares muito rigorosos. Ele diz: “. . .então siga essa consciência.” Mesmo sabendo, por Pedro, que Deus havia permitido que comessem todos os tipos de comida. É disso que esse capítulo trata, e trata sobre consciência. Emily, você encontrou um versículo específico?
Emily: Sim, há vários. Este é um assunto muito bom para explorar!
Laura: O programa inteiro poderia ser sobre isso.
Emily: Ok, aqui está um exemplo meio indireto que lemos em Atos. Acredito que é Paulo falando: “Por isso, também me esforço por ter sempre uma consciência pura diante de Deus e dos homens.” (Atos 24.16)
Este é um exemplo de um momento em que ele está dizendo: “Quero agir para com os outros e diante de Deus de um modo que eu não tenha aquela sensação ruim de que fiz algo errado.”
Acho que ele não está apenas dizendo: “Sim, quero seguir o Espírito Santo”, mas também, “Quero viver de tal forma que eu possa dizer que estou fazendo o bem! Quero ter essa clareza de consciência diante do Senhor e diante dos outros.”
Raquel: Sim, isso é bom! Penso em Tiago 4.17: “Aquele, pois, que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.” Isso cai nessa categoria; nem mesmo usa a palavra “consciência.”
Mas olha só, eu vou fazer o papel de advogada do diabo. Vamos supor que eu queira simplesmente sair por aí fofocando sobre alguém porque eu não tenho consciência, ou não estou ciente de que a Bíblia diz algo sobre isso. Você está dizendo que temos licença para fazer tudo o que sentimos vontade de fazer?
Emily: Não! Então, acho que o que estamos abordando aqui tem um pouco a ver com maturidade e imaturidade. Alguém que diz: “Eu não sabia que a Bíblia diz que não posso fofocar.” Se ela realmente não sabe, ainda assim está pecando. Mas o Espírito Santo talvez ainda não tenha a convencido disso ou não a tenha feito crescer nesse ponto, porque ela é muito nova e imatura na fé.
Ela precisa de irmãos e irmãs que caminhem com ela e digam: “Deixa-me te ajudar a pensar sobre esse assunto!” Acho que é aí que entra a consciência pessoal, se pudermos tornar isso um pouco mais concreto, e depois deixarei a Laura falar sobre aqueles grandes temas.
Raquel: Está ficando um pouco profundo aqui, Laura, então estamos te chamando!
Emily: É como um feriado. Algumas mães e pais podem sentir: “Não podemos participar de nada relacionado ao Halloween.” Temos esse exemplo no nosso livro. Alguns pais cristãos podem dizer: “Vemos uma forma pura de participar do Halloween.”
Não está claramente escrito nas Escrituras com a palavra “Halloween”.
Existem princípios que se aplicam, existe sabedoria bíblica que se aplica, mas dentro disso há espaço para que ambas as pessoas digam em seus corações: “Estou fazendo isso para honrar a Deus; tenho apoio bíblico para o que estou fazendo. Tanto quanto posso entender, estou tentando viver de forma fiel.” Mas no contexto de cada pessoa, isso pode ser relativo. Acredito que esse seja um ponto essencial.
Falamos muito sobre escola. Nossos filhos estudam em uma escola no centro de Iowa, onde a cidade tem, tipo, 500 pessoas. Laura, é isso mesmo?
Laura: É bem pequena mesmo!
Emily: Então, as decisões que tomamos podem ser muito diferentes das decisões de alguém que talvez esteja em um distrito escolar urbano muito maior. Não são situações de comparar maçãs com maçãs.
Raquel: Com certeza, 100% diferente! Eu posso dizer, morei na Califórnia o ano inteiro. É uma experiência muito diferente ter seu filho no sistema escolar público da Califórnia do que em praticamente qualquer outro lugar dos Estados Unidos hoje!
Laura: O que deixa tudo tão difícil é que, muitas vezes, especialmente com o crescimento da internet, estamos recebendo conselhos de pessoas que vivem uma vida totalmente diferente da nossa! Na verdade, estamos recebendo conselhos sobre a escola de uma mãe de outro canto do país que está dizendo: “Não faça isso! Isso é antibíblico, isso é errado, a exposição é demais. . .” seja o que for. E então voltamos para a nossa vida numa cidade pequena e rural, e pensamos: “Bom, é isso que essa pessoa disse, uma boa cristã, então eu devo fazer assim.”
Em vez disso, um dos nossos propósitos no Maternidade Ressurreta é mostrar à mãe a enorme liberdade que ela realmente tem ao seguir Cristo, e isso inclui estar alinhada com sua consciência, mas também perceber onde o Espírito Santo está a convencendo. Porque o nosso objetivo como cristãs é alinhar nossa consciência cada vez mais com a verdade do Espírito Santo.
Então, como a Emily disse no começo, nossa consciência e o Espírito Santo não estão perfeitamente alinhados. À medida que a nossa consciência se fortalece — Paulo fala sobre isso em Romanos 14 — passamos a entender mais profundamente as liberdades que temos em Cristo.
Você tem liberdade para fazer certas escolhas na educação dos filhos. Tem liberdade em decisões médicas. Tem liberdade para decidir se comemora ou não o Halloween, como celebra aniversários, o Natal ou outras datas. Quando você começa a enxergar essas liberdades como mãe, algo muda: seu nível de tolerância aumenta.
Você passa a dizer: “Eu entendo que algumas pessoas sentem muito fortemente que nunca, jamais devem celebrar Halloween — não há nenhuma flexibilidade nisso.” Mas quando sua consciência está mais amadurecida, você começa a perceber: “Eu consigo entender por que as pessoas chegam a conclusões diferentes.”
Então, mesmo mantendo suas convicções e crenças — e continuando firme nelas — você percebe que essa pessoa já não precisa impor suas decisões com tanta intensidade. Geralmente, ela está mais em paz. As coisas já não a abalam tanto quando ela passa a enxergar o amplo e bom propósito de Deus para o Seu povo.
Acho que o exemplo das festas de aniversário é muito bom. Crescendo, e minha mãe não fazia muitas festas de aniversário para nós. Os aniversários eram bem simples. Você escolhia o que queria jantar e era basicamente isso que fazíamos para celebrar.
Quando tive meus próprios filhos, meio que segui os passos dela. Fiz a mesma coisa. Os aniversários são bem simples; não é algo grande aqui em casa. Mas eu vi muitas das minhas amigas fazendo festas enormes e incríveis, com muito tempo e energia dedicados a isso.
Os filhos delas pareciam tão amados, sabe? Eles recebiam toda aquela atenção! Então, comecei a me sentir culpada como mãe e pensar: “Ah, devo não ser uma boa mãe porque nem desejo fazer isso.”
“Devo fazer isso, Deus? Isso deveria ser um desejo do meu coração? Eu deveria fazer algo assim? Essa é uma forma de demonstrar amor aos meus filhos e ser uma boa mãe?” Esse era o raciocínio pra mim. Não era: “Devo fazer isso?” Mas: “Isso me faz uma boa mãe aos Teus olhos, Senhor?”
Passei por uma fase em que senti que precisava fazer essas festas enormes de aniversário, e era quase como se fosse o oposto de quem eu naturalmente sou.
Emily: Você fez algumas festas de aniversário realmente épicas, Laura! Eu me lembro delas.
Laura: Mas meus filhos tinham tipo dois, três e quatro anos, certo? Isso não aconteceu mais desde então! Percebi que eu estava fazendo aquilo por esforço próprio e por um desejo de “acompanhar” outras mães e de “ganhar” meu status de “boa mãe”. Entender a consciência e entender o que Deus realmente exige de uma “boa mãe” na verdade liberta você para viver plenamente como a mãe que Deus a criou para ser! Eu não preciso fazer grandes festas de aniversário. Posso fazer, se eu quiser — há liberdade para isso. Mas se isso não faz parte do meu jeito natural, da minha personalidade, do meu ritmo e dos meus desejos, então fazer aniversários simples está OK também!
Esse é um exemplo pequeno, mas é uma área grande que mexe muito com a gente: “Ah, isso é a minha consciência reagindo, e minha consciência precisa mudar para se alinhar mais com o comando do Espírito Santo.” Aí começamos a experimentar liberdade.
Raquel: Você está falando com toda mulher, não apenas com as mães, mas essa é uma conversa tão importante para a maternidade porque produz paz e liberdade para vivermos como Deus quer que vivamos.
Como uma mãe com o dom de ensinar, com o dom de orar pelas pessoas (eu amo interceder com as pessoas individualmente), eu sempre me sentia desanimada ao fazer biscoitos e todas essas coisas de hospitalidade, mas me sentia culpada se eu não fizesse.
Mas quando entendi que os dons que Cristo me deu para o corpo não eram assar biscoitos (embora eu agora ame assar biscoitos — e especialmente comê-los!), tive a liberdade de dizer:
“Quer saber? Eu vou participar desse junta panela depois da igreja, porque todas nós precisamos participar, mas eu não preciso chegar lá com um prato digno do Masterchef! Vou parar na padaria no caminho. Vou chegar lá. Vou levar pães de queijo da melhor padaria da cidade!”
Que liberdade isso me trouxe como mãe, para que eu tivesse tempo de fazer as coisas fora de casa que o Senhor estava colocando no meu coração para fazer. Outra coisa que esse conceito traz para as mães é que ele acaba com as “guerras de mães”, o que ajuda com a “culpa materna”.
Contem para nós o que vocês descobriram, através das pesquisas do Maternidade Ressurreta, sobre essa culpa materna e como isso se conecta ao assunto.
Laura: Sim, a culpa materna é universal. Fizemos algumas pesquisas no Maternidade Ressurreta, e quase 10.000 mães participaram — então é um bom retrato de mães cristãs — e 97% disseram que já sentiram muita culpa materna.
Minha primeira pergunta é: “Alguém me apresenta esses 3% que não têm culpa materna para entender o que elas estão fazendo, para que todas nós possamos parar de ter culpa?” Mas para 97%, é realmente um sentimento universal. Assim como você compartilhou: “Não estou assando e cozinhando o suficiente, então sou uma mãe ruim?”. . . E eu pensando: “Eu faço festas de aniversário, mas não do jeito que acho que deveria. . .” Esses são sentimentos de culpa. O que sentimos é culpa e vergonha por acreditar que não somos suficientes. Que, no final das contas, é acreditar que quem Deus nos fez não foi exatamente certo, como se Ele tivesse errado na criação.
Então, a coisa maravilhosa sobre ser cristã é que você não precisa viver com a culpa. Você pode pegar essa culpa, olhar para ela e dizer: “Ok, o que de fato estou sentindo aqui? Estou me sentindo mal porque não faço festas de aniversário boas,” ou “Isso nem é um desejo meu — fazer festas grandes e atividades manuais.”
Então você pode perguntar: “Isso é algo que Deus ordena para o Seu povo?” Podemos buscar nas Escrituras; podemos conversar com mulheres mais sábias; com nossos maridos; com amigas; e podemos perceber: “Não! Não existe esse mandamento.”
Existe o mandamento de amar seus filhos. Existe o mandamento de cuidar do seu próximo, servi-lo, mostrar o Evangelho, ensinar a verdade e as Escrituras aos seus filhos, criá-los nos caminhos do Senhor. Mas não há nada dizendo: “Festas grandes são parte essencial de ser uma boa mãe.” Daí você pode dizer: “Ok, eu não preciso sentir culpa por isso!”
Mas também pode perguntar: “Há algo aqui em que estou pecando?” Às vezes a culpa vem porque quebramos um mandamento de Deus. Pode ser algo como: “Assisti algo na TV que não deveria ter assistido,” ou “Li um livro que não deveria ter lido.”
Pode haver liberdade para assistir ou ler certas coisas? Talvez. Mas você sabe: “Isso não é o que Deus quer para mim.” E essa é a parte maravilhosa. Podemos confessar nosso pecado, e sabemos que Deus é fiel e justo para nos perdoar de toda injustiça. (1 Jo. 1.9)
Então podemos caminhar em liberdade, porque nos arrependemos e nos afastamos disso. Não fazemos de novo, e não precisamos mais carregar culpa. Podemos caminhar como filhas do Rei.
E isso é tão precioso, porque mães vivem com aquele zumbido constante da culpa materna. É o que a pesquisa mostra: todas vivem com um sussurro constante. Mas a esperança do Evangelho é que isso não precisa ser nossa realidade. Podemos pegar nossa culpa, olhar para ela, analisá-la, orar e pedir que o Senhor nos mostre o que fazer com ela — e então eliminá-la.
Raquel: Laura, isso é tão bom! Acho que precisamos lembrar que quando sentimos culpa, é um convite para checarmos com o Espírito Santo e perguntarmos: “Há algo aqui que o Senhor está querendo tratar no meu coração, na minha vida?” O que nos leva de volta ao Evangelho. Emily, o que é uma mãe do Evangelho?
Emily: Uma mãe do Evangelho é alguém cuja vida está orientada em torno de Deus e de Sua Palavra. Acho que na maternidade há tantas coisas às quais somos tentadas a nos apegar. Há tantas palavras que queremos usar para definir quem somos e nossa identidade.
Um pouco ao longo deste programa, falamos sobre: “Qual método? Qual é a resposta certa?” Acho que na maternidade estamos sempre esperando que: “Ok, posso encontrar uma estratégia ou um método ou um estilo de vida ou aquela imagem de maternidade que vou montar. . . e se eu conseguir fazer isso, então serei boa!”
E o que queremos que as mães façam é dizer: “Olha, estratégias, métodos, às vezes estilos de vida — tudo isso pode ser bom — mas não agarramos isso com mão de ferro. Não orbitamos nossa vida em torno dessas coisas. Não ficamos em pé sobre elas como nosso fundamento.
Nós estamos firmadas em Jesus Cristo como o Fundamento, e construímos tudo ao redor dele! E então chegamos a Deus com as mãos abertas para aquilo que Ele pode trazer para as nossas vidas e para quais ferramentas, estratégias, métodos Ele pode nos levar a usar em diferentes momentos, por diferentes razões, enquanto Ele nos guia a amar nossas famílias.
Uma das frases que usamos no livro é: “Uma mãe do Evangelho tem lealdade a Jesus. Ele é preeminente na vida dela!” Ele tem o papel mais importante, o mais elevado, o lugar mais alto no trono do coração dela. E, por isso, é Ele quem está tomando as decisões, no fim das contas, sobre o que ela está fazendo, para onde ela está se voltando.
Não é a amiga mãe, não é a sogra, não é a mãe dela, não é a mulher mais velha da igreja que tem todas aquelas perguntas sobre o que ela está fazendo e que a deixa meio desconfortável. Não é a influenciadora do Instagram. Em última instância, não é dessas pessoas que ela recebe instruções.
Ela está recebendo instruções do Senhor, e está filtrando todas as outras coisas por essa lente. E é tão animador, porque a mãe do Evangelho diz: “No centro da minha identidade está Deus e a história dele.”
E nós podemos falar um pouco, se você quiser, sobre o que queremos dizer com a palavra “Evangelho”, porque ela é um pouco mais ampla do que a forma como alguns cristãos costumam usá-la.
Raquel: Podemos fazer isso, e esse é um ótimo gancho para o programa de amanhã porque, infelizmente, nosso tempo acabou por hoje. Obrigada, amigas, por tantos insights instigantes! Nós vamos continuar essa conversa amanhã, no Aviva Nossos Corações.
Nancy: E hoje, eu gostaria de lembrá-la sobre o livreto digital do Desafio de 30 dias de oração pelo seu pródigo! Se você é nascida de novo, sabe da importância da oração e intercessão.
Pensando nisso, o Aviva Nossos Corações preparou um material especial que vai te ajudar a orar, interceder e batalhar pela alma daquele querido ou querida que está correndo do Senhor.
Ore para que o seu coração seja atraído ao Senhor e que ele ou ela se renda aos pés da cruz.
O livreto digital do desafio de 30 dias de oração pelo pródigo já está disponível e você poderá acessá-lo mediante uma doação de qualquer valor.
Visite o nosso site para mais detalhes de como fazer a sua doação, avivanossoscoracoes.com/desafios e obter este recurso maravilhoso.
Obrigada, Raquel, junto com Emily Jensen e Laura Wifler, coautoras do livro Mãe do Evangelho. O subtítulo é: Como tomar decisões baseadas na Bíblia e descobrir como ser a mãe que Deus te criou para ser.
Sabe, Raquel, toda essa conversa é tão relevante para as escolhas diárias que as mães enfrentam — e não apenas as mães. Todas nós lidamos com a maneira de tratar nossas consciências pessoais, e lutamos com comparação e culpa. Todas nós precisamos lembrar que nossa identidade está em Deus e na história dele, exatamente como Emily disse.
Raquel: Isso mesmo! Eu espero que nossa conversa hoje encoraje você a abraçar a liberdade da sua identidade em Cristo. Quando Ele está no trono da sua vida, você não precisa mais ser levada de um lado para o outro pelos ventos da culpa materna.
Talvez você seja uma mãe e esteja se sentindo presa. Talvez aquele zumbido constante de culpa materna que Laura descreveu simplesmente não vá embora, e você esteja pedindo ao Senhor que lhe dê liberdade.
Ou talvez você seja uma mulher que deseja ser mãe, mas o Senhor ainda não disse “sim” a esse desejo do seu coração. . . pelo menos não agora.
Amiga, o Senhor vê você! Nossa equipe aqui no Aviva Nossos Corações amaria orar por você. Você pode enviar seu pedido de oração para o email contato@avivanossoscoracoes.com e uma das nossas integrantes da equipe vai orar por você.
Estamos muito animadas, porque estamos lançando uma iniciativa de seis anos chamada Maravilha da Palavra. Essa iniciativa inclui Nancy ensinando uma visão geral da Bíblia inteira em 2027!
Agora, eu vou te contar: Nancy é apaixonada por essa iniciativa, e mal pode esperar para caminhar com você pela Palavra de Deus em breve!
Espero que você esteja nos acompanhando no propósito de Leitura da Bíblia inteira em 2026. Mesmo que você tenha perdido alguns capítulos, não desanime, continue a ler a Palavra com outras mulheres ao redor do mundo.
Nossa oração é que mulheres ao redor do mundo sejam inspiradas a amar a Palavra, que sejam transformadas por ela e que compartilhem essa maravilha com outras! Eu posso te dizer isto: Deus está agindo! Você vai se unir a nós?
Como sempre, nosso desejo é que você encontre liberdade, plenitude e abundância em Cristo! Obrigada por considerar em oração como você pode se envolver nesta missão.
Amanhã eu volto com minhas amigas Emily e Laura para falar mais sobre como é ser uma mãe do Evangelho. Eu espero que você esteja conosco. Por favor, volte amanhã para o Aviva Nossos Corações!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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