Dia 1: Um cordão de três dobras
Raquel Anderson: Emily Jensen diz que não existe uma fórmula para a maternidade. Tudo se resume em seguir a direção de Deus.
Emily Jensen: Tipo, o que eu estava fazendo quando nossos filhos eram bebês e crianças pequenas é muito diferente do que faço agora que eles estão todos na escola praticamente das 8 às 15 todos os dias. Então também acho que é saber que o Senhor pode precisar de mim de maneiras e em tempos diferentes.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você é mãe, sabe que existem muitas estações diferentes de maternidade pelas quais você precisa navegar.
Como os exigentes dias de recém-nascido, cheios de noites sem dormir. Lembra deles?
E depois dos anos da primeira infância, quando seus pequenos …
Raquel Anderson: Emily Jensen diz que não existe uma fórmula para a maternidade. Tudo se resume em seguir a direção de Deus.
Emily Jensen: Tipo, o que eu estava fazendo quando nossos filhos eram bebês e crianças pequenas é muito diferente do que faço agora que eles estão todos na escola praticamente das 8 às 15 todos os dias. Então também acho que é saber que o Senhor pode precisar de mim de maneiras e em tempos diferentes.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, coautora de Deixe Deus escrever sua história, na voz de Renata Santos.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Se você é mãe, sabe que existem muitas estações diferentes de maternidade pelas quais você precisa navegar.
Como os exigentes dias de recém-nascido, cheios de noites sem dormir. Lembra deles?
E depois dos anos da primeira infância, quando seus pequenos precisam de cuidados e atenção tão focados o dia. . . inteiro. . . todo. . . dia.
E depois os dias do ensino fundamental, quando você está respondendo muitas e muitas perguntas, ensinando as crianças a ler e escrever e ajudando com o dever de matemática. Mas também as ajuda a lidar com amizades e relacionamentos entre irmãos.
E então, de repente, eles são adolescentes, e você está preparando seus bebês para entrar no mundo.
E durante todo esse tempo, seu maior desejo é ver esses preciosos pequenos caminharem com Jesus todos os dias de suas vidas.
A maternidade é cheia de mudanças, à medida que uma estação flui para a próxima.
Bem, algum tempo atrás, Dannah teve uma conversa com Emily Jensen e Laura Wifler sobre exatamente isso. Nos últimos dez anos, Emily e Laura estiveram à frente de um ministério chamado Maternidade Ressurreta. Talvez você já tenha ouvido falar e tenha sido abençoada por alguns de seus recursos. O desejo delas tem sido que as mães enxerguem a maternidade através da lente do Evangelho.
Laura e Emily são coautoras do livro Maternidade Ressurreta, e recentemente elas publicaram um novo livro. Elas contarão mais sobre esse lindo recurso hoje.
Mas sabe de uma coisa? Essas amigas estão navegando uma nova estação em suas próprias vidas. Essa conversa com Dannah foi gravada pouco antes do encerramento de Maternidade Ressurreta como ministério. No episódio de hoje, Emily e Laura compartilham mais sobre porque essa transição é algo muito bom.
Aqui está Dannah para começar uma série chamada Mãe do Evangelho, na voz de Raquel Anderson.
Raquel: Laura, Emily, eu sou um pouco fã de Maternidade Ressurreta, mesmo sendo uma Avó resurreta. É essa a fase da vida em que estou — Avó Ressurreta. Mas sou fã de vocês.
Eu sei que vocês já responderam à pergunta: qual é o propósito de Deus para as mães? Podem resumir isso para nós?
Emily: Sim. A maternidade é algo lindo que vemos em Gênesis. Em Maternidade Ressurreta dizemos que a maternidade veio antes da queda. É um bom design que Deus deu à humanidade, e não algo que. . . Nós falamos sobre como é difícil, mas isso não foi resultado de algo ruim que aconteceu. É um presente maravilhoso e lindo. E a coisa empolgante é que vemos essa beleza no nome Eva. Adão dá a Eva, no Jardim, um nome que significa “doadora de vida”.
Sinto que bem ali nesse nome temos um retrato de um dos significados e propósitos essenciais da maternidade, que é trazer vida ao mundo. E certamente as mães fazem isso de maneira literal no nascimento.
Mas vemos no reino de Deus e na família de Deus que também existe a maternidade espiritual. Quando mulheres mais velhas caminham com mulheres mais jovens. Elas ajudam a discipular e trazer Jesus Cristo para aquele relacionamento. Elas ajudam mulheres, até jovens homens às vezes, onde a maternidade espiritual pode acontecer também, mas elas estão ajudando a trazer vida, trazer Jesus para esses relacionamentos.
Então, para uma mãe biológica que está em uma família, há um propósito duplo. Primeiro, ela está ali para nutrir e cuidar da vida literal de seus filhos. Isso engloba tantos aspectos, do desenvolvimento neurológico, físico e acadêmico e social. Mas também abrange o importante reino espiritual, porque sabemos que todas nós não precisamos apenas nascer uma vez. Precisamos nascer de novo. Precisamos nascer duas vezes. E a mãe também olha para essas necessidades mais profundas e foca nisso com sua família.
Raquel: Eu amo esta perspectiva, Emily! Essa é uma das coisas que eu amo em vocês duas. Vocês nos levam além da superfície. Levam-nos além da lista de compras, da roupa para lavar, das agendas intermináveis — tudo isso — até a profundidade do propósito, do “porquê” da maternidade.
Agora, Laura, leve-me além dessa definição que acabamos de ouvir, esse ideal do propósito da maternidade, para como isso se parece em um final de semana ou naquela semana em que você tem um filho com gripe e um bebê que está nascendo dentes, e você não dormiu — não teve uma boa noite de sono — por muitas noites. Como isso acontece no dia a dia.
Laura Wifler: Essa é uma das maiores esperanças que temos como mães: que temos verdadeira ajuda e esperança além de nós mesmas como cristãs que creem em Jesus.
Então, nesses finais de semana normais, em que lidamos com doença, limpeza e cozinha, acho que uma das primeiras coisas que me vem à mente é que há propósito em nosso trabalho. Sabemos que não estamos apenas fazendo a rotina diária sem motivo algum. Tudo isso pode ser transformado em adoração. Podemos entregar tudo isso a Jesus e dar toda a glória a Deus. Sim, mesmo enquanto trocamos lençóis ou limpamos o balcão, tudo isso pode ser feito para a glória de Deus quando nosso coração está focado nele.
E isso não significa, de um jeito estranho, que não pensamos em nada além de Deus. Claro que pensamos nas coisas diárias da vida. Estamos dando instruções, organizando agendas e fazendo tudo caminhar. Mas há uma postura de coração sobreposta quando uma mãe confia em Deus para seu propósito de maternidade, que diz: “Eu confio em Ti, Deus, independentemente do que vier ao meu encontro. Posso ver interrupções não como algo que causa raiva ou interferência, mas como um presente Teu para que eu possa ajudar a cuidar desses filhos.”
Ou, se você está em casa com doenças, pode ver que ao servir seu filho, Deus diz que isso é como servir a Cristo. Eu acredito que, quando conhecemos e confiamos em Jesus, existe essa missão maior acontecendo. Vemos Ele em tudo o que fazemos. Acho que, como mães, isso nos dá um fundamento para nosso trabalho.
E, no final das contas, também olhamos para a esperança do céu. Sabemos que o que fazemos hoje não importa apenas neste momento, mas importa para a eternidade. Especialmente, acredito, como mães, em nossas tristezas, dificuldades e dores, isso é algo a que podemos nos apegar — saber que não será assim para sempre. O alívio está chegando, e Deus tem um grande plano para nós. Podemos nos agarrar a isso. Podemos pedir que Ele nos lembre, aqui e agora, para manter nossos corações fixos na eternidade.
Raquel: Sim. Jesus disse: “No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.” (Jo. 16.33)
Emily, tenho que ir até você porque você nos contou, antes de começarmos a gravar, que teve um fim de semana bem cheio de germes na sua casa. (risos)
Leve-nos a um desses momentos em que você está cansada e sobrecarregada pela doença acontecendo no seu lar, mas consegue reajustar seu coração e mente no Evangelho. Leve-nos até lá.
Emily: Com certeza. Isso é algo bem real para nós agora. Acho que uma das maiores coisas com as quais eu luto, e eu estava até mandando uma mensagem para a Laura sobre isso ontem, é o quanto, como mães, sentimos que não temos controle sobre nosso tempo.
Tipo, eu tinha planos para o meu dia. Eu tinha reuniões. Tinha trabalho que eu queria fazer. Tinha tarefas em casa. Tinha uma rotina que eu queria completar. E quando alguém está doente em casa, tenho que deixar tudo isso de lado, momento a momento. Preciso ir medir a temperatura. Preciso dar remédio. Preciso ver se a garrafa de água dele está cheia.
Ah, recebi uma ligação da escola. Preciso buscar alguém. Eu não esperava ter que fazer isso. Ou tive um filho que estava bem o suficiente para ir à escola, mas quando voltou para casa, precisava de muita atenção extra. Então sinto que esta semana tive que deixar minha agenda de lado e dizer: “Ok, Senhor, qual é a Tua agenda para o meu dia?” E algo em que tenho meditado muito ultimamente é essa ideia de querer que o Espírito Santo guie meus passos, momento a momento, e de conferir mais com o Espírito ao longo do meu dia. Perguntar a Ele: “Ok, preciso de sabedoria neste momento sobre o que fazer agora. Ajuda-me a ver o que é mais importante no reino que eu cumpra agora.”
Outro princípio que me vem à mente em semanas como esta, onde temos falado em termos do propósito da maternidade, é que a realidade de dar vida é que isso não é gratuito. Certo? Vemos isso na vida de Jesus. Ele é o supremo doador de vida. E a maneira como Ele deu vida foi morrendo na cruz. Ele perdeu Sua vida para que vivêssemos.
Graças a Deus não há uma interpretação literal aqui para as mães, mas há um modo simbólico no qual precisamos carregar um pouco dessa perda e sacrifício enquanto estamos derramando nossas vidas sobre nossos filhos e os ajudando a prosperar.
Veja, isso pode se tornar super complicado e super estranho, então de maneira nenhuma quero dizer que você não deve cuidar de si mesma ou não deve fazer as coisas essenciais para garantir que você tenha saúde mental e física apropriada para cuidar de sua família, ou que nunca deve pedir ajuda. Não é isso.
Mas significa que sim, quando a doença chega ou surgem necessidades, tenho que deixar coisas de lado, e reconheço que isso faz parte do que é ser mãe. É deixar de lado minha vida, meus objetivos, meus sonhos, minha agenda que eu tinha hoje, por outra pessoa, porque eu sirvo a Deus — não porque “ah, estou servindo meus filhos”. Sim, estou servindo meus filhos, mas não porque estou recebendo instruções deles. Estou recebendo instruções do Senhor, e isso é o que o Senhor me deu para fazer.
Então essas são algumas das coisas que passam pela minha mente.
Raquel: Você está refletindo Jesus. Jesus deu a Sua vida por nós, e nós podemos fazer isso por nossas famílias, por nossos amigos, pelos propósitos dele, pela vontade dele em nossa vida.
Ok, estou tão animada que vocês estão aqui hoje porque lançaram recentemente outro livro lindo. Eu fico muito animada quando um livro é bonito. Eu sinto como se estivesse sentando com um tesouro. Sabe? Tenho que preparar o ambiente, segurar minha xícara de café quentinha, é assim que esse livro me faz sentir.
O título é Mãe do Evangelho. Ouça este subtítulo: Como tomar decisões baseadas na Bíblia e descobrir a mãe que Deus criou para você ser. (Infelizmente ainda indisponível em português).
Tenho que dizer, quero testemunhar: todo mundo precisa desse livro! As mães precisam desse livro. As avós precisam desse livro.
Vamos ter uma conversa hoje sobre maternidade, mas enquanto eu lia esse livro como uma avó que deseja deixar um legado, uma avó de Deuteronômio 6. . . Deuteronômio 6 não é atribuído apenas a mãe e pai. É atribuído à avó e ao avô também. Nós devemos ensinar nossos netos a andar nos caminhos do Senhor ao lado da mãe e do pai.
Fui tão edificada por esse livro, gente, tão abençoada por ele. Já começando pela introdução, eu tive muita dificuldade de passar dela, e minha primeira pergunta vem de lá. É um pouco desafiadora, mas aqui está. Na introdução, vocês escrevem: “Ocasionalmente tempo longe dos nossos filhos para trabalho focado e viagens. . .”
Vocês estavam escrevendo sobre como às vezes precisaram tirar um tempo longe dos filhos para trabalho focado e viagens. E imediatamente meu coração ficou apertado porque eu pude ver que vocês lutaram com a mesma pergunta com a qual todas nós já lutamos: É biblicamente defensável para mim ser uma mãe que trabalha? O que vocês diriam para alguém que está enfrentando essa questão agora?
Laura: Sim. Parece que praticamente toda mãe passa por uma temporada em que se pergunta: O que a Bíblia tem a dizer sobre trabalho e maternidade? E eu acho que essa é uma pergunta muito boa para começar. É tão bom que as mães estejam pensando sobre isso porque significa que elas desejam estar com seus filhos, que querem criar seus filhos.
Provavelmente elas estão pensando: Como é ser a principal cuidadora dos meus próprios filhos enquanto também, potencialmente, sigo meus próprios sonhos ou talvez precise trabalhar? Talvez seja uma necessidade. Elas podem ser mães solo. Talvez precisem de mais renda por algum motivo.
Há muitas razões pelas quais uma mãe pode considerar essa questão. E algo que Emily e eu sempre voltamos a enfatizar — e na verdade muito do que o livro Mãe do Evangelho inteiro trata — é sobre como enxergar nossas decisões por meio da lente do Evangelho.
E uma parte importante disso é reconhecer que as liberdades que temos em Cristo ou qualquer mandamento que temos em Cristo deve ser algo aplicável a todas as pessoas em todos os tempos. Então, ao olharmos para a história e vermos as diferentes maneiras pelas quais a queda afetou nossas vidas, sabemos que, como mencionei antes, nem toda mãe vai conseguir desfrutar de ser uma mãe em tempo integral em casa, mesmo que deseje. E ao olharmos para as Escrituras, podemos ver que isso não é uma acusação contra a maternidade dela, mas na verdade Deus providenciou uma forma para que ela cuide dos filhos mesmo trabalhando.
Acho que cada mãe precisa fazer várias perguntas. De novo, depende muito de suas circunstâncias, mas realmente buscar e conversar com seu marido sobre o que ele deseja. É pensar: Por que eu quero trabalhar? Se ela tem o privilégio de escolher trabalhar, então por que eu quero? É para escapar dos meus filhos porque quero ficar o mais longe possível deles? Ou é porque, “Olha, isso é algo que eu realmente gosto de fazer e desejo ter alguma renda para nossa família, e vejo que Deus me capacitou dessa forma”? As pessoas reconheceram isso.
Passar por essas motivações do coração também pode ser muito útil para entender qual é a razão pela qual quero trabalhar. E se de fato é simplesmente para fugir, há uma questão mais profunda no coração que provavelmente precisa ser tratada antes que uma mãe vá trabalhar.
Que outras perguntas? Estou tentando lembrar, Emily. Nós listamos várias no livro.
Emily: Sim. Acho que coisas como a permanência da decisão. Algo como o trabalho, precisamos lembrar, não é para todas, mas para algumas pessoas, para algumas mulheres, isso é algo que pode mudar em diferentes estações.
Tipo, o que eu estava fazendo quando nossos filhos eram bebês e crianças pequenas é muito diferente do que faço agora que eles estão todos na escola praticamente das 8 às 15 todos os dias. Então também acho que é saber que o Senhor pode precisar de mim de maneiras e em tempos diferentes.
E este livro é todo sobre tomar decisões bíblicas. É sobre seguir a Palavra de Deus e a orientação de Deus em cada estágio da vida. Não existe fórmula para essas coisas. Não existe um A+B=C e então essa resposta é fácil, simples e igual para toda mãe. Não. É sobre aplicar sabedoria bíblica às suas circunstâncias.
E adivinhem? Na maternidade, às vezes as coisas mudam a cada três semanas. Às vezes mudam a cada três meses. Às vezes a cada três anos, conforme eles crescem um pouco.
Isso é algo que Laura e eu temos enfrentado com o ministério Maternidade Ressurreta. Estamos nos preparando para encerrar e caminhar para uma nova temporada, e isso é realmente difícil e até assustador. Viemos diante do Senhor e dissemos: “Ok, o que conseguimos fazer até agora precisa ser diferente para nossas famílias daqui em diante.” Nós crescemos, mudamos. Para nós, é algo empolgante. Esperamos que, para a maioria das pessoas em suas áreas de trabalho, vocês não fiquem presas de um único jeito para sempre.
Raquel: Sim. Vamos pausar aqui nessa decisão de encerrar o Maternidade Ressurreta, porque sei que isso gerou um certo impacto na comunidade cristã.
Portanto eu acho que esse é um bom exemplo para analisarmos. Não apenas a ideia de tomar uma decisão como essa, mas uma situação da vida real.
Então, o que aconteceu? Levem-nos ao momento em que vocês finalmente chegaram juntas e disseram: “É hora de fazer algo diferente.” Quais foram os fatores que levaram a isso? Quais circunstâncias levaram a essa decisão? Isso pode nos ajudar a tomar algumas decisões que precisamos tomar.
Laura: Temos estado ativas no ministério Maternidade Ressurreta por cerca de dez anos. A conversa começou há um ou dois anos. Eu diria que, de tempos em tempos, ao longo de todo o ministério do Maternidade Ressurreta, tivemos conversas como: “Você está pronta para terminar?” Sempre queríamos verificar uma com a outra, ver quem precisava de uma pausa, quem talvez precisasse de alívio.
Deus nos conduziu de forma que, cada vez, talvez uma pessoa estivesse se sentindo cansada, mas a outra dizia com convicção: “Nós conseguimos. Vamos continuar. Vamos continuar.” Então o Senhor não estava alinhando perfeitamente nossos corações naqueles momentos. Era realmente como uma gangorra, indo e voltando, muitas vezes.
Mas chegou um dia — e honestamente é bem menos dramático do que as pessoas imaginam — em que eu apenas olhei para a Emily e disse: “Estou meio que sentindo que estou pronta para encerrar minha participação no Maternidade Ressurreta.”
E ela disse: “Sabe de uma coisa? Eu também.”
Isso não foi o fim. Claro, tiramos um tempo para orar. Conversamos com nossos maridos. Conversamos com nossa equipe de liderança. Passamos muito tempo refletindo: Quais seriam as consequências de encerrar este ministério? Certamente não queríamos fazer isso de forma leviana.
Mas, por algumas razões — como você estava pedindo detalhes mais específicos do que nos levou a essa decisão — eu diria que um grande motivo foi exatamente o que a Emily mencionou.
As fases dos nossos filhos estão mudando, e sentimos muito que queríamos estar mais disponíveis e mais presentes para eles enquanto entram nos anos do ensino fundamental II e ensino médio. Ouvimos muitas mães que estão um pouco à nossa frente que esses são anos super carregados, de maneiras diferentes dos primeiros anos, mas que também demandam muito tempo. Portanto, isso influenciou muito na nossa decisão.
Nós também sabíamos que, por termos uma plataforma pública que falava sobre maternidade, havia maneiras pelas quais talvez tenhamos falado sobre nossos filhos de formas que não gostaríamos que permanecessem para sempre. Há toda uma outra conversa que poderíamos ter sobre como é ter um ministério público e ao mesmo tempo protegermos nossa família. Isso foi algo que, especialmente nos primeiros anos do ministério Maternidade Ressurreta, quando talvez não fôssemos tão articuladas, tão criteriosas ou tão experientes quanto somos agora. . . Há algumas histórias que preferíamos não ter divulgado sobre nossos filhos. Nós também queríamos protegê-los daqui para frente.
Outra parte foi realmente seguir com outros sonhos que tínhamos em nossas vidas. E até mesmo nossos maridos abriram mão de muitas coisas ao longo dos últimos anos para nos ajudar a perseguir o sonho de um ministério crescente. Nunca começamos com esse grande objetivo de criar um ministério. Realmente era um hobby, e então o Senhor foi tornando tudo mais e mais real para nós. E vimos os sacrifícios que nossos maridos fizeram. Eles não nos pediram, mas sentimos que esta decisão nos permitirá que eles também florescessem e talvez sigam alguns sonhos de carreira, e nós poderíamos apoiá-los totalmente nisso.”
Então foram muitas coisas. Assim como qualquer decisão na maternidade, normalmente não é uma única grande coisa. É um monte de pequenas coisas que, juntas, nos levaram a dizer: “Sim. Ok. Chegou a hora certa.” E, claro, levamos quase dois anos nesse processo de encerrar as atividades. Publicamente, um ano depois de já sabermos antes que faríamos isso.
Nosso desejo era terminar bem. E realmente queríamos garantir que, ao fazer isso, conseguiríamos fazê-lo de uma maneira que honrasse o Senhor, honrasse o que Ele nos deu, honrasse os doadores que investiram em nós e nossa comunidade, que realmente caminharam ao nosso lado.
O processo de encerramento tem sido lento, mas somos muito gratas. Tem sido sinceramente um sonho poder terminar da forma como estamos fazendo. Tem sido um grande presente. Finais são lindos, e são importantes, mas muitas vezes são muito, muito difíceis. Mas poder escolher como você executa um final realmente é um presente de Deus.
Raquel: Eu amo isso. É lindo. Isso me lembra um momento em que você diz que há essas fases em que você faz menos ou faz mais. Você está constantemente reavaliando, o que eu acho complicado para uma mulher. É diferente para uma mulher do que para um homem, porque nós temos tantas fases na maternidade. Estou descobrindo que, para fazer bem o papel de avó, também é outra fase de ajustes.
Eu me lembro que eu estava nessa trajetória de ministrar e amando isso quando o Senhor nos chamou para adotar uma criança, uma adolescente. Basicamente voltamos a um cronograma de trabalho dos anos de bebê.
Sentimos que, mesmo sendo uma menina de catorze anos, ela ainda merecia ser vinculada e cuidada da mesma forma que nossos bebês biológicos foram.
Parecia um grande retrocesso em termos de carreira e de propósito fora de casa, mas eu não me arrependo dessa decisão nem por um segundo. Se você está lutando com uma decisão, vá para a Palavra. Busque conselho. Fale com seu pastor. Fale com seu marido. Fale com sua melhor amiga. Tome decisões corajosas e difíceis. Você verá o Senhor abençoar isso.
Nancy: Que conversa encorajadora. Ouvimos Dannah Gresh conversando com as mães Emily Jensen e Laura Wifler.
Se você é uma mãe enfrentando mudanças, espero que você tenha sido lembrada hoje de que não está sozinha e de que o Senhor vai com você em cada nova fase. Deus está simplesmente pedindo para você seguir a direção dele, não é, Dannah?
Raquel: Sim. É muito bom, Nancy. Que alegria fazer parte deste ministério e ver mães transformadas por uma sabedoria prática e bíblica.
Não faz muito tempo, uma das nossas ouvintes hispanas, que também é mãe, nos escreveu com uma história poderosa.
Mulher: Quando tive minha filha, eu queria trabalhar. Eu me lembro que meu trabalho era minha fuga. Eu não suportava o momento de voltar para casa para cuidar do meu marido e da minha filha. Havia uma jovem no trabalho, e ela compartilhou um blog sobre feminilidade bíblica.
Quando comecei a ler, o Espírito trouxe convicção, e muitas coisas começaram a mudar. Um novo amor começou a brotar no meu coração pelo meu marido e minha filha.
Comecei a orar ainda mais enquanto lia o livro Mujer Verdadera. Continuei pedindo a Deus que colocasse amor no meu coração pelo meu lar e minha família. Agora vejo a maternidade como uma ferramenta de santificação nas mãos de Deus. Entendo que minha família é meu ministério.
Nancy: Eu nunca me canso de ouvir esse tipo de história. Vinte anos neste ministério e elas ainda me tocam profundamente. E elas acontecem por causa de ouvintes que acreditam no poder de Deus para transformar vidas e que querem se unir a Ele e a nós nessa obra.
Quando dizemos que, se você apoia Aviva Nossos Corações, sua doação ajuda mulheres a descobrir sua necessidade por Jesus e a esperança que Ele traz — há muitas outras mulheres ao redor do mundo que precisam da verdade do Evangelho.
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Raquel: Obrigada, Nancy. Nós também temos uma notícia empolgante, em outubro de 2025, o Aviva Nossos Corações lançou uma iniciativa de seis anos chamada Maravilhas da Palavra. Eu estou muito animada com isso.
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Se você é mãe, talvez esteja familiarizada com o termo “culpa materna”.
Amanhã, Emily, Laura e eu vamos conversar mais, e vamos falar sobre a “culpa materna” pela lente do Evangelho. Espero que você acompanhe e seja encorajada. Aguardamos você aqui, no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
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