Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Tenho pensado sobre o nosso ministério à medida que vou ficando mais velha e sobre como é fácil começar a achar que a forma como sempre foi feito é a forma como precisa continuar sendo feita nas igrejas. Eu sou super tradicional e, se algo desafia aquilo com que me sinto confortável e que é tradicional para mim, em muitas áreas diferentes, eu fico irritada com muita facilidade.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o perdão, na voz de Renata Santos.
Estamos chegando ao final desta série tão rica sobre a vida de Miriã. Ela era a irmã mais velha que protegeu o bebê Moisés. Depois liderou as mulheres de Israel em louvor no deserto e viveu um episódio sombrio de rebelião. Acesse o nosso site avivanossoscoracoes.com caso …
Raquel Anderson: Aqui está Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Tenho pensado sobre o nosso ministério à medida que vou ficando mais velha e sobre como é fácil começar a achar que a forma como sempre foi feito é a forma como precisa continuar sendo feita nas igrejas. Eu sou super tradicional e, se algo desafia aquilo com que me sinto confortável e que é tradicional para mim, em muitas áreas diferentes, eu fico irritada com muita facilidade.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o perdão, na voz de Renata Santos.
Estamos chegando ao final desta série tão rica sobre a vida de Miriã. Ela era a irmã mais velha que protegeu o bebê Moisés. Depois liderou as mulheres de Israel em louvor no deserto e viveu um episódio sombrio de rebelião. Acesse o nosso site avivanossoscoracoes.com caso tenha perdido algum dos episódios desta série.
Hoje, vamos ouvir um bate-papo com algumas amigas sobre esta série.
Nancy: Bem, depois dessa série sobre Miriã, muitas de nós estamos sentindo que não queremos dizer muita coisa, porque estamos sendo mais cuidadosas e mais ponderadas com as nossas palavras, percebendo como Deus as avalia. Mas tivemos um tempo depois da sessão para algumas mulheres compartilharem como Deus falou com elas sobre essa parte específica da série — a parte de Números 12, que eu chamo de a rebelião de Miriã, que é realmente o que foi.
Tiramos um tempo com minhas amigas Holly Elliff e Kim Wagner para simplesmente refletir sobre o que temos falado nessa parte da vida de Miriã e como isso falou ao nosso coração. Kim, eu sei que quando nos sentamos aqui para o que chamamos de “conversa à mesa”, você disse: “Miriã foi muito confrontadora.” O que, em especial, fez você reagir assim?
Kim Wagner: Bem, enquanto você ensinava sobre Miriã, o Senhor me lembrou de um episódio de vários anos atrás. Vivi o que eu chamaria de a rebelião da Kim. Isso realmente reflete o que Miriã viveu. Meu marido é pastor. Ele é um pastor piedoso e sinto que ele demonstra liderança servidora mais do que qualquer líder que eu já tenha observado. E, claro, eu pude ver isso de perto.
Naquela época, estávamos em uma igreja que estava crescendo rapidamente e precisávamos expandir — era preciso ampliar o santuário ou passar a ter dois cultos. A equipe ministerial, os homens na liderança, estavam orando sobre isso e buscando a Deus para saber qual direção deveríamos tomar. Depois de um fim de semana a sós, reunidos e buscando o Senhor, sentiram muita convicção que deveríamos dividir em dois cultos. Quando meu marido compartilhou isso comigo. . .
Nancy: Você tinha uma opinião?
Kim: Eu tinha uma opinião.
Nancy: E você compartilhou com ele?
Kim: Compartilhei minha opinião com bastante firmeza. Agora, compartilhei minha opinião com ele, e acho que, inicialmente, fiz isso de forma bíblica. Eu estava apenas compartilhando meu coração e meus pensamentos com ele. A liderança começou a apresentar a visão de ir para dois cultos e, à medida que mais pessoas ficavam sabendo disso, começavam a expressar preocupações: “Não podemos dividir a igreja desse jeito.”
Elas vinham até mim e perguntavam o que eu achava disso. Eu ensinava um estudo bíblico para mulheres, e as mulheres me viam como uma líder. Elas perguntavam, e eu dizia: “Bom, essa é a forma como a liderança acredita que devemos seguir, mas, pessoalmente, eu. . .” Hoje estou tão convicta de que isso foi tão errado naquela época, mas eu nem percebia o quanto estava minando a liderança do meu marido.
A equipe de liderança deu várias semanas para a igreja orar e buscar o Senhor sobre isso. Olhando para trás agora, acho que meu marido teria adotado uma abordagem diferente, porque eles permitiram que passasse muito tempo depois de realmente acreditarem que aquela era a decisão que Deus queria que tomassem. Eu não sabia qual era a decisão certa, se era ter dois cultos ou se reunir no ginásio ou o que fosse.
Nancy: Às vezes isso realmente não importa. Essa não é tanto a questão, mas como lidamos com as diferenças.
Kim: Exato. Como respondemos ao que vemos como: “Bom, essa não é a direção que eu acho que deveríamos seguir.” Porque o que ainda estou aprendendo é que, quando respondemos biblicamente, podemos ir à autoridade de forma humilde, bondosa, respeitosa, expressar nossas preocupações ou compartilhar nossas percepções, dar nossa opinião, e então deixamos isso com Deus e confiamos que Deus pode inclinar o coração do rei para onde Ele quiser.
Nancy: Miriã realmente poderia ter feito isso com Moisés, se ela tivesse o que considerava uma preocupação legítima sobre a esposa dele. Ela poderia ter ido falar com ele. Mas a passagem começa dizendo: “Miriã e Arão falaram contra Moisés” (Nm. 12.1, parafraseado). Acho que é aí que vemos que, desde o início, isso foi mal concebido.
Não foi que ela tinha uma preocupação genuína que apresentou a ele de forma humilde e mansa e depois esperou que Deus mudasse o coração dele, se ele estivesse errado. Ela simplesmente se colocou contra ele, e foi aí que o coração dela estava tão errado e o resultado foi desastroso.
Kim: Eu não me via contra meu marido ou contra a liderança da igreja. Mas, na realidade, eu estava minando o respeito pela autoridade deles, porque havia muitas pessoas que me tinham em alta estima e respeito e olhavam para minha caminhada com o Senhor — “Será que o Senhor não fala comigo também, por meio da Kim?” Eu não percebia que isso era o que estava acontecendo naquela época.
Deus, assim como fez com Miriã, me colocou de lado fisicamente. Nesse período, sofri um acidente em que caí da varanda e tive uma hérnias de disco no pescoço, perdi a sensibilidade nos braços e nos dedos, e fiquei de cama por um período. O neurologista marcou uma data específica para a cirurgia, e eu nem estava presente nos últimos cultos antes da votação. Agradeço ao Senhor por eu estar fisicamente impossibilitada de ir.
Agora, o paralelo com Miriã, quando olho para isso, eu nunca tinha pensado dessa forma antes, até você apresentar. O julgamento físico que Deus trouxe à vida de Miriã. Na época, agradeci ao Senhor por eu estar fisicamente impossibilitada de ir, porque eu não queria estar naquela reunião.
Ainda hoje estou refletindo sobre isso e pensando que aquilo realmente foi a mão de Deus lidando comigo — não apenas me protegendo de estar lá e do que eu poderia dizer ou da atitude que eu poderia ter, o que espero que de forma alguma tivesse sido falar publicamente contra meu marido, mas quem sabe o que qualquer pessoa faria?
Nancy: Quando você olha para Miriã um ano antes desse incidente e a vê liderando o louvor ao sair do Mar Vermelho e apoiando Moisés, quem imaginaria que um ano depois, ou menos, ela seria a principal antagonista de Moisés?
Holly Elliff: Nancy, acho que foi isso que mais me marcou: imaginar, durante aquele ano que se passou entre esses dois eventos, o que aconteceu no coração de Miriã para levá-la do tamborim. . .
Nancy: . . .a se tornar um gongo barulhento.
Holly: . . .a uma conversa em alguma tenda em que ela estava minando Moisés ou questionando a autoridade dele. Ao pensar nisso, voltei às Escrituras para ver se havia mais alguma coisa que desse uma pista sobre isso, e realmente não há nada registrado. Então é um tipo de argumento a partir do silêncio.
Mas a gente acaba se perguntando se, embora não tenhamos um evento catastrófico registrado, não houve simplesmente uma sequência de pequenos acontecimentos na vida de Miriã. Diferente de você, Kim, olhando agora para um grande evento específico que o Senhor trouxe à sua, fico pensando se não foi, na vida de Miriã, uma série de pequenos momentos em que o Senhor veio a ela com convicção, instrução ou repreensão, e ela disse “não” repetidas vezes, em pequenos momentos. Ao longo daquele ano, muitos pequenos “nãos” ao Senhor acabaram resultando em um momento catastrófico na vida dela.
Nancy: Muitas vezes é assim mesmo. É um vazamento lento, não um estouro repentino.
Holly: Não um grande passo intencional da parte dela. Acho que dá para imaginar que, mesmo naquela conversa com Arão, ela não percebeu o quão longe tinha ido do lugar onde Deus queria que ela estivesse, porque seu coração, em todos aqueles pequenos momentos de rebelião, de insistir em seus direitos ou de querer algo que Deus não lhe concedeu, começou a fazer escolhas que afastaram seu coração da vontade de Deus.
Kim: Acho que ela pensava que o que estava fazendo era certo. Nessas situações, as pessoas acham que estão defendendo a coisa certa, dizendo a coisa certa. Acho que é aí que nos colocamos em problemas. Talvez até seja a coisa certa, mas estamos fazendo da maneira certa? Estamos seguindo as orientações das Escrituras? Estamos honrando a Deus? Estamos abrindo mão do nosso próprio controle?
Holly: Miriã pode ter sido uma mulher com um senso de justiça muito elevado.
Nancy: Você conhece alguém assim, Holly?
Holly: Conheço algumas pessoas assim.
Nancy: Já ouvi seu marido falar isso sobre você.
Holly: Essa é a palavra que ele usa para me definir. Mas não tenho nenhuma dúvida de que ela se sentia justificada no que estava dizendo. E pode até ter havido algumas coisas legítimas no que ela dizia, mas isso não muda o fato de que, ao longo daquele ano, o coração dela tinha se afastado o suficiente da vontade de Deus a ponto de ela não ter discernimento para perceber a diferença. Então, quando saiu da boca dela, mesmo que houvesse alguma raiz legítima, a maneira como foi dito, ou o coração com que foi dito, trouxe desonra ao Senhor e ao líder do Senhor.
Nancy: Acho que dois fatores quase sempre estão presentes em situações como essa: amargura e orgulho. Uma ferida que se transforma em amargura e, talvez, porque essa nova esposa — talvez Moisés tenha passado a olhar mais para ela do que para Miriã. Não sabemos. Mas, muitas vezes, quando observamos nossa própria história, até nos tornamos vozes estridentes e antagonistas.
Quando isso veio à tona, já era algo intenso. Ela se tornou alguém que gritava. Mas ela não começou assim. Geralmente é a ferida que se transforma em amargura e depois o orgulho, que me deixa cega para o que estou fazendo, para o impacto das minhas ações, para a deslealdade.
Se alguém tivesse perguntado a ela: “Você acha que está minando a autoridade de Deus e a autoridade de Moisés?”, ela provavelmente, como a maioria de nós, teria dito: “Não. Você precisa entender, ele está errado. Alguém precisa lidar com isso.”
Kim: Estou ajudando-o.
Nancy: Estou ajudando-o. O orgulho nos cega para o quanto já saímos da linha e para o fato de que talvez estejamos lidando com algo que até pode ser uma questão legítima, mas não estamos lidando com isso de uma maneira legítima.
Holly: Acho também que Miriã tinha sido confrontada com tantos momentos grandiosos em que Deus estava guiando. Ela sabia que Deus havia chamado Moisés como líder.
Eu estava lendo Deuteronômio 1, que diz:
Vocês viram que o SENHOR, seu Deus, os levou, como um homem leva o seu filho, por todo o caminho pelo qual vocês andaram, até chegar a este lugar.
— Mas nem assim vocês creram no Senhor, seu Deus, que foi adiante de vocês por todo o caminho, para procurar o lugar onde deveriam acampar; de noite, estava no fogo, para mostrar o caminho por onde vocês deveriam andar, e, de dia, estava na nuvem. (vv. 31–33)
Ela tinha sido conduzida pelo Senhor e sabia que tinha sido conduzida pelo Senhor.
Nancy: Ela tinha visto isso por mais tempo do que a maioria dos israelitas, porque estava lá quando Moisés era bebê e viu Deus usar a filha de Faraó. Então, por décadas, ela tinha visto a mão de Deus.
Holly: Ela não tinha nenhuma dúvida de que Deus estava guiando. Mas o inimigo é tão sutil na forma como se aproxima de nós, mulheres. Acho que, com Miriã, ela acabou ficando cega para o fato de que Deus tinha guiado e ainda estava guiando.
Há momentos na nossa vida em que, se não tivermos cuidado, o inimigo vem até nós, assim como fez no jardim, e diz: “Será que o que Deus está fazendo é realmente bom? Será que Ele ainda está guiando?” Se não tomarmos cuidado, podemos nos deixar levar tanto por esse pensamento que esquecemos o que Deus já fez, onde Ele esteve, o fato de que Ele tem nos guiado, e acabamos convencidas de que ou Deus está cometendo um erro ou que as pessoas que Ele colocou ao nosso redor para nos liderar estão cometendo erros.
Nancy: Acho que esse é um insight enorme, porque isso toca na soberania de Deus. É confiança na soberania de Deus. Em algum ponto, ela teve que perder a confiança não apenas em Moisés, mas em Deus. Não é isso que acontece conosco?
Há circunstâncias em que não dizemos que perdemos a confiança em Deus, mas, na prática, perdemos, porque não temos certeza de que Ele realmente está fazendo as coisas cooperarem da maneira como deveriam. Então sentimos que precisamos tomar as coisas em nossas próprias mãos e fazer algo a respeito.
Kim: Assumir o controle. Acho que aquilo que você mencionou antes, o orgulho, anda junto com isso. Esse é um perigo enorme para qualquer um de nós que serve no ministério em qualquer nível — uma professora de escola dominical, alguém que cuida do berçário, até o pastor, líderes, ministros, quem quer que seja. Você acaba desenvolvendo uma mentalidade de território, como você falou. Se alguém chega perto demais do seu território, ou tem outra ideia, outra sugestão, ou começa a liderar de uma forma diferente, e você sente que sua área está sendo invadida ou violada, você vai reagir.
Nancy: Eu ainda não sou velha, mas, à medida que vou ficando mais velha, percebo que fico mais resistente às mudanças que Deus ou outras pessoas talvez queiram fazer. Estou pensando em uma conversa. . .
Holly: Tivemos uma conversa sobre isso outro dia.
Nancy: Tivemos sim uma conversa recente sobre isso, Holly, e isso me veio à mente porque estou pensando em Miriã com cerca de noventa anos. Nessa altura, ela tinha andado com o Senhor por muito tempo. Ela tinha visto Deus fazer muita coisa. Ela tinha visto coisas que muitas das pessoas ao redor dela não tinham visto.
Estou pensando no nosso ministério, à medida que vou ficando mais velha, e em como é fácil começar a achar que a forma como sempre foi feito é a forma como precisa continuar sendo feita. Nas igrejas, eu sou bastante tradicional e, se algo desafia o que me é confortável e tradicional em muitas áreas diferentes, eu me irrito com muita facilidade.
Porém, há algumas coisas que nunca deveriam mudar. Precisamos nos apegar à verdade e à Palavra de Deus. Mas há coisas que precisam mudar. Há coisas que fazemos há muito tempo, desde antes de qualquer uma de nós estar vivo na vida da igreja, que realmente precisam mudar se quisermos ver avivamento. Podemos, inclusive, nos colocar no caminho do que Deus pode estar querendo fazer com uma nova geração.
Fico me perguntando se Miriã não — não sabemos, estou apenas pensando alto — mas se não há algo específico em envelhecer que pode nos tornar mais vulneráveis a ficar presas a padrões, ao orgulho, ou a pensar que, no mínimo, temos o direito de expressar nossa opinião sobre isso porque temos mais tempo de casa.
Vemos em Miriã que não existe idade que nos dê o direito de ser desafiadoras, de resistir à autoridade, de violar as Escrituras, de ser desleais, de semear discórdia. Deus odeia quando semeamos discórdia, em qualquer idade.
Kim: Isso mesmo. E não precisa ser alguém mais velho, porque estou pensando em professoras de escola dominical que são jovens, mas, se você pede para mudarem de sala, eles não querem abrir mão do espaço para permitir mudanças e crescimento. Há tantos problemas nas igrejas que surgem por causa de território, orgulho e do “sempre foi feito assim”.
Holly: E não apenas na igreja. Nos últimos anos, me vi em algumas circunstâncias realmente desafiadoras que o Senhor permitiu entrar na minha vida e na vida da minha família, especialmente com mudanças no meu papel em relação aos meus pais e com meu pai, que está com o Senhor agora. Houve uma fase em que eu realmente pensei que Deus devia ter cometido um erro, porque era tudo muito escuro e muito difícil, e eu não conseguia acreditar que o Senhor me colocaria naquela situação quando eu tinha outros planos.
Nancy: Não era assim que você teria escrito essa fase da sua vida.
Holly: Não, de jeito nenhum seria assim que eu teria escrito essa história. Lembro de um momento com o Senhor em que eu estava reclamando sobre isso. Lembro que estava sentada em um parque, em uma mesa de piquenique perto de um lago, meio que reclamando ao Senhor. E o Senhor me disse: “É aqui que você está. Assim como pedi aos discípulos que entrassem no barco e os levei para uma tempestade, eu coloquei você aqui. Então você tem duas escolhas: ou você muda, ou você morre.”
Algumas semanas depois, conversei sobre isso com algumas das mulheres que eu ensino na igreja. Falamos sobre o fato de que, quando Deus traz coisas para a nossa vida que não podemos mudar, temos uma escolha. Ou morremos para nós mesmas, ou morremos para aquilo que achamos ser a vontade perfeita para nós e aceitamos o que Deus colocou em nossa vida.
Não pude deixar de pensar no meu pai, que aos cinquenta anos foi orientado a mudar algumas coisas na sua vida física para continuar saudável. Eu o vi escolher, por vinte anos, não mudar e não alterar essas coisas. Como ele não fez nada do que os médicos disseram, foi estar com o Senhor aos setenta e seis anos. Acho que ele teria vivido muito mais tempo se, aos cinquenta, não tivesse se determinado a buscar a própria vontade.
Então, ao pensar em Miriã, eu preciso fazer a seguinte pergunta: o que foi que Deus chegou até ela e disse: “Eu quero que você mude isso aqui — talvez seja algo pequeno — mas eu quero que isso mude”, ou “quero que isso pare”, ou “quero que isso comece”? Quantas vezes ela disse ao Senhor: “Eu não vou”?
Essa é uma aplicação atual para a minha própria vida. Em algum momento eu estou dizendo ao Senhor: “Eu não vou fazer isso”, ou “eu não vou mudar isso”, ou “eu não vou ouvir quando receber instrução”? Acho que é muito custoso, como foi para Miriã, dizer ao Senhor: “Eu não vou mudar”.
Nancy: Mas também acho algo muito doce o fato de que, mesmo ela tendo cerca de noventa anos e tendo tido essa grande queda, essa grande mancha na sua história, Deus, em Sua misericórdia e graça, esteve disposto a lidar com ela nessa fase da vida e não simplesmente descartá-la. A disciplina do Senhor é uma expressão do Seu amor e da Sua graça.
Mesmo assim, na idade dela, Deus não disse: “Você tem noventa anos, vai morrer do jeito que começou.” Ele envia a lepra como uma expressão do Seu desejo de restaurá-la, de levá-la ao arrependimento. Como Deus é bondoso ao dizer, seja qual for a sua idade: “Eu vou tratar do seu pecado, mas também vou tratar de você com graça”.
Holly: Eu também amo o fato de vermos Moisés intercedendo por Miriã, dizendo: “Deus, não tira a vida dela.” E Deus diz: “Eu vou poupar a vida dela, mas ela vai passar por um período em que terá muito tempo para pensar sobre essas coisas.” Eu imagino Miriã sentada numa tenda fora do acampamento, coberta de lepra. . .
Nancy: Aquela deve ter sido uma semana muito longa na vida de Miriã.
Holly: Miriã realmente teve tempo para lutar com o Senhor, refletir sobre onde tinha estado e sobre o que precisava mudar.
Kim: Como ela tinha sido orgulhosa em relação à sua posição como líder das mulheres, quando voltou para o acampamento, a cabeça dela foi raspada, as sobrancelhas foram raspadas. Ela passou por uma humilhação física total diante de todos, além da vergonha. Então, foi mais do que apenas sete dias, embora ela tenha ficado fora do acampamento por sete dias. As consequências dessa disciplina continuaram por um tempo.
Nancy: Como Deus é bondoso até nisso — quero dizer, na humilhação — porque esse é o remédio para o orgulho. O remédio é doloroso, mas não é nem de longe tão doloroso ou mortal quanto a doença que ele está tentando curar.
Holly: Dá até para imaginar que, depois desse período, Miriã não tenha se tornado muito mais acessível, depois de ter sido completamente inacessível — primeiro por causa do orgulho e depois por causa da lepra. Agora, Miriã realmente se torna acessível por causa de um coração humilde. Claro que muita coisa aqui é suposição, porque isso não está registrado nas Escrituras. Mas acho difícil passar por essas circunstâncias, permitir que o Senhor restaure você, e não se tornar uma mulher que anda de forma diferente, especialmente em termos de humildade.
Raquel: Ouvimos Holly Elliff. Ela conversou com Kim Wagner e com nossa anfitriã, Nancy DeMoss Wolgemuth neste bate-papo sobre a personagem bíblica Miriã e a lição difícil, porém importante, que ela aprendeu.
Elas refletiram sobre a série de ensinamentos de Nancy, Lembre-se de Miriã. Estamos encerrando essa série hoje, mas espero que a história de Miriã tenha encorajado você.
Vimos a fé dela quando jovem, sua liderança inspiradora e sua rebelião, que aponta para a bondade e a graça de Deus.
Hoje falamos bastante sobre a importância da humildade. No caso de Miriã, a humildade veio como resultado da disciplina amorosa do Senhor.
Também encerramos o desafio Persevere. Espero que você tenha sido encorajada nestes últimos 40 dias a perseverar no seu compromisso com o Senhor.
Caso você não tenha participado conosco deste desafio, ainda pode acessá-lo no nosso site e reunir um grupo de amigas para fazerem juntas ou se desafiar nesta jornada de 40 dias. Visite o nosso site avivanossoscoracoes.com e clique na aba “Desafios”.
Aguardamos você para o próximo episódio do Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, sustentado por seus ouvintes e dedicado a chamar as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.
Algumas vozes utilizadas neste episódio foram geradas ou aprimoradas com o auxílio de inteligência artificial.